Avatar

Responsabilidade Ambiental Corporativa

Quarta, 5 de Dezembro de 2007
Temos consciência do que está ocorrendo com o planeta em relação aos problemas ambientais. O ser humano cresceu de forma desordenada, resultando no aquecimento global.

Apenas para ter uma idéia, o mês de novembro teve a média de temperatura mais quente registrada no planeta, alcançando patamares que eram previstos apenas por volta do ano 2020. Outro dado preocupante, se a temperatura subir 2,5 graus em média 30% das espécies desaparecerão. Agora vem a pergunta: o que isso tem a ver com administração de empresas? Resposta: TUDO.

Está havendo uma comoção social como nunca visto antes, os consumidores podem preferir pagar um pouco a mais por um produto de uma empresa que respeita o meio ambiente, buscando medidas para reduzir a emissão de poluentes ou utilizando fontes energéticas limpas e renováveis. No artigo do Franco Rosário "Empresas e o Meio Ambiente" são mencionadas empresas que estão buscando alternativas interessantes que estão atraindo a atenção da mídia.

Pensar em adotar políticas ou processos visando o meio ambiente não corresponde em "rasgar dinheiro", é necessários desmistificar este pensamento, mas observo que muitas empresas estão percebendo a mudança na percepção do consumidor final, que logicamente é o principal motor da economia.

Responsabilidade Ambiental


Investir em qualquer medida social e ambiental, desde que com responsabilidade e respeitando critérios estabelecidos em planejamento, resultará em melhoria da imagem da empresa frente aos consumidores e ao próprio mercado, sendo que algumas medidas simples podem gerar vantagem competitiva. O que é extremamente relevante em mercado altamente concorrido.

Mas muitas vezes as medidas ambientais não são enquadradas no planejamento estratégico, ou então existe um planejamento ambiental separado. A mudança climática é um caminho sem volta, que mudará drasticamente a forma de fazer negócios. Por isso deve-se buscar estabelecer a questão ambiental juntamente com a estratégia da organização a curto, médio e longo prazo.

Algumas medidas influenciarão diretamente a organização e não apenas o departamento de marketing, pois a grande maioria das medidas ambientais adotadas por empresas não existe influência direta em seu processo produtivo (pense em algumas que você vai chegar a mesma conclusão), mais isso vai mudar em pouco tempo.

Então será necessário planejar uma nova unidade fabril não apenas pela capacidade produtiva das máquinas, mas será fator decisivo a quantidade de poluentes que a mesma vai emitir.

De qualquer forma existem inúmeras opções de programas simples para redução de impacto no meio ambiente que as organizações podem utilizar, desde adotar a utilização de papel reciclado, substituição do combustível da frota para uma opção menos poluente e renovável, etc.

Mas acima de tudo, ressalto que o objetivo fim de qualquer empresa é o lucro, ou seja, qualquer ação deve ser fundamentada em critérios para alcance de algum resultado. Pode parecer óbvio, mas é importante afirmar que toda medida adotada deve ser divulgada no mercado, pois essa poderá ser uma importante vantagem competitiva.

Avatar

Empresas e o Meio Ambiente

Terça, 4 de Dezembro de 2007
Duas grandes empresas lançaram recentemente ações com viés ecológico, por isso gostaria de tratar do assunto mais uma vez. E, afinal, meio ambiente é algo que interessa a todos os habitantes do planeta.

Os Postos Ipiranga lançaram o Cartão Ipiranga Carbono Neutro, um cartão de crédito que, ao ser utilizado para pagar compra de combustível nos postos da rede, ajuda a "neutralizar" a emissão de carbono que aquele combustível produzirá. Ou seja, a Ipiranga promete investir uma parte do dinheiro arrecadado em programas de neutralização de carbono como, por exemplo, o plantio de árvores. O site do cartão é muito bem-feito e a empresa promete divulgar com clareza os resultados obtidos.

Já o banco HSBC criou o projeto Eu Cuido do Planeta. Aqui o cliente também deve adquirir produtos da empresa para ajudar a preservar a natureza. A diferença é que, neste caso, todo cliente que compra um seguro HSBC pode "adotar" uma área de mata nativa no sul do país através do próprio site.

Estas ações mostram que as grandes corporações já identificaram que os consumidores estão preocupados com a questão do meio ambiente e que estão dispostos a pagar por um produto ou serviço que ajude na conservação do planeta. Se o consumidor não faz nada para diminuir sua emissão de lixo e gás carbônico, ele paga para que alguém faça isso por ele. Isto é, ele paga por um produto ou serviço "verde" e fica com a consciência tranqüila.

Deixando de lado algumas questões filosóficas, é lícito e uma grande oportunidade para as pequenas e médias investir em produtos e serviços ecologicamente corretos. Há um grande número de consumidores dispostos a pagar para empresas que ajudem a conservar o planeta.

Sua empresa pode fazer como os Postos Ipiranga e o HSBC e destinar uma parte do lucro para comprar créditos de carbono ou investir em ações ambientais. Pode implementar um projeto interno de reciclagem, educar seus funcionários para agirem de forma ecologicamente correta, realizar parcerias com a prefeitura de sua cidade, investir em matérias-primas renováveis, financiar pesquisas. Há uma grande quantidade de alternativas.

O importante, qualquer que seja o seu projeto, é agir. A natureza precisa de ajuda e não pode esperar. E, para finalizar, faça com que a preservação da natureza seja um valor de sua empresa. Pratique no seu dia-a-dia, não fique apenas no discurso.

Avatar

Especialistas discutem desafios e benefícios do biodiesel

Terça, 16 de Outubro de 2007
A mistura obrigatória de 2% de biodiesel ao diesel deve alavancar o mercado de combustível renovável no País.

A partir de janeiro de 2008 o diesel terá 2% de biodiesel (B2). Essa medida adotada pelo governo brasileiro traz desafios e ao mesmo tempo é uma forma de alavancar a cadeia de combustíveis renováveis. Para se ter uma idéia do impacto positivo dessa medida no mercado de biodiesel, basta verificar os números do consumo de diesel fóssil no País.

No ano passado, o mercado de diesel movimentou o volume de 39 milhões de metros cúbicos, o que levou o diesel a ter 54% de participação em relação aos combustíveis automotivos usados no País. Além disso, o Brasil ainda precisou importar 8% do que consumiu naquele ano. Por conta destes números, a expectativa para o mercado de biodiesel é alta. Estima-se que serão necessários 840 milhões de litros de biodiesel para atender à medida de acréscimo de 2% ao diesel fóssil.

Por isso, empresas distribuidoras de combustíveis já estão se mobilizando para atender a essa demanda. Algumas já fazem a distribuição do combustível renovável. A empresa AleSat, por exemplo, foi pioneira no lançamento do biodiesel para comercialização. Presente em 20 estados, com 1,1 mil postos, a empresa identifica e faz negócio com fornecedores de biodiesel que trabalham dentro das exigências do marco regulatório brasileiro. Com isso, passou a distribuir o biodiesel desde março de 2005.
Biodiesel
O presidente do Conselho de Administração da AleSat, Sérgio Cavalieri, destaca que os consumidores estão aceitando bem o combustível ecologicamente correto. "Não tivemos registro em nossos postos de recusa do biodiesel. Pelo contrário, acredito que, assim como ocorreu com o álcool, no futuro, o motorista de caminhão poderá optar entre usar diesel, biodiesel puro ou os dois misturados", diz.

Segundo Cavalieri, em breve todos os estados brasileiros serão abastecidos com B2 pelos postos da rede AleSat. "São muitas vantagens que o biodiesel traz. Já tivemos a percepção de que ele emite menos fumaça, reduz o ruído do motor e aumenta a sua potência, além de reduzir o consumo de combustível", destaca.

Outro grupo que também já está no mercado do biodiesel é o Ipiranga. A rede tem apoiado programas que têm a sustentabilidade ambiental comprovada. No mês de setembro deste ano, a empresa atingiu a comercialização de 45% de B2 e B5, em relação ao volume total de óleo diesel vendido.

100% biodiesel

A B100 Participações, empresa que desenvolve diversos projetos de produção limpa, faz testes em frota de ônibus de São Paulo. Em 2,1 mil ônibus foi usado combustível com 38% de biodiesel. A experiência revelou a redução em 60% da emissão de partículas poluentes por esses veículos. "Na garagem desses ônibus, o piso é branco. Já não se tem mais aquela fumaça preta", diz a coordenadora da B100, Ivonise Campos.

A expectativa é de que esse combustível seja usado em todos os centros urbanos. Além de beneficiar o meio ambiente, toda a cadeia produtiva do biodiesel sai ganhando. "Trabalhamos com vários setores da economia e a nossa proposta é integrar o trabalhador do campo e o da cidade. Vamos diretamente ao produtor para verificar a qualidade da matéria-prima usada na extração do óleo", explica Campos.

Segundo ela, para o uso do B38 não foi necessária nenhuma adaptação no motor dos ônibus. "Só precisamos mudar as rotinas de manutenção e os filtros do motor", destaca. Por conta disso, a empresa já faz testes com o combustível 100% biodiesel.

"Esses exemplos mostram que a introdução do biodiesel pode ser feita sem traumas", ressalta Rodrigo Rodrigues, da Casa Civil. Segundo ele, a preocupação do governo é unir os elos dessa cadeia para permitir que o biodiesel produzido no País tenha qualidade, regularidade e venha a ocupar também o mercado externo.

Os desafios do biodiesel foram debatidos durante a 2ª Enerbio, realizada em Brasília (DF). O evento, que contou com patrocínio do Sebrae, reuniu de 9 a 11 de outubro especialistas para discutir o desenvolvimento da agroenergia no Brasil. As conferências, seminários e feira integrantes da Enerbio atraíram representantes de grandes grupos internacionais, além de delegações de 12 países, a metade deles da África.

O sucesso do evento motivou a realização da Enerbio além das fronteiras brasileiras. Em setembro de 2008, Moçambique, na África, vai receber o evento. Em outubro, acontecerá a 3ª Enerbio, no Brasil. E, no mês de novembro ocorrerá a Enerbio União Européia, em Portugal.

Fonte: Giovana Perfeito - Agência Sebrae de Notícias

Avatar

Pequena empresa pode inovar com apoio instituicional

Quarta, 12 de Setembro de 2007
Chamada pública do Sebrae e Finep oferece R$ 26 milhões de recursos não-reembolsáveis; projetos aprovados em 2005 são desenvolvidos com bom desempenho.

Os interessados em apresentar propostas à chamada pública 04/2007, lançada pelo Sebrae e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), têm até o dia 10 de outubro para fazê-lo. A chamada tem como objetivo o apoio a projetos de inovação tecnológica nas micro e pequenas empresas.

São R$ 26 milhões de recursos não-reembolsáveis divididos em duas linhas de ação. A primeira linha, que conta com R$ 18 milhões de recursos, é voltada para projetos de inovação tecnológica de micro e pequenas empresas inseridas em Arranjos Produtivos Locais (APL). Esse grupo deve ser formado, no mínimo, por três empresas com domicílio na área de abrangência do APL.

A segunda linha, com R$ 8 milhões, deve apoiar grupo de micro e pequenas empresas com atuação no âmbito das prioridades estabelecidas na Política Industrial Tecnológica e de Comércio Exterior (Pitce), lançada em 2004 pelo governo federal. São exemplos os setores de biotecnologia, semicondutores, software, fármacos e medicamentos, energias renováveis.

As propostas devem ser enviadas pela internet até as 18h, horário de Brasília, do dia 10 de outubro. Para isso, os interessados precisam preencher o formulário de apresentação de propostas disponível nas páginas do Sebrae (www.sebrae.com.br) e da Finep (www.finep.gov.br).

Além disso, é obrigatório o envio de uma cópia do recibo eletrônico e de duas cópias impressas da proposta, assinadas pelos representantes legais das instituições envolvidas e pelo coordenador do projeto. Essa cópia impressa deve ser enviada até o dia 11 de outubro para o endereço estabelecido na chamada pública.

No ano passado, 98 projetos foram apoiados em 20 unidades da Federação. O gerente da Unidade de Acesso à Inovação e Tecnologia do Sebrae Nacional, Paulo Alvim, destaca que a meta deste ano é receber cerca de 500 propostas. "Até agora, já recebemos 200. Com a mobilização dos estados vamos atingir a meta e devemos apoiar cerca de 100 projetos", diz.

Desenvolvimento Tecnológico

Os projetos da chamada de 2006 já foram contratados e os de 2005 estão em andamento. Os resultados são positivos. Em Santa Catarina, por exemplo, o gestor de convênios de chamada pública do Sebrae, Marcos Regueira, aponta dois projetos que estão sendo desenvolvidos com bom desempenho.

Um deles é o desenvolvimento de um cremador de pequenos animais, como frango, peru e porco. "Hoje, esses animais quando morrem por conta de doenças são enterrados, o que não elimina a possibilidade de contaminação do restante da produção", diz Regueira.

A proposta do cremador foi apresentada pela Fundação de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento do Agronegócio (Fapeagro) e é desenvolvida pela Embrapa - Suínos e Aves, de Concórdia (SC). Até agora, dois protótipos já foram construídos.

Outro destaque é o projeto de regeneração da areia de fundição. Depois de utilizada em moldes na indústria de fundição, a areia fica contaminada por metais pesados, como cobre e chumbo, e por fenol. A idéia do projeto é regenerar essa areia, deixando-a livre dessas substâncias cancerígenas para que seja reaproveitada.

Regueira conta que hoje as pequenas empresas de fundição pagam R$ 40 pela tonelada de areia e R$ 160 para fazer o descarte da tonelada de areia contaminada. "Com o sistema, pretende-se regenerar até 97% da areia usada, o que vai gerar economia e benefício ao meio ambiente", destaca. Segundo Regueira, grandes empresas já fazem esse processo por meio de equipamento importado da Itália. O projeto foi apresentado pela Sociedade Educacional de Santa Catarina de Joinville (SC).(Giovana Perfeito / Agência Sebrae)

Avatar

Ministra diz que energia de biocombustível não ameaça produção de alimentos

Quinta, 23 de Agosto de 2007
A ministra chefe da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Rousseff, afirmou no seminário Biocombustíveis: a Nova Fronteira da Energia, que a grande disponibilidade de áreas agricultáveis no país permite que a produção de energia a partir dos biocombustíveis não seja conflitante com a produção de alimentos.

"O Brasil possui vários fatores que impedem a oposição entre a garantia de energia e a garantia de alimentação. Para nós, produção de alimento não é conflitante com a de energias. Pensamos em produção de alimento e produção de energia e não produção de alimentos versus produção de energia".

Para Dilma Roussef, a parcela da área hoje ocupada para produzir etanol e biodiesel é muito pequena em relação ao total da área agricultável. "Há ainda um outro fator importante neste processo. Existe um alto grau de produtividade dos biocombustíveis, porque ao longo dos anos nós desenvolvemos tecnologias que de produção e cultivo - e isto propiciou uma elevação da nossa produtividade em três a quatro vezes nos últimos anos", afirmou.

A equação do dilema entre a produção de alimentos e a produção de energia é, na avaliação da ministra, o grande desafio mundial. "Mas volto a repetir, para nós não são objetivos opostos. Temos uma extensão territorial de 851 milhões de hectares. Desse total, 383 milhões - 45% - são de áreas agricultáveis e outros 210 milhões de hectares - 25% - do total dizem respeito a pastagens. Isto significa que, sem levar em conta a área agricultável, ainda temos disponível para expansão 91 milhões de hectares, ou seja, 11%", disse.

Ainda de acordo com a ministra, atualmente a área utilizada para a produção de etanol é de apenas 3 milhões de hectares (0,35% do total ou 0,8% da área agricultável).

Ao lembrar que o Brasil produz etanol desde 1975 - há mais de 30 anos -, a ministra disse que o país já trabalha para produzir álcool a partir do bagaço da cana-de-açúcar, o que, segundo ela, "aumentará ainda mais a produtividade".

"O Brasil dá um exemplo para o mundo de compromisso com inclusão social, compromisso com o meio ambiente. Nós estamos conseguindo manter e até aumentar a participação das fontes renováveis em nossa matriz energética, que hoje é de cerca de 45%", afirmou.

Ainda na avaliação da ministra Dilma Rousseff, o Brasil é hoje uma das lideranças mundiais em segurança energética sustentável. "O Governo esta interessado, inclusive, em aumentar a participação da biomassa na matriz energética brasileira. Ou seja, além de produzir etanol, nós queremos que o bagaço da cana seja crescentemente utilizado para produzir energia elétrica".(Nielmar de Oliveira / Agência Brasil)