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A adolescência ambiental

Sabado, 26 de Maio de 2007
Ser jovem não é problema, o problema é reconhecer que não se está preparado totalmente para a função que se desempenha.

Começo o meu comentário desta forma, pois acho que estamos no meio de uma crise de juventude (e inexperiência) no setor de licenciamento ambiental. Estamos na primeira geração de técnicos tanto da parte do setor que elabora os estudos quanto da parte dos que analisam, devido a esta juventude é que temos problemas.

Nos últimos vinte anos saímos da visão "Green Peace" (visão romântica e apaixonada) do problema ambiental e estamos passando para a fase técnico-científica. Muitos poderão dizer que já temos, tanto no setor privado como no setor público, técnicos de alto nível com graduação, mestrado e doutorado na área de gestão ambiental, essas pessoas não estarão mentindo, formamos, tanto em nossas Universidades como no exterior, técnicos capazes e qualificados para a fiscalização e gestão do meio ambiente, mas precisamos passar para a nova fase, a da maturidade.

Todos os setores da atividade industrial, inclusive o setor de informática, já estão numa segunda ou terceira geração de técnicos atingindo um bom grau de maturidade. E quando se atinge esta maturidade? Simples, a maturidade de um setor só se atinge com o tempo e antes disto penamos com a inexperiência e falta de profissionalismo que setores jovens possuem.

Sou professor de uma escola que forma Engenheiros Ambientais, participo inclusive da Comissão de Graduação da mesma. Nesta participação falando com técnicos da área, (Engenheiros, Biólogos, Geólogos e outros), tanto do setor público como do privado, vejo que uma série de coisas ainda não resolvidas.

Os conceitos básicos que norteiam uma ciência são como dogmas de fé de uma religião, se não são perfeitamente estabelecidos ela não vai para frente. Na parte ambiental estamos neste ponto, à visão que tem um Engenheiro muitas vezes não é compatível com a visão que tem um Biólogo. Um químico ao analisar o grau de poluição de uma determinada substância no meio ambiente se concentrará em medidas pontuais, interessando-se mais na concentração desta do que qualquer outra coisa, um Engenheiro ao analisar a mesma coisa estará mais preocupado no fluxo de massa da substância do na concentração pontual. As duas visões que podem parecem antagônicas, na realidade são complementares, e enquanto não forem definidos com clareza os postulados básicos para a avaliação do impacto dessa de quaisquer ações do homem na natureza ficaremos sem padrões de comparação de diversas visões.

Outra grande dificuldade está na própria formação dos técnicos não havendo um consenso sobre o currículo mínimo que deve ter um técnico na área. Se olharmos os programas de formação de Engenheiros Ambientais se vê que há grande variabilidade na formação básica desses profissionais, não se está falando da formação específica, que é e deve ser variada.

Muitos acham que um técnico se qualifica para uma área de conflito, como a área ambiental, simplesmente pela formação acadêmica, e como acadêmico posso dizer que isto é um grande erro. A formação nos bancos escolares é imprescindível, mas esta não ensinará a gerenciar conflitos, esta gerência só será alcançada com o tempo e com os próprios conflitos.

Esperar profissionais, graduados, mestrados e doutorados numa área técnica, consigam transcender seu conhecimento e administrar conflitos é esperar muito. Conhecer o problema é fácil, o difícil é saber qual das milhares de soluções tecnicamente viáveis que é a melhor. Um problema técnico não tem uma só solução e quando se está pressionado pelo tempo e por outras pessoas fica ainda mais difícil.

Vejam o problema das Usinas hidrelétricas, se não aceitas serão substituídas por termoelétricas (nucleares ou a carvão), fica-se num imenso, se corre o bicho pega, se fica o bicho come.

Daqui a vinte anos, quando as pessoas responsáveis por elaborar os projetos e os outros por fiscalizá-los tiverem maturidade suficiente para gerir os conflitos teremos rápidas e boas soluções, até lá ficamos com o que temos.

Fonte: Luis Nassif

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Diagrama Espinha de Peixe

Quarta, 28 de Março de 2007
Diagrama de Ishikawa ou Espinha-de-peixe é uma ferramenta gráfica utilizada pela Administração para o Gerenciamento e o Controle da Qualidade (CQ) em processos diversos. Originalmente proposto pelo engenheiro químico Kaoru Ishikawa em 1943 e aperfeiçoado nos anos seguintes. Também é conhecido como: diagrama causa-efeito, diagrama 4M, diagrama 5M e diagrama 6M.

Este diagrama é conhecido como 6M pois, em sua estrutura, todos os tipos de problemas podem ser classificados como sendo de seis tipos diferentes:

* Método

* Matéria-prima

* Mão-de-obra

* Máquinas

* Medição

* Meio ambiente

Este sistema permite estruturar hierarquicamente as causas de determinado problema ou oportunidade de melhoria, bem como seus efeitos sobre a qualidade. Permite também estruturar qualquer sistema que necessite de resposta de forma gráfica e sintética.

O diagrama pode evoluir de uma estrutura hierárquica para um diagrama de relações, uma das sete ferramentas do Planejamento da Qualidade ou Sete Ferramentas da Qualidade por ele desenvolvidas, que apresenta uma estrutura mais complexa, não hierárquica.

Ishikawa observou que embora nem todos os problemas pudessem ser resolvidos por essas ferramentas, ao menos 95% poderiam ser, e que qualquer trabalhador fabril poderia efetivamente utilizá-las. Embora algumas dessas ferramentas já fossem conhecidas havia algum tempo, Ishikawa as organizou especificamente para aperfeiçoar o Controle de Qualidade Industrial nos anos 60.

Talvez o alcance maior dessas ferramentas tenha sido a instrução dos Círculos de Controle de Qualidade (CCQ). Seu sucesso surpreendeu a todos, especialmente quando foram exportados do Japão para o ocidente. Esse aspecto essencial do Gerenciamento da Qualidade foi responsável por muitos dos acréscimos na qualidade dos produtos japoneses, e posteriormente muitos dos produtos e serviços de classe mundial, durante as últimas três décadas.

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Sete ferramentas do controle de qualidade

Quarta, 21 de Março de 2007
1. Diagrama de Pareto

Diagrama de Pareto é um gráfico de barras que ordena as frequências das ocorrências, da maior para a menor, permitindo a priorização dos problemas. Mostra ainda a curva de percentagens acumuladas. Sua maior utilidade é a de permitir uma fácil visualização e identificação das causas ou problemas mais importantes, possibilitando a concentração de esforços sobre os mesmos. É uma das sete ferramentas da qualidade.

1. Diagramas de causa-efeito (espinha de peixe ou diagrama de Ishikawa).

O Diagrama de Ishikawa ou Espinha-de-peixe é uma ferramenta gráfica utilizada pela Administração para o Gerenciamento e o Controle da Qualidade (CQ) em processos diversos. Originalmente proposto pelo engenheiro químico Kaoru Ishikawa em 1943 e aperfeiçoado nos anos seguintes. Também é conhecido como: diagrama causa-efeito, diagrama 4M, diagrama 5M e diagrama 6M.

Este diagrama é conhecido como 6M pois, em sua estrutura, todos os tipos de problemas podem ser classificados como sendo de seis tipos diferentes:

Método Matéria-prima Mão-de-obra Máquinas Medição Meio ambiente Este sistema permite estruturar hierarquicamente as causas de determinado problema ou oportunidade de melhoria, bem como seus efeitos sobre a qualidade. Permite também estruturar qualquer sistema que necessite de resposta de forma gráfica e sintética.

O diagrama pode evoluir de uma estrutura hierárquica para um diagrama de relações, uma das sete ferramentas do Planejamento da Qualidade ou Sete Ferramentas da Qualidade por ele desenvolvidas, que apresenta uma estrutura mais complexa, não hierárquica

1. Histogramas.

Na estatística, um histograma é uma representação gráfica da distribuição de frequências de uma massa de medições, normalmente um gráfico de barras verticais. É uma das Sete Ferramentas da Qualidade.

O histograma é um gráfico composto por retângulos justapostos em que a base de cada um deles corresponde ao intervalo de classe e a sua altura à respectiva freqüência. Quando o número de dados aumenta indefinidamente e o intervalo de classe tende a zero, a distribuição de freqüência passa para uma distribuição de densidade de probabilidades. A construção de histogramas tem caráter preliminar em qualquer estudo e é um importante indicador da distribuição de dados. Podem indicar se uma distribuição aproxima-se de uma função normal, como pode indicar mistura de populações quando se apresentam bimodais.

1. Folhas de verificação.

As folhas de verificação são tabelas ou planilhas usadas para facilitar a coleta e análise de dados. O uso de folhas de verificação economiza tempo, eliminando o trabalho de se desenhar figuras ou escrever números repetitivos. Além disso elas evitam comprometer a análise dos dados. É uma das sete ferramentas da qualidade

1. Gráficos de dispersão.

Um gráfico de dispersão constitui a melhor maneira de visualizar a relação entre duas variáveis quantitativas. É uma das sete ferramentas da qualidade. Coleta dados aos pares de duas variáveis (causa/efeito) para checar a existência real da relação entre essas variáveis.

1. Fluxogramas.

Fluxograma é um tipo de diagrama, e pode ser entendido como uma representação esquemática de um processo, muitas vezes feita através de gráficos que ilustram de forma descomplicada a transição de informações entre os elementos que o compõem. Podemos entendê-lo, na prática, como a documentação dos passos necessários para a execução de um processo qualquer. É uma das Sete Ferramentas da Qualidade. Muito utilizada em fábricas e industrias para a organização de produtos e processos.

O Diagrama de Fluxo de Dados (DFD) utiliza do Fluxograma para modelagem e documentação de sistemas computacionais.

1. Cartas de controle.

Carta de controle é um tipo de gráfico, comumente utilizado para o acompanhamento durante um processo, determina uma faixa chamada de tolerância limitada pela linha superior (limite superior de controle) e uma linha inferior (limite inferior de controle) e uma linha média do processo, que foram estatisticamente determinadas. É uma das Sete Ferramentas da Qualidade.

Realizada em amostras extraídas durante o processo, supõe-se distribuição normal das características da qualidade. O objetivo é verificar se o processo está sob controle. Este controle é feito através do gráfico.

Tipos de Cartas de Controle:

Controle por variáveis Controle por atributos

Ishikawa observou que embora nem todos os problemas pudessem ser resolvidos por essas ferramentas, ao menos 95% poderiam ser, e que qualquer trabalhador fabril poderia efetivamente utilizá-las. Embora algumas dessas ferramentas já fossem conhecidas havia algum tempo, Ishikawa as organizou especificamente para aperfeiçoar o Controle de Qualidade Industrial nos anos 60.

Talvez o alcance maior dessas ferramentas tenha sido a instrução dos Círculos de Controle de Qualidade (CCQ). Seu sucesso surpreendeu a todos, especialmente quando foram exportados do Japão para o ocidente. Esse aspecto essencial do Gerenciamento da Qualidade foi responsável por muitos dos acréscimos na qualidade dos produtos japoneses, e posteriormente muitos dos produtos e serviços de classe mundial, durante as últimas três décadas.