Juro, do ponto de vista do conceito econômico, pode ser definido como a remuneração do banqueiro. Analogamente existem ainda o lucro (remuneração dos empresários e acionistas) e aluguéis (remuneração dos proprietários de bens imóveis alugados).

História
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Documentos históricos redigidos pela civilização Suméria, por volta de 3000 a.C., revelam que o mundo antigo desenvolveu um sistema formalizado de crédito baseado em dois principais produtos, o grão e a prata. Antes de existirem as moedas, o empréstimo de metal era feito baseado em seu peso. Arqueólogos descobriram pedaços de metais que foram usados no comércio nas civilizações de Tróia, Babilônia, Egito e Pérsia. Antes do empréstimo de dinheiro ser desenvolvido, o empréstimo de cereal e de prata facilitava a dinâmica do comércio.

Teorias que explicam o fenômeno dos juros
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Existem diversas teorias que tentam explicar porque os juros existem. Uma delas é a teoria da escola austríaca, primeiramente desenvolvida por Eugen von Boehm-Bawerk. Ela afirma que os juros existem por causa da manifestação das preferências temporais dos consumidores, já que as pessoas preferem consumir no presente do que no futuro.

Juro Composto
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No regime de juros compostos os juros de cada período são somados ao capital para o cálculo de novos juros nos períodos seguintes. Os juros são capitalizados e, conseqüentemente, rendem juros.

Exemplo Numérico:

Considere que um investidor tivesse aplicado $1.000,00 no Banco XYZ, pelo prazo de quatro anos, com uma taxa de juros de 8 % ao ano, no regime de juros compostos. Qual o valor do saldo credor desse investidor no Banco XYZ no final de cada um dos quatro anos da operação?

Tabela 1: Crescimento de $1.000,00 a juros compostos de 8% a.a.

Ano


Saldo no início do ano


Juros no início do ano


Saldo no final do ano, antes do pagamento


Pagamento do ano


Saldo no final do ano após o pagamento

1


1.000,00


8% x 1.000,00 = 80,00


1.080,00


0,00


1.080,00

2


1.080,00


8% x 1,080,00 = 86,40


1.166,40


0,00


1.166,40

3


1.166,40


8% x 1.166,40 = 93,31


1.259,71


0,00


1.259,71

4


1.259,71


8% x 1.259,71 = 100,78


1.360,49


1.360,49


0,00

Observações:

* o rendimento é maior a juros compostos do que a juros simples;
* o montante resultante, FV, da aplicação de um principal, PV, durante n períodos, com taxa de juros, i, por período, no regime de juros compostos, é dado pela expressão:

FV = PV(1 + i)n

* enquanto pelo regime de juros simples:

FV = PV(1 + i x n)

Valor atual e valor nominal

O montante de um capital (FV) aplicado a data zero, à taxa de juros compostos (i), após n períodos, conforme já mostrado, é dado por:

FV = PV(1 + i)n

O valor atual corresponde ao valor da aplicação em uma data inferior à data do vencimento. O valor nominal é o valor do título na data do seu vencimento. Vejamos estes conceitos aplicados ao regime de juros compostos: seja o montante dado (FVn), queremos saber qual é o valor atual do compromisso na data zero.

Sejam:

* V = valor atual na data zero

* N = valor nominal n a data zero (FVn)

Tem-se:

Deve ficar claro que o valor atual pode ser calculado em qualquer data focal inferior à do montante, não precisando ser necessariamente a data zero que utilizamos no exemplo acima. Constata-se que o cálculo do valor atual é apenas uma operação inversa do cálculo do montante. Nestas condições, o valor atual, aplicado à taxa de juros compostos contratada (i), da data do valor atual até a data do vencimento, reproduz o valor nominal. No Direito os juros está previsto no Dec. 22.626/1933 denominado Lei de Usura. A taxa de juro é chamado custo do dinheiro, o que é cobrado para emprestá-lo, basicamente. Segundo a legislação brasileira, é vedado e será punido nos termos da lei, estipular em quaisquer contratos taxas de juros superiores ao dobro da taxa legal.