Avatar

Portas abertas para a livre concorrência

Quarta, 1 de Outubro de 2008
Donos do próprio número. Agora sim, com a portabilidade numérica detemos o direito de trocar de operadora e manter o mesmo número, seja ele fixo ou móvel. Especula-se que a nova regulamentação impulsione a migração dos usuários em grande escala. Nos Estados Unidos e Europa onde a portabilidade é realidade há 5 anos a expectativa foi enorme, porém as mudanças não foram significativas.

No Brasil, estima-se que as mudanças venham em decorrência da competitividade que naturalmente ocorrerá entre as operadoras, impulsionando a criação de novos serviços, a melhoria na qualidade do atendimento e a queda dos preços. A briga entre as operadoras deve esquentar mesmo no primeiro trimestre de 2009, quando a tecnologia estiver implantada em todo o Brasil, principalmente em São Paulo, que acumula o maior número de usuários.
Portabildade
O momento ainda é de muita cautela e observação por parte das operadoras, nenhuma delas oferecerá preços mais baixos para abocanhar a maior fatia do mercado. A única iniciativa financeira agora é isentar o consumidor da ínfima taxa de R$ 4,90 por transição.

Por enquanto, a preocupação das empresas de telefonia móvel é adequar à infra-estrutura tecnológica para suprir todas as necessidades na transferência do número, além de cumprir rigorosamente a regulamentação imposta pela Anatel.

A portabilidade trará ótimas oportunidades de parcerias estratégicas entre operadoras e marcas, abrirá novas frentes de trabalho para o mercado de mobile marketing e facilitará a penetração da ferramenta em diferentes projetos e ações.

O mercado mobile ganhará força e consolidação através dos benefícios que as operadoras proporcionarão ao consumidor, tornando-o mais ativo na rede e fortalecendo sua interação com as campanhas promocionais pelo celular.

Em suma, quanto maior for o leque de vantagens, maior a chance do cliente permanecer na base, e os serviços de valor adicionado com certeza serão o diferencial para a portabilidade, que desde a privatização das teles é o maior divisor de águas, onde o beneficiário é sempre o consumidor.

Avatar

O papel da tecnologia dentro da Organização

Sexta, 25 de Julho de 2008
Uma organização é o conjunto de pessoas e de tecnologia que, de forma intencional, trabalham para atingir um determinado objetivo. Dentro desta definição, podemos dizer que a empresa é uma organização, cujo objetivo principal é gerar lucros. Mas também podemos considerar como sendo organizações um departamento, uma divisão e até um determinado grupo de trabalho dentro de uma empresa maior. Uma organização também é um sistema, cujas entradas são constituídas por pessoas, dinheiro e materiais, sendo que as saídas mostram o fim ao qual o sistema se propõe como serviços educacionais, bens de consumo, roupas e informação. Dentro de todo esse processo, temos a transformação dos recursos disponíveis em lucro, que ajuda a assegurar que a organização continue com suas operações. Assim, podemos afirmar que toda empresa, sendo um sistema que é conceituado como organização, possui três partes básicas: pessoas, tarefas e administração.

As empresas não existem isoladas umas das outras, e para existirem dependem de vários elementos externos, como seus fornecedores e clientes. Toda organização está inserida dentro de um ambiente, e interage com as diversas forças presentes no mesmo, sofrendo as influências das mesmas e, por sua vez, exercendo ela própria determinada força sobre todo o ambiente.

Por fim, temos no cerne de toda organização a sua atividade e sua tecnologia, representada pelo conhecimento desenvolvido através do tempo, pelos métodos e fluxo de trabalho e pelos equipamentos, utilizados para processar essa tecnologia. A atividade pode ser qualquer uma, e mostra a função que a organização desempenha para existir, como processos governamentais, fabricação de carros, limpeza pública, administração de informações. Todos os dias surgem necessidades que justificam o desenvolvimento de uma nova atividade ou até a combinação de várias destas em busca de um determinado resultado. Mas, uma vez que uma organização surge com a proposta de cumprir uma dada atividade e utilizar determinada tecnologia, ela irá mudar a forma como todo o ambiente em que atua de forma decisiva. A tecnologia define o tipo de empregos que são ofertados no mercado de trabalho e as conseqüentes oportunidades profissionais, bem como o comportamento dos grupos que se desenvolvem para suprir as necessidades das empresas e nas práticas administrativas adotadas pelas mesmas.

Quando tentamos entender os fatores que determinam as boas práticas administrativas, devemos levar em consideração todo esse conjunto de elementos, sendo que o conhecimento da tecnologia utilizada por uma organização e a forma como esta impacta nas empresas é fundamental para estabelecer sua real situação dentro do ambiente. A tecnologia usada determina desde o clima de relacionamento dentro da empresa até seu planejamento estratégico, e o conhecimento da mesma é um ponto fundamental na hora de iniciar um novo negócio ou expandi-lo. A tecnologia não tem sido vista ou compreendida adequadamente pelas empresas e seus gestores, apesar de ser decisiva para o planejamento estratégico. Na verdade, determiná-la corretamente é a primeira coisa que devemos fazer no momento de entender ou criar uma empresa.

Avatar

Inovação estratégica e gestão do conhecimento

Terça, 8 de Julho de 2008
Fazer o que todo mundo faz é uma oportunidade de negócios valiosa enquanto houver demanda. A pequena empresa necessita estar atenta ao cenário do mercado em que estiver atuando. Suprir uma demanda pode ser interessante até que os concorrentes estejam preparados para a batalha. E quando o fizerem, o mais forte terá muito mais vantagens que sobrepõe às condições iniciais e tentará lucrar na quantidade ou na logística. A pequena empresa não tem condições de se estruturar desta forma e assim, precisa diferenciar-se dos demais para se manter competitiva. Se o mais forte faz uso dos recursos de capital e de equipamentos para garantir o seu posicionamento de vendas, a pequena empresa precisa dispor de uma estratégia que faça uso da inovação e, depois faça uso da gestão do conhecimento.

A inovação pode passar tanto pelo desenvolvimento de novas soluções para produtos, como em novos métodos e formas de processos bem como um diferencial no atendimento. Quando o produto ou processo é de domínio público, para continuar é necessário que o serviço seja diferenciado. A apresentação de seu negócio, o ambiente de contato com os clientes, a oferta que gera segurança e tranqüilidade para aquele que adquire o que você vende. Mas até a inovação está sob risco porque ao ser percebido pela concorrência estará estimulando novas soluções ou pelo menos variações da sua idéia. Portanto, não se pode considerar pronto e acabado. Conhecer bem o negócio ao qual empreende ou trabalha é essencial para dispor de decisões com índice maior de acerto. O processo de inovação se esgota no momento em que passa a ser referencia para toda a concorrência. A empresa verdadeiramente inovadora precisa estar apta a inovar continuamente e surpreender a concorrência sempre. Para isto é preciso que haja estímulo à criatividade e, respeito ás idéias dentro do ambiente de trabalho. As pessoas querem ver implantadas as boas soluções, mas, acima de tudo é preciso reconhecê-las para que estejam dispostas a continuar contribuindo. Se na sua empresa o ambiente é desestimulador às novas concepções e idéias, é porque a orientação estratégica está voltada para atender à demandas. Se ela não se reposicionar é certo que não haverá futuro para quem dela compartilha o dia-a-dia.

Mas, as boas intenções e estímulo não são suficientes para garantir que se prolongue a geração de idéias. Na verdade elas acabam sendo pontuais e, esgotam-se em si mesmas. Quando a demanda é atendida ressurge a necessidade de novos produtos e processos para valorizar a continuidade da empresa. Por isto, é importante que haja uma política voltada à aplicação de metodologias de trabalho e investimentos na capacitação dos funcionários para criar condições à inovação. É preciso estabelecer um modelo de geração de conhecimento que seja capaz de analisar a situação atual e dispor de soluções que se tornem inovadoras. Uma destas ferramentas é o clássico PDCA (Plan-DO-Check-Act) muito adotado nas áreas de gestão da qualidade e de solução de problemas. Fazer uma análise dos produtos e processos com esta metodologia e, mantendo postura acessível á novas idéias é o articulador que favorece a continuidade das oportunidades de inovação. Outra ferramenta é fazer uso do benchmarking - estude os processos, produtos e serviços da concorrência, observe o que há de melhor no mercado internacional, entre outros e, disponha-se a fazer algo ainda melhor. Não há mágicas: se você conhece bem o produto saberá distinguir o que há de diferente no produto do concorrente - para melhor ou para pior. Coloque-se o desafio. Em condições adequadas surgirão novas idéias. Tenha sempre a mão uma folha de papel e uma caneta - não deixe uma oportunidade se perder na memória porque não foi possível anotar. Avalie o seu impacto e resultado ao longo do tempo e, decida-se pela melhor estratégia.

Ainda que todas estas oportunidades sejam viáveis é preciso estabelecer um projeto de Gestão do Conhecimento. Assim como seu concorrente copia e adapta as suas idéias faça o mesmo dentro da sua própria empresa. Se prepare para ensinar tudo aos seus funcionários para que se tornem gestores do produto, processo ou serviço e, possam introduzir melhorias a cada dia. E, mais, provoque a mudança dos paradigmas de cada um deles. Tendo uma base comum a todos, a intenção é que sejam capazes de superar o modelo atual e propor inovações ainda maiores. Estimule a geração coletiva de idéias, assim a inovação já nasce dentro do processo de melhoria. Promova a pesquisa de novos materiais e soluções. Incentive a sua equipe e dê condições para trabalharem - tempo e recursos. Uma suposta perda pode ser compensada por uma grande idéia que surja entre centenas de pequenas soluções. O projeto de Gestão de Conhecimento deve ser estruturado para valorizar e registrar todas as idéias e dar apoio à elas para que possam nascer e bem sadias. Alguns darão bons frutos, outras desaparecerão antes que os frutos apontem. Sozinhos e sem que haja esforço dos grupos. Mesmo para estas é importante verificar se a equipe não está com dificuldades para colocá-las em prática. Com isto, a ajuda de um bom gestor poderá estimular e salvar uma grande idéia que estava agonizando.

A chave é não ficar disponível integralmente para a demanda. É importante que se tenha visão do futuro, porque até em situações especificas da demanda é possível enxergar oportunidades, inovar e conquistar espaço para que se mantenha por mais algum tempo. Coloque em prática a gestão criadora em sua empresa e verá a sua equipe valorizar a empresa como nunca antes havia sido possível.

Avatar

A MENTE DISCIPLINADA

Terça, 13 de Maio de 2008
Em seu livro Cinco Mentes para o Futuro, o renomado autor e psicólogo norte-americano Howard Gardner descreve, com profundo conhecimento de causa e fundamentado em pesquisa, os tipos de mentes que as pessoas deverão desenvolver para prosperar no futuro que se avizinha. De fato, segundo o autor, o mundo futuro deverá exigir capacidades que, até agora, tem sido simples opções de acordo com a simpatia e a escolha pessoal de cada um.

Dentre as mentes citadas por ele, disciplinada, sintetizadora, criadora, ética e respeitosa, a mente disciplinada, objeto desse artigo, está relacionada com o domínio das principais escolas de pensamento, incluindo ciências, matemática e história, e pelo menos uma habilidade profissional. Na minha modesta opinião, a mente disciplinada é, de longe, a que mais produz resultados positivos na vida pessoal e profissional do ser humano.

Há mais de 700 anos, a educação profissional, como a que conhecemos hoje, simplesmente não existia. Em termos de divisão de trabalho, estabelecida muito tempo depois por Adam Smith, as pessoas aprendiam seu ofício com pessoas mais velhas, geralmente da mesma família. Não havia muita chance de escolha nem a mínima possibilidade de rebeldia com relação à predestinação dos indivíduos.

Carpinteiros, sapateiros, escultores, pintores, ferreiros, barbeiros etc., geralmente, eram aprendizes de um mestre, a exemplo de Leonardo da Vinci, discípulo de Andrea Del Verrocchio, ou herdavam a profissão dos pais e avós por imposição devendo segui-la até o fim da vida, pois estariam cumprindo a vocação da família. Por determinação da Igreja, somente ministros religiosos assumiam um mecanismo mais formal de seleção, de formação e de acesso à condição de padre.

Durante o período do Renascimento, a educação sofreu uma mudança lenta, porém irreversível e, apesar de ter se desenvolvido sob a égide dos pilares religiosos, tornou-se mais secular. Hoje em dia, a formação religiosa dos professores é praticamente dispensável e os fundamentos religiosos cumprem um papel menos relevante.

Por outro lado, a pregação da moralidade é considerada como seara da família, da comunidade ou do próprio ambiente religioso onde o indivíduo está inserido e deixou de ser responsabilidade da escola e dos professores em geral. Note que, quando essas instituições fracassam, a responsabilidade pela educação moral acaba transferida automaticamente para a escola. Em tese, é mais fácil atribuir a negligência a um culpado qualquer do que os pais assumirem a inabilidade em lidar com os fatos complexos da sociedade contemporânea.

Apesar dos esforços com a melhor das intenções, a maioria das pessoas e das instituições de ensino continua se prendendo basicamente em conteúdos com intuito de acumular na memória o maior número possível de informações, fórmulas, fatos e números. O domínio do processo de aprendizagem como ferramenta de evolução e aproveitamento futuro é pouco levado em consideração. O indivíduo sentirá falta dele mais adiante, porém o ingresso no mercado de trabalho tende a suprir essa lacuna.

Informações como pesos atômicos, ossos do corpo humano, a soma dos quadrados dos catetos igual à soma do quadrado da hipotenusa, datas de início e fim dos principais conflitos mundiais e outros dados menos relevantes se tornaram quase que obrigatórias para quem deseja ingressar no disputado universo do ensino público superior e, posteriormente, nos disputado universo dos cargos públicos.

Estudar história, ciência, matemática ou arte sem entender a exata correlação entre as disciplinas e sem uma forma disciplinada de interpretar essa pilha de informações não passa de conhecimento inerte, de acordo com as palavras do psicólogo americano Alfred North Whitehead. Cada disciplina ensinada nas escolas representa uma forma diferente de interpretar o mundo.

As profissões também são caracterizadas por formas diferentes de pensar e, na melhor das hipóteses, são modeladas tomando-se como referência profissionais qualificados, segundo Gardner. O fato é que durante os anos em que tentamos desesperadamente aprender algo na universidade não são suficientes para retratar a realidade do cotidiano que nos espera fora dela. A vida profissional é muito diferente da vida estudantil. As regras mudam, a complexidade aumenta.

O que significa ser disciplinado? Significa ter hábitos que lhe permitem progressos constantes e, essencialmente, infinitos no domínio de uma determinada habilidade, ofício ou corpo de conhecimento. Em raciocínio mais simplificado, ser disciplinado é manter o hábito inexpugnável de se dedicar e de se aprofundar em determinado assunto, profissão ou atividade com tanto interesse que você passa a se tornar uma referência no assunto.

Há um momento na vida em que tomamos a feliz decisão de abraçar definitivamente uma carreira. O ideal é algo relacionado com a vocação original e que, muito mais do que o simples cumprimento dos deveres, proporcione também alegria, prazer, crescimento profissional e sentido de realização.

Existem várias maneiras para se conquistar uma mente disciplinada, de acordo com Gardner. Para que isso ocorra da forma mais simples e equilibrada possível, cabe estabelecer aqui um paralelo entre o raciocínio de Gardner e alguns os exemplos associados ao universo do trabalho. Você adquire uma mente disciplinada na carreira profissional quando:

1. Identifica aspectos verdadeiramente importantes na sua profissão e concentra energia naqueles que merecem sua preocupação;

2. Dedica uma quantidade de tempo significativa para estudar esses aspectos a fim de reforçar os pontos fortes e superar os pontos fracos que fazem a diferença no seu desempenho profissional;

3. Avalia cada aspecto sob diferentes perspectivas. Qualquer virtude ou postura pode ser interpretada sob ângulos completamente diferentes. Apenas a mente disciplinada tem condições de argumentar e apresentar a solução mais apropriada em situações onde o controle e o equilíbrio são fundamentais;

4. Esforça-se para compreender a variedade de representações que se apresentam no ambiente onde a disputa de espaço e a necessidade de reconhecimento tende a provocar mais incertezas do que alegrias;

5. Entende que o domínio do conhecimento é um processo longo e sistemático que depende, antes de tudo, de disciplina, persistência e muita dedicação.

As palavras de Ralph Waldo Emerson, o grande pensador americano, encerram a nossa lição de hoje: "Qual é a tarefa mais dura do mundo? Pensar. Entretanto, somos todos sábios. A diferença entre as pessoas não se encontra na sabedoria, mas na habilidade técnica. Cada mente tem seu próprio método e um homem verdadeiro nunca adquire segundo as regras aprendidas no colégio". Pense nisso e seja feliz.

Avatar

O Marketing está morrendo?

Terça, 12 de Fevereiro de 2008
É inegável a importância do Marketing no ambiente empresarial. Veja-se, por exemplo, o grande número de revistas e publicações voltadas para essa área, e o crescente número de faculdades e outras instituições que passaram a ofertar cursos que buscam formar novos profissionais ou fortalecer o conhecimento dos que já atuam em atividades relacionadas à ciência do mercado. O mercado sempre apresenta players dispostos a suprir uma necessidade, e as empresas possuem a real e inquestionável necessidade de se renovar a cada dia, de oferecer sempre algo de novo, de gerar transformação para se manterem competitivas. O Marketing é indicado como a solução para criar o equilíbrio no triângulo empresa-mercado-cliente, assim como outras atividades são vitais para a saúde interna da própria empresa, como a gestão de custos e recursos, políticas eficientes para o capital humano, planejamentos e estratégias adequados. Entretanto, apesar do crescimento da oferta de profissionais dispostos a trabalhar com Marketing e fazê-lo crescer, nos últimos tempos têm-se tornado cada vez mais visível uma tendência que, numa primeira análise, aponta para um desaparecimento, ou ao menos, a dissolução dos departamentos de Marketing pelos diversos setores da Organização.
O Marketing está morrendo
Essa tendência surge como resposta às mudanças do próprio mercado. Antes, as grandes marcas mantinham-se através de campanhas persistentes e caras, procurando atingir o maior número possível de pessoas. Hoje, o grande número de marcas menores veio aumentar a competitividade nos pontos de venda, transferindo para o pessoal de vendas e outras áreas relacionadas com os canais de distribuição o que antes estava nas mãos dos todo-poderosos publicitários, o esforço de manter-se presente na mente do consumidor. A própria Publicidade se adequou aos tempos modernos, e teve que repensar a forma de promover os produtos e serviços nos canais tradicionais, de massa, como televisão e revistas. Outra atividade antes propriedade do pessoal de Marketing, a pesquisa e análise de dados, foi democratizada com a adoção de novas tecnologias pelas organizações. Qualquer gerente pode usar as ferramentas disponíveis, como o CRM, para obter uma visão geral ou mesmo focada do comportamento dos consumidores, auxiliando a tomada de decisões. Podemos dizer que o Marketing sofre com as conseqüências de suas próprias ações.

É correto dizer que o Marketing vai morrer? Não. Mas a realidade é que ele ainda é muito jovem. O Marketing moderno, esse que nós aprendemos nas faculdades e é aplicado nas empresas, é algo muito recente, e sofre o mesmo mal que ataca a maioria, senão todas as áreas da Administração. Ele precisa evoluir. De atividade específica, exercida por profissionais qualificados, o Marketing passa a ser algo muito mais difuso dentro da empresa. O Marketing está se transformando em Filosofia, algo a ser praticado por todos os profissionais da organização. Talvez, num futuro indeterminado, ele venha a ser pulverizado nas diversas áreas da Administração. Pesquisa fica com esse, Distribuição com aquele. O Marketing teórico com certeza permanecerá vivo nas Academias, mas seu processo está se transformando. De função especializada, passou a ter aspecto estratégico.