Sergio Canossa
Terça, 8 de Abril de 2008
Uma das questões principais dentro das organizações e até mesmo na vida moderna
é a administração do tempo. Nossa rotina é tal, nossos compromissos
tantos que, ao final do dia temos a sensação de que nada fizemos, embora
tenhamos nos dedicado muito. Há aqueles que estão de tal forma envolvidos ao
ponto de não perceberem as horas passarem, deixando família, amigos e tudo mais
em segundo plano. E sentem-se felizes e satisfeitos por serem chamados de
workholics. Por mais remuneração que possa ter em momentos de ascensão
profissional, que vantagens eles terão ao final - se ficará (ou há tendências)
sem amigos, a família distante, doenças e, tantos males que surgem. E todos de
alguma forma passamos por situações parecidas, em menos ou maior grau.
Um dos grandes problemas para tudo isto é o nosso senso de perfeccionismo. Tudo
o que dispomos a realizar tem que ser perfeito e maravilhoso, acima de qualquer
coisa. Aquele relatório para a diretoria torna-se o nosso grande prêmio, a nossa
mega-sena. Inventamos, caprichamos, escolhemos as melhores cores, as melhores
letras, centralizamos. Horas se passam. Voltamos, verificamos os dados, ligamos
para o responsável, pedimos que refaça, criticamos a falha em 0,00X%. Estes
incompetentes sempre nos atrapalham. Já é quase meia-noite e, este relatório
precisa estar na mesa do chefe ás 8h da manhã. Acorda cedo, mais uma vês, nem
toma o café. Sai correndo. Chega à empresa e, finalmente conclui o gráfico que
resume o relatório. Imprime. A tinta acaba no meio da terceira página. Que
incompetência da estagiária não deixar a tinta reserva. Que horas ela vai
chegar? Procura outra impressora. Termina de imprimir. São quase oito horas. O
chefe deve estar chegando. Vai à sala da secretária. Entrega orgulhosamente o
relatório. Ufa! Bem na hora que o chefe chega. Bom dia! Volta ao trabalho na
certeza de mais um troféu na coleção. Não sem antes dar uma olhadinha para trás
e ver a secretária colocar o tão importante relatório embaixo de uma pilha de
documentos a ser enviado ao chefe. Passam-se as horas e nada... Ao chegar do
almoço uma mensagem do chefe no correio eletrônico. Enfim, a glória! Abre e, a
mensagem "Venha até a minha sala!". Sai imediatamente sentindo-se vitorioso. Por
onde passa e por cada um cada um que cruza no caminho tem a vontade de parar e
contar sobre o seu feito maravilhoso. Mas não! O chefe não pode esperar. Chega,
bate à porta, entra! Um minuto de reconhecimento, o chefe está ao telefone.
Conclui a ligação e, imediatamente pega o relatório num canto da mesa, debaixo
de outros tantos (troféus de outras pessoas, certamente) e lá vem o e...bronca!
Q que porcaria é esta? Eu só preciso saber o volume de vendas por região! Não
quer saber sobre... O mundo caiu. E devolve o relatório todo rabiscado. Uma
noite inteira de sucessos e perspectivas agora jogada na lata do lixo.
Por que isto ocorre? Porque queremos fazer o melhor. E, acabamos fazendo o
que não é necessário em detrimento da informação que responde à dúvida.
Queremos mostra nossas habilidades quando a expectativa é apenas a informação. O
resto atrapalha. É um fator de distração. Ocupa o tempo de quem lê, além do que
já o fez de quem elaborou. Quantas vezes sofisticamos uma apresentação, um
relatório, um gráfico, quando uma breve mensagem com a informação chave é tudo o
que precisava ser feito para a reunião ser bem sucedida? Quantas vezes ocupamos
nosso tempo em escolher aqueles que devem receber nosso trabalho e, esquecemos
de quem mais precisa? Mandamos no correio eletrônico com comprovação de leitura
e, recebemos a mensagem de que foi apagado sem ler. Frustração! O estagiário
apagou, o que fará o senhor diretor?
Precisamos aprender a focar os resultados desejados. O que é preciso fazer? Que
informação é necessária? É uma reunião interna ou apresentação ao cliente? Uma
simples mensagem com a informação central é significante para o momento? Muitas
vezes preparamos um show completo quando é preciso apenas informar através de
uma mensagem básica o que está ocorrendo. Mesmo que tenhamos informação sobre o
uso que se fará dela naquela reunião de acionistas na semana que vem. Não faça
tudo de uma vez! Entregue o essencial. Depois lhe será solicitado o
complementar. E somente após o visual (se outra pessoa não for incumbida de
padronizar tudo!).
Precisamos aprender que não há perfeição a ser perseguida. Os gestores, os
incumbidos de decisão precisam em primeiro lugar da informação, em tempo hábil.
E mais, gostariam de lhe perguntar algo que lhes chama a atenção. Esteja
preparado, mas atenda à medida que for solicitado. Não gere insatisfação à sua
volta por causa daquela vírgula inconveniente. Seus subordinados devem estar
refletindo sobre você assim como você o faz com seu chefe. Faça uso da
estrutura e dos recursos na medida em que necessitar. É comum propagarmos
insatisfação promovendo a geração de informações que nunca serão utilizadas, mas
que por prevenção foram requeridas. E, justo naquele dia que alguém decide não
fazer, você conta as maravilhas de sua descoberta e, ele volta altas horas da
noite para fazer e, depois ficar guardado para quando houver um tempinho.
É importante guardar a lição de que é preciso fazer somente o que nos traz
resultados. Essa mania de fazer tudo ao mesmo tempo agora, em cores e fontes
diferenciadas, perdendo noites de sono, deixando a decisão importante para
depois, indispondo-se com amigos e com a família, precisa acabar. Até mesmo
porque, o que não for relevante acabará na melhor das hipóteses no arquivo.
Aprenda a descobrir os limites de seus interlocutores e de seus contatos diários
- acima e abaixo na hierarquia. Faça uso adequado deles. Recompense-os. Saiba
onde recorrer e entregue o que é preciso, nem mais nem menos. É certo que se
preciso for, voltará um pedido para mudar aqui, mudar ali. Contenha a ansiedade
e não tente adivinhar pensamentos. Seja objetivo e prático. A vantagem deste
processo todo é que você ganha tempo para ir aperfeiçoando o seu trabalho.
Quantas atividades ficaram melhor depois de algum tempo quando necessitamos
novamente utilizá-las ou completá-las. De cabeça cheia, não enxergamos
oportunidades, pois apenas queremos cumprir um prazo e, se inventamos requisitos
fica ainda mais difícil cumpri-los. Fazendo à medida que o processo natural
evolui o resultado é maior. É uma multiplicação ao invés de soma ou divisão. A
soma de coisas não desejadas ou a divisão do tempo com ações desnecessárias para
o momento. Assim você terá bons resultados, amigos, a família reconhecerá e, o
sucesso permanecerá.
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Administrador
Quarta, 19 de Setembro de 2007
Ao lançar mão da dinâmica de grupo nos processos seletivos o profissional de RH busca identificar o candidato com perfil mais adequado para ocupar o cargo em questão, e para isso propõe atividades análogas à realidade da empresa contratante.
Como as características e os comportamentos avaliados nas dinâmicas variam de empresa para empresa, não há como se preparar para as atividades, mas é possível adotar algumas medidas que com certeza contribuirão com seu desempenho.
Mantenha o controle emocional e fique atento às explicações do facilitador. Isso otimizará sua participação nas atividades e o emprego correto e adequado de suas habilidades e competências, contribuindo para que você e o grupo alcancem os resultados esperados.
Os imprevistos, tão comuns no dia-a-dia das organizações, também acontecem nas dinâmicas, demandando flexibilidade por parte do participante para lidar com a situação. Paciência e bom senso também são indispensáveis, uma vez que você precisará ouvir todos os candidatos, além de apresentar e defender suas idéias nos momentos oportunos.
É usual o facilitador escrever enquanto acompanha a realização das atividades, o que deixa alguns candidatos ansiosos. As anotações dizem respeito ao comportamento observado e às atitudes dos candidatos, a fim de compará-las posteriormente com aquelas requeridas para o exercício da função. Assim, controle sua ansiedade e não se incomode se o profissional parar ao seu lado e começar a escrever. Continue trabalhando com seu grupo, sem exceder ao que foi solicitado, e apresente uma linguagem corporal condizente com a situação: elegante e confiante.
Acima de todas as orientações, seja autêntico, seja você mesmo. Não tente fingir para o facilitador, pois se você conseguir enganá-lo, o que é muito difícil, correrá o risco de trabalhar em uma empresa com a qual você não se identifica. Perde a empresa e perde você, que em pouco tempo estará desmotivado e infeliz.
De uma forma geral, os facilitadores gostam daqueles que sabem ouvir, que sabem dividir, que organizam e planejam as atividades antes de executá-las, que apresentam suas idéias de forma clara e objetiva, que demonstram segurança e são bem humorados.
Como a dinâmica de grupo faz parte de um processo de escolha, existem aqueles que costumamos reprovar. São os que não participam, que se mostram arrogantes, aqueles que não têm limites, os que fingem comportamentos, os exibicionistas, os manipuladores, os intolerantes e os impacientes.
Tenha em mente que não existe candidato melhor ou pior, o que existe é o candidato que se ajusta às necessidades e ao momento da organização. Se por acaso você não for aprovado é porque você deve buscar uma empresa e uma atividade mais adequadas ao seu perfil; uma empresa e uma atividade que tenham a sua cara, o seu jeito.
E mais uma coisa: independente de resultados, nós sempre saímos mais maduros de uma dinâmica de grupo.
Colaboradora: Daniela Guimarães
Categorias:
Empresa, Recursos Humanos, Competência, Dinâmica de Grupo, RH, Controle, Habilidade, Processo Seletivo, Controle Emocional, Confiante, Apresentar, Defender,
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