Jerônimo Mendes
Terça, 29 de Julho de 2008
Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes - escrito por Stephen R. Covey - é um dos melhores livros que já li, e continuo relendo, além de A Lei do Triunfo, escrito por Napoleon Hill. Ambos retratam a missão de dois seres especiais que dedicaram parte da sua existência para produzir uma filosofia de vida para o bem da humanidade. Stephen Covey continua dedicando.
Por conta do exemplo desses seres especiais, assumi um compromisso de vida comigo mesmo, o de produzir algo semelhante, em forma de livro, além continuar seguindo inabalável com a minha missão de vida: semear conhecimento para o maior número de pessoas possível, por meio de bons exemplos, disciplina, otimismo e consideração pelo próximo.
Quando li os Sete Hábitos pela primeira vez não dei muita importância e considerei-o uma espécie de auto-ajuda sofisticada, porém difícil de ser praticada num mundo essencialmente dominado pela propaganda de massa, o que os outros querem que você pense, responsável pelo consumo de massa, o que as propagandas induzem você a comer, beber e comprar em larga escala.
Como o próprio Stephen R. Covey declarou, em depoimento ao final do livro, não é fácil praticar os sete hábitos, mas é necessário tentar. A filosofia de vida pregada por ele trata basicamente da evolução interior, algo que somente o tempo será capaz de proporcionar em razão de todas as dificuldades vividas por conta da história pessoal de cada ser humano – modelos mentais carregados desde a mais tenra infância.
O fato é que o livro semeia conhecimento em todos os capítulos, porém abre uma reflexão em torno do que é possível praticar a partir de determinada fase da nossa existência. O próprio conceito da palavra eficaz ainda gera dúvidas para quem não tem muita familiaridade com ele. Segundo o Aurélio, ser eficaz é produzir o efeito desejado, dar bom resultado, agir com eficiência.
Isso não vale apenas para o mundo dos negócios. Aliás, começa no universo particular de cada um, por conta do comportamento, da postura e da sua maneira de julgar ou prejulgar o mundo ao seu redor. Você não consegue ser uma pessoa exemplar no trabalho e uma pessoa hipócrita em casa. Quando isso ocorre, existe normalmente o que os psicólogos chamam de desvio de conduta e eu chamo de falta de integridade.
Integridade nada mais do que é a correspondência mais próxima possível entre os seus valores e a sua conduta, portanto, se existe essa cumplicidade, não há o que temer. De maneira acentuada, o livro conduz a essa percepção, no campo pessoal e no campo profissional. A decisão de praticar os sete hábitos e a execução propriamente dita fica por conta do interesse pessoal de cada um.
O pensamento de Covey está baseando em sete hábitos (ou princípios) fundamentais. Antes de praticá-los é necessário entendê-los e, nesse sentido, vou compartilhar o meu entendimento sobre eles com o leitor de maneira que, juntos, possamos construir um mundo melhor.
Espero que você tome isso como um propósito a ser seguido a fim de melhorar o seu próprio desempenho e o das pessoas ao seu redor. De nada adianta o conhecimento se não for aplicado em nossa vida pessoal e profissional. De acordo com o poeta inglês T. S. Eliot, "Não devemos parar de explorar. E o fim de nossa exploração será chegar ao ponto de partida e ver o lugar pela primeira vez." Vamos aos princípios.
1- Seja proativo: proatividade significa muito mais do que tomar iniciativa ou ter uma atitude mental positiva considerando que o nosso comportamento resulta de decisões tomadas e não das condições externas. O ser proativo reage antecipadamente aos problemas e não se intimida quando eles são inevitáveis.
2 - Comece com o objetivo em mente: além da proatividade, problemas são resolvidos mais facilmente quando se tem um objetivo de vida. A concentração do foco na sua missão de vida elimina qualquer possibilidade de os problemas dominarem a sua vida.
3 - Primeiro o mais importante: as coisas mais importantes não devem ficar à mercê das coisas menos importantes, afirmava Goethe, o grande poeta alemão, portanto, saber priorizar o que vale a pena e o que suga menos energia é o desafio para se atingir resultados com maior eficácia.
4 - Pense ganha/ganha: é um estado de espírito que busca o benefício mútuo em todas as interações humanas. Os acordos e as soluções são mutuamente benéficos e satisfatórios quando todas as partes se sentem bem com a decisão e comprometidas com o plano de ação.
5 - Primeiro compreender, depois ser compreendido: somos criaturas essencialmente egoístas. O que vale para nós não precisa necessariamente valer para as outras pessoas. Compreender primeiro implica uma mudança profunda de paradigma, segundo Covey. Os problemas são comuns, mudam apenas de endereço, portanto, quanto mais você entender o próximo, mas ajudará a si mesmo.
6 - Crie sinergia: a sinergia é a essência da liderança baseada em princípios. Ela catalisa, unifica e libera os poderes existentes dentro das pessoas. O todo é sempre maior do que a soma das partes, independentemente das diferenças físicas e de pensamento existentes. O espírito de equipe, o time, o trabalho em grupo, ou seja, o todo é que faz a diferença.
7 - Afine o instrumento: compreende quatro dimensões - física, espiritual, social/emocional e mental. Afinar o instrumento significa exercitar as quatro dimensões com regularidade e consistência, de forma equilibrada e sensata. É o investimento que se deve fazer no próprio corpo e na mente mediante exercícios, leitura de bons livros, reflexões, alimentação saudável e o profundo desejo de crescer pessoal e profissionalmente.
Mais importante do que ler e ouvir falar dos princípios é incorporá-los na sua vida até o fim dos seus dias. Nossa autoconsciência diz que devemos escolher entre valores e princípios segundo os quais viveremos. Educar a consciência exige esforço considerável, concentração imensa, muita disciplina e uma vida centrada na integridade.
Viver os sete hábitos é uma luta constante consigo mesmo. É natural que o ser humano vacile, por determinado momento, com relação a um ou outro. O sucesso não está na conquista, mas na proatividade, na tentativa, na esperança, na contribuição, no sentido de realização. Para conquistar a felicidade, seus filhos, amigos e colegas de trabalho não precisam perder a deles.
As palavras de Dag Hammarskhöld, estadista sueco, encerram a lição de hoje: "você não pode brincar com o animal dentro de si sem se tornar um animal completo, flertar com a falsidade sem destruir seu direito à verdade, envolver-se com a crueldade sem perder a sensibilidade da mente. Quem quer manter o jardim bonito não guarda um canto para ervas daninhas". Pense nisso e seja feliz.
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Administrador
Quarta, 7 de Maio de 2008
Mais uma vez, os jovens tiveram a oportunidade de aprender com renomados
administradores
Diferentemente dos primeiros eventos realizados pelo Comitê Jovens
Administradores, o "Caminho das Pedras, Pedras no Caminho" realizado
quarta-feira, dia 23 de abril de 2008, no Espaço Manacá do Conselho Regional
de Administração de São Paulo - CRA-SP, contou com a presença de Stephen
Kanitz, que falou sobre a trajetória dos administradores desde o surgimento
da administração como ciência até os dias de hoje.
Nestes encontros participam, tradicionalmente, renomados administradores,
executivos ou empreendedores que narram suas histórias e o que fizeram para
chegar à posição atual no mundo corporativo, na gestão pública ou no
terceiro setor, com o intuito de ajudar os jovens administradores a traçar os
rumos para suas carreiras.
Inovador, Kanitz foi além. Contou os caminhos da administração ao redor do
mundo. Aliás, o polêmico Stephen é um dos mais respeitados e admirados
administradores do País.
Formado em Ciências Contábeis pela Universidade de São Paulo (USP) e em
Administração de Empresas pela Havard University, Kanitz desenvolveu toda a sua
carreira em prol da administração, o que lhe rendeu diversos prêmios e
homenagens. Atualmente, é articulista da Revista Veja, da Editora Abril, onde
expõe seus pontos de vista sobre o papel do administrador frente a sociedade,
entre outras coisas. É também, o criador e coordenador do Prêmio Bem Eficiente
para Entidades sem Fins Lucrativos e do site www.filantropia.org.
Em vários dos seus artigos, Stephen Kanitz prega que a classe dos
administradores deve ser promovida e mais respeitada. "O administrador não
pode aceitar passivamente a banalização da sua profissão" disse Kanitz para
os mais de 100 jovens presentes ao evento.
Para Raul Marinho, formado em Administração de Empresas pela FEA-USP, "a grande
maioria dos eventos para administradores é focada nas técnicas, nos processos e
nos procedimentos, ou até mesmo nos números. O Caminho das Pedras, Pedras no
Caminho, por sua vez, é um espaço para pensarmos em termos mais amplos. É um
convite a reflexão, coisa rara hoje em dia".
O evento foi muito edificante e levou os jovens a refletirem sobre o futuro do
administrador. "Sinceramente, somos muito rejeitados. Quem sabe, um dia,
conseguiremos mudar esse preconceito para sermos verdadeiramente reconhecidos
pela sociedade" comentou Joyce Rodrigues dos Santos, aluna de Administração do
Instituto Superior Educacional Alvorada.
Liderados pelo jovem administrador Aldo Ferrari, os membros do Comitê Jovens
Administradores aproveitaram para reforçar o convite aos jovens administradores
para os próximos eventos do comitê. "Os nossos encontros são mensais e têm como
foco o jovem administrador, formado ou em vias de se formar. Este é um canal
aberto aos jovens, futuros executivos", afirmou um dos membros do comitê,
Alexandre Costa.
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Jerônimo Mendes
Segunda, 28 de Abril de 2008
Tudo vale a pena quando a alma não é pequena. Escolhi esses versos do poema Mar
Português, de autoria do grande poeta Fernando Pessoa, para iniciar esse artigo
considerando a profundidade do seu significado e a importância dessa simples
afirmação na vida do mais humilde ser humano.
Antes eu quero compartilhar uma pequena história contigo. Há algum tempo, quando
eu trabalhava no centro de Curitiba, era necessário deixar o carro no
estacionamento, distante uns duzentos metros do escritório onde eu passava o dia
resolvendo os problemas da empresa e, principalmente, dos clientes. Quando você
coloca a vida profissional acima de tudo, os problemas particulares geralmente
são relegados ao segundo plano, mas isso é outra história.
Durante o trajeto, dia sim dia não, eu encontrava Dona Margarida, a mulher gari
mais simpática e educada que eu conheci na vida. No primeiro instante, a julgar
pela sua aparência rude e humilde, não era difícil prejulgar que ela fosse uma
dessas pessoas que tinham tudo para ficar de mal com a vida, porém o brilho no
olhar era a sua marca registrada. Diante de tanta simpatia e da sua perspicácia,
não havia como seguir adiante sem trocar algumas palavras com aquela senhora
que, independentemente da sua história e da profissão, sabia cativar as pessoas.
Dona Margarida foi abandonada pelo marido, tinha quatro filhos, dos quais dois
moravam contigo, e sete netos que ela ajudava a sustentar com os seus míseros
vencimentos de gari, algo em torno de um salário mínimo e meio. Apesar do dia
extenuante de trabalho, das mínimas perspectivas de crescimento na empresa, algo
com o qual ela não se preocupava e, se me lembro bem, de apenas uns sete ou oito
dentes à mostra, ela cursava o segundo grau numa escola pública à noite, um
verdadeiro ato de heroísmo para uma mulher na sua condição.
Nos fins-de-semana Dona Margarida passava parte do tempo fazendo pães e bolos
para vender e arrecadar mais alguns trocados com intuito de ajudar os filhos e
alimentar os netos. Isso ela contava com orgulho e lágrimas nos olhos, mas com a
plena convicção de estar cumprindo com a sua missão de ajudá-los a viver felizes
e bem encaminhados na vida.
De fato, quatro anos se foram no mesmo local e não me lembro de ter encontrado
aquela mulher ensimesmada, desanimada ou reclamando da vida. Ao contrário, eu
torcia para encontrá-la no caminho, pois ela era a alegria em pessoa, gostava de
poesia e tinha sempre uma na cabeça. Na época eu estava no auge da minha
produção poética e isso nos aproximou de alguma forma. Nossa pauta de reunião
era Drummond, Castro Alves, Fernando Pessoa e coisas do gênero.
Tempos depois, quando a empresa decidiu mudar de endereço, uma das coisas que me
deixaram chateado foi o fato de ter perdido a companhia matinal da Dona
Margarida, uma profissional que me ensinou muito mais do que alguns livros e
horas de aula na Faculdade. Ela me fez ver o lado bom da vida, pois era
inevitável a comparação da minha profissão, da minha condição de vida e do meu
local de trabalho com o dela. Depois de cinco ou dez minutos de bate-papo, seria
muita intransigência de minha parte a mais simples reclamação.
Numa das últimas conversas que tivemos, ela discorreu alegremente sobre Fernando
Pessoa e declamou o seu poema mais conhecido. Aquilo me marcou tanto que não
sosseguei enquanto não aprendi o poema de cor e salteado, como se dizia no
passado. E toda vez que a tristeza toca meus ombros, eu me lembro de Dona
Margarida dizendo "tudo vale a pena quando a alma não é pequena".
Diariamente, milhares de pessoas cruzam o nosso caminho com desejos parecidos:
ganhar dinheiro, sobreviver, pagar as contas, sustentar a família, subir na
vida, conseguir emprego, ter sucesso. Algumas querem mais, outras querem menos,
algumas se contentam com pouco, outras não se contentam nem com muito. Desejos
não significam necessariamente dinheiro, mas reconhecimento, valorização e um
pouco de orgulho próprio.
Do alto da sua simplicidade, Dona Margarina deixou uma grande lição que tem
norteado a minha conduta sempre que eu me sinto tomado pela ansiedade e me vejo
descrente em relação aos meus objetivos: "existem muitas coisas sem as quais eu
posso viver tranquilamente e minha alegria está diretamente relacionada ao meu
estado de espírito".
O fato de você ter ou não ter carro do ano, ser ou não uma pessoa de sucesso,
ter ou não um cargo de alto nível, viver ou não numa mansão confortável, não faz
de você melhor ou pior do que a mais simples criatura na face da Terra.
Lamentavelmente, somos medidos pela quantidade de bens que possuímos e não pela
quantidade de bem que praticamos. Isso nos leva a prejulgar e rotular pessoas
menos favorecidas pela sociedade ou de cargos menos importantes, segundo a nossa
própria escala de valores.
Da minha feliz e rápida convivência com Dona Margarida, além da lição principal,
sobraram ainda algumas reflexões que considero úteis na vida pessoal e
profissional, razão pela qual tomei a liberdade de dividi-la com vocês:
1) As pessoas que cruzam o nosso caminho, independentemente da origem, cor,
sexo, religião, escolaridade ou saldo bancário, sempre tem algo a nos ensinar
desde sejamos abertos aos pontos de vista alheios em vez de discutirmos o todo
tempo para fazer valer somente aquilo que pensamos ser correto;
2) A liberdade de idéias, opiniões e pensamentos é o maior patrimônio que alguém
pode desejar. Sem isso valemos muito pouco, entretanto, o respeito aos pontos de
vista alheios e a troca de idéias é que nos faz dignos de perceber a diferença
entre pessoas pobres e pessoas ricas de espírito;
3) Tudo na vida vale a pena quando você tem a plena convicção de estar cumprindo
a sua missão. E sua missão nada mais é do que doar-se por inteiro onde quer que
você esteja, em qualquer atividade que você realize, em qualquer projeto que
você tenha abraçado com o coração e a certeza de estar contribuindo para tornar
o mundo melhor.
Eu daria tudo para encontrar a Dona Margarida novamente. Falo "dona" em sinal de
respeito, pois imagino que ela devia ter mais de cinqüenta anos na época e,
apesar das adversidades, conseguia manter o sorriso nos lábios. Acredito que a
sabedoria divina lhe reservou melhores dias. Ela era dotada de todos os
ingredientes necessários para fazer a vida valer a pena: determinação, otimismo
e um amplo sentido de contribuição, sem contar o brilho inconfundível nos olhos.
O que para muitos parece uma simples varredura, para outros é a única
oportunidade de mostrar que a vida pode ser vivida de maneira simples, porém
intensa. As palavras de Stephen King, escritor norte-americano, encerram a nossa
lição de hoje: "O talento é mais barato do que um saleiro. O que separa uma
pessoa talentosa de uma bem-sucedida é o trabalho". Pense nisso e seja feliz!
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Evaldo Costa
Quarta, 20 de Fevereiro de 2008
Os seus colegas de trabalho são abertos a novas idéias? Quando um novo assunto é abordado eles são flexíveis ou rechaçam de cara a proposta? Sempre que alguém sugere mudanças eles buscam meios para otimizá-las ou buscam derrubá-las? Como consultor, tenho participado de muitas reuniões ao longo de mais de três décadas de carreira profissional. O que mais me impressiona é constatar o grande número de pessoas dispostas a provar que novas idéias, por melhor que sejam, são falhas. Aliás, o meu parâmetro de rapidez atualmente e medido pela velocidade da resposta dada por alguém tão logo eu revele algo que pretendo fazer. A resposta é ligeira: isso não vai dar certo!
Conheci um camarada, muito gente-boa, que atendia pelo nome de Arruda. Ele era um verdadeiro companheiro quando o assunto fosse ir ao estádio assistir uma partida de futebol, tomar um chope ou mesmo organizar um churrasco no fim-de-semana. Porém, ele se transformava por completo quando convidado para participar de uma reunião na empresa. A sua expressão facial mudava e, antes mesmo do encontro começar, ele já se inteirava do que seria tratado para pensar em uma estratégia contrária. A reunião iniciava e ele não dava um pio se quer. Quando alguém abordava uma nova idéia ele ficava atento e não demorava muito para disparar um contra-argumento para provar que a sugestão era falha.
"Os paradigmas são inseparáveis do caráter. Na dimensão humana, ser é ver." Stephen R.Covey
O que sempre me impressionou muito também foi constatar que Arruda tinha bons argumentos para contrariar. Aliás, se ele recorresse a sua ótima capacidade criativa para examinar o lado positivo das questões, tenho certeza que se tornaria rapidamente o presidente da organização. Mas porque, afinal de contas, fatos assim acontecem? Por muitas razões, porém o que está por detrás desse comportamento, normalmente é o que chamamos de paradigmas, ou seja, as lentes através das quais vemos o mundo.
Alguns anos atrás, fui visitar um novo cliente e adivinhe quem estava dirigindo o departamento de vendas? Acertou se respondeu o Arruda. Lá estava ele, agora com mais cabelos brancos. Conversamos um pouco sobre os velhos tempos e, não demorou muito, fui convidado para a sala de reunião. Enquanto me preparava pegando o material em minha pasta, tente adivinhar quem se sentou bem ao meu lado? Acertou de novo se respondeu o Arruda.
Assim que iniciei a minha exposição, com um discreto olhar, percebi que ele mantinha aquele seu jeito peculiar de se comportar nas reuniões. Sorte minha que já o conhecia, daí ao invés de afirmações eu fiz perguntas direcionadas ao Arruda. Para o meu sossego, ele acabou sugerindo o que eu pretendia abordar. Todos ficaram muito impressionados como eu consegui tamanha façanha. Aliás, soube depois que havia até uma bolsa de apostas entre os funcionários sobre o "previsível" resultado do encontro.
Segundo os seus colegas, o Arruda, depois que assumiu a direção do setor, tornou-se uma pessoa ainda mais radical. Durante o encontro percebi que os presentes evitavam contrariá-lo. Parecia que só ele tinha razão. Os seus colegas não desejavam se desgastar e evitavam abordar seus pontos-de-vista. Será as pessoas que têm dificuldade de lidar com novos paradigmas, um entrave para as organizações dos dias atuais?
Mude as suas crenças que os problemas mudarão juntos.
Vou recorrer a uma passagem descrita no magistral livro Os Sete Hábitos Das pessoas altamente Eficazes de Stephen R.Covey para ilustrar melhor a questão. O autor relata a história de dois navios de guerra que estavam há varias semanas no mar realizando uma missão de treinamento. O mau tempo dificultava as manobras. O sentinela do navio-líder tinha a visão quase nula devido ao forte nevoeiro. O capitão permanecia na ponte durante as atividades, tendo se envolvido na seguinte situação: - Luz à proa, à boreste - disse o vigia. - Parada ou movendo-se para a popa? - perguntou o capitão. - Parada, capitão - ele retrucou. Significando que o navio estava em perigo. Em rota de colisão. Imediatamente o capitão chamou o sinaleiro: - Avise aquele navio para alterar o curso deles em 20 graus, pois estamos em rota de colisão. - É melhor vocês alterarem o curso em 20 graus. - veio a resposta. - Envie a seguinte mensagem: "aqui é o capitão, ordenando que vocês mudem a rota em 20 graus imediatamente". - Logo chegou a resposta: "aqui é um marinheiro de segunda classe. É melhor vocês alterarem o curso em 20º graus". - O capitão já furioso, ordenou: "este é um navio de guerra. Mude o seu curso em 20 graus. Isso é uma ordem". - Ao que o marinheiro do outro lado sinalizou: "aqui é um farol terrestre. Mude a sua rota em 20 graus ou vai se chocar".
E quanto a você, enxerga colorido? É aberto a novas idéias? Nas reuniões sempre que um colega apresenta uma sugestão de mudança você, imediatamente, pensa em como otimizá-la ou tentar encontrar um ponto falho? Pois, saiba que um bom líder evita sempre o comportamento reativo preferindo a proatividade. O verdadeiro líder se concentra na solução e não nos problemas.
Pense nisso e até breve,
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Administrador
Quarta, 18 de Abril de 2007
1. Transmita confiança na sua empresa: Toda empresa, independentemente do ramo de atuação, deve investir na sua marca e imagem no mercado. Empresas sólidas e conhecidas acabam ganhando muitos negócios de clientes indecisos, que preferem gastar um pouco mais em troca da tranqüilidade de um nome famoso. Mais importante ainda é conquistar a confiança total dos seus clientes atuais, para que eles continuem comprando e recomendando você. Como diria o consultor Stephen Schiffman, não estamos no negócio de atrair otários. Enganar prospects e clientes é a melhor maneira de afundar sua empresa.
2. Depressão pós-parto: Existe um conhecido fenômeno psicológico que poderíamos chamar de arrependimento pós-compra. É quando, após assinar o cheque ou dar o dinheiro, o comprador começa a questionar se realmente tomou a decisão correta. Esse momento de insegurança pode ser utilizado para benefício do vendedor, reforçando sua relação com o cliente. Basta tomar algumas ações bastante simples: ligar, parabenizando pela compra; mandar cartas, cartões ou mesmo um buquê de flores, dependendo da situação. Não abandone seu cliente após a compra. Aproveite a situação e prepare o terreno para vendas futuras.
3. Encontre mais utilidades para o seu produto ou serviço: Ao realizar pesquisas entre seus clientes, milhares de empresas no mundo todo acabaram descobrindo que eles usavam seus produtos ou serviços para finalidades completamente diferentes daquelas planejadas inicialmente.
Como você provavelmente não tem uma bola de cristal (e parece que não se fabricam mais.), fica difícil imaginar todos os usos possíveis para o que você vende. Mas, acredite, existem muitos. Por isso, pergunte, pergunte, pergunte. Você pode acabar descobrindo novas utilizações, posicionamentos mercadológicos e nichos lucrativos totalmente inexplorados para seus produtos e serviços.
4. Torne-se um consultor (porque você é mesmo): ou você é um expert na sua área ou deveria estar trabalhando em outro ramo. Imaginando que você tenha escolhido a primeira opção, seria uma pena (para não dizer vergonha) que existissem por aí pessoas ou empresas que poderiam se beneficiar dos seus conhecimentos, mas que não o estão fazendo. Além do prejuízo óbvio, é um pecado contra a sociedade.
Seus clientes devem confiar tanto em você que vão procurá-lo sempre que tiverem dúvidas sobre um projeto. A única maneira de alcançar esta posição é não tentar vender alguma coisa sempre que visitar um cliente, mas sim ouvir atentamente e tentar resolver suas dúvidas e problemas (mesmo que isso envolva indicar outras soluções que não a sua).
5. Mostre entusiasmo: 'Oh, céus. Oh, vida.'. Sempre que vejo alguém reclamando da situação me lembro do Hardy, um personagem dos desenhos animados que vivia reclamando de tudo. É claro que sempre chovia nele e todas as bigornas acabavam caindo na sua cabeça, criando um círculo vicioso difícil de sair.
É como aquela história dos dois vendedores que foram mandados para a África vender sapatos. Um deles voltou deprimido - ninguém lá usava sapatos, logo, ninguém iria comprar. O outro vendedor voltou todo entusiasmado - ninguém lá usava sapatos, logo, iriam todos comprar!
Ninguém gosta de conviver com pessoas e empresas negativas, que passam pela vida se arrastando, lamuriando seu triste destino. Colhemos o que plantamos, e quem tem razões para se lamentar geralmente tem absolutamente toda a culpa pela situação.
6. Faça as coisas acontecerem: O seu cliente precisa preencher um formulário? Elimine os dados desnecessários e facilite a sua vida. Se possível, preencha os documentos para o cliente. Consiga as linhas de financiamento. Entregue em casa. Vá buscar. As pessoas estão cada vez mais ocupadas, e vão reagir de maneira altamente positiva sempre que você tornar a sua vida mais fácil.
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