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FILÓSOFO E ADMINISTRADOR PETER DRUCKER NA ADMINISTRAÇÃO DO SÉCULO XXI

Domingo, 5 de Outubro de 2008
Atualmente a tarefa de administrar apresenta variáveis e situações incertas e desafiadoras. O cenário que se projeta é de um sem-número de variáveis e transformações carregadas de ambiguidades e de incertezas. O Administrador se defrontará com problemas multifacetados e cada vez mais complexos com sua atenção disputada por eventos e por grupos situados dentro e fora da empresa que proporcionarão informações contraditórias, complicando o seu diagnóstico perspectivo e a sua visão dos problemas a resolver ou das situações a enfrentar. São exigências da sociedade, dos clientes, dos fornecedores, dos agentes regulamentadores. São os desafios dos concorrentes, as expectativas da alta administração, dos subordinados, dos acionistas, dos governos, das organizações não-governamentais.

Todas essas exigências, desafios e expectativas exigirão do Administrador uma combinação adequada e consistente das habilidades técnicas, humanas e conceituais, ora de cunho especializado, ora de cunho generalista.

A Administração, por e através de seus agentes cada vez mais, necessitará compreender as normas, valores e visões do mundo dos colaboradores diretos, grupos, unidades e de toda a organização. A compreensão de tais questões formam a base a partir da qual se visualiza o futuro e se decide sobre os novos conhecimentos que são legítimos e os que não são. Trata-se, portanto, de algo que ultrapassa a mera referência à visão/missão da organização, descrição de postos de trabalho, organograma e ferramentas a serviço da organização. As pessoas participam e contribuem para o seu conhecimento, para o conhecimento da organização onde trabalham, para a família, a igreja, o clube social, etc. Todas essas experiências de mão dupla influenciam a maneira de ser da organização onde trabalham e vice-versa.

A inovação e a criatividade organizacional serão tão importantes para a Administração quanto é hoje considerado o processo administrativo de planejar, organizar, dirigir e controlar.

Caberá a Administração, tornar o conhecimento cada vez mais produtivo. Uma coisa é certa. Esse capital intangível provocará na estrutura de cargos, nas carreiras e nas organizações, mudanças tão dramáticas como as que resultaram na mudança da produção artesanal para a produção em série com a Revolução Industrial, operacionalizada por Taylor e seus seguidores.

O desenvolvimento do conteúdo informativo das atividades profissionais, a difusão das ferramentas de tratamento de informação e sua inserção em uma rede de informações e comunicação, desaparecerão progressivamente com as fronteiras tradicionais entre outros setores (produção, armazenagem, distribuição), favorecendo a mobilidade entre os empregos, até agora separados em categorias isoladas. Assim, o trabalho estará crescentemente mais abstrato, mais intelectualizado, mais autônomo, coletivo e complexo. Cada vez mais, as funções diretas e indiretas estarão sendo incorporadas pelos sistemas técnicos e o simbólico se interpondo entre o objeto e o conteúdo do trabalho. O próprio objeto do trabalho torna-se imaterial numa nítida constatação da migração de uma atividade centrada na competência técnica para uma competência interpessoal e conceitual.

Aos que estudam, desenvolvem e praticam Administração, caberá uma participação significativa no desenvolvimento da idéia de solidariedade. Segundo Drcker a administração por essência envolve participação e parceria para que as coisas possam acontecer.

No que se pode entender segundo o filósofo Peter Drucker a grande palavra do século XXI deverá ser a solidariedade. O profissional não pode estar alheio a este fato. A globalização tem efeitos tremendamente espetaculares, o que pode aumentar nossa riqueza na comunicação, nos conhecimentos que estamos desenvolvendo, na geração do conhecimento. Porém, esses processos também conduzem ao aumento de desigualdades sociais e nisto a questão da cidadania, a reação do profissional com a cidadania é cada vez mais importante. Demasiadamente influenciadas pela eficiência econômica, os profissionais muitas vezes se esquecem de que têm que buscar a igualdade social em suas gestões têm que buscar, também, fortalecer a cidadania e fortalecer a igualdade social.

Enfim, o que se pode ver no pensamento de Drucker é a eterna filosofia, a eterna procura de formas, conceitos e atos que contemplem a humanidade com valores que lhe são caros como sustentadores de tal humanidade. Tal qual os clássicos, Drucker se lança a frente do que está posto, daquilo que cerceia o homem, ou seja, da ignorância e do egoísmo.Não podemos dizer que Drucker trás receitas milagrosas, e nem poderia faze-lo pois os limites de todo pensamento é dado pelas fronteiras da sociedade em que vivemos, a sociedade capitalista e que tem o individuo como referência.

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Peter Drucker e o futuro da administração no mundo e no Brasil

Quarta, 3 de Setembro de 2008
A ênfase central de Drucker é na realização do ser humano. Seres humanos só se realizam sendo produtivos. Organizações são importantes porque são o instrumento para que eles sejam produtivos, e a administração é "a mais importante invenção do século XXI" porque é a disciplina específica para que as organizações cumpram esse papel. Peter Drucker encaixou o homem e o que ele produz na aventura humana maior. Não produtos, não empresas, não tecnologias. Pessoas. Sempre partiu delas. Seu livro sobre a GM dos anos 40, The Concept of the Corporation (O Conceito da Corporação), é um manifesto a favor dos empregados. Já naquela época, Drucker queria que a empresa passasse a vê-los como recursos, não como custos. Sugeriu equipes autogerenciadas, entre outras coisas. A GM não topou, mas, 30 anos depois, pressionada pelos japoneses, teve de seguir suas recomendações a um custo altíssimo.

Para ver o futuro, Drucker.(2002, 72) inspirou-se na dinâmica da história:

Há um século, as pessoas ainda estavam nas fazendas arando a terra. Os artífices trabalhavam sozinhos, ou com um ou dois ajudantes. Quase ninguém trabalhava em organizações, exceto padres, militares, professores grupos muito pequenos. Mas, com o fordismo, isso acabou. Não era mais preciso ter habilidade para trabalhar. A partir daí, as pessoas só conseguiam ser produtivas pertencendo a organizações

Segundo ele Drucker(2002, 73) este movimento está levando o mundo ao:

O papel do capital na economia, hoje, está sendo desempenhado pelo conhecimento. A Revolução Industrial aplicou o conhecimento às máquinas, a revolução da produtividade de Frederick Taylor aplicou conhecimento ao trabalho e a revolução gerencial de meados do século 20 aplicou conhecimento ao conhecimento.

A continuidade desse processo é que está moldando a nova sociedade -- aplicação contínua de conhecimento novo ao que já se conhece. Novas tecnologias não vão "resolver o futuro". O que vai resolvê-lo é tornar o conhecimento produtivo de maneiras originais. Isso é 100% válido para o Brasil.

Conhecimento é portável, transferível, não tem barreiras geográficas. A globalização é uma conseqüência disso. É errado pensar que há um jeito brasileiro de administrar. É errado achar que, por sermos brasileiros, precisamos de conhecimento específico brasileiro, como se nossa produtividade tivesse uma especificidade mulata ou tropical. Como se os brasileiros fossem seres humanos diferentes. Drucker desmontou essa idéia em uma palestra no ano de 1994, depois que alguém tentou argumentar que "aqui no Brasil é diferente". Não é. É igual.

Ele discutiu sempre a vida econômica em termos de valores: integridade, caráter, responsabilidade, deveres, dignidade, significado, qualidade de vida. Raramente seu foco é dinheiro. Critica a "imoralidade" dos altos salários dos executivos. Contesta a noção de que a posse da empresa legitima seu controle. Fala com desdém de companhias que exigem "devoção e lealdade" de seus funcionários. Para ele, isso é "invasão ilegal da privacidade, abuso de poder, usurpação pura e simples". Diz que empresas só existem por delegação da sociedade, e têm de prestar contas a ela. Só se legitimam quando funcionam como veículo para que as pessoas se realizem, não apenas para que seus donos fiquem ricos.

Muitas pessoas ficam a imaginar o que Peter Drucker diria dessa tendência do Brasil de manter o controle das empresas, eternamente, nas mãos de seus donos tradicionais. Nossas práticas de "governança" como mostra um recente estudo da McKinsey disponível na internet não coincidem com sua visão sobre o que deve ser uma empresa. Claro que há justificativas históricas (e recentes) para isso: no pandemônio inflacionário de alguns anos atrás, com congelamentos e planos miraculosos se sucedendo, as empresas tinham de responder com uma agilidade que só a centralização do poder torna possível. Mas será que isso justifica, ainda hoje, a falta de interesse dos empresários brasileiros num tema que é essencial para posicioná-los (e ao Brasil) seriamente diante da comunidade internacional.

Drucker diz: O que derrotou o marxismo foi a aplicação de conhecimento ao trabalho. Quer dizer, foi a administração. O fato, inquestionável, é que graças a isso os trabalhadores começaram a viver melhor. O ideal igualitário marxista naufragou ao colidir com um rochedo de hambúrguer. O segredo que se descobriu foi: trabalhar com mais inteligência é mais produtivo do que trabalhar mais. O que faz alguns países crescer de forma sustentada não são novas tecnologias, novas organizações e novos conceitos gerenciais.

Neste mesmo seguimento Drucker afirma que, O McDonald's e a invenção do fast-food nos anos 50. A Toyota com seu just-in-time nos anos 60. A Southwest Airlines e seu modelo de aviação comercial nos anos 70. As ONGs, os fundos de pensão como investidores, as organizações transnacionais. Conceitos novos são mais importantes que novas tecnologias. O conceito de linha de montagem de Henry Ford e a estrutura da GM com Alfred Sloan, nos anos 20, são mais notáveis do que a tecnologia do automóvel em si. A Dell (just-in-time com computadores) é mais importante que o computador. O hospital é mais importante que qualquer tecnologia médica ou avanço.

Portanto, não se trata de tecnologia. A ênfase não pode ser em tecnologia, um erro que dirigentes brasileiros continuam a cometer. A quantidade de computadores nas escolas ou o sistema operacional a ser utilizado são temas secundários. O que conta é o uso da tecnologia de modo imaginativo. Drucker zombou quando disse: "A GM jogou fora 30 bilhões de dólares investindo em robôs, até descobrir que o que contava não era tecnologia, e sim informação". Nossa concepção de economia (no Brasil e fora daqui) ainda é muito centrada em "coisas". Nossos políticos nos induzem a crer na fantasia de que emprego de verdade é em fábrica. Mas esse tipo de emprego está se tornando crescentemente desimportante. Numa sociedade cuja riqueza vem de bens intangíveis (informação, criatividade e conhecimento), a produção física aumenta, mas a quantidade de pessoas que a produz diminui. Portanto, é urgentíssimo tratarmos hoje das implicações disso.

Segundo Drucker, as pessoas nunca foram realmente importantes na equação econômica. Elas são consideradas custos, não recursos. É o sistema que é importante o one best way de Frederick Taylor, a linha de montagem de Ford, a Qualidade Total de Deming. O sistema é rei porque tem permitido a trabalhadores sem talento e sem preparo se saírem bem. Um operário de linha de montagem não pode ser melhor que a média. Tem de ser medíocre. Atrapalha a produção se não se conformar ao padrão. A nova sociedade da qual o Brasil tem de querer participar como ator, não como figurante é o oposto disso. Nela, o trabalhador vai ser valorizado por seu conhecimento individual. O conhecimento é dele, não da empresa, não do sistema. A empresa precisará mais dele do que ele dela. E não estou falando necessariamente de MBAs ou de diplomas universitários.

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Marketing para o novo milênio

Sexta, 9 de Maio de 2008
Com a revolução causada pela Internet, ocorreu um efeito interessante no mercado, o cliente ganhou muito mais poder (empowerment), o que gerou uma mudança na forma de atuação de inúmeras organizações.

Este aumento de poder foi causado pela facilidade de Informação que o cliente pode encontrar disponível em qualquer página das empresas, devido à corrida de todas para que seus produtos e serviços, além da própria Marca, estivessem ao alcance de um simples clique do usuário.

Com o passar dos anos, aumento da velocidade do tráfego das Informações, portabilidade de laptops, handhelds, celulares e outros dispositivos que acessam a Internet.

Percebendo-se da facilidade com que a troca de Informações entre os próprios clientes aumentasse exponencialmente ao longo dos anos, as empresas acabaram perdendo seu poder diante do mercado, agora não mais apenas direcionado à produção, mas sim voltando seu foco para o cliente.

Com as possibilidades de acesso instantâneo às Informações em qualquer lugar, o cliente pode optar por fazer uma simples consulta ou compra de produtos, sem depender diretamente da oferta das organizações, a Informação deixou de ir até o cliente, passando a ser o alvo das buscas.

O mercado sempre esteve e estará mudando, com o surgimento de um novo "tipo" de consumidor, aquele que compra somente pela Internet, percebe-se que os esforços, hoje, estão mais voltados para as tecnologias desenvolvidas para facilitar a vida desse consumidor, como por exemplo pode-se citar:

- Criação de conteúdo: ao permitir que o cliente crie seu próprio conteúdo, aumentando o Valor da sua empresa e diminuindo a sua carga de trabalho; propostas personalizadas fazem com que os clientes aumentem o Valor do produto; bases de conhecimento compartilhado levam ao aumento da aprendizagem e a ciclos mais rápidos;

- Colaboração: utilizando ferramentas de colaboração, os clientes podem criar e aprender juntos; fóruns e quadros de avisos auxiliam a comunidade; ferramentas de conferência e de mensagem possibilitam a globalização das atividades; jogos em grupos e sistemas de avaliação podem fornecer Informações para os proprietários de sites Web e e-commerce; votações, Pesquisas e filtragem colaborativa facilitam o Marketing customizado;

- Ensino: a aprendizagem just-in-time, e a Distribuição de Informações onde necessário são um bom negócio para as empresas, pois melhoram e dão assistência ao desempenho do usuário; se forem executadas corretamente, em pouco tempo os usuários dependerão do serviço e farão uso dele novamente;

- Comércio: transações on-line que criem o comércio livre de aborrecimentos são a meta; se um site pode oferecer uma grande quantidade de produtos, assistência de vendas qualificada e nenhuma dificuldade ou fila, será uma alternativa mais agradável do que o shopping center;

- Controle: as empresas também podem utilizar agentes e sensores para gerenciar máquinas ou processos por controle remoto; muito em breve, qualquer coisa será capaz de se comunicar com qualquer outra coisa - câmeras, sensores remotos -, e poderemos controlar todas elas pela Internet;

- Novas plataformas: muito em breve assistentes pessoais, telefones celulares e computadores de bordo terão o poder e a mobilidade necessários para controlar todos os outros aplicativos; novos aparelhos de Informações e cartões inteligentes constituem uma boa promessa de aplicativos controlados pelo cliente.

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DIFERENCIAÇÃO EM VENDAS: DOS MODELOS TRADICIONAIS AOS CONSULTIVOS

Quinta, 8 de Maio de 2008
Pamonha! Pamonha de Piracicaba! Vem pra caixa você também! Mais Barato, Mais Barato! Cobrimos qualquer oferta anunciada pela concorrência! Olá, tenha um péssimo dia, digite o código tal para isso e tal para aquilo!... Formulas para impactar o retorno da atenção se estendem até o resolver das soluções. Os ingredientes de uma boa feijoada, além da sobremesa, devem estabelecer um vínculo com o inconsciente do consumidor que o faça pender pela natural disposição de voltar no mais breve tempo possível.

Na venda tradicional, estabelecemos um contato preiteando um contrato de vínculos que nos obriga a prestar ou transferir algo que passa a ser de direito do comprador pela troca de uma determinada contraprestação.

Na venda consultiva (um processo evolutivo necessário para o exercício da competitividade), procuramos estabelecer relações estáveis com o cliente, em métodos constantes de criação, que visam o estabelecimento de vantagens mútuas quando da produção da venda, proporcionando valores agregados que adicionem os desejos normais dos clientes.

Vender mais, significa conseguir superar os principais entraves que rejeitam a manutenção ou mesmo a adição de novos consumidores a sua carteira de negócios. Variáveis como preço, produto e serviços estão entre as principais razões que fazem com que percamos ou mesmo deixemos de conquistar nosso crescimento:

Preço - Mas senhor... o nosso é mais barato? ... Não exercendo o papel de vendedor, mas o de consumidor, digo a vocês que mesmo quando "commodities", dia a dia nós vamos incluindo mais e mais valores as decisões, tais como: segurança, garantias acima da marca (do fornecedor, da empresa que vende, dos funcionários que a representam...), credibilidade do conjunto, bem-estar proporcionado pelas instalações (como ambiente estendido do lar ou como ambiente de fuga do lar), constância na manutenção do alto astral de quem nos atende e mais mil detalhes... que reforçam a tese de que o conjunto ofertado nos transfere desejos acima do perguntar... O quanto custa?

Diria que os avanços da transformação vão de um mero compromisso profissional para uma integração conjunta pelo comprometimento ao negócio, construindo coisas e criando a direção que pretendemos. Nesse caso, o ambiente, sua formação física e humana fazem a revolução de conjuntos (criar, inovar e surpreender) que em muito favorece o empenho da produção qualificada e diversificada. Caso contrário as estatísticas ainda mostram que perdemos em média, por ausência de reposição do açúcar, cerca de 10% da carteira anual das nossas conquistas.

Produto - Não gosto do produto (dito pelo cliente) X Não sabemos trabalhar adequadamente na sua oferta (questionamento da organização pela ausência de características consultivas em vendas)?

Uma boa venda de um produto, e após seu uso e aceitação, em média oferece uma probabilidade de 30% em relação à manutenção de um cliente por longo prazo. A credibilidade, conhecimento e aprendizado do vendedor em relação ao seu mercado, propiciam a abertura seqüencial da mesma porta (como novos produtos e soluções) e um boca a boca expansionista pela satisfação dos cativos. Trabalhar nessas técnicas expositivas pode criar um diferencial gerando retenção de até 90% dos clientes por longo prazo. Quando se aprende a fazer bem feito estamos assegurando nossa presença ao mesmo tempo em que consolidamos a rentabilidade do negócio.

Preço e Produto - Soma-se a redução de 10% de perdas por preço e mais um potencial de 90% de retenção pela oferta criativa de produtos aliados a processos de relacionamento e chegamos a um universo de 100% (isso se a minha somatória otimista estiver correta...).

Serviços - Ótimo! Tudo estaria resolvido, se todo o foco do negocio fosse tão bom nas ofertas, como na prestação da competência (preço e produto) para manter ativado as relações tangíveis de um negocio bem sucedido. Revisando, em média e dentro das estatísticas, os preços podem justificar perdas de 10% e produtos abordados inadequadamente limitam a oportunidade de expandir, porém é no foco do atendimento (fator obrigatório do entendimento único de que vender é responsabilidade tanto do presidente, como do faxineiro) aonde colocamos tudo abaixo com índices que se responsabilizam por até 70% das desistências dos clientes por opções melhores.

As fases de um Vendedor:

Já vivemos a fase do "VENDEDOR PRESSÃO" (aquele que não se importava com o que estava vendendo).

Já passamos também pelo "VENDEDOR PRODUTO" (que na maioria das vezes demonstravam um conhecimento superficial sobre "o mix" oferecido, e com ideologias do tipo se acertar quem sabe compram alguma coisa...).

Depois evoluímos para "O VENDEDOR CLIENTE" (movido a lei do consumidor, medo pela competitividade, e ações quase idênticas a dos concorrentes, evitando riscos pela diferenciação).

E por fim chegamos a uma visão ampliada do que é necessário, ser um "VENDEDOR CONSULTIVO". Uma visão corporativa voltada e montada para o mercado, modelos horizontais que propiciam os detalhes, com ampla capacidade analítica, para conquistar relacionamentos estáveis e de longo prazo.

"Marcas históricas de tradição e origem popular, lembradas em diversos cases recentes da indústria e do varejo nacional, passaram das vendas "em baciadas" para exposições e ofertas em locais altamente segmentados, e o melhor sem a perda do desejo das classes menos favorecidas. Podemos conseguir o que desejamos, mas somente quando ajudamos aos outros a obter o que desejam".

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A NOVA EXIGÊNCIA DO MERCADO

Sexta, 18 de Abril de 2008
Atualmente a tarefa de administrar apresenta variáveis com, situações incertas e desafiadoras. O cenário que se projeta é de um sem-número de diversidades e transformações carregadas de ambigüidades e de incertezas. O Administrador se defrontará com problemas multifacetados e cada vez mais complexos com sua atenção disputada por eventos e por grupos situados dentro e fora da empresa que proporcionarão informações contraditórias, complicando o seu diagnóstico perspectivo e a sua visão dos problemas a resolver, ou das situações a enfrentar. São exigências da sociedade, dos clientes, dos fornecedores, dos agentes regulamentadores. São os desafios dos concorrentes, as expectativas da alta administração, dos subordinados, dos acionistas, dos governos, das organizações não-governamentais.

Todas essas exigências, desafios e expectativas exigirão do Administrador uma combinação adequada e consistente das habilidades técnicas, humanas e conceituais, ora de cunho especializado, ora de cunho generalista.

A Administração, por e através de seus agentes cada vez mais, necessitará compreender as normas, valores e visões do mundo dos colaboradores diretos, grupos, unidades e de toda a organização. A compreensão de tais questões formam a base a partir da qual se visualiza o futuro e se decide sobre os novos conhecimentos que são legítimos e os que não são. Trata-se, portanto, de algo que ultrapassa a mera referência à visão/missão da organização, descrição de postos de trabalho, organograma e ferramentas a serviço da organização. As pessoas participam e contribuem para o seu conhecimento, para o conhecimento da organização onde trabalham, para a família, a igreja, o clube social, etc. Todas essas experiências de mão dupla influenciam a maneira de ser da organização onde trabalham e vice-versa.

A inovação e a criatividade organizacional serão tão importantes para a Administração quanto é hoje considerado o processo administrativo de planejar, organizar, dirigir e controlar.

Caberá a Administração, tornar o conhecimento cada vez mais produtivo. Uma coisa é certa. Esse capital intangível provocará na estrutura de cargos, nas carreiras e nas organizações, mudanças tão dramáticas como as que resultaram na mudança da produção artesanal para a produção em série com a Revolução Industrial, operacionalizada por Taylor e seus seguidores.

O desenvolvimento do conteúdo informativo das atividades profissionais, a difusão das ferramentas de tratamento de informação e sua inserção em uma rede de informações e comunicação, desaparecerão progressivamente com as fronteiras tradicionais entre outros setores (produção, armazenagem, distribuição), favorecendo a mobilidade entre os empregos, até agora separados em categorias isoladas. Assim, o trabalho estará crescentemente mais abstrato, mais intelectualizado, mais autônomo, coletivo e complexo. Cada vez mais, as funções diretas e indiretas estarão sendo incorporadas pelos sistemas técnicos e o simbólico se interpondo entre o objeto e o conteúdo do trabalho. O próprio objeto do trabalho torna-se imaterial numa nítida constatação da migração de uma atividade centrada na competência técnica para uma competência interpessoal e conceitual.

Aos que estudam, desenvolvem e praticam Administração, caberá uma participação significativa no desenvolvimento da idéia de solidariedade. Segundo Peter Drucker (Administrador que Produziu vários livros) a administração por essência envolve participação e parceria para que as coisas possam acontecer.

No que se pode entender segundo o filósofo Peter Drucker a grande palavra do século XXI deverá ser a solidariedade. O profissional não pode estar alheio a este fato. A globalização tem efeitos tremendamente espetaculares, o que pode aumentar nossa riqueza na comunicação, nos conhecimentos que estamos desenvolvendo, na geração do conhecimento. Porém, esses processos também conduzem ao aumento de desigualdades sociais e nisto a questão da cidadania, a reação do profissional com a cidadania é cada vez mais importante. Demasiadamente influenciadas pela eficiência econômica, os profissionais muitas vezes se esquecem de que têm que buscar a igualdade social em suas gestões tem que buscar, também, fortalecer a cidadania e fortalecer a igualdade social.

Enfim, o que se pode ver no pensamento de Drucker é a eterna filosofia, a eterna procura de formas, conceitos e atos que contemplem a humanidade com valores que lhe são caros como sustentadores de tal humanidade. Tal qual os clássicos, Drucker se lança a frente do que está posto, daquilo que cerceia o homem, ou seja, da ignorância e do egoísmo.Não podemos dizer que Drucker trás receitas milagrosas, e nem poderia fazê-lo pois os limites de todo pensamento é dado pelas fronteiras da sociedade em que vivemos, a sociedade capitalista e que tem o individuo como referência.