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RECURSOS HUMANOS, NEGÓCIOS E EMPREENDEDORES

Quinta, 21 de Agosto de 2008
É preciso lembrar que a competitividade destaca somente os negócios e profissionais que estejam conectados com um profundo conhecimento operacional, que identifiquem formulas provocando o desvio e a atenção do mercado que objetivamos. Desta maneira quanto maior a aceitação e participação dos grupos em relação à direção adotada, maior serão a coerência e frutos para garantir resultados.

Um bom trabalho nos negócios é medido pela satisfação e segurança de quem está comprando. Assim os melhores termômetros disponíveis para a medição do que fazemos estão na analise dos índices de entradas versus soluções das reclamações. Não se garante vendas por pedidos, mas por soluções prolongadas dos atendimentos para que continuem provando o merecimento dos retornos e adesões.

Antes mesmo de analisar o volume do feito, é preciso garantir que os meios permitam eliminar ao máximo as possibilidades de acidentes no percurso. Assim como os processos de seguranças são estabelecidos por normas nos chãos das fabricas, as organizações necessitam de critérios que garantam mais regularidade e continuidade naquilo que chamamos de comportamento variável do negócio.

O termômetro da qualidade e resultado está na garantia de um sistema que atenda cada vez mais os seus consumidores, trabalhando com foco no inesperado junto com equipes de conhecimentos versáteis, e potencialmente decisórias em relação à velocidade e equação das respostas ao solicitante.

A palavra negócio nasceu para aprimorar a frase vencer obstáculos e, portanto sempre ficará pela dependência da sustentabilidade dos seus executores em criar necessidade e interesse pela sua oferta, bem antes do produto ou da consumação fiscal e bem depois do consumo efetivo do que foi oferecido.

A grande diferença dos mercados é conseguir decifrar a formula para ser entendido, é fazer com que sua mensagem comece a ser lida, escutada e procurada. Tudo é muito simples, desde que tenhamos objetivos claros para gerar uma vontade seqüencial pelo trabalho frente à fabricação de chaves de êxitos para que as portas se abram.

O que faz um profissional superar as adversidades dos mercados é a praticidade do como consegue transpor conhecimento para a criação de possibilidades que cerquem em utilidade o dia seguinte de quem pretendemos envolver.

No limite temos que trabalhar para ir além do que os outros solicitam, nossa expansão dependerá da visão de um crescimento integrado, antes das analises isoladas, envolvendo ponta a ponta da cadeia que nos servimos.

Neste caso o envolvimento extra-óbvio da operacionalização, será responsável pela liderança frente à utilidade do que representamos. Tal esforço ampliadamente deslocará o seu futuro que sempre será determinado por aqueles que sabem da onde vem e mais do que isso para aonde deve ir.

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Como Investir em Treinamento

Sabado, 19 de Julho de 2008
"Todos nós adoramos vencer,
mas quantas pessoas adoram treinar?"
(Mark Spitz)

A atividade de treinamento é inerente ao mundo corporativo. Algumas empresas a entendem como imprescindível para o desenvolvimento de seus colaboradores, elevando a produtividade com impacto positivo na última linha do balanço. Já outras companhias a enxergam como símbolo de desperdício - de tempo e dinheiro. E outras tantas apenas a realizam para colorir suas estatísticas de responsabilidade social corporativa a fim de concorrer a prêmios e ganhar títulos.

O fato é que o treinamento é primordial para capacitar, desenvolver, integrar e estimular as pessoas, permitindo-lhes realizar mais com menos, ensinando-as a trabalhar mais inteligentemente. Todavia, um programa formatado sem planejamento pode mesmo representar tempo, dinheiro e energia jogados ao vento.
Como Investir em Treinamento
Por isso, uma questão recorrente é: Como realizar um treinamento produtivo?


1. Palestra ou Treinamento?

O primeiro passo é compreender as diferentes abordagens possíveis.

Uma palestra caracteriza-se por ser um evento de curta duração, podendo se estender desde apenas quinze minutos até duas horas, sendo que convencionalmente gira em torno de 75 a 90 minutos.

Em regra, a palestra é proferida por um único ministrante que a apresenta em formato de monólogo, ainda que muitos profissionais façam uso de diversos recursos para interagir com a platéia, admitindo sua participação.

Diante do tempo disponível, uma palestra tem alcance reduzido, abordando diversos assuntos superficialmente, exceto se o tema for muito específico e de cunho técnico ou científico. Todavia, no universo empresarial, a palestra tem o poder de agir com caráter de sensibilização, buscando promover a reflexão, surpreendendo, provocando e estimulando as pessoas a saírem da zona de conforto para atentar sobre novas possibilidades.

Já um treinamento consiste em um trabalho de maior profundidade que demanda maior dedicação. Evidentemente que a carga horária recomendada depende de variados fatores, podendo transitar de um mínimo de oito horas até cerca de 100 horas ou mais, divididas em módulos exercitados no decorrer de semanas ou meses. Entretanto, diante das dificuldades de agenda das empresas, é comum observarmos a realização de treinamentos com carga de 8 a 16 horas, num sistema de imersão total (cursos de um ou dois dias integrais) ou parcial (cursos de meio período ou realizados à noite).

Um treinamento pode ser conduzido por um único facilitador, não sendo raro dois ou mais profissionais trabalharem em conjunto. Enquanto uma palestra pode ser apresentada para um público diminuto ou para grandes platéias, um treinamento, a fim de ser bem sucedido, deve considerar grupos menores, com um máximo de 50 participantes por turma, sendo desejável até a metade deste número em muitos casos.

O propósito de um treinamento é mais do que sensibilizar. Espera-se desenvolver nos participantes a habilidade de desempenhar uma determinada tarefa com desenvoltura e segurança. Isso justifica a recomendação de grupos menores, pois um treinamento deve contemplar a realização de atividades individuais e coletivas para fixação dos conceitos ilustrados. Não basta ao participante ouvir e falar. É imprescindível fazer.

Há outras modalidades de trabalho derivadas das anteriores, como por exemplo, os chamados workshops, que nada mais são do que mini-treinamentos com cerca de quatro até oito horas de duração.

Entre contratar uma palestra ou um treinamento, a empresa deve considerar seus objetivos e orçamento. Assim, para divulgar um novo conceito, reforçar um procedimento ou festejar uma conquista, a contratação de um palestrante é suficiente e adequada. Já para a implantação de projetos e desenvolvimento de competências, um treinamento faz-se necessário.


2. Planejando o Evento

Qualquer que seja a modalidade de trabalho escolhida, a ausência de um planejamento detalhado é o caminho mais curto para o fracasso. É dentro deste contexto que colhemos tempo perdido, investimento sem retorno e funcionários desestimulados.

O filme "Como Fazer o Treinamento Valer a Pena", distribuído com exclusividade no Brasil pela Siamar, apresenta uma eficiente metodologia de planejamento para eventos de treinamento corporativo. A proposta básica consiste em gerenciar o antes, o durante e o depois do evento.


2.1. Antes do Evento

É responsabilidade do gestor levantar necessidades e objetivos que pretende atingir. Isso já sinalizará inicialmente qual modalidade de trabalho contratar.

Se o motivo for premiar os resultados alcançados pela força de vendas, a melhor opção é uma palestra com abordagem motivacional e até lúdica, pois o momento é de celebração. Porém, se os resultados estão insatisfatórios, a mesma palestra com perfil motivacional deve primar pelo conteúdo, buscando de forma envolvente apresentar técnicas que possam ser colocadas em prática com o intuito de auxiliar na reversão dos resultados adversos.

O local do evento também é importante. Muitos trabalhos podem ser realizados in company, dentro das instalações da própria empresa, minimizando custos com deslocamento e infra-estrutura. Contudo, treinamentos com imersão merecem um ambiente neutro, fora dos muros da corporação, para incentivar os participantes a se desligarem da rotina e entregarem-se de corpo e alma à atividade.

A contratação da empresa ou profissional que conduzirá o trabalho deve considerar formação, experiência, referências e, em especial, capacidade de personalização do serviço. Converse com o profissional. Observe se há a preocupação em conhecer o perfil dos participantes e os objetivos delineados pela empresa. Nada leva mais ao descrédito que uma apresentação que nitidamente não foi preparada para a audiência que a assiste. São os famosos "enlatados", trabalhos padronizados que são indistintamente levados à apreciação de empresas de todos os portes, de todos os segmentos e para públicos de todas as idades, graus de escolaridade e níveis hierárquicos. A customização é um fator crítico de sucesso, pois cada empresa e cada público têm características próprias que exigem abordagens diferenciadas.

Definidos tipo de evento, objetivos e empresa contratada, é fundamental orientar e aconselhar os colaboradores. O grande erro neste estágio reside em enviar as pessoas para o treinamento sem prepará-las. Por isso, explique a necessidade do evento. Diga abertamente porque a empresa está investindo tempo e dinheiro na atividade. Demonstre claramente suas expectativas de melhoria no desempenho. E, sempre que possível, explicite como será feito o acompanhamento pós-evento, evidenciando que a proposta básica é utilizar efetivamente o aprendizado no dia-a-dia da empresa. Isso derruba a mística de que a atividade é um mero evento social, desconectado da realidade da companhia e que no dia seguinte não se lembrará de nada do que foi visto.


2.2. Durante o Evento

Há uma regra entre os organizadores de evento que diz: "Só termina quando acaba". De fato, até que todos tenham partido, nenhum detalhe pode ser negligenciado. Isso envolve, por exemplo, a estrutura física. Cadeiras desconfortáveis, baixo índice de luminosidade, ar condicionado desregulado, acústica deficiente, são fatores que comprometem a atenção dos participantes.

Os equipamentos solicitados pelo palestrante ou facilitador devem ser previamente checados. Atenção com pilhas e baterias usadas, pois podem falhar no momento da apresentação, prejudicando a qualidade do áudio. A sugestão é utilizar sempre peças novas.

Horários precisam ser respeitados e intervalos regulares devem ser previstos para café e refeições, sempre com escolha de cardápio adequado. Em treinamentos com imersão, é comum e mesmo aconselhável a realização de uma confraternização. Mas esta deve ocorrer apenas ao final do encontro, nunca na noite anterior ao último dia de evento, por exemplo, pois os efeitos de uma noite com poucas horas de sono e o provável consumo de álcool impactarão negativamente no rendimento da equipe.

Uma ocorrência comum observada é a ausência de um colaborador no evento sob a alegação de que gostaria de participar, mas sua caixa de entrada está cheia. Barreiras ambientais desta espécie precisam ser superadas com a ajuda da liderança. Agendas devem ser flexibilizadas, escalas remanejadas, todos os esforços empreendidos no sentido de possibilitar a inclusão de pessoas identificadas como target para o treinamento.

Por fim, não meça esforços no sentido de subsidiar o evento com a máxima qualidade. É lamentavelmente comum encontrarmos materiais pirateados sendo utilizados o que denota grande incoerência com o propósito do treinamento e possivelmente com a própria carta de valores da companhia.


2.3. Após o Evento

Concluída a atividade é importante verificar se as metas foram atingidas. O primeiro instrumento é uma pesquisa de satisfação que deve idealmente ser aplicada ainda durante o evento, ao seu término. Pesquisas respondidas posteriormente perdem em representatividade, posto que deixam de captar o momento vivenciado pelo participante.

Uma segunda mensuração deve investigar se houve melhora no desempenho e na produtividade em decorrência do treinamento realizado. Porém, isto só é possível se um pré-teste tiver sido realizado antes do evento.

Nesta etapa, cabe novamente ao líder identificar no colaborador as vantagens do treinamento, demonstrando-lhe pontualmente o progresso auferido. É a hora certa para recompensá-lo, sempre ressaltando que a remuneração financeira não é o único e nem sempre o melhor expediente para reconhecer e fidelizar talentos.

Mas como o trabalho não cessa, é significativo também reafirmar periodicamente os conceitos e aprendizados, a fim de promover a melhoria contínua. Um bom instrumento de apoio, nestes casos, pode ser o e-learning.


3. Conclusão

A realização de palestras e treinamentos é uma atribuição das corporações. Afinal, considerando-se a crise do ensino em nosso país e um modelo de desenvolvimento sócio-econômico que transfere muitas responsabilidades do Estado para as empresas, o trabalho de capacitação dos trabalhadores ganha relevância como pré-requisito na busca pela competitividade.

Mas sem planejamento adequado que identifique por que fazer o treinamento, quando e onde realizá-lo, quem participará, quem ministrará, quanto será investido, como será mensurado o resultado e o que empresa e colaboradores ganharão com a atividade, corre-se o risco de efetivamente ver tempo e dinheiro desperdiçados.

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CUIDADO COM O QUE VOCÊ LÊ

Segunda, 14 de Julho de 2008
Tenho lido com freqüência diversos artigos, revistas e outros periódicos dedicados ao mundo corporativo, alguns de autores renomados, outros nem tanto, por conta do meu interesse e necessidade de autodesenvolvimento, com foco maior para os que apresentam fórmulas mágicas para o sucesso pessoal e profissional.

Quando você lê um artigo disponível numa revista de renome nacional, especialmente aquelas de capa e matérias bem produzidas, cujo enfoque maior é vender anúncios, não necessariamente ensinar, há de ter senso crítico apurado e muito discernimento para não se deixar influenciar por um conteúdo escrito sob medida para aguçar a sua frágil percepção sobre o assunto. Algumas matérias podem incendiar a sua motivação que anda meio em baixa, porém a busca pela realidade pode acabar provocando uma ponta de frustração.

A primeira impressão que se tem, ao se deixar levar pela emoção, é a de que todo mundo está bem, menos você. É raro encontrar exemplos de alguém que não está bem profissionalmente ou que está descontente com a empresa, pois se estivesse, talvez não fosse convidado para participar da matéria.

Em geral, o entrevistado é um profissional que acabou de ser promovido, transferido ou assumiu uma filial da empresa num país distante. A última coisa que ele pretende fazer no momento é criticar a empresa e o chefe. Além do mais, em razão da cultura combalida da qual fazemos parte, quem não gosta de aparecer nas revistas? Você conhece alguma revista dedicada a pessoas mal-sucedidas?

O mais interessante é que muitos artigos e matérias encomendadas pelos editores são escritos por pessoas que nunca participaram de um projeto de gestão, de um planejamento estratégico, de uma reestruturação organizacional ou mesmo da simples criação de uma empresa. Por alguma razão, elas são convidadas a opinar sobre algo que pouco ou nada tem a ver com o seu dia-a-dia e pelo fato de estarem o tempo todo na mídia ou serem ligadas a uma Universidade ou algo parecido, o que vale mesmo é o título.

É muito mais fácil discorrer sobre determinado assunto quando você tem acesso à mídia e qualquer baboseira, dita sem o mínimo de embasamento, pode ser acatada por pessoas de todos os níveis. A mídia é especialista em criar mitos da noite para dia, como se eles fossem a salvação do planeta embora eles não movam um dedo para melhorar a sociedade. É capaz de derrubá-los também na mesma velocidade.

Quando se fala de liderança, por exemplo, uma boa parte dos autores nunca liderou uma pessoa sequer, mas como a Internet democratizou a informação, e aliado a um pouco de interesse, fica fácil obter um vasto material a respeito para compilar o raciocínio alheio e escrever algo parecido.

O sucesso pessoal e profissional é um processo que demanda anos de esforço, aprendizado e experiência. Não existe fórmula mágica capaz de produzir um talento profissional da noite para o dia. Quando isso ocorre, suas deficiências afloram rapidamente e acabam traindo a própria empáfia. Aquela força temporária acaba sucumbindo diante da própria fraqueza.

Quando nos faltam equilíbrio e convicção, nossas idéias e nossos ideais são colocados em xeque, principalmente ao assumir um cargo de maior importância na empresa ou na sociedade e passamos a ser testados com maior freqüência com relação à ética, valores e princípios. Quando imaginamos saber de tudo e pensamos que nada mais pode nos derrubar.

Nesse sentido, a idéia transmitida nas revistas e outros periódicos, de que jovens executivos - em geral recém-diplomados com seus MBA’s de alto nível e valor - têm mais energia, são mais produtivos e acabam sendo mais cobiçados, começa a perder fôlego, graças ao bom-senso dos especialistas em recrutamento de pessoal.

Ultimamente, tenho percebido, com mais freqüência que o habitual, que as empresas continuam preocupadas com a contratação de profissionais de alto nível, porém com a experiência necessária para equilibrar o nível de produtividade e extrair o melhor das equipes. Significa que diploma e energia serão suficientes apenas para cargos iniciantes, onde o desbravamento depende exclusivamente do ímpeto juvenil. Entretanto, para cargos de liderança, o que vale mesmo é a velha e sólida experiência profissional, aquela que somente o tempo é capaz de proporcionar.

Por razões diversas, e perfeitamente explicáveis, a geração atual de jovens líderes profissionais ainda tem dificuldades para mesclar a própria energia com a experiência dos mais velhos. Em geral, suas ações, determinadas pelo seu comportamento agressivo, acabam atropelando e frustrando a carreira de milhares de profissionais que ainda tem muito a contribuir. Para eles, é mais fácil livrar-se dos experientes do que conviver ou enfrentá-los em igualdade de condições.

Por mais que as revistas especializadas priorizem a divulgação de casos pontuais de sucesso de jovens executivos que assumem cargos de importância antes mesmo dos trinta anos de idade, o fato é que equilíbrio e sabedoria não podem ser antecipados. São necessários muitos anos de convivência com diferentes tipos de profissionais para se criar um estilo acurado de administração e entendimento do processo de crescimento profissional e liderança.

Devemos tomar o exemplo do Japão, um país praticamente destruído pela guerra, que se tornou uma grande potência econômica mundial, sem se descuidar nem desprezar a importância da experiência profissional para cargos de liderança. Para se chegar a um cargo de gerência, diretoria ou presidência naquele país, existe um tempo de aprendizado e amadurecimento, próprio de quem atingiu um nível de sabedoria digno de tal cargo.

Estar gerente ou estar diretor é algo muito simples, porém atuar com o discernimento e o equilíbrio necessário para o bom desempenho do cargo é outra história. O mesmo vale para falar e escrever a respeito de determinado assunto. Qualquer pessoa com interesse mínimo pode copiar e colar facilmente um tema na internet e produzir algo semelhante.

Nas palavras de Emerson, o grande pensador norte-americano, por trás de um bom livro ou de um bom texto deve existir, antes de tudo, um grande ser humano. Portanto, tome muito cuidado com que você lê para não se tornar refém de uma idéia que nada tem a ver com o seu modo de pensar e agir. Discernimento, senso crítico, intuição e bom senso ainda são ingredientes essenciais para quem deseja construir um raciocínio sólido e distinguir entre as coisas que valem a pena e as banalidades do mundo.

A opinião é mais barata do que uma caixa de fósforos e, geralmente, cada pessoa tem uma diferente, portanto, ao ler um artigo, uma revista, um livro ou um jornal, lembre-se que, para fazer sentido e ser tomado como exemplo, o raciocínio alheio não deve se sobrepor aos seus valores e princípios, caso contrário, você nunca construirá o seu próprio conjunto de idéias e valores.

Apesar de tudo, continue lendo, com muito cuidado para absorver apenas aquilo que realmente faz sentido. Como dizia o Paulo Francis, jornalista e escritor, quem não lê não pensa e quem não pensa será para sempre um servo. Pense nisso e seja feliz!

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O QUE É MARCA? PARTE II

Quinta, 19 de Junho de 2008
Na semana anterior, falei sobre marca. Uma abordagem a partir mudanças que ocorreram e continuam acontecendo na sociedade ao longo dos últimos anos, influenciando nossas vidas em todos os aspectos, provocando, também, mudanças na forma de atuação das empresas em um ambiente tão mutável e imprevisível.

Conceitos tidos como fundamentos de gestão, tradicionalmente aplicados, estão sendo revistos e interpretados com muito cuidado; hábitos, percepções e atributos considerados importantes pelos consumidores mudaram radicalmente; a velocidade com que as informações transitam de um continente a outro influenciam de maneira altamente relevante mercados e economias, provocando as mais variadas oscilações de consumo.

Nesse cenário tão turbulento, surge uma necessidade primordial para as organizações: estabelecer relacionamentos estáveis, que superem as expectativas, gerem satisfação e criem vínculos sentimentais, com toda a cadeia de relações existentes entre a empresa e seus colaboradores, distribuidores, fornecedores, consumidores e todos que possam, de alguma forma, contribuir para que o ciclo de produção se sustente e se renove.

Para isso, porém, é preciso haver um ponto de referência entre a empresa e sua dinâmica de relações. Essa referência é a marca.

Marca não mais entendida com um simples recurso de marketing, mas como um ativo estratégico da organização - justamente por ser, ao mesmo tempo, intangível e o mais valioso que qualquer empresa pode possuir -, capaz de dar suporte às mudanças e refletir, como nenhum outro, sua essência: visão de mundo e de negócios, missão e valores.

Um ativo capaz de criar valor para todas as partes envolvidas na cadeia de relações entre a organização e a comunidade, para que elas se identifiquem com esse caráter, percebendo a importância dessa interação e passando a expandir o ambiente de criação e renovação de seu valor. A marca deve, portanto, ser encarada como uma filosofia de gestão desses valores para tornar-se referência na construção de relacionamentos estáveis.

Minha definição de marca, dessa forma, seria assim: Marca é a integração entre a essência da empresa, seu trabalho, suas pessoas, sua estrutura, seus produtos e unidades de negócios, formando uma identidade definida e consistente, capaz de transmitir a todos que com ela se relacionam, a sua origem, suas crenças, seus propósitos e seus compromissos. A transmissão desses valores, por meio das mais diversas manifestações, compõe na mente dos envolvidos nessa dinâmica, uma soma de experiências, percepções e sentimentos, que resulta em um valioso ponto de referência nesse ambiente de interação e, justamente por isso, estabelece relacionamentos que superam expectativas, promovem satisfação e criam vínculos emocionais.

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O QUE É MARCA?

Segunda, 9 de Junho de 2008
Surpreendentes mudanças ocorreram e continuam acontecendo na sociedade ao longo dos últimos anos, influenciando nossas vidas em todos os aspectos, provocando, também, mudanças na forma de atuação das empresas em um ambiente tão mutável e imprevisível.

Conceitos tidos como fundamentos de gestão, tradicionalmente aplicados, estão sendo revistos e interpretados com muito cuidado; hábitos, percepções e atributos considerados importantes pelos consumidores mudaram radicalmente; a velocidade com que as informações transitam de um continente a outro influenciam de maneira altamente relevante mercados e economias, provocando as mais variadas oscilações de consumo.

Hoje não basta para o consumidor ter suas expectativas atendidas. Ele quer que as organizações superem suas expectativas e promovam uma satisfação afetiva, ligada a sentimentos - como a felicidade - e a sua realização como ser humano.

Nas organizações, a necessidade é por criar envolvimento sentimental e afetivo, encantando constantemente e estabelecendo relacionamentos duradouros. Tudo isso procurando acompanhar a evolução tecnológica - cada vez mais veloz -, utilizando suas disponibilidades como recursos para atender essas demandas.

É preciso que as pessoas na organização entendam o processo mental das pessoas, sejam os consumidores, sejam as pessoas da própria organização, sejam todas as outras envolvidas na cadeia de relacionamentos existentes entre a empresa e a sociedade. O foco agora é o indivíduo e o objetivo é criar valor.

Nesse cenário tão turbulento, surge uma necessidade primordial para as organizações: estabelecer relacionamentos estáveis, que superem as expectativas, gerem satisfação e criem vínculos sentimentais, com toda a cadeia de relações existentes entre a empresa e seus colaboradores, distribuidores, fornecedores, consumidores e todos que possam, de alguma forma, contribuir para que o ciclo de produção se sustente e se renove.

Para estabelecer esses relacionamentos, porém, é preciso haver um ponto de referência entre a empresa e sua dinâmica de relações. Uma referência que reflita a origem da organização, suas crenças, seus propósitos e seus compromissos, compondo uma identidade clara e consistente, com manifestações integradas, capaz de criar valor para todos os envolvidos nesse ambiente de interação. Essa referência, sem dúvida, é a marca. Marca não mais entendida como um recurso de marketing, mas como ativo estratégico capaz de criar valor para todas as partes envolvidas na cadeia de relações entre a organização e a comunidade. Marca, portanto, deve ser encarada como uma filosofia de gestão desses valores para tornar-se referência na construção de relacionamentos estáveis.