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Sebrae articula alianças regionais

Quarta, 24 de Outubro de 2007
Missões internacionais ampliam possibilidades de troca de experiências e construção de parcerias.

O Sebrae está interessado na construção de alianças institucionais que reforcem as estratégias de integração regional, tema fundamental para o Brasil. Para isso tem organizado missões técnicas para participação em eventos internacionais que possibilitem o compartilhamento e discussão de políticas de apoio às micro e pequenas empresas.

A mais recente missão, chefiada pelo presidente Paulo Okamotto, foi a São Salvador, capital de El Salvador, país da América Central, para participação do X Fórum Interamericano das Microempresas (Foromic) de 3 a 5 de outubro. Não só representantes de El Salvador, mas também da Colômbia, Uruguai, Paraguai, Chile, México e Bolívia manifestaram grande interesse em visitar o Brasil para conhecer de perto os trabalhos desenvolvidos pelo Sebrae, visando ao estabelecimento de futuras parcerias.

O X Foromic contou com a presença do presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Alberto Moreno, que destacou, como fundamental para o crescimento regional, a ampliação do acesso pelos empreendedores e população de menor renda de tecnologias e serviços bancários. "O desafio para os governos é ampliar experiências de sucesso, promovendo um ambiente econômico favorável que incentive as ações privadas", afirmou.
Aliança Regional
Acompanhado do gerente da Unidade de Assuntos Internacionais do Sebrae, Vinícius Lages, e do consultor da Unidade de Acesso a Serviços Financeiros, Eli Moreno, o presidente Okamotto participou de mesas, palestras e grupos de trabalho sobre microfinanças, mercados financeiros, ambiente de negócios e oportunidades para a maioria.

O gerente Vinícius Lages apresentou o projeto 'Sistema Regional de Informação e Aprendizagem para o Desenho de Políticas Públicas de Apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas', desenvolvido pelo BID, em parceria com o Sebrae, a Sercotec do Chile e a Sepyme da Argentina.

O consultor Eli Moreno ressaltou na palestra 'O ambiente de negócios das ONG: prestação de contas, transparência e qualificação' que os modelos assistencialistas ainda predominam no terceiro setor brasileiro, o que demonstra a necessidade de novas ONG voltadas ao fortalecimento do empreendedorismo e à inclusão econômica.

Paralelamente ao fórum, os representantes do Sebrae participaram de oficina de trabalho promovida pela rede de soluções empresariais, Fundes, sobre as ações para o desenvolvimento de políticas de fomento para micro, pequenas e médias empresas. Foi uma oportunidade para apresentação do estágio de projetos importantes como o da cadeia de petróleo e gás desenvolvido e mostraram os avanços introduzidos no Brasil pela Lei Geral da Micro e Pequena Empresa.

Mais de 2 mil pessoas participaram do evento, considerado como um dos principais encontros internacionais do setor. O Foromic foi realizado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), por meio do Fundo Multilateral de Investimento (Fumin), e pelo Ministério da Economia de El Salvador. A próxima edição do Fórum de Microfinanças será realizada em Assunção no Paraguai no ano que vem.

Fonte: Tatiana Alarcon e Clara Favilla - Agência Sebrae

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Expansão do crédito beneficia micro e pequenas empresas

Sabado, 21 de Julho de 2007
Para o economista da PUC Carlos Eduardo Carvalho, trata-se de um processo consistente que alcança os mais diversos setores produtivos.

Cenário econômico interno e externo favorável, ciclo mundial de alta liquidez e de juros reais baixos contribuíram, nos últimos anos, para a expansão dos mercados de crédito e de capitais brasileiros.

"Trata-se de um movimento consistente com condições de ser estendido para os próximos anos e que alcança, além das pessoas físicas, praticamente todos os setores produtivos e de serviços, incluindo micro e pequenas empresas até empreendedores informais", avaliou o professor-doutor da PUC de São Paulo, Carlos Eduardo Carvalho.

Ele realizou palestra para especialistas do Sistema Sebrae, reunidos em Brasília. A palestra servirá de subsídio para preparação das ações previstas no Plano Plurianual do Sistema Sebrae na área de Acesso a Serviços Financeiros.

Essas ações objetivam ampliar o relacionamento entre bancos, cooperativas de crédito, instituições de microcrédito e os pequenos negócios, informou o consultor do Sebrae Américo Ciccarelli.

Para Carvalho, a expansão dos últimos anos não é passageira como a ocorrida depois de planos econômicos que, no meio da década de 80 e início da década de 90, derrubaram a inflação e os juros por meio de medidas artificiais como o congelamento de preços ou o confisco da poupança. A estabilidade de preços pós-plano Real e a insistência, desde então, na obtenção de superávits fiscais para controle da dívida pública permitiram a expansão do crédito em um contexto de juros elevados, mesmo que declinantes.

Cenários econômicos mais confiáveis, ressalta o professor, estão permitindo maior ousadia das empresas com relação ao endividamento. Está também influenciando as estratégias de atuação dos bancos públicos e privados, refletidas tanto na maior diversidade dos produtos oferecidos às pessoas físicas e empresas, como no alongamento dos prazos dos empréstimos concedidos e redução de seus custos.

"O crédito cresce mesmo com os juros reais altos. Esta posição macroeconômica atual, de quadro de liquidez confortável e de boa posição externa para o Brasil, é fator determinante para essa tendência de crescimento", explicou Carvalho.

A solidez do sistema financeiro nacional e tecnologia de ponta conquistada disponível, aliadas à conjuntura econômica favorável, está permitindo que os bancos avancem para nichos antes desprezados do mercado. Também favorece esse movimento, a concorrência local que vem sendo feita com sucesso por cooperativas de crédito, instituições de microcrédito e até financeiras ligadas a grandes empresas, mais perto dos pequenos negócios e de empreendedores por conta própria.

Segundo o especialista, os bancos já começam a entender que para ganhar esses novos nichos precisam ampliar a oferta de produtos e serviços e atentar para um atendimento diferenciado para a base da pirâmide empresarial. Para isso, contam com aliados de peso como o Sebrae, que detém o conhecimento sobre as especificidades do segmento.

Alerta

Carlos Eduardo fez, entretanto, um alerta que deve ser considerado. Em momentos de maiores facilidades na área de crédito é hora de pensar, de refletir sobre a construção de mecanismos que protejam as empresas dos períodos de escassez. O ideal, é que os empresários utilizem o crédito para se fortalecerem, inovarem, apostarem na produtividade. O ideal também é que não fiquem dependentes do crédito bancário.

"Quando tudo vai bem é a hora que se deve pensar no que pode dar errado. Em situações assim, como se fará o refinanciamento das micro e pequenas empresas?", questionou. Como sugestão, propôs uma reflexão sobre os mecanismos de hedge, de proteção. "Temos que desenvolver mercados para colocação de ações e títulos de empresas pequenas, nascentes e de alto risco", afirmou.

Uma das apostas é no fortalecimento dos fundos mútuos de investimentos, que viabilizam o chamado capital de risco ou empreendedor, que dão suporte para empresas de grande potencial que queiram crescer e posteriormente ofertarem ações no mercado.

Saiba mais

O volume total de crédito alcançou R$ 786,1 bilhões em maio, com crescimentos de 1,1% no mês e de 20,2% no período de 12 meses. Em conseqüência, a relação desse agregado com o Produto Interno Bruto (PIB) atingiu 32%, ante 31,9% em abril último e 29,3% em maio do ano anterior.

Do total da carteira de empréstimos, os financiamentos efetuados correspondem a: bancos privados nacionais, 42%; bancos públicos, 35,9%; e estrangeiros, 22,1%. A fonte dessas informações é o Banco Central. (Clara Favilla e Tatiana Alarcon / Agência Sebrae)

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Finep vai investir R$1 bilhão para inovação tecnológica nas empresas

Quarta, 2 de Maio de 2007
O orçamento da Finep para este ano está previsto e aprovado pelo Orçamento da União em R$ 2 bilhões. A metade desses recursos será utilizada em programas desenvolvidos pela financiadora para o apoio à inovação nas empresas em todas as modalidades. A informação foi dada pelo diretor de Administração e Finanças da Finep, Fernando Ribeiro, a empresários que participam do 2º Congresso Brasileiro de Inovação na Indústria.

Inovação nas empresas

Ribeiro adiantou que a Finep vai atuar ainda na disseminação das informações sobre o edital. A idéia é que essa disseminação funcione como aconteceu no início dos programas voltados para universidades. Ribeiro contou que, após o término do edital e divulgação dos resultados, foi realizado um levantamento de quais pontos eram mais interessantes nas propostas aprovadas e quais eram os problemas dos projetos não-aprovados. "Era um caso muito novo. Não tínhamos idéia de como seriam as propostas", disse.

Um segundo passo foi, segundo Ribeiro, levar os problemas e os sucessos para as universidades que não tiveram propostas aprovadas. "Nos próximos dias, depois da apresentação dos resultados, vamos iniciar um trabalho semelhante em relação ao edital de subvenção."

A primeira fase do programa de subvenção investirá apenas R$ 145 milhões, dos R$ 210 milhões previstos para a chamada. Segundo a Finep, muitos projetos não foram aprovados por problemas na elaboração e outros por não atenderem as especificações do edital.

Tatiana Fiuza

ABIPTI