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Quinta, 19 de Abril de 2007
Com o objetivo de convencer as principais agências de classificação de risco de que os fundamentos da economia brasileira já respaldam um upgrade na classificação dos títulos da dívida, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi a Washington falar com representantes da Standart & Poor's e Moody's.
Acompanhado de técnicos, Mantega fará apresentações ressaltando os avanços econômicos já obtidos e os esforços que estão sendo realizados principalmente no campo fiscal. O governo espera que o rating do país seja elevada para BB+ ainda no primeiro semestre de 2007 e para BBB-, nota mais baixa já no nível considerado investment grade, em 2008.
Notícia é positiva para os investidores
Mesmo considerando que as projeções temporais do governo estejam otimistas, a notícia de que o Brasil está muito próximo do seleto grupo de países considerados grau de investimento, ou seja, que apresentam baixo risco de calote, se apresenta como interessante para os investidores brasileiros.
Como os grandes fundos internacionais, principalmente os de pensão norte-americanos e europeus, não podem aplicar seus recursos em títulos de alto risco - fora do patamar investmet grade - acredita-se que a demanda por ativos brasileiros poderá crescer de forma significativa.
Estima-se que o mercado potencial deste segmento é de US$ 10 trilhões e a demanda por títulos considerados de menor risco de calote é mais de 15 vezes maior do que a dos não considerados dentro da escala grau de investimento.
Outro ponto relevante, é que um upgrade do rating do Brasil teria impactos significativos no custo de captação das empresas, que encontrariam menor dificuldade em colocar no mercado títulos de dívida com maior prazo de vencimento e menor prêmio de risco.
Investment Grade em 2009
Analistas consultados pela InfoMoney acreditam que a elevação do rating brasileiro para BB+ deverá ocorrer neste ano, sendo que as apostas de que isso ocorra já neste primeiro semestre de 2007 são significativas.
Em relação ao grau de investimento, no entanto, existe um maior ceticismo. A equipe do banco norte-americano Citigroup, por exemplo, acredita que a tendência é a de que o Brasil consiga o investment grade em 2009.
Os analistas até consideram a possibilidade de o "grau de investimento" ser obtido antes de 2009, caso o cenário positivo de curto prazo continue o mesmo, especialmente o previsto para os dois próximos meses. Entretanto, essa não é a principal aposta.
Marcello de Almeida
InfoMoney