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Mercados Preditivos: uma ferramenta essencial para vencer em mercados altamente competitivos

Segunda, 8 de Setembro de 2008
Mercados altamente competitivos e dinâmicos, como TI e Telecom, deveriam utilizar mais as técnicas de Forecasting. Surpresas desagradáveis poderiam ser evitadas com redução de riscos e maior assertividade das áreas de negócio, principalmente, com a aplicabilidade da ferramenta Mercados Preditivos.


1. Mercado Preditivo
Mercado Preditivo é um tipo de mercado que combina técnicas do mercado de apostas e do financeiro com o objetivo de prever eventos futuros. É uma ferramenta útil que contribui para a empresa enxergar novos ângulos competitivos, novos mercados, novas parcerias, quer seja na criação de “oceanos azuis”1, nas etapas para desenvolvimento de produtos ou na formação de redes de valor para parceiros.

Como funciona?

Os participantes devem ter um mínimo de conhecimento sobre o que vai ser perguntado. O objetivo é gerar informações de alta qualidade, fazendo prognósticos de eventos.

As decisões são individuais, sendo que os participantes são estimulados pela competição num ambiente de apostas. As premiações são recomendadas e, normalmente, baseiam-se na performance de cada participante.

A internet, intranet e portais B2B são ambientes apropriados para a aplicabilidade de Mercados Preditivos.

Vantagens e Aplicabilidade
Apesar de pouco utilizada no Brasil, esta ferramenta tem vantagens que incluem a opinião assertiva de um grupo de especialistas (e não apenas de 1 ou 2 profissionais) a custos reduzidos e maior qualidade das respostas, se comparados com os métodos de pesquisa convencional.

Além de Inteligência Competitiva, a ferramenta Mercado Preditivo pode ser utilizada em projetos de Inteligência de Clientes, de Produtos e de Parceiros Estratégicos.

No setor de TI e Telecom, empresas como Google, Microsoft, Nokia e Motorola já utilizaram essa ferramenta, sendo que a tendência é a expansão do seu uso no ambiente empresarial, incluindo a aplicabilidade em eventos já iniciados e não apenas em eventos futuros.

A Business Week e o Boston Consulting Group fizeram uma pesquisa divulgada, recentemente, pela mídia das 50 empresas mais inovadoras. Das quatro empresas citadas acima que utilizam a ferramenta Mercados Preditivos, três delas estão entre as TOP 50 do ranking de 2008: Google (2º), Microsoft (5º) e Nokia (10º).


2. REVIE – Rede de Valor para Inteligência Empresarial
O Mercado Preditivo é uma ferramenta de link para a construção da REVIE (Rede de Valor para Inteligência Empresarial) e representa um modelo de evolução dos métodos de pesquisa convencional, contribuindo com maior assertividade na construção de cenários com recomendações.

A Rede de Valor para Inteligência Empresarial (REVIE) é uma rede formada pela empresa, clientes e parceiros estratégicos (fornecedores, distribuidores, provedores de serviços) com o objetivo não só de reunir a informação e integrar os dados, mas de criar e partilhar o conhecimento com um nível de colaboração em que os ganhos e resultados sejam maximizados.

Figura 1 – REVIE (Rede de Valor para Inteligência Empresarial)



A REVIE é uma rede com o objetivo de agregar valor para as empresas no curto, médio e longo prazo em quatro eixos: produto, concorrência, clientes e parceiros estratégicos. Por ser uma Rede de Valor para Inteligência Empresarial (REVIE), a colaboração é uma das principais características dessa rede. Colaboração não apenas intra-empresarial, mas envolvendo desde clientes a parceiros/fornecedores. Esta é a principal diferença entre a REVIE e o Business Intelligence (Inteligência de Negócios).

O conhecimento e a colaboração são a base da Rede de Valor para Inteligência Empresarial (REVIE). A inovação e a criação de valor (para os clientes, empresa e acionistas) – os resultados.


3. Análises “What-IF” e Cenários Analíticos com Recomendações
Além dos Mercados Preditivos, a construção de cenários com recomendações e as análises “What-If” destacam-se, também, como métodos para Forecasting.

A análise “What-If” é um método de manipular modelos quantitativos de situações de negócio na qual se especificam valores de decisão alternativos e hipóteses do ambiente. O software resolve o modelo e mostra os resultados preditivos (Davis & Kotteman, 1994).

O problema alertado por esses autores é que o usuário fica com uma ilusão de controle da situação e de que tudo se resolve com as análises “What-If”; o que é incorreto, pois programa nenhum substitui a capacidade analítica. As análises “What-If” são insumos para construir cenários analíticos com recomendações; ambos se complementam, sendo possível fazer recomendações sem as análises “What-If”.

Trabalhei em alguns projetos para clientes em que estruturei as análises de Forecasting num cenário de recomendações sem utilizar as análises “What-If”. Foram feitas projeções dos próximos passos da concorrência, dos parceiros em potencial e de crescimento de soluções no mercado. Os resultados para as empresas: investimentos assertivos para desenvolver novos negócios, respostas rápidas às ações dos concorrentes, criação de rede de valor para parcerias estratégicas e modelos de negócio colaborativos.


4. Forecasting: uma análise no mercado de Telecom
Como o mercado de Telecom funciona, na maioria dos casos, com foco em ações imediatistas do tipo “apagando incêndio”, o que temos hoje é a aplicabilidade do cenário conclusivo, e não de Forecasting.

Hoje, poucos profissionais trabalham no nível de Inteligência Antecipativa. Isso inclui, também, empresas prestadoras de serviços de Inteligência Competitiva.

Quem acaba fazendo este trabalho é o consultor de negócios (às vezes terceirizado) ou o gerente de desenvolvimento de negócios, de produto; diretor nas médias empresas etc.

É importante alertar que a Inteligência Antecipativa, utilizando as técnicas de construção de cenários analíticos com recomendações para as empresas, pode ser estruturada no curto prazo, não só no longo prazo.

As empresas de Telecom deveriam estimular mais as atividades de Forecasting nas equipes de nível ‘especialistas e consultores’ das áreas de Negócio, Estratégia e Inteligência Competitiva/BI, com trabalho em conjunto de equipes multi-funcionais.

Os ganhos para a empresa são maximizados, incluindo agilidade na entrega do projeto, redução de custos com serviços de consultoria e maior conhecimento partilhado entre as equipes envolvidas.

Em Inteligência de Clientes, empresas, como a OI, utilizam modelos preditivos de aquisição e churn, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido pelas empresas de Telecom.


5. Exemplo de Mercado Preditivo e a correlação com a opinião de especialistas e outros mercados



A figura mostra que “Saddam Security” (Segurança de Sadam – mercado preditivo: preço do contrato/pacto pagando $100 se Saddam for deposto) teve um movimento muito próximo à opinião de especialistas (Will Saletan’s “Saddameter” – estimou a probabilidade dos EUA irem para a guerra no Iraque) e aos preços do petróleo (correspondia à confusão no Oriente Médio). Esse gráfico mostra que os políticos e as autoridades utilizam muito mais do que métodos convencionais de pesquisa para avaliar as chances nas eleições e as escolhas governamentais. (SNOWBERG, E; WOLFERS, J; ZITZEWITZ, 2004)

Para a aplicabilidade de Mercados Preditivos no ambiente empresarial, a intranet ou mesmo os blogs podem ser utilizados para a construção de uma networking de especialistas com o objetivo de verificar, por exemplo, quais são as soluções com maior potencial de crescimento para futuros investimentos da empresa. Ou imagine um grupo de clientes pré-selecionados pela empresa, participando de um mercado preditivo com o objetivo de trazer novas idéias para o lançamento de um novo produto ou ampliar a utilização de um serviço já existente.

Depois das etapas de coleta e tabulação (processo on-line e automatizado por software), podemos fazer também correlações com dados do mercado/macro-econômicos ou pesquisas convencionais encomendadas.

O campo de oportunidades é imenso e, com os avanços da Web 2.0 e dos modelos de negócios colaborativos, o uso da ferramenta Mercado Preditivo já é uma realidade no campo de batalha empresarial; não apenas Forecasting.

BIBLIOGRAFIA
- BALCEIRO, R. B. ; ÁVILA, G. M. ; CAVALCANTI, M. C. B. A função logística nas redes de valor. Trabalho apresentado no V SIMPOI 2002 – Operações e Redes Produtivas: Integração e Flexibilidade (Congresso). São Paulo: Fundação Getúlio Vargas, out. 2002.
- CHAVES, B. B. Mercados Preditivos – o novo aliado das corporações. TerraForum Consultores, 2008. Disponível em: <http://www.terraforum.com.br/sites/terraforum/Biblioteca/MercadosPreditivos.pdf>. Acesso em: 29/05/2008.
- KIM W. C; MAUBORGNE R. Blue Ocean Strategy: How to Create Uncontested Market Space and Make Competition Irrelevant. Harvard Business School Press, 1 edition, 2005.
- MCGREGOR, J. The World's 50 Most Innovative Companies. Business Week, 04/2008. Disponível em: <http://www.businessweek.com/magazine/toc/08_17/B4081best_companies_at_innovation.htm?chan=magazine+channel_top+stories>. Acesso em: 06/2008.
- SNOWBERG, E; WOLFERS, J; ZITZEWITZ, E. Information (in) Efficiency in Prediction Markets. Wharton School, University of Pennsylvania, 2004.
Disponível em: <http://finance.wharton.upenn.edu/~rlwctr/papers/0502.pdf>. Acesso em: 06/2008.
- TAPSCOTT, D. ; TICOLL, D; LOWY, A. Capital digital – dominando o poder das redes de negócios. São Paulo: MAKRON Books, 2001.
- TEIXEIRA, D. R. Inteligência Empresarial: muito além do BI. 2008. Disponível em: <http://dramos-teixeira.blogspot.com/2008/05/inteligncia-empresarial-muito-alm-do-bi_20.html>. Acesso em: 06/2008.
- WATKINS, J. H. Prediction Markets as an Aggregation Mechanism for Collective Intelligence, 2007. Disponível em: <http://public.lanl.gov/jhw/Publications_files/HCS_PM-1.pdf>. Acesso em: 05/2008.

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As Faces da Inteligência: como direcionar a sua organização e definir o perfil profissional

Sexta, 22 de Agosto de 2008
A aplicabilidade da Inteligência não deve se limitar a grandes organizações. É essencial que cada empresa, seja uma grande corporação ou PME (pequena e média empresa), construa o seu modelo de Inteligência.

É crescente o número de organizações que investem em Inteligência para reduzir os riscos na tomada de decisão, melhorar o desempenho da equipe de vendas e MKT, neutralizar o avanço da concorrência e, mais recentemente, buscar na inovação o diferencial competitivo para agregar valor ao negócio.

O objetivo da Inteligência é transformar informação subjetiva e desagregada em vantagem competitiva para agregar valor aos negócios. A aplicabilidade da Inteligência, dessa forma, não deve se limitar a grandes organizações. É essencial que cada empresa, seja uma grande corporação ou PME (pequena e média empresa), construa o seu processo de Inteligência, definindo o foco inicial de atuação bem como o desenvolvimento e a implementação do modelo (in-house, terceirizado ou híbrido).

Nos últimos sete anos, a Inteligência foi adquirindo vários adjetivos e hoje tem a sua própria ‘sopa de letras’: Inteligência Estratégica, Inteligência Tática, Inteligência Competitiva, Inteligência Antecipativa, Inteligência de Vendas etc. Hoje, Inteligência é sinônimo de ‘bom negócio’, de diferencial competitivo, sendo que algumas empresas já incluíram a palavra no slogan, incluindo as PMEs (pequenas e médias empresas) de segmentos de mercado bem variados, como um instituto de beleza de São Paulo que escolheu como slogan ‘salão inteligente’.

Dentre as PMEs (pequenas e médias empresas), uma operadora de telecomunicações com forte atuação nas regiões Sul e SE inovou no segmento de Telecom, utilizando técnicas especializadas de IM (Inteligência de Mercado) como geomarketing para alcançar o diferencial competitivo nos negócios.

Outra empresa do segmento de TI – Terceirização de Serviços utilizou a Inteligência Competitiva recentemente para decidir se lançaria ou não uma solução de DMS (Serviços de Gerenciamento de Desktops) no mercado brasileiro.

O estudo de IC (Inteligência Competitiva) mapeava o mercado e principais concorrentes que a empresa enfrentaria no BR, além de construir um cenário analítico com recomendações para a empresa. Para isso, foi feito um levantamento do mercado de Outsourcing, Infra-Estrutura de TI e Managed Services (tamanho do mercado, projeções de crescimento, tendências etc.). Sobre a concorrência, o foco da busca de informação foi no faturamento, portfolio de soluções, parcerias estratégicas, estratégias go-to-market e análise Swot.

Quando cruzamentos certeiros começam a ser feitos pelos profissionais de Inteligência e Estratégia, o estudo fica mais interessante e útil. Nesse caso, um deles foi comparar o estágio de maturidade da solução dos concorrentes com uma projeção de crescimento da solução a ser lançada.

Como resultados, a empresa decidiu não lançar a solução por uma série de fatores levantados no estudo de IC (Inteligência Competitiva) como mercado consolidado com fortes players e projeção de crescimento baixa para a solução nos próximos 3 anos.


O Cosmo da Inteligência associada aos negócios
O foco na Inteligência Estratégica (IE) é na tomada de decisão orientada ao futuro e na redução dos riscos (AQPC, 1999).

A Inteligência Tática foca o presente, provendo informações para o monitoramento do ambiente organizacional em ‘tempo real’ (AQPC, 1999). Já a Inteligência Competitiva (IC), independente de ser tática ou estratégica, engloba informações específicas sobre o mercado e a concorrência.

Pesquisa

A prática da pesquisa torna-se uma importante aliada da Inteligência, provendo dados quanti e qualitativos para a construção de cenários analíticos, essenciais para a Inteligência Estratégica.

Inteligência, estratégia e tática

Lesca (2003) também agrupa a Inteligência na dimensão Tempo em:
- Inteligência Antecipativa: relacionada ao futuro.
- Inteligência Situacional: focada no presente.
- Inteligência Retrospectiva: direcionada ao passado.
Aplicabilidade da dimensão tempo na Inteligência Competitiva:

Inteligência Competitiva

O lançamento inesperado de um produto do concorrente no mercado vai demandar um estudo de Inteligência Situacional, podendo envolver as razões pelas quais o concorrente tomou a decisão (Inteligência Retrospectiva) e quais serão os seus próximos passos (Inteligência Antecipativa).

Se houve o fracasso de um serviço num nicho de mercado, por exemplo, é necessário focar, primeiramente, na Inteligência Retrospectiva para aprender com os erros. Razões do fracasso podem ser mensuradas atribuindo peso a itens pré-selecionados pelas áreas envolvidas.

A busca contínua pela inovação das LOB´s (Linhas de Negócios) e a redução de surpresas (tecnológicas, sobre tendências de mercado etc) são alguns exemplos de aplicabilidade da Inteligência Estratégica Antecipativa (IEA) nas organizações.

Lesca (2003) define a Inteligência Estratégica Antecipativa (IEA) como o processo coletivo, proativo e contínuo pelo qual os profissionais da organização coletam (de forma voluntária) e utilizam informações pertinentes relativas ao seu ambiente sócio-econômico e às mudanças que podem nele ocorrer, visando:

- criar oportunidades de negócios;
- inovar;
- adaptar-se à evolução do ambiente;
- evitar surpresas estratégicas desagradáveis e
- reduzir riscos e incerteza em geral.

Empresas de TI e Telecom deveriam ver a Inteligência Estratégica Antecipativa (IEA) como fator-chave na gestão da inovação e diferenciação, principalmente das LOB´s (Linhas de Negócios). Atualmente, as iniciativas nesse sentido são isoladas no Brasil, mas já há um esforço de comunicação e MKT de multinacionais como IBM e SAP no mercado.

“Inovação que faz a diferença” foi definida pela IBM como um dos três valores fundamentais da empresa e já faz parte do discurso de vendas da empresa.


Definindo os perfis dos Profissionais de Inteligência
A capacidade analítica é, sem dúvida, o diferencial de trabalho em Inteligência. O profissional de Inteligência é peça essencial não apenas para montar o ‘quebra-cabeça’ da área, mas para ‘retroalimentar’ o fluxo de informações, atentando-se principalmente para a identificação de oportunidades, redução de riscos e antecipação de problemas e ameaças.

Há três perfis de profissionais a serem destacados:

1. Planilheiro
Profissional que faz ‘input de dados’, criação de planilhas podendo também ser responsável pela concepção dos números. É capaz de fazer algum tipo de análise quantitativa, mas sem complexidade.
-Posicionamento na empresa: operacional.

2. PP (Passado/Presente)
É capaz de analisar os números e cruzar dados/informação, relacionando o passado/ presente. Alguns profissionais dessa categoria chegam a fazer recomendações, mas sem análise aprofundada e detalhamento de cenários.
- Posicionamento na empresa: tático.

3. Visionário
Profissional que, além de analisar os dados quantitativos, o passado/presente, se diferencia pela posição inovadora e visionária com foco na Inteligência Antecipativa, construindo cenários analíticos com recomendações para as empresas.
- Posicionamento na empresa: tático-estratégico.

É importante ressaltar que os três perfis de profissionais são importantes para uma organização. O que irá variar é o número de profissionais com as características de cada perfil bem como a sua alocação nas áreas de Inteligência.

Uma pequena empresa, por exemplo, poderá optar por terceirizar os serviços de um profissional estrategista e visionário, acumulando também as funções de um analista PP (Passado/Presente). Ou mesmo um gerente de Inteligência, numa média empresa, poderá exercer as funções dos profissionais PP (Passado/Presente) e Visionário.

Independente do perfil de profissional (planilheiro, PP ou visionário) e orientação da Inteligência (Competitiva Situacional, Estratégica Antecipativa etc), o importante é a conscientização das organizações, sejam grandes ou PMEs (pequenas e médias empresas), que a estruturação da Inteligência não é modismo e, muito menos, se limita a grandes corporações.

As áreas de pesquisa das empresas e os serviços terceirizados nessa área já representavam parte do ‘quebra-cabeças’ da Inteligência Organizacional anos atrás. O que houve foi uma profissionalização gradativa do trabalho de Inteligência e dos seus profissionais, essencial para a sobrevivência das organizações na nova era do conhecimento, na qual hoje impera o avanço da competitividade e a busca contínua pela inovação.

Referências Bibliográficas:
- FREITAS, H. M. R. ; JANISSEK-MUNIZ, R. Uma proposta de plataforma para Inteligência Estratégica. In: Congresso Ibero Americano de Gestão do Conhecimento e Inteligência Competitiva, 2006, Curitiba PR. Anais do Congresso Ibero Americano de Gestão do Conhecimento e Inteligência Competitiva.
- LESCA, H. Veille stratégique: La méthode L.E.SCAnning®. Editions EMS. 2003.
- AMERICAN PRODUCTIVITY & QUALITY CENTER (APQC). Strategic and Tactical Competitive Intelligence for Sales and Marketing, 1999.

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MOBILE MARKETING EM EXPANSÃO

Terça, 22 de Janeiro de 2008
Você conhece alguém de 18 a 40 anos que não possui um aparelho celular? Certamente a resposta é não. E já percebeu como as pessoas estão dependentes do aparelho? Levam para todo lugar e muitos usam como relógio, despertador, agenda, gravador de voz e até bússola. Sem dúvida, o canal de telefonia móvel deixou há alguns anos de ser um item de luxo, hoje é uma necessidade, tanto de entretenimento quanto voltada aos negócios.

Imagine uma empresa impactar seu público alvo em um canal tão individual e interativo? É possível, através do mobile marketing, uma ferramenta de comunicação ágil, dinâmica e econômica que têm sido alvo das agências para fortalecer e agregar valor para as empresas.

Atualmente, um dos mercados mais aquecidos é o de mobile marketing, que cresce na mesma proporção do consumo de aparelhos celulares. No Brasil, o uso de celulares bate recorde anualmente, e hoje totalizamos mais de 112 milhões de usuários. Para exemplificar o que isto significa, imagine que ainda não chegamos a ter 70 milhões de televisores.Mobile Marketing

No ranking por países, ocupamos o quinto lugar; a China é primeira colocada, com 461 milhões, seguida dos Estados Unidos (233 milhões), da Rússia (152 milhões) e da Índia (149 milhões). Tal representatividade impulsiona as empresas a investirem neste eficiente canal de comunicação. Estamos falando de um aparelho multimídia de aproximadamente 100 gramas, ligado 24hs por dia, sempre ao alcance de nossas mãos.

Segundo a Mobile Marketing Association, os investimentos em publicidade no celular devem chegar U$$ 55 Bilhões até 2011. É necessário criar consciência a respeito do crescimento deste mercado, que se caracteriza como uma grande oportunidade de otimizar a capacidade de estratégias de ações das empresas.

Uma pesquisa realizada pela Opera Telecom informa que a taxa de sucesso do Mobile Marketing chega a 25% contra 1,5% dos meios convencionais de marketing, ou seja, esta ferramenta prova ser eficaz, e a tendência é que mais empresas e agências desenvolvam aplicativos e campanhas para o celular.

Para que a comunicação seja realizada de forma correta, é preciso que o consumidor permita o envio e recebimento de mensagens em seu celular. As campanhas de mobile marketing podem ser divididas em dois modelos: passivo e ativo. O modelo passivo consiste quando o consumidor inicia a comunicação sem receber nenhum tipo de mensagem para isso, enviando apenas o comando "participar".

O modelo ativo é utilizado em campanhas corporativas. Neste caso, já existe uma prévia autorização para a comunicação via mensagens de texto. Alguns bancos atuam desta forma e utilizam a tecnologia móvel para interagir com seus funcionários.

A mobilidade promete ser a tendência do futuro, pois permite que o indivíduo se comunique a qualquer momento, de qualquer lugar. As ações de marketing pelo celular não se limitam a divulgação da marca, muitas campanhas de Mobile Marketing bem sucedidas usam o celular como ferramenta para interagir com o consumidor. Portanto, o celular deve ser visto de duas formas: como ferramenta de divulgação e como forma interativa.

É o futuro da comunicação! Com isso percebemos as mudanças nas campanhas. Por se tratar de uma inovação eficaz, as agências irão oferecer o mobile marketing cada vez mais aos clientes, expondo todos os benefícios que a tecnologia oferece.

Sem dúvida, é uma ferramenta de incrível penetração, totalmente interativa e flexível !

Em breve veremos muitas campanhas envolvendo o celular, pois a busca pela inovação, atrairá os olhares para o mercado. Para que as futuras campanhas sejam um sucesso, precisam seguir três princípios: permissão, conteúdo inteligente e interatividade com o consumidor.

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Telefonia Móvel - Conquista e Retenção de Clientes no Mercado de Minas Gerais

Quinta, 31 de Maio de 2007
RESUMO

O mercado de telefonia móvel tem como característica a migração de clientes entre as operadoras. Este trabalho procura observar as ações de captação e de retenção de clientes praticadas pelas operadoras que atuam em Minas Gerais. Através da análise deste cenário e de algumas práticas de marketing, pretende demonstrar que a captação de clientes é fundamental para a sobrevivência de qualquer negócio, mas que os benefícios da retenção são inegáveis.

Palavras-chave: marketing de serviços, telefonia móvel, retenção, captação, relacionamento.

ABSTRACT

The market of mobile telephony has as characteristic the customers migration among operators. This work search observe the capitation actions and of customers retention practiced by the operators that act in Minas Gerais. Through the analysis of this scenery and of some marketing practices, it intends to demonstrate that the customers capitation is fundamental for the survival of any business, but that the retention benefits are undeniable. Key-words: services marketing, mobile telephony, retention, capitation, relationship.

1 INTRODUÇÃO

A comunicação é inerente ao ser humano, somente o homem é capaz de se comunicar, e assim ampliar e imortalizar sua cultura. Seja no mundo dos negócios ou no âmbito pessoal, o telefone é um meio prático para se comunicar e relativamente econômico. A telefonia móvel é um grande marco no sistema de comunicação, amplamente utilizada por ser cada vez mais acessível. O rápido avanço da tecnologia, que melhora cada vez mais os sistemas de telefonia, barateia a fabricação dos aparelhos celulares e a prestação dos serviços, propiciando um crescimento constante deste setor. Tamanha demanda atrai grandes empresas que disputam cada fatia do mercado. Somente em Minas Gerais, são quatro operadoras prestando este serviço: Telemig Celular, Tim, Oi e Claro. A Vivo também começará a operar em breve no estado.

É evidente neste mercado, mais que em qualquer outro, uma constante migração de clientes entre as operadoras. Segundo Giglio (1996, p. 42): "Hoje, o ser humano tem opções e tem consciência disso. O cliente tem liberdade de escolha e essa consciência é o motor do seu comportamento."

Este trabalho apresenta a hipótese de que as operadoras focam suas ações de marketing na captação de clientes e não empregam tanto esforço na retenção. Esse comportamento das operadoras, pode ser a causa da grande deserção de clientes, que por sua vez pode causar prejuízos econômicos e institucionais e até mesmo comprometer sua participação no mercado a médio e longo prazo. Levando em consideração as peculiaridades da prestação de serviços, o trabalho procura observar o cenário atual em Minas Gerais e, através de embasamento teórico, pretende discutir a utilização de práticas de marketing que possam melhorar alguns aspectos desse mercado.

2 Marketing

2.1 Conceitos de Marketing

Desde as primeiras relações de troca na sociedade há a preocupação com o comportamento da oferta e da procura e com as escolhas feitas pelos consumidores. Com a evolução da sociedade e das relações comerciais, surgiu a necessidade de se pensar e planejar os negócios, e assim despontou o marketing.

Segundo Kotler e Keller (2006, p. 4): "O marketing envolve a identificação e a satisfação das necessidades humanas e sociais. Para defini-lo de uma maneira bem simples, podemos dizer que ele supre necessidades lucrativamente." De acordo com a American Marketing Association (apud KOTLER; KELLER, 2006, p. 4).

O marketing é uma função organizacional e um conjunto de processos que envolvem a criação, a comunicação e a entrega de valor para os clientes, bem como a administração do relacionamento com eles, de modo que beneficie a organização e seu público interessado.

2.2 Marketing de Serviços

Kotler e Keller (2003, p. 397) definem que: "Um serviço é qualquer ato ou desempenho, essencialmente intangível, que uma parte pode oferecer a outra e que não resulta na propriedade de nada. A execução de um serviço pode estar ou não ligada a um produto concreto". Para Hoffman e Bateson (2003, p. 4 e p. 5): "Os bens podem ser definidos como objetos, dispositivos ou coisas, ao passo que serviços podem ser definidos como ações, esforços ou desempenhos."

O setor de serviços responde hoje pela maior parte da força de trabalho em nossa sociedade. É difícil encontrar alguma atividade econômica que não envolva, pelo menos secundariamente, a prestação de algum serviço. A prestação de serviços, em geral, também se utiliza de bens.

A principal diferença entre bens e serviços é a propriedade da intangibilidade - ausência de substância física. (HOFFMAN; BATESON, 2003). As empresas prestadoras de serviços procuram tangibilizar os seus serviços através de bens, no setor de telefonia móvel, as operadoras utilizam o aparelho celular para este fim. Como afirma Gronroos (1993, p. 2)

Os serviços de qualquer tipo representam parte essencial do sistema de produção e entrega de bens e serviços. Para cada produto que compramos o custo de produção raramente ultrapassa 20 ou 30% do preço final. 70 ou 80% é o custo para fazer funcionar o complexo sistema de serviços e entregas.

À medida que as pessoas acumulam mais renda, elas passam a gastar mais em serviços (GRONROOS, 1993). Por isso os serviços se tornaram um diferencial competitivo entre empresas de todos os setores.

3 A TELEFONIA MÓVEL NO BRASIL E EM MINAS GERAIS

3.1 Histórico e dados do mercado no Brasil e em Minas Gerais

A história do telefone celular no Brasil começou em 1990. O primeiro estado brasileiro a utilizar esse serviço foi o Rio de Janeiro. Na época, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações - Anatel, o país contava com 667 aparelhos. No ano seguinte este número passou para 6.700 unidades, em 1992 ultrapassou os 30 mil e em 2005 já eram 86.210 aparelhos (www.anatel.gov.br). Em relatório de fevereiro de 2007, a Anatel confirmou que o número de aparelhos habilitados ultrapassou os 100 milhões. Dos celulares em serviço no Brasil, 80,71% são pré-pagos. Em Minas Gerais, de cada 100 habitantes, 53,71 tem celular, em Belo Horizonte esse número aumenta para 72,20. Até 1997 o serviço de telefonia móvel era estatal e a privatização, após esta data, foi um fator determinante para o crescimento no setor. Com o aumento da oferta de novos serviços e da produção de aparelhos celulares, a disputa pelos consumidores se intensificou, conforme a Anatel (www.anatel.gov.br).

Nota: celulares ativos na operadora. Densidade calculada com a projeção de população do IBGE para o mês respectivo.

Fonte: Estimado pelo Teleco a partir de dados da Anatel. (www.teleco.com.br)

3.2 As principais operadoras em Minas Gerais

Para entender melhor como agem as operadoras diante das situações citadas como hipóteses, foram observados os dados das três maiores operadoras de Minas Gerais, respectivamente: Telemig Celular, Oi Celular e TIM.

Foram realizadas também entrevistas pessoais com profissionais da área de marketing das duas operadoras que atuam a mais tempo no mercado mineiro, Telemig Celular e TIM, respectivamente. Na TIM, foram entrevistados a Srta. Aline Moreira Tassar, responsável pelo setor de Marketing - Suporte e Oferta e o Sr. Eduardo Lacerda Morelli, responsável pelo setor de Marketing - CRM. Representando a Telemig Celular, foi entrevistado o Gerente de Marketing Estratégico, Sr. Márcio Moreira de Souza. A entrevista aos profissionais da TIM foi realizada no dia 04/04/2007 e ao profissional da Telemig celular no dia 18/04/2007.

Apesar de apresentar dados gerais, os clientes levados em consideração são os do sistema pós-pago (clientes que têm um contrato com a operadora e pagam uma fatura mensal após consumirem o serviço).

3.2.1 Telemig Celular

A Telemig Celular foi a primeira operadora a atuar em Minas Gerais. Iniciou suas atividades na década de 90. Possui a maior cobertura de rede GSM (Global System Mobile) em Minas Gerais e é a líder de mercado no estado (em número de clientes). No Brasil é a quinta maior, juntamente com a Amazônia Celular.

Posicionamento: Para a Telemig Celular, cada um dos seus interesses é uma motivação. O importante é conhecer e entender você. Participar da sua realidade, conhecer suas necessidades, estar presente quando você precisa, fazer a diferença. Um exemplo disso é o Programa Você - primeiro programa de relacionamento oferecido por uma empresa de telefonia celular no Brasil. Você pode ser do jeito que quiser, mas a sua operadora de celular só pode ser de um jeito: com a maior cobertura de Minas Gerais, os melhores serviços, as maiores novidades e o melhor atendimento."Telemig Celular. Do jeito que tem que ser" (www.telemigcelular.com.br)

Tabela 6 Dados Operacionais - Março 2007 - Brasil

*Taxa percentual de clientes desligados durante um determinado período, obtida dividindo-se o total de cancelamentos no período pelo número médio de celulares no período.

Fonte: Estimado pelo Teleco a partir de dados da Anatel. (www.teleco.com.br)

3.2.2 Oi Celular

A Oi faz parte das Empresas Telemar. Desde junho de 2002, atua em Minas Gerais e em mais 15 estados brasileiros: Rio de Janeiro, Espírito Santo, Maranhão, Pará, Amazonas, Amapá, Roraima, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí. A Oi possui a primeira rede brasileira de GSM, é a quarta operadora no mercado brasileiro em número de clientes e a segunda no mercado de Minas Gerais.

Posicionamento: A Oi associa sua imagem a um estilo de vida identificado com atributos como ousadia, agilidade e inovação. Todas as iniciativas da companhia são orientadas para alcançar o público jovem de espírito, aberto ao que é novo, saudável e desafiador. A frase "Oi, simples assim" resume a identidade da empresa (www.novaoi.com.br)

Tabela 7 Dados Operacionais - Março 2007 - Brasil

*Taxa percentual de clientes desligados durante um determinado período, obtida dividindo-se o total de cancelamentos no período pelo número médio de celulares no período.

Fonte: Estimado pelo Teleco a partir de dados da Anatel. (www.teleco.com.br)

3.2.3 TIM

Opera desde abril de 1998 em Minas Gerais, Bahia e Sergipe. Faz parte do grupo TIM (Telecom Italia Móbile). Pioneira no lançamento do celular pré-pago digital. Possui a maior cobertura de rede GSM no Brasil, é a segunda no mercado brasileiro em número de clientes e a terceira no mercado de Minas Gerais.

Posicionamento: "TIM: viver sem fronteiras". O cliente pode falar com a TIM em todos os estados do país, a qualquer hora do dia ou da noite, mesmo estando em outro país. Atuando com tecnologia de ponta, dinamismo e propostas diferenciadas para tornar o dia-a-dia de nossos clientes cada vez mais ágil, produtivo e sem fronteiras no contato com o mundo dos negócios, da família e amigos (www.timmaxitel.com.br)

*Taxa percentual de clientes desligados durante um determinado período, obtida dividindo-se o total de cancelamentos no período pelo número médio de celulares no período.

Fonte: Estimado pelo Teleco a partir de dados da Anatel. (www.teleco.com.br)

3.4 O cenário

Como mostram as tabelas acima, geradas a partir de dados da Anatel, o mercado de telefonia móvel cresce vertiginosamente, aumentando a disputa pela participação do mercado. Tamanha competitividade e a diferenciação mínima no serviço acabam criando um ambiente de "paridade de marcas" e "fidelidade sem marca". Isso faz com que os clientes sempre procurem a operadora que possui a melhor oferta no momento e os profissionais de marketing utilizem cada vez mais as técnicas do marketing de conquista, como as ofertas de descontos, reduções de preço e promoções agressivas. (HOFFMAN; BATESON, 2003).

Para Hoffman e Bateson (2003, p. 423): "A empresa empenhada nesse tipo de marketing pode até obter uma ou duas repartições de compra; tão logo, entretanto, a concorrência ofereça outro "desconto especial", aquela perderá muitos dos clientes conquistados." Hoffman e Bateson (2003, p. 423) ainda esclarecem

Até hoje, muitas empresas gastam a maior parte de seus esforços de marketing para atrair clientes, em vez de manter os que já têm. A longo prazo, no entanto, a lucratividade de empresas que adotam o marketing de conquista é altamente questionável. Quando se considera o custo de uma promoção de vendas para atrair clientes, a preços com descontos, os lucros são mínimos.

Este é um fato confirmado por todos os profissionais entrevistados. Eles explicam que o custo da captação de um cliente só é dissolvido durante a sua permanência na operadora, por isso é feito um contrato de fidelização, que na TIM tem a duração de 12 meses e na Telemig Celular tem a duração de 15 meses.

A literatura de marketing confirma que as operadoras são atacadas pelos chamados spinners - clientes que trocam de operadoras pelo menos três vezes ao ano em busca do melhor negócio e muitas delas chegam a perder 25% de seus assinantes a cada ano (KOTLER; KELLER, 2006).

Através da taxa percentual denominada "churn", estabelecida pela Anatel, verificamos que todas as três operadoras observadas - Oi, Telemig Celular e TIM - tiveram muitos desligamentos de linhas no último ano. Se fizermos uma média do churn das três operadoras, verificaremos que cada uma delas, teve cerca de 31,3% de desligamentos nos últimos 12 meses.

A Anatel divulga em seu site, apenas o churn nacional, mas segundo os entrevistados da TIM e da Telemig Celular, a mesma média pode ser usada a para o mercado de Minas Gerais.

Todos os entrevistados afirmam que a deserção é uma característica do seu mercado. Eles dizem que todas as operadoras perdem e ganham um grande número de clientes a cada mês e que eles se preparam para isso. Numa grande promoção de vendas, por exemplo, já consta em seu planejamento, a previsão do aumento de desligamentos de clientes nos meses seguintes.

A busca por boas ofertas, especialmente para a obtenção de um novo aparelho, é o principal motivo de deserção citado pelos entrevistados. Para Souza, da Telemig Celular, isso ocorre quando o cliente não compara a qualidade do serviço que a operadora presta. Segundo Tassar e Morelli da TIM, além desse motivo, a insatisfação com o atendimento (especialmente o do callcenter) é outro fator que leva o cliente à deserção. Mas as ofertas para a captação de clientes praticadas pelas operadoras, também parecem incentivar a migração. As operadoras se valem de promoções mais atrativas, como ofertas de aparelho gratuito ou descontos em sua compra e descontos e/ou gratuidade nos serviços ao buscar um novo cliente. Morelli da TIM, explicou que algumas operadoras gastam absurdamente em algumas ofertas de captação e ele acredita que isso inviabiliza a prestação de um serviço de boa qualidade. Disse que na TIM, as ofertas são baseadas no histórico de consumo do cliente. A operadora não privilegia neste caso, os clientes que já fazem parte de sua base, eles são considerados da mesma forma que um novo cliente. O cliente que comprovar que será mais rentável para a operadora conseguirá as melhores condições. O cliente que está na operadora é alvo de ações de fidelização, como ingressos para shows, cinemas e eventos exclusivos. Nas promoções que visam novas habilitações, todos os clientes da operadora podem participar, desde que efetuem o pagamento de uma taxa de adesão.

Na Telemig Celular, os clientes que já estão na operadora participam das promoções para novas adesões desde que estabeleçam as mesmas condições de consumo, mas não pagam nenhuma taxa de adesão, segundo informou Souza. A operadora tem um programa de relacionamento chamado "Você", que além de ações promocionais como eventos e shows, oferece bônus que podem ser acumulados e trocados por produtos e serviços.

Questionados se a deserção pode causar danos à imagem das operadoras, Morelli da TIM respondeu que acredita que a deserção pode causar certo desgaste na imagem, mas não em proporção ameaçadora. Para Tassar, também da TIM, é relativamente normal que o cliente insatisfeito reclame pejorativamente da empresa e isso ocorre em todas as operadoras. Já o entrevistado da Telemig Celular, Souza, acredita que o cliente que migra para outra operadora está motivado por alguma oferta e não insatisfeito com o serviço prestado, não praticando, portanto, o boca a boca negativo.

Todos os entrevistados afirmam que a deserção pode afetar a participação de cada operadora no mercado. Morelli da TIM, disse que, além deste, vários outros fatores atingem diretamente o market share das operadoras, que hoje está equilibrado entre as líderes. A cada mês pode ocorrer uma mudança no cenário, interferindo na posição de cada uma no mercado. Diante desta instabilidade, as operadoras têm que agir rapidamente para aproveitar ou recuperar uma posição.

A deserção de clientes, pode não ser tão preocupante no momento, porque este é um mercado em expansão, mas é preciso tratar estas questões pensando em um cenário de pouco crescimento. Não preocupar-se com a retenção dos clientes pode ser um erro dispendioso para o futuro das empresas, pois os custos do marketing de conquista são bem maiores que os do marketing defensivo. Além da comunicação, há custos altos na captação do cliente que só se dissolverão se o cliente permanecer na empresa consumindo bens e serviços. À medida que o cliente consome, os custos operacionais da empresa se dissolvem, gerando lucros.

Para as operadoras de telefonia celular, que têm alta rotatividade de clientes, não basta dominar as técnicas de atração de novos clientes, elas devem retê-los.

Kotler e Keller (2006, p. 153) afirmam:

Infelizmente, a maior parte da teoria e prática do marketing concentra-se na arte de atrair novos clientes, e não na de reter os que já existem. Tradicionalmente, a ênfase recai na realização de vendas e não na construção de relacionamentos, em pré-vendas e vendas e não na assistência pós-venda.

As operadoras também têm que lidar com a característica da intangibilidade dos serviços. Como o serviço de telefonia móvel envolve e/ou depende de um bem para a sua operacionalização, o aparelho celular, muitos clientes focam o valor desse setor no bem e não no serviço prestado. Algumas operadoras também focam suas ofertas no aparelho celular, perdendo uma ótima oportunidade de ressaltar a qualidade de seu serviço, agregar valor e diferenciar-se de seus concorrentes.

Os entrevistados confirmam que os clientes sentem-se atraídos pelas ofertas de aparelhos celulares, e que este tipo de oferta é um fator determinante no momento de escolher uma operadora. Os entrevistados dizem que suas operadoras procuram valorizar os serviços prestados e mostrar ao cliente que a qualidade do serviço é mais importante que o aparelho. Morreli e Tassar da TIM, disseram que preferem oferecer vantagens relativas à qualidade do serviço. Morelli afirma, porém, que muitos clientes preferem até mesmo pagar uma tarifa maior pelos serviços para "ganhar" um aparelho. Souza, da Telemig Celular, diz que a operadora procura focar a qualidade dos serviços e os benefícios do seu programa de relacionamentos (que tem um sistema de bonificação) e não a oferta de aparelhos, que, para eles, não é um diferencial competitivo, uma vez que todas as operadoras podem oferecer os mesmo modelos.

Finalmente, há a possibilidade de comprometimento da qualidade do serviço prestado, que pode ser causada pela expansão muito rápida desse mercado. Como destacam Hoffman e Bateson (2003, p. 423): "O crescimento intenso de muitas empresas usualmente é associado a um decréscimo na qualidade do serviço prestado". Uma promoção de vendas costuma atrair grande número de clientes em um curto período, muitos deles problemáticos e despreparados pelo serviço, o que pode gerar perda da qualidade dos serviços e sobrecarga e estresse de funcionários (HOFFMAN; BATESON, 2003). Isso prejudicaria a qualidade do atendimento a todos os clientes. Grande parte das reclamações dos clientes está relacionada ao atendimento, principalmente do callcenter, segundo tassar e Morelli da TIM. Devido ao grande número de clientes, o atendimento é mesmo uma grande preocupação das operadoras, segundo os entrevistados. Eles afirmam que suas operadoras tentam amenizar os impactos do rápido crescimento, investindo na contratação e no treinamento constante de equipes de atendimento e de equipes técnicas que operacionalizam os sistemas.

Para Kotler e Keller (2006, p. 153):

Existem duas maneiras principais de fortalecer a retenção do cliente. Uma é erguer barreiras elevadas para impedir a mudança. Os clientes são menos propensos a mudar para outros fornecedores se isso envolver altos custos de capital, altos custos relacionados à pesquisa de fornecedores ou a perda de descontos para clientes fiéis. O melhor método, porém, é entregar um alto grau de satisfação a ele. Isso torna mais difícil para os concorrentes ultrapassar as barreiras à mudança oferecendo simplesmente preços mais baixos ou incentivos.

Hoje, as operadoras utilizam o contrato de fidelização como instrumento de retenção de clientes. O contrato funciona como uma "barreira" que impede que o cliente migre de operadora antes do período estabelecido. Se o cliente migrar para outra operadora antes do final do contrato, caracterizando assim a rescisão, terá que pagar uma multa proporcional ao prazo restante para o cumprimento do contrato. Na TIM, o contrato de fidelização tem a duração de 12 meses e na Telemig Celular, de 15 meses. A validação desse tipo de contrato já foi questionada por alguns Procons estaduais. Em maio de 2006, no Encontro Estadual de Procons do Mato Grosso, foi levantada essa discussão. O Procon-MT alegou que esta prática é abusiva por configurar "venda casada" (de acordo com o Código de Defesa do Consumidor), pois, aparentemente, oferece uma "opção" ao consumidor de comprar um aparelho celular mais barato, mas na verdade subtrai dele o direito de escolha e mudança de operadora. No mesmo mês, a Justiça Federal do Mato Grosso proibiu, através de liminar, a venda de linhas para telefone celular com prazos estipulados de permanência do usuário nas operadoras. A Procuradoria Federal impetrou a ação com pedido somente para o Mato Grosso, por haver divergências na jurisprudência sobre a abrangência das ações civis públicas, e pelo fato das ações que tentam buscar decisões de âmbito nacional, serem, geralmente, indeferidas pelos juízes (www.setec.mt.gov.br/procon).

Os representantes das operadoras que foram entrevistados, disseram que este contrato é legalmente válido e que ele é necessário para viabilizar a prestação de serviço. Eles afirmam que o contrato garante às operadoras que o custo gerado na conquista do cliente será dissolvido durante sua permanência nos meses seguintes. Somente a garantia do consumo de serviços ao longo de 12 ou 15 meses, torna possível estabelecer condições especiais no fechamento do contrato. Sem esta garantia as ofertas que possibilitam a inserção de usuários no sistema de telefonia móvel seriam inviáveis e poucos teriam acesso a este ao serviço por causa do alto custo.

O fato das operadoras deterem o número das linhas também funciona como instrumento de retenção. Hoje, muitas pessoas evitam a mudança do número, geralmente por questões profissionais, temendo perder bons contatos. Ao trocar o número, o usuário tem que divulgá-lo novamente a todos os seus contatos e isso pode levar algum tempo. Em agosto de 2006, a Anatel anunciou o início do processo de implementação da portabilidade numérica no Brasil. Com a portabilidade, o número do telefone será do usuário e ele poderá mudar de operadora mantendo o seu numero atual. Segundo o cronograma da Anatel, esse serviço deverá estar disponível em meados de 2008 (www.anatel.gov.br). Souza, da Telemig Celular, disse que a operacionalização desse sistema deve ser mais demorada e não acredita que ele estará disponível até 2008. Disse ainda que, nesse sistema, o cliente poderá perder alguns benefícios, como, por exemplo, a tarifação reduzida nas ligações entre números da mesma operadora. Com a portabilidade numérica, a identificação da operadora não será tão fácil como é hoje, o que poderá confundir os clientes no momento de efetuar ligações. Segundo Souza, as operadoras terão que repensar ações promocionais desse tipo.

4 METODOLOGIA

O artigo fundamenta-se na metodologia de pesquisa descritiva, de caráter exploratório, com instrumento de coleta de dados qualitativo.

A pesquisa descritiva é conclusiva, e para Malhotra (2001, p.108) "[...] tem como principal objetivo a descrição de algo - normalmente características ou funções do mercado." Malhotra (2001, p. 108) ainda explica que "Uma concepção descritiva requer uma especificação clara de quem, o que, quando, onde, por que e a maneira da pesquisa."

O projeto teve início com uma pesquisa exploratória para o conhecimento do tema e para o levantamento de dados. De acordo com Mattar (2005, p. 85), "A pesquisa exploratória visa prover o pesquisador de um maior conhecimento sobre o tema ou problema de pesquisa em perspectiva." Foram consultados livros, pesquisas e estatísticas com foco no mercado de telefonia móvel no Brasil e em Minas Gerais. Também forneceram subsídios entrevistas pessoais, realizadas de forma direta aos profissionais de marketing das duas operadoras de telefonia móvel que operam a mais tempo no estado: Telemig Celular e TIM, respectivamente. As entrevistas foram agendadas previamente e nelas foram empregadas perguntas abertas. Para Malhotra (2001, p. 156), "A pesquisa qualitativa tem como amostra um pequeno número de casos não-representativos, coleta de dados não-estruturada e análise de dados não-estatística." Mattar (2005, p. 88) esclarece que "O método de pesquisa exploratória também compreende o levantamento de experiências através de entrevistas pessoais com especialistas ou conhecedores do assunto, caracterizando-se pela informalidade e pouca estruturação."

5 DISCUSSÃO

Diante desse cenário, é necessário discutir a forma como as operadoras trabalham a captação e a retenção de clientes e como se posicionam em relação à concorrência. É preciso abordar temas como: a importância da retenção de clientes, a busca pela sua satisfação, os benefícios do relacionamento para tornar os clientes fiéis e a diferenciação mediante a concorrência.

Hoje, mesmo havendo "barreiras" legais como o contrato de fidelização e a detenção do número da linha, o número de desligamentos e migrações é muito elevado. Hoffman e Bateson (2003, p. 87) afirmam que "[...] a redução da deserção dos clientes em 5% em alguns ramos de serviços pode aumentar os lucros em até 50%." A importância de reter os clientes é um assunto bastante encontrado na literatura de marketing e as vantagens dessa prática são inúmeras.

De acordo com Hoffman e Bateson (2003, p. 426 e p. 427), "[...] as empresas que se engajam em práticas de retenção são habitualmente reconhecidas pelos clientes de hoje e recompensadas pelos seus esforços por meio de compras repetidas." Hoffman e Bateson (2003, p. 428 e p. 429) afirmam também que:

Pesquisas indicaram que conservar um cliente é de três a cinco vezes mais barato do que obter um cliente novo. O relacionamento de confiança que se desenvolve entre os clientes e a empresa torna-os mais receptivos aos esforços de marketing; é mais fácil, portanto, vender-lhes novos serviços. Por sua vez, isso diminui o custo da empresa com as ações de marketing.

As empresas que não conseguem reter os seus clientes estão destinadas a cometer repetidamente os mesmos erros (HOFFMAN; BATESON, 2003).

Outro benefício é o boca a boca positivo feito pelos clientes satisfeitos, tipo de propaganda que é gratuito e muito eficiente. Hoffman e Bateson (2003, p. 429) acreditam que "para que uma empresa desenvolva reputação que atraia novos negócios, ela precisa de clientes habituais."

O aumento da concorrência contribui para a paridade entre bens e serviços, por isso é fundamental ter um diferencial competitivo. A diferenciação se torna uma estratégia interessante, pois, segundo Kotler e Keller (2006, p. 146) "quando os clientes vêem um serviço como razoavelmente homogêneo, passam a se preocupar menos com o fornecedor e mais com o preço."

Cada operadora precisa valorizar os serviços que presta para que o cliente a perceba como a melhor opção. Segundo, Souza, da Telemig Celular, o diferencial competitivo da operadora está em três fatores: a cobertura de qualidade dentro do estado, a qualidade do atendimento no callcenter e a confiabilidade, que ele acredita estar no fato da operadora ter sido a pioneira no estado e sempre ter liderado o mercado. Tassar e Morelli acreditam que a cobertura nacional é o principal diferencial da TIM, pois para eles, esse fator é fundamental e decisivo para a maioria dos clientes que costumam viajar trabalho ou a lazer. Mencionam também como diferenciais, a diversificação de serviços e a exclusividade em alguns deles e explicam que os planos básicos da operadora oferecem um pacote de serviços que geralmente é cobrado separadamente por suas concorrentes.

Para reter um cliente, não basta satisfazer necessidades básicas, pois, como afirma Lovelock (2005, p. 115) "Clientes indiferentes ou satisfeitos provavelmente estão contentes com o serviço básico, mas gostariam de ter um conjunto consistente de serviços suplementares que tornem o produto básico mais eficaz ou mais fácil de usar". Para Hoffman e Bateson (2003, p. 426 e p. 427)

Empenhar-se com a satisfação de um cliente e estabelecer com ele um relacionamento de longo prazo, torna mais provável sua fidelização. Entender a individualidade de cada cliente e de suas necessidades específicas poupa o tempo e os esforços da empresa e garante ao cliente o que ele considera importante.

O relacionamento de longo prazo é benéfico para a empresa e para os clientes. Hoffman e Bateson (2003, p. 427) ensinam

Especialistas acreditam que a retenção do cliente tem maior efeito sobre os lucros do que a participação de mercado, economias de escala e outras variáveis comumente relacionadas com a vantagem competitiva. De fato, estudos indicaram que até 95% dos lucros se originam de clientes de longo prazo e são derivados das vendas, custos operacionais reduzidos e recomendações.

Para os clientes, o relacionamento diminui os riscos de insatisfação, porque eles se acostumam com a empresa, seus funcionários e a maneira como o serviço é prestado (HOFFMAN; BATESON, 2003).

Os entrevistados disseram que suas operadoras estão cientes dos benefícios do marketing de relacionamento e valorizam o cliente de longo prazo oferecendo vantagens. Citaram as tarifas como exemplo. Elas são mais baratas para o cliente pós-pago (longo prazo) que para o cliente pré-pago. Segundo Souza, da Telemig Celular, na Europa já existem programas de relacionamento até mesmo para clientes pré-pagos, o que ainda não acontece no Brasil, mas que chama a atenção da sua operadora.

6 CONCLUSÃO

A proposta desse artigo é observar as ações de marketing empregadas pelas operadoras de telefonia celular e discutir se os esforços para a captação de clientes, que são mais evidentes que os esforços de retenção, têm influência na migração de clientes. Além disso, foi proposto observar se a deserção de clientes comprometeria, a longo prazo, a imagem das operadoras junto aos consumidores, a sua participação no mercado e se causaria prejuízos operacionais. Através do levantamento teórico e de informações conseguidas através das entrevistas realizadas, ficou claro que a retenção de clientes evitaria ou diminuiria alguns aspectos negativos do mercado.

Ficou entendido que a necessidade de conquistar novos clientes é fundamental para a sobrevivência de qualquer empresa no mercado, mas que os benefícios da retenção também são inegáveis.

A migração de clientes no mercado de telefonia móvel evidencia a fragilidade do relacionamento entre empresa e clientes. O histórico cliente-operadora parece não pesar na decisão de desfazer essa relação, pois, por um lado, o cliente troca de operadora em busca de ofertas momentâneas, não conseguindo perceber o valor do serviço que estava sendo prestado e por outro lado, a operadora comumente privilegia o novo cliente com uma oferta melhor que aquela oferecida ao cliente de sua base.

Atualmente, a deserção de clientes pode não ser preocupante para este setor porque ele está em crescimento, mas operadoras e clientes precisam se preparar para um cenário a longo prazo, que provavelmente, será diferente. Fortalecendo os programas de relacionamento e valorizando a individualidade de cada cliente, as operadoras podem amenizar problemas como a deserção e se preparar melhor para eventuais mudanças nesse setor, como por exemplo, a portabilidade numérica.

As operadoras precisam estabelecer uma relação de confiança com o consumidor e conquistá-lo, não pela obrigatoriedade do contrato de fidelização, mas através de sua satisfação. É preciso entender que as relações pessoais são o grande diferencial competitivo da atualidade e do futuro e que as empresas devem começar a enxergá-las como ferramentas para obter a lucrativa fidelização de seus clientes.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

GIGLIO, Ernesto. O Comportamento do Consumidor e a Gerência de Marketing. São Paulo: Pioneira, 1996.

GRONROOS, Christian. Marketing: gerenciamento e serviços: a competição por serviços na hora da verdade. Rio de Janeiro: Campus, 1993.

HOFFMAN, K. Douglas e BATESON, John E. G. Princípios de Marketing de Serviços - Conceitos Estratégias e Casos. 2ª ed. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2003.

KOTLER, Philip e KELLER, Kevin Lane. Administração de Marketing. 12ª ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2006.

LOVELOCK, Christopher e WRIGHT, Lauren. Serviços: marketing e gestão. São Paulo: Saraiva, 2005

MALHOTRA, Naresh K. Pesquisa de Marketing: uma orientação aplicada. 3ª ed. Porto Alegre: Bookman, 2001.

MATTAR, Fauze Najib. Pesquisa de Marketing: metodologia, planejamento. 6ª ed. São Paulo: Atlas, 2005.

BIBLIOGRAFIA

BORGMANN, Itzhak Meir. Marketing de Relacionamento: estratégias de fidelização e suas implicações financeiras. São Paulo: Nobel, 2000.

KOTLER, Philip. Administração de Marketing - A Edição do Milênio. 10ª ed. São Paulo: Prentice Hall, 2000.

PORTER, Michael. Vantagem Competitiva. Rio de Janeiro: Campus, 1986.

SAMARA, Beatriz Santos e BARROS, José Carlos de. Pesquisa de Marketing - Conceitos e Metodologia. 3ª ed. São Paulo: Prentice Hall, 2002.

SITIOGRAFIA

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OI - Operadora de Telefonia Celular. Disponível em: www.novaoi.com.br. Acessos em: 06 de maio de 2007.

PROCON-MT - Disponível em: www.setec.mt.gov.br/procon. Acesso em: 10 de novembro de 2006.

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TELEMIG CELULAR - Operadora de Telefonia Celular. Disponível em: www.telemigcelular.com.br. Acessos em: 10 de novembro 2006 e 06 de maio de 2007.

TIM - Operadora de Telefonia Celular. Disponível em: www.timmaxitel.com.br. Acessos em: 10 de novembro de 2006 e 06 de maio de 2007.

1 Título Artigo Científico.

2 Assessora de Mercado da Rede Itatiaia de Rádio e aluna do Curso de Especialização em Marketing e Comunicação (ebna@itatiaia.com.br).

3 Professor orientador. Mestre em Administração Mercadológica pelo Cepead/UFMG.

Autora: Ebna Cristina Souza

Fonte: Portal do Marketing

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Vivo descarta fusão com a TIM por causa de compra da Telefônica

Sexta, 25 de Maio de 2007
O presidente da Vivo, Roberto Lima, disse hoje que a concorrência entre a empresa e a TIM continua forte mesmo depois da compra de parte da Telecom Itália pela Telefônica. Além da empresa de telefonia fixa, a Telefônica detém metade das ações da Vivo, enquanto a Telecom Itália é controladora da TIM.

Em audiência no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), Lima declarou não achar possível a fusão das duas empresas de telefonia celular no Brasil em um futuro próximo. "Nós não temos qualquer informação nesse sentido, isso não está na pauta."

De acordo com Lima, a estratégia agressiva adotada pela Vivo no Dia das Mães mostra que a empresa continua competindo fortemente com a principal rival. Ele lembrou que, com a utilização da tecnologia GSM, no início deste ano, a empresa passou a oferecer celulares a preços mais baixos.

Sem citar números, Lima informou que o desempenho da Vivo no Dia das Mães foi positivo. "Voltamos com força ao mercado depois de um ano e meio arrumando a casa", declarou, depois de participar de audiência pública no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

Durante da audiência, o presidente da Telefônica, Antônio Carlos Valente, reafirmou que a administração da TIM e da Vivo continuará sendo feita separadamente.

Em reposta ao conselheiro Ricardo Cueva, que declarou que a operação causará "grande concentração econômica", Valente disse que os executivos da empresa não participarão de decisões estratégicas na TIM. "Desde o início, tomamos a decisão de, nos países em que houver sobreposição entre as empresa, nós não participaremos de nenhuma reunião", afirmou.

Convergência

Na audiência, Lima e Valente voltaram a defender mudanças na legislação do setor para permitir a convergência entre diferentes serviços, como telefonia, internet e televisão a cabo. "O arcabouço legal tem que ser mudado sob pena de ser atropelado", afirmou Lima.

Para Valente, a regulação deve ser a mesma para diferentes tecnologias (como cabo ou satélite) e não deve limitar a participação do capital estrangeiro, como hoje acontece na televisão a cabo, que deve ser controlada por brasileiros. "A regulação deve ser livre, mais flexível, de forma a incentivar a inovação e alcançar os benefícios que a sociedade brasileira precisa", disse.

Fonte: Folha Online