Giancarlo de Mazo
Terça, 4 de Março de 2008
Quando o consumidor adquire um produto, dificilmente consegue imaginar todo o processo necessário para que aquele determinado bem pudesse chegar às suas mãos. Partindo das fontes da matéria-prima, passando pelas fábricas dos diversos componentes que podem formar uma geladeira um automóvel, pela manufatura do produto, distribuidores, até finalmente chegar até as mãos do consumidor através de um varejista, existe todo um processo de Logística que recebe o nome de Cadeia de suprimento.
Para entender melhor como se desenrola esse processo, vamos analisar uma geladeira que pode estar à venda em qualquer uma das diversas lojas de eletrodomésticos. A geladeira é formada por diversos componentes que são produzidos por varias indústrias diferentes, como o compressor. Por sua vez, a fábrica dos compressores também necessita de itens que são fornecidos por outras empresas, como fios, metais, um ou outro tipo de plástico, e assim por diante. A cadeia de suprimento típica abrange todo esse processo, onde fornecedores de matéria-prima entregam diversos tipos de insumos para a indústria principal (no exemplo anterior, a fabrica de geladeiras), e também para os fabricantes de componentes que participam da fabricação do produto em questão. A indústria fabrica o produto, que então é distribuído para varejistas, atacadistas ou distribuidores, dependendo da situação. Finalmente, as lojas varejistas, que foram abastecidas diretamente pelo produtor ou por intermediários, entregam o produto ao consumidor final. E há ainda alguns casos em que, além das etapas citadas, existe a Logística Reversa e algumas operações de pós-venda.
Ao longo do tempo, a cadeia de suprimentos sofreu diversas transformações em sua forma, sempre originadas da necessidade de maior competitividade e redução de custos. Há algumas décadas, a as grandes industrias produziam grande parte dos componentes utilizados na fabricação de seus produtos, seja porque conseguiam produzi-los a um custo baixo ou porque não gostavam da idéia de ficar dependentes de fornecedores. Com o tempo, a necessidade de uma maior competitividade fez com que as empresas passassem a se preocupar com aquilo que elas realmente conseguiam fazer bem, criando diferenciais que seus concorrentes não possuíam e transferindo para terceiros tudo aquilo que não estivesse em sua Competência central, core competence, de acordo com o conceito de Porter.
Assim, criou-se uma corrente de empresas que colaboram umas com as outras e onde a integração decorrente dessa relação deve estar fundamenta no ganha-ganha, onde todos os participantes da cadeia de suprimento devem ganhar com o processo, e não apenas o mais forte, em detrimento dos mais fracos. Mas, para atingir esse nível de integração, é necessário que todas as empresas envolvidas estejam comprometidas com o objetivo final. A integração exige vários esforços conjuntos, como a construção de um sistema de informações que interligue todos os parceiros da cadeia, além de um sistema de custos que atenda os objetivos pretendidos e que seja transparente e eficaz. Se bem gerenciada, a cadeia de suprimento transforma-se em um importante diferencial para a empresa.
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Mateus Paulini
Sexta, 1 de Fevereiro de 2008
É fato que toda organização deve possuir planejamento estratégico estruturado de forma a lastrear as tomadas de decisões, asseverando assim um caminho a ser seguido. A definição estratégica entre ser uma empresa First Mover ou Second Mover implica e afeta diversas áreas, como exemplo o departamento de P&D (pesquisa e desenvolvimento).
Primeiramente é necessário explicar os conceitos. São conhecidas como First Mover empresas com capacidade de inovação, que lançam algum produto, variação ou subproduto antes de qualquer outra empresa concorrente. Consequentemente as empresas Second Mover mostram-se em segundo momento, após analisar a aceitabilidade e viabilidade do produto no mercado.
Se o produto é aceito pelo mercado, a empresa First Mover possui grande vantagem competitiva, pois não haverá inicialmente concorrentes, em contra partida, pode ocorrer o fracasso, ou seja, o produto não ser recebido de forma satisfatória pelo mercado. O neste caso risco é maior, seguido na mesma proporção do tamanho do sucesso ou fracasso. Já as empresas concorrentes Second Mover possuem o privilégio da segurança, estabelecendo mercado para produtos com o feedback de clientes analisados, porém iniciando com market share menor.
 Desta forma, as empresas que seguem a linha estratégica First Mover devem possuir alta competência de inovação, o que é muito complicado, pois não basta possuir um departamento de P&D (pesquisa e desenvolvimento) estruturado, mas a inovação deve estar enraizada na cultura organizacional.
Também existe outra questão a ser abordada: custo de desenvolvimento.
Desenvolvimento de produto necessita de recurso humano qualificado, de uma cultura organizacional voltada para a inovação e recurso financeiro. Pois se existe a possibilidade de obtenção de lucro com a entrada de um novo produto, e consecutivamente a criação de um novo mercado, também existe a possibilidade de prejuízo.
É nesse ponto crucial que entram os fundos de capital de risco que podem financiar a inovação da organização tornando exeqüível o desenvolvimento de um novo produto, dando possibilidade desta tornar-se uma First Mover.
No caso das empresas participantes do Second Mover para desenvolver produto com o intuito de entrar no mercado aberto pela empresa First Mover, é necessário realizar um procedimento chamado de "engenharia reversa", ou seja, o produto do concorrente é analisado a ponto de possibilitar o conhecimento técnico, permitindo sua produção. O interessante é que muitas vezes neste processo é possível identificar novas formulações do produto, o que pode resultar em um novo produto, ou seja, a empresa pode tornar-se uma First Mover.
Categorias:
Cultura Organizacional, Vantagem Competitiva, Desenvolvimento de Produto, Tomada de Decisão, Pesquisa e Desenvolvimento, Panejamento Estratégico, First Mover, Second Mover, Linha Estratégica, Departamento de PD, Custo de Desenvolvimento, Fundo de Capital de Risco, Engenharia Reversa,
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Administrador
Segunda, 22 de Outubro de 2007
A logística, no que diz respeito ao aspecto da distribuição direta, já se consolidou como agente importante para os mais diversos processos de fornecimento, armazenagem, estocagem, produção e distribuição de produtos até o consumidor e as empresas. A logística é responsável por planejar, implementar e gerenciar, de forma eficaz, o fluxo de matérias-prima, produtos e informações ao longo da cadeia.
Ao contrário da logística direta, a logística reversa por enquanto não conta com uma estrutura suficiente para fazer fluir, de forma eficiente, todos os resíduos, embalagens, produtos, entre outros, gerados pela cadeia de distribuição direta.
Logística reversa é um tema pouco explorado, de pouca produção textual. Foi nos anos 90, que segundo Chaves e Martins (2005), surgiram novas abordagens sobre o assunto, destacando o aumento da preocupação com questões ambientais, legislação nessa área, órgãos de fiscalização e a preocupação com as perdas por parte das empresas, como aspectos que contribuíram para a evolução do tema logística reversa.
 Segundo Zikmund e Stanton apud Felizardo e Hatakeyama (2005, p. 3), a conceituação mais antiga sobre logística reversa data do início dos anos 70. Onde se aplica os conceitos de distribuição, porém voltados para o processo de forma inversa, com o objetivo de se atender as necessidades de recolhimento de materiais provenientes do pós-consumo e pós-venda.
No final dos anos 70, Ginter e Starling apud (Felizardo e Hatakeyama, 2005, p. 3), destacaram a logística reversa dando uma maior atenção para os aspectos da reciclagem e suas vantagens para o meio ambiente, e também seus benefícios econômicos, além da importância dos canais reversos como forma de viabilizar o retorno dos efluentes.
Lambert e Stock (1981) apud (Felizardo e Hatakeyama, 2005, p. 2), destacaram a logística reversa como "[...] o produto seguindo na contramão de uma rua de sentido único pela qual a grande maioria dos embarques de produtos flui em uma direção". Nesta conceituação percebe-se a logística reversa fazendo o sentido contrário ao da logística direta.
De forma mais abrangente, Leite (2003, p. 16-17) conceitua logística reversa da seguinte forma:
"[...] área da logística empresarial que planeja, opera e controla o fluxo e as informações logísticas correspondentes, do retorno dos bens de pós-vendas e de pós-consumo ao ciclo de negócios ou ao ciclo produtivo, por meio dos canais de distribuição reversos, agregando-lhes valor de diversas naturezas: econômica, ecológica, legal, logístico, de imagem corporativa, entre outros".
A logística reversa é responsável por tornar possível o retorno de materiais e produtos, após sua venda e consumo, aos centros produtivos e de negócios, por meio dos canais reversos de distribuição agregando valor aos mesmos.
A rapidez com que um produto é lançado no mercado, o rápido avanço da tecnologia, juntamente com um grande fluxo de informações; a alta competitividade das empresas e o crescimento da consciência ecológica quanto às conseqüências provocadas pelos produtos e seus descartes no meio ambiente, estão contribuindo para a adoção de novos comportamentos por parte das organizações e da sociedade de um modo geral, sinalizando assim para uma valorização maior dos processos de retorno de produtos e materiais descartados no meio ambiente.
Chaves e Martins (2005) destacam um outro aspecto que está ocasionando o crescimento da importância da logística reversa nas operações de logística empresarial. Segundo eles, a causa desse crescimento dá-se ao grande potencial econômico que possui o processo logístico reverso e que no momento não tem sido explorado como deveria.
Autores: Alan A. A. Bezerra, Anderson J. Gomes, Claudinei F. Vieira, Cleyton L. Dada, Ednilson B. de Oliveira.
Categorias:
Meio Ambiente, Logística, Reciclagem, Legislação, Estocagem, Distribuição, Matéria Prima, Logística Reversa, Cadeia de Suprimento, Armagenagem, Preocupação Ambiental, Órgão de Fiscalização, Canal Reverso de Distribuição, Consciência Ecológica,
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Administrador
Terça, 29 de Maio de 2007
A logística empresarial estuda como a administração pode prover melhor o nível de rentabilidade nos serviços de distribuição aos clientes e consumidores, através de planejamento, organização e controles efetivos para atividades de movimentação e armazenagem que visam facilitar o fluxo de produtos. Ela trata de todas as atividades de movimentação e armazenagem, que facilitam o fluxo de produtos desde o ponto de aquisição da matéria-prima até o ponto de consumo final, assim como dos fluxos de informação que colocam os produtos em movimento, com o propósito de providenciar níveis de serviços adequados aos clientes a um custo razoável.
Existem muitas maneiras de definir o conceito de logística. Neste trabalho estaremos adotando o conceito de Logística definido pela organização Council of Logistics Management - CLM:
"Logística são os processos da cadeia de suprimentos (supply chain) que planejam, estruturam e controlam, de forma eficiente e eficaz, o fluxo de armazenamento dos bens dos serviços e da informação relacionada, desde o ponto de origem até o ponto de consumo, para satisfazer o requisito do cliente." CLM (2000)
Dentro da logística integrada temos que fazer uma diferenciação entre as variantes da logística:
A logística de abastecimento é a atividade que administra o transporte de materiais dos fornecedores para a empresa, o descarregamento no recebimento e armazenamento das matérias primas e concorrentes. Estruturação da modulação de abastecimento, embalagem de materiais, administração do retorno das embalagens e decisões sobre acordos no sistema de abastecimento da empresa.
A logística de distribuição é a administração do centro de distribuição, localização de unidades de movimentação nos seus endereços, abastecimento da área de separação de pedidos, controle da expedição, transporte de cargas entre fábricas e centro de distribuição e coordenação dos roteiros de transportes urbanos.
A logística de manufatura é a atividade que administra a movimentação para abastecer os postos de conformação e montagem, segundo ordens e cronogramas estabelecidos pela programação da produção. Desovas das peças conformadas como semi-acabados e componentes, armazenamento nos almoxarifados de semi-acabados. Deslocamento dos produtos acabados no final das linhas de montagem para os armazéns de produtos acabados.
A logística organizacional é a logística dentro de um sistema organizacional, em função da organização, planejamento, controle e execução do fluxo de produtos, desde o desenvolvimento e aquisição até produção e distribuição para o consumidor final, para atender às necessidades do mercado a custos reduzidos e uso mínimo de capital.
Um outro fator importante que surgiu com a evolução da logística foi a Logística Reversa, que é a área da logística empresarial associada a retornos de produtos, reciclagem, substituição de materiais, reutilização de materiais, descarte de resíduos e reformas, reparos e remanufatura.
A missão do gerenciamento logístico é planejar e coordenar todas as atividades necessárias para alcançar níveis desejáveis dos serviços e qualidade ao custo mais baixo possível. Portanto, a logística deve ser vista como o elo de ligação entre o mercado e a atividade operacional da empresa. O raio de ação da logística estende-se sobre toda a organização, do gerenciamento de matérias-primas até a entrega do produto final.
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Administrador
Domingo, 29 de Abril de 2007
Existe um aumento constante do nível de descartabilidade dos produtos em geral. Isto ocorre devido à redução do ciclo de vida dos produtos e maior giro dos estoques. O avanço da tecnologia também é um fator relevante que acelera a obsolescência dos produtos. Segundo Leite, (2003), com o aumento do descarte dos produtos de utilidade após seu primeiro uso, há um desequilíbrio entre as quantidades de resíduos descartadas e as reaproveitadas, tornando o lixo urbano um dos mais graves problemas ambientais da atualidade. Isto se dá porque muitas vezes não encontram canais de distribuição reversos pós-consumo e pós-venda devidamente estruturados e organizados nas empresas.
Esses resíduos, gerados na maioria das vezes pelas indústrias e pelos armazéns, constituem materiais que podem ser reaproveitados e reintegrados ao processo produtivo. Para que isso ocorra de forma eficiente, são necessários sistemas que gerenciem esse fluxo reverso, de maneira similar ao que acontece no fluxo direto. Muitas vezes o processo logístico reverso requer as mesmas atividades utilizadas no processo logístico direto.
De acordo com Bowersox & Closs (2001), as necessidades da logística reversa também provêm das legislações que proíbem o descarte indiscriminado de resíduos no meio ambiente e incentivam a reciclagem de recipientes de bebidas e materiais de embalagem. O aspecto mais significativo da logística reversa é a necessidade de um máximo controle quando existe uma possível responsabilidade por danos à saúde humana, por exemplo produtos vencidos ou contaminados. Assim, a retirada dos mesmos do mercado é semelhante a uma estratégia de serviço máximo ao cliente que deve ser realizado sem se considerar o custo.
A logística reversa operacionaliza esta retirada dos produtos de mercado, tanto no que se refere a produtos vencidos ou contaminados, como também os produtos que estão no final de sua vida útil. Para melhor entendimento, tem-se o conceito de Leite (2003:16),que afirma:
A logística reversa é a área da logística empresarial que planeja, opera e controla o fluxo e as informações logísticas correspondentes, do retorno dos bens de pós-venda e de pós-consumo ao ciclo dos negócios ou ao ciclo produtivo, por meio dos canais de distribuição reversos, agregando-lhes valor de diversas naturezas: econômico, ecológico, legal, logístico, de imagem corporativa, entre outros.
Ela pode ser ainda dividida em duas áreas de atuação: logística reversa de pós-venda e logística reversa de pós-consumo. A primeira pode ser entendida como a área da logística reversa que trata do planejamento, do controle e da destinação dos bens sem uso ou com pouco uso, que retornam à cadeia de distribuição por diversos motivos: devoluções por problemas de garantia, avarias no transporte, excesso de estoques, prazo de validade expirado, entre outros. A logística reversa de pós-consumo pode ser vista como a área da logística reversa que trata dos bens no final de sua vida útil, dos bens usados com possibilidade de reutilização (embalagens, paletes) e dos resíduos industriais.
Entende-se de melhor maneira o processo logístico reverso através da Figura 1, que segundo Rogers & Tibben-Lembke (1999) é o processo de planejamento, implementação e controle do fluxo de matérias-primas, estoque em processamento e produtos acabados, como também de seu fluxo de informação, desde o ponto de consumo até o ponto de origem, com o objetivo de recuperar valor ou realizar um descarte final adequado.
A Figura 2, complementa a explicação do processo logístico reverso, demonstrando os canais reversos de revalorização dos resíduos de pós-consumo e pós-venda.
Como pode ser observado na Figura 1, a logística reversa se utiliza das mesmas atividades da logística direta. Para tanto, conforme demonstra a Figura 2, os resíduos devem ser coletados embalados e expedidos, para posteriormente serem destinados aos canais reversos de revalorização, tais como: retorno ao fornecedor, revenda, recondicionamento, reciclagem e em último caso descarte, possibilitando seu retorno ao ciclo produtivo e/ou de negócios como materiais secundários.
É possível através das soluções que a logística reversa oferece no gerenciamento dos resíduos sólidos, fechar o ciclo da cadeia de suprimentos, desta forma gerando lucratividade, através da redução de custos e consolidação de uma imagem institucional positiva e ambientalmente responsável perante o mercado consumidor, além da oportunização de novos nichos de negócios que geram novos empregos e renda. (FELIZARDO, 2003)
Categorias:
Logística, Ecológico, Gerenciamento, Ciclo de Vida, Ciclo de Vida do Produto, Cadeia de Suprimentos, Pós-Venda, Controlar Fluxo, Canais de Distribuição, Pós-Consumo, Logística Reversa,
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