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Transformando AMEAÇAS em OPORTUNIDADES

Quinta, 22 de Maio de 2008
"Viva!
Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve...
e a vida é "muito" para ser insignificante"
Charles Spencer Chaplin

Em meio à era da incerteza, nada estará garantido; assim, além de depararmos com uma constante competição, deparamos também com desafios constantes; e para isso teremos que ser sábios para transformar cada desafio em grande oportunidade de aprendizado e de negócio.

Salienta-se que o seu sucesso dependerá muito da maneira como você irá enxergar e encarar os desafios. Tudo dependerá de sua decisão. Pensando assim, a maneira como você reage a este desafio, é determinante. Se lamentar o tempo todo, provavelmente não irá enxergar as estratégias que terá que traçar e nem o caminho a percorrer; assim, tudo ficará obscuro, levando-o ao fracasso. Caso você se sinta realmente desafiado irá "abraçar" aquela causa, envidar esforços, doar-se em demasia e então, além de enxergar o caminho de forma límpida, identificando e entendendo cada desafio, enxergará e avaliará possíveis determinantes, utilizando estratégias de forma a alcançar a superação; e isto faz do desafio uma grande oportunidade de desenvolvimento e crescimento, revertendo todo o quadro negativo.

Sabemos que as ameaças e os desafios são constantes, e que a competição é diária. Em meio a esta era do terceiro milênio, não há como isentar-se destes. Melhor política é, em vez de reclamar, fazer. Se for imprescindível enfrentar, que enfrente de cabeça erguida, com garra e determinação; portanto, o profissional deverá enxergar as ameaças bem como os desafios, encará-los de frente, desvinculando de seu ser o medo, a insatisfação, a aflição, a angústia, o sofrimento e todo "azedume" que porventura poderá surgir, pois, quando mal conduzidos, os desafios , assim como as ameaças, se tornam fracassos.

Além de ter que banir o medo e a insegurança de sua vida profissional, é preciso se antever aos fatos, enxergando o que ainda não foi visualizado por muitos, trabalhando a imaginação, compilando a idéia, colocando-a em prática em prol da agregação de valor do produto e/ou serviço, através do desejo aguçado e da vontade de acertar, neutralizando a ansiedade, o que favorecerá bastante para a construção de algo novo ou inusitado, fazendo assim o diferencial no mercado.

Pensando assim, sabemos que a maneira mais fácil de vencer um desafio reside no amor. Sentir prazer e amor pelo que se faz é a chave de todo o negócio, pois, quando você ama o que faz você desperta o querer que existe dentro de você e a partir daí o caminho, além de ficar largo, fica límpido, fluindo força, coragem, perseverança, determinação e otimismo; por conseguinte, não se deixando abater diante das dificuldades, o que facilita todo o processo.

Somados a isso, o profissional, conhecedor de seus talentos, habilidades, capacidades e conhecimentos, deverá confiar mais em si mesmo. A auto-confiança torna-se fator sine qua non para se alcançar o sucesso. Além disso, devemos ter sempre em mente que os desafios nos revelam oportunidades de desenvolvimento e crescimento, o que contribui para nos tornarmos cada vez melhores no que fazemos.

É preciso lembrar que o que irá determinar o nosso sucesso diante dos desafios chama-se ação. Será a nossa ação que irá reverter todo o quadro presente encontrado. Planejar ações de forma a agregar valor e fazer o diferencial no mercado se torna imprescindível em meio a tantos desafios. Profissionais que não se planejarem correrão sérios riscos de serem esmagados pelo mercado, pois o planejamento é uma valiosa ferramenta de gestão.

Desta forma, ressalte-se também que o planejamento estratégico é de suma importância, uma vez que servirá de bússola, dando rumo à caminhada, proporcionando assim que o profissional seja ágil e pró-ativo, tendo sabedoria para enfrentar as ameaças, aproveitando ao máximo as oportunidades encontradas em meio à "destemperança" do mercado, visualizando e transformando seus pontos fracos em fortes, mantendo o foco e o direcionamento em prol do almejado, mas agindo com rapidez em meio às mudanças.

Por fim, deve-se adotar uma nova postura diante a tantos desafios; e isto se torna, além de imprescindível, emergencial a qualquer profissional que deseja pelo menos sobreviver no mercado competitivo.

À vista do exposto, é importante lembrar que para você vencer qualquer desafio e /ou ameaça você depende de uma e única exclusiva pessoa: você.

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9 dicas para uma apresentação de sucesso

Domingo, 9 de Março de 2008
Para preparar uma boa apresentação, é preciso que você tenha em mente que ela deve ir ao encontro do interesse dos ouvintes, seja clara e lógica.

Segue abaixo algumas dicas que poderão ajudá-lo a fazer uma apresentação de sucesso:

1- Antes de começar a falar com seus ouvintes, é necessário que você saiba controlar o medo e a insegurança. Tais sentimentos são freqüentes e atacam quando você menos espera. Contudo, existem alguns meios de minimizá-los.

2- Estabeleça os objetivos da sua apresentação. Por que estou fazendo esta apresentação?
9 dicas para uma apresentação de sucesso
3- Pesquise bem o assunto que vai abordar. Mergulhe no tema e tente estabelecer os vínculos que ele tem com a sua própria vivência. Não poupe tempo ou esforços, obtenha o máximo de dados que conseguir reunir.

4- Planejar e organize bem a apresentação. Toda boa apresentação deve ser dividida em introdução, desenvolvimento e conclusão, sendo que logo na inicio da fala, temos que transmitir uma imagem positiva, uma aparência adequada, uma atitude madura e equilibrada, pois, a introdução é o momento chave, é aonde você conquista e ganha a confiança do público.

5- Adequar a linguagem ao tipo de publico é essencial para o sucesso de uma apresentação. Não adiante falarmos bonito ou utilizarmos palavras sofisticadas ou muito técnicas, se o nosso público não nos entender.

6- Um outro aspecto importante e que temos que ter consciência é que o processo de comunicação é dividido em verbal e não verbal. E que segundo pesquisas a linguagem não verbal (expressão facial/corporal e a inflexão da voz) equivale a 93% do processo de comunicação e a linguagem verbal (palavras) somente 7%. Por isso, devemos ter muito cuidado com a aparência pessoal, postura e gestos.

7- Utilize bem os recursos audiovisuais. Pesquisas revelam que apresentações são mais efetivas quando se utiliza algum recurso visual (retro-projetor, projetor multimídia, etc.), mas nunca devemos se esquecer que o principal é quem fala.

8- A base de uma boa comunicação é a simplicidade.

9- Desenvolva sua autoconfiança, fale com emoção e aprenda a pensar positivamente, acreditando em si próprio e também no tema que vai expor.

Agora é aproveitar as oportunidades e colocar toda sua competência em prática.

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O grande equívoco da "inovação" - Parte II

Terça, 26 de Fevereiro de 2008
Somente os consumidores conhecem o produto perfeito, a "inovação" perfeita - As pessoas querem inovações? Não. Querem que a cada dia seja satisfeito mais um item (senão todos de uma só vez) de valor desejado de sua escala de valor desejado para todos os produtos (na verdade, quando os consumidores dizem produtos, querem dizer soluções para o seu valor desejado), que ele tem guardada dentro dele, e da qual nem ele mesmo tem total consciência.

Querem outra "inovação" indesejada? As TVs em miniatura da Casio. O famoso "parece mais não é". À primeira impressão seria um sucesso. Mas ninguém quis ter uma TV de 5 polegadas. Ela quase não existe hoje no mercado, porque simplesmente não era um item de valor de desejado das pessoas para o produto televisão. Fruto de mais um surto de "intuição".

A "intuição" de maior sucesso da Casio: a Exilim - O mesmo Kashio que teve a "intuição" da "desinovação" de grande sucesso que foi a primeira calculadora pessoal, também teve a intuição de outra "inovação" de grandes vendas porque "encaixou" perfeitamente (mais uma vez por "sorte") em itens de grande valor desejado do consumidor, quando a empresa estava a um passo de fechar as portas por culpa de "intuições" de outros produtos que o consumidor não comprou: a câmera digital Exilim, apesar de sua resolução pequena, era um valor desejado tão alto, guardado no coração das pessoas (aonde é mesmo que está escondida a escala de valor desejado dentro das pessoas?) para o produto fotografia -poder levar a máquina para todos os lugares, uma festa por exemplo, da maneira mais discreta (no bolso, na bolsa) e portátil, deixando as mãos completamente livres.

O problema é que quando a "intuição" do Kashio ou de algum outro seu irmão (são quatro os diretores-fundadores da Casio) falha, como aconteceu com o Cassiopeia, o primeiro minicomputador da Casio, o prejuízo é grande.

Quero dar exemplo, agora, de mais uma "inovação", porém, mais que perfeitamente "encaixada" na escala de valor do consumidor. Um exemplo de um produto que é um item de valor que está na parte mais alta da escala de valor do consumidor para o produto telefone: o celular.

Mas será este o item final da lista para este produto cujo verdadeiro nome (dado por quem tem o seu modelo perfeito em sua escala de valor, o consumidor) é comunicação pessoa a pessoa da forma mais privativa possível e que o fabricante chama de telefone? Sabemos o item final da lista? Não, mas sabemos onde a "lista completa" está. Só temos que aprender cada vez mais a "prospectar", (e esta é a parte mais difícil, pois se nem o proprietário da lista, o consumidor, racionaliza, conhece todos os seus itens) para conhecer todos eles. Esta condição é imperativa para a sobrevivência das empresas.

Visualize abaixo de forma simplificada, a escala de valor desejado do consumidor para todos os produtos - Para melhor entendimento, visualize a escala de valor desejado do consumidor para qualquer produto através de um pequeno gráfico simplificado de seus itens principais. Tomemos como exemplo a escala de valor para o produto música. Na lista numerada abaixo, está listado o valor desejado e logo após, a solução correspondente (produtos) materializada:

1. A simples audiência da música -as apresentações em teatro (para poucas pessoas)
2. O som para ouvir em casa a qualquer hora -o som gravado em gramofones (som de péssima qualidade)
3. O aparelho para ouvir e conhecer novas músicas a custo baixo -o rádio
4. O som transportável para ouvir em qualquer lugar - o rádio portátil
5. As músicas preferidas para ouvir em todo lugar -o walkman
6. O som de alta qualidade - o toca discos em estéreo e hi-fi
7. O música transportável de alta qualidade -o discman
8. A música ao vivo para ver em casa -a televisão
9. Músicas escolhidas em apresentações ao vivo do cantor para ver em casa -o vídeo-cassete
10. O item anterior com imagem e som de alta qualidade -o dvd
11. Um aparelho para ouvir músicas, assistir vídeos ou qualquer outra coisa e que possa armazenar centenas delas com som de altíssima qualidade, transportável no bolso da camisa -o iPod etc.

De posse da lista de itens desta escala é bem mais fácil para as cabeças pensantes do departamento de P&D criar uma "inovação" com mercado comprador certo.

Será que somente o Michael Dell, da Dell Computers, tem consciência do equívoco que é a tal da "inovação" e seu conceito? - A entrevista concedida a Thomas A. Stewart, editor da Harvard Business Review e Louise Obrien, editora consultora desta revista, revelam a lucidez e conhecimento dos princípios da verdadeira ciência do marketing do presidente e fundador da Dell Computers, Michael Dell.

Nesta entrevista, ele e seu CEO Kevin Rollins ensinam que a excelência de sua empresa está em conhecer e monitorar momento a momento a escala de valor desejado de seu comprador e não em inventar meras "inovações" pirotécnicas. Abaixo, transcrevo algumas frases e faço comentários em seguida a cada uma delas:

"A Dell mudou aquilo que era o fator estratégico em nosso setor (de computadores), que foi do gasto com P&D para a produção de tecnologia padrão ao mais baixo custo. Na história da humanidade nenhuma empresa que tenha fornecido a baixo custo, saiu perdedora."

Um exemplo para entender um dos aspectos a que ele se refere nesta afirmação: a grande maioria das pessoas jamais vai precisar de um computador que tenha um processador com a velocidade maior que 2 e meio megahertz, por exemplo. Esta configuração e seu baixo custo tornam este computador um alto valor desejado para um número imenso de pessoas, aumentando o faturamento e a fatia de mercado da empresa. O que se quer com "inovação" não é tornar a empresa líder? Esta "desinovação" do Michael Dell é a verdadeira "inovação". A "inovação" que o cliente deseja. Daí a opção da Dell por tecnologia padrão a baixo custo.

"O gasto elevado em P&D para criação de produtos exclusivos leva a uma estratégia de nicho, não a uma estratégia de base ampla. Ainda assim, muitas empresas continuam a dizer que o vencedor será aquele que mais gasta em P&D."

Quando ele fala em "criação de produtos exclusivos", leia-se "inovações" ("intuitivas" ou baseadas na escala de valor do consumidor). Mesmo sendo a estratégia de nichos, uma opção válida para qualquer empresa para atender o valor desejado, ele explica que este posicionamento leva a muito mais trabalho, mais investimento em P&D e talvez a menos lucro, para quem está mirando ser líder de mercado. Aqui ele também se refere ao equívoco de pensar que quanto mais alta a tecnologia da "inovação" mais a empresa crescerá.

"Nossos concorrentes não vão bater a Dell enquanto gastarem uma fortuna em P&D e tentarem ser empresas voltadas a "inventar". Estas duas metas são mutuamente excludentes."

Aqui ele põe "o dedo na ferida". Quando diz "empresas voltadas a inventar", refere-se à prática da famigerada "inovação", a invenção de produtos novos, desenfreada, sabe-se lá para quem comprar. Em seguida, sobre as metas excludentes, ele se refere às duas escolhas que toda empresa tem à sua frente: ou luta para conhecer, pesquisar e monitorar para atender a escala de valor desejado do consumidor, isto é, vender produtos do jeito que o consumidor quer comprar, como a Dell faz, ou prossegue com a produção louca de "inovações" de alta tecnologia, com seus imensos gastos em P&D, na crença equivocada de que o consumidor só gosta de "novidades tecnológicas", quaisquer que sejam elas. Ele continua: "Usamos parceiros quando faz sentido, em vez de tentar reinventar coisas já inventadas."

Se a "reinvenção" não for para acrescentar um valor ao produto, fazer um mesmo produto de uma forma que atenda melhor o consumidor (uma "inovação incremental", como chamam os que defendem a "inovação" e seu conceito) uma "melhoria no produto" desejada pelo consumidor, mas somente pelo orgulho de uma tecnologia proprietária, é preferível fazer parcerias. Ou seja, se a questão é ter uma empresa rica e líder de mercado como a Dell, é preciso economizar os gastos da vaidade. A finalidade de toda empresa é lucratividade, através de quaisquer meios lícitos.

"A Sony investe 1 bilhão de dólares e consegue de volta apenas 200 milhões em lucro. A Sony está inventando demais. Ela investe em coisas que podem ser empolgantes, mas que não são valorizadas pelo cliente. Com isso, não consegue gerar bons retornos. O verdadeiro teste da inovação é se o cliente está disposto a pagar por ela"

Estas últimas palavras do Michael Dell precisam de comentários?

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A arte de falar bem em público

Sabado, 23 de Fevereiro de 2008
Segundo pesquisas um dos maiores medos do ser humano é o de falar em público. Muitas pessoas devido ao excesso de timidez e medo de falar em público, perdem varias oportunidades, tanto na vida pessoal quanto na profissional, sendo o ato de falar em público uma necessidade para qualquer pessoa nos dias atuais. Se observarmos grande parte das pessoas de sucesso, em sua maioria são bons comunicadores.

Para se ter uma idéia, basta somar o número de horas gasta mensalmente em entrevistas, palestras, rodadas de negociação e, mesmo, a participação em reuniões. Em todos os casos, o orador defende um ponto de vista, tentando convencer alguém e recebendo uma resposta imediata dos outros envolvidos.

Diante de tantas situações distintas, a maior parte das pessoas acaba se sentindo insegura e com muitas dúvidas sobre a maneira como se comportar nestes casos. Será que as pessoas estão entendendo o que eu estou falando? Como relaxar antes de um discurso evitando ficar nervoso? Qual a melhor maneira de apresentar e ilustrar minhas idéias?A arte de falar bem em público

Antes de começar a falar com seus ouvintes, é necessário que você saiba controlar o medo e a insegurança. Tais sentimentos são freqüentes e atacam quando você menos espera. Contudo, existem alguns meios de minimizá-los.

Vamos partir do princípio de que o medo é inevitável. O que nos resta a fazer é administrá-lo e até fazê-lo trabalhar a nosso favor. O medo pode ser uma vantagem, se considerarmos que ele fará com que você se prepare bem e esteja sempre atento às mais variadas circunstâncias.

Como primeiro passo, saiba que você não é a única pessoa que tem medo. Muitos oradores profissionais afirmam que jamais perderam completamente o nervosismo ao falar em público. Esteja certo de que uma das razões de você sentir medo é simplesmente o fato de não estar acostumado a falar em público.

É importante salientar que é uma missão quase impossível falar sobre um tema que você abomina, desconhece ou acha desinteressante. Esteja certo de que o tema o entusiasma. Se não for este o caso, procure abordá-lo sob um prisma estimulante, que coloque em movimento sua criatividade. Para tanto, mergulhe no tema e tente estabelecer os vínculos que ele tem com a sua própria vivência. Uma boa pesquisa é fundamental. Não poupe tempo ou esforços, obtenha o máximo de dados que conseguir reunir.

A organização da fala também é primordial. Uma vez ordenado os assuntos, cuide para que todas as partes se integrem ao todo e tenha especial atenção para que uma parte conduza a outra de maneira harmoniosa. Toda apresentação tem que ter introdução, desenvolvimento e conclusão, sendo que logo no inicio da fala, temos que transmitir uma imagem positiva, uma aparência adequada, uma atitude madura e equilibrada, pois, a introdução é o momento chave, é aonde você conquista e ganha a confiança do público.

Um outro aspecto importante e que temos que ter consciência é que o processo de comunicação é dividido em verbal e não verbal. E que segundo pesquisas a linguagem não verbal (expressão facial/corporal e a inflexão da voz) equivale a 93% do processo de comunicação e a linguagem verbal (palavras) somente 7%. Por isso, devemos ter muito cuidado com a aparência pessoal, postura e gestos. Pesquisas também revelam que apresentações são mais efetivas quando se utiliza algum recurso visual (retro-projetor, projetor multimídia, etc.), mas nunca devemos se esquecer que o principal é quem fala.

Enfim, desenvolva sua autoconfiança, fale com emoção e aprenda a pensar positivamente, acreditando em si próprio e também no tema que vai expor.

Saber e não fazer, ainda é não saber. Não basta saber é preciso fazer. Aproveite as oportunidades que tiver de falar em público e seja bem entendido.

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Seja Diferente, Crie Mercado, Seja o Líder

Quinta, 31 de Maio de 2007
Hoje, Marketing é um processo indispensável a qualquer organização (empresa, associações, sindicatos, igrejas, etc). Da escassez à inflação no mercado o mundo passou por várias mudanças, inclusive mudou o modo como nós nos comportamos perante os produtos que consumimos, passamos a exigir mais qualidade em todo tipo de serviço que nos cerca, hotéis, restaurantes, padarias, lojas de departamentos, bancos, etc, queremos ser atendidos bem e rápido, e se no produto observarmos algum defeito que consideremos inadmissível ou nem tão grave assim, dificilmente voltaremos a comprá-lo além de "comunicar" a nossos amigos e conhecidos e reclamar e exigir nossos direitos.

Nas faculdades de Marketing e Administração têm se estudado que o marketing parte da premissa de que se deve definir o público-alvo e descobrir o que esses consumidores querem e daí satisfazer suas necessidades da melhor forma possível. Tudo bem, você já deve ter ouvido falar a respeito, porém há um outro pensamento que é bem diferente desse. Muitas pessoas viveram em um período sem automóveis, televisão, microondas, geladeira, motocicleta, fax, aparelho de som, cinema, ar condicionado, aviões, computadores e outros objetos e serviços de uso constante na sociedade atual, ou seja, era uma época de "escassez" tecnológica como disse no primeiro parágrafo. Mas será mesmo que tudo isso tenha feito falta naquela época? Ninguém sente falta do que não conhece e nunca viu e se não viu não sabe se quer. É nesta idéia que trabalham os mais bem sucedidos profissionais do mundo, de que o cliente não sabe o que quer, é tarefa do marketing criar necessidades e desejos e não verificar e é daí que provem o segundo pensamento, o marketing existe para satisfazer às minhas necessidades como produtor e prestador de serviços; se em uma pesquisa perguntarem o que desejamos em novas tecnologias, responderemos algo que imaginamos ser possível, nossa resposta estará dentro de nosso "mundo", concentrada numa variação do que já existe ou, repetindo, do que achamos que seja possível, logo haverá pouca ou nenhuma contribuição para uma idéia e criação de um produto realmente surpreendente, pois o avanço da ciência no desenvolvimento tecnológico avança a passos largos e o que julgamos possível poderá estar obsoleto. Antes, se conservava alguns alimentos com sal, até aí todos estavam satisfeitos ou não tinham idéia do que poderia ser criado para facilitar suas vidas até a invenção da geladeira, a partir de então é difícil entrar numa casa e não encontrar uma, necessidade detectada? O inventor do fax não tinha como detectar a necessidade de um aparelho como o tal, não se pode fazer pesquisa de mercado de algo que não existe, partiu do princípio da comodidade que todo ser humano deseja e criou uma necessidade assim como a criada pelo invento da geladeira até então à anos luz da ótica mercadológica.

Esse pensamento abrange qualquer área que se possa imaginar. Dick Morris, consultor em marketing político, ajudou a levar Bill Clinton, com quem trabalhava desde 1977, do governo de um Estado sem muita expressão para a Presidência dos Estados Unidos, foi considerado "o homem mais influente do país" pelas revistas Newsweek e Time. Certa vez em uma entrevista, o jornalista perguntou: "Um político só deve tomar decisões depois de ler as pesquisas?". Ele respondeu: "O propósito de uma pesquisa não é dizer o que um político deve apoiar, mas como vender aquilo que ele já apóia...". Portanto, pesquisar o público-alvo para saber qual a melhor maneira de vender o que eu quero produzir. Não é o que os consumidores querem comprar e sim como fazer com que eles comprem o que eu quero produzir e através de outras pesquisas saberei como produzir melhor para que eles comprem mais e com mais freqüência, detectando o nível de satisfação e aperfeiçoando o produto.

É fato que nós os consumidores estamos mais exigentes como já disse acima, portanto, estamos vivendo num momento de extrema competição, onde vencerá aquele que tiver um produto de qualidade, agregando serviços a ele além de um excelente atendimento e antecipar-se ao mercado, correto? Absolutamente não. Primeiro, quem não tiver um produto de qualidade já está fora do "jogo", qualidade já foi diferencial, hoje é condição de competição. O que vai ser decisivo para um cliente levar o seu produto ou o do concorrente é a maneira como ele o verá, o perceberá; ao seu produto deverá vir embutido explícito ou implicitamente um benefício, sendo capaz de provocar os sentidos naturais, suscitar emoções e produzir experiências inesquecíveis e isso tem pouco a ver com o marketing tradicional de características e benefícios. Esse é o primeiro passo. Logo depois vem a segunda parte - e talvez seja o mais difícil, porém um dos mais prazerosos trabalhos - que é a conquista da fidelidade do cliente, uma atividade essencialmente constante. Uma questão indiscutível neste momento é: faça-o sentir-se parte do processo de fabricação do produto ou serviço da empresa, mostre que ele tem voz e vez dentro da organização, responda a suas perguntas, retorne os seus comentários da melhor forma possível e o mais rápido que puder, para melhor efeito, até no máximo 24h. Existe um site de negócios de uma grande empresa brasileira em organização de eventos internacionais, com grande fluxo de internautas, onde escrevem alguns dos maiores especialistas em marketing e administração de todo o mundo, como Peter Drucker, Philip Kotler, Tom Peters e outros, que faz justiça ao que publica, numa certa noite às 1:30h da madrugada mandei uma sugestão de conteúdo e fui respondido ainda pela manhã do mesmo dia. É isso que chama a atenção das pessoas, é preciso criar um meio de manter uma relação com o cliente, fazê-lo sentir-se importante de fato para a empresa.

O segundo ponto é quanto à questão de se antecipar ao mercado. Não há como fazer isso. O termo, antecipar, sugere fazer algo antes que fatalmente ou inevitavelmente seja feito por outra pessoa no futuro, logo, adivinhar. É um termo que como outros é usado erroneamente, como por exemplo, o lançamento de um produto que vai se antecipar ao mercado e gerar grande demanda, tudo com base em uma necessidade detectada até então invisível, sendo o desbravador desse mercado. Isso não existe, o que se pode fazer é detectar tendências, é a única forma sensata do termo, através de mudanças no cenário econômico mundial que podem, sem dúvida, interferir em um país em particular, daí impulsionar ou sustentar novas formas de consumo gerando oportunidades de vários negócios, sendo que, existe grande chance dessa previsão não se concretizar ou ser ilusória. Então, quando se diz que uma empresa se antecipou ao mercado, estamos dizendo na realidade que ela criou um mercado, ninguém antes dela fez algo capaz de colocar-se em lugar de destaque e agora se sobressaiu das outras, fez nascer uma demanda só para si, criou desejos e necessidades novas, assim como fizeram o inventor da televisão, do fax, da geladeira, do carro, dos computadores pessoais e do Sistema Operacional Windows, que facilitou a operação dos micros e rendeu bilhões de dólares fazendo do seu criador o homem mais rico do mundo.

Na edição de 6 de fevereiro de 2002, a revista Veja publicou uma matéria com foco em exportação e que tratava de uma fruta, o Kiwi. "Natural da China e de Taiwan, onde nasce sem ser semeado ele se tornou uma das mais retumbantes vitórias do marketing", segundo a revista. E explica o por quê. Hoje, é parte integrante da lista de compras em todo o mundo, sucesso nas praias brasileiras como ingrediente básico da caipirinha da moda e de receitas de restaurantes exclusivos nos Estados Unidos, na Europa e no Japão. "O sucesso não veio por acaso. Há cerca de quinze anos, os plantadores e os governos dos países em que eles se instalaram decidiram lançar uma campanha mundial de valorização da fruta. Chefs de cozinha famosos de Nova York, Los Angeles, Londres, Paris e Frankfurt foram abordados pelos promotores do kiwi. Receberam regularmente remessas da fruta e passaram a servi-la em sobremesas requintadas. Em pouco tempo, tinham criado artificialmente uma lenda em torno da frutinha exótica." Ainda nesta matéria, a revista diz que esta história de sucesso deveria ser freqüentemente contada aqui no Brasil "como forma de mostrar aos empreendedores que para vender no mercado externo não basta conhecer o gosto do freguês. Muitas vezes é preciso criar esse gosto." Philip Kotler disse: "As boas empresas atendem às necessidades; as empresas excepcionais criam mercados" e com uma grande vantagem, após a fase introdutória provavelmente serão as líderes do seu segmento. Pesquisas revelam que os consumidores preferem marcas pioneiras. Os primeiros usuários favorecem a marca pioneira se a aprovarem e naturalmente estas marcas estabelecem os atributos que a classe de produto deve ter. Al Ries, um dos grandes profissionais e pensadores do Marketing escreveu que "para se tornar o primeiro lugar em vendas de um determinado segmento, você precisa ser o primeiro a chegar nesse mercado, mas mais importante do que ser o primeiro no mercado é ser o primeiro na mente dos consumidores, mas se você não foi o primeiro no mercado e nem o primeiro na mente dos consumidores, crie um mercado para si". Quem é o líder no mercado de refrigerantes? Palhas de aço? Tênis? Automóveis? Softwares? Todos eles foram os primeiros em sua categoria? Nem todos, mas sem dúvida cada um desses que você lembrou agora como os líderes destes segmentos foram os primeiros a entrar na sua mente. É possível tomar-lhes a liderança? Sim, é possível, mas a tentativa vai custar caro e com poucas chances de sucesso.

Depois de ter lido todo o artigo, volte ao começo e leia a primeira frase (em negrito). Tudo o que foi dito aqui são estratégias e ações integradas de marketing; em um mundo de consumidores mais conscientes de seus direitos e cada vez mais exigentes, em um mundo de grande diversidade de produtos é essencial desenvolver estratégias para se destacar da multidão e como diria um professor: "Crie, conquiste, domine" (Philip Kotler).Autor: Francisco Eliciano
Fonte: Portal do Marketing