Rodrigo Braga
Quarta, 1 de Outubro de 2008
Donos do próprio número. Agora sim, com a portabilidade numérica detemos o
direito de trocar de operadora e manter o mesmo número, seja ele fixo ou móvel.
Especula-se que a nova regulamentação impulsione a migração dos usuários em
grande escala. Nos Estados Unidos e Europa onde a portabilidade é realidade há 5
anos a expectativa foi enorme, porém as mudanças não foram significativas.
No Brasil, estima-se que as mudanças venham em decorrência da competitividade
que naturalmente ocorrerá entre as operadoras, impulsionando a criação de novos
serviços, a melhoria na qualidade do atendimento e a queda dos preços. A briga
entre as operadoras deve esquentar mesmo no primeiro trimestre de 2009, quando a
tecnologia estiver implantada em todo o Brasil, principalmente em São Paulo, que
acumula o maior número de usuários.

O momento ainda é de muita cautela e observação por parte das operadoras,
nenhuma delas oferecerá preços mais baixos para abocanhar a maior fatia do
mercado. A única iniciativa financeira agora é isentar o consumidor da ínfima
taxa de R$ 4,90 por transição.
Por enquanto, a preocupação das empresas de telefonia móvel é adequar à
infra-estrutura tecnológica para suprir todas as necessidades na transferência
do número, além de cumprir rigorosamente a regulamentação imposta pela Anatel.
A portabilidade trará ótimas oportunidades de parcerias estratégicas entre
operadoras e marcas, abrirá novas frentes de trabalho para o mercado de mobile
marketing e facilitará a penetração da ferramenta em diferentes projetos e
ações.
O mercado mobile ganhará força e consolidação através dos benefícios que
as operadoras proporcionarão ao consumidor, tornando-o mais ativo na rede e
fortalecendo sua interação com as campanhas promocionais pelo celular.
Em suma, quanto maior for o leque de vantagens, maior a chance do cliente
permanecer na base, e os serviços de valor adicionado com certeza serão o
diferencial para a portabilidade, que desde a privatização das teles é o maior
divisor de águas, onde o beneficiário é sempre o consumidor.
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Mercado Mobile, Transição, Portabilidade Numérica, Concorrência, Parceria Estratégica, Estratégia, Mercado de Telefonia, Telefonia Celular, Anatel, Consumidor,
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Giancarlo de Mazo
Sexta, 25 de Julho de 2008
Uma organização é o conjunto de pessoas e de tecnologia que, de forma
intencional, trabalham para atingir um determinado objetivo. Dentro desta
definição, podemos dizer que a empresa é uma organização, cujo objetivo
principal é gerar lucros. Mas também podemos considerar como sendo organizações
um departamento, uma divisão e até um determinado grupo de trabalho dentro de
uma empresa maior. Uma organização também é um sistema, cujas entradas são
constituídas por pessoas, dinheiro e materiais, sendo que as saídas mostram o
fim ao qual o sistema se propõe como serviços educacionais, bens de consumo,
roupas e informação. Dentro de todo esse processo, temos a transformação dos
recursos disponíveis em lucro, que ajuda a assegurar que a organização continue
com suas operações. Assim, podemos afirmar que toda empresa, sendo um sistema
que é conceituado como organização, possui três partes básicas: pessoas, tarefas
e administração.
As empresas não existem isoladas umas das outras, e para existirem dependem de
vários elementos externos, como seus fornecedores e clientes. Toda organização
está inserida dentro de um ambiente, e interage com as diversas forças presentes
no mesmo, sofrendo as influências das mesmas e, por sua vez, exercendo ela
própria determinada força sobre todo o ambiente.
Por fim, temos no cerne de toda organização a sua atividade e sua tecnologia,
representada pelo conhecimento desenvolvido através do tempo, pelos métodos e
fluxo de trabalho e pelos equipamentos, utilizados para processar essa
tecnologia. A atividade pode ser qualquer uma, e mostra a função que a
organização desempenha para existir, como processos governamentais, fabricação
de carros, limpeza pública, administração de informações. Todos os dias surgem
necessidades que justificam o desenvolvimento de uma nova atividade ou até a
combinação de várias destas em busca de um determinado resultado. Mas, uma vez
que uma organização surge com a proposta de cumprir uma dada atividade e
utilizar determinada tecnologia, ela irá mudar a forma como todo o ambiente em
que atua de forma decisiva. A tecnologia define o tipo de empregos que são
ofertados no mercado de trabalho e as conseqüentes oportunidades profissionais,
bem como o comportamento dos grupos que se desenvolvem para suprir as
necessidades das empresas e nas práticas administrativas adotadas pelas mesmas.
Quando tentamos entender os fatores que determinam as boas práticas
administrativas, devemos levar em consideração todo esse conjunto de elementos,
sendo que o conhecimento da tecnologia utilizada por uma organização e a forma
como esta impacta nas empresas é fundamental para estabelecer sua real situação
dentro do ambiente. A tecnologia usada determina desde o clima de relacionamento
dentro da empresa até seu planejamento estratégico, e o conhecimento da mesma é
um ponto fundamental na hora de iniciar um novo negócio ou expandi-lo. A
tecnologia não tem sido vista ou compreendida adequadamente pelas empresas e
seus gestores, apesar de ser decisiva para o planejamento estratégico. Na
verdade, determiná-la corretamente é a primeira coisa que devemos fazer no
momento de entender ou criar uma empresa.
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Sergio Canossa
Terça, 8 de Julho de 2008
Fazer o que todo mundo faz é uma oportunidade de negócios valiosa enquanto
houver demanda. A pequena empresa necessita estar atenta ao cenário do
mercado em que estiver atuando. Suprir uma demanda pode ser interessante até
que os concorrentes estejam preparados para a batalha. E quando o fizerem, o
mais forte terá muito mais vantagens que sobrepõe às condições iniciais e
tentará lucrar na quantidade ou na logística. A pequena empresa não tem
condições de se estruturar desta forma e assim, precisa diferenciar-se dos
demais para se manter competitiva. Se o mais forte faz uso dos recursos de
capital e de equipamentos para garantir o seu posicionamento de vendas, a
pequena empresa precisa dispor de uma estratégia que faça uso da inovação e,
depois faça uso da gestão do conhecimento.
A inovação pode passar tanto pelo desenvolvimento de novas soluções para
produtos, como em novos métodos e formas de processos bem como um diferencial
no atendimento. Quando o produto ou processo é de domínio público, para
continuar é necessário que o serviço seja diferenciado. A apresentação de seu
negócio, o ambiente de contato com os clientes, a oferta que gera segurança e
tranqüilidade para aquele que adquire o que você vende. Mas até a inovação está
sob risco porque ao ser percebido pela concorrência estará estimulando novas
soluções ou pelo menos variações da sua idéia. Portanto, não se pode considerar
pronto e acabado. Conhecer bem o negócio ao qual empreende ou trabalha é
essencial para dispor de decisões com índice maior de acerto. O processo de
inovação se esgota no momento em que passa a ser referencia para toda a
concorrência. A empresa verdadeiramente inovadora precisa estar apta a inovar
continuamente e surpreender a concorrência sempre. Para isto é preciso que haja
estímulo à criatividade e, respeito ás idéias dentro do ambiente de trabalho. As
pessoas querem ver implantadas as boas soluções, mas, acima de tudo é preciso
reconhecê-las para que estejam dispostas a continuar contribuindo. Se na sua
empresa o ambiente é desestimulador às novas concepções e idéias, é porque a
orientação estratégica está voltada para atender à demandas. Se ela não se
reposicionar é certo que não haverá futuro para quem dela compartilha o
dia-a-dia.
Mas, as boas intenções e estímulo não são suficientes para garantir que se
prolongue a geração de idéias. Na verdade elas acabam sendo pontuais e,
esgotam-se em si mesmas. Quando a demanda é atendida ressurge a necessidade de
novos produtos e processos para valorizar a continuidade da empresa. Por isto, é
importante que haja uma política voltada à aplicação de metodologias de trabalho
e investimentos na capacitação dos funcionários para criar condições à inovação.
É preciso estabelecer um modelo de geração de conhecimento que seja capaz de
analisar a situação atual e dispor de soluções que se tornem inovadoras. Uma
destas ferramentas é o clássico PDCA (Plan-DO-Check-Act) muito adotado
nas áreas de gestão da qualidade e de solução de problemas. Fazer uma análise
dos produtos e processos com esta metodologia e, mantendo postura acessível á
novas idéias é o articulador que favorece a continuidade das oportunidades de
inovação. Outra ferramenta é fazer uso do benchmarking - estude os processos,
produtos e serviços da concorrência, observe o que há de melhor no mercado
internacional, entre outros e, disponha-se a fazer algo ainda melhor. Não há
mágicas: se você conhece bem o produto saberá distinguir o que há de diferente
no produto do concorrente - para melhor ou para pior. Coloque-se o desafio. Em
condições adequadas surgirão novas idéias. Tenha sempre a mão uma folha de papel
e uma caneta - não deixe uma oportunidade se perder na memória porque não foi
possível anotar. Avalie o seu impacto e resultado ao longo do tempo e, decida-se
pela melhor estratégia.
Ainda que todas estas oportunidades sejam viáveis é preciso estabelecer um
projeto de Gestão do Conhecimento. Assim como seu concorrente copia e
adapta as suas idéias faça o mesmo dentro da sua própria empresa. Se prepare
para ensinar tudo aos seus funcionários para que se tornem gestores do produto,
processo ou serviço e, possam introduzir melhorias a cada dia. E, mais, provoque
a mudança dos paradigmas de cada um deles. Tendo uma base comum a todos, a
intenção é que sejam capazes de superar o modelo atual e propor inovações ainda
maiores. Estimule a geração coletiva de idéias, assim a inovação já nasce dentro
do processo de melhoria. Promova a pesquisa de novos materiais e soluções.
Incentive a sua equipe e dê condições para trabalharem - tempo e recursos. Uma
suposta perda pode ser compensada por uma grande idéia que surja entre centenas
de pequenas soluções. O projeto de Gestão de Conhecimento deve ser estruturado
para valorizar e registrar todas as idéias e dar apoio à elas para que possam
nascer e bem sadias. Alguns darão bons frutos, outras desaparecerão antes que os
frutos apontem. Sozinhos e sem que haja esforço dos grupos. Mesmo para estas é
importante verificar se a equipe não está com dificuldades para colocá-las em
prática. Com isto, a ajuda de um bom gestor poderá estimular e salvar uma grande
idéia que estava agonizando.
A chave é não ficar disponível integralmente para a demanda. É importante que se
tenha visão do futuro, porque até em situações especificas da demanda é possível
enxergar oportunidades, inovar e conquistar espaço para que se mantenha por mais
algum tempo. Coloque em prática a gestão criadora em sua empresa e verá a sua
equipe valorizar a empresa como nunca antes havia sido possível.
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Jerônimo Mendes
Terça, 13 de Maio de 2008
Em seu livro Cinco Mentes para o Futuro, o renomado autor e psicólogo
norte-americano Howard Gardner descreve, com profundo conhecimento de
causa e fundamentado em pesquisa, os tipos de mentes que as pessoas deverão
desenvolver para prosperar no futuro que se avizinha. De fato, segundo o autor,
o mundo futuro deverá exigir capacidades que, até agora, tem sido simples opções
de acordo com a simpatia e a escolha pessoal de cada um.
Dentre as mentes citadas por ele, disciplinada, sintetizadora, criadora, ética e
respeitosa, a mente disciplinada, objeto desse artigo, está relacionada com o
domínio das principais escolas de pensamento, incluindo ciências,
matemática e história, e pelo menos uma habilidade profissional. Na minha
modesta opinião, a mente disciplinada é, de longe, a que mais produz resultados
positivos na vida pessoal e profissional do ser humano.
Há mais de 700 anos, a educação profissional, como a que conhecemos hoje,
simplesmente não existia. Em termos de divisão de trabalho, estabelecida
muito tempo depois por Adam Smith, as pessoas aprendiam seu ofício com pessoas
mais velhas, geralmente da mesma família. Não havia muita chance de escolha
nem a mínima possibilidade de rebeldia com relação à predestinação dos
indivíduos.
Carpinteiros, sapateiros, escultores, pintores, ferreiros, barbeiros etc.,
geralmente, eram aprendizes de um mestre, a exemplo de Leonardo da Vinci,
discípulo de Andrea Del Verrocchio, ou herdavam a profissão dos pais e avós por
imposição devendo segui-la até o fim da vida, pois estariam cumprindo a vocação
da família. Por determinação da Igreja, somente ministros religiosos assumiam um
mecanismo mais formal de seleção, de formação e de acesso à condição de padre.
Durante o período do Renascimento, a educação sofreu uma mudança lenta, porém
irreversível e, apesar de ter se desenvolvido sob a égide dos pilares
religiosos, tornou-se mais secular. Hoje em dia, a formação religiosa dos
professores é praticamente dispensável e os fundamentos religiosos cumprem um
papel menos relevante.
Por outro lado, a pregação da moralidade é considerada como seara da família, da
comunidade ou do próprio ambiente religioso onde o indivíduo está inserido e
deixou de ser responsabilidade da escola e dos professores em geral. Note que,
quando essas instituições fracassam, a responsabilidade pela educação moral
acaba transferida automaticamente para a escola. Em tese, é mais fácil atribuir
a negligência a um culpado qualquer do que os pais assumirem a inabilidade em
lidar com os fatos complexos da sociedade contemporânea.
Apesar dos esforços com a melhor das intenções, a maioria das pessoas e das
instituições de ensino continua se prendendo basicamente em conteúdos com
intuito de acumular na memória o maior número possível de informações, fórmulas,
fatos e números. O domínio do processo de aprendizagem como ferramenta de
evolução e aproveitamento futuro é pouco levado em consideração. O indivíduo
sentirá falta dele mais adiante, porém o ingresso no mercado de trabalho tende a
suprir essa lacuna.
Informações como pesos atômicos, ossos do corpo humano, a soma dos quadrados dos
catetos igual à soma do quadrado da hipotenusa, datas de início e fim dos
principais conflitos mundiais e outros dados menos relevantes se tornaram quase
que obrigatórias para quem deseja ingressar no disputado universo do ensino
público superior e, posteriormente, nos disputado universo dos cargos públicos.
Estudar história, ciência, matemática ou arte sem entender a exata correlação
entre as disciplinas e sem uma forma disciplinada de interpretar essa pilha de
informações não passa de conhecimento inerte, de acordo com as palavras do
psicólogo americano Alfred North Whitehead. Cada disciplina ensinada nas escolas
representa uma forma diferente de interpretar o mundo.
As profissões também são caracterizadas por formas diferentes de pensar e, na
melhor das hipóteses, são modeladas tomando-se como referência profissionais
qualificados, segundo Gardner. O fato é que durante os anos em que tentamos
desesperadamente aprender algo na universidade não são suficientes para retratar
a realidade do cotidiano que nos espera fora dela. A vida profissional é muito
diferente da vida estudantil. As regras mudam, a complexidade aumenta.
O que significa ser disciplinado? Significa ter hábitos que lhe permitem
progressos constantes e, essencialmente, infinitos no domínio de uma determinada
habilidade, ofício ou corpo de conhecimento. Em raciocínio mais simplificado,
ser disciplinado é manter o hábito inexpugnável de se dedicar e de se aprofundar
em determinado assunto, profissão ou atividade com tanto interesse que você
passa a se tornar uma referência no assunto.
Há um momento na vida em que tomamos a feliz decisão de abraçar definitivamente
uma carreira. O ideal é algo relacionado com a vocação original e que, muito
mais do que o simples cumprimento dos deveres, proporcione também alegria,
prazer, crescimento profissional e sentido de realização.
Existem várias maneiras para se conquistar uma mente disciplinada, de acordo com
Gardner. Para que isso ocorra da forma mais simples e equilibrada possível, cabe
estabelecer aqui um paralelo entre o raciocínio de Gardner e alguns os exemplos
associados ao universo do trabalho. Você adquire uma mente disciplinada na
carreira profissional quando:
1. Identifica aspectos verdadeiramente importantes na sua profissão e concentra
energia naqueles que merecem sua preocupação;
2. Dedica uma quantidade de tempo significativa para estudar esses aspectos a
fim de reforçar os pontos fortes e superar os pontos fracos que fazem a
diferença no seu desempenho profissional;
3. Avalia cada aspecto sob diferentes perspectivas. Qualquer virtude ou postura
pode ser interpretada sob ângulos completamente diferentes. Apenas a mente
disciplinada tem condições de argumentar e apresentar a solução mais apropriada
em situações onde o controle e o equilíbrio são fundamentais;
4. Esforça-se para compreender a variedade de representações que se apresentam
no ambiente onde a disputa de espaço e a necessidade de reconhecimento tende a
provocar mais incertezas do que alegrias;
5. Entende que o domínio do conhecimento é um processo longo e sistemático que
depende, antes de tudo, de disciplina, persistência e muita dedicação.
As palavras de Ralph Waldo Emerson, o grande pensador americano, encerram
a nossa lição de hoje: "Qual é a tarefa mais dura do mundo? Pensar. Entretanto,
somos todos sábios. A diferença entre as pessoas não se encontra na sabedoria,
mas na habilidade técnica. Cada mente tem seu próprio método e um homem
verdadeiro nunca adquire segundo as regras aprendidas no colégio". Pense nisso e
seja feliz.
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Giancarlo de Mazo
Terça, 12 de Fevereiro de 2008
É inegável a importância do Marketing no ambiente empresarial. Veja-se, por exemplo, o grande número de revistas e publicações voltadas para essa área, e o crescente número de faculdades e outras instituições que passaram a ofertar cursos que buscam formar novos profissionais ou fortalecer o conhecimento dos que já atuam em atividades relacionadas à ciência do mercado. O mercado sempre apresenta players dispostos a suprir uma necessidade, e as empresas possuem a real e inquestionável necessidade de se renovar a cada dia, de oferecer sempre algo de novo, de gerar transformação para se manterem competitivas. O Marketing é indicado como a solução para criar o equilíbrio no triângulo empresa-mercado-cliente, assim como outras atividades são vitais para a saúde interna da própria empresa, como a gestão de custos e recursos, políticas eficientes para o capital humano, planejamentos e estratégias adequados. Entretanto, apesar do crescimento da oferta de profissionais dispostos a trabalhar com Marketing e fazê-lo crescer, nos últimos tempos têm-se tornado cada vez mais visível uma tendência que, numa primeira análise, aponta para um desaparecimento, ou ao menos, a dissolução dos departamentos de Marketing pelos diversos setores da Organização.
 Essa tendência surge como resposta às mudanças do próprio mercado. Antes, as grandes marcas mantinham-se através de campanhas persistentes e caras, procurando atingir o maior número possível de pessoas. Hoje, o grande número de marcas menores veio aumentar a competitividade nos pontos de venda, transferindo para o pessoal de vendas e outras áreas relacionadas com os canais de distribuição o que antes estava nas mãos dos todo-poderosos publicitários, o esforço de manter-se presente na mente do consumidor. A própria Publicidade se adequou aos tempos modernos, e teve que repensar a forma de promover os produtos e serviços nos canais tradicionais, de massa, como televisão e revistas. Outra atividade antes propriedade do pessoal de Marketing, a pesquisa e análise de dados, foi democratizada com a adoção de novas tecnologias pelas organizações. Qualquer gerente pode usar as ferramentas disponíveis, como o CRM, para obter uma visão geral ou mesmo focada do comportamento dos consumidores, auxiliando a tomada de decisões. Podemos dizer que o Marketing sofre com as conseqüências de suas próprias ações.
É correto dizer que o Marketing vai morrer? Não. Mas a realidade é que ele ainda é muito jovem. O Marketing moderno, esse que nós aprendemos nas faculdades e é aplicado nas empresas, é algo muito recente, e sofre o mesmo mal que ataca a maioria, senão todas as áreas da Administração. Ele precisa evoluir. De atividade específica, exercida por profissionais qualificados, o Marketing passa a ser algo muito mais difuso dentro da empresa. O Marketing está se transformando em Filosofia, algo a ser praticado por todos os profissionais da organização. Talvez, num futuro indeterminado, ele venha a ser pulverizado nas diversas áreas da Administração. Pesquisa fica com esse, Distribuição com aquele. O Marketing teórico com certeza permanecerá vivo nas Academias, mas seu processo está se transformando. De função especializada, passou a ter aspecto estratégico.
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