Marco Aurélio Pereira
Domingo, 23 de Março de 2008
Muitas empresas vendedoras de bens costumam apresentar o leasing como mais uma forma de financiamento. Basicamente Leasing, ou também conhecido como Arrendamento mercantil, é uma opção na qual é cedido um bem em troca de remuneração. Ou seja, o proprietário (arrendador, empresa de arrendamento mercantil) de um bem móvel ou imóvel cede a terceiro (arrendatário, cliente, "comprador") o uso desse bem por prazo determinado, recebendo em troca uma contraprestação.
O leasing pode ser obtido tanto por pessoas físicas ou jurídicas e é uma operação com características própias, portanto muita atenção ao ler o contrato.
Ao final do contrato de leasing, o arrendatário pode:
- comprar o bem por valor previamente contratado; - renovar o contrato por um novo prazo, tendo como principal o valor residual; - devolver o bem ao arrendador.
O prazo mínimo de arrendamento é de dois anos para bens com vida útil de até cinco anos e de três anos para os demais.
Por exemplo: para veículos, o prazo mínimo é de 24 meses e para outros equipamentos e imóveis, o prazo mínimo é de 36 meses (bens com vida útil superior a cinco anos).
Como o contrato de leasing tem prazo mínimo definido pelo Banco Central, não é possível a "quitação" da operação antes desse prazo. O direito à opção pela compra do bem só é adquirido ao final do prazo de arrendamento. Por esse motivo não é possível o arrendatário quitar e adquirir o bem antecipadamente. No entanto, é admitida, desde que esteja previsto no contrato, a transferência dos direitos e obrigações a terceiros, mediante acordo com a empresa arrendadora.
O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) não incide nas operações de leasing, mas o Imposto Sobre Serviços (ISS) sim.
Despesas tais como seguro, manutenção, registro de contrato, ISS e demais encargos que incidam sobre os bens arrendados são de responsabilidade do arrendatário ou do arrendador, dependendo do que for pactutado no contrato de arrendamento.
|
Marcus Guimarães
Quarta, 16 de Janeiro de 2008
Os gastos com as festas de final de ano que se estenderam para este ano, somados aos custos do início do ano como IPVA e IPTU são uma enorme fonte de estresse para as pessoas que não se programaram e acabaram por entrar no vermelho. O melhor momento para pessoas que se encontram endividadas planejar suas finanças é no início do ano, pois é quando estão abertas a mudanças em suas rotinas e hábitos.
Não existe fórmula mágica para sair do vermelho, isto não é um processo rápido e fácil, a reeducação financeira exige tempo e dedicação, exige que mudemos nossa rotina para viver de forma mais econômica. O primeiro passo é conhecer os custos/dívidas atuais e futuros, é necessário fazer este levantamento através de um cronograma, identificando quanto será necessário ter em cada período para quitar as contas. Para facilitar o levantamento dos gastos pode-se separá-los por família conforme sugestão:
* Habitação: Aluguel/prestação, IPTU, luz, água, telefone, supermercado, empregada, manutenção.
* Saúde: Plano de saúde, consultas, medicamentos, seguro.
* Transporte: Ônibus, lotação, trem, metrô, taxi, avião.
* Automóvel: Prestação, seguro, combustível, lavagem, IPVA, manutenção, multa, estacionamento.
* Despesas Pessoais: Higiene, beleza, vestuário, lavanderia, academia, celular.
* Lazer: Restaurantes, festas, passeios, locadora, hotéis.
* Cartões de Crédito: Cartões diversos.
* Estudo: Cursos, faculdade, escola, material.
* Dependentes: Presentes, vestuário, mesada.
* Investimentos: Investimentos diversos.
* Diversos: Tributos/Taxas, dívidas, aniversário.
Verifique suas receitas, se não forem o suficiente para cobrir as despesas uma alternativa é separar as contas prioritárias e buscar o parcelamento através da renegociação das demais contas - ATENÇÃO: o valor da parcela não poderá comprometer a quitação de contas futuras, por isso é importante prever os gastos. CUIDADO: analise com cautela o parcelamento de contas, evite parcelar por muito tempo e evite juros abusivos - outra opção é renegociar as dívidas para efetuar o pagamento à vista, muitas empresas preferem receber menos para ter a garantia de que receberão, com isso você conseguirá ótimos descontos.
É importante saber que o objetivo de levantar gastos, custos fixos e dívidas é diminuí-los, ou seja, analise criteriosamente cada item, pergunte-se: cortando esta despesa prejudicarei minha vida? Se a resposta for positiva, questione-se de outra forma: como poderei reduzir esta despesa? Naturalmente você verificará que muitas poderão ser cortadas, reduzidas ou substituídas. É também importante ter foco, verifique quais são suas contas mais relevantes, as que comprometem maior parte de seu orçamento e trabalhe para diminuí-las (em média 10% das contas correspondem a aproximadamente 60% das despesas, são as contas "A", 30% das contas correspondem a 25% das despesas, são as contas "B" e 60% das contas correspondem a 15% das despesas, são as contas "C").
O exercício é a melhor forma de aprendizagem, por isso comece agora mesmo sua reestruturação financeira. Coloque as informações no papel e pratique! Não esqueça de nenhuma despesa, analise, corte, reduza, substitua.
|
Marco Aurélio Pereira
Sabado, 12 de Janeiro de 2008
Sair do vermelho pode parecer processo complicado e doloroso, mas adotar e seguir à risca uma estratégia pode reduzir o tempo necessário e, conseqüentemente, o impacto sobre sua vida pessoal.
Antes de montar uma estratégia para sanar suas dívidas, é importante conhecer alguns conceitos:
Juros e spread bancário elevados Mais do que juros altos, o Brasil é um país onde o spread bancário é muito elevado. Ou seja, além das altas taxas de juros, a diferença entre as taxas de juros (spread) que você paga quando toma dinheiro emprestado e as taxas que recebe quando investe é ainda maior.
Por exemplo, uma aplicação sua que rende 1% ao mês na renda fixa pode ser vista como muito boa no momento atual, mas as taxas cobradas em empréstimos ficam muito acima deste percentual, podendo chegar a níveis próximos de 10% para dívidas no cartão de crédito.
Conhecendo bem a dívida Você sabe quanto da sua dívida atual se refere ao montante que você pediu emprestado? E qual parte corresponde a juros ou multas? Somente por meio de uma análise cuidadosa da evolução de sua dívida, você poderá ter uma idéia de quais fatores levaram seu endividamento ao patamar atual.
Código de Defesa do Consumidor Você deve entender exatamente o quanto dessa dívida está relacionado às multas. De acordo com o Código de Defesa do Consumidor (CDC), os valores cobrados a título de multa não podem exceder a 2%, o que dá a você o direito de pedir estorno de eventuais cobranças que tenham ficado acima do determinado.
Investimento em segundo plano Como explicado acima, o spread bancário no Brasil é muito elevado. Por isso é importante canalizar todos os seus recursos nos abatimentos de suas dívidas. Não perca tempo planejando investimentos quando se está endividado. Perca tempo planejando formas de quitar estas dívidas. Portanto, reduzir ou liquidar este endividamento é a sua prioridade no primeiro momento. Para tal, além da negociação com o credor, um passo que você não pode esquecer é o de analisar se você tem algum investimento que possa ser sacado.
Negociando as dívidas Muitas vezes deixamos a conta bancária entrar no cheque especial e muitas vezes por esquecimento -- ou até mesmo por constrangimento -- não vamos conversar com o gerente da nossa conta para obtermos um empréstimo pessoal. A vantagem disso? Bom, a diferença de juros cobrado num empréstimo pessoal e no cheque especial é expressiva.
Exemplo prático Se você tem uma aplicação de R$ 1 mil investidos a 1% ao mês, você terá R$1.127 após 12 meses. Vale lembrar de que isso é o valor bruto, ou seja, sem incluir o que você deveria pagar em impostos. Já uma dívida do mesmo valor, porém com juros de 5%, cresceria para quase R$ 1.800 em 12 meses.
Mesmo no caso de juros menores, digamos 2% ao mês, no final de 12 meses o total atingiria R$ 1.268 e a diferença entre o valor investido e o do endividamento superaria R$ 500.
Mas entre pegar 5% e 2% de juros, fique sempre com a menor taxa de juros.
Suponhamos agora que você tenha um veículo que vale R$20.000 e tem uma dívida de R$10.000 a juros de 3% ao mês. Talvez seria uma opção vender o seu carro, quitar a dívida, e com os R$10.000 restantes dar entrada em um carro cujo o financiamento é de 1,5% ao mês. A grande sacada desse lance é que além de baratear sua dívida, você está de carro novo.
Portanto, na hora de reestruturar suas finanças, fique sempre atento para a composição do seu patrimônio. Somente em casos muito raros o rendimento obtido por ativos que você tem supera em termos percentuais o que você paga em juros da dívida. Portanto, vender ativos ou investimentos com liquidez pode ajudar a solucionar o problema de forma mais rápida.
Já para ativos de menor liquidez, como por exemplo, imóveis, participações em empresas ou bens duráveis, você deve fazer uma análise detalhada. Verifique se o que você perde, se desfazendo desses bens abaixo do preço, supera ou não o que você perderia mantendo a dívida ativa.
O cálculo é importante, pois, muitas vezes, manter a dívida pode custar muito mais do que a perda que você teria reestruturando seu patrimônio. Fique de olho, faça as contas e adote a estratégia que mais faz sentido para você.
Bons investimentos!
Categorias:
Spread, Negociação, CDC, Juros, Investimento, Rendimento, Taxa de Juros, Cheque Especial, Spread Bancário, Renda Fixa, Código de Defesa do Consumidor, Negociar Dívida, Empréstimo Pessoal, Composição do Patrimônio,
|
Marcus Guimarães
Quinta, 27 de Dezembro de 2007
O mundo capitalista e globalizado exige uma atenção especial de todas as pessoas no que tange a área de finanças pessoais. O comércio com condições cada vez mais, ilusoriamente facilitadas, incentiva o gasto descriterioso por parte dos consumidores, criando necessidades inexistentes e fomentando o desequilíbrio financeiro.
Neste panorama a administração das finanças pessoais torna-se muito importante, se não imprescindível. O controle das finanças pessoais pode ser feito de diversas formas: anotando em um caderno os gastos e receitas mensais, guardando as contas e recibos pagos, organizando as contas a serem pagas em uma pasta ou através de planilhas feitas no software Microsoft Excel. O fato é que por menor que seja, é necessário ter um controle das finanças pessoais.
Para pessoas que se encontram muito endividadas, independentemente da renda, que não conseguem enxergar uma forma de sair desta situação é prioritário ter um controle mais detalhado, que possibilite a análise do fluxo financeiro pessoal, ou seja, saber para onde e quando o dinheiro sai, de onde e quando o dinheiro entra, pré-visualizando assim, períodos de sobra de caixa e períodos em que a necessidade de dinheiro é maior, verificando também no mercado quais são suas possibilidades e definindo dentre elas qual a melhor para quitar as dívidas. Para pessoas que possuem uma renda e conseguem manter-se financeiramente porém, não possuem patrimônio, também é necessário conhecer o seu fluxo financeiro de forma a verificar quais são suas possibilidades de aplicação, e definir dentro destas, a que mais se enquadre ao seu perfil. A verdade é que a análise financeira é uma ponta do "iceberg", e que para melhorar a sua situação atual, deve-se levar em consideração as opções do mercado.
A administração financeira é um processo que leva tempo e dedicação, revelando-se cada vez mais importante na vida pessoal. É um método realizado de "dentro para fora", primeiramente precisa-se analisar a situação atual e, posteriormente, definir o planejamento financeiro e os planos para alcançar as metas.
Porém, existe uma qualidade intrínseca, que não pode ser aprendida, mas sim desenvolvida pelo ser humano, uma qualidade sem a qual o controle financeiro seria facilmente descartado por sua inutilidade: a ATITUDE. É extremamente importante ter atitude ao lidar com a administração da vida financeira, não basta apenas conhecer os gastos que deveriam ser cortados, as épocas em que deveria-se economizar dinheiro ou o período em que a sobra de caixa deveria ser aplicada, deve-se agir, de forma que todos os aspectos encontrados na análise do fluxo financeiro sejam tratados com resolutividade.
Pesquisa realizada na cidade de Porto Alegre / RS revela que a cada 10 pessoas, 9 desejam coisas que envolvem o dinheiro. O controle financeiro é uma ferramenta que, sendo bem utilizada, pode se tornar na maior aliada para conquistar os desejos mais almejados.
Categorias:
Finanças, Administração Financeira, Fluxo de Caixa, Finanças Pessoal, Microsoft Excel, Fluxo Financeiro, Planejamento Financeiro, Análise do Fluxo Financeiro, Corte de Custo, Receita Mensal,
|
Administrador
Segunda, 2 de Julho de 2007
Parlamentares, governo e Sebrae querem ampliar abrangência do parcelamento de dívidas para beneficiar mais empresas.
Micro e pequenas empresas que tiverem débitos tributários e quiserem aderir ao Simples Nacional podem ganhar mais uma vantagem: o parcelamento dos débitos para entrar no sistema poderá abranger dívidas vencidas até 31 de maio de 2007 e não só até 31 de janeiro de 2006, como prevê resolução do Comitê Gestor do Simples Nacional.
Essa proposta já consta do Projeto de Lei nº 79 da Câmara do Deputados, que aguarda votação, e foi debatida, na terça (26), durante reunião na Receita Federal do Brasil entre os deputados federais José Pimentel, Luiz Carlos Hauly e Carlos Melles, integrantes da Frente Parlamentar das Micro e Pequenas Empresas no Congresso Nacional, o gerente de Políticas Públicas do Sebrae Nacional, Bruno Quick, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Machado, e representantes da Receita Federal.
"Ninguém deixará de aderir ao Simples Nacional porque possui uma dívida", diz o deputado José Pimentel. Segundo ele, o projeto de lei já tem a assinatura de todo o colégio de líderes com pedido de urgência e aguarda uma vaga na pauta para ser votado.
A decisão tomada na reunião contribuiu para afastar o alarme de que 1,48 milhão de micro e pequenas empresas não poderiam aderir ao Simples Nacional, por conta de dívidas junto a estados, Distrito Federal, municípios e União. Esse número consta de levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM).
Recuperação fiscal
O consultor da Unidade de Políticas Públicas do Sebrae Nacional André Spínola comenta o alvoroço em torno do endividamento das micro e pequenas empresas e assinala que "não é novidade" que haveria um grande número de micro e pequenas empresas com débitos. "Justamente por isso se criou o parcelamento, para que elas tenham condições de quitar seus débitos e aderir ao Simples Nacional", afirma.
Spínola ressalta que as dívidas mostram a fragilidade em que o segmento se encontra e evidencia a necessidade cada vez maior de apoio para que o setor cresça e contribua para o desenvolvimento da economia brasileira.
André diz que este Programa de Recuperação Fiscal (Refis) do Simples Nacional, que permitirá o parcelamento da dívida de micro e pequenas empresas, possui um diferencial importante. "Antes, o empresário fazia o parcelamento da dívida, mas não tinha condições de quitar. Dessa vez, com os incentivos fiscais do Simples Nacional, ele poderá pagá-la e ainda terá uma sobra para investimento em seus negócios", assinala o consultor.
Os débitos das empresas que quiserem aderir ao Simples Nacional podem ser divididos em até 120 vezes, com parcelas mínimas de R$ 100.
Marcelo Araújo
Agência Sebrae de Notícias - (61) 3348-7494 e 2107-9362/9359
Categorias:
Governo, Contabilidade, Sebrae, Débito, Micro Empresa, Super-Simples, Simples Nacional, Administração Tributária, Débito Tributário, Recuperação Fiscal, Refis, Lei 79, Incentivo Fiscal,
|
| |