Marizete Furbino
Sexta, 31 de Outubro de 2008
Toda reforma interior e toda mudança para melhor dependem exclusivamente da
aplicação do nosso próprio esforço. (Immanuel Kant)
Sabe-se que desde a década de 90 percebeu-se que o fácil e direto acesso aos
gestores rendia frutos valiosos para a empresa, pois, os colaboradores atuavam
com mais empenho, mais envolvimento e comprometimento, realizando a troca de
informações e somando conhecimentos. Como conseqüência, gestores inteligentes
adotaram como estratégia a eliminação de quaisquer obstáculos que porventura
viessem a interferir em todo processo organizacional, tomando medidas drásticas
e arrojadas, tais como, derrubar portas e paredes, deixando-as extremamente
livres ao ambiente de trabalho.
Desta forma, ficam para trás as organizações recheadas de salas
compartimentadas, cheias de divisórias e entram em cena as salas enormes, com
ambiente fresco, claro e agradável, onde todos os departamentos executam suas
atividades. Com isso se compartilha, não somente os conhecimentos, habilidades e
atitudes, mas compartilha-se também o ambiente, que é um só, onde todos ouvem as
conversas de todos e aprendem a cuidar de suas próprias vidas, sendo forçados a
deixar para trás a vida alheia, assim como as famosas “fofocas”.
Nesta era, torna-se primordial primar pela soma. Temos que sempre somar para
ganhar; pensando assim, a hierarquia fica apenas no papel, pois, o gestor desce
do “pedestal” e passa a ser mais parceiro dos colaboradores, passando a estar no
meio de todos sempre, chegando até mesmo a dividir a sua mesa com um subordinado
se preciso for, pois, têm claro em sua mente as idéias de soma,
descentralização, compartilhamento e parceria.
Percebe-se que o individualismo, assim como o “engessamento” na maneira de
gerenciar uma organização, bem como o status de poder, obscurecia os
colaboradores, dificultando que enxergassem a visão, a missão e o negócio da
organização. Quando se adota esta organização sem paredes, isto tudo fica para
trás, uma vez que barreiras advindas da existência da estrutura física deixam de
existir, passando a reinar a união, colaboração, a cooperação, a soma, e assim,
toda a cultura da organização passa a ter uma nova visão.
De qualquer modo, nota-se que a equipe tem maior probabilidade de trabalhar de
forma mais harmoniosa e integrada, onde o bem-estar fica evidente, prevalecendo,
além do clima organizacional, relações interpessoais que corroboram com uma boa
produtividade, ficando visível, tanto aos olhos dos clientes internos, quanto
aos olhos dos clientes externos esse bem-estar.
É de se observar que forçadamente ocorre uma reeducação dos colaboradores que
têm alguns hábitos considerados inadequados. Com tais medidas estes deixam de
lados atos prejudiciais ao desenvolvimento das atribuições, como por exemplo,
atos de insubordinação, impaciência, nervosismo, falta de educação, “fofocas”, o
falar mal do outro, o falar alto demais, dar risadas escandalosas, utilizar
material do escritório para fins pessoais. Neste sentido, os colaboradores
aprendem a conviver naquele mesmo ambiente, de forma a descobrir e a respeitar
os limites de privacidade, aprendendo em meio a tantos colaboradores e a tantos
departamentos que estão agora integrados de forma geográfica. Aprendem ainda a
controlar seus impulsos, a aumentar seu poder de concentração, mantendo sempre o
foco, o que permite maior rendimento, e por conseqüência, maior produtividade
advinda da eficiência e eficácia em suas ações.
Importante salientar que a questão que tanto preocupa o administrador, que é
minimizar tempo e custo, assim como maximizar resultado, fica resolvida. Com o
escritório “aberto e sem paredes”, tudo fica transparente, pois, os
colaboradores passam a aproveitar melhor o seu tempo, chegando até a
envergonharem-se de ficar ociosos em meio a tantos ocupados, minimizando
conversas improdutivas e procurando a produzir sempre atendendo às reais
necessidades da organização, adequando seu próprio ritmo e compromisso atrelados
aos resultados.
Somados a isso, a organização, para derrubar portas e paredes, deve
primeiramente realizar um projeto para tal, pois mudará todo layout do imóvel,
“reorganizando toda a organização”. Assim, deverá pensar não apenas na
proximidade dos departamentos, mas também em como preparar os colaboradores para
atuarem e conviverem de forma integrada, de forma a respeitar a privacidade do
outro, pois de nada adianta derrubar paredes e portas se a concepção da própria
organização de visão, missão e negócio permanecem da forma antiga.
Em todo esse processo torna-se imprescindível a opinião dos colaboradores no que
tange a sugestões quanto às mudanças a serem realizadas, sendo que isso
contribui para o sucesso da implementação de todo esse processo.
Pensando assim, fica claro que não apenas a estrutura física deve ser mudada,
como também a estrutura organizacional. Nessa óptica, enfatiza-se que todos os
envolvidos no processo organizacional devem ter conhecimento da visão, missão e
do negócio da organização, mudando também a postura. Portanto, é de suma
importância que cada colaborador sinta-se parte da organização, sinta-se
valorizado, e a tal ponto que possa então entregar e a “mergulhar” de fato no
trabalho da organização em prol do seu negócio.
O que se nota também é que os problemas e entraves surgidos são resolvidos de
forma mais rápida, pois, devido o contato ser intenso e de forma constante,
todos se voltam para o mesmo, em busca de uma rápida solução, o que é
extremamente importante e estratégico nos dias de hoje.
De um lado, é importante perceber que quando o ambiente organizacional é o mesmo
para todos os departamentos, sem paredes, o administrador possui maior chance de
realmente conhecer quem de fato trabalha, se envolve e se compromete com a
organização, minimizando o risco de ser injusto no que tange à valorização e à
avaliação do desempenho.
De outro lado, é importante lembrar que o administrador não deve jamais
subestimar seus colaboradores, deixando de forma clara para os mesmos o que a
organização espera deles, bem como suas responsabilidades, acreditando e
confiando sempre nos mesmos.
Concluindo, a burocracia interna nesse tipo de ambiente organizacional deixa de
imperar, e todos os colaboradores passam a aprender a não ficar dependente dela,
o que contribui efetivamente para o desenrolar das tarefas de forma mais rápida,
pois os entraves da famosa “espera”deixa de existir, pondo as relações de
trabalho em xeque.
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Marizete Furbino
Quarta, 24 de Setembro de 2008
“...até um pé no traseiro te empurra para frente”
Jack Welch CEO da General Electric nos Estados Unidos
Seu comportamento, assim como sua atitude, podem levá-lo à demissão. Seu
talento, assim como seu conhecimento, podem perder o significado diante do
individualismo, assim como do egoísmo, da perversidade, da maldade e da
arrogância, tendo em vista que todos da organização do século XXI deverão ter em
mente que não há espaço no mercado para estes comportamentos e atitudes, uma vez
que em meio a esta era, o que tem maior significado é o saber compartilhar,
saber conviver, enfim, saber somar.
Importante pensar que o profissional é selecionado pelo seu currículo,
observando-se assim sua capacidade técnica; mas é demitido pelo seu
comportamento, bem como, por sua atitude.
Destarte, a falta de produtividade juntamente com a incompetência técnica,
somados a um comportamento inadequado, são cruciais no que tange ao processo de
demissão.
Jamais se pode olvidar que nos dias atuais, torna-e cada vez mais freqüente a
preocupação com o comportamento e a atitude, pois, sabe-se que estas variáveis
podem derrubar qualquer profissional, posto que apenas cumprir metas não garante
sua permanência na empresa em que atua. É sabido que nos dias atuais o
profissional necessita ter inteligência emocional, deve também saber lidar com
as pessoas assim como deverá saber lidar com a instabilidade, sendo um
profissional pró-ativo em meio a esta era do terceiro milênio, sendo flexível e
humilde o bastante para saber conduzir o seu departamento e/ ou empresa como um
maestro que rege uma orquestra, em plena sintonia.
O fato é que, vários são os motivos que impulsionam um colaborador a “namorar”
outra empresa e a pedir demissão, dentre os quais citamos alguns: a busca por
melhores possibilidades, a falta de perspectiva de crescimento dentro da empresa
em que atua, a falta de harmonia no departamento e/ou empresa, a falta de
educação, bem como o comportamento e a atitude de seu superior, uma vez que este
não sabe exercer com maestria seu papel de liderança, não sabendo se relacionar
e nem a valorizar os seus pilares, que são as pessoas que fazem parte da
empresa.
Interessante lembrar que, o “casamento para toda a vida” entre empresa e
colaborador se vê ameaçado em meio a competitividade e a globalização do
mercado. Hoje o colaborador pode “morrer” de amor pela empresa em que atua, mas,
se verificar novas possibilidades de desenvolvimento, bem como de crescimento,
em outra empresa, se “divorcia” da empresa em que exerce suas funções, migrando
fácil para a outra empresa, em busca de “novos horizontes”.
Em face do exposto, torna-se interessante conscientizar-se que, em meio à lei da
sobrevivência e do “salve-se quem puder” este “divórcio” ocorre de maneira bem
fácil também por parte da empresa no que tange a demissão do colaborador. Um
exemplo clássico desta prática é quando o colaborador falha e sua falha
determina a posição da empresa no mercado; assim, o colaborador ajudou a empresa
anos e anos se doando , se entregando à execução de suas tarefas,contribuindo
para com a ascensão,assim como com a permanência da empresa no mercado, mas em
um dado momento em que falhou e sendo esta falha crucial à posição da empresa no
mercado, a empresa não pensa nos benefícios advindos deste colaborador em tempos
passado, não perdoando seu erro, desligando-o imediatamente do quadro.
Como se vê, em um momento de demissão, o que o profissional deve fazer em meio
às “tempestades” deste percurso é manter-se calmo, verificando os prós e os
contras, procurando analisar e avaliar friamente em que “pecou”, quais os seus
pontos fracos que poderão ser convertidos em pontos fortes, procurando assim,
além de desenvolver, crescer e “amadurecer” com as falhas, não se deixando
abater, “cair” e/ou desanimar-se, pois, neste momento, é preciso estar de cabeça
“fria” e “erguida”; somente assim ele conseguirá pensar, refletir, analisar e
transpor os obstáculos , fazendo destes os degraus para sua subida e dessa
forma, tornando esse período que deveria ser um fardo em um momento de
desenvolvimento e crescimento advindo da confiança em si próprio.
Importante ressaltar, que em meio a essa tempestade o colaborador mantenha o
equilíbrio emocional, não se deixando levar pela depressão, pelo desequilíbrio e
crises emocionais que porventura estarão a lhe espreitar, pois estes sentimentos
iriam apenas a um desequilíbrio, impedindo assim, de pensar de forma
inteligente.
Conclui-se, então, que o importante é reconhecer erros, falhas e reerguer a
cabeça, e assim se tornar novamente vitorioso.
Por outro lado, quando o colaborador solicita seu desligamento da empresa onde
atua, a empresa inteligente deve procurar saber e entender o motivo que o levou
a fazer tal pedido de demissão, analisando e refletindo sobre o mesmo, pois, se
porventura a causa for “recheada” de falhas advindas da empresa, estas deverão
ser corrigidas de maneira imediata, evitando-se assim futuros transtornos. Neste
momento o gestor deve agir com extrema objetividade, transparência e
profissionalismo, orientando e apoiando o colaborador no que for preciso, mas,
sem se deixar levar pelas emoções, muito menos pelo vínculo criado com o
colaborador se no caso existir; assim, o processo demissionário ocorre de forma
mais tranqüila e menos traumática para ambos.
Em termos gerais, torna-se interessante relembrar que, em meio a um processo
demissionário, é preciso haver transparência e sinceridade, evitando-se a todo
custo a hostilidade. É preciso ter em mente que a hostilidade irá contribuir
para trazer além da animosidade entre as partes, ”cicatrizes” que permanecerão
para sempre. Muitas empresas são alvos de processos judiciais nesse momento,
momento esse onde predominou a hostilidade, em vez de um desligamento sincero e
honesto, ainda que o processo de demissão tenha sido desfavorável ao
ex-colaborador.
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Marizete Furbino
Quinta, 4 de Setembro de 2008
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"
Antoine de Saint-Exupéry
É sabido que todo cuidado predispõe de afeto, apreço e principalmente do querer.
É essa vontade que se torna sede insaciável e que impulsiona o agir em prol da
mudança necessária para que se consuma de fato o cuidado.
Interessante notar que somente sabemos cuidar do outro e/ou da empresa em que
atuamos, se aprendermos a cuidar primeiro de nós mesmos.
Torna-se necessário repensar o cuidado que cada colaborador tem e/ou deveria ter
para com a sua empresa. É bem verdade que, quando amamos, além de preocuparmos
com, cuidamos de, e isto faz toda a diferença dentro da empresa em que atuamos.
É preciso que fiquemos “antenados” com relação às relações interpessoais; ter
respeito e afeto pelo colega de profissão é fator indispensável para que
consigamos um ambiente onde prevaleça a harmonia entre os participantes e como
conseqüência a conquista e o alcance da tão esperada produtividade, eficiência e
eficácia.
O cuidado e o zelo pela empresa por onde você atua denota amor, carinho e
significado, e isto faz todo um diferencial, uma vez que o resultado advém do
cuidado. Criar e implementar essa cultura dentro da empresa torna-se
imprescindível.
A parceria e a cumplicidade são dois grandes pilares que dão sustentação ao
cuidado, e estas variáveis, quando entrelaçadas, produzem um só resultado:
sucesso, sucesso e sucesso, já que quando se tem parceria e cumplicidade, existe
dedicação, paixão, amor, zelo, cuidado, responsabilidade, comprometimento e
envolvimento no que se propõe a fazer.
Sabendo-se que o mercado, neste terceiro milênio, encontra-se cada vez mais
exigente, torna-se de suma importância repensar nossos valores, comportamentos e
atitudes, diante de tudo, diante de todos, uma vez que os mesmos é que definirão
nossa sobrevivência no mercado. Na era em que vivemos, além do conhecimento
técnico e talento, valorizam-se muito as habilidades e as atitudes dos
profissionais.
Importante salientar que, em meio a este processo, fazer o marketing interno da
empresa é essencial, pois, através deste, todos os envolvidos terão conhecimento
da missão e visão organizacional, anseios e necessidades da empresa, e a partir
daí, poderão somar forças, talentos, habilidades e conhecimentos, se
interagindo, se inter-relacionando e se integrando, em prol dos resultados
desejados.
Neste contexto, é importante ressaltar que, quando amamos o que fazemos, além de
sentirmos imensa responsabilidade em cuidar e zelar pelo que nos propusemos a
fazer, lutamos pela melhoria contínua, sobrevivência e ascensão da empresa em
que estamos inseridos; portanto, querer cuidar, torna-se fundamental .
Assim sendo, quando se cuida da empresa, além das atribuições serem
desenvolvidas de forma exímia, agrega-se valor ao que se faz, e por
conseqüência, conquista-se maior “fatia” do mercado, permitindo assim que a
empresa, em meio a tanta competitividade, se solidifique.
Uma empresa que zela pelo cuidado, conduz o colaborador a atender às reais
necessidades e expectativas da mesma, tendo como base os valores e princípios a
serem zelados e disseminados; por conseguinte, isso leva a uma maior
produtividade e melhor tomada de decisão, uma vez que está imbricado em todo o
processo organizacional.
Nessa mesma linha de discussão percebe-se que, implantado essa cultura, a
empresa só tende a ganhar, pois criará um ambiente de trabalho diferenciado. É
esse ambiente que irá propiciar os colaboradores a terem harmonia e a atuarem
com motivação, preocupando-se muito quanto aos seus comportamentos e atitudes,
zelando sempre pela confiança, transparência, honestidade, ética, sinceridade,
companheirismo, cumplicidade, amor, comprometimento e envolvimento, que somados
com talentos, habilidades e conhecimentos, levarão a empresa a liderar o ranking
no que tange ao seu segmento no mercado.
Nota-se que a empresa que cuida, zela pelo colaborador, importando-se com suas
necessidades e expectativas. Com essa diretriz ela investe, valoriza, capacita e
cuida para manter os seus pilares, pois os reconhece como sendo seu maior ativo
intangível, que além de contribuir para o desenvolvimento e crescimento da
empresa, contribui para sua ascensão e permanência no mercado; assim, valoriza
os seus talentos, evitando-se desta forma a migração de seus grandes
profissionais para outras empresas após tanto investimento.
Definir a política, bem como a cultura organizacional, tendo a preocupação de
cuidar bem das pessoas, constitui uma das atribuições do Departamento de
Recursos Humanos que, através de sua competência, irá assessorar os demais
departamentos, desempenhando de forma exímia assessoria, conduzindo assim a
empresa ao desenvolvimento e crescimento.
Finalmente, é necessário conscientizar-se que a empresa é composta por pessoas,
e são elas seu precioso patrimônio; portanto, cuidar das pessoas que fazem parte
da empresa é mais do que uma obrigação, pois, quando se cuida, tem-se
colaboradores satisfeitos, maior produtividade, maior qualidade, maior
criatividade, maior envolvimento e comprometimento, o que gerará o rebento
denominado sucesso.
Ainda é prudente acrescentar que os colaboradores devem atender às reais
expectativas e necessidades da empresa, pois não existe espaço no mercado para o
funcionário ser mais ou menos; então, é preciso conscientizar-se que em meio a
tanta competitividade o colaborador deve fazer seu diferencial na empresa onde
atua, pois, se não executar suas atribuições de maneira exímia, poderá ser
esmagado pelo mercado em um curto período de tempo, sofrendo na pele todas as
conseqüências possíveis.
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Sergio Canossa
Sexta, 22 de Agosto de 2008
Programas de qualidade, de motivação, de liderança e tantos outros pautam o
sucesso de implementação no comprometimento da direção / gestão das organizações.
Não importa o segmento em que estas organizações atuem se não houver recursos e
envolvimento de quem está sob o seu comando é certo que o caminho do fracasso
está aberto. Uma questão que surge é como estes super-homens poderão cumprir
tamanha missão. O fato é que ao ascenderem à tais posições tornam-se referência
e suas decisões passam a ter impacto na vida de todos que estão interligados à
hierarquia. O “andar de cima” transforma-se num paraíso e todas as preces são a
ela dirigidas na expectativa de sucesso para as atividades que ocorrem. Se as
vendas estão baixas é porque a direção não liberou recursos para aquele inovador
programa de treinamento em vendas ou ainda não aprovou aquele novo recurso
tecnológico a ser incorporado em nossos produtos para se igualar aos
concorrentes. Se a qualidade não atinge os objetivos é porque não há
comprometimento de todos e a direção deveria participar mais e dar exemplos. Se
a motivação está em queda é devido ás atitudes da direção que deveria estimular
a todos.
Afinal de contas, que tipo de super-homens são esperados para ocuparem as
posições de decisão nas empresas? Deles tudo é esperado, tudo é solicitado.
Acima somente Deus. Quando não podem resolver torna-se último recurso recorrer a
Deus. Se bem que alguns gestores colocam-se lado a lado com Deus... Polêmicas à
parte, gestores são seres humanos, limitados que são, e que, deveriam extrair
resultados de suas equipes. Não são eles que fazem ou dizem como fazer. São eles
que questionam sobre as melhores alternativas, dão diretrizes e provêem
condições para se faça; mas como podem estar envolvidos em tantas
responsabilidades sem terem conhecimentos e habilidades para todas? Qualidade,
liderança, motivação, meio ambiente, engenharia, manutenção, compras, produção,
vendas... a lista continua indefinidamente. Que resposta mágica é esperada para
que sejam providos do dom divino de fazerem milagres?
É de nossas culturas que esperemos os líderes para agir. É expectativa que estes
líderes chamem a responsabilidade para si. O problema é que todos os lados
esperam demais uns dos outros. O líder espera que os seus liderados compreendam
como que por encanto suas posições e como autômatos simplesmente façam, afinal
de contas não há tempo a perder e não dá para ficar explicando tudo para todos.
Os liderados, ainda que saibam como fazer, não se sentem autorizados, aguardam o
líder supremo para agir conforme orientações. Afinal de contas, manda quem pode
e obedece quem tem juízo, diz o ditado popular. Assim uns fingem aceitar outros
fingem mandar. E quando os resultados não são satisfatórios volta a pergunta:
como os líderes podem estar comprometidos com este programa?
Uma das grandes falhas dentro das organizações é tratar tais assuntos como
programas, projeto, enfim uma caixa preta que será desvendada por especialistas
quando o avião cair. Infelizmente é assim que ocorre. É preciso fazer com que
tais conhecimentos venham a fazer parte do DNA da organização, ser efetivamente
inseridos na cultura desta organização, serem respirados dia-a-dia em todos os
ambientes e níveis hierárquicos. Para isto devem ser tratados como um meio e não
como um fim. O primeiro impacto dos resultados de quaisquer destes programas em
geral é alto, o problema está em sua continuidade. Sendo uma tarefa, uma
atividade à parte, com os primeiros resultados deixam de ser prioridade e passam
a ser executados apenas quando cobrado pelo cliente ou por alguém relevante. Se
tornarem filosofia de trabalho, se a organização tiver formas de usar em suas
ações rotineiras certamente a continuidade se dará. E como fazer isto?
A verdadeira missão do líder, do gestor, é assumir publicamente que confia e
depende de sua equipe. As suas decisões são de fato baseadas nas informações que
recebe. Portanto, necessita delegar e estar assessorado por pessoas competentes,
que saibam como realizar cada um daqueles assuntos. O líder deve integrá-los à
missão e planejamento estratégico da organização. Objetivos e metas devem ser
estabelecidos. Porém, o principal objetivo é como usufruir dos benefícios destas
metodologias ao longo do tempo. Com isto, uma oura decisão é sobre quais delas a
organização fará uso. Ainda que seus clientes exijam é preciso avaliar possíveis
conflitos e impactos com a filosofia presente e decidir sobre o que fazer.
Decisão tomada, digamos pela implantação, é preciso estabelecer fases que
iniciam com a própria implantação e vão à consolidação. Na implantação
encontram-se os modelos difundidos que visam apresentar a metodologia e trazer
os primeiros resultados. A consolidação, por sua vez, tem como objetivo
tornar-se parte integrante da organização e deixar de ser a caixa-preta dos
programas para transformar-se em atitude de cada um no dia-a-dia. A consolidação
traz resultados de longo prazo e são pequenos ganhos que somados devem
proporcionar resultados significativos para a organização.
Um ponto importante a se considerar é o fato de programas proporcionarem
impactos – esta é a missão deles. Depois, devem ser substituídos pelas ações
e, nesta hora, os profissionais competentes designados pelos líderes devem fazer
valer o diálogo com todos os envolvidos considerando sempre as oportunidades
para manter ativo os conceitos aprendidos e, continuamente capacitar novos
participantes. É assim que se persiste uma filosofia de trabalho. Não podem ser
deixado de lado porque todos acreditam no seu benefício. Portanto:
- O líder deve assumir que depende da equipe;
- O líder deve delegar e não tentar fazer;
- O líder deve ser assessorado por pessoas competentes e, são estas que deve
escolher;
- A metodologia deve ser integrada à missão e ao planejamento estratégico;
- Objetivos e metas de longo prazo devem ser estabelecidos;
- Benefícios devem ser usufruídos ao longo do tempo, por muito tempo;
- Escolha as metodologias que se aplicam a sua organização e, faça com que seja
a alma de tudo o que fizer;
- Lembre-se: programas são temporários e de alto impacto, consolidação é
permanente e de resultados contínuos;
- Capacite continuamente os envolvidos e traga novos participantes;
- Acima de tudo acredite na metodologia.
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Marizete Furbino
Quarta, 25 de Junho de 2008
"Um marido é o que sobra de um amante depois que o nervo é extraído." (Helen
Rowland)
O jogo de interesses advindos de um casal é uma realidade, e tem assolado muitos
casamentos, conduzindo-os a médio e em longo prazo a um verdadeiro caos, uma vez
que se torna indômita tal relação.
Em meio a essa relação ganha-ganha, o que prevalece é o ter e não o ser, ou
seja, você possui valor pelo que tem e não pelo que você é, fato real e
lamentável. É de suma importância salientar que valores, princípios, caráter e
amor ficam à mercê nessa relação marcada por interesses.
Oportuno salientar que, além de conduzir o casal a uma perfeita desarmonia, este
tipo de relação leva de forma muito rápida ao sofrimento da mulher, à tristeza
constante, carência e a uma maior fragilização, onde o casal, em um período de
médio e de longo prazo, passa a viver mantendo apenas o que denominamos de
relação marcada por aparência, uma vez que sua relação afetiva encontra-se
totalmente fragilizada, comprometida e destruída; assim, é necessário lembrar
que, além dos malefícios advindos desta relação, esta relação ganha-ganha não
tem qualquer estabilidade, uma vez que seus esteios se apodrecem de forma muito
rápida.
Desta forma, tal relação ganha-ganha deveria ser assim denominada de perde-perde,
pois o que se observa são somente perdas, uma vez que o casal está perdendo o
tão precioso tempo, não aproveitando os momentos e oportunidades que a vida lhes
oferece com amor e harmonia, não se tornando uno na trilha do destino.
Assim, os casamentos caracterizados por esse interesse financeiro sempre
acarretam dificuldades extras, uma vez que inexiste uma relação de amor entre o
casal e sim uma relação de mera transação comercial onde, além de prevalecer uma
forte negociação, e como tal deve ser assim tratada, possui nitidamente seu
preço, pagamento e resgate. Ao final, o que se percebe é que nessa "união"
advinda desse jogo de interesses o estilo de negociar desempenha um papel
decisivo, conduzindo-o ao sucesso e/ou ao fracasso de forma temporária, não
deixando de constituir por si só um obstáculo à real satisfação conjugal,
levando o matrimônio a inúmeras insatisfações e a destruições. O que era para
ser belo deixa de existir, uma vez que não existe de fato entre o casal a
verdadeira união.
Se por um lado a mulher não é capaz de sublimar o amor bem como a paixão e o
compromisso para com o marido, uma vez que seu foco é o interesse financeiro,
inicia assim novas relações afetivas com outros homens, tendo inúmeros amantes
em sua "lista". Por outro lado o homem, não enxergando tal verdadeira relação de
interesses, fica ludibriado com a mesma, investindo, apostando e depositando
todas as "fichas" nesse relacionamento, o que, com o passar do tempo o torna
vulnerável, um fraco, passando cada vez mais a guardar e a armazenar em seu eu
inúmeros ressentimentos, o que o leva a perder o amor próprio e, na tentativa de
recuperar o relacionamento enxergado pelo mesmo como já "perdido" é visto pelos
outros como encrenqueiro, chato, inconveniente, uma vez que "perde" o chão,
iniciando uma luta ferrenha em prol da conquista do mesmo, não dando conta de
controlar suas ações e emoções. Em meio a tantos conflitos, se deparando em um
verdadeiro caos.
Importante ressaltar que a auto-estima da mulher nesse tipo de relação acaba com
o tempo ficando comprometida, pois essa relação de dependência acaba por gerar
com o tempo um tremendo "mal-estar", um desgaste desnecessário, uma vez que a
mulher acaba por se colocar abaixo do que realmente é, não enxergando, e muito
menos valorizando o seu potencial.
Somados a isso, é preciso salientar que existem três pilares que contribuem no
que tange à sustentação de um relacionamento e que são: confiança, transparência
nas ações e muito amor.
Por concluir, estamos seguramente convencidos de que, quando a mulher se
conscientiza de que o marido é apenas marido e não um mero vínculo empregatício,
a mesma busca as forças interiores que possui, "arregaça as mangas" e parte para
luta em prol de sua vida profissional, valorizando-se a si mesma, bem como seus
talentos, conhecimentos, habilidades e atitudes diante da vida, diante de todos;
assim, em meio a tantas mudanças e de cabeça erguida, deslancha no mercado de
trabalho, sendo capaz de enfrentar todo e qualquer obstáculo que porventura
venha surgir em meio à caminhada, conquistando seu espaço e respeito no mercado;
por conseguinte, os ombros do marido tende a ficar mais leve, e o que se observa
é que na vida conjugal passa a reinar uma verdadeira harmonia e união, isenta de
quaisquer interesses financeiros.
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