Administrador
Quinta, 12 de Junho de 2008
Presidente do Instituto Brasileiro Ética nos Negócios e colunista do blog
EntrevistaCEO, pelo Portal IG contou suas experiências vividas no mundo
corporativo à Jovens Administradores
Administrador e Teólogo, Douglas Linares Flinto foi o convidado do Comitê Jovens
Administradores para contar sua trajetória profissional e as experiências
vividas no decorrer de sua carreira, no evento "Caminho das Pedras, Pedras no
Caminho", dia 29 de maio de 2008, na sede do Conselho Regional de Administração
de São Paulo - CRA-SP.
No formato roda-viva, Douglas Flinto, que é presidente do Instituto Brasileiro
Ética nos Negócios e sócio proprietário da DLF Conveniências & Serviços -
empresa de assessoria e consultoria na área de lojas de conveniências em "postos
de gasolina", contou como foram seus primeiros passos na vida profissional até
chegar à posição de executivo em empresas de distribuição de combustíveis, como
a anglo-holandesa Shell, a brasileira Ipiranga e a italiana Agip. Falou ainda
sobre os motivos que o levaram a criar o Instituto Brasileiro de Ética nos
Negócios - instituição que tem como objetivo principal fomentar a ética nos
negócios junto às crianças, jovens e adolescentes que amanhã serão os
colaboradores, os executivos e os proprietários de empresas.
Flinto, que também faz parte da equipe de colunistas e "blogueiros" do Jornal
Último Segundo do Portal IG, na coluna EntrevistaCEO, empolgou a todos ao falar
principalmente de sua coragem e ousadia, no início da carreira. "Quando fiquei
sabendo que a multinacional italiana Agip iria montar uma filial aqui no Brasil,
escrevi uma carta e enderecei-a ao presidente mundial da empresa. Seis meses
depois fui contratado", contou Flinto.
Porém, nem tudo são flores para quem almeja uma carreira transparente e idônea,
calcada em princípios de conduta ética. Em uma dos locais em que trabalhou,
Flinto descobriu que um executivo estava fraudando a empresa. Imediatamente
denunciou o colega e sofreu retaliações por sua atitude, mesmo seguindo o manual
de ética da Companhia. Surge daí um dos principais motivos que levaram Flinto a
idealizar e fundar o Instituto Brasileiro Ética nos Negócios.
Para completar, Flinto falou sobre as dimensões da Ética, segundo a sua visão, e
citou as sábias palavras da Bíblia, o maior best-seller do planeta de todos os
tempos. De acordo com ele, existem três dimensões da Ética: a Ética Mínima, a
Ética Média e a Ética Máxima. O texto completo de Flinto, inclusive, já foi
motivo de post no Blog Ética nos Negócios pelo Portal IG.
O evento "Caminho das Pedras, Pedras no Caminho" é realizado mensalmente, sempre
na última semana e reúne jovens administradores (recém-formados e estudantes)
interessados em conhecer a história de profissionais bem-sucedidos no mundo
corporativo, na gestão pública ou no terceiro setor para que sirvam de
inspiração a quem quer ter uma trajetória profissional de sucesso.
"Destes encontros participam renomados administradores, executivos ou
empreendedores que narram suas histórias e o que fizeram para chegar à posição
atual. O objetivo é ajudar aos jovens administradores a traçar os rumos para
suas carreiras", afirma Aldo Ferrari, presidente do Comitê Jovens
Administradores.
Na opinião do jovem administrador Douglas Wagner, o "Caminho das Pedras, Pedras
no Caminho" é um espaço para reflexão e aprendizagem dos jovens administradores.
"Na palestra realizada hoje, no CRA-SP, tive a oportunidade de apreender com os
relatos reais e os exemplos de atitude a serem seguidos".
O jovem engenheiro de produção com MBA em Organizational Behavior pela
University of Brighton, na Inglaterra, Marcos R. Martins encontrou no evento uma
ótima oportunidade para conhecer de maneira agradável e descontraída a
trajetória profissional de sucesso de um grande executivo. "Agradeço ao Aldo
Ferrari e aos demais membros do CRA Jovem pelo convite e espero poder participar
de outros eventos no futuro" afirmou o sócio da Authent Executive Search.
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Rafael M. Menshhein
Sexta, 9 de Maio de 2008
Com a revolução causada pela Internet, ocorreu um efeito interessante no
mercado, o cliente ganhou muito mais poder (empowerment), o que gerou uma
mudança na forma de atuação de inúmeras organizações.
Este aumento de poder foi causado pela facilidade de Informação que o cliente
pode encontrar disponível em qualquer página das empresas, devido à corrida de
todas para que seus produtos e serviços, além da própria Marca, estivessem ao
alcance de um simples clique do usuário.
Com o passar dos anos, aumento da velocidade do tráfego das Informações,
portabilidade de laptops, handhelds, celulares e outros dispositivos que acessam
a Internet.
Percebendo-se da facilidade com que a troca de Informações entre os próprios
clientes aumentasse exponencialmente ao longo dos anos, as empresas acabaram
perdendo seu poder diante do mercado, agora não mais apenas direcionado à
produção, mas sim voltando seu foco para o cliente.
Com as possibilidades de acesso instantâneo às Informações em qualquer lugar, o
cliente pode optar por fazer uma simples consulta ou compra de produtos, sem
depender diretamente da oferta das organizações, a Informação deixou de ir até o
cliente, passando a ser o alvo das buscas.
O mercado sempre esteve e estará mudando, com o surgimento de um novo "tipo" de
consumidor, aquele que compra somente pela Internet, percebe-se que os esforços,
hoje, estão mais voltados para as tecnologias desenvolvidas para facilitar a
vida desse consumidor, como por exemplo pode-se citar:
- Criação de conteúdo: ao permitir que o cliente crie seu próprio
conteúdo, aumentando o Valor da sua empresa e diminuindo a sua carga de
trabalho; propostas personalizadas fazem com que os clientes aumentem o
Valor do produto; bases de conhecimento compartilhado levam ao aumento da
aprendizagem e a ciclos mais rápidos;
- Colaboração: utilizando ferramentas de colaboração, os clientes podem
criar e aprender juntos; fóruns e quadros de avisos auxiliam a comunidade;
ferramentas de conferência e de mensagem possibilitam a globalização das
atividades; jogos em grupos e sistemas de avaliação podem fornecer Informações
para os proprietários de sites Web e e-commerce; votações, Pesquisas e filtragem
colaborativa facilitam o Marketing customizado;
- Ensino: a aprendizagem just-in-time, e a Distribuição de
Informações onde necessário são um bom negócio para as empresas, pois
melhoram e dão assistência ao desempenho do usuário; se forem executadas
corretamente, em pouco tempo os usuários dependerão do serviço e farão uso dele
novamente;
- Comércio: transações on-line que criem o comércio livre de
aborrecimentos são a meta; se um site pode oferecer uma grande quantidade de
produtos, assistência de vendas qualificada e nenhuma dificuldade ou fila, será
uma alternativa mais agradável do que o shopping center;
- Controle: as empresas também podem utilizar agentes e sensores para
gerenciar máquinas ou processos por controle remoto; muito em breve, qualquer
coisa será capaz de se comunicar com qualquer outra coisa - câmeras, sensores
remotos -, e poderemos controlar todas elas pela Internet;
- Novas plataformas: muito em breve assistentes pessoais, telefones
celulares e computadores de bordo terão o poder e a mobilidade necessários para
controlar todos os outros aplicativos; novos aparelhos de Informações e cartões
inteligentes constituem uma boa promessa de aplicativos controlados pelo
cliente.
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Carlos Eduardo Machado Munhoz
Segunda, 21 de Abril de 2008
Qual a relação existente entre Marketing e Empreendedorismo?
A partir de 1987, a American Marketing Association passou a incluir a
discussão sobre marketing e empreendedorismo em suas conferências anuais,
periodicamente, com base no American Marketing Association's Research Symposium
on Marketing and Entrepreneurship. A partir daí, e através da colaboração com
autores e pesquisadores norte-americanos e europeus, o tema ganhou maior
repercussão, o que se traduziu no incremento das publicações que passaram a
tratar do assunto: Journal of Research in Marketing and Entrepreneurship, além
de edições especiais de publicações como European Journal of Marketing,
Marketing Education Review (EUA), Management Decision (Reino Unido) e o Journal
of Marketing: Theory and Practice (EUA), entre outras.
Pode-se considerar, numa primeira análise, que o marketing tem muitas
contribuições a oferecer ao estudo do empreendedorismo - assim como o
empreendedorismo pode enxergar no marketing uma função crucial para alinhar
criatividade e inovação, dois fatores essenciais ao empreendedorismo.
Muitos autores abordam o marketing empreendedor com o enfoque do
marketing tradicional aplicado aos pequenos negócios, sem ajustes profundos para
o contexto destas organizações. Para Philip Kotler, os conceitos
tradicionais de marketing referem-se, resumidamente, à seleção de mercados-alvo,
verificação de clientes potenciais e suas necessidades, desenvolvimento do
produto de acordo com as necessidades dos clientes - com o objetivo de gerar
valor para os produtos e satisfação para os clientes. Por outro lado, um número
reduzido de autores especialmente interessados no empreendedorismo utiliza uma
abordagem diferenciada, entendendo o marketing empreendedor como sendo o
marketing realizado especificamente por empreendedores em pequenas empresas.
Pode-se discutir, por exemplo, se não haveria grande convergência de objetivos e
métodos entre o o conceito de marketing de relacionamento e marketing
empreendedor, uma vez que ambos estariam mais preocupados em construir
relacionamentos firmes entre empresas e clientes como força motriz da lealdade
destes, em benefício daqueles. Neste sentido, o conceito do "marketing mix"
não precisaria ser completamente abandonado, mas seria essencial adequá-lo às
novas necessidades - mercados altamente competitivos, caracterizados por rápidas
e assíduas alterações demandariam não um simples gerenciamento das transações
(que seriam a finalidade dos "4 P´s"), mas em seu lugar, um gerenciamento da
relação com o cliente, que englobaria não apenas produtos, preços, promoção e
distribuição, mas agregaria também uma aproximação pessoal com o cliente para
conhecê-lo, descobrir suas necessidades e desejos e, enfim, desenvolver uma
oferta de valor.
Ao consultar o livro mais importante da Administração de Marketing, de Philip
Kotler, pode-se verificar que o especialista já vinha tratando desta questão há
anos: Kotler sustenta que as empresas passam por 3 estágios baseados nas
práticas de marketing. O primeiro é denominado "marketing empreendedor" - e
ocorre quando um indivíduo percebe uma oportunidade e começa um negócio vendendo
seus produtos ou serviços. Neste estágio, a empresa é pequena e não pode
disponibilizar recursos para muitos investimentos - portanto, os
proprietários-dirigentes realizam um "marketing informal", baseado no
conhecimento que possuem, de maneira absolutamente intuitiva.
O segundo estágio conta com o "marketing profissionalizado": quando a PME passa
a ter sucesso e recursos financeiros para adotar procedimentos de marketing mais
formais - aqueles mais amplamente retratados na literatura. O terceiro estágio,
finalmente, é denominado de "marketing burocrático", pois ocorre quando já
existe na empresa um departamento de marketing formalizado, dispondo de
profissionais envolvidos em tarefas burocráticas da empresa - quando aumenta o
risco de negligenciar o mercado e os clientes.
Quando tratamos da aplicação e utilização do marketing nas pequenas e médias
empresas (PME), em particular, é preciso levar em consideração algumas
peculiaridades destas organizações: as grandes empresas, mais rotineiramente,
realizam planejamento de modo formal, enquanto as PME o fazem informalmente e
que os dirigentes das pequenas empresas não têm tanta preocupação em mensurar o
desempenho das ações de marketing quanto os dirigentes das grandes.
Uma pesquisa realizada na Europa, ao longo de 10 anos, avaliaou 42 médias
empresas e concluiu que as empresas que, ao longo deste período, conseguiram
sobreviver e por vezes inclusive prosperar foram aquelas consideradas pelos
pesquisadores como "orientadas para o mercado", ou seja, utilizavam-se das
práticas, conceitos e ferramentas do marketing "tradicional". No Brasil, uma
pesquisa com 24 empresas de base tecnológica, na década de 1990, aponta que o
composto de marketing é amplamente utilizado pelas empresas estudadas, em
especial os "P´s" de Produto e Preço. Outro resultado relevante, da mesma
pesquisa, indica que o contato direto e a proximidade com os clientes facilitam
a apuração das expectativas e das necessidades do mercado em relação ao produto,
beneficiando as empresas que valorizam a relação com os clientes.
Alguns autores entendem o marketing empreendedor como sendo aquele praticado
pelos empreendedores, e consideram que a interface marketing-empreendedorismo
deve abordar questões tradicionalmente associadas a ambas as cátedras, mas
fundamentam-se na perspectiva de que o comportamento, assim como a formação
acadêmica e profissional do empreendedor, vão influenciar nas decisões de
marketing da empresa. Os principais resultados desta discussão estão
sintetizados na tabela abaixo:
|
Marketing tradicional versus
empreendedor: princípios |
| PRINCÍPIO
DE MARKETING |
MARKETING
TRADICIONAL |
MARKETING
EMPREENDEDOR |
| CONCEITO e/ou FILOSOFIA |
Orientação para o cliente: foco no mercado-alvo e desenvolvimento de
produtos para atender este mercado |
Orientação para a inovação: foco na idéia e avaliação das
necessidades do mercado através da intuição do empreendedor |
| ESTRATÉGIA |
Estratégia de segmentação, identificação do mercado-alvo e
posicionamento da empresa |
Estratégia de nicho para atingir os potenciais clientes e outros
grupos de influência |
| MÉTODOS |
Composto de marketing (Preço, Praça, Produto e Promoção) |
Propaganda boca-a-boca |
| INTELIGÊNCIA DE MARKETING |
Pesquisas de mercado formalizadas e sistemas de inteligência formais
(CRM, BI etc) |
A rede de relacionamentos é a fonte das informações |
| FONTE: Elaborado pelo autor, a partir de Stokes (2000b) |
O que se pode concluir, conquanto haja algumas divergências pontuais, é que o
marketing deve ser tratado (e pensado) em qualquer porte de empresas: desde
microempresas até grandes multinacionais. Obviamente, há diferenças e/ou
peculiaridades nas ferramentas e meios utilizados, mas o grande objetivo
continua sendo comum: gerar resultados para as empresas (lucro) e para o cliente
(satisfação).
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Franco Rosário
Terça, 18 de Setembro de 2007
Dificilmente um brasileiro nunca entrou em contato com uma micro ou pequena empresa. Em todo o país são mais de 5 milhões de pequenos estabelecimentos que lutam diariamente por clientes, mercado e espaço. Milhares de brasileiros também trabalham ou já trabalharam em uma pequena fábrica de autopeças ou agência de turismo, enquanto outros tantos são proprietários de um pequeno negócio.
Além de ser cliente e ter trabalhado em pequenas empresas, atualmente sou sócio de uma pequena agência de publicidade. Unindo minhas experiências, quero compartilhar 3 lições que acredito importantíssimas para um marketing eficiente para pequenas empresas.
1. Não deixe ninguém sem resposta: mapeie todos os canais de contato de seus públicos com sua empresa e garanta resposta a todos. Nada é pior para a reputação de um negócio, principalmente pequeno, do que ser contactado e não dar retorno. E você ainda pode receber uma boa proposta de negócio ou conhecer um funcionário incrível.

2. Compartilhe informações com seus funcionários: trabalhei em um site de internet onde pelo menos 1 vez por mês os funcionários tomavam café da manhã juntos e o presidente da empresa falava sobre seus planos e resultados. Isso deixava todos muito mais ligados à empresa e engajados a fazê-la crescer, criando um clima de confiança mútua e cooperação.
3. Mãos à obra: planejar é importantíssimo, mas só se aprende realmente com o dia-a-dia. Faça planos mas coloque suas ações em prática, sempre verificando os resultados.
Colaborador: Franco Rosário
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Administrador
Terça, 4 de Setembro de 2007
Pesquisa do Sebrae 'Taxa de Sobrevivência e Mortalidade das Micro e Pequenas Empresas' mostra que os empreendedores têm buscado cada vez mais conhecimento e informação para tocar os negócios.
As micro e pequenas empresas brasileiras estão sobrevivendo mais. Segundo a mais nova pesquisa do Sebrae sobre o tema, 78% dos empreendimentos abertos no período de 2003 a 2005 permaneceram no mercado. O resultado é considerado extremamente positivo, quando comparado com o obtido em pesquisa anterior, em que esse índice foi de 50,6%, para empresas abertas entre 2000 e 2002.
Os dados fazem parte do estudo 'Taxa de Sobrevivência e Mortalidade das Micro e Pequenas Empresas', encomendado pelo Sebrae a Vox Populi e divulgado no dia 20/08/2007 em Brasília. O levantamento faz uma análise de vários aspectos em 14.181 empresas ativas e extintas de todas as regiões do País nos anos de 2003 a 2005.
As empresas analisadas na pesquisa são dos setores de Comércio, Indústria e Serviços. No ano de 2005, 50,5% das empresas ativas e 49,5% das empresas extintas estavam inseridas no setor do Comércio. Já no setor de Serviços, eram 37,2% ativas e 38% extintas. E, na Indústria, 12,3% e 12,6%, respectivamente ativas e extintas.
Em 15 unidades da Federação, o índice de sobrevivência das empresas ficou acima da média nacional, como no Espírito Santo, que lidera o ranking com 85,8%; seguido de Minas Gerais, 85,7%; Sergipe, 85,3%; Piauí, 84%; Rio Grande do Norte, 83,5%; São Paulo 82,9%; Pará, 82,5%; Bahia, 82,4%; Distrito Federal, 81,5%; Alagoas, 81,3%; Rio de Janeiro, 81,3%; Paraíba, 80,8%; Rondônia, 79,7%; Goiás, 78,7%; Mato Grosso do Sul, 78,7%; e o Ceará, que possui a mesma média nacional, com 78%.
A pesquisa também aponta os estados com índices abaixo da média. A maioria fica nas regiões Norte e Sul. O Maranhão ficou com taxa de 77,6%; Rio Grande do Sul, 77,5%; Pernambuco, 77,3%; Santa Catarina, 75,9%; Amazonas, 75,8%; Paraná, 74,8%; Mato Grosso, 74,5%; Tocantins, 71,7%; Amapá, 62,2%; Acre, 60,3%; e Roraima 49,3%.
O presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, explica que a pesquisa traça o perfil do empreendedor de pequeno negócio. "Ele tem boa escolaridade, busca o conhecimento e a informação para tocar bem sua empresa e insiste em empreender, apesar dos percalços que enfrenta. Um outro dado positivo do levantamento é o de que a pequena empresa tem evoluído na contratação com carteira de trabalho assinada, confirmando a força empregadora dos negócios de pequeno porte", ressalta Okamotto.
Segundo a nova pesquisa, no período de 2003 a 2005, houve um aumento crescente no número de empregados com carteira assinada entre as empresas ativas. Em 2003 e 2004, esse número se manteve estável, com 64%. Já em 2005, o número de brasileiros com carteira assinada saltou para 85%.
Para o diretor-técnico do Sebrae Nacional, Luiz Carlos Barboza, essa melhora significativa na taxa de sobrevivência das empresas é atribuída a dois fatores: a elevação do nível educacional dos empreendedores e o aumento na busca por mais informações para a abertura e gestão dos negócios. "Empreendedores mais bem capacitados e informados em um ambiente econômico favorável é a receita adequada para a maior sobrevivência das empresas", justificou.
Fatores condicionantes Ao fazer um comparativo entre a nova pesquisa (2003/2005) e a pesquisa anterior, é possível constatar que houve uma crescente melhora em diferentes aspectos principalmente nos que se referem ao comportamento e à atuação dos empresários. Esses aspectos são considerados determinantes no aumento expressivo da taxa de sobrevivência.
Por exemplo, na pesquisa recente foi constatada uma elevação no grau de escolaridade dos proprietários das empresas ativas. Nesse período, se comparado com o da pesquisa anterior, de 2000/2002, diminuiu o número de empresários com até a 4ª série do ensino fundamental - 2% na pesquisa atual e 3% na pesquisa anterior. Houve também um aumento de empresários com 8ª série incompleta, 8% contra os 7% constatados na pesquisa anterior.
Os empresários com curso superior incompleto correspondiam ao percentual de 46% na pesquisa anterior; na atual representam 49%. Os empresários com superior completo passaram de 29%, na pesquisa anterior, para 30%, na atual.
Metodologia A pesquisa teve por objetivo avaliar a taxa e os fatores que contribuiram para a sobrevivência das micro e pequenas empresas brasileiras formalmente constituídas e registradas nos anos de 2003, 2004 e 2005. Para rastrear essas empresas, foram consultadas as bases de dados cadastrais de várias fontes, como a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), Cadastro Central de Empresas do IBGE (Cempre), Departamento Nacional de Registro do Comércio (DNRC), Secretaria da Receita Federal, Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) e Juntas Comerciais estaduais.
Para a composição da pesquisa, foram ouvidos 14.181 empresários, proprietários de empresas formais ativas e extintas de todo o País. As empresas extintas são aquelas que têm suas atividades paralisadas, não necessariamente fechadas legalmente. A margem de erro da pesquisa varia de 2,84% a 1,07%, para a análise das empresas ativas, e de 3,65% a 2,18%, para os dados das empresas extintas.
Na amostragem foram analisadas empresas com até dois anos de existência para as que foram constituídas em 2005; com até três anos de existência para as constituídas em 2004; e com até quatro anos para as nascidas em 2003.
Para o período de 2003 e 2004, a pesquisa traz levantamentos por região e nacional. Já em 2005, com uma análise mais ampla, apresenta dados nacionais, regionais e estaduais.
Categorias:
Serviço, Pesquisa, Informação, Indústria, Comércio, Pequena Empresa, Micro Empresa, Sebraem Taxa de Sobrevivência, Vox Populi, Educação,
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