Raúl Candeloro
Quarta, 17 de Setembro de 2008
Um dos temas que mais me pedem ao dar palestras é “motivação”.Talvez fosse
interessante revermos uma das teorias mais antigas que existe sobre a motivação
das pessoas no trabalho – a Teoria dos Dois Fatores, de Frederick Herzberg.
No seu livro A Motivação para Trabalhar (The Motivation to Work), Herzberg
resumiu os resultados da pesquisa que fez, na qual perguntava aos funcionários
de empresas o que os motivava a trabalhar e o que os desmotivava. Ele
desenvolveu o que chamou de fatores motivacionais (que motivam as pessoas a
trabalhar) e higiênicos (usando higiene no sentido de fatores de manutenção, que
não trazem necessariamente satisfação, mas que provocam insatisfação e
desmotivação quando não presentes).
Com base no trabalho de Herzberg, podemos criar uma tabela simples para entender
melhor o assunto. Esses são os itens que mais desmotivam e os que mais motivam
as pessoas no trabalho (em ordem de prioridade e importância dentro de cada
grupo):
Fatores desmotivacionais (higiênicos)
- Normas da empresa
- Supervisão
- Relacionamento com o chefe
- Condições de trabalho
- Salário
- Relacionamento com os colegas
Fatores motivacionais
- Conquistas
- Reconhecimento
- Trabalho sendo realizado
- Responsabilidades
- Avançar na carreira
- Crescimento pessoal
Embora existam críticas à teoria (a principal é que é natural do ser humano
achar que a culpa da desmotivação é sempre dos outros – dê uma olhada na lista e
note como todos os fatores desmotivacionais são externos), uma empresa que
queira analisar por que sua equipe não está tão motivada quanto deveria tem aqui
uma lista simples, para começar.
Para Herzberg, a direção da empresa não tem de dedicar-se apenas a diminuir os
fatores desmotivacionais, mas também a investir nos fatores motivacionais se
quiser que a sua equipe produza com todo o potencial.
Veja que se falarmos especificamente de equipes de vendas, comissão (que faz
parte de salário) é apenas uma das 12 opções que um gerente tem para motivar a
sua equipe. Ou seja, não adianta apenas pagar bem se depois todo o resto está
errado e também não adianta ter um ótimo ambiente de trabalho, mas sem
perspectivas de crescimento (ou pagando mal). Equilibrar tudo isso é o desafio
do bom líder e a diferença entre uma equipe com o freio de mão puxado e uma
equipe de vendedores 100% engajada, produtiva e estimulada a vender mais e
atender melhor os seus clientes.
Palestra motivacional só para comemorar resultados – antes é preciso arrumar a
cozinha.
Categorias:
Teoria dos 2 Fatores, Fatores Motivacionais, Fatores Higiênicos, Hezberg, Motivação, Condições de trabalho, Trabalho sendo realizado, Reconhecimento, Avançar na carreira, Crescimento pessoal,
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Jerônimo Mendes
Terça, 16 de Setembro de 2008
O significado original da palavra hábito é “traje” ou “peça de roupa”, algo que
o ser humano é estimulado a usar todos os dias. Portanto, seus hábitos são como
as roupas que você veste. Eles não nascem contigo, mas são incorporados à sua
maneira de viver de acordo com a sua história pessoal e a cultura onde você foi
inserido.
Durante um bom período da minha vida eu carreguei um hábito difícil de corrigir:
o hábito de reclamar. Eu reclamava de tudo e de todos, razão pela qual uma
simples dificuldade era motivo para reclamar primeiro, depois entender o que
realmente estava acontecendo. Por esse motivo fui arranjando desafetos ao longo
do caminho embora, na minha concepção, as pessoas fossem tão difíceis quanto eu
era na época.
Quando a gente imagina ser o dono da razão, indestrutível na maneira de ser,
pensar e agir, a vida demanda muito mais energia para a solução de coisas
aparentemente simples, mas que, por uma questão de soberba e uma ponta de
orgulho inadmissível, fazem com que a gente sofra mais do que o necessário. É o
ser humano em seu estado natural, dividido entre seus vícios e virtudes.
Com o passar do tempo, a diferença entre eu e meus “concorrentes” é que eu
decidi mudar radicalmente a minha maneira de avaliar cada ponto de vista para
não ferir as percepções alheias. Isso me ajudou bastante na forma de julgar a
situação e não a pessoa, embora as duas estejam intimamente ligadas.
Sem demagogia, apesar da mudança de hábito e de atitudes ao longo do caminho,
não significa que eu me tornei uma doce criatura da noite para o dia. Você não
muda um hábito assim, num estalar de dedos, considerando todas as dificuldades
enfrentadas em quarenta e cinco anos. Entretanto, o que valeu mesmo foi que eu
me propus a mudar e isso foi determinante para um salto na minha carreira
profissional e na minha vida pessoal.
De fato, nossa maneira de viver é determinada não pelo que a vida nos
proporciona, mas pelas atitudes que tomamos em relação à vida. O que a mente vê
ou avalia é muito mais importante do que a situação ocorrida, portanto, não
temos o direito de ferir a dignidade alheia assim como ninguém pode nos ferir
sem o nosso consentimento. A reação ao fato é que determina o tamanho do choque
ou do estrago.
Os hábitos são o segredo do sucesso. Podemos optar entre bons e maus hábitos.
Trata-se de uma escolha pessoal, entretanto, tal como as atitudes, nossos
hábitos podem ser modificados para o nosso próprio bem. Assim como construímos
maus hábitos podemos mudar o foco e canalizar energia para a construção de bons
hábitos.
Há muito tempo, quando meus filhos eram ainda pequenos, eu e minha esposa
tomamos a sábia decisão de não proferir qualquer palavrão diante deles e isso,
graças a Deus, fez com que nos livrássemos definitivamente deles, não dos
filhos, mas dos palavrões. O resultado é que os filhos também não falam
palavrões e cada vez que um deslize ocorre há um sinal de desconforto.
Quantas vezes por dia você reclama? Talvez, de minuto em minuto, muitas vezes
pelo que você tem, outras pelo que não tem. Bons hábitos provocam uma diferença
profunda na sua vida. Tente não reclamar durante uma hora, duas, três, dez e
assim por diante. Logo estará conseguindo não reclamar durante um dia inteiro,
uma semana e um mês até o dia em que não reclamar mais.
A reclamação anda de mãos dadas com o pessimismo. Cada vez que você reclama uma
porta se fecha, alguém se ofende, o diálogo interior se confunde, os amigos se
afastam, os ânimos se acirram. Uma reclamação atrás da outra definirá o seu modo
de pensar e agir no futuro, portanto, pare de reclamar do trabalho, do chefe,
dos amigos, dos vizinhos, dos filhos, da esposa.
Mude seus hábitos, mude sua vida e terá alguém para conversar, dividir as
preocupações e compartilhar os anos difíceis da velhice que você não quer nem
imaginar, mas não há como fugir. Ninguém quer viver ao lado de alguém que passa
o tempo todo reclamando e não faz nada para mudar o seu estado de ação.
De acordo com Benjamim Franklin, inventor e diplomata norte-americano, a melhor
maneira de eliminar os maus hábitos é substituí-los por outros melhores e mais
positivos. Concentre-se nas suas qualidades e não nos defeitos, no que você
possui em vez do que não possui. Não reclame, apenas faça, continue trabalhando
e o mundo ao seu redor será diferente. Pense nisso e seja feliz!
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Jerônimo Mendes
Terça, 22 de Julho de 2008
Você conhece alguém que vive conectado na web? Tem pelo menos dois ou três
endereços de e-mail? Possui I-Phone e I-Pod? Vive com o notebook a tiracolo e
dorme com ele ligado sobre as cobertas enquanto tenta assistir o Programa do Jô?
Participa de reunião sempre com o celular na mão esperando a próxima ligação ou
a próxima mensagem? Não vê a hora de chegar ao escritório para entrar no Outlook
e ler centenas de e-mails de utilidade duvidosa? Tem lugar garantido no Orkut,
My Space e Hi-5? Alguém que conversa contigo sem desgrudar os olhos do micro?
Você pertence a alguma tribo ou comunidade do Orkut, grupo de amigos no Yahoo,
Hotmail ou MSN? Entra no carro e não acalma enquanto não recebe ou faz uma
ligação no celular? Fica nervoso quando viaja e não consegue encontrar uma lan
house para ler os e-mails? Assinou TV a cabo com tripla função: telefone fixo,
entretenimento e Internet? Dirige o veículo passando mensagem e atendendo o
celular?
Se você respondeu a qualquer uma das perguntas, cuidado! Esse alguém faz parte
da tribo dos brinquedinhos eletrônicos, a qual, aos poucos, vai sendo
escravizado por ela. Imagine que há vinte anos vivíamos muito bem sem tudo isso
e éramos felizes. Hoje está difícil imaginar o contrário. Como vamos sobreviver
sem tudo isso e voltar a ser felizes? Quando voltaremos a dormir oito horas por
dia?
Uma das grandes reclamações do mundo corporativo atual é a falta de tempo para
cumprir as tarefas transformam um dia de oito horas em um dia de doze horas, no
mínimo. Entretanto, entre o tempo de leitura dos e-mails, no período da manhã
(entrada) e no período da tarde (saída), são duas horas ou mais de
produtividade, sem contar ainda o tempo sacrificado durante o horário de almoço
para responder mensagens no Orkut e comprar brinquedinhos eletrônicos na web,
depois de uma ampla pesquisa no Bondfaro, Buscapé, Cadê e QueBarato.
Brinquedos eletrônicos são para isso mesmo. Por exemplo, quando você está em
viagem e o chefe liga, você não é obrigado a atender, afinal, na área em que
você atua o sinal da operadora é fraco. Quando você recebe mensagens de cobrança
ou um puxão de orelha por e-mail, melhor ainda, você pode antes pensar na
resposta e jurar que ainda não tinha lido. Você lembra que o chefe tem aquele
maldito sinalizador para saber se você leu ou não o e-mail, então você nem abre,
pois é “chumbo grosso” na certa. Posteriormente, depois que o chefe acalmou, a
resposta pode ser aquela do tipo “entendido, chefe, estou correndo atrás, ligo
mais tarde” enquanto a secretária dele tenta, desesperadamente, fazer contato
contigo.
Todos os seus amigos têm celular, notebooks, I-Phone, Palm e outras
parafernálias eletrônicas. A realidade é dura. O seu filho de quatro ou cinco
anos não quer mais saber de bola nem de parquinho nem de carrinho. Ele quer
mesmo um celular, primeiro porque os amigos de escola têm, segundo porque sua
mãe, a avó dele, conseguiu um empréstimo em consignação no banco e prometeu a
ele que daria o celular de presente no aniversário.
Considerando tudo isso, você imagina o seguinte: legal, a despesa não vai sair
do meu bolso, pelo menos até chegar a primeira fatura da conta telefônica. E
quando chega você se põe a esbravejar, afinal, apenas com torpedinhos e acesso
aos jogos online, seu filho conseguiu gastar a modesta quantia de R$ 69,90.
Deixa ele, diz a avó, pois o pobrezinho não tem noção de valor. Ainda bem que
você tem acesso ao Internet Bank e já conseguiu cadastrar a conta em débito
automático, ou seja, não há como fugir.
Pensando bem, em vez de gastar esse dinheiro todo sem controle, você acha melhor
contratar um plano maior, aquele de R$ 99,90, com acesso ilimitado. Você se
anima e quando chega à loja da operadora acaba sendo fisgado pelo sorriso
daquela atendente, um graça de menina, que o convenceu a contratar o plano
familiar, por apenas R$ 399,90 por mês, com direito a quatrocentos minutos de
conversa e mais cem torpedos, exceto as ligações à distancia, é óbvio.
Conclusão: mais um compromisso financeiro assumido enquanto o portão da
garagem está caindo, o colchão da cama está afundando e a cortina da sala está
sofrível. Tudo bem! O que a gente não faz por um filho? Afinal, ele merece ter
tudo aquilo que você não teve quando era pequeno.
Interessante! Agora que o seu filho tem celular e até mesmo o seu antigo
notebook para se conectar na web, sozinho no quarto, não há tanta necessidade de
você brincar nem conversar com ele. Quando for o caso, você pode passar uma
mensagem do seu Palm ou mesmo do celular, da cozinha para o quarto: desça filho,
o jantar está pronto. Bjus... Papai.
Brincadeiras à parte, isso é apenas uma idéia do que a escravidão dos brinquedos
eletrônicos pode fazer com as pessoas. Quanto ao lado financeiro pode-se pode
dar um jeito. Quando o lado emocional é afetado e a pessoa acaba se tornando uma
verdadeira alienada, o perigo é iminente. Contudo, por conta da pressão no
trabalho, poucas pessoas se dão conta da situação. Resultado: insônia, estresse,
infarto, isquemia cerebral, isolamento e outros males que afetam a sociedade
moderna.
Existe um número razoável de empresas onde a pressão por resultados é
assustadora, entretanto, ao circular pelo ambiente, pode-se notar também um
número considerável de profissionais entretidos em sites de relacionamentos, MSN
e outros brinquedinhos, independentemente da pressão. O trabalho pode ficar para
depois do expediente normal, mas os amigos na mão.
O fato é que você se apaixonou por aquela apresentação do Steve Jobs no
lançamento do I-Phone, mas a diferença entre você e ele é de alguns milhões ou
bilhões de dólares. Ele ganha para escravizá-lo, mas você não ganha o suficiente
para se livrar da escravidão, portanto, o melhor a fazer é repensar a maneira de
utilizar os brinquedos eletrônicos. Dizer que você não vive sem eles é uma
desculpa muito simplória. O que fazer com eles, de maneira inteligente, sensata
e saudável, é o grande desafio. Quem clica, seus males multiplica, diz o ditado
na web.
Acredite, existe vida longe do micro, do celular e da Internet. Uma boa conversa
entre amigos, um passeio agradável com a família, um bom livro ou uma boa
caminhada ao ar livre provocam efeito mais positivo. Ficar ligado na tela do
micro esperando a próxima mensagem é tão prejudicial quanto sair de férias e
ligar todos os dias para os colegas de trabalho atrás das novidades. Pense nisso
e seja feliz!
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Raúl Candeloro
Terça, 6 de Maio de 2008
Um dos temas que mais me pedem ao dar palestras é "motivação".Talvez fosse
interessante revermos uma das teorias mais antigas que existe sobre a motivação
das pessoas no trabalho - a Teoria dos Dois Fatores, de Frederick Herzberg.
No seu livro A Motivação para Trabalhar (The Motivation to Work),
Herzberg resumiu os resultados da pesquisa que fez, na qual perguntava aos
funcionários de empresas o que os motivava a trabalhar e o que os desmotivava.
Ele desenvolveu o que chamou de fatores motivacionais (que motivam as pessoas a
trabalhar) e higiênicos (usando higiene no sentido de fatores de manutenção, que
não trazem necessariamente satisfação, mas que provocam insatisfação e
desmotivação quando não presentes).
Com base no trabalho de Herzberg, podemos criar uma tabela simples para entender
melhor o assunto. Esses são os itens que mais desmotivam e os que mais motivam
as pessoas no trabalho (em ordem de prioridade e importância dentro de cada
grupo):
Fatores desmotivacionais (higiênicos)
- Normas da empresa
- Supervisão
- Relacionamento com o chefe
- Condições de trabalho
- Salário
- Relacionamento com os colegas
Fatores motivacionais
- Conquistas
- Reconhecimento
- Trabalho sendo realizado
- Responsabilidades
- Avançar na carreira
- Crescimento pessoal
Embora existam críticas à teoria (a principal é que é natural do ser humano
achar que a culpa da desmotivação é sempre dos outros - dê uma olhada na lista e
note como todos os fatores desmotivacionais são externos), uma empresa que
queira analisar por que sua equipe não está tão motivada quanto deveria tem aqui
uma lista simples, para começar.
Para Herzberg, a direção da empresa não tem de dedicar-se apenas a diminuir os
fatores desmotivacionais, mas também a investir nos fatores motivacionais se
quiser que a sua equipe produza com todo o potencial.
Veja que se falarmos especificamente de equipes de vendas, comissão (que faz
parte de salário) é apenas uma das 12 opções que um gerente tem para motivar a
sua equipe. Ou seja, não adianta apenas pagar bem se depois todo o resto está
errado e também não adianta ter um ótimo ambiente de trabalho, mas sem
perspectivas de crescimento (ou pagando mal). Equilibrar tudo isso é o desafio
do bom líder e a diferença entre uma equipe com o freio de mão puxado e uma
equipe de vendedores 100% engajada, produtiva e estimulada a vender mais e
atender melhor os seus clientes.
Palestra motivacional só para comemorar resultados - antes é preciso arrumar a
cozinha.
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Marizete Furbino
Quarta, 20 de Fevereiro de 2008
"... reconhece a queda, e não desanima, levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima." (Paulo Emílio Vanzolini - compositor- Música: Volta por Cima)
A palavra resiliência contém em si uma conduta essencial a qualquer profissional que se encontra no terceiro milênio e que deseja sobreviver neste mercado globalizado e de grande competitividade, que é a autoconfiança. Autoconfiança no exercício da função é hoje, mais do que nunca, fator sine qua non de sucesso. A superação dos obstáculos advém de uma força motriz que é considerada indispensável nos dias atuais, força esta que o impulsiona a agir, fazendo com que o profissional acredite em seu potencial, sendo denominada autoconfiança.
Resiliência é um termo encontrado na Física, que configura a capacidade que um corpo possui de, logo após ser submetido a um impacto, retornar ao seu estado normal sem se desconfigurar.
Assim, o profissional resiliente, após ter enfrentando uma série de problemas, crises e/ou dificuldades em sua vida profissional, através da autoconfiança, possui forças para seguir em frente, não "remoendo" o acontecido e nem focando o problema, mas sim com olhares e foco na solução do mesmo.
É sabido que em meio a esta era de mudanças e incertezas, o profissional resiliente é cada vez mais cobiçado pelas empresas do terceiro milênio, pois, além de saber lidar e gerenciar as dificuldades, crises, e/ou problemas que porventura aparecerem no decorrer da caminhada, sabe lidar com os imprevistos, sabe resistir aos entraves, às mudanças e às pressões, mantendo o equilíbrio emocional nos momentos de tensão e fazendo deste momento crucial uma lição para sua vida, não se entregando, e muito menos se deixando abater e/ou desanimar e até mesmo se autodestruir diante das adversidades; logo, encara as adversidades de frente, com um discurso otimista, porém realista, fazendo das adversidades, oportunidades.

Somados a isso, diante das adversidades, dificuldades, crises e/ou problemas encontrados, o profissional resiliente avalia com muita clareza seus pontos fracos e atua com todo afinco para transformá-los em pontos fortes, promovendo adaptações imediatas, visualizando os problemas como oportunidades e assim, não só contornando, mas também revertendo toda situação negativa existente e por conseqüência, se erguendo novamente; desta forma, as dificuldades e/ou problemas passam a ter uma conotação diferente, pois, além de impulsioná-lo a se auto-avaliar, provocam mudanças e são percebidos como oportunidades.
Nota-se que, através do exercício do pensar e do repensar, o profissional resiliente se auto-avalia, muda a forma de enxergar o problema e alcança o aprendizado; por conseguinte, mudam-se as atitudes, posturas e condutas diante da vida pessoal e profissional, uma vez que este profissional se torna mais flexível e criativo, além de ter uma capacidade maior para tomar iniciativa e de realizar adaptações, de resistir às pressões e de superar os problemas; desta forma, não somente promove o seu auto-desenvolvimento, como também contribui e muito para promover o desenvolvimento organizacional.
É importante salientar que o profissional resiliente, sabe compartilhar com sua equipe seus objetivos, anseios, problemas, crises e/ou adversidades, uma vez que enxerga cada profissional em sua volta como um ser pensante e inteligente, capaz de ajudá-lo a transpor e a superar cada obstáculo encontrado, fazendo de cada obstáculo um desafio e, com muita garra, muita vontade de vencer e com muito otimismo, porém, de forma realista, conduz e promove a integração entre todos os envolvidos, que através de reuniões expõem-se a real situação, promove discussões, apontam-se estratégias, alternativas, pontuam as forças e fraquezas, enfim, realiza-se um diagnóstico do problema vivenciado, fazendo uma auto-avaliação, pontuando também as causas e conseqüências do mesmo, tomando iniciativas em tempo hábil, visualizando soluções; contudo, tendo sempre o cuidado de fazer deste momento um somatório de forças, em prol da concretização do esperado.
Diante da exigência do mercado, é fato notório que hoje cada profissional, se quiser sobreviver em qualquer empresa, deverá ser um intra-empreendedor, tendo como uma das características marcantes a resiliência. Por outro lado, é de se esperar que empresas optem por possuir em seu quadro funcionários resilientes, uma vez que através destes alcançarão o desenvolvimento, bem como o crescimento organizacional esperado, tendo maior chance de permanecerem neste mercado altamente competitivo que ai está. Portanto, é de suma importância que o profissional perceba que atitudes resilientes fazem toda a diferença, caso contrário, este profissional, assim como a empresa, correrá o risco de ser esmagado e expulso do mercado.
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