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Peter Drucker e o futuro da administração no mundo e no Brasil

Quarta, 3 de Setembro de 2008
A ênfase central de Drucker é na realização do ser humano. Seres humanos só se realizam sendo produtivos. Organizações são importantes porque são o instrumento para que eles sejam produtivos, e a administração é "a mais importante invenção do século XXI" porque é a disciplina específica para que as organizações cumpram esse papel. Peter Drucker encaixou o homem e o que ele produz na aventura humana maior. Não produtos, não empresas, não tecnologias. Pessoas. Sempre partiu delas. Seu livro sobre a GM dos anos 40, The Concept of the Corporation (O Conceito da Corporação), é um manifesto a favor dos empregados. Já naquela época, Drucker queria que a empresa passasse a vê-los como recursos, não como custos. Sugeriu equipes autogerenciadas, entre outras coisas. A GM não topou, mas, 30 anos depois, pressionada pelos japoneses, teve de seguir suas recomendações a um custo altíssimo.

Para ver o futuro, Drucker.(2002, 72) inspirou-se na dinâmica da história:

Há um século, as pessoas ainda estavam nas fazendas arando a terra. Os artífices trabalhavam sozinhos, ou com um ou dois ajudantes. Quase ninguém trabalhava em organizações, exceto padres, militares, professores grupos muito pequenos. Mas, com o fordismo, isso acabou. Não era mais preciso ter habilidade para trabalhar. A partir daí, as pessoas só conseguiam ser produtivas pertencendo a organizações

Segundo ele Drucker(2002, 73) este movimento está levando o mundo ao:

O papel do capital na economia, hoje, está sendo desempenhado pelo conhecimento. A Revolução Industrial aplicou o conhecimento às máquinas, a revolução da produtividade de Frederick Taylor aplicou conhecimento ao trabalho e a revolução gerencial de meados do século 20 aplicou conhecimento ao conhecimento.

A continuidade desse processo é que está moldando a nova sociedade -- aplicação contínua de conhecimento novo ao que já se conhece. Novas tecnologias não vão "resolver o futuro". O que vai resolvê-lo é tornar o conhecimento produtivo de maneiras originais. Isso é 100% válido para o Brasil.

Conhecimento é portável, transferível, não tem barreiras geográficas. A globalização é uma conseqüência disso. É errado pensar que há um jeito brasileiro de administrar. É errado achar que, por sermos brasileiros, precisamos de conhecimento específico brasileiro, como se nossa produtividade tivesse uma especificidade mulata ou tropical. Como se os brasileiros fossem seres humanos diferentes. Drucker desmontou essa idéia em uma palestra no ano de 1994, depois que alguém tentou argumentar que "aqui no Brasil é diferente". Não é. É igual.

Ele discutiu sempre a vida econômica em termos de valores: integridade, caráter, responsabilidade, deveres, dignidade, significado, qualidade de vida. Raramente seu foco é dinheiro. Critica a "imoralidade" dos altos salários dos executivos. Contesta a noção de que a posse da empresa legitima seu controle. Fala com desdém de companhias que exigem "devoção e lealdade" de seus funcionários. Para ele, isso é "invasão ilegal da privacidade, abuso de poder, usurpação pura e simples". Diz que empresas só existem por delegação da sociedade, e têm de prestar contas a ela. Só se legitimam quando funcionam como veículo para que as pessoas se realizem, não apenas para que seus donos fiquem ricos.

Muitas pessoas ficam a imaginar o que Peter Drucker diria dessa tendência do Brasil de manter o controle das empresas, eternamente, nas mãos de seus donos tradicionais. Nossas práticas de "governança" como mostra um recente estudo da McKinsey disponível na internet não coincidem com sua visão sobre o que deve ser uma empresa. Claro que há justificativas históricas (e recentes) para isso: no pandemônio inflacionário de alguns anos atrás, com congelamentos e planos miraculosos se sucedendo, as empresas tinham de responder com uma agilidade que só a centralização do poder torna possível. Mas será que isso justifica, ainda hoje, a falta de interesse dos empresários brasileiros num tema que é essencial para posicioná-los (e ao Brasil) seriamente diante da comunidade internacional.

Drucker diz: O que derrotou o marxismo foi a aplicação de conhecimento ao trabalho. Quer dizer, foi a administração. O fato, inquestionável, é que graças a isso os trabalhadores começaram a viver melhor. O ideal igualitário marxista naufragou ao colidir com um rochedo de hambúrguer. O segredo que se descobriu foi: trabalhar com mais inteligência é mais produtivo do que trabalhar mais. O que faz alguns países crescer de forma sustentada não são novas tecnologias, novas organizações e novos conceitos gerenciais.

Neste mesmo seguimento Drucker afirma que, O McDonald's e a invenção do fast-food nos anos 50. A Toyota com seu just-in-time nos anos 60. A Southwest Airlines e seu modelo de aviação comercial nos anos 70. As ONGs, os fundos de pensão como investidores, as organizações transnacionais. Conceitos novos são mais importantes que novas tecnologias. O conceito de linha de montagem de Henry Ford e a estrutura da GM com Alfred Sloan, nos anos 20, são mais notáveis do que a tecnologia do automóvel em si. A Dell (just-in-time com computadores) é mais importante que o computador. O hospital é mais importante que qualquer tecnologia médica ou avanço.

Portanto, não se trata de tecnologia. A ênfase não pode ser em tecnologia, um erro que dirigentes brasileiros continuam a cometer. A quantidade de computadores nas escolas ou o sistema operacional a ser utilizado são temas secundários. O que conta é o uso da tecnologia de modo imaginativo. Drucker zombou quando disse: "A GM jogou fora 30 bilhões de dólares investindo em robôs, até descobrir que o que contava não era tecnologia, e sim informação". Nossa concepção de economia (no Brasil e fora daqui) ainda é muito centrada em "coisas". Nossos políticos nos induzem a crer na fantasia de que emprego de verdade é em fábrica. Mas esse tipo de emprego está se tornando crescentemente desimportante. Numa sociedade cuja riqueza vem de bens intangíveis (informação, criatividade e conhecimento), a produção física aumenta, mas a quantidade de pessoas que a produz diminui. Portanto, é urgentíssimo tratarmos hoje das implicações disso.

Segundo Drucker, as pessoas nunca foram realmente importantes na equação econômica. Elas são consideradas custos, não recursos. É o sistema que é importante o one best way de Frederick Taylor, a linha de montagem de Ford, a Qualidade Total de Deming. O sistema é rei porque tem permitido a trabalhadores sem talento e sem preparo se saírem bem. Um operário de linha de montagem não pode ser melhor que a média. Tem de ser medíocre. Atrapalha a produção se não se conformar ao padrão. A nova sociedade da qual o Brasil tem de querer participar como ator, não como figurante é o oposto disso. Nela, o trabalhador vai ser valorizado por seu conhecimento individual. O conhecimento é dele, não da empresa, não do sistema. A empresa precisará mais dele do que ele dela. E não estou falando necessariamente de MBAs ou de diplomas universitários.

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Não me amarra dinheiro não, mas compostura... (Beleza pura – Caetano Veloso)

Sabado, 30 de Agosto de 2008
Sangue latino, muita paixão, bom humor e descontração em alta! Assim é o brasileiro médio. Vive um dia de cada vez, faz seu auê com os amigos no fim do dia e, via de regra, está de bem com o mundo; uns mais no aperto, outros mais folgados, e quando perguntamos como vai a vida a resposta quase sempre é: “Vou levando”!

Esta é nossa cultura e nosso jeito de ser. Soltos, intuitivos, passionais!

Planejar não é muito bem visto por aqui. Escrever o planejamento então, que saco! “Metas? Métricas? Processos? Ah, sai dessa, eu quero é ser feliz! Sei... Anhãn... Usar um software de gerenciamento financeiro em minhas contas pessoais... Você está louco? Acha que eu vou virar um fanático com objetivos e controles e lançar no PC aquela empada com suco de goiaba que comi hoje cedo? Já falei, eu quero é ser feliz!”

Não sou uma pessoa viajada, muito menos conhecedor profundo de outras culturas para tecer boas comparações, mas de uma coisa eu sei: A maioria de nós por aqui é avessa ao planejamento, especialmente quando este se dá no aspecto financeiro.

Aliás, brasileiro parece que tem preconceito com dinheiro; é quase como se fosse algo sujo, feio, coisa de “gentinha gananciosa” sabe. Educação financeira é algo que passa longe de nossas escolas, e o senso comum é que cada um se vire e aprenda como usar seu dinheiro.

Bem, a triste verdade é que há muitos profissionais hoje no mercado que enfrentarão a terceira idade em consideráveis dificuldades financeiras. Não porque não ganhem dinheiro agora, e sim porque detestam ter que planejar, poupar e investir; e se não desconhecem, pelo menos torcem a cara para aquilo a que se chama na vida de “previdência”.

Não, não é da previdência pública que falo, nem mesmo da privada, e sim do comportamento previdente. Particularmente, sou da opinião de que pensar no futuro com responsabilidade não é ser um sovina mão de vaca que deixa de viver as boas coisas da vida, e sim entender que um dia o imprevisto e a idade vêm, o pique diminui e a força vai minguando. E claro, todos nós queremos conforto e segurança para viver, especialmente às portas do crepúsculo da vida.

Há quem ande a pé (ou de táxi) e custe a pagar o aluguel, mas não deixa de freqüentar constantemente bons restaurantes e viver com tudo “do bom e do melhor”! Vivem o dia!

Prestação de casa? Carro? Patrimônio? “Eu quero é viajar!”

E assim vão vivendo, até chegar aos sessenta anos e perceberem que mal tem onde cair mortos. Aí terão que continuar a trabalhar em uma idade na qual o corpo já começa a pedir descanso e a alma já clama por dias mais amenos. Se derem a sorte de terem filhos previdentes, estarão amparados, se não, provavelmente vão passar necessidade ou ter que viver da mísera pensão que o governo (graças a Deus, nesses casos) o obrigou a pagar através do INSS.

Ora, mas quem sou eu para julgar como as pessoas vivem suas vidas! E longe de querer dizer a elas se estão certas ou erradas, o que busco aqui é citar fatos, exprimir meu ponto de vista e, quem sabe, chamar sua atenção para a questão.

Pra mim dinheiro não é sujo nem sagrado. Dinheiro é permissão, só isso, e se for ganho com trabalho honesto e inteligente é nada mais que legítimo ”poder de troca”.

Tenho 29 anos de idade e não vivo como um morto de fome, mas abro mão de muitos luxos imediatos em nome de garantir investimentos e bens duráveis que me farão falta no futuro. “Ainda” deixo de atender a muitos desejos pontuais meus para construir segurança financeira em médio prazo.

Ok, tudo bem que eu posso morrer amanhã, como me disse outro dia um colega! Tá bom, mas é que eu posso não morrer também e, matematicamente falando, se estou vivo até hoje a tendência de que continue assim é bem grande.

Não me abalo, pois sei que em breve chegará o dia em que as prestações irão acabar, os investimentos darão retorno e poderei então “viver com mais estilo”. Mas por enquanto sou assim: guardo, planejo, invisto e espero. Azar meu, que posso morrer amanhã!

E olha, se você não se comporta assim eu não tenho nada com sua vida! Isto aqui é apenas um artigo e eu precisava de um bom tema para a semana; aliás, como já dizia a abolida propaganda de cigarros: Cada um na sua...

Sei, no entanto, que é muito triste ver alguém já mais velho trabalhando por obrigação, quando queria e poderia estar descansando ou trabalhando somente por prazer, para complementar a renda.

Pessoas que tiveram um estilo de vida agradável, viajaram bastante, comeram bem, divertiram-se a valer e agora pensam: E quando o corpo e a mente já não agüentarem, o que farei?

E não me amarra dinheiro não, sabe, mas que iria ficar complicado manter a compostura tomando ônibus lotado pra receber pensão do governo e matutando se ia ter com o que pagar todas as contas do mês, isso iria; ô se iria!

Até a próxima.

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Acredite ou não: você faz a diferença

Quinta, 21 de Agosto de 2008
Não importa o que você faça: atendimento, vendas ou qualquer outra atividade. Certifique-se de que sua marca esteja encantando quem estiver do outro lado. Atender é conquistar, a base do espetáculo é fazer as pessoas dizerem “uau!” Se isso ocorre, você atingiu a sua meta, se não você perdeu uma grande chance de fazer a diferença.

Eu estava de férias em um dos parques da Disney World. Como sempre acontece nesses momentos, me distrai e perdi o mapa das atrações. Queria muito participar do próximo show. Como não havia tempo o suficiente para retornar a loja e pegar um novo mapa, perguntei a uma mocinha que fazia a limpeza do parque para onde deveria me dirigir. Ela parou o que estava fazendo encostou a vassoura e o equipamento coletor de lixos em local seguro e com toda a delicadeza deste mundo me indicou as coordenadas.

Ela assegurou-se de que eu chegaria mesmo a tempo no local. Caminhou ao meu lado por alguns metros e confirmou a direção que eu deveria seguir. Por alguns instantes, ela deixou de ser uma agente de limpeza para se tornar a minha guia. Foi tão atenciosa que me fez dizer “uaaau!”. Que pessoa maravilhosa: pensei comigo mesmo. Lembro-me de tê-la perguntado sobre sua nacionalidade. Ao que com sorriso nos lábios ela respondeu: “sou da Disney e estou ao seu dispor”. Precisa dizer algo mais?

Também não posso me esquecer quando estava embarcando em um avião em Hong Kong. Eu tinha trabalhado mais de quinze horas por dia naquela semana e sentia-me exausto e louco para chegar em casa, tomar um banho e deitar na minha cama. Ainda era madrugada quando entrei no avião. O vôo estava lotado e, naturalmente, todos, inclusive a tripulação, deviam estar exaustos naquela madrugada chuvosa. Assim que o avião levantou vôo, eu, inadvertidamente, pressionei o botão de chamado de serviço de bordo.

Claro que os atendentes logo que perceberam aquele chamado deviam ter pensado: quem era o chato que não podia esperar o avião se estabilizar. Eu não havia percebido que havia feito aquilo. Porém, logo veio uma bem vestida, sorridente e bem humorada comissária – parecia que ela estava em um parque da Disney, tamanha a sua cordialidade. Aproximou-se e curvou suavemente as pernas evitando falar comigo na vertical. Com voz amistosa completou: “O senhor deve estar precisando de algo, como posso servi-lo?” Fiquei surpreso e disse que estava tudo bem e que eu não necessitava de nada. Ela então, discretamente, apagou o sinal de chamada e concluiu: “não se preocupe essas coisas acontecem. Estou ali atrás e se precisar conte comigo”.

Todo esse processo não durou mais que dois minutos. Parecia que ela havia ensaiado o atendimento várias vezes e não desejava que nada desse errado. Como de fato não deu! Para ela, ser ainda madrugada não tinha a menor importância, o seu objetivo era encantar os passageiros, como de fato me encantou. Algum tempo depois eu tive que voltar a Hong Kong. Adivinha por qual companhia eu voei? Acertou se respondeu a mesma. Mas, afinal de contas, por que eu me tornei um cliente fiel a eles? Porque aquela educadíssima e bem preparada comissária conseguiu se vender muito bem. Ela devia saber que o cliente antes de comprar um produto tem que comprar quem o atende.

Um outro exemplo encantador de atendimento ocorreu comigo quando fui ao shopping comprar um presente para a minha esposa. Eu estava com pressa e assim que avistei a primeira loja dei uma paradinha diante da vitrine. Logo se aproximou uma elegante moça estendeu a mão direita e disse: “Boa tarde, meu nome é Simone Seixas, estou notando que o senhor está interessado em algo especial. Tenho várias outras preciosidades nos expositores internos. Que tal entrarmos para que eu possa mostrá-las ao senhor?”. Percebi que estava falando com uma pessoa muito simpática, comunicativa, de ótima aparência e disposta a me ajudar. Foi batata! Ela além de me vender um caríssimo colar conseguiu me transformar em seu agente de marketing. Hoje, enquanto ela dorme, eu faço propaganda de graça para ela.

O que há em comum nos três casos relatados? Provavelmente, muitos fatores. Porém, todas as três atendentes sabiam que não estavam competindo com o concorrente ao lado e sim com os níveis de habilidade dos funcionários dele. Se fosse tudo pelo preço todo mundo compraria o produto mais barato e ponto-final! Mas não é pelo preço e nunca foi, é pelo valor. E o valor é determinado pela pessoa e pelas habilidades que o profissional tem para apresentar o seu produto, para abordar corretamente o cliente, para prospectar novos negócios, para superar possíveis objeções, para interagir oferecendo alternativas e, acima de tudo, fidelizar o cliente.

Agindo assim, competir fica fácil. Faça apenas um trabalho melhor de atendimento do que o do concorrente e verá como os resultados, também, serão diferentes. E quer saber mais? Você já fez isso no passado? Você já deu um atendimento exemplar e acabou encantando o cliente? Você ainda se lembra como fez isso? Posso lhe garantir que foi agregando mais valor que a outra pessoa do concorrente. Provavelmente, naquela ocasião você deve ter agido com mais entusiasmo e nem quis saber do concorrente. Você apenas “mandou ver”, deu o melhor de si e tudo funcionou muito bem.

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O MUNDO CORPORATIVO DE OZ

Segunda, 16 de Junho de 2008
Em maio de 1900 Lyman Frank Baum lançou uma história que fez grande sucesso no mundo todo: "O Maravilhoso Mágico de Oz". Nesta história faziam parte a jovem menina Dorothy e seu cão Totó, que haviam sido pegos por um furacão, levados a uma terra distante e desejavam retornar para casa; um espantalho que queria um cérebro para ter pensamentos inteligentes; um homem de lata que tinha o sonho de ter um coração e um leão covarde que desejava obter coragem. Claro que existia uma bruxa, conhecida como bruxa do leste, e o tal mágico.

Para que a jovem menina e seus novos amigos (espantalho, homem de lata e leão covarde) conseguissem o que desejavam, precisavam seguir a estrada dos tijolos amarelos até o Mágico de Oz e atender aos desejos dele, entre os quais, derrotar a bruxa.

Não é difícil localizar profissionais que aparentemente caíram de um furacão em um território no qual estão desacostumados e sentem-se perdidos e diferentes. Seu único amigo é o "cachorrinho Totó", algo que utilizam para se sentirem mais seguros e que conforme o momento, pode levá-los ao sucesso ou fracasso. Tudo depende se saberão segurar ou soltar o "cachorrinho Totó" na hora certa.

Nessa jornada dentro de um novo mundo corporativo seguem o conselho dos demais e caminham sobre a estrada de tijolos amarelos em direção ao mágico. A estrada de tijolos amarelos é conhecida por todos. É segura e fácil.

Nela conseguem amigos espantalhos, sem cérebros, que desenvolvem suas atividades rotineiramente, sem ter a mínima idéia do que estão fazendo, porque estão fazendo e até mesmo desde quando o estão fazendo. Até para se deslocarem do lugar e caminharem na mesma estrada conhecida e segura precisam de ajuda, de um empurrão para se moverem de onde estão. Mas as idéias e criatividades nunca fizeram parte da vida deles, pois não tinham cérebro.

Conforme caminham pela estrada, conhecem os homens de lata e sem coração. Profissionais estes que muitas vezes carregam no peito um baú de rancor e frustração, além de inseguranças e dúvidas constantes. Não vêem perspectivas futuras, pois se enferrujaram após algumas chuvas de decepções vividas. Somente com a lubrificação feita através do entusiasmo e determinação desses novos profissionais, os homens de lata conseguem se mover e caminhar na mesma direção.

Em um momento encontram os leões covardes. Aqueles profissionais que "urram" durante algum debate ou sugestão de mudança, mas não têm coragem para implementar algo novo, ou faltam convicção e firmeza em seus ideais para manter sua opinião e projetos. São os que todos ouvem, mas ninguém considera. E justamente por essa covardia, são facilmente volúveis e aceitam o convite dos funcionários Dorothys para irem em busca do Mágico. Para os funcionários leões, que não têm para onde ir, qualquer caminho serve.

Ao chegarem ao mágico que nada mais é do que a missão da empresa passam a conhecer seus objetivos e metas e são colocados à prova onde, para obterem o que desejam, precisam derrotar a bruxa do leste, ou seja, atingir os objetivos comuns da organização, visando o desenvolvimento pessoal e profissional de todos, bem como os resultados que ela necessita.

Após conseguirem derrotar a bruxa superando as metas previstas descobrem que o mágico não é tão mágico assim, mas apenas uma empresa que também tem seus limites, mesmo que os projetos sejam bem traçados.

Mas, um mágico digno e uma empresa ética cumprem com suas promessas. Dão um cérebro ao espantalho, mas não se trata de um cérebro de verdade e sim o incentivam a apresentar suas idéias, projetos e sugestões junto a uma equipe, reconhecendo o grande valor de sua participação.

O homem de lata ganha um coração passando por mais treinamentos, recebe feed backs que nunca teve a oportunidade de merecer e acaba conhecendo melhor os companheiros de trabalho e a empresa. Passa assim a respeitar e participar mais das atividades coletivas e trabalhar em equipe.

O leão covarde recebe a coragem tão esperada. A coragem para falar, ouvir, sugerir, participar, desenvolver, negar, interagir e não mais ficar acomodado em sua zona de conforto, limitando seu potencial. É incentivado a lutar com determinação pelo que acredita ser justo e correto. E o mais importante, sempre que o leão participa, todos prestam atenção e debatem construtivamente a respeito.

Os funcionários Dorothys finalmente têm seus desejos atingidos. Não querem mais ir embora para casa, pois identificam a empresa como sua nova casa, seu novo lar profissional. A convivência e participação no desenvolvimento dos espantalhos, homens de lata e leões transformaram esses jovens profissionais em multiplicadores de resultados e gestores de sucesso dentro da nova organização.

Como na conhecida história, tudo isso foi possível mantendo o foco na caminhada seguindo os tijolos amarelos do sucesso e derrotando a bruxa das dificuldades.

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VOCÊ TEM IDO À TERRA DO NUNCA?

Sexta, 25 de Abril de 2008
J.M. Barrie criou a peça Teatral intitulada em Terra do Nunca, onde hoje muitos a conhecem como Peter Pan. Aquele garoto que não queria crescer nem ficar mais velho e vivia na Terra do Nunca. Lá as crianças jamais envelheciam, eram felizes e viviam aventuras maravilhosas. Podiam até voar desde que tivessem bons pensamentos.

Acredito que todos em algum momento já visitamos a Terra do Nunca. Seja em nossos sonhos durante a noite de sono, seja em nossos sonhos acordados em um momento de reflexão de nossas vidas. De alguma maneira, sonhamos poder ter ou viver um momento de alegria o qual normalmente encontramos distantes de nossa realidade.

Na Terra do Nunca Peter Pan era perseguido pelo Capitão Gancho. O motivo desta perseguição era simplesmente devido ao Capitão Gancho não aceitar o eterno sorriso esboçado na face de Peter Pan. A alegria demonstrada explicitamente por Pan em tudo o que vivia a cada segundo. Como Peter Pan conseguia viver em tanta alegria, harmonia e maravilhosas aventuras enquanto o Capitão Gancho não tinha as mesmas oportunidades?

Podemos encontrar em parte pessoas que não compreendem ou não aceitam nossas alegrias e nosso bom humor. Há aquelas que dedicam mais tempo para julgar nossas atitudes a melhorar o próprio comportamento em busca da própria felicidade. Isso sem contar as que querem o que temos não para se realizarem, mas para se compararem ou se sobressaírem sobre outras pessoas. Assim como o Capitão Gancho, não possuem bons pensamentos ou alegria em suas vidas e também não tentam conseguir de uma maneira saudável.

Seguir o conselho de Peter Pan e ter bons pensamentos nos levará a voar através de nossos sonhos, conscientemente ou não e encontraremos a felicidade. Biologicamente nosso corpo se envelhecerá com o passar dos anos, mas nosso espírito seguirá a escolha pelo nosso modo de vida. Poderemos ser jovens eternamente e curtir a vida com alegria, bom humor, diversão e incontáveis aventuras.

O tempo nos persegue, assim como o Crocodilo Tic Tac da história perseguia o Capitão Gancho. Tic Tac era o crocodilo que tinha engolido a mão do Capitão Gancho quando ela havia sido cortada em uma luta com o Peter Pan. O crocodilo também havia engolido um relógio o qual lhe rendeu tal apelido. Quando se ouvia "tic tac... tic tac" sabia-se que o crocodilo estava por perto.

O crocodilo do tempo nos persegue constantemente. Extinguem-se os ponteiros dos relógios que tilintam os tic tacs, mas permanecem os milionésimos de segundos que nos obriga a correr diariamente. Correr para realizar nossas atividades do trabalho, da escola, da faculdade ou em busca do sono.

Deixamos o tempo comandar nossas vidas amedrontadas por este monstro que nos domina. O tempo nos informa se é tempo de brincar, estudar, trabalhar, namorar, sonhar, realizar ou viver. Tudo tem o tempo certo para acontecer. Jamais temos tempo a perder. Não se recupera o tempo perdido, assim como o pêndulo de um relógio não vai e volta... ele sempre vai. Cada "tic" e cada "tac" é um segundo que já se passou... para a esquerda ou direita, o tempo sempre está indo.

Histórias infantis e peças teatrais à parte jamais deveríamos abandonar a Terra do Nunca. É nela que realizamos nossos sonhos mesmo que por alguns segundos. Preciosos, eternos e irrecuperáveis segundos.

É nela que através de bons pensamentos conseguimos voar e ir além de nossos limites, de nossos medos e de nossas inseguranças. Não envelhecemos e não crescemos, porém não significa que não aprendemos, não evoluímos ou não nos tornemos melhores.

De nada adianta uma fruta de casca bonita mas com o fruto estragado. Não nos alimentará. Da mesma maneira não nos satisfaremos com uma boa aparência, roupas ou vários bens, mas com nosso coração, auto-estima e amor próprio estiverem ressecados ou estragados. É como diz o ditado: "mente são, corpo são".

Dedique mais tempo a você, reflita, viaje a sua Terra do Nunca diariamente e desperte a felicidade em sua vida. Tenha bons pensamentos e voe sobre os Capitães Gancho que estão a sua volta e lutam contra sua alegria. Continue sorrindo e não tente derrotá-los mas sim se divertir com eles, afinal, derrotá-los acabaria com suas aventuras e perderia a graça.

E o crocodilo do tempo? Tic tac tic tac tic tac... sempre perseguirá a todos, mas enquanto você estiver em busca de seus sonhos, ele jamais o alcançará, porque tudo tem o tempo certo, e o seu tempo é você quem o define, basta acreditar e ir de encontro aos seus sonhos. Tenha bons pensamentos e voe em busca de sua alegria!