Wagner Campos
Sexta, 7 de Novembro de 2008
Empresas têm oferecido freqüentemente vários benefícios e incentivos aos seus
colaboradores. Podemos destacar como os mais utilizados: tíquete,
vale-supermercado, seguro-educação, bolsas de estudo, cursos de idiomas,
instrução dos filhos, reembolso para cursos de graduação, pós-graduação e MBA,
plano de saúde e odontológico.
Claro que todos esses benefícios e incentivos são importantes e ajudam
consideravelmente nos resultados financeiros do profissional, uma vez que se uma
empresa oferece, por exemplo, plano de saúde extensível aos dependentes e bolsa
de estudos, isso representa um adicional próximo a três salários mínimos em seus
rendimentos mensais.
Há, entretanto, incontáveis empresas que acreditam que oferecer condições
financeiras atrativas seja suficiente para manter seus profissionais e obter
melhores resultados. O reconhecimento pelos projetos, produtividade e ações
realizados pela e na empresa são fatores motivacionais importantíssimos que
potencializam a satisfação dos profissionais e não geram qualquer ônus adicional
à organização, no entanto, normalmente essa prática não é utilizada.
Não é difícil encontrarmos altos executivos, com excelente remuneração, que
quando questionados sobre o trabalho, se gostam do que fazem ou o que têm
realizado, comentam, de forma frustrada sobre suas atividades. Sentem-se
frustrados não pelo insucesso em seus resultados, mas por serem tratados como
profissionais que estão exercendo suas funções “simplesmente para isso”, por ser
a “obrigação deles”.
Estes profissionais, quando não sentem suas atividades desafiadoras ou não são
reconhecidos pelo diferencial apresentado em seus resultados, mesmo recebendo
excelentes remunerações e benefícios perdem a paixão pelo que fazem.
Façamos uma rápida analogia com uma família, considerando que os pais são
responsáveis pela segurança, educação e saúde dos filhos. Se eles vivem momentos
de alegria, gozam de boa saúde e se destacam profissionalmente no futuro, os
pais sempre falarão com muito orgulho dos resultados por eles obtidos. Não há
alegria maior no mundo que falar bem dos filhos aos amigos. Contudo, se ocorrer
o contrário muitos pais se sentirão culpados pelo insucesso, por possíveis
ausências que causaram tal fracasso e evitarão comentar a conhecidos e
familiares sobre o fato.
Assim é a vida dos profissionais. Os resultados são como filhos criados com
muito esforço e dedicação pela determinação de cada um. Se forem resultados
positivos e diferenciados esses profissionais estarão motivados, sentir-se-ão
mais realizados e seguros para trocar as experiências com companheiros de
trabalho e seus superiores, os quais poderão utilizar como benchmark a
habilidade e sucesso por eles obtidos para incentivar os demais.
Entretanto, quando tal resultado simplesmente é ignorado e em momento algum o
profissional se sente valorizado por suas ações extras e resultados
diferenciados, este passa então a buscar novos horizontes, focados em seu
reconhecimento pessoal e ampliação de sua auto-estima.
Com certeza em sua empresa há excelentes profissionais que neste momento talvez
estejam sentindo falta de um simples “parabéns”. O sucesso não é feito apenas de
vitórias mas de aprendizados, inovações e iniciativas.
Dê feed backs, valorize sua equipe, reconheça os esforços, as vitórias, os
empenhos, as iniciativas e principalmente, valorize o ser humano que possui
sentimentos, família, desejos e metas pessoais.
Conheça sua equipe, aproxime-se, envolva-se. Com certeza, a partir do momento
que os colaboradores forem tratados como parte importante de um todo e não mais
como simples grãos de areia na praia, trarão maiores resultados e terão orgulho
de seu local de trabalho e da empresa que representam.
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Tom Coelho
Quarta, 1 de Outubro de 2008
“O homem esquece mais facilmente a morte do pai do que a perda do patrimônio.”
(Maquiavel)
Vinte anos após o crash da Bolsa, em 1987, os mercados financeiros globais
voltaram a estremecer. Desta vez, os efeitos mais devastadores não foram sobre
os países emergentes. A “bola da vez” não foi o México, a Rússia ou o Brasil,
como outrora, ou a China, que certamente ainda terá esta experiência, mas os
Estados Unidos.
Operações financeiras sem lastro e estupidamente alavancadas,
sobrevalorização de ativos, expansão irracional do mercado de derivativos e
otimismo exacerbado, transformaram o patrimônio de muitos investidores em pó.
Seria a derrocada do capitalismo? A resposta é: não!

O capitalismo nunca esteve tão forte. E ficará ainda mais. O american way of
life, representado pela sociedade de consumo, está chegando com décadas de
atraso aos países emergentes. Para alguns, significa comer o que não comiam.
Para outros, comer mais e melhor. Daí a explosão dos preços agrícolas. Para
outros, comprar produtos, satisfazer a vaidade, buscar conforto e lazer e
alcançar status.
Em nossa nação, uma legião de miseráveis está galgando um degrau na pirâmide
social. Os países que formavam a “cortina de ferro” caminham a passos largos
para mitigar seu atraso imposto pela Guerra Fria. Na China, troca-se com
satisfação a liberdade de expressão política pela liberdade de aquisição de
bens. E ainda há todo o continente africano a ser explorado, evidentemente se
seus habitantes não morrerem antes de fome, guerra ou doença, não
necessariamente nesta ordem.
Capitalismo e socialismo, nestes novos tempos, não são antagônicos, mas
complementares. A evolução do capitalismo será a possibilidade de todos terem
oportunidades de consumo a partir da iniciativa privada e não estatal. O
comunismo pelo consumismo. Marx deve estar se revirando no túmulo...
1995. O Brasil instituiu o Proer – Programa de Estímulo à Reestruturação e ao
Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional. Dinheiro público injetado em
instituições financeiras falidas para evitar um colapso no sistema financeiro.
Ao custo estimado de 2,5% do PIB, o Banco Central assumiu os passivos de sete
bancos, entre eles Nacional, Econômico e Bamerindus, cujos ativos foram
transferidos a preço de banana para Unibanco, Excel e HSBC, respectivamente.
2008. O Fed, Banco Central norte-americano, adota a mesma receita para resgatar
a seguradora AIG, as instituições de crédito hipotecário Fannie Mae e
Freddie Mac, viabilizar a aquisição do Merrill Lynch pelo Bank of America,
e dar liquidez ao mercado, numa cruzada de centenas de bilhões de dólares para
varrer de circulação papéis podres transacionados. É a socialização das perdas.
Os grandes prejuízos que estão sendo realizados são o reverso dos grandes lucros
auferidos por poucos investidores no passado. Parte substancial destas perdas
está pulverizada nas mãos de pequenos investidores, inclusive trabalhadores que
detinham ações das companhias que foram à bancarrota. Dinheiro que muda de mãos,
nada mais.
É dever de qualquer Estado construir mecanismos de regulação capazes de proteger
não apenas a integridade do sistema, mas também de pequenos investidores que não
dispõem de informações privilegiadas e estruturas de hegde para confrontar
momentos de instabilidade como estes, quando grandes especuladores deixam um
rastro de destruição pelo caminho.
Fundos auto-sustentáveis devem ser criados. Formados a partir de um pequeno
percentual das transações realizadas diariamente e geridos pela autoridade
monetária, podem simbolizar a tranqüilidade necessária e suficiente ao mercado
nos períodos de crise. Mas que fique claro: mesmo estes fundos estarão sendo
bancados, em última instância, pelo contribuinte, ainda que em doses
homeopáticas.
Categorias:
Hedge, Proer, Prorama de Estimulo, Sistema Financeiro, AIG, Fannie Mae, Freddie Mac, Merrill Lynch, Bank of America, Proer, Operação Financeira, Capitalismo, Bolsa de Valores, FED,
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Wagner Campos
Quarta, 24 de Setembro de 2008
Encontrarmos pessoas que ficam horas e horas a mais em seu trabalho dedicando-se
a uma atividade ou um projeto e mesmo assim não obtém uma boa produtividade em
suas tarefas e principalmente estão longe de se sentirem realizados com o que
fazem, gerando assim frustrações e falta de motivação. O motivo desta falta de
produtividade pode ser a má qualidade de vida no ambiente de trabalho.
O ambiente de trabalho não deve ser considerado apenas como o ambiente da
empresa ou escritório, mas também o ambiente de estudo dos alunos de todas as
faixas etárias. Estes também possuem sua carga horária distribuída entre aulas,
provas, cursos de idiomas, cursos de informáticas, esportes e mais provas. Há
crianças com menos de sete anos que ficam na escola ou fazem dezenas de
atividades, saindo de casa as 07:00h e retornando apenas as 18:30h. São mais de
dez horas de atividades diárias.
Os profissionais precisam dedicar seus esforços para apresentarem seus
projetos dentro do prazo desejado. Alguns, ainda, por morarem longe de seu local
de trabalho ou não terem acesso a um restaurante perto, muitas vezes almoçam no
próprio ambiente e logo estão a trabalhar novamente.
A mente precisa descansar, sair da rotina. Processar novas informações através
de ambientes diferentes dos quais se passa a maior parte do tempo utilizando os
cinco sentidos (olfato, tato, paladar, audição e visão) para que descanse e se
revigore.
Verifique se sua postura não está lhe causando cansaço físico, se não está
sentado muito perto do monitor do computador, se está exposto a algum tipo de
poluição (sonora ou visual, por exemplo).
Aproveite o horário que sobre durante o almoço para fazer algo diferente. Ouça
uma música, leia um capítulo de um livro, desenhe, pinte, faça artesanato,
converse com amigos (assuntos não relacionados ao trabalho), dê uma volta no
quarteirão, faça um projeto esboçando seus objetivos para o ano e assim por
diante.
Se em sua empresa não há um programa de melhoria na qualidade de vida no
ambiente de trabalho, quando for degustar o tradicional cafezinho, aproveite
para se alongar e fazer uma rápida ginástica laboral, preparando seu corpo para
o restante da jornada de trabalho.
Se você é um estudante que dedica horas e horas realizando várias atividades de
estudo, pare um pouco para descansar. Ouça músicas, assista um vídeo, curta a
natureza. Fuja de sua rotina. O estudo é excelente para seu futuro, mas em
excesso, haverá um momento que você não conseguirá mais processar tantas
informações.
Quando não estiver em seu ambiente de trabalho ou estudo, passe mais tempo junto
de sua família. Com seus pais, marido, esposa, filhos, tios, avós, sobrinhos ou
netos. A família é uma grande fonte de energia para todos. Não trabalhe ou
estude exaustivamente pensando apenas no amanhã, pois você estará deixando de
viver o hoje com as pessoas mais especiais de sua vida. Como disse Kotler, “a
melhor maneira de prever o futuro é criá-lo”. Viva intensamente seu presente e
com certeza terá um maravilhoso futuro.
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Marcelo Miyashita
Domingo, 31 de Agosto de 2008
Tudo deu certo. O plano estratégico apresentou um bom posicionamento, que
orientou diversas decisões de investimento. O departamento de marketing
soube definir bons conceitos, assim como boas ações de comunicação. A área
Comercial fechou bons acordos com o mercado, que garantiu boa distribuição,
exposição dos produtos e prestação de serviços. Antes disso, o pessoal de
compras fechou boas parcerias com seus fornecedores e a área de finanças
administrou bem o capital e seu fluxo de caixa. O resultado de todo movimento
coordenado? Vendas, clientes satisfeitos e, o melhor, repercutindo - falando bem
para seus contatos.
Mas cuidado: o jogo não está ganho. Mesmo que tudo dê certo e as vendas ocorram,
o trabalho não termina com os negócios realizados. Pelo contrário, começa. Há um
pensamento, quase um paradigma, que faz muitos empresários focarem no complexo
processo de conquista de mercado, vendas e clientes e crerem que, após todo esse
movimento, o restante é conseqüência: a satisfação, a fidelização e o
boca-a-boca do cliente. Isso explica porque muitas estratégicas terminam nas
vendas e não se preocupam com a manutenção delas.
É preciso quebrar esse paradigma: não é porque o cliente comprou que ele
ficará satisfeito, comprará de novo e ainda multiplicará sua experiência para
seus contatos. As coisas não acontecem assim ou, infelizmente, não acontecem
mais assim. É preciso trabalhar depois das vendas.
Porque só o ato de vender não é garantia de satisfação. Há de se lembrar que a
competição é enorme e que o cliente sempre tem opção comparável. Comprar, para o
cliente, é o início de uma experiência, um teste mesmo. Será na condição de
usuário que comprovará a qualidade prometida do produto e os serviços
disponibilizados pela empresa e seus parceiros. Daí poderá surgir a verdadeira
satisfação. Só o ato de adquirir e de possuir não mantém cliente satisfeito.
Então por que muitos empresários não investem nas ações depois das vendas?
Uma prova da existência desse paradigma é a falta de processos constantes para
medir a satisfação do cliente. A toda hora, em toda interação, o empresário
deveria questionar o cliente e coletar sua opinião. No entanto, isso é incomum.
E quando acontece são processos de pesquisa mal gerenciados, com dados coletados
que pouco parecem alimentar novas atitudes. Pesquisar é importante, ajuda a
compreender que sempre temos clientes com graus diversos de opinião e
satisfação. Além de ajudar a compreender onde erramos, aprendemos também ao
saber onde acertamos e ainda temos a chance de coletar sugestões dos clientes.
A recomendação é simples e fácil de implementar. Em todo contato, toda
oportunidade, colete a satisfação do cliente. Se for negativa busque resolver e
saiba que duas palavras são importantes com clientes insatisfeitos: atenção e
feedback. Escute e responda. Nem tudo pode ser resolvido e nem sempre o cliente
tem razão, porém, na maioria das vezes, problemas têm raízes operacionais e
administrativas - com auditoria interna é possível compreender erros e
resolvê-los. E se forem com essas duas palavras, ainda pode-se conseguir o
respeito e reconhecimento do cliente.
Aos que declaram satisfação, faça mais duas perguntas, a primeira: “Quais foram
os fatores que o deixaram satisfeito?” As respostas darão dicas para definir o
que agrega, ou não, valor. Entender o que gera satisfação ajuda a compreender o
que é realmente importante na visão do cliente.
E a segunda pergunta é: “O que podemos fazer para melhorar?” Clientes
satisfeitos têm sugestões para dar. E idéias, como se sabe, são fundamentais
para a continua postura competitiva da empresa, então nada melhor que conseguir
transformar clientes satisfeitos num batalhão gerador de sugestões e novidades.
E eles ficarão ainda mais satisfeitos ao perceberem que suas opiniões são
relevantes.
Já pensou quantas idéias poderiam surgir consultando o cliente, coletando
informações e ouvindo suas opiniões? Faça isso sempre. Será um ótimo começo para
o marketing depois das compras.
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Cesar Augusto Cerqueira Leite
Quinta, 21 de Agosto de 2008
Quando se fala em metodologia, deve se entender o caminho a ser percorrido para
obter a informação. Nesse processo, o pesquisador não é figura passiva. Ele
escolhe caminhos, ele possui preferências, ele atua de maneira significativa.
Quanto aos métodos de pesquisa pode se optar pelo exploratório, descritivo ou
causal (também chamado de experimental).
“Os estudos exploratórios, também denominados desk research, têm como principal
característica a informalidade, a flexibilidade e a criatividade, e neles
procura-se obter um primeiro contato com a situação a ser pesquisada ou um
melhor conhecimento do objeto em estudo e das hipóteses a serem confirmadas. Os
estudos exploratórios são realizados a partir de dados secundários (já
disponíveis); conversas informais com pessoas especializadas no assunto de
interesse e estudos de caso selecionados, em que se incluem também pesquisas
realizadas anterioremente”, afirma Beatriz Samara.
Já os estudos descritivos procuram descrever situações de mercado a partir de
dados primários, obtidos originalmente por meio de entrevistas pessoais ou
discussões em grupos, relacionando e confirmando as hipóteses levantadas na
definição do problema de pesquisa, e respondendo, por exemplo, às seguintes
questões das relações de consumo:
- Quem compra?
- O que?
- Quanto?
- Como?
- Onde?
- Quando?
- Por que?
O método experimental, por sua vez, é o mais complexo de todos. Segundo
Beatriz Samara, “os estudos experimentais procuram estabelecer uma relação de
causa e efeito entre variáveis em estudo de forma prática. São conclusões que
dificilmente poderão ser obtidas por estudos exploratórios ou descritivos. Esses
estudos vêm sendo cada vez mais utilizados em pesquisas de marketing, no entanto
sua aplicabilidade prática é de alto custo, e seus resultados são difíceis de
serem obtidos com a exatidão desejada, para evidenciar causalidades”.
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