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Tudo é tão difícil...

Quinta, 2 de Outubro de 2008
Certamente em algum momento de sua vida você já fez comentários semelhantes a este. Em seu ponto de vista você não é reconhecido pelo que faz? Não recebe quanto merece? Não é lembrado na hora das promoções? Não possui os mesmos benefícios que alguns amigos? Trabalha mais que todo mundo e acaba tendo que fazer o que ninguém quer?

Se não é reconhecido pelo que faz, você pode não estar sabendo mostrar suas qualidades da maneira correta e demonstra simplesmente ser um funcionário realizando alguma tarefa específica que cabe exclusivamente a você.

Se julgar que não recebe o quanto acredita merecer, pode estar supervalorizando um salário inexistente no mercado ou confundindo suas despesas com o valor que você realmente merece para trabalhar em determinada atividade. E se seu colega faz o mesmo que você e recebe mais, tenha certeza de uma coisa: tudo tem uma razão. Ele se diferenciou em algum momento ou na pior das hipóteses fez um marketing pessoal melhor que o seu e soube valorizar as habilidades e competências que desenvolveu.

Seu nome não estava na lista dos promovidos? Mais um sinal de que alguma coisa não está ocorrendo corretamente com suas atitudes. Com certeza não há uma conspiração cósmica atuando contra você.

Quem não é visto não é lembrado. Se você não realiza algo novo, não se sobressai e não produz resultados diferenciados corre um grande risco de não apenas ser excluído da lista dos promovidos, mas estar incluído na relação dos demitidos. Realizar o que deve ser feito qualquer um pode fazer, não é? E você se identifica como qualquer um?

Você sempre trabalha mais que todos? Faz dezenas de horas extras a mais que outros durante a semana? Talvez falte foco. Se todos terminam suas atividades e honram seus compromissos, pode ser que não trabalhem a menos e sim sejam mais organizados. Sabem exatamente o que e como precisam realizar suas atividades. De quanto tempo necessitam, organizam-se criando rotinas para acessar a internet, e-mails, ler jornais e revistas, hora do almoço e lanche, etc.

Organize-se. Defina prioridades. Mantenha o foco em suas metas e atividades mais relevantes. Com algumas rotinas pré-estabelecidas você poderá otimizar o tempo, aumentar a produtividade e conseguirá se dedicar a outros projetos.

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PROFISSIONAIS DE MARKETING E AGÊNCIAS

Quinta, 10 de Abril de 2008
O Meio & Mensagem e o Ibope Inteligência divulgaram, na semana passada, resultados de uma pesquisa inédita sobre o profissional de marketing. Foram entrevistados profissionais que exercem funções de gerentes, coordenadores, diretores e vice-presidentes, nas regiões sudeste, sul, centro-oeste e nordeste.

A pesquisa procurou identificar os principais atributos que o profissional deve possuir e os principais aspectos que conduzem ao sucesso profissional nessa área.

49% dos entrevistados acreditam que o profissional comprometido com resultados se sobressai mais que os demais. 48% acreditam que o conhecimento sobre o consumidor é essencial para se obter êxito no mercado, enquanto 42% citam a visão de negócios.

40% concluíram MBA, 9% mestrado e 1% doutorado. Administração (32%), Marketing (27%) e Publicidade (27%) são as principais formações.

No entanto, um dos dados que mais impressiona é o índice de satisfação, ou de insatisfação, desses profissionais com suas agências. 46% das empresas em que atuam os profissionais entrevistados trocaram de agência nos últimos dois anos. E 34% deles conferiu uma nota inferior a 5 em uma escala de 0 a 10.

O principal entrave nessa relação é mensurar os resultados. Executivos de marketing são responsáveis por gerar resultados, com uma imensa cobrança por conta disso. E desejam que suas agências promovam esses resultados. Contudo, muitas vezes esses resultados não são tão simples de serem avaliados.

Há um outro fator também, que advém justamente da complexidade do mundo moderno e das novas mídias, o que alimenta nos executivos de marketing o desejo de trabalhar com ferramentas que muitas vezes as agências ainda não dominam especialmente aquelas relacionadas com a internet e suas comunidades virtuais. Essa dificuldade leva a uma multiplicidade de fornecedores, que nem sempre trabalham de forma integrada, por vezes até gerando conflitos de estratégias.

O maior desafio, no entanto, encontra-se na questão da remuneração ligada ao desempenho. "Hoje as agências ganham, independentemente de os objetivos traçados inicialmente serem ou não alcançados", afirma Zeca Vieira, diretor de marketing da SulAmérica Seguros. Algumas agências já começaram a desenvolver padrões de remuneração dentro dessa linha de pensamento, mas a discussão ainda deve ser aprofundada.

Anunciantes são de vênus e agências são de marte? Claro que o conceito não é esse. Existem, sim, alguns pontos de conflito nessa relação pautada pelo risco e por uma enorme pressão por resultados - de ambos os lados. Contudo, a interdependência entre eles não pode, e não deve, ser esquecida.

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Os Desafios da Motivação

Quarta, 30 de Maio de 2007
"O segredo da existência humana consiste não somente em viver, mas ainda encontrar o motivo para viver" Dostoievski

A motivação ainda é um grande desafio para as empresas, e cada vez mais deve ser preocupação pois é o combustível que nos faz funcionar.
Por meio da motivação há melhoria nos processos internos, dos produtos, envolvimento e comprometimento.
Quando a empresa realiza pesquisa de satisfação, é visível que a produtividade aumenta, quando as pessoas são motivadas de forma particular, através do desenvolvimento de suas capacidades, do reconhecimento dos objetivos, das tarefas e de seu valor, tanto por parte da chefia como pelo grupo que pertence.
Não esquecendo da recompensa através do seu salário, premiações, entre outras coisas etc.
Hoje o valor do trabalho está passando por transformações e sofrendo uma quebra de seus paradigmas. Cada pessoa deve ser motivada de forma diferente, pois cada qual tem necessidades e emoções distintas. O homem é um ser insaciável, uma vez satisfeita uma necessidade, automaticamente surgirão outras, por isso, é importante que a empresa diversifique os benefícios, adequando-os de acordo com as necessidades dos funcionários.
Muitos empresários acreditam que a motivação é obtida através de salários, além disso costumam dizer: "Aqueles que não estiver contente, que vá buscar outra oportunidade melhor outra oportunidade melhor. Isso é muito perigoso para a empresa. Em uma dessas vezes, o funcionários sai, encontra e convida os demais criando a ciranda da desmotivação interna.
Podemos dizer que o envolvimento e a motivação das pessoas com seu trabalho, tem diminuído com o passar dos tempos ou vêm sofrendo um pseudo aumento, principalmente, considerando o medo de perder o emprego ou realizando atividades por obrigação, sem sentido.
Antigamente, vivíamos num contexto diferente, onde as pessoas dedicavam-se de corpo e alma ao trabalho e estavam dispostos a encarar desafios.Com o passar do tempo, houve uma mudança. Um os aspectos críticos da motivação é a redução ou o excesso na jornada de trabalho levando a uma saturação psicológica do trabalhador.
Hoje o desafio do profissional de recursos humanos é motivar as pessoas a crescerem, juntamente com a organização. Caso isso não aconteça, o caos estará instalado.
Não adianta somente oferecer panacéias de benefícios no final do ano, como churrascos, cestas de natal ou outros benefícios.
Com esses recursos, o processo motivacional funcionará somente por um curto período.
É preciso pensar no que o funcionário gostaria de ganhar e não o que você gostaria de dar.
Nessa situação temos que ser flexíveis para mantermos competitivos, assim como os benefícios oferecidos pelas organizações. A motivação precisa ser encarada como forma de valorizar o funcionário, que deve se sentir parte integrante da empresa e não simplesmente um seguidor de regras.
Outro dia estava almoçando com um cliente, e na empresa estão com um programa de benefícios diferenciado, há um rol de benefícios obrigatórios e um outros optativos.
No rol dos optativos está a Bolsa de Estudos, questionei os motivos e assinalei o seguinte cuidado: Será que vocês não estão "matando" a competência, inteligência da organização colocando-o como optativo? Deverá ser incentivado o uso deste benefício.
Para que a motivação funcione é preciso que o funcionário esteja , também, disposto a se motivar, vontade de trabalhar, principalmente que goste do que faz.
O papel da empresa nesse processo é o de propiciar condições e incentivos. Neste momento devemos supor que as necessidades básicas, tais como moradia, alimentação, saúde, transporte, estão sendo supridas satisfatoriamente , apesar de não garantirem a motivação, somente mas evitando apenas a insatisfação.
Para garantir a motivação, é preciso outros estímulos, como integração social, valorização pessoal e profissional. Isso será possível através de treinamento que propicie seu desenvolvimento, a aquisição de novos desafios, possibilidade de criação de novos métodos de trabalho, serviços, produtos, etc.
Cabe ressaltar que o relacionamento com os colegas de trabalho e chefia é um fator importantíssimo na motivação.
Outro fator importante é o relacionamento com os colegas de trabalho e chefia. O que percebemos, é que nem sempre os chefes ou líderes estão preparados para motivar sua equipe, haja visto o que presenciamos durante os treinamentos.
Com pequeno investimento em treinamento determinadas atitudes podem ser modificadas, tanto por parte das chefias quanto da equipe de trabalho.
Neste caso, os programas de incentivos poderão ser uma ferramenta poderosa da motivação, possibilitando a melhoria na produtividade, o aumento e o comprometimento dos colaboradores.
Outro aspecto que se sobressai no ambiente organizacional é a competição. Ela dará bons resultados quando bem administrada.
A formação de líderes e a estimulação da criatividade também são aspectos importantes para as organizações. Assim, é necessário das liberdade para o funcionário criar novas formas de trabalho, produtos e serviços, proporcionando o comprometimento com a empresa.
Quando as organizações negam a possibilidade de criar o resultado é o descomprometimento, desmotivação e o emburrecimento generalizado.
Nos programas de treinamento que desenvolvemos, percebemos que há vários funcionários que gostam de desafios e são criativos, mas muitas vezes são desestimulados pela equipe de trabalho, chefias centralizadoras.
O medo de errar e da punição é predominante na maioria dos cenários das organizações. É importante lembrar que o indivíduo criativo é regido pela auto realização, está atento a tudo o que acontece. Além disso busca desafios, cria o novo, busca soluções criativas para os problemas, tornando-se motivante e auto motivador.
O desafio ao uso da criatividade no trabalho leva à motivação, favorecendo a participação ativa. Quando se bloqueia a inteligência criativa há o desinteresse de participar, opinar e envolver-se mais.

Motive por metas

Estabeleça metas claras e atingíveis. Pouco adianta uma meta inatingível, ou facilmente atingível, no lugar de incentivar gera frustração, elas deverão ser desafiadora;

Divulgue a todos- Estabeleça a regra do jogo para todos , não importa quantas pessoas participam do programa, e possibilite meios de atingir as metas. Estimule a criação de slogans, campanhas, etc;

Propicie condições físicas, tecnológicas, materiais e psicológicas para a conquista;

Envolva- Há metas que abrange somente um departamento, outras vários, ou até a empresa toda;

Propicie um clima interno de incentivo- Por intermédio de quadro de aviso, intranet, lembretes, exemplos: se o primeiro classificado for ganhar uma viajem para uma cidade de praia, poderá colocar fotos da praia, pessoas se divertindo, no quadro, música do lugar, bonés do local, etc;

Distribua prêmios adequadamente- Saiba que existem pessoas que possibilitaram para que outros atinjam a meta, pois há trabalhadores que não são notados: ex. auxiliares, secretárias, etc;

Comemore- Formalize o acontecimento através de um jantar, uma festa, reunião comemorativa, etc, guarde surpresa quanto aos primeiros ganhadores.

Maria Inês Felippe: Palestrante, Psicóloga, Especialista em Adm. de Recursos Humanos e Mestre em Desenvolvimento do Potencial Criativo pela Universidade de Educação de Santiago de Compostela - Espanha. Palestrante e consultora em Recursos Humanos, Desenvolvimento Gerencial e de equipes, Avaliação de Potencial e competências. Treinamentos de Criatividade e Inovação nos Negócios. Palestrante em Congressos Nacionais e Internacionais de Criatividade e Inovação e Comportamento Humano nas empresas. Vice Presidente de Criatividade e Inovação da APARH.

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E-mail: mariaines@mariainesfelippe.com.br