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Retorno Sobre investimento em Estoque

Quarta, 7 de Maio de 2008
Problemas relacionados á gestão de estoque afetam grande parte das empresas brasileiras, em muitos casos a causa não é estrutural ou por procedimentos, mas sim cultural. Tudo é ainda mais complicado conforme a concorrência aumenta, é aí que está o perigo para tais empresas.

Afirmo que a causa em parte é cultural, pois em grande quantidade das empresas brasileiras não existe o planejamento de médio e longo prazo, ou seja, apenas realizam tomadas de decisões em curto prazo, e isso é fundamentalmente arriscado, pois está primeiramente suscetível ás tendências do mercado (que invariavelmente podem levar á algum caminho sem volta), ou então falta de identidade da empresa com o mercado consumidor (as estratégias são confusas e o consumidor não possui um posicionamento da organização ou este é altamente fragmentado).

Outro fator que levou a impregnação da cultura do imediatismo na gestão empresarial brasileira principalmente quanto á gestão de estoques foram os períodos de alta inflação no Brasil que criou a "cultura da inflação", ou seja, fazer estoques cada vez maiores era necessário para absolver a absurda desvalorização da moeda, que em alguns períodos queda de alguns pontos percentuais ao dia.

Desde a implantação do plano Real os níveis inflacionários estão controlados, mas mesmo assim após 14 anos observo que existem empresas que possuem quantidades exorbitantes de estoque, com alguns produtos parados em estoque a mais de 2 anos, entre outros casos inaceitáveis nos dias de hoje com mercados altamente concorridos e globalizados. É neste ponto que entra a análise de retorno sobre o investimento em estoque.

Mas o que é retorno sobre investimento em estoque? É a proporção que consegue-se obter como resultado da aplicação inicial, ou seja, quanto maior o retorno, maior a rentabilidade. Porém alguns detalhes devem ser esclarecidos, primeiramente no meu ponto de vista, esta análise deve ser mais estratégica do que financeira, então a empresa deve atentamente observar que linha adotar e alinhar ao seu planejamento estratégico de médio e longo prazo.

Existem algumas medidas que podem ser tomadas para aumentar a eficiência e controle do estoque que resultarão consequentemente em melhoria de resultado, como a realização de balanços, análises históricas de produto e aplicação a filosofia Just in Time. Observação muito importante: Just in Time é uma filosofia, ou seja, é complicado e pode ser dispendioso para qualquer organização buscar o estoque zero, mas esta pode sim, tomar medidas para melhorar os níveis de estoque e equilibrá-lo.

Outro ponto que deve ser observado é a relação margem versus volume, ou seja, nem sempre será possível ou interessante haver estoques em nível de segurança de certos produtos, pois podem ocorrer ganhos devidos á negociação de grandes volumes com os respectivos fornecedores. Desta forma para obter vantagem neste caso dois pontos precisam ser verificados, sendo um dependente do outro:

1. Taxa de giro do produto no estoque, ou seja, saber quanto tempo permanecerá em estoque;

2. Verificar se a margem de desconto obtida pelo volume de compra cobre os custos financeiros e o custo de oportunidade.

Realizadas estas verificações, o próximo passo é analisar paralelamente os dois pontos e chegar á conclusão se o desconto obtido pelo volume de compra cobrirá os custos incorridos pelo tempo de giro e capitação de recursos financeiros, caso sim, este procedimento torna-se interessante para a organização.

Gerir eficazmente estoque pode ser mais complicado que parece, mas com alguns ajustes pontuais grandes resultados podem ser obtidos em curto prazo, e talvez assegurar uma vantagem competitiva para a empresa.

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Parceria Público Privada (PPP) - Uma solução para melhoria da Infra-Estrutura

Sexta, 15 de Fevereiro de 2008
Dentre os problemas e dificuldades enfrentados pelas empresas brasileiras, como a questão tributária o baixo volume de mão de obra qualificada entre outras, a má qualidade da Infra-Estrutura nacional é na minha ótica a mais preocupante, pois é lastro que impede diretamente um crescimento econômico vigoroso.

Os problemas estruturais mais graves são os energéticos e logísticos. Quanto á estrutura energética, todos sabemos que existe uma evidente necessidade de redução da dependência de hidrelétricas, pois em períodos de seca, o combustível que move o país fica suscetível a parar, juntamente a economia. Nem precisa de muito alarde, apenas algum indicador como houve no início do ano, prevendo possibilidade de racionamento energético foi suficiente para aumentar significativamente os valores dos contratos de compra de energia á vista, fazendo com que várias indústrias encerrassem suas produções em decorrência do aumento dos custos. Mas agora parece que tudo está resolvido e voltando ao normal, graças ao forte período de chuva que iniciou-se em meados de janeiro.

Não menos importante, a questão logística relacionada ao transporte de mercadorias é outro ponto chave que preocupa os empresários. As opções de transporte são limitadas, com isso os custos para sua realização são extremamente altos. No Brasil o principal meio de transporte de carga utilizado é o rodoviário (escoamento da produção por meio de estradas), que é de longe o de maior custo. Outros meios podem ser explorados a fim de reduzir os custos, como o transporte ferroviário predominante nos EUA e o hidroviário predominante no Japão.
Parceria Público Privada
É impressionante a perda que existe se analisado um produto complexo com diferentes níveis de fornecedores na cadeia de suprimentos, que em cada nível existiu um dispêndio excessivo justamente pela falta de opção logística. O resultado disso é um produto com custos maiores e perda de competitividade da empresa talvez não nacionalmente, pois as dificuldades apresentadas são inerentes á todos da economia interna, mas dificultará a exportação em decorrência de pouca atratividade dos preços oferecidos.

Vou mais além, e penso que apenas com a possibilidade de escolhas multi-modais (opções de transporte, exemplo rodoviário, ferroviário ou hidroviário), logicamente os custos de transporte seriam menores o que por fim ajudaria a agregar valor á economia como um todo.

Mas o problema é que para implantar linhas férreas com o fim de escoamento de produção para portos ou outras formas para outros fins, é necessário alto investimento e capacidade de planejamento e execução, também é notório que o governo não possui nenhuma das qualificações citadas, então chegamos á resolução óbvia: PPP (parceria público privada), ou seja, realizar a privatização de empresas ou áreas de poder público (podendo ser de esfera federal, estadual ou municipal), com o objetivo realização pela iniciativa privada de obras de infra-estrutura. E isso está tornando-se uma realidade, porém enfrenta algumas barreiras.

O processo de privatização apenas não é mais rápido no Brasil por existir forte resistência, seja em parte por desconhecimento da população, ou por interesses de alguns que mesma não seja realizada. De qualquer forma, penso que este é um caminho natural a ser seguido, e o governo (em todas as esferas: federal, estadual e municipal) deve focar suas ações para as áreas de necessidades sociais, como educação, saúde, etc. E deixar outras áreas como saneamento básico, rodovias, telefonia, energia, etc. para empresas que possuem core business para isso. Felizmente parece que isso está tornando-se uma realidade.

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Análise da Estratégia e das Cinco Forças

Domingo, 7 de Outubro de 2007
Primeiramente gostaria de relatar que o planejamento estratégico nas organizações muitas vezes é deixado em segundo plano, ou mesmo nem é lembrado. É de fundamental importância para inicialmente a sobrevivência e consequentemente o crescimento sustentável que este passo não seja negligenciado.

A organização que realiza planejamento estratégico está mais preparada para os possíveis problemas que poderão ocorrer. Para entender melhor como as forças competitivas agem sobre a organização, é utilizada uma ferramenta para análise desenvolvida por Michael Porter chamada de "cinco forças".

Esta ferramenta ajuda no desenvolvimento estratégico, pois auxilia no entendimento da situação empresarial, como também possibilita a criação de cenários. Sendo assim, é possível medir a reação da organização em diferentes situações. Vou explicar cada força separadamente e traçar um paralelo estratégico a seguir.

As cinco forças segundo Porter são: novos concorrentes, produtos substitutos, fornecedores, compradores, concorrentes.

Cinco Forças



Novos concorrentes: São os possíveis novos concorrentes que podem entrar no mercado atuante, ou seja, a organização deve estar atenta a este detalhe. Lembrem-se que assim como a empresa o mercado também é dinâmico e sofre constantes mudanças.

Produtos substitutos
: Com a aplicação tecnológica ou mesmo o desenvolvimento de outro produto para o mesmo fim ou um novo derivado, o produto que sua empresa produz ou comercializa pode tornar-se obsoleto. Por isso deve-se estar atento sobre as novas tendências de mercado/produto.

Fornecedores
: Os fornecedores são a primeira força externa direta da organização, sendo de fundamental importância o bom e perene relacionamento, pois apenas assim será possível obter vantagem competitiva.

Existe também pressão de forças, ou seja, verifique se sua empresa não consegue obter bons preços devido a imposição do fornecedor por tamanho, e busque encontrar outros fornecedores com o intuito de diluir as compras em fornecedores de menor porte. Desta forma será possível equilibrar as forças.

Compradores: Este é o passo seguinte da cadeia, sendo a segunda força externa direta da organização. Assim como ocorre com os fornecedores é necessários analisar qual o nível de pressão de forças, caso for desfavorável, deve-se buscar soluções para não ficar "refém" destes compradores, mas essa ação é complicada quando a organização atua em segmento limitado ou dominado por poucos compradores.

Uma empresa que depende de poucos clientes com grande poder de compra, está suscetível a instabilidade casa ocorra algum problema com algum destes.

Concorrentes: A última força é a de concorrentes do segmento. Através de uma profunda analise, é possível observar que qualquer tipo de ação radical de concorrência, como exemplo a famosa guerra de preços, apenas favorece diretamente as pontas da cadeia, ou seja, os fornecedores e os compradores.

Outro ponto que é interessante citar, pois não foi mencionado na estrutura desenvolvido por Michael Porter, porém observo ser de fundamental importância a análise da relação de concorrência não apenas no segmento, como também a concorrência interna na organização. Deve-se observar também a condução deste ponto estrategicamente, sendo esta uma importante força que pode desregular as metas do planejamento estratégico.

É importante visualizar a cadeia de suprimentos (supply chain). Para o desenvolvimento do planejamento estratégico com a utilização da estrutura das "cinco forças", é necessário que seja visualizada não apenas o cenário em que a empresa está enquadrada, como também toda a cadeia de suprimentos do qual faz parte. Apenas através desta análise será possível entender como as forças agem e reagem em todos os níveis, e assim é possibilitada a criação de cenários mais consistentes.

As "cinco forças" é uma ótima ferramenta que pode e deve ser utilizada para a administração estratégica da organização, como também outras ferramentas podem ser utilizadas como a análise SWOT entre outras. Mas nenhuma delas serão traduzidas em ações e consequentemente resultados se todos não estiverem conscientes das responsabilidades e necessidades das tarefas.

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Práticas para uma Ótima Gestão de Estoques

Sabado, 8 de Setembro de 2007
A gestão de estoques é ponto fundamental para qualquer empresa que deseja ser competitiva no mercado atual. Comprar em grandes quantidades (processo amplamente utilizado durante período inflacionário no Brasil) não é garantia resultados positivos, a palavra agora é a EFICIÊNCIA.

Porém é importante que os níveis de estoque estejam alinhados com a demanda, para que não existam faltas. Logicamente se o cliente não encontrar o produto na sua empresa, vai atrás do seu concorrente.

Outro ponto importante na gestão de estoques é o relacionamento com fornecedores. Toda a cadeia de suprimentos deve trabalhar em harmonia, é necessário criar esta conscientização. Ao ponto que uma empresa "empurra" seus estoques para o processo seguinte, vai apenas gerar problemas para a cadeia de suprimentos, e conseqüentemente prejudicar a si própria (mais a frente comentarei sobre o efeito chicote). O diálogo entre as partes sempre será fundamental.

Quando a empresa trabalha com produtos que possuem validade estabelecida, esse relacionamento se faz mais importante, ao ponto que toda a cadeia de suprimento possua canais de comunicação rápidas para suprimir qualquer problemas.

Não existem regras para determinar qual o nível ideal de estoque, seja em termos de quantidade ou em valor de estoque. Deve ser usada análise segmentada e principalmente bom senso, ou seja, é necessário analisar os níveis praticados pelas empresas do segmento analisado como também analisar a situação ao qual a empresa encontra-se, para que sejam tomados os procedimentos necessários.

Supply Chain





Novo conceito de gestão de estoques com a utilização da Tecnologia da informação.

Para auxiliar na gestão de estoques a utilização de sistemas informatizados é uma realidade que auxilia em todo o processo. Com o aumento da concorrência global e com a maior necessidade de informações consistentes, a informatização é uma ótima saída até para proporcionar futuro crescimento da empresa.

Quem ainda faz o controle de estoque em tabelas manuais está suscetível a erros humanos, como também não possui informações ao tempo que se fazem necessárias.

Como exemplo de ferramentas utilizadas por sistemas informatizados é o código de barras. Existem diversas variações/modelos desta ferramenta, independente qual seja utilizada, auxilia na gestão do fluxo de produtos como também na visualização em tempo real nos níveis de estoque.

O EDI (eletronic data interchange) é outra importante ferramenta que ajuda na gestão do estoque, sendo amplamente utilizado por grandes redes varejistas. Sua utilização consiste na comunicação automática da cadeia de suprimentos em relação as movimentações. Por exemplo quando passo o produto X do fornecedor Y no caixa, automaticamente através do EDI (comunicação) o fornecedor é informado que é necessário repor este item para o cliente.


Gestão da cadeia de suprimentos
Fazendo uma análise holística (totalidade) observo que não pode-se gerir apenas os estoques internos da empresa sem preocupar-se com o andamento de toda a cadeia. Lembre-se que seus clientes e fornecedores também possuem estoques, e possíveis problemas podem influenciar os resultados da sua empresa.

É de fundamental importância entender o que ocorre com a cadeia de suprimentos em ocorrência de variações de demanda ou oferta.

Busca-se gerir ou melhorar a gestão da cadeia de suprimentos para reduzir o chamado "efeito chicote". Este termo é utilizado quando as variações de demanda afetam toda a cadeia de suprimento desenhando uma oscilação semelhante ao movimento do chicote.

Uma pequena alteração na ponta da cadeia (consumidor final), seja aumento ou redução de demanda, causa grandes necessidades ou sobras por toda a cadeia conforme há distanciamento até a outra ponta da cadeia de suprimentos (primeiro fornecedor de matéria prima).

Mesmo que a empresa não consiga chegar a princípio ao nível de gerir a cadeia de suprimentos, qualquer atitude que vise o aperfeiçoamento da gestão dos estoques da empresa são válidas.