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DÍVIDAS

Sabado, 12 de Janeiro de 2008
Sair do vermelho pode parecer  processo complicado e doloroso, mas adotar e seguir à risca uma estratégia pode reduzir o tempo necessário e, conseqüentemente, o impacto sobre sua vida pessoal.

Antes de montar uma estratégia para sanar suas dívidas, é importante conhecer alguns conceitos:

Juros e spread bancário elevados
Mais do que juros altos, o Brasil é um país onde o spread bancário é muito elevado. Ou seja, além das altas taxas de juros, a diferença entre as taxas de juros (spread) que você paga quando toma dinheiro emprestado e as taxas que recebe quando investe é ainda maior.

Por exemplo, uma aplicação sua que rende 1% ao mês na renda fixa pode ser vista como muito boa no momento atual, mas as taxas cobradas em empréstimos ficam muito acima deste percentual, podendo chegar a níveis próximos de 10% para dívidas no cartão de crédito.

Conhecendo bem a dívida
Você sabe quanto da sua dívida atual se refere ao montante que você pediu emprestado? E qual parte corresponde a juros ou multas? Somente por meio de uma análise cuidadosa da evolução de sua dívida, você poderá ter uma idéia de quais fatores levaram seu endividamento ao patamar atual.

Código de Defesa do Consumidor
Você deve entender exatamente o quanto dessa dívida está relacionado às multas. De acordo com o Código de Defesa do Consumidor (CDC), os valores cobrados a título de multa não podem exceder a 2%, o que dá a você o direito de pedir estorno de eventuais cobranças que tenham ficado acima do determinado.

Investimento em segundo plano
Como explicado acima, o spread bancário no Brasil é muito elevado. Por isso é importante canalizar todos os seus recursos nos abatimentos de suas dívidas. Não perca tempo planejando investimentos quando se está endividado. Perca tempo planejando formas de quitar estas dívidas. Portanto, reduzir ou liquidar este endividamento é a sua prioridade no primeiro momento. Para tal, além da negociação com o credor, um passo que você não pode esquecer é o de  analisar se você tem algum investimento que possa ser sacado.

Negociando as dívidas
Muitas vezes deixamos a conta bancária entrar no cheque especial e muitas vezes por esquecimento -- ou até mesmo por constrangimento --  não vamos conversar com o gerente da nossa conta para obtermos um empréstimo pessoal. A vantagem disso? Bom, a diferença de juros cobrado num empréstimo pessoal e no cheque especial é expressiva.

Exemplo prático
Se você tem uma aplicação de R$ 1 mil investidos a 1% ao mês, você terá R$1.127 após 12 meses. Vale lembrar de que isso é o valor bruto, ou seja, sem incluir o que você deveria pagar em impostos. Já uma dívida do mesmo valor, porém com juros de 5%, cresceria para quase R$ 1.800 em 12 meses.

Mesmo no caso de juros menores, digamos 2% ao mês, no final de 12 meses o total atingiria R$ 1.268 e a diferença entre o valor investido e o do endividamento superaria R$ 500.

Mas entre pegar 5% e 2% de juros, fique sempre com a menor taxa de juros.

Suponhamos agora que você tenha um veículo que vale R$20.000 e tem uma dívida de R$10.000 a juros de 3% ao mês. Talvez seria uma opção vender o seu carro, quitar a dívida, e com os R$10.000 restantes dar entrada em um carro  cujo o financiamento é de 1,5% ao mês. A grande sacada desse lance é que além de baratear sua dívida, você está de carro novo.

Portanto, na hora de reestruturar suas finanças, fique sempre atento para a composição do seu patrimônio. Somente em casos muito raros o rendimento obtido por ativos que você tem supera em termos percentuais o que você paga em juros da dívida. Portanto, vender ativos ou investimentos com liquidez pode ajudar a solucionar o problema de forma mais rápida.

Já para ativos de menor liquidez, como por exemplo, imóveis, participações em empresas ou bens duráveis, você deve fazer uma análise detalhada. Verifique se o que você perde, se desfazendo desses bens abaixo do preço,  supera ou não o que você perderia mantendo a dívida ativa.

O cálculo é importante, pois, muitas vezes, manter a dívida pode custar muito mais do que a perda que você teria reestruturando seu patrimônio. Fique de olho, faça as contas e adote a estratégia que mais faz sentido para você.

Bons investimentos!

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DESCONTOS DE TÍTULOS (NP/DUPLICATAS)

Sexta, 13 de Abril de 2007
É o adiantamento de recursos aos clientes, feito pelo banco, sobre os valores referenciados em duplicatas de cobrança ou notas promissórias, de forma a antecipar o fluxo de caixa do cliente.

O cliente transfere o risco do recebimento de suas vendas a prazo ao banco e garante o recebimento imediato dos recursos, que, teoricamente, só teria disponíveis no futuro.

O banco deve selecionar cuidadosamente a qualidade de crédito das duplicatas ou NP de forma a evitar a inadimplência.

Normalmente, o desconto de duplicatas é feito sobre títulos com prazo máximo e mínimo de acordo com a relacionamento Empresa X Bancos. O IOF é calculado sobre o principal, com a alíquota de 0,0041% ao dia para pessoa jurídica (1,5% a.a.) e 0,0164 ao dia para pessoa física (6% a.a.), limitado aos valores anuais,caso o prazo seja maior do que doze meses.

A operação de desconto dá ao banco o direito de regresso, ou seja, no vencimento, caso o título não seja pago pelo sacado, o cedente assume a responsabilidade do pagamento, incluindo multa e/ou juros de mora pelo atraso.

Outros tipos de operações de desconto também são feitos sobre os recibos de venda de cartões de crédito e os cheques pré-datados. Estas duas alternativas são uma forma criativa de adiantamento de recursos para as empresas comerciais. Os cheques pré-datados ficam em caução, como garantia do empréstimo.