Sergio Canossa
Sexta, 22 de Agosto de 2008
Programas de qualidade, de motivação, de liderança e tantos outros pautam o
sucesso de implementação no comprometimento da direção / gestão das organizações.
Não importa o segmento em que estas organizações atuem se não houver recursos e
envolvimento de quem está sob o seu comando é certo que o caminho do fracasso
está aberto. Uma questão que surge é como estes super-homens poderão cumprir
tamanha missão. O fato é que ao ascenderem à tais posições tornam-se referência
e suas decisões passam a ter impacto na vida de todos que estão interligados à
hierarquia. O “andar de cima” transforma-se num paraíso e todas as preces são a
ela dirigidas na expectativa de sucesso para as atividades que ocorrem. Se as
vendas estão baixas é porque a direção não liberou recursos para aquele inovador
programa de treinamento em vendas ou ainda não aprovou aquele novo recurso
tecnológico a ser incorporado em nossos produtos para se igualar aos
concorrentes. Se a qualidade não atinge os objetivos é porque não há
comprometimento de todos e a direção deveria participar mais e dar exemplos. Se
a motivação está em queda é devido ás atitudes da direção que deveria estimular
a todos.
Afinal de contas, que tipo de super-homens são esperados para ocuparem as
posições de decisão nas empresas? Deles tudo é esperado, tudo é solicitado.
Acima somente Deus. Quando não podem resolver torna-se último recurso recorrer a
Deus. Se bem que alguns gestores colocam-se lado a lado com Deus... Polêmicas à
parte, gestores são seres humanos, limitados que são, e que, deveriam extrair
resultados de suas equipes. Não são eles que fazem ou dizem como fazer. São eles
que questionam sobre as melhores alternativas, dão diretrizes e provêem
condições para se faça; mas como podem estar envolvidos em tantas
responsabilidades sem terem conhecimentos e habilidades para todas? Qualidade,
liderança, motivação, meio ambiente, engenharia, manutenção, compras, produção,
vendas... a lista continua indefinidamente. Que resposta mágica é esperada para
que sejam providos do dom divino de fazerem milagres?
É de nossas culturas que esperemos os líderes para agir. É expectativa que estes
líderes chamem a responsabilidade para si. O problema é que todos os lados
esperam demais uns dos outros. O líder espera que os seus liderados compreendam
como que por encanto suas posições e como autômatos simplesmente façam, afinal
de contas não há tempo a perder e não dá para ficar explicando tudo para todos.
Os liderados, ainda que saibam como fazer, não se sentem autorizados, aguardam o
líder supremo para agir conforme orientações. Afinal de contas, manda quem pode
e obedece quem tem juízo, diz o ditado popular. Assim uns fingem aceitar outros
fingem mandar. E quando os resultados não são satisfatórios volta a pergunta:
como os líderes podem estar comprometidos com este programa?
Uma das grandes falhas dentro das organizações é tratar tais assuntos como
programas, projeto, enfim uma caixa preta que será desvendada por especialistas
quando o avião cair. Infelizmente é assim que ocorre. É preciso fazer com que
tais conhecimentos venham a fazer parte do DNA da organização, ser efetivamente
inseridos na cultura desta organização, serem respirados dia-a-dia em todos os
ambientes e níveis hierárquicos. Para isto devem ser tratados como um meio e não
como um fim. O primeiro impacto dos resultados de quaisquer destes programas em
geral é alto, o problema está em sua continuidade. Sendo uma tarefa, uma
atividade à parte, com os primeiros resultados deixam de ser prioridade e passam
a ser executados apenas quando cobrado pelo cliente ou por alguém relevante. Se
tornarem filosofia de trabalho, se a organização tiver formas de usar em suas
ações rotineiras certamente a continuidade se dará. E como fazer isto?
A verdadeira missão do líder, do gestor, é assumir publicamente que confia e
depende de sua equipe. As suas decisões são de fato baseadas nas informações que
recebe. Portanto, necessita delegar e estar assessorado por pessoas competentes,
que saibam como realizar cada um daqueles assuntos. O líder deve integrá-los à
missão e planejamento estratégico da organização. Objetivos e metas devem ser
estabelecidos. Porém, o principal objetivo é como usufruir dos benefícios destas
metodologias ao longo do tempo. Com isto, uma oura decisão é sobre quais delas a
organização fará uso. Ainda que seus clientes exijam é preciso avaliar possíveis
conflitos e impactos com a filosofia presente e decidir sobre o que fazer.
Decisão tomada, digamos pela implantação, é preciso estabelecer fases que
iniciam com a própria implantação e vão à consolidação. Na implantação
encontram-se os modelos difundidos que visam apresentar a metodologia e trazer
os primeiros resultados. A consolidação, por sua vez, tem como objetivo
tornar-se parte integrante da organização e deixar de ser a caixa-preta dos
programas para transformar-se em atitude de cada um no dia-a-dia. A consolidação
traz resultados de longo prazo e são pequenos ganhos que somados devem
proporcionar resultados significativos para a organização.
Um ponto importante a se considerar é o fato de programas proporcionarem
impactos – esta é a missão deles. Depois, devem ser substituídos pelas ações
e, nesta hora, os profissionais competentes designados pelos líderes devem fazer
valer o diálogo com todos os envolvidos considerando sempre as oportunidades
para manter ativo os conceitos aprendidos e, continuamente capacitar novos
participantes. É assim que se persiste uma filosofia de trabalho. Não podem ser
deixado de lado porque todos acreditam no seu benefício. Portanto:
- O líder deve assumir que depende da equipe;
- O líder deve delegar e não tentar fazer;
- O líder deve ser assessorado por pessoas competentes e, são estas que deve
escolher;
- A metodologia deve ser integrada à missão e ao planejamento estratégico;
- Objetivos e metas de longo prazo devem ser estabelecidos;
- Benefícios devem ser usufruídos ao longo do tempo, por muito tempo;
- Escolha as metodologias que se aplicam a sua organização e, faça com que seja
a alma de tudo o que fizer;
- Lembre-se: programas são temporários e de alto impacto, consolidação é
permanente e de resultados contínuos;
- Capacite continuamente os envolvidos e traga novos participantes;
- Acima de tudo acredite na metodologia.
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Jerônimo Mendes
Terça, 22 de Julho de 2008
Você conhece alguém que vive conectado na web? Tem pelo menos dois ou três
endereços de e-mail? Possui I-Phone e I-Pod? Vive com o notebook a tiracolo e
dorme com ele ligado sobre as cobertas enquanto tenta assistir o Programa do Jô?
Participa de reunião sempre com o celular na mão esperando a próxima ligação ou
a próxima mensagem? Não vê a hora de chegar ao escritório para entrar no Outlook
e ler centenas de e-mails de utilidade duvidosa? Tem lugar garantido no Orkut,
My Space e Hi-5? Alguém que conversa contigo sem desgrudar os olhos do micro?
Você pertence a alguma tribo ou comunidade do Orkut, grupo de amigos no Yahoo,
Hotmail ou MSN? Entra no carro e não acalma enquanto não recebe ou faz uma
ligação no celular? Fica nervoso quando viaja e não consegue encontrar uma lan
house para ler os e-mails? Assinou TV a cabo com tripla função: telefone fixo,
entretenimento e Internet? Dirige o veículo passando mensagem e atendendo o
celular?
Se você respondeu a qualquer uma das perguntas, cuidado! Esse alguém faz parte
da tribo dos brinquedinhos eletrônicos, a qual, aos poucos, vai sendo
escravizado por ela. Imagine que há vinte anos vivíamos muito bem sem tudo isso
e éramos felizes. Hoje está difícil imaginar o contrário. Como vamos sobreviver
sem tudo isso e voltar a ser felizes? Quando voltaremos a dormir oito horas por
dia?
Uma das grandes reclamações do mundo corporativo atual é a falta de tempo para
cumprir as tarefas transformam um dia de oito horas em um dia de doze horas, no
mínimo. Entretanto, entre o tempo de leitura dos e-mails, no período da manhã
(entrada) e no período da tarde (saída), são duas horas ou mais de
produtividade, sem contar ainda o tempo sacrificado durante o horário de almoço
para responder mensagens no Orkut e comprar brinquedinhos eletrônicos na web,
depois de uma ampla pesquisa no Bondfaro, Buscapé, Cadê e QueBarato.
Brinquedos eletrônicos são para isso mesmo. Por exemplo, quando você está em
viagem e o chefe liga, você não é obrigado a atender, afinal, na área em que
você atua o sinal da operadora é fraco. Quando você recebe mensagens de cobrança
ou um puxão de orelha por e-mail, melhor ainda, você pode antes pensar na
resposta e jurar que ainda não tinha lido. Você lembra que o chefe tem aquele
maldito sinalizador para saber se você leu ou não o e-mail, então você nem abre,
pois é “chumbo grosso” na certa. Posteriormente, depois que o chefe acalmou, a
resposta pode ser aquela do tipo “entendido, chefe, estou correndo atrás, ligo
mais tarde” enquanto a secretária dele tenta, desesperadamente, fazer contato
contigo.
Todos os seus amigos têm celular, notebooks, I-Phone, Palm e outras
parafernálias eletrônicas. A realidade é dura. O seu filho de quatro ou cinco
anos não quer mais saber de bola nem de parquinho nem de carrinho. Ele quer
mesmo um celular, primeiro porque os amigos de escola têm, segundo porque sua
mãe, a avó dele, conseguiu um empréstimo em consignação no banco e prometeu a
ele que daria o celular de presente no aniversário.
Considerando tudo isso, você imagina o seguinte: legal, a despesa não vai sair
do meu bolso, pelo menos até chegar a primeira fatura da conta telefônica. E
quando chega você se põe a esbravejar, afinal, apenas com torpedinhos e acesso
aos jogos online, seu filho conseguiu gastar a modesta quantia de R$ 69,90.
Deixa ele, diz a avó, pois o pobrezinho não tem noção de valor. Ainda bem que
você tem acesso ao Internet Bank e já conseguiu cadastrar a conta em débito
automático, ou seja, não há como fugir.
Pensando bem, em vez de gastar esse dinheiro todo sem controle, você acha melhor
contratar um plano maior, aquele de R$ 99,90, com acesso ilimitado. Você se
anima e quando chega à loja da operadora acaba sendo fisgado pelo sorriso
daquela atendente, um graça de menina, que o convenceu a contratar o plano
familiar, por apenas R$ 399,90 por mês, com direito a quatrocentos minutos de
conversa e mais cem torpedos, exceto as ligações à distancia, é óbvio.
Conclusão: mais um compromisso financeiro assumido enquanto o portão da
garagem está caindo, o colchão da cama está afundando e a cortina da sala está
sofrível. Tudo bem! O que a gente não faz por um filho? Afinal, ele merece ter
tudo aquilo que você não teve quando era pequeno.
Interessante! Agora que o seu filho tem celular e até mesmo o seu antigo
notebook para se conectar na web, sozinho no quarto, não há tanta necessidade de
você brincar nem conversar com ele. Quando for o caso, você pode passar uma
mensagem do seu Palm ou mesmo do celular, da cozinha para o quarto: desça filho,
o jantar está pronto. Bjus... Papai.
Brincadeiras à parte, isso é apenas uma idéia do que a escravidão dos brinquedos
eletrônicos pode fazer com as pessoas. Quanto ao lado financeiro pode-se pode
dar um jeito. Quando o lado emocional é afetado e a pessoa acaba se tornando uma
verdadeira alienada, o perigo é iminente. Contudo, por conta da pressão no
trabalho, poucas pessoas se dão conta da situação. Resultado: insônia, estresse,
infarto, isquemia cerebral, isolamento e outros males que afetam a sociedade
moderna.
Existe um número razoável de empresas onde a pressão por resultados é
assustadora, entretanto, ao circular pelo ambiente, pode-se notar também um
número considerável de profissionais entretidos em sites de relacionamentos, MSN
e outros brinquedinhos, independentemente da pressão. O trabalho pode ficar para
depois do expediente normal, mas os amigos na mão.
O fato é que você se apaixonou por aquela apresentação do Steve Jobs no
lançamento do I-Phone, mas a diferença entre você e ele é de alguns milhões ou
bilhões de dólares. Ele ganha para escravizá-lo, mas você não ganha o suficiente
para se livrar da escravidão, portanto, o melhor a fazer é repensar a maneira de
utilizar os brinquedos eletrônicos. Dizer que você não vive sem eles é uma
desculpa muito simplória. O que fazer com eles, de maneira inteligente, sensata
e saudável, é o grande desafio. Quem clica, seus males multiplica, diz o ditado
na web.
Acredite, existe vida longe do micro, do celular e da Internet. Uma boa conversa
entre amigos, um passeio agradável com a família, um bom livro ou uma boa
caminhada ao ar livre provocam efeito mais positivo. Ficar ligado na tela do
micro esperando a próxima mensagem é tão prejudicial quanto sair de férias e
ligar todos os dias para os colegas de trabalho atrás das novidades. Pense nisso
e seja feliz!
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Fernando Gomiero
Sabado, 10 de Maio de 2008
Cadeiras e mesas com alturas não apropriadas, postura inadequada do corpo, falta
de um período reservado ao descanso e relaxamento - pelo menos dez minutos a
cada cinqüenta de movimentos repetitivos -, geralmente dedicados a alongamentos
de braços, mãos e pescoço (movimento laterais de um lado para outro com a
cabeça), número reduzido de funcionários impossibilitando a prática de
revezamentos, entre outros, são fatores que precipitam o aparecimento de doenças
como a LER (Lesão por Esforços repetitivos), além de dificultarem o
tratamento e recuperação daqueles que já são portadores do mal.
Com o advento do avanço tecnológico, principalmente no mundo da informática, uma
necessidade cada vez maior de se adequarem às novas exigências do mundo
globalizado obrigou as empresas a se armarem com equipamentos de última geração
em todos os seus departamentos.
A partir daí, o constante e envolvente desafio de superar suas próprias
limitações na interminável tarefa de descobrir os limites das máquinas passou a
exercer uma forte atração sobre aqueles que as "pilotam". Algo como se coçar ou
jogar vídeo game. É só começar! Profissionalmente ou não, eles se aplicam até a
exaustão, esquecendo-se dos cuidados básicos que devem ser tomados para sua
própria segurança.
O resultado disso é uma propensão à incidência de doenças relacionadas com os
tendões de braços e mãos, como é o caso da LER (Lesão por Esforços Repetitivos),
por exemplo, além dos danos aos resultados das empresas e, dependendo da
gravidade ou estágio da doença, as inevitáveis seqüelas com as quais os
funcionários terão de conviver no seu dia-a-dia, muitas vezes até mesmo
incapacitados para a realização de determinadas tarefas.
O problema já se constitui numa verdadeira epidemia no mundo corporativo
e um enorme desafio para as organizações, que se vêem privadas de mão-de-obra
qualificada durante todo o tempo de tratamento e recuperação de cada um de seus
"doentes". Tanto que uma boa parte das empresas do mercado vem desenvolvendo
programas voltados à prevenção do surgimento de novos casos e ao tratamento
intensivo e eficaz para os já existentes. São organizações que, percebendo a
gravidade da situação, encaram o problema e buscam incessantemente um
aprimoramento contínuo do seu arsenal de combate às causas da doença, até porque
o problema é institucional e mexe também com seus lucros e resultados.
Então, urge que as demais empresas se engajem nessa luta. Começando por criar
sua equipe de profissionais especializados em ergonomia, para que seus
líderes e colaboradores sejam definitivamente ligados no problema e instruídos
sobre a forma correta de desenvolver cada uma de suas atividades. Além de criar
condições que viabilizem o combate aos fatores negativos citados na sinopse.
Pois, só assim elas conseguirão evitar os terríveis transtornos causados pelas
constantes privações do desempenho de funções, muitas vezes ocupadas por grandes
talentos.
Para aqueles que já contraíram a doença, manter a esperança é fundamental para
uma recuperação adequada. Por isso, paralelamente ao tratamento especializado,
as empresas devem dispensar especial atenção ao trabalho com o lado emocional e
psicológico dessas pessoas, pois nem tudo está perdido para elas. Mesmo porque
está disponível no mercado um programa de reconhecimento de voz, destinado a
substituir, quase que integralmente, o trabalho de digitação pelo comando da
voz, dispositivo que possibilitará o exercício normal de suas atividades e o
conseqüente resgate de sua auto-estima.
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Rafael M. Menshhein
Sexta, 4 de Abril de 2008
Muito mais do que apenas conhecer o mercado, é necessário que o profissional de
Marketing saiba corretamente o que encontrar em um mercado antes de ofertar seus
produtos ou serviços, são pequenas variáveis que transformam o ambiente em
algo favorável a colocação do produto ou então determina a busca por um mercado
menos saturado, mais atrativo ou então mais fácil de trabalhar, usando-se de
estudos aprofundados e com consciência das ações tomadas.
Dentre as variáveis que mais influenciam a tomada das decisões e que produto se
adapta melhor ao mercado-alvo, destacam-se:
- Variáveis ambientais: o ambiente determina a execução ou não de um novo
projeto, propicia a aquisição de um produto e também apontam a sazonalidade de
certos produtos e que estratégia usar; não é uma variável controlável pela
empresa, mas estudos podem apontar locais e épocas corretas para se
disponibilizar um produto ao consumidor;
- Variáveis culturais/sociais: a cultura de uma sociedade é um dos pontos
que pode influenciar na escolha de um público-alvo, os costumes podem gerar
dificuldades na hora de elaborar uma estratégia quando não há conhecimento
suficiente e os estudos realizados não trazem uma boa base para que as
estratégias sejam elaboradas;

- Variáveis políticas/jurídicas: outro ponto em que um estudo muito bem
feito do mercado, de suas leis e das possibilidades de atuação define o sucesso
ou não de uma empresa, especialmente quando elabora-se um planejamento sem
conhecer esses pontos e então o investimento foi perdido;
- Variáveis demográficas: apontam as populações, suas classes, sua renda,
entre outros aspectos, pode ser um bom conjunto de informações para empresas que
procuram um público-alvo mais específico ou então utiliza-se da estratégia de
Marketing de massa;
- Variáveis econômicas: uma economia mais favorável aos investimentos das
organizações, com clareza de ações e uma população com poder de compra atraem
mais facilmente as empresas, mas há casos onde o consumo de produtos e serviços
não é alto e então devem ser estudadas outras variáveis antes de entrar
diretamente no mercado;
- Variáveis psicológicas: são pontos em que a maneira de pensar, as
necessidades e desejos do consumidor são mais visíveis, é neste ponto que
aplica-se um estudo em conjunto com a Pirâmide de Maslow, para compreender como
pensa o consumidor;
- Variáveis tecnológicas: um dos pontos em que os estudos e aplicações
devem ser levados em consideração pelo profissional de Marketing, especialmente
para lançar um produto adequado à época e aos desejos e necessidades do
consumidor, dando-lhe, do ponto de vista tecnológico, um produto usável.
Como cada mercado é composto por variáveis, não adianta apegar-se apenas a uma
delas e elaborar seus planejamentos, estratégias etc, a complexidade das
informações pode apontar um mercado de fácil atuação ou então demonstrar, por
meio dos estudos e pesquisas, que não há razões para lançar-se no mercado,
evitando perdas desnecessárias e direcionando a empresa para um rumo mais
favorável de sucesso.
Os mercados variam constantemente, vários dados novos são conhecidos com o
passar dos tempos e cabe ao profissional de Marketing utilizar corretamente
todas as ferramentas disponíveis, mas o bom senso e conhecimento devem ser
usados em qualquer tomada de decisão, porque empresas sérias permanecem no
mercado e conquistam o consumidor, fazendo com isso a fidelização e
possibilitando um feedback muito melhor.
Categorias:
Marketing, Mercado, Ambiente Corporativo, Tomada de Decisão, Público-Alvo, Estratégia, Estratégia de Marketing, Marketing de Massa, Maslow, Pirâmide de Maslow,
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Cesar Augusto Cerqueira Leite
Sexta, 4 de Abril de 2008
O jornal Meio & Mensagem da semana passada trouxe entrevista muito interessante
com Jeremy Dale, vice-presidente mundial de marketing da Motorola.
Há aspectos muito interessantes na visão mercadológica de Dale, como, por
exemplo, a busca em aproximar cada vez mais o marketing, o design e o
desenvolvimento de produto. A partir do início do projeto, há uma visão criativa
mais consistente, alinhada com um posicionamento estratégico da marca,
garantindo melhores resultados no lançamento do produto. Um exemplo é o
lançamento do modelo Z10, que tem uma curvatura que remete à sensação dos
telefones fixos. Por que o celular fica reto quando aberto, se o rosto das
pessoas é arredondado? questiona Dale.
Ainda mais interessante é o raciocínio dele em relação ao sucesso de um produto.
Na minha avaliação, o que vai definir o sucesso ou o fracasso de um produto é a
opinião dos 20 mil primeiros usuários daquele modelo. São eles que vão
recomendar o aparelho. Por mais tecnológico que esteja o mundo hoje, o
boca-a-boca ainda é a ferramenta de marketing mais eficiente. E a disseminação
da internet trouxe com ela as comunidades, as redes sociais, os chats, os blogs.
Tudo isso acrescentou toda uma nova dimensão ao boca-a-boca, afirma.
Por conta disso, a indústria tem investido cada vez mais no chamado marketing
viral. Nesse sentido, a Folha de São Paulo trouxe reportagem de três páginas
no caderno de informática no último dia 26 de março.
Como os consumidores são constantemente bombardeados por mensagens
comerciais, é preciso oferecer um conteúdo que seja vibrante, divertido e também
interativo, pondera Jeremy Dale.
A comunicação viral é um processo social. As pessoas querem buscar diferentes
fontes de informações, principalmente na internet. O marketing quer saber como
se beneficiar disso, diz Marcos Telles, coordenador de cursos da Associação dos
Dirigentes e Vendas e Marketing do Brasil.
Contudo, fazer isso não é assim tão simples ou tão fácil, como acreditam alguns.
Mídia em blog, por exemplo, funciona como um termômetro. Se ela for ruim, não
há dinheiro que impeça as pessoas de dizerem isso. E as agências ainda não
entenderam isso. Criam campanhas ruins, baseadas no que foi desenvolvido para a
televisão e mídia impressa, afirma Ian Black, do blog Enloucrescendo.
Como diz Dale, marketing é contar histórias e atualmente é necessário contar
histórias ainda mais interessantes, que valham a pena ser ouvidas, vistas e,
especialmente, repassadas aos amigos e demais membros de comunidades sociais,
sejam elas reais ou virtuais.
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