O estudo de Lawrence e Lorsch consolidou a visão contingencial através dos conceitos de segmentação, diferenciação e interação das tarefas. O conceito de segmentação ou departamentalização reflete as noções de divisão do trabalho, responsabilidade e autoridade, através de departamentos ordenados na forma de uma estrutura hierárquica. O conceito de diferenciação reflete as diferenças cognitivas e orientações emocionais entre os gerentes dos diversos departamentos. Face a tais diferenças, cada gerente de departamento tende a focalizar a atenção no seu ambiente específico, o que dificulta a realização dos objetivos organizacionais comuns. O conceito de integração refere-se à qualidade da colaboração que existe entre os departamentos, necessária para alcançar a unidade de propósito que o ambiente demanda. O grau e a qualidade dessa integração agem como fatores determinantes do desempenho das empresas que operam em ambientes turbulentos.

Galbraith, analisando os estudos anteriores citados, observa que seus autores buscaram relacionar o tipo de tarefa - sua diversidade, dificuldade e variabilidade - às demais variáveis do projeto organizacional. Com base nessa observação, o mesmo autor propõe o modelo conceitual de organização indicado na figura abaixo. Tal modelo consiste em cinco áreas de escolha: tarefas, estrutura, sistemas de informação e decisão, sistemas de recompensa, e pessoas.

Modelos mais recentes de organização têm agregado outras variáveis sociais para explicar o elevado desempenho de determinadas indústrias. Peters e Watermann, utilizando o modelos dos "7S" (Strategy, Structure, Systems, Skills, Staff, Style e Shared Values), enfatizam a dimensão cultural (valores compartilhados) como determinante do sucesso das empresas. Mintzberg enfatiza a dimensão do poder (externo e interno) como determinante no processo de definição das estratégias e objetivos organizacionais.

O conceito de mudança estratégica, portanto, inclui simultaneamente mudanças na estratégia e nas diferentes variáveis organizacionais anteriormente descritas. Na verdade, a implantação de qualquer nova estratégia, ou seja, a mudança do escopo de atuação da empresa e seus objetivos implica na mudança de suas tarefas e no adequado ajuste das demais variáveis organizacionais: estrutura, sistema e, em muitos casos, da própria cultura e relações de poder da empresa. Por outro lado, as variáveis internas das organizações, juntamente com o ambiente, constituem fatores determinantes na escolha estratégica, sendo a mudança o resultado do desalinhamento entre a organização, sua estratégia e o ambiente.