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Sexta, 25 de Maio de 2007
O FMI (Fundo Monetário Internacional) prevê um crescimento de 7% para o PIB (Produto Interno Bruto) da Rússia, afirmou nesta sexta-feira (25) o chefe da missão da entidade em Moscou, Paul Thomsen.
"Todos os fatores que agora sustentam o crescimento continuarão exercendo sua influência", disse em entrevista coletiva o representante do FMI.
Thomsen acrescentou que o FMI considera que os preços do petróleo continuarão em um nível elevado, que o fluxo de capitais à Rússia será mantido, que a confiança dos investidores na economia russa parece ser estável e que a produtividade do trabalho continuará aumentando.
"Por todos esses motivos, esperamos que o crescimento do PIB (russo) seja de 7%", disse Thomsen, ressaltando que se há risco de alteração desta previsão, "será somente para alta".
Sobre a expansão da economia russa em 2008, Thomsen afirmou que, na opinião dos analistas do FMI, o crescimento do PIB será inferior ao de 2007, mas "muito pouco inferior".
O FMI considera que nos próximos anos desaparecerão o superávit fiscal e o da balança de pagamentos que a Rússia apresenta, até mesmo se os preços do petróleo se mantiverem em níveis elevados.
"Mas isto não é um problema. A Rússia não terá dificuldades para financiar um pequeno déficit", afirmou Thomsen.
O representante do FMI assegurou que "não se vislumbra no horizonte nenhuma crise como a de 1998", quando o sistema financeiro da Rússia entrou em colapso, o que obrigou as autoridades a declarar moratória.
"Se as autoridades russas permitem o reaquecimento da economia, terão que endurecer as políticas orçamentárias, o que inevitavelmente reduzirá durante um tempo os ritmos de crescimento", explicou.
Brasil
O FMI prevê um crescimento de 4,5% para o PIB do Brasil neste ano. No entanto, o dado poderá ser revisado após a divulgação dos números sobre as contas nacionais referentes ao primeiro trimestre, que será feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no final de junho.
De qualquer forma, o representante do fundo no Brasil, Max Alier, fez ontem (24) uma avaliação positiva sobre a economia brasileira e sobre os projetos que o governo pretende implementar por meio do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Para Alier, a atual cotação do dólar, embora seja criticada pelos exportadores, reflete os fundamentos do país.
"A taxa de cambio está refletindo a melhora da economia brasileira", disse ele que citou ainda como fatores positivos o preço das commodities, a entrada de investimento direto, a melhora na composição da dívida pública, a redução do risco-país e a elevação da nota de risco dada por agências de "rating".
"Todos esses eventos levam a uma entrada de investimentos. Isso reflete a melhora dos fundamento econômicos", completou Alier.
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Quarta, 23 de Maio de 2007
Luciana Xavier e Patricia Lara
O Brasil pode vir a ser grau de investimento ainda este ano de acordo com a agência de rating japonesa, R&I (Rating and Investment Information). Pela agência, o País está a grau desse patamar desde julho de 2006, classificado em BB+ com perspectiva estável.
"Há uma boa chance de o Brasil ser elevado para investment grade BBB-", disse o analista-chefe da R&I, Masato Yamabe, em entrevista ao Broadcast Ao Vivo, direto de Tóquio. Segundo ele, as decisões são tomadas geralmente uma vez ao ano e é possível que esse upgrade venha no segundo semestre.
Para ele, o cenário do Brasil é muito positivo, com redução da dívida externa, dos juros. "A vulnerabilidade do Brasil está desaparecendo", observou. Yamabe salientou que o compromisso do governo na redução na relação dívida/PIB, a continuidade de aperto fiscal, as reservas internacionais e o movimento positivo no setor privado deverão contar para que o Brasil receba um upgrade. O analista disse ainda que o segundo turno do governo Lula tem se mostrado "muito consistente".
Além disso, ele frisou que é possível que o upgrade venha sem uma mudança de outlook. "Nós usamos o outlook menos que as demais agências", disse Yamabe, para quem as agências de rating demoraram para dar um upgrade ao Brasil. "Elas estão um pouco atrasadas, mas o fizeram e isso é um bom sinal", disse, em referência ao upgrade dado pela Fitch e S&P.
Yamabe acredita que um upgrade pela S&P poderia ter efeito favorável ao Brasil nos mercados, para os investidores de um modo geral e particularmente para os investidores japoneses mais conservadores, que aguardam por essa chancela. Segundo ele, os japoneses, tanto o investidor individual como o corporativo, estão muito interessados no País.
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Quinta, 19 de Abril de 2007
Com o objetivo de convencer as principais agências de classificação de risco de que os fundamentos da economia brasileira já respaldam um upgrade na classificação dos títulos da dívida, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi a Washington falar com representantes da Standart & Poor's e Moody's.
Acompanhado de técnicos, Mantega fará apresentações ressaltando os avanços econômicos já obtidos e os esforços que estão sendo realizados principalmente no campo fiscal. O governo espera que o rating do país seja elevada para BB+ ainda no primeiro semestre de 2007 e para BBB-, nota mais baixa já no nível considerado investment grade, em 2008.
Notícia é positiva para os investidores
Mesmo considerando que as projeções temporais do governo estejam otimistas, a notícia de que o Brasil está muito próximo do seleto grupo de países considerados grau de investimento, ou seja, que apresentam baixo risco de calote, se apresenta como interessante para os investidores brasileiros.
Como os grandes fundos internacionais, principalmente os de pensão norte-americanos e europeus, não podem aplicar seus recursos em títulos de alto risco - fora do patamar investmet grade - acredita-se que a demanda por ativos brasileiros poderá crescer de forma significativa.
Estima-se que o mercado potencial deste segmento é de US$ 10 trilhões e a demanda por títulos considerados de menor risco de calote é mais de 15 vezes maior do que a dos não considerados dentro da escala grau de investimento.
Outro ponto relevante, é que um upgrade do rating do Brasil teria impactos significativos no custo de captação das empresas, que encontrariam menor dificuldade em colocar no mercado títulos de dívida com maior prazo de vencimento e menor prêmio de risco.
Investment Grade em 2009
Analistas consultados pela InfoMoney acreditam que a elevação do rating brasileiro para BB+ deverá ocorrer neste ano, sendo que as apostas de que isso ocorra já neste primeiro semestre de 2007 são significativas.
Em relação ao grau de investimento, no entanto, existe um maior ceticismo. A equipe do banco norte-americano Citigroup, por exemplo, acredita que a tendência é a de que o Brasil consiga o investment grade em 2009.
Os analistas até consideram a possibilidade de o "grau de investimento" ser obtido antes de 2009, caso o cenário positivo de curto prazo continue o mesmo, especialmente o previsto para os dois próximos meses. Entretanto, essa não é a principal aposta.
Marcello de Almeida
InfoMoney
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