Avatar

Superação: Luzes e Caminhos

Segunda, 1 de Setembro de 2008
Pensa-se muito sobre o significado da palavra “superação”, afinal nossos sonhos do dia a dia sempre se encontram direcionados para melhorias do que somos. Pelo encontrar de caminhos, novas conquistas e adições de valores ao que gostaríamos de ser, pelo rumo ao desenvolvimento de um equilíbrio, que nos complete como pessoas e como executores.

Talvez nesse sentido vale ressaltar que o estar bem, nem sempre significa gostar ou se satisfazer com o estágio atingido e esse é um fator que impulsiona a maioria humana pela absorção e uso do conhecimento.

As luzes dos caminhos, não retratam homens, nem mulheres. As verdadeiras qualidades dos que avançam ultrapassam os limites que nós mesmos delimitamos como padrões formadores da própria satisfação.

O mundo no qual nos encontramos sempre será uma oportunidade maior e mais consciente para os que estão chegando, desde que não deixemos de lado a nossa própria importância estendida, como seres evolutivos, muito acima de máquinas ou meios facilitadores, e muito mais próximos das atitudes que alimentam a própria definição do que seria um mundo sustentável e solidário.

Sabemos que a busca que tentamos ontem, continuará hoje, e se repetirá amanhã, depois e depois. Mas que tudo isso seja ampliado acima das necessidades que garantam qualidade e sobrevivência, algo que aproxime as distancias espirituais das materiais, que reduza o conceito do poder pela influencia das riquezas e valorize novas lideranças, dotadas de paz, distantes dos preconceitos, e dos atos da ignorância.

Avatar

Organize Suas Contas e Saia do Vermelho

Quarta, 16 de Janeiro de 2008
Os gastos com as festas de final de ano que se estenderam para este ano, somados aos custos do início do ano como IPVA e IPTU são uma enorme fonte de estresse para as pessoas que não se programaram e acabaram por entrar no vermelho. O melhor momento para pessoas que se encontram endividadas planejar suas finanças é no início do ano, pois é quando estão abertas a mudanças em suas rotinas e hábitos.

Não existe fórmula mágica para sair do vermelho, isto não é um processo rápido e fácil, a reeducação financeira exige tempo e dedicação, exige que mudemos nossa rotina para viver de forma mais econômica. O primeiro passo é conhecer os custos/dívidas atuais e futuros, é necessário fazer este levantamento através de um cronograma, identificando quanto será necessário ter em cada período para quitar as contas. Para facilitar o levantamento dos gastos pode-se separá-los por família conforme sugestão:

* Habitação: Aluguel/prestação, IPTU, luz, água, telefone, supermercado, empregada,Finanças Pessoais manutenção.

* Saúde: Plano de saúde, consultas, medicamentos, seguro.

* Transporte: Ônibus, lotação, trem, metrô, taxi, avião.

* Automóvel: Prestação, seguro, combustível, lavagem, IPVA, manutenção, multa, estacionamento.

* Despesas Pessoais: Higiene, beleza, vestuário, lavanderia, academia, celular.

* Lazer: Restaurantes, festas, passeios, locadora, hotéis.

* Cartões de Crédito: Cartões diversos.

* Estudo: Cursos, faculdade, escola, material.

* Dependentes: Presentes, vestuário, mesada.

* Investimentos: Investimentos diversos.

* Diversos: Tributos/Taxas, dívidas, aniversário.

Verifique suas receitas, se não forem o suficiente para cobrir as despesas uma alternativa é separar as contas prioritárias e buscar o parcelamento através da renegociação das demais contas - ATENÇÃO: o valor da parcela não poderá comprometer a quitação de contas futuras, por isso é importante prever os gastos. CUIDADO: analise com cautela o parcelamento de contas, evite parcelar por muito tempo e evite juros abusivos - outra opção é renegociar as dívidas para efetuar o pagamento à vista, muitas empresas preferem receber menos para ter a garantia de que receberão, com isso você conseguirá ótimos descontos.

É importante saber que o objetivo de levantar gastos, custos fixos e dívidas é diminuí-los, ou seja, analise criteriosamente cada item, pergunte-se: cortando esta despesa prejudicarei minha vida? Se a resposta for positiva, questione-se de outra forma: como poderei reduzir esta despesa? Naturalmente você verificará que muitas poderão ser cortadas, reduzidas ou substituídas. É também importante ter foco, verifique quais são suas contas mais relevantes, as que comprometem maior parte de seu orçamento e trabalhe para diminuí-las (em média 10% das contas correspondem a aproximadamente 60% das despesas, são as contas "A", 30% das contas correspondem a 25% das despesas, são as contas "B" e 60% das contas correspondem a 15% das despesas, são as contas "C").

O exercício é a melhor forma de aprendizagem, por isso comece agora mesmo sua reestruturação financeira. Coloque as informações no papel e pratique! Não esqueça de nenhuma despesa, analise, corte, reduza, substitua.

Avatar

Gerência de Produto orientada para valor

Quinta, 31 de Maio de 2007
A história da administração nos mostra que a estruturação das empresas ocorreu baseada na idéia de que o trabalho seria segmentado em suas tarefas mais simples e básicas, sendo as tarefas básicas, e de certa similaridade, reunidas em estruturas especializadas, com vistas a uma melhor produtividade. As atividades principais, geradoras de valor para o cliente, foram decompostas e dispersas em configurações especializadas. Hoje é possível perceber que esse formato não atende ao processo de demanda existente, comprometendo o desempenho da organização junto ao mercado.

A tarefa de ofertar produtos de alta qualidade, com preços competitivos aliados a um serviço excelente ao cliente, representa o há de mais significativo em uma empresa geradora de valor. Portanto, não faz sentido a proposta de decomposição e dispersão das tarefas, conforme se imaginou no início. Uma empresa orientada para Valor precisa ser enxuta, flexível, receptiva, ágil, competitiva, inovadora e inteiramente no foco do cliente. Com isso, podemos afirmar que uma organização que adota e valoriza a administração de produto é o melhor exemplo de companhia orientada para o Valor.

A administração do produto deverá ter como preocupação primeira com os desejos do consumidor, bem como as suas variações e tendências. Os produtos e serviços oferecidos devem estar sempre ajustados à demanda específica e peculiar de cada tipo de cliente ou segmento de mercado. A organização para o Valor é um sistema em constante mutação, para acompanhar o ritmo do mercado em que compete, gerando bons e competitivos produtos e serviços. A adoção de uma gerência de produto em qualquer empresa é um sintoma claro da preocupação com as melhorias estratégicas visando ao atendimento e superação das expectativas do cliente. Ainda que existam diferenças de opinião no que diz respeito ao âmbito de atuação e a autoridade do gerente de produto, sua função pode ser claramente definida como a de um coordenador das atividades relacionadas com o marketing do produto.

Segundo Michael Baker, professor de marketing da Universidade de Strathclyde (Inglaterra), a função do gerente de produto é de ligação entre os vários setores funcionais da organização, a fim de garantir coordenação ótima de suas atividades e, daí, maximizar a contribuição particular de seu produto com a rentabilidade global da empresa. Esta gerência precisa manter relacionamento com todas as áreas da organização, mesmo que com intensidade variável. As experiências organizacionais sugerem que tal gerência veio para ficar, e se constitui num meio eficiente de melhorar o desempenho do marketing do produto.

É preciso ressaltar, também, que as interfaces do gerente de produto com os elementos do ambiente externo à empresa são de extrema importância, uma vez que a sua eficiência não depende apenas dos relacionamentos no âmbito da organização, pois para o desenvolvimento e execução de seus projetos ele interage com as mais diversas instituições e pessoas que compõem o ambiente de negócios da empresa.

No mercado competitivo e mutável de hoje um produto só se justifica quando possui um valor percebido pelo cliente, ou pelo segmento atendido. Para Philip Kotler, o valor entregue ao consumidor constitui-se na diferença entre o valor total esperado e o custo total do consumidor. O valor total esperado pelo consumidor é o conjunto de benefícios previsto por determinado produto. Com isso, verifica-se que o valor está associado ao esforço para se obter um produto e à capacidade de atender a desejos e necessidades de um consumidor.

Em um grande número das companhias o gerente de produto possui autoridade para o desenvolvimento dos projetos e a coordenação das atividades necessárias para a consecução dos objetivos de marketing estabelecidos para os produtos sob sua responsabilidade, limitando-se às restrições impostas pelos recursos e políticas estabelecidas pela empresa. Mesmo com esse escopo de autoridade conquistada, o gerente de produto costuma encontrar restrições e dificultadores de sua função, tais como: ausência de recursos, falta de apoio de outros departamentos, posição na hierarquia, dificuldade com as informações, além da cultura e do clima organizacional.

A proposta de uma gerência de produto é de estabelecer um conceito estrutural que elimina, ou reduza, a idéia de uma estrutura altamente especializada, mas voltada exclusivamente para a produção, adotando um sistema orientado para Valor. No entanto, cada empresa deverá desenvolver seu próprio formato e cultura de gerência de produto, devidamente ajustada às suas necessidades operacionais e mercadológicas.

Admir Borges, consultor empresarial na área de atendimento ao cliente e Coordenador e Professor de Pós-graduação de Marketing e Comunicação da Uni-bh, Universidade Fumec. e IEC-PUC.

Avatar

Estratégias para Motivação e Desenvolvimento de Carreiras

Quinta, 31 de Maio de 2007
1 - INTRODUÇÃO

Motivação se tornou um fator importante e ao mesmo tempo preocupante para as empresas e para os profissionais. Questões do tipo : Como fazer para motivar meus funcionários? ou Como me manter motivado diante das adversidades que enfrento todos os dias? São alguns exemplos. Sendo assim a motivação se tornou um grande filão para cursos, palestras, livros e consultorias, porém, muito pouco do que se fala sobre motivação pode ser considerado objetivo ou até mesmo verdadeiro.

Em virtude disso, este artigo pretende analisar a questão da motivação com base em estudos e teorias administrativas que contribuíram de maneira decisiva para o entendimento do tema, e também demonstrar como é importante que as empresas possuam ações baseadas na estratégia para motivação e o desenvolvimento profissional dos empregados e colaboradores.

1.1 - O ESTUDO DA MOTIVAÇÃO HUMANA - UM BREVE HISTÓRICO

Quando se fala sobre motivação a primeira idéia que vem a mente é a Teoria da Hierarquia das Necessidades de Abraham Maslow, que desenvolveu um esquema interessante para explicar a intensidade de certas necessidades (Hersey / Blanchard - psicologia para administradores - Ed. EPU,1986 - pág. 33), os estudos de Maslow influenciaram muitos pesquisadores entre eles Frederick Herzberg, que desenvolveu a sua Teoria da Motivação-Higiene, onde levantava dados sobre o comportamento humano no trabalho, salientando que : Para a empresa, a vantagem do estudo das atitudes no trabalho seria o aumento da produtividade, a diminuição do absenteísmo e melhores relações de trabalho. Para o indivíduo, a compreensão das forças que elevam o moral traria mais felicidade e auto-realização. (Herzberg e outros - The motivation to work).

Hersey e Blanchard (op.cit.), falam sobre situação motivadora onde os objetivos de uma pessoa são dirigidos para a consecução do objetivo dentro dessa idéia os autores fazem uma comparação entre Herzberg e Maslow "... Maslow é útil para a identificação das necessidades ou motivos e Herzberg fornece idéias sobre as metas e incentivos que satisfazem a essas necessidades. Assim, numa situação motivadora, se soubermos quais são as necessidades de alta intensidade (Maslow) dos indivíduos que desejamos influenciar, deveremos ser capazes de determinar os objetivos (Herzberg) que devem ser colocados no ambiente para motivar tais indivíduos. Ao mesmo tempo, quando sabemos que objetivos essas pessoa querem satisfazer, também sabemos quais são as suas necessidades de alta intensidade.

Isso é possível porque se verificou que o dinheiro e os benefícios tendem a satisfazer às necessidades nos níveis fisiológico e de segurança; as relações interpessoais e a supervisão são exemplos de fatores de higiene que tendem a atender às necessidades sociais; maior responsabilidade, trabalho desafiante, crescimento e desenvolvimento são motivadores que tendem a satisfazer às necessidades de estima e auto-realização..."

Em 1975, em artigo publicado na Califórnia Management Review, intitulado " A new strategy for job enrichment" Hackman e Oldham identificaram cinco dimensões funcionais que contribuem especialmente para o enriquecimento de cargos. Segundo os pesquisadores se a falta de qualquer uma delas é sentida, os trabalhadores ficam psicologicamente debilitados e a motivação tende a ser reduzida. O estudo acima pode ser considerado uma adaptação da Teoria da motivação-higiene de Herzberg, na tabela 1 apresentamos uma comparação entre os dois estudos e também uma nova proposta, descrita a seguir.

Tabela 1 - Comparação entre os estudos de Hackman / Oldham, Herzberg, Renê / Zacarelli.

Dimensões Fundamentais dos Cargos



Fatores Motivacionais

O trabalho em si



Gerenciamento e Desenvolvimento de Carreiras

Variedade de Tarefa


Trabalho Desafiante


Multifuncionalidade

Identidade da Tarefa


Reconhecimento do Desempenho


Visibilidade no Mercado

Significância da Tarefa


Realização


Visão Estratégica

Autonomia


Maior Responsabilidade


Capacidade de Inovação

Feedback


Crescimento e Desenvolvimento


Auto-parabéns

Não mencionado nos estudos anteriores


Interpessoalidade

2 - Uma nova proposta

Segundo Albuquerque e Oliveira (2001)... "O Sistema de gestão baseado no cargo tem sofrido muitas críticas, já que foi concebido em um mercado com baixa variabilidade de produtos e ganhos de escala, e que se caracterizava por exibir mão-de-obra abundante, com baixa exigência de qualificação, e atividade de produção rotineira e estruturada". Sendo Assim, pretende-se nesta parte contribuir com a adaptação das cinco dimensões funcionais dos cargos de Hackman e Oldham para os dias atuais. Vivemos na chamada era do Conhecimento, do Capital Intelectual, da Criatividade e Genialidade. Neste novo cenário antigos paradigmas foram quebrados e os profissionais foram colocados em um período de transição delicado, que traz muitas incertezas e inseguranças. Um importante paradigma derrubado foi o da relação emprego x trabalho, hoje deixamos de procurar emprego e passamos a procurar trabalho, essa nova realidade trouxe o excesso de competição e o enxugamento das estruturas e ainda fizeram com que os profissionais passassem a se preocupar com questões como eficácia, qualidade e resultados, cada profissional passou a ser responsável pelo seu sucesso ou fracasso profissional, surgindo aí o gerenciamento da carreira.

Esse novo profissional é bem definido por Jeremy Rifkim em seu livro "O fim dos empregos", como sendo: " ... os trabalhadores do conhecimento são um grupo distinto unidos pelo uso da tecnologia da informação de última geração para identificar, intermediar e solucionar problemas. São criadores, manipuladores e abastecedores do fluxo de informações que constrói a economia global pós-industrial e pós-servico..."

Como os profissionais passaram a ter que se preocupar mais com a carreira do que com o emprego, e com a substituição do conceito de tarefa pelo de competências que são as características possíveis de serem verificadas nas pessoas, incluindo conhecimentos, habilidades e atitudes, que viabilizem uma performance superior, vinculadas à estratégias e resultados empresariais. A teoria dos cargos e suas dimensões funcionais, assim como seus fatores motivacionais necessita passar por uma atualização.

2.1 - A linguagem atual

Multifuncionalidade - o conceito de variedade na tarefa é ampliado para o conceito de multifuncionalidade, o mercado de trabalho moderno está exigindo profissionais com várias habilidades, que são chamados também de multi-especialistas, profissionais que possuem uma ou mais formações específicas mas que apresentam também noções genéricas sobre outros assuntos. Um exemplo para ilustrar essa nova realidade é o caso do check-in das empresas de aviação. A mesma funcionária que faz a recepção dos passageiros (tendo assim que possuir habilidades de atendimento e recepção e certamente dominar idiomas e informática), recolhe os bilhetes de embarque na porta da aeronave e direciona os passageiros (demonstrando conhecimentos dos serviços de comissária de bordo) e retorna para um novo check-in, ou seja, não só executa outras tarefas como realiza o trabalho de outras pessoas, condição indispensável em tempos de estruturas enxutas. Novamente uma frase do consultor Jan Carlzon ilustra bem a situação "o importante não é ser 1.000% melhor em uma coisa e sim ser 1% melhor em 1.000 coisas."

Visibilidade no Mercado - hoje não basta ser competente é preciso parecer competente, as atitudes tomadas, ao longo da carreira, ficam gravadas, de forma positiva ou não, na mente das pessoas, o conceito de identidade da tarefa e sua relação com o reconhecimento torna-se ultrapassado quando se exige uma preocupação maior com o relacionamento e com a expansão das atividades empresarias do que propriamente com o resultado final, é como a famosa frase de Guy Falks " mais importante que desejar é ser desejado". Este é o fator que motiva o novo profissional o surgimento de novas oportunidades. Você deve, passo a passo, criar uma boa imagem pessoal e esforçar-se para mantê-la viva em sua comunidade profissional. Mas, antes de tudo, devem ser mantidas as relações de amizade, conservadas num processo de constante troca de informações, por intermédio de telefonemas, e-mails, reuniões etc. Já que as empresas possuem porta-vozes, você necessita ser, também, o seu próprio porta-voz. Lembre-se do dito popular " quem não é visto, não é lembrado."

Visão Estratégica - de acordo com Afonso Oncala Molina - diretor da AOM & associados em artigo publicado no jornal o Estado de São Paulo " O fator humano influencia toda a organização e quando as pessoas conseguem, ampliar sua dimensão, e se comprometem com os objetivos desta organização, são capazes de torná-la excelente e competitiva..." a idéia chave da significância da tarefa era fazer o trabalhador acreditar que está fazendo algo importante na sua organização e/ou sociedade, essa idéia passa agora a ter um grau maior de importância e deve fazer parte do alinhamento organizacional que explicaremos mais adiante. A visão estratégica motiva o profissional a prever, de forma rápida, para onde o mercado caminha e que mudanças deverão ocorrer na sua carreira, possuir visão estratégica é uma condição indispensável para que o profissional tenha um alto nível de adaptação.

Capacidade de Inovação - mais do que responsabilidade e pró-atividade, exige-se hoje que o profissional seja inovador, que faça parte da solução e não do problema, a liberdade para criar é um fator motivacional moderno, as pessoas quando pertencentes a ambientes rotineiros e metódicos tendem a se tornar desmotivadas ou acomodadas resultando em baixa produtividade e alta rotatividade. "... Para trazer à tona o capital humano já existente na organização, é necessário que se reduza ao mínimo as tarefas que não envolvam raciocínio, a burocracia desnecessária e as pequenas disputas internas improdutivas. Na era da informática, ninguém pode fazer uso ineficiente do capital humano. Diante da concorrência acirrada, Jack Welch, presidente da GE, diz: As únicas idéias que contam são as idéias nota 10. Não existe segundo lugar. Isso significa que precisamos conseguir o envolvimento de todo mundo na organização. Se você fizer isso da maneira certa, as melhores idéias virão à tona..."

Auto-parabéns - a maior novidade nesta proposta de motivação de carreiras está no conceito de auto-parabéns, mais do que o retorno positivo ou negativo pelo serviço executado, a idéia aqui presente é a de que cada profissional ao final de um dado período (dia, mês, ano, etc.) saiba exatamente como está o seu desempenho por meio de indicadores de performance. Você deve saber exatamente o que deve ser feito e ao fazê-lo com eficácia não precisa ficar aguardando um feedback, pois você já sabe que o serviço é bem feito, os indicadores ficam à critério de cada profissional ou cada carreira, mas devem ser sempre associados a objetivos, por exemplo, quantos contatos você fechou no mês, quantos clientes reclamaram de seus serviços neste mês em relação ao anterior, etc., o importante é ter objetivos, no sentido de ambição ( Desejo ardente de alcançar um objetivo de ordem superior, aspiração relativa ao futuro - Dicionário Aurélio). Os objetivos são uma grande fonte de motivação. Este conceito envolve um atributo muito importante o do profissional que sabe exatamente o que faz, porque faz e se identifica com isso, é muito comum encontrarmos pessoas que sabem o que fazem mas não sabem porque o fazem, conforme ilustra a seguinte anedota: Em uma ferrovia um jovem ajudante foi contratado para checar a roda dos trens para tal foi designado o funcionário mais antigo da ferrovia para lhe ensinar o trabalho, que consistia em bater com um martelo nas rodas dos trens e notar se algum som estranho era emitido, o jovem entendeu bem o serviço e nos dias seguintes já o fazia mais rapidamente que o funcionário que havia lhe ensinado o serviço, de repente resolveu esclarecer uma dúvida que o incomodava

- Meu colega (perguntou o jovem ao funcionário mais velho) porque fazemos este serviço?

- (O funcionário mais velho respondeu), você está aqui a alguns dias e já quer saber algo que eu nesses trinta e cinco anos de carreira não sei.

Interpessoalidade - refere-se a capacidade do profissional saber trabalhar em equipe e se relacionar bem com pessoas, "... O computador não é a rede. As pessoas é que formam a rede pela qual devem transitar as informações que manterão vivos os negócios... a forma de organização empresarial do século XXI, assume a forma de uma rede, sem pontos centrais e com a disseminação das informações por toda a estrutura... Ninguém entrará no serviço às 9h e sairá às 17h, mas as pessoas trabalharão a qualquer hora que acharem conveniente, rumo a um determinado resultado..."

O conceito acima, de Kenichi Ohmae - consultor - apresenta uma nova realidade do mundo corporativo, as equipes em rede em que cada profissional deve ter um alto nível de relacionamento interpessoal, assim o resultado e desempenho da equipe serão atingidos pelo compartilhamento das informações. Um estudo do professor John Morgan, da Universidade de Princeton, mostra que decisões em grupo são mais rápidas e melhores, em entrevista publicada na edição de fevereiro da revista Você S/A. ele analisa as características necessárias para uma equipe trabalhar corretamente: "... Uma equipe com a maior diversidade de experiências possível entre seus membros. Algumas circunstâncias fazem com que um grupo seja ótimo para tomadas de decisão. Entre elas estão predisposição para discutir diferentes assuntos, flexibilidade, capacidade de tratar as informações racionalmente - e não emocionalmente -, aceitar críticas honestas e opiniões conflitantes. Grupos que encorajam esse tipo de prática vão aproveitar ao máximo as habilidades individuais de seus membros.

Os fatores expostos acima, motivam os profissionais no desenvolvimento de suas carreiras e sua importância merece ser reconhecida pela empresa, que deve ter ações baseadas na estratégia para motivação e o desenvolvimento profissional dos empregados e colaboradores.

"No futuro as empresas competirão não só por clientes

mas também por Recursos Humanos"

Clauss Moller.

· Artigo produzido como parte integrante do Programa de Mestrado em Administração de Empresas da Universidade Paulista - UNIP / SP

Renê Fernando Cardoso - Mestrando em Administração pela UNIP e Professor do Núcleo de Aperfeiçoamento em Vendas (NUCLAVE) - Autor do Livro Empregue-se - Como Obter, Manter ou Aumentar a sua Empregabilidade - Ed. Edicta.

Sérgio B. Zaccarelli - Professor titular da Universidade de São Paulo (USP) e Professor do IMES, da UNIP e da UNICID - Autor do Livro Estratégia e Sucesso nas Empresas - Ed. Saraiva

Avatar

Argentina e Brasil eliminarão uso de moeda estrangeira no comércio bilateral

Quarta, 23 de Maio de 2007
A Argentina e o Brasil vão eliminar o uso da moeda estrangeira no comércio bilateral. A decisão foi adotada na quinta reunião extraordinária do Conselho do Mercado Comum do Mercosul, integrado por chanceleres, ministros de Economia e presidentes de bancos centrais, realizado na terça-feira na capital paraguaia.

"O Paraguai começará a avaliar o impacto que terá em nossa economia a decisão destes dois grandes países", disse nesta quarta-feira o chanceler paraguaio, Rubén Ramírez Lezcano.

O ministro argentino das Relações Exteriores, Jorge Taiana, anunciou ontem que o plano piloto entre a Argentina e o Brasil entrará em vigor em outubro, em transações comerciais em moedas locais.

Ele disse que o plano tem dois objetivos principais: "Atualmente as transações entre nossos países são feitas em divisas e isto requer uma série de arbitragens, de moedas, de transações, que significa um custo financeiro maior. Então, com as transações comerciais será reduzido o custo financeiro porque será utilizada a moeda local", explicou.

Segundo ele, isto não só reduzirá o custo como também tornará o comércio mais acessível.

A segunda meta, então, é facilitar as transações comerciais das pequenas e médias empresas.

"Se você têm que fazer transações de importação e exportação em divisa estrangeira e possui uma pequena ou média empresa, tem que ter uma ligação com um sistema financeiro de certo nível, que muitas das pequenas e médias empresas não têm", explicou.

O chanceler paraguaio admitiu ter recebido um documento "muito preliminar" dos ministros da Fazenda de Argentina e Brasil (Felisa Miceli e Guido Mantega, respectivamente) sobre o plano piloto.

"É complexo", avaliou.

"Eles nos explicaram que o propósito é buscar uma autonomia financeira que dê mais estabilidade às moedas e que leve adiante um mecanismo que agilize e reduza os custos derivados das operações externas em termos de comércio", disse.

Fonte: Folha Online