Jerônimo Mendes
Segunda, 6 de Outubro de 2008
Quando eu era coordenador de atendimento de uma grande empresa multinacional,
uma das minhas atribuições era atualizar as informações da unidade no notebook
de última geração do diretor, um luxo naquela época. Ele sabia fazer pouca coisa
naquele notebook, porém sua especialidade era abrir e fechar planilhas de Excel,
além de torrar nossa paciência quando os resultados não eram atingidos. Na época
não era nem notebook, era laptop mesmo, mas tudo bem.
Embora eu desejasse atirá-lo com freqüência pela janela toda vez que era chamado
na sala, aprendi muito com ele, o que fazer e que o não fazer em situações
semelhantes. Eu também não entendia muito de planilha Excel, mas, graças ao bom
Deus, tinha um colaborador que era muito melhor do que eu nesse sentido e ele
dava conta do recado, motivo pelo qual eu me confortava diante do caos. Essa é
apenas uma das vantagens de você manter na equipe pessoas melhores do que você,
sem medo de ser feliz.
O diretor mantinha em torno de cinqüenta relatórios naquele maldito notebook,
todos em Excel, com informações sobre vendas, margens e resultados de cada
vendedor, gerente de área, ponto de venda, segmento de negócio, cidade e estado.
Cada vez que um vendedor ou gerente aparecia por perto, ele chamava o sujeito e
abria o famigerado notebook para testar o camarada. Espontaneamente, ninguém
aparecia, mas, em último caso, ele mandava chamar um “Cristo”.
Era tanta informação que ficávamos sempre em dúvida se realmente ele
utilizava tudo aquilo. O fato é que ele fazia questão de manter as planilhas em
dia, primeiro, para manter o status de ser o único diretor no Brasil com
notebook e, segundo, para evitar o dissabor de não ter os dados da unidade
quando convocado para uma reunião de ultima hora na matriz.
Certa vez ele me chamou na sala para testar a minha paciência. Era mais ou menos
em torno de oito horas da noite, estávamos todos cansados, véspera de aumento de
preços, o clima foi pesado durante o dia todo, mas isso não tinha a menor
importância para ele.
- Jerônimo, antes de ir embora atualize todos os relatórios do notebook para
mim. Devo viajar amanhã cedo e quero esse notebook na minha mesa amanhã cedo
antes de sair, entendeu? - Mas chefe, retruquei, são oito horas, são cinqüenta
planilhas, leva tempo, importação de dados etc.
- Problema seu! Eu vou para casa assistir o Jornal Nacional e tomar meu uísque,
mas você pode ficar aqui durante a noite. Falta ainda quinze horas para o vôo,
se vire. Na hora eu me lembrei da janela, da mãe dele e da minha família, mas
mantive a calma, afinal ele era pesado e eu não ganhava tão mal assim.
Eu conhecia os principais relatórios analisados por ele, portanto, pedi ao meu
colaborador que atualizasse em torno de seis planilhas, as mais importantes,
dentre elas a receita e a margem, por área, vendedor e produto, o que levou em
torno de duas horas. Durante a noite rezamos para ele não abrir as outras.
No dia seguinte, às oito horas da manhã, lá estava eu com o notebook na sala do
diretor e aquela vontade danada de atirá-lo na sua cabeça. – Aqui está chefe,
como o senhor pediu. – Muito bom! Esse é o meu garoto! Disse ele, com aquele
sorriso hipócrita.
De fato era problema meu, portanto, para tudo na vida existe uma ou mais saídas.
Nunca se apavore diante de uma situação como essa. Mantenha a calma, exercite a
criatividade, faça o melhor que puder com os recursos que você tem e o tempo se
encarrega do restante. O ser humano possui uma capacidade fantástica de resolver
problemas dessa natureza. Pense nisso e seja feliz!
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Giancarlo de Mazo
Sexta, 25 de Julho de 2008
Uma organização é o conjunto de pessoas e de tecnologia que, de forma
intencional, trabalham para atingir um determinado objetivo. Dentro desta
definição, podemos dizer que a empresa é uma organização, cujo objetivo
principal é gerar lucros. Mas também podemos considerar como sendo organizações
um departamento, uma divisão e até um determinado grupo de trabalho dentro de
uma empresa maior. Uma organização também é um sistema, cujas entradas são
constituídas por pessoas, dinheiro e materiais, sendo que as saídas mostram o
fim ao qual o sistema se propõe como serviços educacionais, bens de consumo,
roupas e informação. Dentro de todo esse processo, temos a transformação dos
recursos disponíveis em lucro, que ajuda a assegurar que a organização continue
com suas operações. Assim, podemos afirmar que toda empresa, sendo um sistema
que é conceituado como organização, possui três partes básicas: pessoas, tarefas
e administração.
As empresas não existem isoladas umas das outras, e para existirem dependem de
vários elementos externos, como seus fornecedores e clientes. Toda organização
está inserida dentro de um ambiente, e interage com as diversas forças presentes
no mesmo, sofrendo as influências das mesmas e, por sua vez, exercendo ela
própria determinada força sobre todo o ambiente.
Por fim, temos no cerne de toda organização a sua atividade e sua tecnologia,
representada pelo conhecimento desenvolvido através do tempo, pelos métodos e
fluxo de trabalho e pelos equipamentos, utilizados para processar essa
tecnologia. A atividade pode ser qualquer uma, e mostra a função que a
organização desempenha para existir, como processos governamentais, fabricação
de carros, limpeza pública, administração de informações. Todos os dias surgem
necessidades que justificam o desenvolvimento de uma nova atividade ou até a
combinação de várias destas em busca de um determinado resultado. Mas, uma vez
que uma organização surge com a proposta de cumprir uma dada atividade e
utilizar determinada tecnologia, ela irá mudar a forma como todo o ambiente em
que atua de forma decisiva. A tecnologia define o tipo de empregos que são
ofertados no mercado de trabalho e as conseqüentes oportunidades profissionais,
bem como o comportamento dos grupos que se desenvolvem para suprir as
necessidades das empresas e nas práticas administrativas adotadas pelas mesmas.
Quando tentamos entender os fatores que determinam as boas práticas
administrativas, devemos levar em consideração todo esse conjunto de elementos,
sendo que o conhecimento da tecnologia utilizada por uma organização e a forma
como esta impacta nas empresas é fundamental para estabelecer sua real situação
dentro do ambiente. A tecnologia usada determina desde o clima de relacionamento
dentro da empresa até seu planejamento estratégico, e o conhecimento da mesma é
um ponto fundamental na hora de iniciar um novo negócio ou expandi-lo. A
tecnologia não tem sido vista ou compreendida adequadamente pelas empresas e
seus gestores, apesar de ser decisiva para o planejamento estratégico. Na
verdade, determiná-la corretamente é a primeira coisa que devemos fazer no
momento de entender ou criar uma empresa.
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Marizete Furbino
Quarta, 5 de Março de 2008
"Não devemos permitir que alguém saia de nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz." (Madre Teresa de Calcutá)
É sabido que dedicação, zelo, empenho, comprometimento, envolvimento, motivação, energia, alegria, entusiasmo e eventuais dividendos, advêm da paixão pelo que fazemos. Se tivermos paixão pelo que nos propusermos a fazer não sentiremos nosso trabalho como um fardo, pois teremos prazer em exercer nossa função. Assim, sentir paixão pelo que fazemos constitui hoje um diferencial.
Insta mencionar que o ter advém do ser; pensando assim, o profissional tem maior probabilidade de conquistar e manter uma carreira sólida no mercado quando, além de ter paixão pelo que faz, realiza um "casamento" com a empresa em que se propõe a trabalhar; assim, atuará como um verdadeiro intra-empreendedor, verdadeiro profissional e parceiro da empresa, com muita paixão, muita garra, muito entusiasmo, muito respeito, comprometimento e envolvimento, se doando e se entregando de corpo e alma em prol da organização; por conseguinte, conquistará seu espaço no mercado, tendo maior chance de realizar-se profissionalmente.
Admite-se que, além dos títulos que estarão presentes em seu currículo, agir de forma estritamente profissional, tendo paixão pelo que se faz, sabendo se relacionar com todos os envolvidos, também se tornou um diferencial, o que permite ao profissional permanecer no mercado por um período mais longo de tempo, pois quando o profissional age com profissionalismo, além de agir baseando-se na transparência das ações, na ética, na justiça, na verdade e na honestidade, despende maior energia comprometendo-se e envolvendo-se o bastante em prol da busca constante pela excelência no exercício de sua função, observando-se uma sede permanente e insaciável em querer ser sempre um exímio profissional, zelando e cuidando de seu nome e, por conseqüência, obtendo-se maior eficiência e eficácia nas ações, conquistando maior produtividade, atuando em favor da minimização de tempo e custo e da maximização de resultados. Quando se tem paixão pelo que se faz, fica tudo muito mais fácil, porque aflora, além da empatia, a humildade, a energia, também o entusiasmo e a simpatia. Quando o profissional sabe se relacionar com todos os envolvidos, além de sempre estar aberto ao diálogo, ao invés de "subtrair", realiza-se uma "soma" com todos os envolvidos e, assim, todos saem ganhando.
Desta forma, nunca é demais repetir que não podemos esquecer jamais que as empresas fazem a contratação dos profissionais observando seus conhecimentos, habilidades e talentos, mas realiza a demissão, baseando-se em suas atitudes, condutas e comportamentos; assim, a auto-avaliação constitui uma ferramenta valiosa, pois, além de propiciá-lo a oportunidade de aprendizado através dos erros, o faz repensar e analisar sempre o percurso e a forma que você profissional está caminhando, o ajudando a transformar seus pontos fracos em fortes, lhe dando segurança para não se sentir coagido diante das ameaças e adversidades que porventura surgirem em seu caminho, e o auxiliando a fazer dos obstáculos, das ameaças e adversidades, oportunidades de desenvolvimento e de crescimento, impulsionando-o a agir em favor da superação dos desafios; portanto, é preciso ter garra, determinação, ambição, para fazer dos obstáculos encontrados durante o percurso da caminhada, degraus para sua subida, não se deixando abater.
Nesse contexto, é bom lembrar que a perda da paixão pelo exercício da profissão e, por conseguinte a perda do entusiasmo, pode significar o início de um fim. Verifica-se que, quando se perde a paixão, perde-se também o entusiasmo e a motivação, fazendo surgir a acomodação, o desânimo e o descontentamento, levando a um desmoronamento com um melancólico fim.
Observa-se que em um mundo onde o mercado é altamente competitivo, o profissional que não tiver paixão pelo que faz estará fadado ao fracasso. Sem paixão não se tem motivação e sem motivação não se tem produção, inovação; portanto, não se tem um resultado favorável e esperado. Sendo assim, este profissional correrá grande risco de ser esmagado e expulso pelo mercado.
De todo o modo, verifica-se que quando o profissional não tem paixão pelo que faz e/ou perdeu a paixão pelo exercício de sua função, de imediato, o que este profissional deverá fazer é uma auto-avaliação, procurando encontrar respostas para os porquês. Deve igualmente analisar o caminho escolhido, a forma de caminhar, bem como seu plano de carreira, metas e objetivos traçados; torna-se imprescindível neste momento a partir do qual com certeza encontrará duas saídas, ou irá permanecer na mesma empresa onde atua, porém mudando sua postura, ou migrará para outra empresa e/ou quem sabe outro segmento profissional. O que não poderá ocorrer é este profissional assistir de camarote o naufrágio de sua própria carreira e nada fazer. Antes de ser pisoteado pelo mercado, torna-se necessário que ele tome uma atitude de caráter emergencial.
Somados a isso, é importante dizer que todo e qualquer profissional tem capacidade de desvendar a realidade em que se encontra e transformá-la, mas isto só é possível se o mesmo tiver interesse. Toda e qualquer mudança dependerá única e exclusivamente de você!
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Marco Aurélio Pereira
Sabado, 5 de Janeiro de 2008
No artigo anterior, escrevi sobre a importância do planejamento financeiro para atingir sonhos e objetivos. Neste artigo, falaremos um pouco de como elaborar um planejamento financeiro.
Regra básica I : renda é ponto de partida
Se você não está satisfeito com essa regra básica do planejamento, pois acha que a sua renda não lhe garante o padrão de vida que gostaria de ter: reflita sobre a situação. Caso esteja convencido de que não há possibilidade de cortar despesas, então você só tem duas saídas: rever seu padrão de vida, ou procurar fontes alternativas de renda.
Vale lembrar que o limite do cheque especial ou do cartão de credito não são rendas. Muito pelo contrário, trata-se de dinheiro tomado emprestado, que, como tal, tem um custo. Ou seja, ao invés de obter uma fonte de receita, você acaba arranjando outra despesa (e normalmente paga muito caro por isso)!
Regra básica II : saiba para onde vai seu dinheiro
O próximo passo é levantar o quanto da sua renda está comprometido com despesas correntes essenciais, como, por exemplo:
. Alimentação; . Vestuário; . Telefone fixo e celular; . Água e luz; . Aluguel e condomínio; . Combustível e manutenção do carro; . Impostos e seguros; . Televisão por assinatura;
Ainda que essas despesas não possam ser retiradas do seu orçamento, elas podem ser revistas e muitas delas podem ser reduzidas. Por exemplo, ao sair de um cômodo da casa onde não há ninguém, apague a luz. Outro exemplo é combinar com os membros da família para compartilhar o veiculo, economizando combustível e o desgaste do automóvel.
Tenha uma meta para despesas correntes
Lazer normalmente é um dos primeiros itens, quando a regra é cortar gastos. Mas sempre separe um pouco para o lazer, afinal, de nada adianta poupar pensando no futuro, se para isso você é forçado a se esquecer do presente. Uma das metas do planejamento deve ser a de aproveitar a vida.
O ideal é que as despesas essenciais não superem 70% da sua renda líquida anual, ou seja, da sua renda depois de descontados impostos e taxas que você tem que pagar para investir o seu dinheiro.
Os três objetivos financeiros
Basicamente são três os nossos objetivos financeiros:
1. Reserva de Emergência - Essa é uma reserva equivalente a seis meses do seu salário, para uma emergência do tipo perda de emprego, problemas sérios de saúde e outros imprevistos.
2. Aposentadoria - Uma reserva para ser utilizada depois que você se aposentar. É interessante investir seu dinheiro numa instituição privada idônea que garanta uma boa rentabilidade e que não traga preocupações.
3. Sonhos de consumo - São os objetivos durante a vida, como troca de veiculo, compra da casa, viagens, cursos, dentre outras.
Se você destinar 10 dos 30% da sua renda líquida anual para esses três objetivos, chegará o tempo em que você vai alcançar algum deles, como a reserva de emergência, por exemplo, e então você poderá direcionar uma parcela maior para os dois outros objetivos.
Com essa regra simples de alocação de despesas e poupança, você não gasta tanto tempo com planejamento e assegura que todos os três principais objetivos financeiros da sua vida estão sendo considerados. O segredo é manter o controle sobre as despesas correntes, ainda que você possa agrupá-las de várias formas, detalhando todo o tipo de gasto, o que importa efetivamente é não comprometer mais do que 70% da sua renda com elas.
No próximo artigo falarei sobre como lidar com as dívidas.
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Franco Rosário
Terça, 11 de Dezembro de 2007
Digamos que você seja o dono de uma fábrica de pequenos eletrodomésticos inaugurada em 1975. Você se orgulha de seus produtos e sabe que eles são realmente bons. Um deles, em especial, é um liquidificador eletrônico tão forte que pode dissolver, por exemplo, bolas de gude. Você quer que o mundo todo conheça e compre este seu produto. Como faria para divulgá-lo de uma forma impactante, inovadora e com baixo custo?
A empresa estadunidense Blendtec conseguiu fazer isso utilizando a internet. No final do ano passado ela lançou uma ação chamada "Will it Blend?", algo como "Será que dissolve?". A ação consistiu em uma série de vídeos dentro de um site. Neles, o próprio fundador da empresa, Tom Dickson, utiliza seu liquidificador para literalmente dissolver objetos dos mais curiosos: iPods, canetas, cartões de crédito e até mesmo "diamantes".
Com verba limitada mas muita criatividade, os vídeos caíram no gosto dos internautas e foram parar no YouTube, onde foram vistos por milhares de pessoas, sendo que o do iPod foi visto quase 3 milhões de vezes. O site Will it Blend? continua ativo, é atualizado constantemente com novos vídeos e solicita aos seus visitantes sugestões de objetos para serem dissolvidos. Além disso, oferece em sua loja, além dos liquidificadores, camisetas com a frase "Will it Blend?" e uma com uma caricatura de Tom Dickson.
Esta ação da Blendtec é um excelente exemplo de como é possível obter sucesso com a divulgação de um produto utilizando saídas e meios alternativos, bastantado para isso uma boa dose de criatividade.
Você já pensou em formas diferentes de divulgar seu produto? Uma demonstração criativa de seu uso pode ser uma boa solução.
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