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Medalha de Ouro para sua Saúde

Segunda, 4 de Agosto de 2008
"Faça de seu corpo um lugar melhor para viver."
(Sylvia Duailibi)

O advento das Olimpíadas de Pequim poderá suscitar-lhe desde o interesse em invadir madrugadas para acompanhar o desempenho dos atletas brasileiros até a curiosidade por conhecer algumas modalidades esportivas. Mas o melhor efeito colateral será despertar em você o desejo por exercitar-se.

Embora a atividade física seja muitas vezes praticada com finalidade estética, por proporcionar a redução do peso corporal, é em verdade um poderoso instrumento de prevenção da saúde, propiciando o aumento da capacidade respiratória, circulatória e da densidade óssea (combate à osteoporose), além de atenuar os índices de estresse e ansiedade, contribuir com a criatividade e a memória, e promover a elevação da autoconfiança e da auto-estima.

Nossos ancestrais precisavam caminhar em busca do alimento, obtendo-o através da caça, pesca ou coleta. O desenvolvimento da sociedade criou a figura do sedentário, ou seja, daquele que produz seu sustento trabalhando sentado. Hoje, praticamos o sedentarismo com naturalidade, enxergando o movimento como supérfluo. Deslocamo-nos sobre rodas, caminhamos por esteiras e escadas rolantes, usamos controles remotos. Substituímos jogos ao ar livre por videogames, passeios pela televisão.

Para a prática esportiva há dois pré-requisitos básicos: prazer e regularidade. E um decorre do outro.

O primeiro passo é descobrir uma atividade alinhada ao seu perfil de modo que a pratique de forma despretensiosa. Você até poderá competir em torneios, participando de ligas segmentadas por sexo e idade, conquistando troféus e medalhas e cultivando novas amizades. Porém, atente para não fazer da busca pela excelência um fim em si mesmo ou o prazer poderá dar lugar à angústia e à frustração. Esta é uma atribuição para esportistas profissionais.

O condicionamento do corpo pode ser realizado em academias, em casa ou em áreas públicas. Você pode optar por atividades aeróbias (corrida, bicicleta, esteira), aquáticas (natação, hidromassagem), de resistência muscular (musculação) ou para flexibilidade (alongamento, yoga).

Seqüências preliminares de alongamento são essenciais. A elasticidade muscular prepara o corpo para a atividade física, permitindo que todo seu potencial seja alcançado, evitando o encurtamento dos músculos, o que acarreta acúmulo de tensão e dores intensas, em especial na musculatura da coluna para quem permanece por longos períodos na mesma posição, como em frente ao computador ou dirigindo.

Alongue-se antes e depois da atividade física. Antes, para se aquecer; depois, para relaxar a musculatura.

Quando em exercício, concentre-se no que está fazendo. Isso significa não ficar lendo enquanto pedala na bicicleta, ouvindo música enquanto caminha ou vendo TV enquanto corre na esteira. O foco de sua atenção deve estar na atividade. Sinta sua movimentação muscular, acompanhe sua respiração.

Nada de praticar exercícios em locais com poluição intensa, como ruas e avenidas movimentadas. Prefira horários com menor tráfego, áreas arborizadas quando disponíveis ou deixe para se exercitar em casa. Fuja também do calor excessivo, para não sofrer desidratação, beba água e isotônicos, e utilize roupas leves que facilitem a transpiração, bem como calçados adequados.

Coma uma pequena porção de algum alimento rico em carboidrato trinta minutos antes das atividades físicas. Isso vai melhorar seu rendimento. E nunca se exercite em jejum para evitar hipoglicemia, cãibras e arritmias causadas pela queda de potássio no sangue.

Meça a freqüência cardíaca em repouso pela manhã, após os treinamentos. Caso observe sua elevação, isso pode indicar que a atividade física está sendo realizada em excesso.

Por fim, a regularidade traz mais benefícios à saúde do que a intensidade da atividade física. O ideal seriam trinta minutos diários de atividade. Mas você pode optar pela prática duas ou três vezes por semana.

Seja paciente com seu corpo, ouça sua respiração e monitore sua freqüência cardíaca. E, faça uma avaliação cardiovascular, respiratória e ortopédica antes de iniciar qualquer atividade física, incluindo um teste ergométrico conduzido por um cardiologista habilitado. Assim você alcançará o melhor dos títulos: o de campeão em saúde!

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Como Investir em Treinamento

Sabado, 19 de Julho de 2008
"Todos nós adoramos vencer,
mas quantas pessoas adoram treinar?"
(Mark Spitz)

A atividade de treinamento é inerente ao mundo corporativo. Algumas empresas a entendem como imprescindível para o desenvolvimento de seus colaboradores, elevando a produtividade com impacto positivo na última linha do balanço. Já outras companhias a enxergam como símbolo de desperdício - de tempo e dinheiro. E outras tantas apenas a realizam para colorir suas estatísticas de responsabilidade social corporativa a fim de concorrer a prêmios e ganhar títulos.

O fato é que o treinamento é primordial para capacitar, desenvolver, integrar e estimular as pessoas, permitindo-lhes realizar mais com menos, ensinando-as a trabalhar mais inteligentemente. Todavia, um programa formatado sem planejamento pode mesmo representar tempo, dinheiro e energia jogados ao vento.
Como Investir em Treinamento
Por isso, uma questão recorrente é: Como realizar um treinamento produtivo?


1. Palestra ou Treinamento?

O primeiro passo é compreender as diferentes abordagens possíveis.

Uma palestra caracteriza-se por ser um evento de curta duração, podendo se estender desde apenas quinze minutos até duas horas, sendo que convencionalmente gira em torno de 75 a 90 minutos.

Em regra, a palestra é proferida por um único ministrante que a apresenta em formato de monólogo, ainda que muitos profissionais façam uso de diversos recursos para interagir com a platéia, admitindo sua participação.

Diante do tempo disponível, uma palestra tem alcance reduzido, abordando diversos assuntos superficialmente, exceto se o tema for muito específico e de cunho técnico ou científico. Todavia, no universo empresarial, a palestra tem o poder de agir com caráter de sensibilização, buscando promover a reflexão, surpreendendo, provocando e estimulando as pessoas a saírem da zona de conforto para atentar sobre novas possibilidades.

Já um treinamento consiste em um trabalho de maior profundidade que demanda maior dedicação. Evidentemente que a carga horária recomendada depende de variados fatores, podendo transitar de um mínimo de oito horas até cerca de 100 horas ou mais, divididas em módulos exercitados no decorrer de semanas ou meses. Entretanto, diante das dificuldades de agenda das empresas, é comum observarmos a realização de treinamentos com carga de 8 a 16 horas, num sistema de imersão total (cursos de um ou dois dias integrais) ou parcial (cursos de meio período ou realizados à noite).

Um treinamento pode ser conduzido por um único facilitador, não sendo raro dois ou mais profissionais trabalharem em conjunto. Enquanto uma palestra pode ser apresentada para um público diminuto ou para grandes platéias, um treinamento, a fim de ser bem sucedido, deve considerar grupos menores, com um máximo de 50 participantes por turma, sendo desejável até a metade deste número em muitos casos.

O propósito de um treinamento é mais do que sensibilizar. Espera-se desenvolver nos participantes a habilidade de desempenhar uma determinada tarefa com desenvoltura e segurança. Isso justifica a recomendação de grupos menores, pois um treinamento deve contemplar a realização de atividades individuais e coletivas para fixação dos conceitos ilustrados. Não basta ao participante ouvir e falar. É imprescindível fazer.

Há outras modalidades de trabalho derivadas das anteriores, como por exemplo, os chamados workshops, que nada mais são do que mini-treinamentos com cerca de quatro até oito horas de duração.

Entre contratar uma palestra ou um treinamento, a empresa deve considerar seus objetivos e orçamento. Assim, para divulgar um novo conceito, reforçar um procedimento ou festejar uma conquista, a contratação de um palestrante é suficiente e adequada. Já para a implantação de projetos e desenvolvimento de competências, um treinamento faz-se necessário.


2. Planejando o Evento

Qualquer que seja a modalidade de trabalho escolhida, a ausência de um planejamento detalhado é o caminho mais curto para o fracasso. É dentro deste contexto que colhemos tempo perdido, investimento sem retorno e funcionários desestimulados.

O filme "Como Fazer o Treinamento Valer a Pena", distribuído com exclusividade no Brasil pela Siamar, apresenta uma eficiente metodologia de planejamento para eventos de treinamento corporativo. A proposta básica consiste em gerenciar o antes, o durante e o depois do evento.


2.1. Antes do Evento

É responsabilidade do gestor levantar necessidades e objetivos que pretende atingir. Isso já sinalizará inicialmente qual modalidade de trabalho contratar.

Se o motivo for premiar os resultados alcançados pela força de vendas, a melhor opção é uma palestra com abordagem motivacional e até lúdica, pois o momento é de celebração. Porém, se os resultados estão insatisfatórios, a mesma palestra com perfil motivacional deve primar pelo conteúdo, buscando de forma envolvente apresentar técnicas que possam ser colocadas em prática com o intuito de auxiliar na reversão dos resultados adversos.

O local do evento também é importante. Muitos trabalhos podem ser realizados in company, dentro das instalações da própria empresa, minimizando custos com deslocamento e infra-estrutura. Contudo, treinamentos com imersão merecem um ambiente neutro, fora dos muros da corporação, para incentivar os participantes a se desligarem da rotina e entregarem-se de corpo e alma à atividade.

A contratação da empresa ou profissional que conduzirá o trabalho deve considerar formação, experiência, referências e, em especial, capacidade de personalização do serviço. Converse com o profissional. Observe se há a preocupação em conhecer o perfil dos participantes e os objetivos delineados pela empresa. Nada leva mais ao descrédito que uma apresentação que nitidamente não foi preparada para a audiência que a assiste. São os famosos "enlatados", trabalhos padronizados que são indistintamente levados à apreciação de empresas de todos os portes, de todos os segmentos e para públicos de todas as idades, graus de escolaridade e níveis hierárquicos. A customização é um fator crítico de sucesso, pois cada empresa e cada público têm características próprias que exigem abordagens diferenciadas.

Definidos tipo de evento, objetivos e empresa contratada, é fundamental orientar e aconselhar os colaboradores. O grande erro neste estágio reside em enviar as pessoas para o treinamento sem prepará-las. Por isso, explique a necessidade do evento. Diga abertamente porque a empresa está investindo tempo e dinheiro na atividade. Demonstre claramente suas expectativas de melhoria no desempenho. E, sempre que possível, explicite como será feito o acompanhamento pós-evento, evidenciando que a proposta básica é utilizar efetivamente o aprendizado no dia-a-dia da empresa. Isso derruba a mística de que a atividade é um mero evento social, desconectado da realidade da companhia e que no dia seguinte não se lembrará de nada do que foi visto.


2.2. Durante o Evento

Há uma regra entre os organizadores de evento que diz: "Só termina quando acaba". De fato, até que todos tenham partido, nenhum detalhe pode ser negligenciado. Isso envolve, por exemplo, a estrutura física. Cadeiras desconfortáveis, baixo índice de luminosidade, ar condicionado desregulado, acústica deficiente, são fatores que comprometem a atenção dos participantes.

Os equipamentos solicitados pelo palestrante ou facilitador devem ser previamente checados. Atenção com pilhas e baterias usadas, pois podem falhar no momento da apresentação, prejudicando a qualidade do áudio. A sugestão é utilizar sempre peças novas.

Horários precisam ser respeitados e intervalos regulares devem ser previstos para café e refeições, sempre com escolha de cardápio adequado. Em treinamentos com imersão, é comum e mesmo aconselhável a realização de uma confraternização. Mas esta deve ocorrer apenas ao final do encontro, nunca na noite anterior ao último dia de evento, por exemplo, pois os efeitos de uma noite com poucas horas de sono e o provável consumo de álcool impactarão negativamente no rendimento da equipe.

Uma ocorrência comum observada é a ausência de um colaborador no evento sob a alegação de que gostaria de participar, mas sua caixa de entrada está cheia. Barreiras ambientais desta espécie precisam ser superadas com a ajuda da liderança. Agendas devem ser flexibilizadas, escalas remanejadas, todos os esforços empreendidos no sentido de possibilitar a inclusão de pessoas identificadas como target para o treinamento.

Por fim, não meça esforços no sentido de subsidiar o evento com a máxima qualidade. É lamentavelmente comum encontrarmos materiais pirateados sendo utilizados o que denota grande incoerência com o propósito do treinamento e possivelmente com a própria carta de valores da companhia.


2.3. Após o Evento

Concluída a atividade é importante verificar se as metas foram atingidas. O primeiro instrumento é uma pesquisa de satisfação que deve idealmente ser aplicada ainda durante o evento, ao seu término. Pesquisas respondidas posteriormente perdem em representatividade, posto que deixam de captar o momento vivenciado pelo participante.

Uma segunda mensuração deve investigar se houve melhora no desempenho e na produtividade em decorrência do treinamento realizado. Porém, isto só é possível se um pré-teste tiver sido realizado antes do evento.

Nesta etapa, cabe novamente ao líder identificar no colaborador as vantagens do treinamento, demonstrando-lhe pontualmente o progresso auferido. É a hora certa para recompensá-lo, sempre ressaltando que a remuneração financeira não é o único e nem sempre o melhor expediente para reconhecer e fidelizar talentos.

Mas como o trabalho não cessa, é significativo também reafirmar periodicamente os conceitos e aprendizados, a fim de promover a melhoria contínua. Um bom instrumento de apoio, nestes casos, pode ser o e-learning.


3. Conclusão

A realização de palestras e treinamentos é uma atribuição das corporações. Afinal, considerando-se a crise do ensino em nosso país e um modelo de desenvolvimento sócio-econômico que transfere muitas responsabilidades do Estado para as empresas, o trabalho de capacitação dos trabalhadores ganha relevância como pré-requisito na busca pela competitividade.

Mas sem planejamento adequado que identifique por que fazer o treinamento, quando e onde realizá-lo, quem participará, quem ministrará, quanto será investido, como será mensurado o resultado e o que empresa e colaboradores ganharão com a atividade, corre-se o risco de efetivamente ver tempo e dinheiro desperdiçados.

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Tesouro Direto

Sabado, 31 de Maio de 2008
Talvez você já tenha ouvido falar, mas para quem não sabe, Tesouro Direto é um programa de venda de títulos a pessoas físicas desenvolvido pelo Tesouro Nacional, em parceria com a Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC).

Ele é uma ótima opção para quem quer investir com baixo custo, alta rentabilidade e liquidez quase imediata. Uma grande vantagem é que sempre que você precisar, poderá resgatar os títulos antes do vencimento, pelo seu valor de mercado. O Tesouro Nacional garante a recompra de seu título todas as quartas-feiras. Ou seja, se você quer segurança e tranqüilidade em seus investimentos, você precisa conhecer o Tesouro Direto.

A principal diferença entre investir em um fundo de renda fixa e investir no tesouro direto é o custo. Nos fundos de renda fixa, normalmente os custos são de 3%, em média, enquanto no Tesouro Direto a taxa de administração cobrada pelos agentes oscila entre 0,25% e 0,5%. Vale lembrar que no caso dos fundos de renda fixa, o volume aplicado interfere diretamente na taxa cobrada. Os investidores com mais dinheiro pagam taxas de administração bem pequenas, enquanto os pequenos investidores chegam a pagar taxas de administração de 5%, o que faz com que muitas vezes este tipo de investimento perca até da poupança em termos de rentabilidade. Outra diferença é que no Tesouro Direto o investidor compra apenas títulos emitidos pelo governo, enquanto nos fundos de renda fixa também é possível investir em títulos de dívida privada, emitidos por empresas.

Para investir no Tesouro Direto é muito simples, e você não precisa de muito dinheiro para investir. Com cerca de R$ 100,00 você já pode aplicar no Tesouro Direto. Outra grande vantagem é que você não precisa nem sair de casa, pois as transações podem ser feitas pela Internet. O limite máximo para aplicar é de R$ 400.000,00 por mês.

Caso não queira gerenciar seus investimentos, você pode autorizar uma das instituições financeiras habilitadas a operar no Tesouro Direto (Agentes de Custódia) para efetuar compras e vendas dos títulos públicos.

Ao investir no Tesouro Direto você está, ao mesmo tempo, garantindo seu futuro e fortalecendo a economia do País. Com isso, todos saem ganhando.

Entenda por que você ganha:

- Os títulos públicos são considerados de baixíssimo risco pelo mercado financeiro.
- baixas taxas de administração;
- excelente opção de rentabilidade;
- possibilidade de diversificar seus investimentos, optando por taxas pós-fixadas (pela taxa básica da economia) e prefixadas e indexadas a índices de preços;
- gerenciamento de seus investimentos com comodidade, segurança e tranqüilidade;
- A liquidez é garantida pelo Tesouro Nacional (toda quarta-feira);

Entenda por que o Brasil ganha:

- haverá um aumento considerável na formação de poupanças de longo prazo, pois agora pessoa física como você pode ter acesso ao mercado de investimentos em títulos, que antes era restrito às instituições financeiras;

Os títulos disponíveis são:

- LTN (Letras do Tesouro Nacional)
   -> títulos com rentabilidade definida (taxa fixa) no momento da compra;
   -> você sabe antes quantos reais vai ganhar;
   -> Forma de pagamento: no vencimento;

- LFT (Letras Financeiras do Tesouro)
   -> títulos com rentabilidade diária vinculada à taxa de juros básica da economia.
   -> você não sabe antes quantos reais vai ganhar;
   -> Forma de pagamento: no vencimento;

- NTN-C - (Notas do Tesouro Nacional - série C)
   -> Títulos com rentabilidade vinculada à variação do IGP-M, acrescida de juros definidos no momento da compra.
   -> Ideal para formar poupança de médio e longo prazo, garantindo seu poder de compra.
   -> Forma de Pagamento: semestralmente (juros) e no vencimento (principal);

- NTN-B -( Nota do Tesouro Nacional - série B)
   -> título com rentabilidade vinculada à variação do IPCA, acrescida de juros definidos no momento da compra.
   -> Ideal para formar poupança de médio e longo prazo, garantindo seu poder de compra.
   -> Forma de Pagamento: semestralmente (juros) e no vencimento (principal);

- NTN-B Principal - (Nota do Tesouro Nacional - série B)
   -> título com rentabilidade vinculada à variação do IPCA, acrescida de juros definidos no momento da compra.
   -> Não há pagamento de cupom de juros semestral
   -> ideal para formar poupança de médio e longo prazo, garantindo seu poder de compra.
   -> Forma de Pagamento: no vencimento (principal);

- NTN-F - (Nota do Tesouro Nacional - série F)
   -> título com rentabilidade prefixada, acrescida de juros definidos no momento da compra.
   -> Forma de Pagamento: semestralmente (juros) e no vencimento (principal).

Para maiores informações, acesse o site:
http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro_direto/

Vale lembrar que uma vez emitida a ordem ao Tesouro, não é mais permitido o cancelamento. O investidor que não honrar este pagamento receberá uma suspensão gradual: de trinta dias, na primeira vez que ficar inadimplente; de seis meses, na segunda vez, e de três anos, da terceira vez.

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PAIXÃO: A Força que impulsiona!

Quarta, 5 de Março de 2008
"Não devemos permitir que alguém saia de nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz."
(Madre Teresa de Calcutá)

É sabido que dedicação, zelo, empenho, comprometimento, envolvimento, motivação, energia, alegria, entusiasmo e eventuais dividendos, advêm da paixão pelo que fazemos. Se tivermos paixão pelo que nos propusermos a fazer não sentiremos nosso trabalho como um fardo, pois teremos prazer em exercer nossa função. Assim, sentir paixão pelo que fazemos constitui hoje um diferencial.

Insta mencionar que o ter advém do ser; pensando assim, o profissional tem maior probabilidade de conquistar e manter uma carreira sólida no mercado quando, além de ter paixão pelo que faz, realiza um "casamento" com a empresa em que se propõe a trabalhar; assim, atuará como um verdadeiro intra-empreendedor, verdadeiro profissional e parceiro da empresa, com muita paixão, muita garra, muito entusiasmo, muito respeito, comprometimento e envolvimento, se doando e se entregando de corpo e alma em prol da organização; por conseguinte, conquistará seu espaço no mercado, tendo maior chance de realizar-se profissionalmente.

Admite-se que, além dos títulos que estarão presentes em seu currículo, agir de forma estritamente profissional, tendo paixão pelo que se faz, sabendo se relacionar com todos os envolvidos, também se tornou um diferencial, o que permite ao profissional permanecer no mercado por um período mais longo de tempo, pois quando o profissional age com profissionalismo, além de agir baseando-se na transparência das ações, na ética, na justiça, na verdade e na honestidade, despende maior energia comprometendo-se e envolvendo-se o bastante em prol da busca constante pela excelência no exercício de sua função, observando-se uma sede permanente e insaciável em querer ser sempre um exímio profissional, zelando e cuidando de seu nome e, por conseqüência, obtendo-se maior eficiência e eficácia nas ações, conquistando maior produtividade, atuando em favor da minimização de tempo e custo e da maximização de resultados. Quando se tem paixão pelo que se faz, fica tudo muito mais fácil, porque aflora, além da empatia, a humildade, a energia, também o entusiasmo e a simpatia. Quando o profissional sabe se relacionar com todos os envolvidos, além de sempre estar aberto ao diálogo, ao invés de "subtrair", realiza-se uma "soma" com todos os envolvidos e, assim, todos saem ganhando.

Desta forma, nunca é demais repetir que não podemos esquecer jamais que as empresas fazem a contratação dos profissionais observando seus conhecimentos, habilidades e talentos, mas realiza a demissão, baseando-se em suas atitudes, condutas e comportamentos; assim, a auto-avaliação constitui uma ferramenta valiosa, pois, além de propiciá-lo a oportunidade de aprendizado através dos erros, o faz repensar e analisar sempre o percurso e a forma que você profissional está caminhando, o ajudando a transformar seus pontos fracos em fortes, lhe dando segurança para não se sentir coagido diante das ameaças e adversidades que porventura surgirem em seu caminho, e o auxiliando a fazer dos obstáculos, das ameaças e adversidades, oportunidades de desenvolvimento e de crescimento, impulsionando-o a agir em favor da superação dos desafios; portanto, é preciso ter garra, determinação, ambição, para fazer dos obstáculos encontrados durante o percurso da caminhada, degraus para sua subida, não se deixando abater.

Nesse contexto, é bom lembrar que a perda da paixão pelo exercício da profissão e, por conseguinte a perda do entusiasmo, pode significar o início de um fim. Verifica-se que, quando se perde a paixão, perde-se também o entusiasmo e a motivação, fazendo surgir a acomodação, o desânimo e o descontentamento, levando a um desmoronamento com um melancólico fim.

Observa-se que em um mundo onde o mercado é altamente competitivo, o profissional que não tiver paixão pelo que faz estará fadado ao fracasso. Sem paixão não se tem motivação e sem motivação não se tem produção, inovação; portanto, não se tem um resultado favorável e esperado. Sendo assim, este profissional correrá grande risco de ser esmagado e expulso pelo mercado.

De todo o modo, verifica-se que quando o profissional não tem paixão pelo que faz e/ou perdeu a paixão pelo exercício de sua função, de imediato, o que este profissional deverá fazer é uma auto-avaliação, procurando encontrar respostas para os porquês. Deve igualmente analisar o caminho escolhido, a forma de caminhar, bem como seu plano de carreira, metas e objetivos traçados; torna-se imprescindível neste momento a partir do qual com certeza encontrará duas saídas, ou irá permanecer na mesma empresa onde atua, porém mudando sua postura, ou migrará para outra empresa e/ou quem sabe outro segmento profissional. O que não poderá ocorrer é este profissional assistir de camarote o naufrágio de sua própria carreira e nada fazer. Antes de ser pisoteado pelo mercado, torna-se necessário que ele tome uma atitude de caráter emergencial.

Somados a isso, é importante dizer que todo e qualquer profissional tem capacidade de desvendar a realidade em que se encontra e transformá-la, mas isto só é possível se o mesmo tiver interesse. Toda e qualquer mudança dependerá única e exclusivamente de você!

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Contar com bons profissionais é o bastante?

Quarta, 14 de Novembro de 2007
"Há homens que lutam um dia e são bons,
há outros que lutam um ano e são melhores,
há os que lutam muitos anos e são muito bons,
porém há os que lutam toda vida - estes são os imprescindíveis".
Bertold Brecht


Nada mais óbvio no mundo dos negócios que a busca por gente talentosa. Empresas do mundo inteiro pagam verdadeiras fortunas para que headhunters possam encontrar os iluminados. Aliás, muitas empresas criaram um departamento chamado gestão de pessoas só para cuidar do seu maior patrimônio: os seus talentos. Tudo por uma razão muito simples: no mundo do conhecimento, os bem preparados podem fazer a diferença entre o sucesso e o fracasso. Mas, será mesmo que contar com os melhores profissionais é sinônimo de sucesso garantido? Responder a esta questão pode não ser tão simples quanto pode parecer a um descuidado leitor.

Precisamos refletir sobre o assunto, pois muitos exemplos nos mostram claramente que, nem sempre, ter os melhores colaboradores é o bastante para vencer. Você, por exemplo, conhece alguma empresa que, apesar de contar com grandes talentos, acabaram desaparecendo do mapa ou quase? Será que todas as organizações que foram nocauteadas não contavam com profissionais brilhantes em seus quadros? Não são poucos os casos de empreendimentos que, apesar de bem estruturados e possuir gente muito bem preparada, acabaram fracassando. Porém, não é apenas no mundo empresarial que fatos desta natureza ocorrem. Situações análogas também afetam outras áreas vis à vis o mundo dos esportes.

De 1994 a 1999, a equipe de futebol do Flamengo, provavelmente, montou um dos mais fortes plantéis de sua história. Os jogadores que compunha o seu ataque encantavam até torcedores de clubes rivais. Quem não se recorda do "ataque dos sonhos", formado por Sávio, Romário e Edmundo. Parecia que com aquele elenco, eles iriam ganhar tudo que disputassem! Mas, a rigor, eles não só não ganharam os títulos que esperavam, como também, contabilizaram uma das piores campanhas de todos os tempos. Só para se ter uma idéia, no campeonato carioca de 95,  o "Túlio Maravilha" - que jogava no Botafogo - fez mais gols sozinho do que todo o time do Flamengo com seu "ataque dos sonhos".

"Os homens sempre levam em conta suas necessidades, nunca suas habilidades".
Napoleão Bonaparte


Um caso isolado? Pode ser que sim ou não. Então vamos a outro exemplo. O Real Madrid reuniu os "galácticos" e parece ser um dos maiores times de futebol que o mundo pode ver. Em seu plantel há astros como: Roberto Carlos, Zinedine Zidane, Raúl González, Blanco, Ronaldo "Fenômeno", Robinho, David Beckham,  entre outros.       Todos eles faziam do Real Madrid uma equipe dos sonhos para qualquer torcedor. Muitos títulos? Não foi bem assim. Eles não conseguiram ganhar tudo que podiam. E, ainda por cima, perderam o campeonato espanhol de 2004/2005 e  2005/2006 para o seu arque rival Barcelona.

O que não faltam são exemplos neste sentido.  Vejam o caso do Corinthians de Carlitos Telvez, Ricardinho, Roger, Ramon, Marcelinho e cia que, aparentemente, investiu uma grana preta para montar uma equipe de notáveis. Eles também parecem não terem colhido ainda os frutos esperados.

Mas, que tal um exemplo ainda mais notório? Você se lembra da última copa do mundo de futebol? Você já ouviu falar em uma seleção de prestígio internacional, a qual investiu uma pequena fortuna a fim de montar um dos melhores elencos para "levantar o caneco"? Aquela que liderava todos as bolsas de aposta nos quatro cantos do planeta: lembrou-se agora? Essa equipe ganhou a copa? Não só não ganhou como, com uma apresentação pífia, decepcionou a todos àqueles que esperavam assistir um futebol bonito e vencedor.

Para não ficar nos exemplo futebolísticos, que tal uma rápida incursão pelo mundo do basquete? Lembra-se do Chicago Bulls, do astro Michael Jordan, que encantava o mundo com os seus magníficos atletas? Pra não ir muito longe: o último título deles na NBA (National Basketball Association) foi em 1998.

"A humildade é o primeiro degrau na escala da sabedoria"
Sócrates


A rigor, parece haver muito mais desafios a serem vencidos do que a simples contratação de bons profissionais, não é mesmo? Assim como no esporte a empresa precisa saber lidar com esse tipo de gente que, por se sentir, prestigiado acaba desenvolvendo outras necessidades e sentimentos, como o de estar sempre com a produtividade e o reconhecimento em alta. Um outro viés que merece atenção especial costuma ser o excesso de vaidade e exposição emocional dos que sobressaem em suas áreas de atuação.

"Um bom chefe faz com que homens comuns façam coisas incomuns."
Peter Drucker


Para obter sucesso nos dias atuais, as organizações precisam de algo além de pessoas talentosas, precisam contar com líderes capazes de formar equipes bem estruturadas e obter delas resultados otimizados. O líder deverá ser capaz de manter o core business de seu negócio sob foco, agir com velocidade e ser carismático o suficiente para manter a equipe coesa e imbuída em conquistar objetivos coletivos, ainda que para isso tenha de abrir mão das metas pessoais. Tudo isso parece ser uma nova demanda no mercado, pois se antes o gestor comandava uma organização perene e tinha muito tempo para pensar e agir, agora ele lida com empreendimentos dinâmicos e precisa raciocinar e atuar com velocidade se quiser chegar à frente da concorrência.
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A verdade é que até a década de setenta, passamos a vida no lombo de um burro e de lá para cá, fizemos coisas inimagináveis. Em menos de meio século fomos à lua, viajamos por vários planetas e fizemos inúmeras descobertas. Há, pouco mais de uma década atrás,  tínhamos seis milhões de telefones no Brasil. Atualmente, contamos com mais de setenta milhões e o número de usuários não pára de crescer. Essas são apenas pequenas demonstrações de mudanças em nossas vidas e o quanto nós temos de nos adaptar para suplantá-las.

Autor: Evaldo Costa - Escritor, Professor, Consultor e Conferencista.