Jerônimo Mendes
Terça, 3 de Junho de 2008
Esse artigo diz respeito a milhões de pessoas que tem o privilégio de acordar
diariamente para enfrentar um novo dia gozando de boa saúde e disposição,
independentemente de estarem empregadas ou à disposição do mercado, de
bem com a vida ou sendo castigada por ela. Como eu sempre digo e acredito, não
há mal que sempre dure, portanto, qualquer condição de desvantagem é apenas uma
fase de transição imposta pelo universo para testar a nossa capacidade de reação
diante dos fatos.
O meu filho mais velho teve a sua primeira grande experiência negativa
recentemente: foi assaltado a duas quadras de casa. Graças a Deus, depois de
vinte e um anos de orientação familiar, ele manteve a calma e entregou a fortuna
que carregava - mochila, celular, jaqueta, relógio etc. - diante de uma arma
apontada por um moleque enquanto o comparsa se encarregava da proeza, ambos
tensos e de mal com a vida. Pensando melhor, eram três vítimas reunidas.
A maior preocupação dos dois era mandá-lo calar a boca nas duas vezes em que
pediu para que deixassem os documentos pessoais e o trabalho de conclusão de
curso ainda não concluído. Os documentos se foram, o trabalho ficou, mas o que
valeu mesmo foi a escolha consciente pela vida.
Quando ele chegou em casa e se acalmou de verdade, onze e meia da noite, a única
coisa que ele fez questão de mencionar foi "eu escolhi não reagir" embora o seu
tamanho comparado ao dos indivíduos pudesse sugerir a possibilidade de reação.
Como ele mesmo disse, o fim poderia ter sido fatal. Bens, documentos e outras
bobagens materiais a gente recupera. A vida, não.
Há pouco tempo, o pintor Reinaldo Quintiliano despencou do 18º andar de um
edifício em Curitiba, quando a cadeira em que ele sentava desprendeu-se da
fivela de segurança. Durante aqueles intermináveis cinco segundos até o encontro
com o chão, a única coisa que ele lembra foi ter pedido a Deus que o deixasse
viver para terminar de criar os filhos. Quarenta dias depois, em entrevista à
Rádio CBN, Reinaldo disse apenas que optou pela vida e, milagrosamente, depois
de um mês em coma e muitas fraturas pelo corpo, ele continua com o firme
propósito de voltar a trabalhar o mais rápido que puder.
O nosso futuro é determinado pelas nossas escolhas. O fato de você ainda não ter
conseguido a casa dos seus sonhos, o carro do ano e o melhor emprego do mundo
não diminuem em nada o seu valor na sociedade. Ao contrário, quanto mais
dificuldades você enfrenta, mais ágil você se torna e mais promissor é o seu
futuro. Entretanto, para que os sonhos sejam transformados em realidade,
escolhas conscientes e atitudes positivas são determinantes nessa conquista.
De maneira geral, pessoas que não sabem o que querem, não fazem o que gostam e
não reagem diante das dificuldades caminham para a infelicidade no longo prazo.
E, como diz o ditado, no longo prazo estaremos todos mortos, portanto, enquanto
a vida continuar oferecendo a oportunidade de mudança, sempre haverá muito mais
felicidade na realização do presente do que na esperança do futuro.
Algumas escolhas na vida são realmente fundamentais: a pessoa com quem você vai
se casar; a universidade onde você quer estudar; a profissão que você quer
seguir; a casa, o bairro e a cidade onde você pretende morar; a aposentadoria
que você almeja ter; portanto, de maneira consciente ou inconsciente, as
escolhas do momento presente determinam a colheita do momento futuro. Quase
sempre, o que falta é a consciência da importância do momento presente.
Como dizia Emerson, o grande pensador americano, "leva tempo para descobrir o
quanto somos ricos". Em geral, o conceito de riqueza está associado ao dinheiro,
ao acúmulo de bens materiais, à posição temporária que o ser humano ocupa na
sociedade e isso, quando levando ao pé da letra, também diz respeito às
escolhas, ainda que equivocadas sob o ponto de vista da evolução racional.
No ambiente de trabalho alguém pode escolher insultá-lo, mas você tem a
possibilidade de escolher entre a reação e a indiferença. O que muda é a
percepção das conseqüências. A reação acirra os ânimos contrários e o resultado
tende a ser catastrófico. A indiferença enfraquece o oponente sem a necessidade
de violência, mas é preciso ser mais forte do que ele para evitar o confronto.
De acordo com Deepak Chopra, escritor indiano radicado nos Estados Unidos,
"tanto eu quanto você somos escolhedores infinitos. Em nossa vida, a todo
momento, entramos no campo de todas as possibilidades, onde temos acesso a uma
infinidade de escolhas. Algumas delas são feitas conscientemente, outras não".
Portanto, a melhor maneira de acertar as escolhas é manter o espírito aberto e
consciente em relação ao que se deseja obter no futuro.
Todos os dias, logo pela manhã, você tem acesso a uma infinidade de escolhas:
tomar café desesperadamente ou comer o necessário para manter o corpo em
sintonia com a vida; despedir-se da esposa e dos filhos com um beijo ou sair de
fininho; cumprimentar os colegas de trabalho com um sorriso ou desejar que se
danem; ser produtivo ou cumprir mais um dia de martírio; irritar-se no trânsito
ou agradecer pela felicidade de possuir um carro para se locomover.
Quer você queira ou não, quer você goste ou não, tudo o que está acontecendo
nesse exato momento é resultado das suas escolhas. E um ditado tão antigo
continua extremamente atual: você colhe aquilo que planta, portanto, se você
deseja felicidade deve semear felicidade; se deseja viver num bom ambiente de
trabalho, deve, no mínimo, sorrir; se deseja um futuro brilhante, deve levantar
o traseiro do sofá, livrar-se do controle remoto e traçar um plano definitivo de
ação em direção ao futuro.
Relembrando o que foi dito no início do texto, todos os dias você tem o
privilégio de acordar e fazer escolhas que determinam a satisfação e a plenitude
do momento seguinte, diferente de milhares de pessoas que acordam cedo e
preferem optar pelo sofrimento e de outros milhares que não sabem se vão comer
durante o dia, quando vão conseguir emprego e onde acomodar o esqueleto no
próximo inverno.
Segundo Chopra, "quanto mais escolhas conscientes você fizer no nível de
percepção consciente, mais corretas e espontâneas serão as escolhas, tanto para
si quanto para os outros estão ao seu redor". Portanto, quando fizer escolhas,
pense um pouco mais com o coração, não se deixe iludir pela mente. O coração é
holístico, tem ligação direta com Deus e ainda que você não acredite em Deus,
precisa de alguém que acredite em você.
Há muito tempo eu tomei a feliz iniciativa de rezar e agradecer por tudo a
caminho do trabalho. E todos os dias, durante o trajeto, eu repito em voz alta:
"Jerônimo, você é um carta de sorte, conseguiu estudar, arranjar uma esposa
legal, fazer dois filhos, publicar seis livros e ainda te pagam para fazer o que
você gosta: transmitir conhecimento e gerar prosperidade para milhares de
pessoas. Vai ter sorte assim lá no céu".
Toda vez que você fizer uma escolha pense sempre nas conseqüências que a escolha
vai proporcionar. Não faça como John Lennon que teve a infelicidade de dizer que
"a vida é aquilo que acontece enquanto você faz planos". Nem todos têm chance de
cair nas graças da mídia e a despeito de todas as suas esquisitices ainda se dar
bem. Escolher e planejar são fundamentais para o alcance dos objetivos em
qualquer fase da vida, é apenas uma questão de opção. Pense nisso e seja feliz.
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Wagner Campos
Sexta, 25 de Abril de 2008
J.M. Barrie criou a peça Teatral intitulada em Terra do Nunca, onde hoje muitos
a conhecem como Peter Pan. Aquele garoto que não queria crescer nem ficar mais
velho e vivia na Terra do Nunca. Lá as crianças jamais envelheciam, eram felizes
e viviam aventuras maravilhosas. Podiam até voar desde que tivessem bons
pensamentos.
Acredito que todos em algum momento já visitamos a Terra do Nunca. Seja em
nossos sonhos durante a noite de sono, seja em nossos sonhos acordados em um
momento de reflexão de nossas vidas. De alguma maneira, sonhamos poder ter ou
viver um momento de alegria o qual normalmente encontramos distantes de nossa
realidade.
Na Terra do Nunca Peter Pan era perseguido pelo Capitão Gancho. O motivo desta
perseguição era simplesmente devido ao Capitão Gancho não aceitar o eterno
sorriso esboçado na face de Peter Pan. A alegria demonstrada explicitamente por
Pan em tudo o que vivia a cada segundo. Como Peter Pan conseguia viver em tanta
alegria, harmonia e maravilhosas aventuras enquanto o Capitão Gancho não tinha
as mesmas oportunidades?
Podemos encontrar em parte pessoas que não compreendem ou não aceitam nossas
alegrias e nosso bom humor. Há aquelas que dedicam mais tempo para julgar nossas
atitudes a melhorar o próprio comportamento em busca da própria felicidade. Isso
sem contar as que querem o que temos não para se realizarem, mas para se
compararem ou se sobressaírem sobre outras pessoas. Assim como o Capitão Gancho,
não possuem bons pensamentos ou alegria em suas vidas e também não tentam
conseguir de uma maneira saudável.
Seguir o conselho de Peter Pan e ter bons pensamentos nos levará a voar através
de nossos sonhos, conscientemente ou não e encontraremos a felicidade.
Biologicamente nosso corpo se envelhecerá com o passar dos anos, mas nosso
espírito seguirá a escolha pelo nosso modo de vida. Poderemos ser jovens
eternamente e curtir a vida com alegria, bom humor, diversão e incontáveis
aventuras.
O tempo nos persegue, assim como o Crocodilo Tic Tac da história perseguia o
Capitão Gancho. Tic Tac era o crocodilo que tinha engolido a mão do Capitão
Gancho quando ela havia sido cortada em uma luta com o Peter Pan. O crocodilo
também havia engolido um relógio o qual lhe rendeu tal apelido. Quando se ouvia
"tic tac... tic tac" sabia-se que o crocodilo estava por perto.
O crocodilo do tempo nos persegue constantemente. Extinguem-se os ponteiros dos
relógios que tilintam os tic tacs, mas permanecem os milionésimos de segundos
que nos obriga a correr diariamente. Correr para realizar nossas atividades do
trabalho, da escola, da faculdade ou em busca do sono.
Deixamos o tempo comandar nossas vidas amedrontadas por este monstro que nos
domina. O tempo nos informa se é tempo de brincar, estudar, trabalhar, namorar,
sonhar, realizar ou viver. Tudo tem o tempo certo para acontecer. Jamais temos
tempo a perder. Não se recupera o tempo perdido, assim como o pêndulo de um
relógio não vai e volta... ele sempre vai. Cada "tic" e cada "tac" é um segundo
que já se passou... para a esquerda ou direita, o tempo sempre está indo.
Histórias infantis e peças teatrais à parte jamais deveríamos abandonar a Terra
do Nunca. É nela que realizamos nossos sonhos mesmo que por alguns segundos.
Preciosos, eternos e irrecuperáveis segundos.
É nela que através de bons pensamentos conseguimos voar e ir além de nossos
limites, de nossos medos e de nossas inseguranças. Não envelhecemos e não
crescemos, porém não significa que não aprendemos, não evoluímos ou não nos
tornemos melhores.
De nada adianta uma fruta de casca bonita mas com o fruto estragado. Não nos
alimentará. Da mesma maneira não nos satisfaremos com uma boa aparência, roupas
ou vários bens, mas com nosso coração, auto-estima e amor próprio estiverem
ressecados ou estragados. É como diz o ditado: "mente são, corpo são".
Dedique mais tempo a você, reflita, viaje a sua Terra do Nunca diariamente e
desperte a felicidade em sua vida. Tenha bons pensamentos e voe sobre os
Capitães Gancho que estão a sua volta e lutam contra sua alegria. Continue
sorrindo e não tente derrotá-los mas sim se divertir com eles, afinal,
derrotá-los acabaria com suas aventuras e perderia a graça.
E o crocodilo do tempo? Tic tac tic tac tic tac... sempre perseguirá a todos,
mas enquanto você estiver em busca de seus sonhos, ele jamais o alcançará,
porque tudo tem o tempo certo, e o seu tempo é você quem o define, basta
acreditar e ir de encontro aos seus sonhos. Tenha bons pensamentos e voe em
busca de sua alegria!
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Jerônimo Mendes
Segunda, 7 de Abril de 2008
De acordo com o escritor e conferencista Robert Wong, autor de O Sucesso está no
Equilíbrio (Ed. Campus), a vida profissional passa por cinco fases distintas:
Emprego > Profissão > Carreira > Vocação > Missão. É o que ele chama de
Pirâmide de Realização no Trabalho ao estabelecer um paralelo com a Pirâmide
da Hierarquia das Necessidades de Maslow, o psicólogo nova-iorquino que
mapeou as necessidades humanas.
Isso significa que, num intervalo de 30 a 40 anos, a vida profissional pode
oscilar em diferentes fases até que a pessoa encontre definitivamente a sua
verdadeira missão, o que não é tão simples e vale a pena explorar um pouco mais,
afinal, a escada corporativa é composta de inúmeros degraus e subi-la por
inteiro requer habilidades que vão muito além do diploma e da experiência.
Durante os primeiros anos da vida profissional, ainda que você tenha cursado
algo que nada tem a ver com a sua vocação, o que você realmente deseja é
encontrar um bom emprego e esse é o caminho natural. Depois de um tempo você se
questiona se bons empregos existem, porém, nessa fase, o importante é conseguir
uma oportunidade para mostrar o potencial e tentar a tão sonhada independência
financeira que o livrará, por ora, das amarras familiares, ou seja, das garras
do pai e da mãe.
Num segundo momento o emprego não é suficiente para aplacar o seu crescente
desejo de realização e a sua ilimitada necessidade de recursos financeiros,
portanto, a consciência passa a pressioná-lo por mais crescimento profissional -
poder, dinheiro e status - e você faz de tudo para encontrar uma profissão
digna, capaz de lhe proporcionar valor, identidade e, principalmente, uma vida
mais confortável sob todos os aspectos.
Aos poucos você vai entendendo os meandros da vida corporativa, levando
muitas marteladas na cabeça, afinando o jogo de cintura e, então, bem mais
experiente, conclui que o investimento realizado na Faculdade foi insuficiente.
Pois bem, é hora de partir para uma especialização ou, quem sabe, para um
negócio por conta própria, portanto, sua profissão está em fase de
desenvolvimento.
De fato, o reconhecimento das escolhas erradas, a automotivação e a
predisposição para novos desafios são as melhores alternativas para livrá-lo do
marasmo e da procrastinação além de injetar ânimo na profissão que você escolheu
(ou seus pais escolheram por você), mas ainda não lhe proporcionou o devido
respeito e o mínimo sentido de realização.
Como se trata de um processo longo de evolução, certamente chegará o dia em que
você encontrará a profissão ideal, porém à medida que o tempo vai passando, as
necessidades mudam e as prioridades também, portanto, está mais do que na hora
de você abraçar uma carreira sólida. Sob perspectivas nem sempre animadoras,
você se divide entre subir a escada corporativa, na mesma empresa, e a mudança
de emprego, sob novas perspectivas, afinal, qualquer mudança tende a ser
positiva.
Construir uma carreira leva a um novo processo de desgaste, pois a zona de
conforto atingida em determinado momento da vida é uma das maiores tentações do
ser humano. Leva tempo para você aceitar o fato de que aquele cargo, aquela
empresa ou aquele salário não mais satisfazem suas necessidades de status e de
realização, mas enquanto o dinheiro estiver pingando regularmente na sua conta
bancária, de quinze em quinze dias, a mente tende acomodá-lo até que você seja
realmente defenestrado da empresa.
Apesar de tudo, graças aos conselheiros invisíveis, aos investimentos em cursos
de especialização, aos idiomas que você agregou na consciência e,
principalmente, aos resultados que você proporcionou, sua carreira vai indo
muito bem. Como todo profissional em ritmo de extrema competitividade, foi
necessário deslocar alguns concorrentes diretos, agüentar humilhações constantes
do chefe, trocar de emprego várias vezes e, por fim, abrir mão de alguns
princípios universais para quebrar determinadas barreiras e ser reconhecido
perante a alta direção e isso faz parte do aprendizado.
Num dia qualquer você acaba se arrependendo de ter utilizado certas ferramentas
e de ter tomado algumas atitudes impensadas para crescer no mundo corporativo
e então, de maneira consciente, tenta compensar a sociedade com trabalhos
voluntários, doação de parte da fortuna, utilização de um discurso mais ameno e
solidário na sociedade e, tão importante quanto, passa a tratar os amigos, a
esposa, os filhos e netos de forma mais amigável.
Antes de sua carreira chegar ao fim talvez você realmente encontre a vocação, a
quarta etapa da Pirâmide de Realização no Trabalho. Lamentavelmente, a maioria
dos profissionais espera a aposentadoria para de dedicar àquilo que os levará a
uma vida plena de realizações. Toda pessoa tem sua própria vocação, dizia
Emerson. O talento é a vocação. Ao encontrá-la, o pensamento se alinha com a
sabedoria divina, a vida entra no eixo da prosperidade e o trabalho passa a ter
mais dignidade e mais sentido de realização. E, segundo Albert Camus, o grande
filósofo francês, "não existe dignidade quando seu trabalho não é aceito
livremente".
Haverá o dia em que você encontrará a sua verdadeira missão e esse é o grande
desafio. Espero que você não leve mais do que dez ou vinte anos a fim de
aproveitar ao máximo o que a vida lhe oferece. A missão pessoal é um projeto de
vida, uma experiência enriquecedora que acompanha o ser humano durante a
existência, uma causa nobre que serve de base para o desenvolvimento pessoal e
profissional.
Quando falo em missão pessoal durante as minhas palestras, muitos me
olham com cara de desdém e imagino que fiquem pensando: quanta bobagem! Contudo,
a missão pessoal permite concentrar esforços numa única direção, amplia o
sentido de vocação, realça os pontos fortes do ser humano e, principalmente,
estimula o sentido de realização.
Agora você já sabe o que fazer. Cada fase da escada corporativa é um desafio
altamente estimulante. Como diria Robert Wong, não importa em que posição da
pirâmide você está tampouco se você esteve no topo e agora não está mais. É
possível que durante a vida profissional você alterne várias vezes entre a base
e topo da pirâmide, por inúmeras circunstâncias que nem sempre dependem do seu
controle. O que importa é não perder de vista o topo e persegui-lo com todas as
suas forças.
Por fim, lembre-se, quando você perde os documentos ou apenas a carteira de
identidade, perde também a referência, o rumo e, temporariamente, a motivação.
Para recuperá-los, a dor de cabeça é imensa. Com a missão pessoal não é
diferente. Você demora a encontrá-la, mas quando a encontra não quer perdê-la
nunca mais. Pense nisso e seja feliz.
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Scher Soares
Sexta, 21 de Setembro de 2007
O conceito de "full performance" é bastante disseminado na nossa empresa e sempre que podemos, convidamos outros profissionais, empresas e pessoas a adotarem esta cultura e se surpreenderem com o resultados. È um conceito simples, que exige apenas um pouco de contextualização. Vejamos o exemplo:
Você certamente já passou ou testemunhou a situação na qual mesmo após um dia ou período exaustivo de trabalho, no qual ansiava por um descanso ou repouso, foi convidado para participar de algum tipo de programa de grande atratividade para você, seja um happy hour, uma partida de futebol, um cinema com o namorado (a) ou mesmo um jantar com a família que há tempos não se reunia. Bom, o que ocorre com a maioria das pessoas, é que diante de um convite como este, nós praticamente nos re-inventamos. Encontramos energia dentro de nós mesmos para seguir em frente e costumamos até no espantar em seguida com a capacidade que tivemos de ampliar nossas agendas mesmo após um dia exaustivo de trabalho.
Este fenômeno ocorre, em função da capacidade que temos de ampliar nossos limites, toda vez que usamos da competência de oscilar, que é alternar de forma criativa, inteligente e deliberada, o foco das nossas energias, permitindo assim, que o nosso organismo atue na recuperação de forças das áreas diretamente envolvidas.
Pense nisso: mesmo o mais apaixonado por jogar futebol não irá conseguir que seu corpo permita não se sentir cansado após determinado período; Ele precisa oscilar. Mesmo o melhor leitor, em determinado momento irá efetuar uma pausa; Ele precisa oscilar.
Quando você oscila, você recupera energias. Você alterna o foco e fluxo de energia do corpo, evitando que o mesmo se esgote. Pois bem, agora que expliquei o conceito de oscilar, eu garanto; isso é condição essencial para que você possa se tornar um "Full Performance".
Bom, e o que isso tem a ver com a atividade do representante propagandista?
Tem a ver, que a partir do momento que entendemos os conceitos de "oscilar e full performance", podemos canalizar melhor nossas energias, aproveitando os momentos do dia que permitem oscilação, para que ao entrarmos em um consultório médico, possamos usar o conceito de full performance, que significa não ser nada menos do que o melhor que você puder ser naqueles poucos minutos diante do seu cliente.
Por favor, acompanhe meu raciocínio. É provável que você já tenha algum tempo de profissão e talvez até um bom tempo no mesmo setor / território. Isso significa, que você é uma pessoa de boa ou grande experiência. Pergunta: Qual é a possibilidade de você se deixar levar um pouco pelo fluxo natural do trabalho e descuidar-se um pouco da sua própria performance?
Bom, antes que você me responda, quero propor o seguinte:
Nas suas próximas visitas médicas, comprometa-se com a sua performance. Você sabe, são poucos minutos durante o dia, então é interessante adotar o conceito de full performance, cuidando para que você não seja nada menos do que o melhor que puder ser, desde a entrada no consultório, passando pela abordagem, o tom de voz, a linguagem corporal, a dicção, o vocabulário e repertório, o uso das ferramentas promocionais o cumprimento da estratégia promocional, as sondagens e a negociação, o compromisso, o fechamento, enfim, todas as inúmeras ações que você como bom profissional desempenha dentro do consultório médico.
Este é o profissional full performance; Alguém que gerencia o próprio comportamento e não permite atuar de forma basal nos poucos minutos diante dos seus clientes. Alguém comprometido com a excelência e que sabe a importância de ser simplesmente o melhor que ele puder ser. Alguém que sabe que da mesma forma que a indústria farmacêutica, os médicos também estão segmentando os representantes e classificando-os de acordo com o valor que eles percebem em cada um. E observe com atenção, eu disse o valor que os médicos percebem; Ou seja, só o próprio médico pode atribuir este valor.
Então, será que os seus clientes o percebem como um full performance?
Reflita Sobre Isso. e Triunfe!
Scher Soares - Conferencista, colunista e consultor de treinamento. Especialista em gestão de pessoas.
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Administrador
Quarta, 30 de Maio de 2007
Conquistar cliente, fazendo com que ele escolha seus serviços em meio a varias ofertas iguais é uma tarefa árdua, mas não impossível.
É necessário possuir um diferencial para atrair a atenção do cliente.
Simpatia, atenção, cordialidade são fatores comuns a todos. Utilizar estratégias que despertem no cliente o desejo de consumir seus produtos e dar continuidade a um atendimento personalizado para que ele se sinta único e especial junto a sua empresa.
Muitas técnicas, treinamentos e inovações são utilizadas neste setor, o atendimento, que se tornou hoje o grande diferencial para a sobrevivência das empresas .
A razão disto é a alta concorrência e competitividade do mercado nos dias atuais.
Entre varias ofertas o cliente precisa decidir qual comprar e nesta etapa ganha a empresa que obtiver a melhor estratégia, não só de captar, mas também de fidelizar.
Um cliente fiel multiplica suas vendas, indica seus produtos e se torna uma referencia positiva.
O cliente para ser fiel, deseja muito mais que produtos de qualidade e preço justo: deseja ser bem atendido. Todos sabemos que o cliente é a alma dos negócios , e atendê-lo bem não é só uma obrigação - é uma questão de sobrevivência. Pesquisas feitas sobre o assunto comprovam que um cliente mal atendido irá buscar o concorrente para suprir esta falta de atenção.
Segundo a revista americana U.S. News & World Report sobre os motivos que levam um cliente a abandonar uma marca, uma loja qualquer ou um prestador de serviços comprova quanto isso é verdadeiro. Um cliente mal atendido provavelmente irá procurar refúgio no seu concorrente - e recuperá-lo, dizem os especialistas, custará pelo menos dez vezes mais do que simplesmente mantê-lo. O.k., você está decidido a tratar bem o seu cliente. Mas será que você sabe realmente o que é um atendimento de primeira? Será que é simplesmente oferecer bons produtos e preço justo? Será que é atender às suas expectativas? Ou é recebê-lo com um sorriso no rosto e ser cortês? A resposta para todas essas perguntas é sim. Mas isso não é tudo. Um bom atendimento vai muito além.Em entrevista a Você S/A( nov 2000), JOSÉ GALLO -Presidente da Lojas Renner- diz que encantar verdadeiramente o cliente, é o desafio diário dos mais de 4 500 funcionários da Lojas Renner distribuídos pelas 47 unidades da rede em todo o país. Não é apenas uma estratégi a de marketing ou mera força de expressão. A filosofia do encantamento, criada pelo seu presidente, o gaúcho José Galló, é antes de mais nada um estilo de gestão. "Todos nós trabalhamos não para satisfazer os desejos e as expectativas do cliente, mas para excedê-los, superá-los", diz ele. A parte mais visível dessa cultura do bom atendimento é o encantômetro, um equipamento eletrônico com luzes coloridas instalado na porta das lojas. Os clientes registram ali se ficaram ou não encantados com o atendimento que receberam. Segundo Galló, a última medição apontou 64% de pessoas muito satisfeitas, 33% de satisfeitas e apenas 3% de insatisfeitas.Qual o segredo de tamanho sucesso? Conseguir que os funcionários entendessem a razão, a importância e o objetivo da filosofia do encantamento. Para quem trabalha na Renner, encantar os que visitam as lojas do grupo é mais do que uma obrigação. É uma realização.
Formula mágica não existe, existe sim trabalho, e conscientização dos funcionários para excederem sempre as expectativas dos clientes. Surpreendê-los com o máximo do encantamento que somente o toque humano pode proporcionar.
Márcia Nana - site: www.ideiaconsultoria.blogspot.com - e-mail: mnanas2003@yahoo.com.br
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