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O Jacaré vai morder!

Quarta, 24 de Setembro de 2008
“...até um pé no traseiro te empurra para frente”
Jack Welch CEO da General Electric nos Estados Unidos


Seu comportamento, assim como sua atitude, podem levá-lo à demissão. Seu talento, assim como seu conhecimento, podem perder o significado diante do individualismo, assim como do egoísmo, da perversidade, da maldade e da arrogância, tendo em vista que todos da organização do século XXI deverão ter em mente que não há espaço no mercado para estes comportamentos e atitudes, uma vez que em meio a esta era, o que tem maior significado é o saber compartilhar, saber conviver, enfim, saber somar.

Importante pensar que o profissional é selecionado pelo seu currículo, observando-se assim sua capacidade técnica; mas é demitido pelo seu comportamento, bem como, por sua atitude.

Destarte, a falta de produtividade juntamente com a incompetência técnica, somados a um comportamento inadequado, são cruciais no que tange ao processo de demissão.

Jamais se pode olvidar que nos dias atuais, torna-e cada vez mais freqüente a preocupação com o comportamento e a atitude, pois, sabe-se que estas variáveis podem derrubar qualquer profissional, posto que apenas cumprir metas não garante sua permanência na empresa em que atua. É sabido que nos dias atuais o profissional necessita ter inteligência emocional, deve também saber lidar com as pessoas assim como deverá saber lidar com a instabilidade, sendo um profissional pró-ativo em meio a esta era do terceiro milênio, sendo flexível e humilde o bastante para saber conduzir o seu departamento e/ ou empresa como um maestro que rege uma orquestra, em plena sintonia.

O fato é que, vários são os motivos que impulsionam um colaborador a “namorar” outra empresa e a pedir demissão, dentre os quais citamos alguns: a busca por melhores possibilidades, a falta de perspectiva de crescimento dentro da empresa em que atua, a falta de harmonia no departamento e/ou empresa, a falta de educação, bem como o comportamento e a atitude de seu superior, uma vez que este não sabe exercer com maestria seu papel de liderança, não sabendo se relacionar e nem a valorizar os seus pilares, que são as pessoas que fazem parte da empresa.

Interessante lembrar que, o “casamento para toda a vida” entre empresa e colaborador se vê ameaçado em meio a competitividade e a globalização do mercado. Hoje o colaborador pode “morrer” de amor pela empresa em que atua, mas, se verificar novas possibilidades de desenvolvimento, bem como de crescimento, em outra empresa, se “divorcia” da empresa em que exerce suas funções, migrando fácil para a outra empresa, em busca de “novos horizontes”.

Em face do exposto, torna-se interessante conscientizar-se que, em meio à lei da sobrevivência e do “salve-se quem puder” este “divórcio” ocorre de maneira bem fácil também por parte da empresa no que tange a demissão do colaborador. Um exemplo clássico desta prática é quando o colaborador falha e sua falha determina a posição da empresa no mercado; assim, o colaborador ajudou a empresa anos e anos se doando , se entregando à execução de suas tarefas,contribuindo para com a ascensão,assim como com a permanência da empresa no mercado, mas em um dado momento em que falhou e sendo esta falha crucial à posição da empresa no mercado, a empresa não pensa nos benefícios advindos deste colaborador em tempos passado, não perdoando seu erro, desligando-o imediatamente do quadro.

Como se vê, em um momento de demissão, o que o profissional deve fazer em meio às “tempestades” deste percurso é manter-se calmo, verificando os prós e os contras, procurando analisar e avaliar friamente em que “pecou”, quais os seus pontos fracos que poderão ser convertidos em pontos fortes, procurando assim, além de desenvolver, crescer e “amadurecer” com as falhas, não se deixando abater, “cair” e/ou desanimar-se, pois, neste momento, é preciso estar de cabeça “fria” e “erguida”; somente assim ele conseguirá pensar, refletir, analisar e transpor os obstáculos , fazendo destes os degraus para sua subida e dessa forma, tornando esse período que deveria ser um fardo em um momento de desenvolvimento e crescimento advindo da confiança em si próprio.

Importante ressaltar, que em meio a essa tempestade o colaborador mantenha o equilíbrio emocional, não se deixando levar pela depressão, pelo desequilíbrio e crises emocionais que porventura estarão a lhe espreitar, pois estes sentimentos iriam apenas a um desequilíbrio, impedindo assim, de pensar de forma inteligente.

Conclui-se, então, que o importante é reconhecer erros, falhas e reerguer a cabeça, e assim se tornar novamente vitorioso.

Por outro lado, quando o colaborador solicita seu desligamento da empresa onde atua, a empresa inteligente deve procurar saber e entender o motivo que o levou a fazer tal pedido de demissão, analisando e refletindo sobre o mesmo, pois, se porventura a causa for “recheada” de falhas advindas da empresa, estas deverão ser corrigidas de maneira imediata, evitando-se assim futuros transtornos. Neste momento o gestor deve agir com extrema objetividade, transparência e profissionalismo, orientando e apoiando o colaborador no que for preciso, mas, sem se deixar levar pelas emoções, muito menos pelo vínculo criado com o colaborador se no caso existir; assim, o processo demissionário ocorre de forma mais tranqüila e menos traumática para ambos.

Em termos gerais, torna-se interessante relembrar que, em meio a um processo demissionário, é preciso haver transparência e sinceridade, evitando-se a todo custo a hostilidade. É preciso ter em mente que a hostilidade irá contribuir para trazer além da animosidade entre as partes, ”cicatrizes” que permanecerão para sempre. Muitas empresas são alvos de processos judiciais nesse momento, momento esse onde predominou a hostilidade, em vez de um desligamento sincero e honesto, ainda que o processo de demissão tenha sido desfavorável ao ex-colaborador.

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A Próxima Fronteira

Quinta, 31 de Julho de 2008
Além da responsabilidade social (que inclui a responsabilidade ambiental), em breve as empresas começarão a se preocupar com sua responsabilidade espiritual no mundo -que nada tem a ver com religião-, incorporando em seu dia-a-dia o conceito de interdependência, presente na natureza, e a ferramenta da doação.

Prospectando uma nova e solidária economia mundial, o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton lançou recentemente o livro intitulado Dar [Giving no original, já traduzido em Portugal como Dar, mas ainda não publicado no Brasil], em que reformula o sentido do ato de "dar" como algo que embute uma relação custo-benefício positiva para todos e, assim, oferece um olhar inspirador sobre como cada um de nós pode mudar o mundo. Antes disso, o escritor argentino Jorge Luis Borges também havia mostrado que "dar" é o que importa, ao pedir que se lançassem pérolas aos porcos. No meio empresarial, será que não lidaremos com a mesma lógica neste novo milênio? Não será o ato de dar que nos fará crescer e lucrar mais, como empresas e como humanidade?

Diante disso, e longe de qualquer juízo de grandeza moral, coloquei a mim uma questão que pode parecer extravagante para muitos: o que os marketeers podem aprender com os doadores em geral, e particularmente com aqueles que ajudam os que vivem nas ruas [os sem-teto]? Por exemplo, qual sua motivação para dar? Qual seu retorno? Será que isso poderá inspirar os marketeers? Haverá de inspirar as lideranças das organizações de negócios?

Minha grande descoberta foi a de que, nas ruas, a economia depende principalmente do conceito de interdependência. Essa idéia implica que todos são, ao mesmo momento, provedores e tomadores, clientes e fornecedores. Apenas são outros os valores agregados: o afeto inclusivo, a proximidade real, a confiança mútua, a segurança capaz de granjear a paz interior. Assim, logo percebi que receber tais benefícios também são a motivação e a recompensa de quem os dá.

Como esse conceito se transportaria para o ambiente empresarial? Creio que no surgimento de um novo conceito de marketing relacional: o marketing interdependente. Ele se baseia num aspecto verdadeiramente inovador -o fato de que todos devem ganhar numa relação, e não apenas os diretamente envolvidos. A matemática, a química e a física há muitas décadas conseguiram provar que na natureza tudo está interligado e é interdependente. Como poderiam as empresas e o marketing escapar dessa realidade? Acredito que o marketing terá cada vez mais a aprender com a natureza, ela própria interdependente, e menos com a civilização.

Para a gestão de marketing na prática, isso significará a passagem de um marketing relacional com enfoque em parcerias estratégicas para a fundação de um marketing de comunidades, em que cada um contribui individualmente, não competindo nem cooperando, mas interdependendo.

As empresas deixarão de se ocupar em produzir e comercializar bens e serviços? Não. Mas permearão essa prática com outras baseadas na interdependência. Eis algumas projeções do que pode vir a ocorrer no ambiente corporativo transformado pela interdependência:

- Em todas as etapas de produção, desde a aquisição de matérias-primas, gestores e funcionários serão orientados a desenvolver e priorizar as "ferramentas" do afeto inclusivo, da confiança mútua, da segurança capaz de granjear a paz interior. Os elos da cadeia de fornecimento se transformarão em comunidades interdependentes.

- O mesmo acontecerá em todas as etapas de comercialização e chegada ao mercado: canais de vendas e consumidores finais se converterão em comunidades.

- As empresas até poderão doar um número de horas remuneradas a seus funcionários para que cultivem o relacionamento com essas novas comunidades.

- O lucro continuará a existir, é claro, mas também será utilizado para recompensar o comportamento interdependente e para cuidar das comunidades.

Se um gestor quiser entender de forma completa a idéia da interdependência nos negócios, terá de voltar à necessidade primária do ser humano: a auto-realização. Diferentemente da idéia propagada pela sociedade do conhecimento, em que se mostra fundamental "conhecer", a proposta central passará a ser "auto-realizar-se". Admito que não é fácil mudar a lógica, sobretudo nas sociedades ocidentais. É preciso desapegar-se um pouco de nossa sociedade atual para compreender esta frase: "Tudo que dei é meu, continua comigo. Tudo que restará no final será o que compartilhei". Será possível ter esse sentimento em relação ao que simplesmente compramos ou vendemos?

Madre Teresa de Calcutá afirmava que, "quanto menos temos, mais temos para dar", e na rua vemos isso claramente. Basta comparar o impacto que tem sobre nós um sorriso ou um abraço sincero com o impacto do consumo,que gera satisfação fugaz e temporária.

Para que isso aconteça no meio corporativo, contudo, talvez sejam necessários às empresas uma nova transparência de propósitos, novos valores e um novo enfoque relacional, traduzidos na criação de comunidades de proximidade real. Uma nova consciência para o mundo dos negócios terá, necessariamente, de passar pela responsabilidade de, como diria Mahatma Gandhi, sermos o exemplo que queremos ver nos outros. Mais uma vez usamos o verbo "dar" -nesse caso, dar o exemplo.

Por onde começar tamanha transformação nas empresas?, perguntará o leitor. Acreditar ser possível é o primeiro passo. Acreditar que você é parte da solução, o segundo. Entender que você é também parte do problema, o terceiro. O resto você já sabe. A esse respeito, Max Planck, um dos "pais" da física quântica, afirmou que à entrada dos portões do templo da ciência estão escritas as palavras: "Deves ter fé". Ter fé talvez não seja crer no que não vemos, mas criar o que não vemos.

A realidade que se vive nas ruas fez-me antecipar, ainda, o próximo passo, uma nova doutrina econômica aparentada a um capitalismo empreendedor elevado a seu expoente máximo de responsabilidade inclusiva. Nele, assim como na natureza, assistiremos ao retorno à natural evolução criativa, em que nos descobriremos todos maiores que a soma das partes. Além de jogarmos com a idéia de interdependência, passaremos a reconhecer no fator "impermanência" uma variável estratégica de oportunidade, cabendo à alta gestão potencializá-la, em vez de isolá-la como a uma bactéria nociva.

Perante uma humanidade que se debate entre os anseios de uma nova consciência nos negócios e buscas individuais de um sentido mais amplo para a existência, confrontamo-nos com novos ideais de espiritualidade. Só esta parece ser capaz de despertar o princípio organizador, totalizador, integrador de todas as potencialidades humanas. Como poderia ser diferente nas relações de consumo? Tudo na vida é uma doce responsabilidade, não mero jogo de sorte ou azar. Esse é um entendimento que, desde meados dos anos 80, vem dando origem à figura do gestor servidor.

Aristóteles, que nunca leu um livro de administração de empresas em sua vida, já sabia que somos aquilo que fazemos repetidamente. A excelência não é um ato, mas um hábito. O que falta então para romper com algumas de nossas rotinas? Acreditar que, além de desejável, é possível. Seguindo a máxima de São Francisco de Assis, deveremos começar por fazer o que é necessário, depois fazer o possível, e logo estaremos fazendo o impossível.

Entre aqueles que cuidam de quem vive na rua, muitos já perceberam que obedecem, agora, a novos paradigmas: o da interdependência e o do dar. A onda criada [na Europa e nos EUA] com movimentos como o Free Hugs (o nome, abraços grátis, é auto-explicativo) ou o Banco de Tempo (que prega a simples troca de tempo por tempo) veio a provar exatamente isso. Está, pois, lançado o mais nobre desafio aos marketeers: a gratuidade -ou, como dizemos cá em Portugal, a gratuitidade.

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O IMPORTANTE É DAR O PRIMEIRO PASSO

Quarta, 16 de Julho de 2008
Iniciar a vida profissional, em alguns casos é como se fazer uma longa caminhada descalço em uma estrada cheia de pedras. Quando nos acostumamos com as dores nos pés e achamos que nada pode ficar pior, aparece uma montanha para escalarmos. E lá vamos nós montanha acima, com os pés doloridos.

O primeiro emprego muitas vezes traz situações semelhantes para os novatos. Principalmente para aqueles que acabaram de entrar na faculdade e estão em busca de um estágio ao menos para adquirir a experiência exigida pelo mercado.

É neste momento que os conflitos se iniciam. Algumas empresas querem contratar estagiários não para poder formá-los com as características e propostas da organização mas por ser uma mão-de-obra com custo reduzido devido à menor incidência de impostos e direitos. Passam então a exigir algumas experiências anteriores, que muitas vezes, nem mesmo têm a ver com o que o aluno está cursando, mas que venham de encontro ao interesse da empresa.

Há também aqueles que acreditam que por estarem na faculdade irão trabalhar somente quando receberem a remuneração que definiram como meta, caso contrário, preferem não trabalhar. Mais um conflito se inicia: meta é algo que devemos buscar através de esforços e estratégias bem elaboradas e não uma condição única para a realização. Imagine como você faria para chegar a um destino sem dar o primeiro passo? É impossível.

Para se construir uma carreira sólida é preciso se dedicar, se especializar, fazer treinamentos, cursar idiomas, ler sobre as tendências e acontecimentos regionais, nacionais e mundiais e trabalhar muito. Há vários executivos, presidentes de multinacionais que iniciaram suas carreiras como office boys e após muitos anos, chegaram ao topo. Obviamente a jornada é longa, porém contínua. É preciso dar o primeiro passo e em seguida subir cada degrau confiantemente.

Mas, antes de dar o primeiro passo, é necessário definir o que se deseja fazer, em quanto tempo, como, a partir de quando e até quando. Trace os objetivos, metas e desejos. Faça um planejamento de seu projeto de vida e das estratégias que adotará para atingi-los. E caso em algum momento algo esteja em desacordo com o proposto, qual será sua estratégia de correção?

O tempo não volta. Erros são comuns, mas devem ser minimizados e utilizados como referência positiva para um aprendizado profissional. Não desista quando enfrentar as primeiras dificuldades, quando ouvir muitos "não" ou se demorar a encontrar as oportunidades desejadas.

A jornada realmente é longa e quase sempre dolorida, mas não é impossível de ser realizada. Esteja preparado para imprevistos, conheça as empresas às quais irá se candidatar, estude sobre o mercado em que elas atuam, compreenda as atribuições sobre as vagas para a qual se candidatou, seja sincero e acredite que você conseguirá a melhor oportunidade no momento certo. O importante é dar o primeiro passo.

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O PODER DO NETWORKING

Segunda, 7 de Julho de 2008
De acordo com Jeffrey Gitomer, autor de A Bíblia de Vendas, "fazer contatos é mera questão de ser amigável, de ter capacidade para se entrosar e de estar disposto a dar algo de valor primeiro". Quando você conseguir combinar esses três atributos, terá descoberto o segredo que há por trás dos poderosos contatos que levam a relacionamentos ainda mais valiosos.

De fato, no mundo dos negócios, as pessoas preferem fazer negócios com amigos, portanto, para galgar a escada do sucesso, muito mais do que estratégia, novas técnicas e formação educacional, você precisa mesmo é de amigos. E amigos de verdade, independentemente do grau de interesse, vão querer ajudá-lo sempre, por toda a vida.

Isso funciona muito bem entre turcos, libaneses, gregos, japoneses e judeus, basta observar. Você já testemunhou alguém dessa origem pedindo esmolas no sinaleiro? De uma forma ou de outra, eles estão sempre se ajudando, além de levantar cedo, não ter vergonha de ir para trás do balcão para vender roupas, fritar pastel ou ainda colher alfaces às cinco da manhã para vender na feira.

Em geral eles são muito unidos e, por ter vivido uma experiência amarga no passado – por conta de guerras, distanciamento da terra natal e perseguições de toda ordem - sabem que a união é um dos pilares da sobrevivência e também da prosperidade. Nós, brasileiros, por razões históricas, somos muito individualistas e acabamos competindo conosco mesmo e nunca tivemos uma cultura voltada para a união e o bom relacionamento. Em geral, temos dificuldades enormes de aplaudir o sucesso alheio, de ajudar e de torcer pelos amigos.

A questão é: até que ponto seus contatos são bons e podem ajudá-lo a subir na escada da vida? Eu, por exemplo, conheci um bocado de gente durante a minha trajetória de vida pessoal e profissional, nas empresas onde trabalhei, nas universidades onde lecionei e durante as palestras em que ministrei. Entretanto, se alguém me perguntar quão importante isso foi para estabelecer um relacionamento duradouro, creio que somente o tempo poderá responder a essa pergunta.

Quando você está tentando estabelecer contatos sólidos e duradouros, você deve estar disposto a oferecer algo de valor primeiro. Como fazer isso? Toda vez que encontrar alguém, em vez de ficar paparicando e tecendo elogios falsos simplesmente para agradar, disponha-se a ouvir mais e a ajudar de alguma forma. Pergunte sempre: como é que você pode fazer com que a pessoa se sinta bem depois de um simples contato contigo?

Essa simples lição faz você crescer em todos os sentidos. Fazer com que os outros se sintam bem, estar disposto a ajudá-los mediante um simples conselho e oferecer algo de valor sem pretensão de ganhar algo em troca é uma poderosa forma de ampliar o seu networking. Esse é um dos motivos pelo qual eu adotei o firme propósito de escrever e enviar uma mensagem de valor para milhares de pessoas semanalmente.

Penso que quanto mais pessoas estiverem afinadas com a minha forma de pensar e de agir, maior o meu nível de relacionamento e o número de contatos sólidos estabelecidos. Não faço isso toda semana para ganhar dinheiro e ficar rico, mas para que minhas mensagens sejam lidas no Brasil inteiro. De alguma forma, penso que o meu nível de relacionamento vai melhorar a cada dia. Leva tempo para construir uma boa rede de contatos.

Para Charlie "Tremendous" Jones, "a diferença entre sua situação atual e sua situação daqui a um ano será determinada pelas pessoas que você conhece e pelos livros que você lê." Com base nisso, tenha em mente o seguinte: a questão não é apenas quem você conhece, mas quem, de fato, conhece você. Criar valor para as pessoas na vida e no trabalho é também criar referência. Ser referência para os amigos e para os negócios é uma excelente maneira de aumentar o poder do seu networking.

Uma pergunta fundamental: como é que você gostaria de ser lembrado com freqüência? Como alguém que reclama ou alguém que resolve problemas, atrai coisas boas e gera valor para as pessoas ao seu redor? Quando você procura agregar valor ao mundo, as pessoas que fazem parte do seu círculo de relacionamentos são afetadas positivamente. Pode levar tempo, mas um dia elas acabam te dizendo isso, o que, por si só, compensa todo o esforço.

Proporcionar valor às pessoas significa, antes de tudo, oferecer primeiro antes de pedir. Em outras palavras, significa ajudar os outros para que, um dia, quando necessário, eles também se sintam inclinados a ajudá-lo. Nesse sentido, você precisa estabelecer um terreno comum, uma forma de aproximação com a pessoa que você deseja ter no seu círculo de relacionamentos. A melhor forma de fazer isso é oferecer valor primeiro.

Empregos, oportunidades de negócios, coisas boas em geral, surgem para aqueles que possuem elevado grau de relacionamento. Não adianta se rebelar contra isso. Por mais que você trabalhe, estude e se esforce, lembre-se de que a maioria das vagas disponíveis nas empresas é preenchida através de networking, ou seja, por indicação de amigos infiltrados dentro das empresas. O mesmo vale para os negócios.

As coisas que você diz e escreve e as perguntas que você faz combinadas com sua crença, paixão e atitude, são fundamentais para ampliar o seu nível de relacionamento. Confesso que melhorei bastante nesse sentido, mas ainda tenho muito que aprender. Ser conhecido entre amigos, clientes e fornecedores é um pré-requisito valiosíssimo para melhorar o seu networking.

Por fim, deixo aqui algumas dicas que aprendi a utilizar para ampliar o meu networking. Espero que isso o ajude de alguma forma. Leia e não esqueça que adicionar o meu e-mail e o meu site na sua lista de contatos. Não quero perder o contato contigo nos próximos 60 anos. Temos muito em comum e podemos nos ajudar mutuamente.

1. Quanto mais pessoas estiverem afinadas com o seu jeito de pensar e agir, mais chances você terá de ampliar o seu networking;

2. Não tenha medo ou vergonha de estabelecer um contato, mas tenha bom-senso; respeite a privacidade e a agenda de quem você deseja fazer contato;

3. Para fazer amigos e bons contatos, seja simples, sincero, jogue limpo e ofereça algo de valor primeiro;

4. Não se esqueça dos seus amigos de infância, de escola e de faculdade; interesse-se por eles e não perca o contato; o mundo é redondo e um dia você hão de se encontrar novamente;

5. Se você tem o hábito de oferecer algo de valor para pessoas ao seu redor, seguramente elas desejarão fazer parte da sua rede.

Por fim, as palavras de Gitomer encerram a nossa lição de hoje: "coisas boas vem para os que têm paciência e adotam medidas consistentes e persistentes para conseguir o que querem." Quanto maior for a sua rede de contatos, maior a chance de você obter ajuda e crescer profissionalmente.

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Criando e se alimentando de sua visão

Quinta, 15 de Maio de 2008
O chamado "planejamento estratégico" que é praticado por muitas organizações no sentido de se posicionarem melhor no ambiente competitivo, aborda vários pontos relevantes e determinantes para o sucesso organizacional hoje em dia. Um destes pontos é a chamada "Visão", que consiste em se projetar um ideal de futuro que sirva como propósito inspirador e motivador para as pessoas na empresa.

Da mesma forma, no planejamento estratégico pessoal, realizado individualmente, a Visão assume importância fundamental como suporte à caminhada, ajudando-nos a manter o ânimo frente aos obstáculos e dificuldades. Criar uma boa visão ajuda muito, mas é preciso saber fazer dela um alimento útil à alma para que realmente funcione.

Neste breve artigo quero compartilhar com você algumas sugestões para que sua "Visão de futuro" não seja apenas uma frase no papel, e possa verdadeiramente permear seu cotidiano e alimentá-lo para a jornada de cada dia.

1 - Muito cuidado e carinho ao criar sua visão
O objetivo da Visão dentro de um planejamento, seja na empresa ou na vida pessoal, é expressar de maneira clara e inspiradora aquilo que legitimamente se quer alcançar. Cuidado para não confundir suas expectativas com a dos outros, ou as "da moda".

Elaborar sua visão deve ser um exercício de sincera auto-investigação, procurando se desvencilhar de influências tendenciosas que possam levá-lo a pensar de maneira "leviana". Sua Visão é você no futuro, aonde quer chegar, para onde aponta seu coração verdadeiramente. Portanto, seja sincero!

2 - Procure construí-la em linguagem agradável e emocional
A Visão em um planejamento estratégico não é necessariamente forte por causa de seu apelo lógico e descritivo, e sim por seu apelo emocional e comportamental. É paixão! Sua visão tem que fazer sentido para você e te fazer brilhar os olhos. Não há uma forma absoluta ou "correta" de escrevê-la, o importante é criar uma frase que realmente o inspire. Vale criar um slogan, um grito de guerra ou até uma poesia. O importante é traçar um panorama que faça seu coração bater mais forte e que sirva de norteador de suas ações.

3 - Alimente-se dela constantemente
De nada adianta a visão ser linda e maravilhosa se você deixá-la na gaveta ou no Word. Visão é alimento que motiva! Se possível coloque-a em um lugar bem à vista, para que possa sempre se lembrar dela. Vale colar num mural e ir acrescentando ao lado imagens ou fotos que estejam relacionados a ela. O importante é que passe a fazer parte de você intrinsecamente, de forma plena e natural. Manter a "chama" acesa é a chave para não desanimar diante das dificuldades.

4 - Busque inspiração nos outros
Algumas figuras históricas e personagens do passado e presente podem ser ótimos exemplos e fontes de inspiração. Napoleão, Mandela, Ghandi, Jesus, Alexandre e outros, são exemplos de pessoas que criaram uma visão e com ela produziram mudanças de proporções históricas. Tudo bem que você talvez não queira mudar o mundo, mas é altamente estimulante conhecer os desafios e agruras pelos quais muitos homens passaram, e superaram graças à força de sua visão. Bibliografias de grandes nomes ou mesmo investigações na web sobre pessoas de Visão já adianta bastante. Acredite isto é alimento para você.

5 - Esteja aberto a adaptações
O equilíbrio entre a rigidez e a flexibilidade é que vai permitir ter jogo de cintura nas viradas da vida. O fato de você ter criado sua Visão não deve impedir que esteja sempre aberto reavaliá-la segundo as contingências e acontecimentos. Muitas vezes sua rota será alterada um pouco, ou até drasticamente, e é importante que você esteja aberto a rever seu caminho desde que, é claro, preserve sempre a essência de suas realizações. Entender isto é um grande passo para se manter firme na caminhada.

Enfim, estas são dicas simples e estão muito longe de esgotar o assunto. E embora possamos ter uma leve noção do que é a Visão a partir deste artigo, o bom mesmo seria compreendê-la contextualmente dentro de um planejamento maior, para que possa estar amarrada a ações e outras ferramentas que levarão à sua realização.

Lembre-se de que o mundo de hoje é baseado em uma feroz competição no ambiente profissional e até mesmo na vida pessoal. Independente de você querer se tornar um grande executivo ou apenas levar uma vida confortável e prazerosa, planejar-se pode aumentar imensamente suas chances de conseguir o que quer que seu coração deseje. Portanto, planeje!