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A causa fundamental

Sexta, 19 de Setembro de 2008
Certa vez, li uma frase atribuída ao Dalai Lama que dizia, mais ou menos, o seguinte: “Se um rio estiver envenenado e você quiser descobrir de onde vem o veneno, deve seguir correnteza acima até descobrir a fonte do veneno”.

A mesma lógica é usada por quem trabalha com qualidade total – o que os japoneses chamam de “causa fundamental”, ou seja, a raiz de um problema. Sempre que acontece alguma coisa, é preciso perguntar por que isso ocorreu e continuar perguntando até descobrir a causa fundamental.

Em vendas, isso tem sido muito útil, principalmente quando ouço aquela pergunta “Raúl, como faço para vender mais?”. E a causa fundamental está invariavelmente ligada a quatro grandes fatores: falta de uma definição clara da missão, erros de posicionamento, estratégias desalinhadas e metas confusas. Tratarei dos três últimos assuntos no futuro, porque hoje quero me concentrar na questão da missão, muitas vezes esquecida ou maltratada. Uma missão clara e bem-definida, seja a missão da empresa ou sua missão pessoal, traz três grandes vantagens:

- Um senso claro de propósito – Quando a missão é clara, todo mundo entende quais são os objetivos, qual o “norte” para onde estamos indo. Muito menos tempo é perdido com reuniões e discussões desnecessárias.

- Facilidade maior na tomada de decisões – O especialista Brian Tracy diz que nossa vida é uma seqüência natural de problemas, como ondas no mar, uma atrás da outra. E, de vez em quando vem uma onda maior – a crise. Ou seja, a vida tem uma seqüência, mais ou menos, assim: problema, problema, problema, crise! Problema, problema, etc. Ter uma missão clara e definida ajuda a lidar com esses problemas, pois na hora de decidir entre as alternativas disponíveis tem-se uma referência forte: ou está alinhado com a missão ou não está.

- Moral elevado – Equipes que têm um forte senso de propósito e um norte claro para a tomada de decisões obtêm como benefício direto uma motivação maior da equipe. Um estudo feito mundialmente pela Watson Wyatt, por exemplo, mostrou que as empresas com missão clara, definida e compreendida pelos funcionários tinham lucratividade 30% maior do que os concorrentes “perdidos” (sem missão).

Acredito que as próprias equipes de vendas devem também ter suas missões muito claras. Aliás, esse é um exercício muito interessante – reúna seus vendedores e pergunte a eles é a missão de cada um como vendedor. Você descobrirá dezenas de respostas diferentes. E nem todas estarão alinhadas com a missão da própria empresa ou com a visão que a liderança tem sobre sua equipe de vendas. E talvez esteja aqui uma das causas fundamentais de resultados fracos, equipe desmotivada, etc.

Por exemplo: freqüentemente, ouvimos empresas reclamando da guerra de preços. É muito interessante começar a fazer perguntas para vendedores que reclamam disso – a maioria nunca parou para questionar seriamente por que isso realmente ocorre. Por que o cliente acha um produto ou serviço caro? Pode ser uma série de coisas: pode ser que realmente esteja mais caro (pergunta da causa fundamental – por que somos mais caros? Pergunte até encontrar a causa fundamental). Pode ser que o cliente não perceba o valor oferecido (pergunta – por que ele não percebe?). Pode ser que o cliente não valorize os atributos extras do seu produto ou serviço (pergunta – por que estamos oferecendo isso? Por que ele não valoriza?). Pode ser porque temos concorrentes (pergunta – por que temos concorrentes? Resposta rápida – porque vocês estão vendendo a mesma coisa que os outros). E, assim por diante. Isso tudo faz com que a verdadeira raiz do problema e a verdadeira função (e missão) do vendedor sejam questionadas.

Acho que é disto que estamos precisando em vendas – ir atrás das causas fundamentais, da raiz dos problemas, para trabalhar de maneira mais inteligente, mais digna e mais profissional. E tudo começa com a definição clara da sua missão como vendedor. Pare para pensar e notará que todo o restante gira em torno disso.

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PESQUISA: DISCUSÃO EM GRUPO

Sexta, 5 de Setembro de 2008
Técnica de pesquisa qualitativa que reúne grupos de 8 a 12 pessoas. Também chamada de entrevista focalizada em grupo (focus group), consiste em uma técnica de pesquisa em que um grupo de respondentes é recrutado na população. A pesquisa acontece em uma sala onde as pessoas são reunidas para discorrer sobre um assunto. Essa conversa é conduzida por um profissional chamado Moderador.

O moderador possui um roteiro para conduzir a discussão, que deve durar exatamente duas horas. O roteiro é uma lista de tópicos organizados em uma seqüência lógica que será seguida pelo moderador. O roteiro garante que a discussão percorra um determinado caminho e que os assuntos sejam discutidos na ordem predefinida. Um bom roteiro conduz a conversa de forma que o moderador praticamente não precise interferir nos assuntos. O moderador aproveita o próprio discurso dos respondentes para passar ao próximo tópico. As mudanças não são perceptíveis aos respondentes. No início da sessão, os participantes estão mais tensos e tendem a pensar muito antes de falar, por este motivo o roteiro deverá iniciar a discussão com assuntos mais impessoais. Esta fase inicial é chamada de aquecimento. Após quinze a trinta minutos de discussão em grupo, os participantes ficam mais à vontade e suas respostas são mais espontâneas. Os objetivos primários e secundários serão organizados no roteiro de forma que o grupo atinja o objetivo principal da pesquisa exatamente após uma hora de discussão. É quando o grupo está funcionando espontaneamente e ainda não está cansado. Nos trinta minutos finais tem início o distanciamento dos objetivos da pesquisa em direção a alguns dos objetivos secundários. É feito assim para que os respondentes percebam que a discussão está se encerrando.

As salas onde acontecem as discussões em grupo podem ser salas comuns ou salas especialmente preparadas para esse tipo de pesquisa. Essas salas especiais são conhecidas como salas de espelho. Elas diferem de uma sala comum porque têm uma ligação com outra sala. As duas salas se comunicam através de um espelho, o qual permite que se veja apenas um lado. As salas de espelho contam com equipamentos de vídeo e som para registrar a discussão. Os consumidores são informados, antes, sobre a gravação e a existência de pessoas atrás do espelho. Em salas comuns são instalados sistemas de circuito fechado de TV para que os observadores e o cliente acompanhem a discussão em uma outra sala.

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PLANEJAMENTO DO NEGÓCIO - QUANTO MENOR A SUJEIRA, MAIS FÁCIL DE LIMPAR - Parte I

Terça, 3 de Junho de 2008
O sucesso, além de ser uma conseqüência natural de um plano coerente, compreensível e bem executado, depende da mudança no comportamento do time que deve obrigatoriamente ter as pessoas certas nos lugares certos.

Na seqüência, o time deve estar absolutamente focado nos resultados que foram determinados através das estratégias e métrica definidas pela diretoria sênior da empresa.

Na seqüência da "seqüência anterior", não esqueça a variável tempo. Não existe milagre em nenhum tipo de negócio. O que sua empresa é hoje, certamente é resultado do que plantou nos últimos anos ou décadas.

O resultado tão almejado depende vigorosa e rigorosamente de:

- Estudar, planejar, semear, plantar, compreender a nuance da variável tempo, rezar para que as intempéries não se transformem num desastre fatal, e ao fim, colher os frutos.

A natureza não promove milagres! A lei de ação e reação é implacável.

A boa execução das estratégias é medida por seus resultados. Não os obtidos a qualquer custo, mas sim conforme o planejado. Se suas estratégias não possuem métricas razoavelmente bem definidas, qualquer desculpa serve como resultado.

Na gestão do dia a dia do negócio os fatores "sorte" e "poder do entusiasmo" devem ser deixados extra-plano - eles nunca devem ser encarados como o único plano da empresa. Fato que, infelizmente, ocorre na maioria das vezes quando há uma gestão informal.

É claro que existem algumas situações macro-econômicas que uma empresa não pode controlar. No entanto, as lideranças e a qualidade de seus colaboradores determinam o sucesso ou fracasso em qualquer ambiente mercadológico.

Mantenha a simplicidade.

1. Faça com que a pessoas entendam as estratégias.

2. Conecte-as aos resultados almejados pela empresa através de sua remuneração.

3. Atraia, desenvolva e mantenha seus líderes.

4. Não seja condescendente com mau desempenho.

5. Transforme seu Departamento Pessoal em Recursos Humanos.

[ STOP ] PARE AQUI SE JÁ COMPREENDEU O RECADO. SE NÃO, VEJA UM EXEMPLO A SEGUIR

MUDE AS CRENÇAS E MUDE DE ATITUDE

Imagine um cenário típico onde...

Quase todos os segmentos de mercado em qualquer indústria estão marcados pela comoditização, alta competitividade e baixo valor agregado percebido pelo cliente que como conseqüência leva a decisão de compra para o preço, comprometendo a margem e toda a rentabilidade da empresa ao longo do tempo.

A pressão pelo crescimento das vendas aumenta como forma de compensar a baixa margem, e as pessoas são substituídas sendo taxadas de incompetentes, gerando uma ruptura total na empresa.

QUAL SERIA A ATITUDE PROVÁVEL DO GRUPO NESTE CENÁRIO TÍPICO?

Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência....

- Esse mercado está saturado. Muita concorrência por preço. Não dá para ganhar dinheiro.

- Para expandir temos que dar mais crédito o que certamente aumentará a inadimplência, aumentando o risco.

- A margem vem caindo mesmo com aumento das vendas. Não tem mais para onde crescer vendas.

- Nossos clientes não são mais fiéis. Compram de quem tem o menor preço com melhor prazo de pagamento.

- Aquele gerente está ganhando muito dinheiro e está ficando preguiçoso.

- Não consigo motivar meu time já que a empresa não consegue acompanhar os preços praticados no mercado.

- O gerente financeiro está dando as cartas. As metas de vendas agora vêm da controladoria.

Continua......


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TUDO MUDA QUANDO VOCÊ MUDA

Segunda, 5 de Maio de 2008
No auge da minha impetuosidade juvenil eu era conhecido no mundo corporativo como "general" em virtude do meu jeito autoritário, arbitrário e muitas vezes rude de exigir o cumprimento das normas e procedimentos da empresa. Por mais que eu estivesse tentando cumprir a política, e sob o meu ponto de vista eu estava sempre certo, a imposição das idéias a qualquer preço não contribuíram em nada para o meu crescimento profissional.

Por conta disso eu arranjei desafetos ao longo do caminho e nunca compreendi muito bem o motivo, afinal, eu estava simplesmente cumprindo o papel que me foi atribuído na condição de responsável pela coordenação do setor. Quando você é líder e tem a "chave do cofre" na mão, é fácil migrar de querido a odiado numa fração de segundos, principalmente se você ocupava um cargo de mesmo nível hierárquico e na seqüencia se viu obrigado a mudar de postura pelo fato de ter se tornado líder dos seus próprios colegas.

No início as pessoas cumprimentam, elogiam e são capazes de jurar que torcem por você além de despejar uma série de chavões do tipo "eu já sabia", "você merece" ou "que bom que foi você". A gente custa a acreditar em palavras nobres e solidárias, afinal, a concorrência, a necessidade premente de reconhecimento e a valorização são inerentes ao ser humano. Qualquer promoção que não seja a de si mesmo causa as mais variadas reações.

Esse comportamento está presente nas diferentes camadas e segmentos da sociedade moderna. O mais vil dos políticos, reis ou imperadores consegue amealhar bajuladores. Imagine um profissional autoritário, mas popular entre os seus seguidores e carregado de boas intenções. Era assim que eu me sentia na época e por conta disso havia sempre alguém querendo puxar o meu tapete.

Poder é algo que fascina as pessoas e independe do nível de instrução ou hierárquico. Quando você está revestido de poder e autoridade, ambos caminham lado a lado, o comportamento tende a fugir ao seu controle. Invariavelmente, você é dominado pela empáfia e pelas imposições do ego que o transformam numa criatura amarga, inacessível e, por vezes, intransigente, principalmente se você não está preparado para o cargo. O falso poder é capaz de produzir aberrações corporativas irremediáveis em sã consciência.

O fato é que a gente demora a reconhecer a necessidade de mudança, pois, num primeiro momento, tem tudo a ver com o orgulho e a necessidade de auto-afirmação perante o grupo. Geralmente, a mudança vem precedida de demissão, advertência ou mesmo de uma rejeição em equipe em virtudes dos excessos, o que não é simples de aceitar tampouco fácil de reverter.

A despeito de todos os acontecimentos, eu demorei a captar a essência do ambiente corporativo. As pessoas não estão muito preocupadas com as normas, procedimentos e políticas de maneira geral. Embora isso seja importante, o que lhes interessa inicialmente é a própria condição dentro da organização. Se as prioridades da empresa estão em consonância com as suas necessidades, ótimo, caso contrário, meras formalidades são apenas condições transitórias que podem ser atropeladas até o próximo "puxão de orelha" ou o próximo emprego.

Ao longo do tempo eu fui percebendo também que o universo alheio estava a quilômetros de distância do meu mundinho real. Embora eu imaginasse que minhas atitudes traduziam o desejo da empresa, as pessoas ao meu redor queriam de fato um cumpridor de normas mais flexível e atento às necessidades do grupo.

Penso que, para o nosso próprio bem, nada acontece exatamente como desejamos, pensamos e planejamos na vida. No meu caso, foram necessários muitos embates acalorados, ameaças, críticas, vários empregos e livros e mais livros para provocar uma transformação de ordem pessoal na minha maneira de ver o mundo e administrar os meus próprios conflitos.

Tudo muda quando você muda. Ser flexível e mais aberto aos pontos de vista alheios não significa abrir mão dos valores e princípios consolidados ainda na infância. Não importa quanto tempo leva para descobrirmos o quanto somos ricos e ponderados, mas quanto tempo ainda nos resta para mudar de atitude, de postura e de ponto de vista a fim de nos tornamos mais humanos e dispostos a reconstruir uma carreira profissional, um relacionamento pessoal, uma vida.

Apesar de tudo, tenho muito chão pela frente. Somos produtos do meio e demoramos a entender as duras mensagens da vida embora isso não justifique as atitudes tomadas no calor da emoção. No fundo queremos todos sobreviver, crescer, provar a nós mesmos que somos capazes de dar a volta por cima e tirar de letra essa sucessão de privações e provações ao longo do caminho. E a vida não faz distinção de ambientes, mas cobra muito e exige que você cresça o tempo todo.

Durante o caminho aprendi que existem coisas essenciais e pessoas especiais que devem ser preservadas até o fim da vida. O relacionamento saudável é uma delas e você não precisa abrir mão de convicções para mantê-los. Entretanto, existem acontecimentos banais que podem ser solucionados de maneira bem mais simples quando mente e coração se mantém abertos ao diálogo e ao respeito mútuo entre as partes. O que eu aprendi com tudo isso?

1. A melhor maneira de ganhar uma discussão é evitá-la; pontos de vista pessoais interessam única e exclusivamente a você;

2. Pontos de vista profissionais são objetos de negociação e análise conjunta, pois estão atrelados ao cumprimento de um objetivo maior que não depende exclusivamente de você;

3. As pessoas em geral possuem muito mais coisas boas do que ruins, portanto, exercite o hábito de procurar o que elas realmente têm de bom em vez de procurar apenas defeitos;

4. Encare cada situação de maneira positiva e as coisas tendem a fluir da forma como deve ser, não como você imagina que deve ser;

5. Ainda que você não consiga mudar uma situação, mantenha uma boa atitude, seja íntegro, dê tempo ao tempo;

6. Cargos, empregos, status e sucesso são transitórios em qualquer parte do mundo; cultive a consciência do momento presente e ela definirá a sua importância no momento futuro.

Reconheço que as coisas ficaram muito mais fáceis e simples a partir do momento em que eu decidi mudar radicalmente a maneira de pensar e agir. É óbvio que as mudanças não acontecem da noite para o dia, mas a decisão é que conta. O restante vem naturalmente. Segundo Hal Urban, autor de As Grandes Lições da Vida, "quanto mais completos e integrados nos tornamos, melhor nos sentimos em relação a nós mesmos e à vida em geral". Pense nisso e seja feliz.

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Transformando Estratégias em Resultados

Quarta, 30 de Abril de 2008
Não é nenhuma novidade que possuir estratégias claras, compreensíveis e bem definidas é indiscutivelmente a chave para o sucesso de qualquer empresa. No entanto o primeiro passo para evitar que durante a execução destas estratégias o resultado seja uma verdadeira catástrofe, está diretamente relacionada com a maneira de como foram comunicadas.

Além de bem comunicado, o conjunto de estratégias deve ser principalmente compreendido para então ser vivenciado pelas equipes de líderes e gerentes que serão responsáveis pela materialização das estratégias na forma de resultados.

Na seqüência vem a sistematização dos projetos estratégicos, que é o nome dado as iniciativas, ou conjunto de ações, ou programas que produzirão os resultados tão almejados.

Exemplos de projetos estratégicos:

- Criar um sistema CRM para melhorar a oferta de produtos para os clientes;

- Implementar e-commerce para melhorar a capilaridade de mercado.

Obrigatoriamente estes projetos estratégicos devem ser devidamente equipados com pessoas e verbas suficientes para que possam ser executados com eficiência. O conjunto de investimentos totais deve estar refletido numa análise de impacto no negócio e também de retorno sobre investimento. Esta análise pode ser mais ou menos tangível conforme a natureza do projeto.

Não caia na conversa de gestores que chamam "abacaxis" de "desafios", com discursos do tipo: "Estamos te dando esta responsabilidade porque confiamos no seu potencial. Infelizmente não temos verba para este projeto, mas confiamos na sua criatividade e poder de motivar o time".

Os americanos criaram uma palavra que explica extremamente bem este tipo de atitude contra produtiva. A palavra é bullshit.


A ratificação dos projetos estratégicos
A empresa certamente não terá recursos suficientes para investir em todos os projetos estratégicos, portanto é fundamental saber priorizá-los e seccioná-los conforme os recursos disponíveis. Existem várias metodologias que podem ser aplicadas para auxiliar nesta tarefa.

Uma maneira muito prática para entreter o debate e finalmente ratificá-los é dar preferência aos projetos que tenham maior impacto no negócio e melhor possibilidade de retorno sobre investimento. Prefira os projetos que forem tanto criativa quanto analiticamente bem pensados, arquitetados e sistematizados. Entretanto, mesmo com o mais absoluto rigor, na maioria das vezes o calculo do R.O.I. - return on investment - não é 100% precisa.

Cabe ao gestor a responsabilidade de identificar o risco, informá-lo a seus pares e superiores, e aí sim, ir enfrente com a execução.

Resumindo os passos...

Se sua empresa não possui um plano estratégico compreensível, não invista em nada. Provavelmente estará jogando o dinheiro, portanto pare e planeje!

Se sim, ou seja, se sua empresa tem um plano mesmo que ainda rudimentar, tenha certeza de que elencou o grupo de estratégias que melhor representa sua realidade. Use a matriz SWOT para garantir que você não está tentando ser agressivo numa situação de defesa ou vice versa. Elimine o poder do entusiasmo nesta fase e seja friamente realista!

Desenhe o mapa estratégico (exemplo tabela 1). Não pule esta etapa de forma alguma. Ela cria as sinergias necessárias entre diferentes grupos na empresas e garante que caminharão na mesma direção tendo este mapa como guia. Se você não souber como montar um mapa estratégico com B.S.C. balanced score card busque ajuda, nem que seja comprar um livro de BSC for Dummies!

Elabore e sistematize os projetos estratégicos com muita atenção aos detalhes. Lembre-se que antes da ação, o grupo deve:

1. Debater abertamente alternativas;

2. Escolher a mais adequada;

3. Sistematizá-las.

Um projeto estratégico sem sistematização é só uma idéia. Uma empresa não vive de idéias, mas de resultados.

Priorize os projetos estratégicos que receberão verba e pessoas. Respeite a envergadura do time, o perfil das pessoas, os limites financeiros e de tempo.

Não de uma mordida maior que sua boca pode mastigar .

Crie um sistema de follow up para remover barreiras e garantir progresso (exemplo tabela 2).

O que não pode ser medido não deve ser executado.

Um time que trabalha junto na mesma sala, e se possível na mesma mesa, pelo menos meio dia por semana tende a ser mais produtivo e mais coeso conforme vão progredindo na execução. Este processo auxilia a eliminar os "micro mundos", reduz o impacto das "agendas pessoais" e principalmente antecipa surpresas desagradáveis já que expõe fatores ocultos de líderes misteriosos.

E finalmente have fun!!!

Trabalhe duro, mas não esqueça que tem que ser divertido. Balancear a carga de trabalho e vida fora da empresa é fundamental para higiene mental pessoal e do time.

Anexo, veja tabelas 1 e 2 (Clique na imagem para ampliar)

Tabela 1 Tabela 2
Tabela 1 Tabela 2