Wagner Campos
Sexta, 22 de Agosto de 2008
Certamente isso já fez parte de sua vida ou você já presenciou situações em que
apesar de fazer tudo certo, alguém que tinha a mesma função dentro da empresa e
exercia as mesmas atividades ou responsabilidades foi promovido, conseguiu
aumentos salariais e freqüentemente é citado como exemplo, enquanto você nem ao
menos é lembrado, e às vezes sente-se desvalorizado e sem reconhecimento.
Sinto-me na obrigação de dizer que o grande culpado por isso tudo pode ser
você mesmo. Exceções à parte, o que provavelmente esteja ocorrendo é a falta de
seu marketing pessoal. E o que é isso?
Quando falamos de um produto, sabemos que existem esforços para que ele seja
notado, apreciado e adquirido. São os esforços de marketing. Meios que visam
potencializar as vendas dos produtos, utilizando a divulgação através da
promoção, propaganda, embalagem etc.
O marketing pessoal é a mesma coisa, porém em benefício de sua própria carreira.
É fazer-se notado! Não simplesmente ser notado, mas ser notado por suas
qualidades, habilidades e competências. Não é ser o chamado “puxa- saco”.
Ser notado desnecessariamente e por suas “aparições” tolas é péssimo, uma vez
que será lembrado, com freqüência, que não é um bom profissional. Neste caso,
aquele ditado: “falem mal, mas falem de mim” não é um bom lema, uma vez que
falar mal significa comentar que você não é a pessoa ou o profissional ideal.
Então, o que devemos fazer para termos um bom marketing pessoal e sermos
reconhecidos e valorizados, obtendo assim o sucesso e a realização profissional?
Seguem algumas dicas:
1. Você deve ter liderança, desenvolvendo assim habilidades de influenciar
pessoas e ser um formador de opinião.
2. Deve transmitir confiança aos seus chefes e companheiros de trabalho. Deve
ser a pessoa que todos sabem que se algo precisa ser bem feito, tem que ser
feito por você.
3. Precisa saber o que está fazendo e porque está fazendo. Fuja de fazer apenas
algo que mandam fazer, sem saber do que se trata. Diferencie-se, torne-se um
especialista em suas atividades e o motivo para a execução delas.
4. Saiba trabalhar em equipe e administrar conflitos. Mesmo que você tenha mais
habilidades em determinadas atividades, colabore para o desenvolvimento de seus
colegas de trabalho. Afinal, uma equipe coesa produz mais, melhor e com maior
satisfação.
5. Saiba valorizar seu trabalho e apresente bons resultados. Tenha uma boa
visibilidade. Sempre que tiver oportunidade, além dos resultados apresente seus
projetos e idéias, mesmo que informalmente.
6. Seja uma pessoa otimista e bem-humorada. Ninguém gosta de rabugentos, aqueles
profissionais cuja presença faz murchar até o pequeno cacto ao lado da mesa.
Pessoas otimistas e bem humoradas proporcionam um ambiente agradável e irradiam
bem- estar a todos à sua volta.
7. Faça um bom planejamento de onde pretende chegar. Qual situação que almeja
profissionalmente, e tenha paciência. Tudo acontecerá ao seu tempo desde que,
obviamente, você direcione seus esforços para realizar-se, conforme o planejado.
E lembre-se: se estiver participando de um processo seletivo ou de seu primeiro
emprego através de um estágio, saiba o que você pode oferecer para a empresa.
Não vá para aprender, mas para contribuir. A empresa quer resultados e não é uma
escola. Com certeza você aprenderá muito na organização e obterá excelentes
experiências, mas isso deverá ser conseqüência de seu trabalho e não apenas um
processo de aprendizado.
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Nori Lucio Jr.
Terça, 10 de Junho de 2008
O QUE SE ESPERA DE UM LÍDER DE VERDADE NESTA SITUAÇÃO?
Este é o tipo de profissional do futuro. Infelizmente raríssimo...
- Os clientes estão lá fora comprando. Temos que ser melhores e mais rápidos que
nossos concorrentes.
- Somos empreendedores e faremos o que tiver que ser feito para facilitar a
venda para nossos clientes.
- Somos uma empresa focada e remunerada por resultados. Somos bons vendedores.
Não somos simplesmente comprados por nossos clientes.
- A fidelidade do cliente depende de nós. Nossos salários estão atrelados à
manutenção de nossos clientes.
- Quem não tem garra para brigar pelo cliente e pela venda que busque outro
emprego. Nesta empresa gostamos de pagar muito bem aos funcionários
Exemplos existem em toda parte. Seus resultados são incontestáveis.
A DOENÇA NÃO É CRONICA. TEM CURA, MAS PRECISA DE TRATAMENTO INTENSIVO.
Mais que um remédio, é também um veneno que pode curar ou matar dependendo da
dose administrada. No entanto, não existe fórmula mais eficaz, no curto prazo,
que atrelar os resultados almejados a incrementos salariais.
Na prática, mais dinheiro no bolso, mais "dedicação"
Afinal, qualquer funcionário trabalha pelo seu salário no fim do mês. Portanto,
deixe o romantismo de lado quando julgar que os funcionários da sua empresa
trabalham por "pura paixão" ou por "vestirem a camisa da empresa".
Seus concorrentes ou parceiros vão tirar os melhores líderes da sua empresa mais
cedo do que mais tarde. Não fique magoado com eles, a culpa é da sua empresa. O
Brasil vai passar por um "apagão de gestão" apesar da liquidez do mercado.
Planeje a retenção de seus líderes e "key players" enquanto pode. Ou chore suas
mágoas na "festinha de despedida" deles.
Faça de seus líderes sócios na alegria e na tristeza. Literalmente sócios!
Essa história de "meus funcionários vestem a camisa" dá enjôo. Só tem serventia
para líderes "mal equipados" que se utilizam de jargões da idade da pedra para
tentar motivar jovens semi-alfabetizados. Este tipo de "pseudo-líder" que
contrata propositadamente "símios sem treinamento básico" nunca dará certo. Sua
empresa precisa de criatividade, empower, tomar risco, empreendedorismo,
coragem, brilho...
Não faça seus funcionários sofrerem. Substitua sua equipe por outra que tenha o
perfil profissional do tamanho do desafio. Para o bem deles e da sua empresa!
O LADO NEGATIVO DO DINHEIRO COMO ÚNICO ESTÍMULO
No longo prazo, existe a possibilidade de a referência salarial da empresa
tornar-se muito alta comparativamente ao mercado, criando uma situação complexa,
muitas vezes insustentável, de administrar já que não é mais qualquer "dinheiro"
que compra a equipe. Digo compra, pois dinheiro já não representa mais um
estímulo.
Esta situação ainda pode piorar e muito, pois pode criar um potencial passivo
trabalhista que se torna impagável ao longo dos anos. Isso ocorre na situação
onde a porção variável do salário dos colaboradores é paga fora da folha
tradicional de pagamentos, ou fora da CLT. Por mais que os funcionários "amem"
trabalhar na sua empresa, mande-os embora por qualquer motivo e você voltará a
vê-los na justiça do trabalho. Adivinhe quem vai ganhar a causa?
NÃO CONFUNDA INCENTIVOS COM REMUNERAÇÃO POR VENDAS.
O caminho da preguiça é sempre o mais curto e, portanto mais caro. Não compre
seu time .Remunere-os pelo que eles realmente valem profissionalmente.
Muitas empresas cometem um erro básico, preguiçoso, na hora de remunerar seus
colaboradores. Atribuem a "higiene do time" ao dinheiro e simplesmente esquecem
que o futuro da empresa transcende o "salário do mês de maio" do gerente de
vendas.
Um abraço do presidente em público ou um simples email do mesmo com um singelo
agradecimento tem um efeito equivalente, acredite. Se não consegue acreditar,
pelo menos tente!
Não que premiar vendas seja ruim, definitivamente não, porém é uma ação
transacional, imediatista e não determina o sucesso futuro da empresa.
SEJA UM GESTOR GENEROSO,
DE MUITA GRANA PARA SEUS FUNCIONÁRIOS... SE, E SOMENTE SE, ELES ENTREGAREM:
- Expansão regional preeminente.
- Baterem a quota de novos produtos.
- Baterem a quota para novos canais de vendas.
- Trazerem novos clientes para empresa.
- Mantiverem a participação de mercado da empresa.
- Implementarem novos processos.
- Conquistar novas parcerias estratégicas.
A CULTURA DA EMPRESA DÁ PELO COMPORTAMENTO DE SEUS LIDERES
O uso do "chicote" não resolve absolutamente nada. Este tipo de atitude tira a
auto-estima do grupo, que por sua vez se esconde numa postura defensiva
contra-produtiva.
Quantas vezes você já ouviu falar que precisa manter a equipe com "rédea curta"
ou "manter o chicote". Pobres empreendedores, donos de empresas, que mantém
líderes com este tipo de ferramental medíocre.
Uma vez perguntei a um presidente de empresa de sucesso qual a metodologia que
ele possuía para medir o clima da organização?
Ele respondeu: "O sorriso das pessoas." - José Jerônimo Rodrigues
De forma subliminar, foi talvez a maior lição que aprendi sobre liderança!
O verdadeiro líder gera, e não suga a energia do time. - Larry Bossidy
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Wagner Campos
Segunda, 12 de Maio de 2008
Entre os milhares de profissionais existentes e todas suas qualidades muitos
almejam uma melhor posição na empresa, um salário melhor, mais benefícios, mais
reconhecimento entre outros. Querem vir a ser gerentes, diretores ou
presidentes.
Podemos encontrar entre estes profissionais as seguintes características: os
dedicados, os determinados e os sonhadores.
O profissional dedicado empenha-se em realizar todas suas atividades da melhor
forma possível. Segue as regras, faz seus relatórios, cumpre suas metas e
dedica-se totalmente para a empresa. É um excelente profissional e altamente
confiável.
O determinado dedica-se ao resultado da empresa buscando o progresso, a
competitividade e a qualidade. No entanto possui seu projeto de vida bem
definido e se determina a atingir as metas pessoais através de seus resultados
profissionais. Sabe que para ser promovidos, obter os aumentos salariais
desejados ou ser procurado para preencher uma melhor posição em outras empresas,
precisará ter seus resultados profissionais comprovados.
O sonhador anima-se por estar cumprindo uma determinada função em uma empresa e
por um dia quem sabe poder estar ocupando a mesma posição que seus superiores.
Acredita que se o presidente de uma multinacional iniciou sua carreira como
Office boy e hoje é presidente, também terá as mesmas chances pois até já possui
curso superior. Esquece-se que os tempos mudaram e que mesmo o Office boy
precisou de 20, 30 ou 40 anos para assumir a presidência. Trabalhou muito,
estudou, se esforçou, fez cursos de idiomas, apresentou resultados, teve boas e
más experiências durante seu trajeto e não passou de Office boy para presidente
em um piscar de olhos.
Para atingir o sucesso profissional é necessário possuir uma "pitadinha" de
todas as características. Ser dedicado às atividades realizando com qualidade e
perfeição as tarefas e ter grande determinação em atingir e superar os objetivos
profissionais que foram traçados. Ser um eterno sonhador, determinado a realizar
os sonhos com muita dedicação.
Ou seja, a dedicação, determinação e sonhos poderão trazer maiores resultados
desde que sejam somados a muita AÇÃO!
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Tom Coelho
Terça, 29 de Janeiro de 2008
"Se você pensa que pode, você pode. E se você pensa que não pode, você está certo." (Mary Kay Ash)
O mundo corporativo coloca em pólos opostos o empregado, acreditando-se injustiçado porque ganha menos do que julga merecer, e o empregador, convencido de que paga mais do que deveria pela produção gerada.
Para vencer a batalha de conseguir um aumento salarial, informação e astúcia são os ingredientes básicos, aplicados conforme as dicas a seguir.
1. Faça uma auto-avaliação criteriosa. Aumentos devem ser obtidos por mérito antes mesmo de serem desejados. Por isso, pondere sobre sua performance. Acompanhe seus relatórios de avaliação de desempenho e competências e o feedback de seu supervisor e colegas de trabalho.
2. Pesquise o mercado. Analise a média salarial do seu cargo no mercado comparando-a com a média paga por sua empresa. Lembre-se de considerar o porte da companhia. Não se pode esperar de uma pequena corporação a mesma capacidade de remuneração de uma multinacional.
3. Conheça a política salarial de sua empresa. Uma companhia com plano de cargos e salários bem estruturado apresenta regras para promoção, premiação e remuneração. Assim, pode haver critérios que considerem não apenas questões qualitativas, vinculadas a resultados, mas também ciclos cronológicos relacionados às faixas salariais. As normas podem até mesmo limitar a autonomia do gestor na concessão de aumentos, impedindo-o de atender à sua demanda.
4. Estude o ambiente. Observe o desenvolvimento de seus colegas de trabalho. Procure identificar um padrão de comportamento que possa ter conduzido alguns profissionais a uma posição superior. Examine o mercado e a posição relativa de sua empresa para descobrir como anda sua saúde financeira no momento. Faça uma leitura do perfil e das reações de seu gestor a fim de notar a melhor ocasião para abordá-lo.
5. Prepare o terreno. Faça um levantamento de suas atividades buscando mensurar os resultados alcançados. Elabore uma relação dos benefícios que você traz para a corporação e como pode potencializá-los. Prepare uma proposta de solicitação de elevação salarial atrelada às metas da empresa, com um planejamento detalhado para um horizonte de doze meses, por exemplo, com gatilhos de incremento em seus proventos a cada fase concluída do projeto.
6. Dê o bote. O melhor local: na própria empresa, em uma reunião a portas fechadas para minimizar o risco de interrupções. O momento certo: logo após a realização de um projeto bem sucedido e num dia em que o gestor esteja de bom humor. A abordagem recomendada: clareza e objetividade na exposição, porém sem denotar agressividade. Iniciar enaltecendo com autenticidade a companhia, o cargo exercido, a liderança e a equipe. Explicitar o trabalho realizado, os pontos positivos e as perspectivas futuras, conforme o planejamento traçado anteriormente.
7. Quanto negociar. Não há uma regra para isso. Primeiro, porque depende da política da empresa. Os dissídios coletivos anuais são da ordem de 5%. Já os aumentos vinculados ao tempo de serviço ou mudança de função dentro do plano de cargos e salários giram em torno de 10%. Os maiores índices podem ser obtidos quando acoplados ao resultado da companhia.
8. Esqueça os apelos emocionais. A corporação não está preocupada com o fato de sua família aguardar a chegada de trigêmeos, o filho mais velho ter ingressado numa universidade privada ou seu avô exigir um caríssimo tratamento médico. Separe a pessoa do problema. Justificativas de cunho emocional podem até funcionar uma primeira vez, mas o risco maior é causar constrangimento e denunciar que você é um mau administrador de suas finanças pessoais - e, por conseguinte, um péssimo exemplo de gerenciamento para a própria companhia. O foco deve estar em seu desempenho e o nome do jogo é meritocracia.
9. Esteja pronto para negociar. Evidentemente, sua proposta pode ser total ou parcialmente recusada. Neste caso, negocie benefícios, objetivando ganhar mais no longo prazo com base em seu desenvolvimento pessoal. Assim, um curso de idiomas ou um MBA podem representar uma transferência de despesa pessoal que você teria e que será assumido pela empresa.
10. Mantenha a confiança e a auto-estima. Uma postura determinada e segura compõe uma imagem adequada ao seu marketing pessoal. Além disso, calcule os riscos de sua iniciativa. Cuidado também com a opção de flertar com oferta de trabalho de outra empresa. Poderá receber um "até logo" quando imaginava que a proposta seria coberta.
Você avaliou seu desempenho, estudou o mercado e sua companhia, planejou uma argumentação sólida e coerente para respaldar seu pedido de aumento salarial e negociou. Se mesmo assim a empresa tem sucessivamente negado um reconhecimento efetivo pelo trabalho, é hora de considerar a possibilidade de mudar de emprego. Afinal, tapinha nas costas não paga contas.
Categorias:
Feedback, Mundo Corporativo, Plano de Carreira, Aumento Salarial, Auto Avaliação, Avaliação de Desenpenho, Avaliação de Competência, Média Salarial, Plano de Cargo, Política da Empresa, Negociar,
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Tom Coelho
Sexta, 9 de Novembro de 2007
Parte B - A Caixa de Ferramentas Os convencionais 4Ps, apresentados por Jerome McCarthy em sua obra Basic Marketing, de 1960, como únicas variáveis relevantes do chamado composto mercadológico, receberam uma abordagem inovadora. Mais de quarenta anos de estudo e trabalho permitiram a Francisco Alberto Madia de Souza, presidente da Madia Mundo Marketing, desenvolver uma matriz fantástica formada por 12Ps, conforme apresentaremos adiante.
1. PEST Agora que já descobriu sua missão de vida, selecionou os valores que irão balizar seus comportamentos e ações e determinou onde pretende estar a partir de sua visão do futuro, deverá fazer uma análise atenta do ambiente externo, ou seja, o ambiente Político, Econômico, Social e Tecnológico no qual está inserido.
O ambiente político ganhou notoriedade ainda maior dentro da atual conjuntura do país devido aos desmandos envolvendo governantes de todas as esferas do poder, colocando a ética no centro das atenções. Assim, a conduta moral ilibada passou a ser, além de louvável, pré-requisito para viver em sociedade e edificar a imagem pessoal.
O ambiente econômico pode ser resumido na força de uma palavra: globalização. Muros e cortinas ruíram, decretando o fim das fronteiras físicas. Telefones e computadores encurtaram distâncias. Caminhamos para idiomas e moedas universais, promovendo uma aproximação cultural sem precedentes.
O ambiente social, como que por decorrência dos anteriores, acionou o alerta da responsabilidade socioambiental. As desigualdades entre os povos precisam ser dirimidas. O crescimento não pode ser de poucos e o desenvolvimento precisa ser sustentável para não comprometer as gerações futuras.
O ambiente tecnológico legou-nos a inovação e com ela a certeza de que sempre será possível fazer melhor, mais rápido e mais barato. É um retorno a cinco séculos antes de Cristo e a dialética de Heráclito de Éfeso que dizia: "Tudo flui, nada persiste, nem permanece o mesmo".
Do ambiente externo aprendemos que devemos estar em constante busca pelo conhecimento e pela inovação, agindo num mundo globalizado com ética e foco na sustentabilidade.
2. Phocus Compreendido o ambiente externo, estabeleça seu foco de atuação. Pode parecer elementar, mas muitos se equivocam neste instante, comprometendo o resultado de todo o planejamento. E erram ou por constituir muitos focos ou por eleger como primordial o objetivo inadequado.
Várias flechas não garantem o acerto do alvo, e vários alvos confundem o arqueiro. Por isso, a definição deve ser clara, analítica e específica. Procure fundamentá-la em sua missão, orientá-la pelos seus valores e traçá-la em direção à sua visão.
Resista à tentação de definir seu foco por interferência de terceiros. Isso acontece, por exemplo, com jovens em estágio pré-vestibular, por ocasião da escolha do curso superior, quando optam pela mesma carreira dos pais ou seguem à risca a sugestão de amigos ou familiares.
É também comum a definição do foco por influências de cunho conjuntural, como moda ou expectativa momentânea de ganhos financeiros elevados. Assim pode-se notar com profissionais que escolheram carreiras a partir da análise de pesquisas salariais, negligenciando seus anseios de realização e talentos pessoais. Invariavelmente a desilusão os visita com brevidade, trazendo-lhes o desafio do recomeço ou o equívoco de persistir no erro.
3. Positioning O posicionamento consiste no planejamento e organização de sua identidade pessoal. Representa todos os sinais e códigos de comunicação transmitidos por seu estilo e personalidade.
O objetivo é delimitar, baseado no seu phocus, as características mais singulares que nortearão a construção de sua imagem com intuito de conquistar o respeito, a admiração e a confiança das pessoas.
4. Product Observado como se fora um produto, é o momento de trabalhar seu marketing pessoal, projetando uma imagem de marca em relação a si a partir de dois níveis essenciais: a embalagem e o conteúdo.
O aspecto externo é o princípio de tudo, pois você não terá uma segunda oportunidade de causar uma primeira boa impressão. Portanto, cuide de sua aparência, trajando-se com propriedade, evitando o uso excessivo de acessórios e cosméticos, aprendendo regras de etiqueta e melhorando seu vocabulário, tanto falado quanto escrito.
Mas embora o design seja determinante, se o que estiver por dentro não lastrear a expectativa criada, você seguramente deixará de se estabelecer. Por isso, atente para sua formação acadêmica. Estude com regularidade e aprenda outros idiomas. Seja uma pessoa autêntica, transparente e íntegra. É o melhor caminho para conquistar a confiança e simpatia das pessoas.
5. Promotion Não adianta fazer a melhor coisa do mundo ou ter atributos invejáveis se ninguém tomar conhecimento. É preciso comunicar e repercutir. Esta ferramenta poderia ser traduzida literalmente por promoção, mas envolve mais do que isso: é o campo da propaganda e da comunicação.
Por isso, tenha sempre seu cartão de visitas à mão, mesmo que esteja desempregado. Crie um blog ou website pessoal e participe de comunidades na internet. Depois crie suas próprias comunidades.
Se gostar de escrever, publique artigos. E depois um livro. Se não gostar de escrever, comece a ler mais e aprenda a escrever.
Além disso, participe de eventos para ver e ser visto. E todo tipo de evento. Shows, seminários, feiras, reuniões de condomínio. Procure freqüentar ambientes variados para ter acesso a pessoas diferentes, com formação, cultura e idéias diversas.
Faça um curso de expressão verbal e aprenda a arte da retórica. A habilidade de falar em público abre portas e eleva a auto-estima e a autoconfiança.
O resultado final deste processo de comunicação é uma ampla rede de relacionamento, o tão comentado networking. Procure criá-la e expandi-la em sintonia com o seu phocus.
6. Place Falamos aqui de distribuição. Utilizando as técnicas de comunicação sugeridas no tópico anterior, suas idéias e ideais poderão ser conhecidos por todos que se sentirem seduzidos a visitar seu sítio na internet.
A reunião de opiniões qualificadas e networking extenso pode proporcionar grande alcance e destaque para seus conceitos e sua imagem. Mas lembre-se de guardar fidelidade e alinhamento à sua missão. Com base nela, seu place, ou seu mundo, poderá acertadamente se restringir não aos cinco continentes, mas apenas à sua comunidade.
Autor: Tom Coelho, com formação em Publicidade pela ESPM, Economia pela USP, especialização em Marketing pela Madia Marketing School e em Qualidade de Vida no Trabalho pela USP, é consultor, professor universitário, escritor e palestrante.
Categorias:
Planejamento Estratégico, Inovação, Posicionamento, Marketing Pessoal, Ambiente Econômico, Ambiente Tecnológico, Composto Mercadológico, Planejamento Estratégico Pessoal, Missão de Vida, Ambiente Social, Rede de Relacionamento, Networking,
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