Evaldo Costa
Quarta, 29 de Outubro de 2008
Você costuma refletir sobre seus negócios? Em que momentos você costuma fazer
isso? Sempre? Só quando coisas não vão muito bem? Quando tudo está dando certo?
O memorável livro de Judith Bardwick, o qual emprestou o título para este artigo
e me motivou a escrever sobre o assunto, é uma obra para ficar na mesinha de
cabeceira, pois nos leva a profunda reflexão, justamente nos momentos em que
acreditamos não precisar fazer muito esforço para obter sucesso.
“Controle o seu destino antes que alguém o faça”
Jack Welch
Mas, por falar em reflexão e sucesso, como vai a economia brasileira? Vivendo
momentos confortáveis, não é verdade? Não importa muito se está ou não sendo
alavancada pela favorável conjuntura econômica global. O fato é que com a
inflação baixa e sob controle, taxas de emprego em alta e crescendo, massa
salarial ganhando musculatura a cada ano, larga oferta de crédito ao consumidor,
dólar em baixa, juros em queda, saldo favorável da balança comercial, entre
outros indicadores positivos nos levam a crer que o Brasil caminha a passos
largos para dias melhores, não é mesmo?
Ainda que alguns acreditem que o crescimento econômico do país poderia ser
maior, não podemos negar que contabilizamos resultados otimistas. Após longo
período de hibernação em que tanto a indústria quanto o varejo tiveram
dificuldade e amargaram grandes prejuízos, o mercado dá sinais de revigoramento
e voltamos a viver momentos de euforia em alguns setores.
E, por falar em economia revitalizada, como anda o varejo? Vai muito bem,
obrigado. TVs de LCD, Notebooks, lava-louças, entre outros artigos chegam a
apresentar crescimento nas vendas da ordem de 250%. Isso sem falar no setor
automotivo, no qual a performance tem sido tão boa que os recordes de vendas
voltaram a freqüentar as manchetes na mídia nacional. Os novos modelos de carros
sendo lançados regularmente pela indústria, a queda dos juros do CDC (crédito
direto ao consumidor), a grande oferta de crédito com alongamento dos prazos de
pagamento e a busca dos consumidores pelo veículo zero são os principais motivos
das linhas de montagens da indústria automotiva estarem operando a todo vapor e,
ainda assim, sem dar conta do recado.
Quando a situação é confortável, a estagnação é eminente.
Até aí nada de tão extraordinário assim, no entanto cabe uma pergunta: será que
não é hora de garimpar, em nossa agenda, tempo para rever alguns conceitos
aparentemente adormecidos? Quem sabe, devêssemos começar pelo filme anos
dourados que relatou o grande sucesso do setor automotivo na segunda metade da
década de oitenta? Nele vamos constatar cenas pitorescas, como a cobrança de
ágio, fila de espera para comprar um veículo novo, entre outros fatores que
podem até parecer absurdos, mas que vale a pena recordar.
Revendo o filme com atenção vamos descobrir cenas que merecem atenção especial
por ser incomum para a realidade dos dias atuais. A exemplo de empresas
“inchando” os quadros administrativos e operacionais com a criação de novos
cargos, reajustando salários sem muito critério, empreendedores expandindo-se
rapidamente com aquisição de novos negócios, construções e reformas sendo
executadas mais pela empolgação do bom momento do que pelos critérios técnicos
científicos, afrouxamento dos rigores para novos investimentos, gastos
administrativos exagerados, estoques nas alturas, regras básicas de
relacionamento com os clientes sendo subestimadas, e muita gente se achando
poderoso e esquecendo-se de que a “humildade é o primeiro degrau na escala da
sabedoria” etc.
Há também outros registros interessantes, como a cena em que uma secretária
apresenta-se com duas assistentes. Daí, quem tentava falar com o seu chefe
primeiro seria atendido pela telefonista que transferia a ligação para uma das
suas assistentes que por sua vez transferia para ela e, daí, com um pouco de
sorte, se conseguia falar com o todo poderoso. Detalhe: em cada etapa a pessoa
tinha que explicar as razões do contato. Muito interessante, não?
“... Vem, vamos embora, que esperar não é saber. Quem sabe faz a hora, não
espera acontecer”.
Geraldo Vandré
Recorrendo a esse e, também, a outros filmes de glória do passado, vamos
perceber empresas reduzindo ou cortando as verbas de treinamento, queda
acentuada da qualidade do atendimento ao cliente, relaxamento na prestação de
serviços, diminuição ou extinção das reuniões de planejamento e apuração de
resultados (analisar os gastos, rever metas e apontar novos caminhos deixaram de
ser prioridades), afrouxamento das cobranças por bons resultados, gestores se
entrincheirando em seus confortáveis gabinetes, a fidelização de cliente ficando
renegado para segundo plano e cedendo lugar ao jargão “se não quiser outro
compra” etc.
Porém, nem sempre esses filmes tiveram final feliz. A maioria revelou
epílogos trágicos, como: fábricas sendo fechadas ou reduzindo drasticamente a
produção, empresas indo a bancarrota, organizações demitindo em massa, entidades
endividadas, mão-de-obra sucateada e recomeço cruel.
E quanto a você: acha que as cenas do passado podem nos ensinar algo novo?
Pense nisso e ótima semana,
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Carlos Eduardo Machado Munhoz
Segunda, 3 de Março de 2008
A Economia brasileira, nos últimos anos, vem sendo destaque (positivo) em termos de expansão devido, entre outros fatores, ao aumento da oferta de empregos, aumento da massa salarial e maior oferta de crédito aos consumidores. Isto não é novidade, e vem sendo tratado por diversos jornais e revistas especializados (ValorEconômico, Gazeta Mercantil, Exame etc). Em 2007, diversos setores econômicos tiveram explosivos aumentos de vendas em comparação com 2006: 251% no caso de TVs de LCD e plasma, 130% para notebooks, 48% a mais para máquinas de lavar louças, 22% nas roupas e 16,5% nos laticínios (números compilados pela Revista Exame de 18/07/2007). As perspectivas são igualmente positivas para 2008.
Embora sejam boas notícias para as empresas destes setores, tais fatos também as colocam numa posição que merece atenção: a quantidade de reclamações vindas de clientes insatisfeitos com sua compra. O consumidor brasileiro ainda é muito passivo em relação aos consumidores de outros países (especialmente os mais desenvolvidos), mas ainda assim tem aprendido uma coisa ou outra - e as listas de reclamações aos órgãos como Procon e Idec atestam isso.
Sob a ótica do marketing, trata-se de "dissonância cognitiva" - ou seja, arrependimento por ter adquirido um produto ou serviço. Qual consumidor nunca se arrependeu por ter comprado um produto que estava com um desconto incrível, mas depois não tinha o que fazer com o tal produto ? Mas pior é quando o consumidor arrepende-se porque o produto começa a apresentar defeitos crônicos, e não consegue ser atendido pelo fabricante quando solicita troca ou conserto.
Recentemente, a Volkswagen fez um "recall" disfarçado do Fox, depois que dezenas de consumidores sofreram acidentes ao tentar rebater o banco traseiro; as montadoras de veículos, aliás, têm comemorado recordes de vendas - mas poucas têm dado atenção para o fato de que em médio prazo haverá também aumento de demanda por serviços de manutenção de seus veículos. Um cliente pode estar satisfeito com o produto adquirido, mas, caso venha a enfrentar dificuldades com o serviço que espera no pós-venda, a dissonância cognitiva surgirá - e terá conseqüências desastrosas para a imagem da empresa. Assim, o período de altas nas vendas, conquanto mereça ser comemorado, deve servir também de indicador do quanto será preciso investir no pós-venda e no atendimento ao cliente.
 Não obstante os consumidores tenham aprendido a recorrer à justiça e/ou órgãos de defesa, é preciso considerar, ainda, o vertiginoso crescimento das redes sociais e ferramentas de comunicação ligadas à internet: blogs, e-mails, sites especializados etc. Isso significa que o cliente insatisfeito tem, cada vez mais, um grande número de formas de reclamar dos problemas identificados no pós-venda - e pressionar a empresa a consertar ou trocar o produto defeituoso. Neste contexto, as empresas que atuam no Brasil, agora, passarão a dedicar mais atenção ao pós-venda - ao menos aquelas que pretendam manter-se competitivas. Assim, discutir e planejar o aftermarketing passa a ser de grande relevância para empresas que precisem aumentar sua rentabilidade não com ganhos de escala, mas com significativo aumento da margem de lucro. Isso é possível - desde que seja oferecido um excelente serviço de pós-venda.
É necessário registrar, todavia, que o termo "aftermarketing", a despeito de alguma fama, não é muito preciso, muito correto - afinal, não é possível separar o "before marketing" e o "after marketing". O marketing deve precupar-se com tudo o que acontece antes da venda, claro - desde o planejamento de novos produtos e serviços em vista de necessidades de segmentos-alvo, avaliação da receptividade do produto, gerenciamento do portfólio, estratégias de comunicação e distribuição etc. Mas se a empresa age como se as funções do marketing cessassem após a venda, a tendência é uma piora em seu relacionamento com os clientes - reduzindo a chance de voltar a atender este cliente, que passará a procurar a concorrência. Portanto, a rigor, o termo "aftermarketing" não é o mais adequado, conceitualmente - ainda assim, devido à sua ampla utilização para designar ações tomadas após a venda, será utilizado aqui.
A partir do momento em que a empresa efetua a venda é que o consumidor torna-se cliente - e é justamente neste momento que começa o relacionamento entre a empresa e seu cliente. Portanto, poder-se-ia concluir que o período pós-venda é justamente o mais importante, afinal não é tão difícil fazer com que alguém compre o seu produto ou serviço pela primeira vez, na medida em que a pessoa pode acreditar em promessas de satisfação, garantia, qualidade, preço promocional etc. Difícil, mesmo, é fazer com que uma pessoa volte a adquirir seu produto ou serviço DEPOIS que ela já conhece o tipo de atendimento que sua empresa lhe oferece !
Cada vez mais as empresas têm falado em CRM, serviço de atendimento ao cliente e afins; as empresas que fazem o serviço de "contact center" há anos encabeçam a lista de empresas que mais contratam funcionários - e, a despeito da rotatividade elevada de funcionários, isso pode ser explicado justamente pela necessidade de ter pessoal para atender os clientes no pós-venda. Contudo, as reclamações dos consumidores geralmente acabam ficando "perdidas" em algum ponto da cadeia de contatos: e-mails que não chegam a quem deveriam chegar, ligações que jamais são retornadas etc. Não raro, clientes que tentam recorrer às empresas acabam sentindo-se completamente abandonados - e geralmente são mesmo.
Este tipo de erro pode custar muito caro às empresas.
Peguemos, por exemplo, as empresas de telefonia, especialmente celular: todas costumam oferecer um recheado pacote de benefícios para clientes de outras operadoras migrarem para sua base de clientes - mas elas deixam os clientes atuais (e antigos) completamente abandonados. O investimento que se faz para aumentar a base de clientes (campanhas de propagandas, telemarketing ativo, mala direta etc) é muito mais alto do que promover campanhas de fidelização entre a base de clientes já existente.
As empresas de telefonia, entretanto, chamam de fidelização o ato de "prender" o cliente por intermédio de algum dispositivo contratual: quando é "convidado" a migrar para aquela empresa, o cliente assina um contrato que o manterá refém por 18 meses, ou até mais. Em troca, lhe é prometido um pacote de benefícios (aparelho gratuito, tarifas reduzidas, torpedos etc), mas geralmente o cliente acaba arrependendo-se antes do prazo contratado. Gera-se, pois, elevada dissonância cognitiva - e o cliente sente-se "preso" àquela empresa. Isso porque normalmente depois que assina o contrato, aquele cliente é considerado "certo", devido à amarra legal - mas a empresa perde a chance de oferecer serviços que poderiam render uma lucratividade maior. É sabido que planos pré-pagos têm baixa rentabilidade, pois os usuários recarregam o mínimo de créditos para conseguirem apenas receber as chamadas normalmente - e raramente acabam contratando qualquer serviço adicional, o que aumentaria significativamente o ganho de margem da empresa.
Recentemente, aliás, a colunista da Folha de São Paulo, Maria Inês Dolci (que também é coordenadora institucional da Pro Teste - Associação Brasileira de Defesa do Consumidor), fez uma recomendação explícita: "evite, se possível, assinar um contrato de vários anos com prestadores de serviços para desfrutar de descontos ou de aparelhos celulares novos".
Esta prática, além de prejudicial aos consumidores no geral, acaba repercutindo negativamente nos resultados das empresas também: quanto maior a concorrência, mais fácil é perder um cliente que não recebeu a devida atenção no pós-venda. Mas o que as empresas devem fazer, então ? Apesar de teoricamente simples, e amplamente conhecida, a resposta ainda significa um sacrifício para muitas empresas: ser orientada para o cliente (na expressão original, "customer driven orientation").
As empresas precisam verificar quais são as reais necessidades de seus clientes - ou seja, quem já comprou seu produto ou serviço. Será preciso ouvir o que o cliente tem a dizer, mapear seu grau de satisfação ou insatisfação com o produto/serviço, acompanhar a mudança no comportamento deste consumidor, detectar novas necessidades e desejos, e agir !
Fazendo uma comparação muito simplista: diversas empresas adotam a prática de recrutamento interno quando precisam preencher alguma vaga, e só depois passam a recrutar funcionários novos, externamente.
No caso da base de clientes, por que as empresas não adotam a mesma prática ? Ou seja: antes de tentar conseguir novos clientes, por que não investir na atual base de clientes, que já têm um relacionamento com a empresa ?
Porque isso dá trabalho.
Poucas empresas conseguem descobrir o que o cliente realmente quer - e menos empresas têm a humildade de perceber quando não estão conseguindo oferecer isto ao cliente e tomar medidas capazes de alterar o panorama. Obter, tabular e analisar dados de pesquisa de satisfação é algo caro, trabalhoso, e gera interpretações enviesadas - muitas empresas que conduzem pesquisa de opinião com os clientes distorcem os resultados para apresentar, à Diretoria, uma imagem muito mais "bonita", ainda que falsa.
Manter e utilizar um sistema de databased marketing no pós-venda não é, exatamente, barato. Então, para que gastar tanto com pessoas que já são clientes ?! Este tipo de pensamento é capaz de destruir a rentabilidade de qualquer empresa em médio e longo prazos. No final da década de 1930, a Ford perdeu a liderança de mercado que mantinha desde os idos de 1900 para a GM exatamente porque não se preocupou com as necessidades dos clientes que já tinham um carro da Ford. Recentemente, a GM sofreu do mesmo problema, e por alguns cálculos, já perdeu a liderança em vendas para a Toyota.
No caso das operadoras de telefonia, o consumidor brasileiro ainda é refém de práticas idênticas em diferentes empresas - mas o aumento da concorrência tende a mudar esta situação, reduzindo consideravelmente o custo de troca/transação. Os bancos, no geral, estão na mesma situação. Assim como dezenas - quiçá centenas - de outros setores econômicos.
O que poderá, efetivamente, conferir maior rentabilidade a estas empresas é justamente o que elas fazem depois que o consumidor torna-se cliente. Esta é, verdadeiramente, a oportunidade gerada pelo desempenho da economia brasileira - e aquelas empresas que souberem lidar com o aumento da demanda de serviços no pós-venda são aquelas que conseguirão melhores e maiores ganhos.
Categorias:
Marketing, CRM, Comunicação, Atendimento ao Cliente, Relacionamento com o Cliente, Aftermarketing, Estratégia de Comunicação, Ferramenta de Comunicação, Defesa do Consumidor, Crédito ao Consumidor, Dissonância Cognitiva, Dados de Pesquisa,
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Marizete Furbino
Quarta, 13 de Fevereiro de 2008
"Nosso objetivo nesta vida não é o de estar sempre à frente das outras pessoas, mas sim, à frente de nós mesmos, para quebrar os nossos próprios recordes e para superar nosso ontem com o nosso hoje." (Stewart B. Johnson)
A palavra assertividade traz em seu cerne uma conduta imprescindível para qualquer profissional que se encontra no terceiro milênio e que queira pelo menos sobreviver neste mercado globalizado e altamente competitivo, que é a transparência. Transparência no exercício da função é hoje, mais do que nunca, essencial para que se obtenha eficiência, eficácia e, por conseqüência, desenvolvimento e crescimento, tanto profissional como organizacional.
O profissional assertivo possui, além de um equilíbrio emocional muito grande, muita transparência em suas ações, tendo sempre cautela ao agir para não magoar ou ferir o próximo. As condutas e atitudes deste profissional são baseadas no problema e não nas pessoas envolvidas, agindo sempre de modo profissional e imparcial, com cuidado, para não cometer injustiças, policiando-se sempre para não agir de maneira tendenciosa. Esse profissional, além de saber reconhecer os seus limites e o seu valor, faz valer não somente os seus direitos e deveres como também os das demais pessoas presentes em seu meio e principalmente daquelas que estão sob o seu comando, que compõem sua equipe de trabalho.
Não é segredo algum dizer de igual forma que o profissional assertivo sabe aonde se quer chegar, qual o caminho a percorrer e como caminhar; portanto, defende uma única postura diante de si próprio e diante da vida. Bastante comprometido com suas metas e objetivos, cria, firma e mantêm uma relação de parceria consigo próprio bem como com as demais pessoas em seu meio, procurando sempre mostrar-se de corpo inteiro, com muita autenticidade e de maneira não agressiva.
As atitudes de um profissional assertivo são baseadas no respeito, na pro atividade, na educação, na verdade, na justiça, na ética, na confiança, na sinceridade, na autenticidade, na integridade, na empatia e principalmente na transparência, agindo de forma a não deixar dúvidas quanto ao que pensa, sente e deseja, cuidando sempre para que suas atitudes e condutas estejam condizentes com seus valores e princípios, tendo a preocupação e o cuidado de aferir se está sendo honesto consigo próprio, defendendo os seus interesses e direitos, mas tendo a cautela de não ignorar e/ou violar os direitos e os interesses dos demais.
Somados a isso, o profissional assertivo é extremamente sincero e honesto. Portanto, quando diz um sim e/ou um não, concorda e/ou discorda de fato, mas sempre possui a sensibilidade de considerar e de valorizar o pensamento do outro; contudo, demonstra de forma verdadeira e autêntica sua posição diante dos fatos, tendo a sabedoria de ser pró-ativo, se antevendo aos fatos, se planejando para evitar futuros transtornos que por ventura cruzarão o seu caminho.
É fato notório que a assertividade é uma das competências emocionais mais exigidas no que tange ao exercício da função; é essa a razão pela qual o profissional do século XXI deve conscientizar-se que a assertividade nos dias de hoje faz a diferença e que é possível aprender ser assertivo, requerendo apenas buscar conhecimentos e aplicá-los no dia a dia; no entanto é preciso de início ter interesse em ser assertivo, logo, é necessário querer e em seguida é necessário ter coragem e determinação para que ocorra a verdadeira mudança.
Quanto aos erros e/ou falhas que por ventura ocorrerem no decorrer da caminhada contribuindo para deixá-lo insatisfeito, deverão ser imediatamente reconhecidos e em seguida deverão ser tomadas medidas cabíveis e de cunho assertivo. É de fundamental importância que se tenha em mente o exercício do pensar e do repensar, pois a auto-avaliação de forma contínua faz parte de todo esse processo que envolve a assertividade.
Consciente de que hoje vivemos em um mundo repleto de mudanças e incertezas, o profissional assertivo age pautado na flexibilidade; assim,quando a situação exige, a mesma é acionada; por conseguinte, é sábio no exercício de sua função, banindo o rigor quando preciso.
Não obstante, sabemos que os benefícios advindos da assertividade são inúmeros, e dentre estes podemos destacar: a) a sensação de bem-estar e a de dever cumprido consigo próprio e com os outros, b) o desenvolvimento bem como o crescimento pessoal e profissional como conseqüência da exposição feita de forma clara, sem inibição e/ou temor do que se pensa, quer e/ou sente, bem como da defesa de seus direitos, c) eficiência e eficácia nas ações contribuindo para com o desenvolvimento e crescimento organizacional decorrente da transparência nas ações, d) relacionamento interpessoal aberto tendo como pilar a sinceridade, a confiança, a empatia, a autenticidade e a transparência em prol da harmonia e da solidez, dizendo sempre a si próprio um não a agressividade, e) equilíbrio emocional, f) comunicação interpessoal assertiva e baseada na maturidade dos relacionamentos, conseguindo-se comunicar de forma objetiva, honesta e sem constrangimento, cuidando sempre para considerar os sentimentos do outro, colocando-se sempre na posição do outro, tendo demasiada atenção para não deixar nada de forma obscura, mas que tudo fique esclarecido, g) ação pautada na educação e no respeito, respeito a si próprio e aos outros também, monitorando-se o tempo todo quanto à forma de falar, pois ele sabe que esta faz toda a diferença.
Assim, é bom lembrar que a competência assertividade é hoje mais do que nunca imprescindível a um grande profissional, e para ser um profissional assertivo você irá depender única e exclusivamente de uma só pessoa: VOCÊ.
E o maior beneficiário será VOCÊ!
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Administrador
Quinta, 23 de Agosto de 2007
Entender benchmarking é entender que "tudo é relativo", como disse nosso amigo Einstein.
Einstein fez, consagrou, essa declaração há mais de 100 anos! Muito? Nada! Novidade?
A mulher das cavernas já sabia que tinha que ser mais atraente que as demais (concorrentes) para conseguir os melhores homens (... entre os concorrentes) para ter mais e melhores filhos (...que a concorrência)...!! Benchmarking, benchmarking, e mais benchmarking!!
Foi graças a ele - o benchmarking - que o homem evoluiu; e não só o homem (...Darwin)! Sem esse benchmarking, teríamos involuido; nem estaríamos aqui, eu escrevendo, você lendo, questionando, interagindo, "buscando o melhor" (... benchmarking mais uma vez).
Benchmarking é uma prática gerencial imprescindível para a sobrevivência empresarial nos tempos atuais. Achar que estamos fazendo algo muito bem e ficarmos satisfeitos é caminho certo para a frustração, e a curto prazo!
Benchmarking é a busca da melhoria contínua com caráter competitivo.
Superar desempenhos dos concorrentes, bater recordes, ser o melhor ou estar entre os melhores, é praticar benchmarking.
Para uma boa prática de benchmarking, recomendo dar especial atenção ao que considero como seus três aspectos principais:
 1. Tenha objetivos bem claros e bem conscientes. Muitas vezes somos levados pela moda. Não faça benchmarking visando ser mais atraente se seu objetivo for estar entre os menos notados.
2. Faça uso do benchmarking com muito critério. Na maioria das vezes, é necessário levar em conta vários fatores. Não tente superar a média do número de gols por partida que um time tem, sem olhar a média de partidas que ele ganha..., ou o quanto ele gasta para isso.
3. Não faça benchmarking sem avaliar muito bem a qualidade das informações obtidas, em especial as de difícil acesso e fornecidas pelos próprios concorrentes ou seus aliados. Considere sempre meios alternativos ou indiretos (lícitos, éticos) de obtê-las ou verificá-las.
Saiba que pessoas e empresas de sucesso praticam benchmarking continuamente, naturalmente, como um hábito.
Tentar agir igual ou melhor é a primeira atitude já na prática de benchmarking...!
Colunista: Charbel A. Antonio
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