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Uma Estratégia Simples, Poderosa e uma Ação Tática Exuberante

Quarta, 10 de Dezembro de 2008
A lógica competitiva é simples: “por que os clientes irão comprar da nossa empresa e não dos concorrentes?”. O mesmo raciocínio vale para os prestadores de serviços internos: por que nós e não uma empresa ou profissional terceirizado?

A questão é que todos estão atrás dos mesmos clientes, todos querem agradá-los e fidelizá-los. Vence quem tiver as melhores credenciais competitivas, quem for capaz de propiciar ao cliente uma experiência sustentável de qualidade superior.

Apesar da palavra “competitiva” sugerir complexidade, falo aqui em credencias simples, tangíveis, fáceis de serem percebidas pelos clientes, comunicadas e aperfeiçoadas por nós. A mensagem das marcas vencedoras é franciscana, porém, poderosa. O objetivo é vender e lucrar oferecendo o que a empresa faz melhor que os concorrentes.

- Pastas de dente não disputam em termos de fórmulas químicas e sim em eficácia no combate à carie. Prove que o seu produto superior.

- Veículos automotivos trafegam numa ou noutra da categoria de líder em conforto, luxo, segurança, economia, desempenho, etc. O cliente sabe o que procura e o que o seu bolso pode bancar, ajude-o a conhecer o seu produto e como ele se encaixa em sua possibilidade aquisitiva.

- Couriers brigam para liderar em quesitos como garantia ou rapidez da entrega. Demonstre por a + b no que a sua empresa é excelente e supera a concorrência em benefício para o cliente.

- Refrigerantes “suam a camisa” para fixar-se na mente do consumidor como o verdadeiro sabor, a opção preferencial do público jovem, o prazer que refresca ou o prazer sem calorias. Prove que o seu refrigerante não é apenas mais um.

Clientes devem entender em que somos diferentes e ponto final. Essa exigência nos traz de volta à questão inicial: “por que nós e não o concorrente (ou vice-versa)?” A única resposta crível é “porque sabemos como satisfazê-lo melhor que nossos adversários”.

Se você não tiver um argumento competitivo convincente, há duas alternativas: (a) invente uma nova categoria para competir fora do alcance da concorrência; (b) ofereça um preço atraente.

A estratégia define a diferença, a tática torna a diferença conhecida, reconhecida, palpável. Em outras palavras, a estratégia deve contar com uma base operacional sólida já que mesmo os planos são corrigidos, recebem o influxo de novas idéias na fase de execução que, por sinal, consome 99,9% do nosso tempo produtivo. Ou você acredita em estrategistas em tempo integral?

Não existe. As idéias são úteis na medida em que se transformam em know-how, processos, produtos e serviços apreciados pelo mercado. O check-list abaixo pode ajudá-lo operacionalizar as idéias estratégicas geradas em sua empresa.

1. Nosso conceito de negócio é simples, claro (fácil de explicar e entender)?

2. É específico (ressalta uma diferença tangível), atraente (para os clientes)?

3. É demonstrável (pode ser visto, comparado, mensurado etc.)?

4. Ele nos diferencia frente aos concorrentes?

5. Cria valor real e psicológico para clientes e usuários?

6. É lucrativo (para a empresa e acionistas)?

7. Há mercado para a nossa proposta, ou teremos que criar um novo mercado?

8. Dispomos das credenciais financeiras, tecnológicas necessárias?

9. Contamos com os recursos materiais e humanos compatíveis?

10. Somos capazes de nos organizar estratégica e operacionalmente em torno desse conceito de negócio?


Estabelecido o diferencial perante o mercado, é hora de desenvolver um pacto organizacional que favoreça a execução da estratégia. O que redunda em:

1. Identificar os fatores chave de sucesso no negócio (atual ou futuro) e adaptar o conceito de produto, serviço ou know-how eleito às características identificadas.

2. Selecionar o estoque de competências organizacionais e gerenciais que transformarão o diferencial em realidade.

3. Estimular o desejo de mudança na Organização:

- Desenvolver uma visão de futuro e metas audaciosas.

- Comunicar o desafio.

- Elaborar o PDCA (plan, do, check, act) de gestão da operação de melhoria.

- Envolver as pessoas nos planos.

4. Alinhar os recursos necessários à empreitada: humanos, gerenciais, financeiros, planos setoriais, sistemas de informação, tecnologias e empowerment.

5. Implementar o plano, verificar resultados, corrigir desvios, melhorar os acertos.

6. Divulgar pequenos feitos com a mesma ênfase usada para anunciar os feitos surpreendentes e os heróis da jornada. Comemorar as pequenas vitórias que antecedem as vitórias maiores sinaliza que estamos no caminho certo.

Ah! Antes que me esqueça: não se iluda com o plano estratégico. Por mais original que seja, o sucesso final depende da disciplina tática do corpo gerencial e do virtuosismo da execução da equipe. A negligência e o preconceito contra a tática é a principal causa mortis dos grandes planos.

Portanto, não fique acanhado por estar boa parte do tempo com a mão na massa e buscando melhores caminhos para executar as idéias geniais próprias e alheias. É assim que as empresas e profissionais de sucesso chegaram às atuais posições.

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As Faces da Inteligência: como direcionar a sua organização e definir o perfil profissional

Sexta, 22 de Agosto de 2008
A aplicabilidade da Inteligência não deve se limitar a grandes organizações. É essencial que cada empresa, seja uma grande corporação ou PME (pequena e média empresa), construa o seu modelo de Inteligência.

É crescente o número de organizações que investem em Inteligência para reduzir os riscos na tomada de decisão, melhorar o desempenho da equipe de vendas e MKT, neutralizar o avanço da concorrência e, mais recentemente, buscar na inovação o diferencial competitivo para agregar valor ao negócio.

O objetivo da Inteligência é transformar informação subjetiva e desagregada em vantagem competitiva para agregar valor aos negócios. A aplicabilidade da Inteligência, dessa forma, não deve se limitar a grandes organizações. É essencial que cada empresa, seja uma grande corporação ou PME (pequena e média empresa), construa o seu processo de Inteligência, definindo o foco inicial de atuação bem como o desenvolvimento e a implementação do modelo (in-house, terceirizado ou híbrido).

Nos últimos sete anos, a Inteligência foi adquirindo vários adjetivos e hoje tem a sua própria ‘sopa de letras’: Inteligência Estratégica, Inteligência Tática, Inteligência Competitiva, Inteligência Antecipativa, Inteligência de Vendas etc. Hoje, Inteligência é sinônimo de ‘bom negócio’, de diferencial competitivo, sendo que algumas empresas já incluíram a palavra no slogan, incluindo as PMEs (pequenas e médias empresas) de segmentos de mercado bem variados, como um instituto de beleza de São Paulo que escolheu como slogan ‘salão inteligente’.

Dentre as PMEs (pequenas e médias empresas), uma operadora de telecomunicações com forte atuação nas regiões Sul e SE inovou no segmento de Telecom, utilizando técnicas especializadas de IM (Inteligência de Mercado) como geomarketing para alcançar o diferencial competitivo nos negócios.

Outra empresa do segmento de TI – Terceirização de Serviços utilizou a Inteligência Competitiva recentemente para decidir se lançaria ou não uma solução de DMS (Serviços de Gerenciamento de Desktops) no mercado brasileiro.

O estudo de IC (Inteligência Competitiva) mapeava o mercado e principais concorrentes que a empresa enfrentaria no BR, além de construir um cenário analítico com recomendações para a empresa. Para isso, foi feito um levantamento do mercado de Outsourcing, Infra-Estrutura de TI e Managed Services (tamanho do mercado, projeções de crescimento, tendências etc.). Sobre a concorrência, o foco da busca de informação foi no faturamento, portfolio de soluções, parcerias estratégicas, estratégias go-to-market e análise Swot.

Quando cruzamentos certeiros começam a ser feitos pelos profissionais de Inteligência e Estratégia, o estudo fica mais interessante e útil. Nesse caso, um deles foi comparar o estágio de maturidade da solução dos concorrentes com uma projeção de crescimento da solução a ser lançada.

Como resultados, a empresa decidiu não lançar a solução por uma série de fatores levantados no estudo de IC (Inteligência Competitiva) como mercado consolidado com fortes players e projeção de crescimento baixa para a solução nos próximos 3 anos.


O Cosmo da Inteligência associada aos negócios
O foco na Inteligência Estratégica (IE) é na tomada de decisão orientada ao futuro e na redução dos riscos (AQPC, 1999).

A Inteligência Tática foca o presente, provendo informações para o monitoramento do ambiente organizacional em ‘tempo real’ (AQPC, 1999). Já a Inteligência Competitiva (IC), independente de ser tática ou estratégica, engloba informações específicas sobre o mercado e a concorrência.

Pesquisa

A prática da pesquisa torna-se uma importante aliada da Inteligência, provendo dados quanti e qualitativos para a construção de cenários analíticos, essenciais para a Inteligência Estratégica.

Inteligência, estratégia e tática

Lesca (2003) também agrupa a Inteligência na dimensão Tempo em:
- Inteligência Antecipativa: relacionada ao futuro.
- Inteligência Situacional: focada no presente.
- Inteligência Retrospectiva: direcionada ao passado.
Aplicabilidade da dimensão tempo na Inteligência Competitiva:

Inteligência Competitiva

O lançamento inesperado de um produto do concorrente no mercado vai demandar um estudo de Inteligência Situacional, podendo envolver as razões pelas quais o concorrente tomou a decisão (Inteligência Retrospectiva) e quais serão os seus próximos passos (Inteligência Antecipativa).

Se houve o fracasso de um serviço num nicho de mercado, por exemplo, é necessário focar, primeiramente, na Inteligência Retrospectiva para aprender com os erros. Razões do fracasso podem ser mensuradas atribuindo peso a itens pré-selecionados pelas áreas envolvidas.

A busca contínua pela inovação das LOB´s (Linhas de Negócios) e a redução de surpresas (tecnológicas, sobre tendências de mercado etc) são alguns exemplos de aplicabilidade da Inteligência Estratégica Antecipativa (IEA) nas organizações.

Lesca (2003) define a Inteligência Estratégica Antecipativa (IEA) como o processo coletivo, proativo e contínuo pelo qual os profissionais da organização coletam (de forma voluntária) e utilizam informações pertinentes relativas ao seu ambiente sócio-econômico e às mudanças que podem nele ocorrer, visando:

- criar oportunidades de negócios;
- inovar;
- adaptar-se à evolução do ambiente;
- evitar surpresas estratégicas desagradáveis e
- reduzir riscos e incerteza em geral.

Empresas de TI e Telecom deveriam ver a Inteligência Estratégica Antecipativa (IEA) como fator-chave na gestão da inovação e diferenciação, principalmente das LOB´s (Linhas de Negócios). Atualmente, as iniciativas nesse sentido são isoladas no Brasil, mas já há um esforço de comunicação e MKT de multinacionais como IBM e SAP no mercado.

“Inovação que faz a diferença” foi definida pela IBM como um dos três valores fundamentais da empresa e já faz parte do discurso de vendas da empresa.


Definindo os perfis dos Profissionais de Inteligência
A capacidade analítica é, sem dúvida, o diferencial de trabalho em Inteligência. O profissional de Inteligência é peça essencial não apenas para montar o ‘quebra-cabeça’ da área, mas para ‘retroalimentar’ o fluxo de informações, atentando-se principalmente para a identificação de oportunidades, redução de riscos e antecipação de problemas e ameaças.

Há três perfis de profissionais a serem destacados:

1. Planilheiro
Profissional que faz ‘input de dados’, criação de planilhas podendo também ser responsável pela concepção dos números. É capaz de fazer algum tipo de análise quantitativa, mas sem complexidade.
-Posicionamento na empresa: operacional.

2. PP (Passado/Presente)
É capaz de analisar os números e cruzar dados/informação, relacionando o passado/ presente. Alguns profissionais dessa categoria chegam a fazer recomendações, mas sem análise aprofundada e detalhamento de cenários.
- Posicionamento na empresa: tático.

3. Visionário
Profissional que, além de analisar os dados quantitativos, o passado/presente, se diferencia pela posição inovadora e visionária com foco na Inteligência Antecipativa, construindo cenários analíticos com recomendações para as empresas.
- Posicionamento na empresa: tático-estratégico.

É importante ressaltar que os três perfis de profissionais são importantes para uma organização. O que irá variar é o número de profissionais com as características de cada perfil bem como a sua alocação nas áreas de Inteligência.

Uma pequena empresa, por exemplo, poderá optar por terceirizar os serviços de um profissional estrategista e visionário, acumulando também as funções de um analista PP (Passado/Presente). Ou mesmo um gerente de Inteligência, numa média empresa, poderá exercer as funções dos profissionais PP (Passado/Presente) e Visionário.

Independente do perfil de profissional (planilheiro, PP ou visionário) e orientação da Inteligência (Competitiva Situacional, Estratégica Antecipativa etc), o importante é a conscientização das organizações, sejam grandes ou PMEs (pequenas e médias empresas), que a estruturação da Inteligência não é modismo e, muito menos, se limita a grandes corporações.

As áreas de pesquisa das empresas e os serviços terceirizados nessa área já representavam parte do ‘quebra-cabeças’ da Inteligência Organizacional anos atrás. O que houve foi uma profissionalização gradativa do trabalho de Inteligência e dos seus profissionais, essencial para a sobrevivência das organizações na nova era do conhecimento, na qual hoje impera o avanço da competitividade e a busca contínua pela inovação.

Referências Bibliográficas:
- FREITAS, H. M. R. ; JANISSEK-MUNIZ, R. Uma proposta de plataforma para Inteligência Estratégica. In: Congresso Ibero Americano de Gestão do Conhecimento e Inteligência Competitiva, 2006, Curitiba PR. Anais do Congresso Ibero Americano de Gestão do Conhecimento e Inteligência Competitiva.
- LESCA, H. Veille stratégique: La méthode L.E.SCAnning®. Editions EMS. 2003.
- AMERICAN PRODUCTIVITY & QUALITY CENTER (APQC). Strategic and Tactical Competitive Intelligence for Sales and Marketing, 1999.

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Profissional high-tech

Quinta, 17 de Abril de 2008
Desde que comecei, seis meses atrás, a trabalhar no projeto de um novo empreendimento, o site Wellness Club, minha vida se transformou de modo que eu jamais poderia imaginar. Não apenas por causa do enorme impacto do projeto em minha realidade, mas também pelo desenvolvimento que tive em relação a ferramentas on-line de gerenciamento pessoal e profissional.

Como tinha pouca experiência em projetos on-line, contratei uma consultoria em gerenciamento de projetos, a Avantta Consulting, para dar suporte ao desenvolvimento, e o que observei a partir de então foi um incrível aumento em minha capacidade de trabalhar, organizando e acessando uma enorme quantidade de informações úteis em tempo bastante curto.

Entenda: sou psicólogo, meu campo de estudo é o comportamento humano, e até pouco tempo atrás sequer sabia o que é um endereço de DNS. Ah, você também não sabe? Calma que tem bastante gente lhe fazendo companhia.

Vejo muitos profissionais em minha idade, e alguns até mais novos, totalmente alheios ao uso de ferramentas on-line que oferecem imensas vantagens profissionais a um custo muito próximo de "zero"

São pessoas que ainda usam muito papel e caneta, guardam pilhas de documentos e andam com pastas abarrotadas. Gastam quantias significativas com telefone e perdem tempo em deslocamentos de trânsito muitas vezes desnecessários. Isto quando não criam uma sede física (e cara!) para um negócio que funcionaria muito melhor com um site na internet e as pessoas em seus home-offices. Ah, se eu soubesse antes...

Seja você um profissional em início de carreira ou já atuando há muito tempo, dou uma sugestão com muita ênfase: Torne-se tecnologicamente atualizado! Não porque é chique ou moderno, e sim porque é prático, confortável, e acredite, é barato!

Existem hoje programas para organização de agendas, criação de propostas, gerenciamento e compartilhamento de documentos, comunicação por teleconferências e integração de dados, totalmente de graça na internet. Os que não são de graça costumam custar menos de 20 reais por mês. E o melhor é que os dados não ficam apenas no seu PC ou no seu celular, estão na web, ou seja, em todo lugar.

Não fosse o conforto extra de assistir a meus filmes e gostar de escrever em viagens, eu poderia tranquilamente viajar sem o notebook. Meu escritório, minhas pastas, meus recados, meus documentos e meus contatos estão bem ali, em qualquer lan-house que eu encontrar pela frente.

A maravilha da tecnologia já disponibiliza comodidades quase absurdas neste início de século. Imagine levar "tudo" com você, sem precisar carregar "absolutamente nada". É nada mesmo, pois se não quiser, nem o pen-drive precisa levar mais.

Como empreendedor e consultor, lamento não ter descoberto ainda mais cedo estas maravilhas tecnológicas. Mas agora que descobri, uso- as incessantemente, assim como oriento meus clientes e parceiros a fazerem o mesmo.

Não citarei aqui nomes específicos de programas e sites, porque são diversos. Posso dizer, no entanto, que o GOOGLE, já conhecido como oráculo moderno, investe fortemente em tecnologias que facilitam nossa vida, totalmente DE GRAÇA!

Então, se você ainda carrega papelada, bolsinha de canetas e vive com as gavetas abarrotadas, penso que seria uma boa idéia informar-se melhor sobre o que já existe na web para gerenciamento da vida pessoal e profissional. Isto irá torná-lo mais atualizado, competitivo e econômico.

E claro, caso queira saber o nome de alguns programas e sites específicos que uso para gerenciar meus trabalhos, é só me mandar um e-mail. Indicarei com todo prazer, e pode ficar tranqüilo que, a exemplo da maioria deles, eu também não cobro nada. Nadinha!

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Variáveis mercadológicas em Marketing

Sexta, 4 de Abril de 2008
Muito mais do que apenas conhecer o mercado, é necessário que o profissional de Marketing saiba corretamente o que encontrar em um mercado antes de ofertar seus produtos ou serviços, são pequenas variáveis que transformam o ambiente em algo favorável a colocação do produto ou então determina a busca por um mercado menos saturado, mais atrativo ou então mais fácil de trabalhar, usando-se de estudos aprofundados e com consciência das ações tomadas.

Dentre as variáveis que mais influenciam a tomada das decisões e que produto se adapta melhor ao mercado-alvo, destacam-se:

- Variáveis ambientais: o ambiente determina a execução ou não de um novo projeto, propicia a aquisição de um produto e também apontam a sazonalidade de certos produtos e que estratégia usar; não é uma variável controlável pela empresa, mas estudos podem apontar locais e épocas corretas para se disponibilizar um produto ao consumidor;

- Variáveis culturais/sociais: a cultura de uma sociedade é um dos pontos que pode influenciar na escolha de um público-alvo, os costumes podem gerar dificuldades na hora de elaborar uma estratégia quando não há conhecimento suficiente e os estudos realizados não trazem uma boa base para que as estratégias sejam elaboradas; Marketing

- Variáveis políticas/jurídicas: outro ponto em que um estudo muito bem feito do mercado, de suas leis e das possibilidades de atuação define o sucesso ou não de uma empresa, especialmente quando elabora-se um planejamento sem conhecer esses pontos e então o investimento foi perdido;

- Variáveis demográficas: apontam as populações, suas classes, sua renda, entre outros aspectos, pode ser um bom conjunto de informações para empresas que procuram um público-alvo mais específico ou então utiliza-se da estratégia de Marketing de massa;

- Variáveis econômicas: uma economia mais favorável aos investimentos das organizações, com clareza de ações e uma população com poder de compra atraem mais facilmente as empresas, mas há casos onde o consumo de produtos e serviços não é alto e então devem ser estudadas outras variáveis antes de entrar diretamente no mercado;

- Variáveis psicológicas: são pontos em que a maneira de pensar, as necessidades e desejos do consumidor são mais visíveis, é neste ponto que aplica-se um estudo em conjunto com a Pirâmide de Maslow, para compreender como pensa o consumidor;

- Variáveis tecnológicas: um dos pontos em que os estudos e aplicações devem ser levados em consideração pelo profissional de Marketing, especialmente para lançar um produto adequado à época e aos desejos e necessidades do consumidor, dando-lhe, do ponto de vista tecnológico, um produto usável.

Como cada mercado é composto por variáveis, não adianta apegar-se apenas a uma delas e elaborar seus planejamentos, estratégias etc, a complexidade das informações pode apontar um mercado de fácil atuação ou então demonstrar, por meio dos estudos e pesquisas, que não há razões para lançar-se no mercado, evitando perdas desnecessárias e direcionando a empresa para um rumo mais favorável de sucesso.

Os mercados variam constantemente, vários dados novos são conhecidos com o passar dos tempos e cabe ao profissional de Marketing utilizar corretamente todas as ferramentas disponíveis, mas o bom senso e conhecimento devem ser usados em qualquer tomada de decisão, porque empresas sérias permanecem no mercado e conquistam o consumidor, fazendo com isso a fidelização e possibilitando um feedback muito melhor.

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A PERCEPÇÃO

Quarta, 19 de Março de 2008
As empresas investem tempo e dinheiro na construção de diferenciais competitivos que lhes garantam um futuro melhor na mente e no coração dos clientes. Não economizam em estudos, modelos avançados, softwares modernos e programas sofisticados. Tudo para sentirem a agradável sensação de estar um passo à frente da concorrência. No mundo da inteligência competitiva, basta um passo à frente. Espaço representado em meses, não mais em anos.

Entretanto, - sempre haverá um entretanto no mundo corporativo -  em se tratando de diferenciais verdadeiros, aqueles percebidos pelos clientes,  quanto mais práticos, simples e funcionais, melhores. Aliás, se sua empresa não for extraordinariamente simples, cuja estratégia se quer precisa de explicações para os clientes internos e externos compreenderem, trate agora mesmo de simplificar tudo.  Menos papéis, menos reuniões, mais lucros.

Organizações complicadas, cheias de normas e relatórios, fogem da realidade e se distanciam do mercado. A realidade interna ganha mais valor do que a externa. Seus gestores especializam-se em nadar em piscinas secas. A hipótese à frente da realidade. Buscando diferenciais a partir de premissas internas, acabam construindo barreiras que dificultam a inserção da empresa no novo mundo globalizado, ágil e competitivo. O mundo do conhecimento.

Em se tratando de loja, muitas vezes a prolongação do horário de atendimento torna-se um diferencial em relação à concorrência, cujos clientes só podem comprar depois das 19 horas. Ou querem um atendimento personalizado, depois de o estabelecimento ter baixado suas portas. Entrega em domicílio. Se os concorrentes são inflexíveis e não se dispõem a fazer isso, eis aí um diferencial fácil e gratuito. Aproveite.

A grande diferença pode estar na variedade. Uma linha, uma categoria a mais com as quais a concorrência não trabalha, por capricho, comodismo ou incompetência. Diferencial não se fabrica da noite para o dia, pronto está aqui a nossa vantagem competitiva. Acabou de chegar.  Ele deve ser construído ao longo do tempo. Com trabalho, visão estratégica, senso de observação e grande determinação para servir o cliente com amor. Agradar e surpreender a cada venda.  Com conteúdo e serviços.

Sempre que uma empresa procura servir, agregar serviços aos seus produtos, está, automaticamente, construindo diferenciais competitivos. Desde que seja de forma consciente e com objetivos determinados. Com metas definidas. Nada acontece por acaso. Tudo à luz da percepção dos clientes. São eles que devem sentir, experimentar, viver e aprovar tais diferenciais, não você.

À medida que a oferta dilata-se, surgem mais produtos que parecem irmãos gêmeos de pais distantes e desconhecidos. Nesse cenário, fica mais difícil desenvolver inovações tecnológicas no que você vende. Melhor trabalhar um diferencial subjetivo no campo do "como" a sua empresa vende. Inovar no processo de gestão. Inovar na operação. Nos canais de distribuição, no sabor, na cereja e no laço do bolo. No atendimento enfim.

Produzir uma obra de arte é natural para o artista. Atribuir valor a essa obra, divulgá-la e faze-la chegar aos pontos de vendas mais famosos, muitas vezes é uma trabalho mais complexo e demorado do que o esforço artístico do gênio. Quem paga milhões de dólares por uma obra, não paga pelo quadro em si, mas pela história que está por trás e pelo valor representativo que todo o processo de comercialização conseguiu atribuir ao produto.

Por melhor que seja a sua "obra de arte" (produtos, tecnologia, marca), o consumidor está mais interessado em saber qual é a sua habilidade para disponibilizar isso tudo com eficiência no local certo, na quantidade certa, no timing certo e por um preço justo. É na hora da verdade, na experiência do consumidor durante e depois da compra que o diferencial se confirma. Ou não.