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Nas entrelinhas...

Terça, 2 de Setembro de 2008
Nada do que planejei até hoje para minha vida pessoal e profissional ocorreu como eu imaginava. Achava que ia morrer solteiro, já me casei (aos 28!); pensei que ia ficar rico antes dos 30, ainda pago financiamento do carro e apartamento... Imaginava ser "O consultor" ainda jovem, e vejo que há muito, mas muito, o que estudar e trabalhar.

É assim, a gente "compra" os tecidos e linhas, tece a trama com cuidado - às vezes com ingenuidade- aí vem a vida e desfaz os pontos, embola as linhas, rasga as tramas e transforma a composição.

É preciso então redesenhar, re-costurar, mudar linhas e cores, conceber novas tramas e conhecer novos tecidos; em uma palavra "re-imaginar" como disse Tom Coelho.

Muito fácil é fazer planos, mais fácil ainda é vê-los ser modificados pelas contingências de viver; difícil é aprender a ver, aprender a ler, não no papel, mas nas entrelinhas do destino.

Destino X Decisão; são dois aspectos da vida que sempre acreditei serem antagônicos. Preto ou branco, frio ou quente, claro ou escuro. Tenho aprendido... Que decepção? Que descoberta!

Descobrir que o destino leva, mas que pode ser balizado, influenciado e gentilmente convencido. Notar que entre o preto e o branco existe o cinza, e que as tonalidades da existência às vezes se colorem a si mesmas, misteriosamente pintando um quadro do qual somos co-autores.

Aquele traço? Deu-se por si mesmo. E a linha reta tornou-se côncava, o amarelo vivo desbotou um pouco e, o vermelho- imaginado pálido- acabou por se mostrar de um escarlate assombroso.

Na escola da vida ainda sou aprendiz de aprendizes, e descubro diariamente que jamais me graduarei. Que bom! Vejo à minha frente sonhos se erguerem e se tornarem majestosos. Não que eu os tenha concebido assim: majestosos! Concebi-os enormes, é verdade, mas muito menos complexos e ricos do que na verdade se mostram. Imaginei caminhos lineares, mas fiquei às voltas com as voltas da vida; e quantas voltas ela dá...

Hoje, tudo caminhando, o que era para ser cabeça virou pé, e aonde eu farejava poeira mostrou-se o ouro. As tintas se misturaram, as tramas se desfizeram, se refizeram, e as cores me confundiram; mas o quadro está sendo pintado, por um artista imperfeito, ansioso, deslumbrado.

Tenho notado que a vida me leva, e que me leva para onde quero, mesmo quando nem sei se sei o que quero. Mas sempre sei, e sempre vou, por viadutos inesperados, rotas mal desenhadas e acostamentos desconfortáveis; não paro na estrada.

Se eu caio, tenho que me erguer, engarrafamentos já não mais me desesperam; apenas reduzo a marcha e afrouxo o pé, a aceleração não pára. As placas? Umas caídas, outras tortas, mais tantas "borradas"; mas não me importo; vou firme, reto e confiante; porque estou aprendendo a viver, estou aprendendo ansiar e a esperar. Estou aprendendo a ler...

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Super-homens ou Gestores

Sexta, 22 de Agosto de 2008
Programas de qualidade, de motivação, de liderança e tantos outros pautam o sucesso de implementação no comprometimento da direção / gestão das organizações. Não importa o segmento em que estas organizações atuem se não houver recursos e envolvimento de quem está sob o seu comando é certo que o caminho do fracasso está aberto. Uma questão que surge é como estes super-homens poderão cumprir tamanha missão. O fato é que ao ascenderem à tais posições tornam-se referência e suas decisões passam a ter impacto na vida de todos que estão interligados à hierarquia. O “andar de cima” transforma-se num paraíso e todas as preces são a ela dirigidas na expectativa de sucesso para as atividades que ocorrem. Se as vendas estão baixas é porque a direção não liberou recursos para aquele inovador programa de treinamento em vendas ou ainda não aprovou aquele novo recurso tecnológico a ser incorporado em nossos produtos para se igualar aos concorrentes. Se a qualidade não atinge os objetivos é porque não há comprometimento de todos e a direção deveria participar mais e dar exemplos. Se a motivação está em queda é devido ás atitudes da direção que deveria estimular a todos.

Afinal de contas, que tipo de super-homens são esperados para ocuparem as posições de decisão nas empresas? Deles tudo é esperado, tudo é solicitado. Acima somente Deus. Quando não podem resolver torna-se último recurso recorrer a Deus. Se bem que alguns gestores colocam-se lado a lado com Deus... Polêmicas à parte, gestores são seres humanos, limitados que são, e que, deveriam extrair resultados de suas equipes. Não são eles que fazem ou dizem como fazer. São eles que questionam sobre as melhores alternativas, dão diretrizes e provêem condições para se faça; mas como podem estar envolvidos em tantas responsabilidades sem terem conhecimentos e habilidades para todas? Qualidade, liderança, motivação, meio ambiente, engenharia, manutenção, compras, produção, vendas... a lista continua indefinidamente. Que resposta mágica é esperada para que sejam providos do dom divino de fazerem milagres?

É de nossas culturas que esperemos os líderes para agir. É expectativa que estes líderes chamem a responsabilidade para si. O problema é que todos os lados esperam demais uns dos outros. O líder espera que os seus liderados compreendam como que por encanto suas posições e como autômatos simplesmente façam, afinal de contas não há tempo a perder e não dá para ficar explicando tudo para todos. Os liderados, ainda que saibam como fazer, não se sentem autorizados, aguardam o líder supremo para agir conforme orientações. Afinal de contas, manda quem pode e obedece quem tem juízo, diz o ditado popular. Assim uns fingem aceitar outros fingem mandar. E quando os resultados não são satisfatórios volta a pergunta: como os líderes podem estar comprometidos com este programa?

Uma das grandes falhas dentro das organizações é tratar tais assuntos como programas, projeto, enfim uma caixa preta que será desvendada por especialistas quando o avião cair. Infelizmente é assim que ocorre. É preciso fazer com que tais conhecimentos venham a fazer parte do DNA da organização, ser efetivamente inseridos na cultura desta organização, serem respirados dia-a-dia em todos os ambientes e níveis hierárquicos. Para isto devem ser tratados como um meio e não como um fim. O primeiro impacto dos resultados de quaisquer destes programas em geral é alto, o problema está em sua continuidade. Sendo uma tarefa, uma atividade à parte, com os primeiros resultados deixam de ser prioridade e passam a ser executados apenas quando cobrado pelo cliente ou por alguém relevante. Se tornarem filosofia de trabalho, se a organização tiver formas de usar em suas ações rotineiras certamente a continuidade se dará. E como fazer isto?

A verdadeira missão do líder, do gestor, é assumir publicamente que confia e depende de sua equipe. As suas decisões são de fato baseadas nas informações que recebe. Portanto, necessita delegar e estar assessorado por pessoas competentes, que saibam como realizar cada um daqueles assuntos. O líder deve integrá-los à missão e planejamento estratégico da organização. Objetivos e metas devem ser estabelecidos. Porém, o principal objetivo é como usufruir dos benefícios destas metodologias ao longo do tempo. Com isto, uma oura decisão é sobre quais delas a organização fará uso. Ainda que seus clientes exijam é preciso avaliar possíveis conflitos e impactos com a filosofia presente e decidir sobre o que fazer. Decisão tomada, digamos pela implantação, é preciso estabelecer fases que iniciam com a própria implantação e vão à consolidação. Na implantação encontram-se os modelos difundidos que visam apresentar a metodologia e trazer os primeiros resultados. A consolidação, por sua vez, tem como objetivo tornar-se parte integrante da organização e deixar de ser a caixa-preta dos programas para transformar-se em atitude de cada um no dia-a-dia. A consolidação traz resultados de longo prazo e são pequenos ganhos que somados devem proporcionar resultados significativos para a organização.

Um ponto importante a se considerar é o fato de programas proporcionarem impactos – esta é a missão deles. Depois, devem ser substituídos pelas ações e, nesta hora, os profissionais competentes designados pelos líderes devem fazer valer o diálogo com todos os envolvidos considerando sempre as oportunidades para manter ativo os conceitos aprendidos e, continuamente capacitar novos participantes. É assim que se persiste uma filosofia de trabalho. Não podem ser deixado de lado porque todos acreditam no seu benefício. Portanto:

- O líder deve assumir que depende da equipe;
- O líder deve delegar e não tentar fazer;
- O líder deve ser assessorado por pessoas competentes e, são estas que deve escolher;
- A metodologia deve ser integrada à missão e ao planejamento estratégico;
- Objetivos e metas de longo prazo devem ser estabelecidos;
- Benefícios devem ser usufruídos ao longo do tempo, por muito tempo;
- Escolha as metodologias que se aplicam a sua organização e, faça com que seja a alma de tudo o que fizer;
- Lembre-se: programas são temporários e de alto impacto, consolidação é permanente e de resultados contínuos;
- Capacite continuamente os envolvidos e traga novos participantes;
- Acima de tudo acredite na metodologia.

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CONQUISTAR É CONTINUAR A VENDER

Sabado, 17 de Maio de 2008
Atuar com vendas é algo motivador, delicado e que proporciona o desenvolvimento constante de novas estratégias de abordagem, negociação e fidelização. Exige que o profissional conheça cada vez mais seus clientes e produtos e possa agregar valor durante a negociação, na venda, pós-venda e em todas as demais áreas correlacionadas ao processo.

Em um mercado repleto de opções deve-se tentar estreitar o relacionamento com o cliente para que se consiga obter uma preferência inicial, uma lembrança, pois torná-lo fiel é quase impossível, mas para vir a ser a referência ou a preferência de compra basta empenho, dedicação, interesse, pró-atividade, qualidade dos produtos e serviços, atenção especial, bem como mensurar constantemente qual a percepção de satisfação existente.

Algumas empresas confundem fidelizar com "aprisionar". Oferecem condições supostamente interessantes aos clientes, desde que mantenham exclusividade por um período determinado (12, 18, 24 meses). Obrigar não é fidelizar. Fidelizar é oferecer condições aos clientes de forma que sintam satisfação, desejo e interesse em utilizar determinados produtos ou serviços. Obrigar os clientes a utilizarem os produtos ou serviços que não atendam às suas necessidades e expectativas, é como praticar um crime de cárcere privado. Ou seja, manter os clientes sem a opção de adquirir produtos e serviços que atendam suas necessidades e possuam a qualidade necessária para que realizem suas atividades profissionais ou pessoais. Nesse caso, ficam privados de livre escolha, e além de estarem sendo prejudicados de alguma forma, ainda são obrigados a pagar multas pela falta de capacidade das empresas que oferecem tais produtos e serviços.

Cliente insatisfeito, obrigado a utilizar qualquer produto jamais oferecerá feed backs positivos ao mercado. E é de fato comprovado que a "propaganda" realizada através de "depoimentos" proporciona resultados (positivos ou negativos) com maior amplitude. Na maioria das vezes é muito mais viável a empresa rever seus conceitos e abrir algumas exceções para solucionar pequenas falhas, que deixá-las se tornarem grandes problemas. É como um incêndio que pode começar com uma simples faísca.

Como sua empresa tem atuado no mercado? Estreitando o relacionamento ou aprisionando seus clientes?

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O Marketing e o futebol

Sexta, 22 de Fevereiro de 2008
As vezes poder aproximar o Marketing de esportes pode não parecer resultar em algo muito bom, mas Alexandre Las Casas (em seu livro Jogada de Marketing - Aplicando as Táticas do Futebol à Gestão Empresarial; Editora Saraiva; 2ª edição 2006) conseguiu visualizar como o futebol é composto por regras que podem ser usadas em Marketing, são explanações realizadas com muita pesquisa e que demonstram o quanto trabalha-se com Marketing no dia-a-dia e como o próprio Marketing faz parte da vida de todos.

Las Casas percebeu que algumas regras de futebol comportam-se como o mercado, utilizar-se de estratégias é vital e saber como atingir os objetivos traçados no planejamento pode influenciar positivamente o profissional de Marketing a ter flexibilidade sem perder seu foco.

Algumas das regras são:
O Marketing e o futebol
Sem campo não há jogo: obviamente todos sabem que em um jogo de futebol o campo é um dos pontos que determinam o local de jogo, dão as dimensões as quais os jogadores estão inseridos e limitam as ações dentro de suas 4 linhas básicas. Ao trazer o campo para o Marketing tem-se o mercado, um Segmento de mercado ou um nicho, onde é preciso limitar seu raio (campo) de atuação, pois não há como atingir todo o mercado e todos os públicos disponíveis;

A necessidade da bola: sem uma bola não existe possibilidade de jogar. Para chegar até a mente do consumidor deve-se ter um bom produto, comparando-o com a bola, percebe-se que sem um produto adaptado ou feito para os consumidores certos não há como chegar em seus objetivos dentro do mercado;

Nenhum time pode jogar sem goleiro: um jogo pode até iniciar-se com um uma equipe incompleta, mas o goleiro é vital. Saber posicionar corretamente os profissionais é vital para o sucesso da empresa e seus produtos, cabe ao gerente conhecer sua equipe e selecionar o melhor profissional para exercer a função correta, então o gerente assemelha-se com um goleiro, muito importante para o Posicionamento da equipe e gerenciando o jogo com a colaboração dos demais;

O jogador pode atuar com sapatos comuns: em um campo os calçados devem ser iguais para todos os jogadores, até mesmo a sua ausência é permitida. As regras são comuns a todas as organizações, a forma de atuar no mercado é regida por ética e respeito ao consumidor;

Deve haver um árbitro em todos os jogos: sempre há no futebol um árbitro que visa cumprir e fazer-se cumprir as regras do jogo. No mercado existem órgãos que irão determinar o que é ou não possível para uma organização fazer, como exemplo pode ser citado o Código de Defesa do Consumidor;

Árbitros assistentes podem ser expulsos: quando os assistentes não cumprem suas funções corretamente ou há algum imprevisto, podem ser trocadas. Na empresa os profissionais devem exercer suas funções corretamente, quando isto não ocorre ou o desempenho é menor do que o esperado pode-se optar por trocá-los ou substituí-los;

Gol feito na saída do jogo é válido: caso o jogador chute a bola diretamente na saída do jogo, seu gol é validado, pois o primeiro movimento do jogo é o ataque. No Marketing procura-se pegar seus concorrentes de surpresa, sair na frente no mercado é importante e traz benefícios a organização e aos profissionais de Marketing que elaboram estratégias que podem dar esta vantagem sobre os demais concorrentes no mercado;

Quando a bola está em jogo: qual é o limite que define quando a bola saiu do campo, seja pela lateral ou linha de fundo. O mercado exige que as empresas comportem-se e coloquem seus produtos adequadamente, o consumidor será atingido somente quando o produto estiver muito bem posicionado e fixado dentro do mercado pré-definido;

Os gols: neste ponto pode-se trabalhar para que os adversários não façam os gols, com um posicionamento bem feito da zaga e com um bom goleiro, ou então atacar e fazer com que o time marque primeiro. O objetivo das organizações é o sucesso, dar ao consumidor um produto que esteja em sua mente e que torne-se uma referência em compras futuras, com um bom produtos pode-se "marcar muitos gols" no mercado e impedir com seu goleiro e zaga (gerente e demais profissionais da equipe) que os mesmo concorrentes façam os gols antes da sua organização.

O mercado é um campo a ser estudado constantemente pelo profissional de Marketing, suas estratégias devem ser muito bem elaboradas e tornarem-se diferenciais perceptíveis para os consumidores, trazendo com isso a fidelização de consumidores e o sucesso da organização no mercado diante da concorrência, bem diferente dos marqueteiros que nem sabem onde estão no mercado.

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Marketing entre empresas

Terça, 8 de Janeiro de 2008
É preciso gerenciar a informação e o relacionamento com os parceiros.

Muito tem se falado sobre marketing de relacionamento, ou seja, a aplicação de táticas de marketing para regularizar, promover e aproximar relações interessantes para o negócio. O universo B2B (business to business) tem nessa prática uma aliada e é dessa fonte que muitas empresas que praticam o B2C (business to consumer) vêm buscando inspirações para delinear boas táticas nas suas relações com o consumidor. A busca pela excelência, estimulada pela competição, demonstra que além de investir em conquistas de novos clientes é igualmente, ou mais importante, mantê-los. E o B2B, pelas suas características, tem nas práticas das relações corporativas sua principal ferramenta de trabalho.

No B2B relacionamento é tudo. Como o número de envolvidos - comparativamente - é bem menor, há mais integração entre as organizações e transações com mais freqüência. No entanto, esse 'bem menor' não significa poucas relações na ponta do dedo. Como o B2B envolve contatos entre parceiros de negócios (fornecedores, intermediários, stakeholders e clientes corporativos), grandes organizações podem chegar a números que ultrapassam a casa dos milhares. Aí já não dá mais para tratar as relações corporativas como uma responsabilidade particular de cada um na companhia. Em nome da performance é necessário estruturar e gerenciar as relações corporativas. Faça a conta, uma empresa se relaciona com muito mais do que imaginamos.

Empresas negociam mutuamente em diversos níveis, por meio de várias pessoas de diferentes departamentos. A qualidade do negócio está associada à eficiência de todos na forma como o serviço é prestado e - aí está o ponto - no jeito como o relacionamento se desenvolve. Não basta só atender ao parceiro, para fazê-lo da melhor forma é necessário conhecimento, interação, compreensão e constante inovação. E só com relacionamentos geridos e estruturados consegue-se isso. A cada interação gera-se informação e conhecimento que poderiam ser compartilhados, a fim de que todos tenham uma percepção única.

Lembrando que a gestão de pessoas está intimamente ligada à liderança e à forma como elas se respeitam e se relacionam internamente. No entanto, pode ser potencializada se tiver apoio estrutural por meio de táticas de relacionamento: eventos formais, comunicações dirigidas e ações institucionais.

Relevância

E para uma boa prática não basta só a permissão do relacionamento. É preciso trabalhá-la com a palavra-chave das relações: relevância. Da mesma forma que bons profissionais compreendem a necessidade de estabelecer contatos sempre com motivos relevantes - sob pena de se tornarem inconvenientes - o marketing nas relações corporativas deve também respeitar essa máxima. Por exemplo: muitas empresas mantêm revistas corporativas para o mercado, porém nem todas contêm editorial direcionado - ainda é comum encontrarmos publicações que mais parecem folhetos publicitários. É do interesse da empresa se promover, mas realizado no exagero, torna-se uma comunicação irrelevante. Com isso a permissão é revogada e a empresa acaba tornando-se 'spammer' - ou seja, a comunicação vai para o lixo sem mesmo ser aberta. A relevância está atrelada ao conhecimento sobre as necessidades, aspirações e interesses do público corporativo. Com essa consciência, a comunicação deixa de ser um informativo para se tornar um canal de prestação de serviços relevantes.

Informação
No entanto, antes do alinhamento do conteúdo, é necessário captar e tratar a base das ações do relacionamento: a informação. É fácil quando temos operações com poucos envolvidos, nessa situação a informação pode ficar na memória de cada um - quando são poucos a proximidade pessoa-pessoa estimula o circular da informação. Mas e quando temos milhares de contatos e a empresa centenas de pessoas que atendem, vendem, faturam, cobram, entregam e prestam serviços pós-venda? Aí é necessário transformar essa memória individual numa memória coletiva. Podem-se utilizar sistemas e softwares para integrá-las e compartilhá-las como programas de PRM (Partner Relationship Management), um tipo de software de gestão de informação, similar ao CRM (C de Consumer), que gerencia as interações e transações entre empresas. Há várias soluções no mercado. Contudo, assim como o próprio CRM, não é porque se têm softwares que há efetivamente boas ações de relacionamento.

Informação gerenciada é importante, porém, não é um fim em si mesma. É preciso trabalhá-la e prover ações estruturadas de relacionamento que apóiem a já existente relação pessoa-pessoa que há dentro dos negócios corporativos. Marketing nas relações corporativas é suporte e potencializa contatos profissionais que, pela natureza do B2B, formam sua base e fator crítico de sucesso das organizações.