Giancarlo de Mazo
Terça, 13 de Maio de 2008
Entende-se por Logística Integrada o sistema onde todas as operações
logísticas da empresa, incluindo o trânsito de materiais e informações, estão
interligadas em um sistema inteligente, que consegue administrar o fluxo
logístico dentro da organização de forma eficiente. Uma empresa que deseja
alcançar um determinado nível de competitividade frente aos seus concorrentes
deve realizar um projeto de integração de todas as suas operações, deixando
claro o papel que a logística desempenha na organização.
Um dos principais processos usados para implementar essa integração é a
Reengenharia de Processos, que tem por objetivo identificar e estudar as
fases necessárias para executar um determinado trabalho de forma a aumentar a
possibilidade de integração do desempenho. Esse processo é determinado pela
administração da empresa, não possuindo um escopo padronizado, visto que deve
atender primeiramente a realidade e os recursos particulares de cada
organização. Entretanto, quatro fatores são comuns a todas as iniciativas de
reengenharia logística:
- O objetivo é aumentar a integração de alguns ou de todos os aspectos
das atividades em revisão;
- O benchmarking constitui uma parte essencial da reengenharia;
- As atividades em revisão devem ser decompostas e analisadas individualmente
para evitar a média;
- A reengenharia é continua na busca de qualidade.
Sendo um esforço para a integração logística dentro da organização, a
reengenharia deve envolver todos os departamentos, tendo por objetivo principal
a melhoria dos fluxos de mercadorias, insumos e informações. Assim, seu
principal objetivo seria a melhoria da logística como agente de produtividade e
eficiência corporativas.
A estratégia logística é desenvolvida e modificada de acordo com o
ambiente onde será aplicada. A organização deve buscar sempre um modelo adequado
à sua realidade e que proporcione os resultados esperados. Um meio competitivo
exige que as empresas modernas modifiquem a sua estratégia num esforço para
melhorar o próprio desempenho. A empresa que realiza um trabalho superior ao
conquistar e manter a lealdade do cliente desfruta normalmente de uma
vantagem competitiva, e a logística desempenha um papel de grande
importância nesse cenário. Ao buscar um melhor entrosamento das atividades
logísticas dentro da organização, a organização passa a ser capaz de atender
melhor o consumidor. Um sistema logístico ineficaz tende a debilitar todos os
esforços que as organizações venham a realizar no sentido de serem mais
produtivas, impactando diretamente no seu objetivo alvo, que é o de atender o
consumidor de forma rápida e satisfatória. Assim, uma empresa tratada como um
sistema unificado, onde a logística tem papel de agente integrador, desenvolve
uma competência logística superior, difícil de ser igualada por seus
concorrentes no desempenho de serviços e custos.
Categorias:
Logística, Fluxo Logístico, Logística Integrada, Reengenharia de Processo, Reengenharia, Aumentar a Integração, Benchmarking, Fluxo de Mercadorias, Fluxo de Informações, Estratégia Logística, Vantagem Competitiva,
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Jerônimo Mendes
Terça, 13 de Maio de 2008
Em seu livro Cinco Mentes para o Futuro, o renomado autor e psicólogo
norte-americano Howard Gardner descreve, com profundo conhecimento de
causa e fundamentado em pesquisa, os tipos de mentes que as pessoas deverão
desenvolver para prosperar no futuro que se avizinha. De fato, segundo o autor,
o mundo futuro deverá exigir capacidades que, até agora, tem sido simples opções
de acordo com a simpatia e a escolha pessoal de cada um.
Dentre as mentes citadas por ele, disciplinada, sintetizadora, criadora, ética e
respeitosa, a mente disciplinada, objeto desse artigo, está relacionada com o
domínio das principais escolas de pensamento, incluindo ciências,
matemática e história, e pelo menos uma habilidade profissional. Na minha
modesta opinião, a mente disciplinada é, de longe, a que mais produz resultados
positivos na vida pessoal e profissional do ser humano.
Há mais de 700 anos, a educação profissional, como a que conhecemos hoje,
simplesmente não existia. Em termos de divisão de trabalho, estabelecida
muito tempo depois por Adam Smith, as pessoas aprendiam seu ofício com pessoas
mais velhas, geralmente da mesma família. Não havia muita chance de escolha
nem a mínima possibilidade de rebeldia com relação à predestinação dos
indivíduos.
Carpinteiros, sapateiros, escultores, pintores, ferreiros, barbeiros etc.,
geralmente, eram aprendizes de um mestre, a exemplo de Leonardo da Vinci,
discípulo de Andrea Del Verrocchio, ou herdavam a profissão dos pais e avós por
imposição devendo segui-la até o fim da vida, pois estariam cumprindo a vocação
da família. Por determinação da Igreja, somente ministros religiosos assumiam um
mecanismo mais formal de seleção, de formação e de acesso à condição de padre.
Durante o período do Renascimento, a educação sofreu uma mudança lenta, porém
irreversível e, apesar de ter se desenvolvido sob a égide dos pilares
religiosos, tornou-se mais secular. Hoje em dia, a formação religiosa dos
professores é praticamente dispensável e os fundamentos religiosos cumprem um
papel menos relevante.
Por outro lado, a pregação da moralidade é considerada como seara da família, da
comunidade ou do próprio ambiente religioso onde o indivíduo está inserido e
deixou de ser responsabilidade da escola e dos professores em geral. Note que,
quando essas instituições fracassam, a responsabilidade pela educação moral
acaba transferida automaticamente para a escola. Em tese, é mais fácil atribuir
a negligência a um culpado qualquer do que os pais assumirem a inabilidade em
lidar com os fatos complexos da sociedade contemporânea.
Apesar dos esforços com a melhor das intenções, a maioria das pessoas e das
instituições de ensino continua se prendendo basicamente em conteúdos com
intuito de acumular na memória o maior número possível de informações, fórmulas,
fatos e números. O domínio do processo de aprendizagem como ferramenta de
evolução e aproveitamento futuro é pouco levado em consideração. O indivíduo
sentirá falta dele mais adiante, porém o ingresso no mercado de trabalho tende a
suprir essa lacuna.
Informações como pesos atômicos, ossos do corpo humano, a soma dos quadrados dos
catetos igual à soma do quadrado da hipotenusa, datas de início e fim dos
principais conflitos mundiais e outros dados menos relevantes se tornaram quase
que obrigatórias para quem deseja ingressar no disputado universo do ensino
público superior e, posteriormente, nos disputado universo dos cargos públicos.
Estudar história, ciência, matemática ou arte sem entender a exata correlação
entre as disciplinas e sem uma forma disciplinada de interpretar essa pilha de
informações não passa de conhecimento inerte, de acordo com as palavras do
psicólogo americano Alfred North Whitehead. Cada disciplina ensinada nas escolas
representa uma forma diferente de interpretar o mundo.
As profissões também são caracterizadas por formas diferentes de pensar e, na
melhor das hipóteses, são modeladas tomando-se como referência profissionais
qualificados, segundo Gardner. O fato é que durante os anos em que tentamos
desesperadamente aprender algo na universidade não são suficientes para retratar
a realidade do cotidiano que nos espera fora dela. A vida profissional é muito
diferente da vida estudantil. As regras mudam, a complexidade aumenta.
O que significa ser disciplinado? Significa ter hábitos que lhe permitem
progressos constantes e, essencialmente, infinitos no domínio de uma determinada
habilidade, ofício ou corpo de conhecimento. Em raciocínio mais simplificado,
ser disciplinado é manter o hábito inexpugnável de se dedicar e de se aprofundar
em determinado assunto, profissão ou atividade com tanto interesse que você
passa a se tornar uma referência no assunto.
Há um momento na vida em que tomamos a feliz decisão de abraçar definitivamente
uma carreira. O ideal é algo relacionado com a vocação original e que, muito
mais do que o simples cumprimento dos deveres, proporcione também alegria,
prazer, crescimento profissional e sentido de realização.
Existem várias maneiras para se conquistar uma mente disciplinada, de acordo com
Gardner. Para que isso ocorra da forma mais simples e equilibrada possível, cabe
estabelecer aqui um paralelo entre o raciocínio de Gardner e alguns os exemplos
associados ao universo do trabalho. Você adquire uma mente disciplinada na
carreira profissional quando:
1. Identifica aspectos verdadeiramente importantes na sua profissão e concentra
energia naqueles que merecem sua preocupação;
2. Dedica uma quantidade de tempo significativa para estudar esses aspectos a
fim de reforçar os pontos fortes e superar os pontos fracos que fazem a
diferença no seu desempenho profissional;
3. Avalia cada aspecto sob diferentes perspectivas. Qualquer virtude ou postura
pode ser interpretada sob ângulos completamente diferentes. Apenas a mente
disciplinada tem condições de argumentar e apresentar a solução mais apropriada
em situações onde o controle e o equilíbrio são fundamentais;
4. Esforça-se para compreender a variedade de representações que se apresentam
no ambiente onde a disputa de espaço e a necessidade de reconhecimento tende a
provocar mais incertezas do que alegrias;
5. Entende que o domínio do conhecimento é um processo longo e sistemático que
depende, antes de tudo, de disciplina, persistência e muita dedicação.
As palavras de Ralph Waldo Emerson, o grande pensador americano, encerram
a nossa lição de hoje: "Qual é a tarefa mais dura do mundo? Pensar. Entretanto,
somos todos sábios. A diferença entre as pessoas não se encontra na sabedoria,
mas na habilidade técnica. Cada mente tem seu próprio método e um homem
verdadeiro nunca adquire segundo as regras aprendidas no colégio". Pense nisso e
seja feliz.
Categorias:
Ralph Waldo Emerson, Howard Gardner, Escolas de Pensamento, Vida Pessoal, Vida Profissional, Habilidade Profissional, Divisão do Trabalho, Adam Smith, Mercado de Trabalho, Adam Smith,
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Sergio Canossa
Terça, 6 de Maio de 2008
Nestes tempos em que chegar á frente e fazer o máximo possível no menor espaço
de tempo se traduzem em sucesso, ser perseverante e ter sabedoria pode
significar muito mais em termos de resultados para os negócios de sua
organização. Temos sido condicionados a sermos os primeiros custe o que custar
antes de saber por que estamos fazendo. Algumas vezes fazendo as coisas sem
mesmo ter a noção de sua real necessidade. O importante é ser o melhor e
chegar antes dos demais porque não podemos permitir que o concorrente o faça
primeiro. É uma corrida desenfreada em que não se sabe a razão de estar ali
e porque devemos efetivamente chegar á frente. Por outro lado, na perspectiva de
uma pretensa produtividade somos todos chamados a realizar, realizar cada vez
mais, num tempo cada vez menor. Isto justificaria o poder de competitividade
das organizações, reduziria os seus custos e contemplaria a sua eficácia e,
por que não, a sua riqueza econômica.
O que na verdade deveria estar em discussão é se fizemos a coisa certa, se
fizemos o que deveria ser feito, se fizemos na hora em que era necessário, ao
invés de ficar fazendo mais e mais. Ao mesmo tempo em que se valoriza a
qualidade e o fazer certo na primeira vez, tão proclamado nas empresas
atualmente, persiste a obsessão de administrar o tempo com resultados em que se
busca aumentar cada vez mais o bolo. O que se tem visto são os profissionais se
destruindo, estressados, em busca de um algo mais que se torna passageiro no
instante seguinte à sua obtenção. Tanta luta, tantas horas dedicadas,
distanciamento da família e dos amigos para perder o significado como num passe
de mágica. Os gestores têm valorizado esta atitude e procurado manter o círculo
sempre em movimento, num moto-contínuo, na expectativa de que dure eternamente e
possam ter a sensação de vitória o tempo todo. Parece-lhe um estímulo que os
motiva cada vez mais em detrimento de algo intangível.
Vivenciar intensamente e ser cobrado por algo que não lhe traz significados é a
utopia de nosso tempo. Quando alguém se destaca e se torna vitorioso de maneira
diferenciada faz com que encontremos um tempo para a reflexão. Administrar e
gerir a nossa máquina do tempo, nosso relógio particular, deve ser visto como
participar de um grande campeonato de futebol, de vôlei ou mesmo qualquer outro
esporte. A luta é contra o tempo, mas, não se pode deixar levar apenas pelas
emoções de cada partida ou disputa. Ela é única, e ganhar ou perder não leva á
decisão do campeonato. É preciso bom desempenho em todas as partidas. Em algumas
seremos vencedores. Em outros perdedores. Ainda existirão empates. É preciso
persistência e perseverança para que o time seja equilibrado e consiga ser o
campeão. As melhores decisões, os melhores passes, na hora certa para conseguir
mais pontos e ser o vencedor. O mais importante: para ser campeão é requerido
administrar o tempo, pois há data e hora para chegar e ganhar a final. É uma
regra. É uma condição.
No seu trabalho também se vive estas condições, estas regras. Não adianta querer
jogar uma partida e desejar estar na final. Não adianta ganhar uma partida
apenas para ser o campeão. É preciso jogar com as regras em baixo do braço como
se diz, é necessário escolher os melhores jogadores, fazer os passes corretos,
escalar o time de acordo com a situação, tomar as decisões corretas para ser
eficaz e ter a produtividade valiosa. Quantas vezes fomos solicitados a virar a
noite trabalhando para realizar uma tarefa que não era prioridade para aquele a
quem se destinava? Quantas vezes você teve que refazer algo porque o superior
imediato desejava deixar a sua marca e pediu-lhe que alterasse algo do que foi
feito: uma cor, uma palavra, um gráfico. Quantas vezes você tento enviar o
trabalho antes para que fosse avaliado e alterado a tempo e sem atitudes
desnecessárias (tempo, revisão, etc..)? Nunca tentou? Medo porque o trabalho
ainda estava por finalizar? Pois, deveria tentar fazê-lo. Somos perfeccionistas
e queremos mostrar que fazemos sempre o melhor, que fazemos primeiro do que os
outros (e porque não, mais rápido, ainda que o prazo seja possível), fazemos
sofisticado ainda que o simples seja o necessário e a melhor alternativa.
Queremos deixar a nossa marca mesmo que o seu superior seja aquele que altere
tudo o que fazemos. Faça-o trabalhar para você. Prepare o relatório, não invente
muito, tome como base o último que fez, você sabe que ele vai mudar, envie para
aprovação e espere que seja destruído. Enquanto isso atenda às outras
prioridades ou obtenha mais informações sobre o tema daquele relatório que foi
para a aprovação. Deixe aberta a possibilidade de seu chefe re-estruturar todo o
seu trabalho - deixe algo pequeno, sem importância errado ou por fazer. Assim
ele irá lhe informar tudo o que gostaria que fosse alterado. Aproveite para
perguntar sobre as suas novas descobertas sobre o tema e, permita mais uma vez
que ele as inclua no relatório como uma idéia muito importante. Depois é
simples, volte ao seu computador e conclua todo o trabalho que seu superior fez
para você e terá que lhe dar todos os créditos.
Adote estratégias para gerenciar seu tempo e, adapte-se àqueles com quem
você se inter-relaciona. Não entre na correria e ansiedade deles. Provoque uma
reação pró-ativa e atenda á todas as suas necessidades tendo-os como seus
parceiros reais e que nunca poderão dizer-lhes que não fez algo direito. Porém,
nunca pergunte como fazer pura e simplesmente (exceto na primeira vez sobre
qualquer novo tema). Faça com que a interação lhe proporcione os resultados.
Jogue em equipe com ele e com os demais colegas do trabalho. Como no campeonato,
ganha aquele que jogar melhor em todas as partidas e fizer mais pontos mesmo que
perca algumas partidas.
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Giancarlo de Mazo
Quarta, 23 de Abril de 2008
Entende-se por logística integrada o sistema onde todas as operações
logísticas da empresa, incluindo transito de materiais e informações, estão
interligadas em um sistema inteligente que consegue administrar o fluxo
logístico dentro da organização de forma eficiente. Uma empresa que deseja
ser uma organização de classe mundial deve realizar um projeto de integração de
todas as suas operações com objetivo de alcançar essa integração, deixando claro
o papel que a logística desempenha na empresa.
Um dos principais processos usados para implementar essa integração é a
reengenharia de processos, que tem por objetivo identificar e estudar as
fases necessárias para executar um trabalho específico de modo a aumentar a
possibilidade de integração do desempenho. Esse processo é determinado pela
administração da empresa, não possuindo um escopo padronizado, visto que deve
atender primeiramente a realidade e os recursos particulares de cada
organização. Entretanto, quatro fatores são comuns a todas as iniciativas de
reengenharia logística:
- O objetivo é aumentar a integração de alguns ou de todos os aspectos das
atividades em revisão;
- O benchmarking constitui uma parte essencial da reengenharia;
- As atividades em revisão devem ser decompostas e analisadas individualmente
para evitar a média;
- A reengenharia é continua na busca de qualidade.
Sendo um esforço para a integração logística dentro da organização, a
reengenharia deve envolver todos os departamentos, e deve ter por objetivo
principal a melhoria dos fluxos de mercadorias, insumos e informações. O
principal objetivo seria a melhoria da logística como agente de produtividade e
eficiência corporativas.
Em um mercado competitivo é necessário que as organizações busquem reduzir
custos aumentando sua eficiência. A logística desempenha importante papel nesse
sentido. Um sistema integrado de logística, interna e externa, é fator
fundamental para a conquista de um nível elevado de produtividade e eficiência.
A estratégia logística desenvolve-se e modifica-se de acordo com o
ambiente onde está inserida. A organização deve buscar sempre um modelo que seja
adequado à sua realidade e proporcione os resultados esperados uma real
competitividade. O meio competitivo exige que as empresas modernas modifiquem a
sua estratégia num esforço para melhorar o desempenho. A empresa que realiza um
trabalho superior ao conquistar e manter a lealdade do cliente desfruta
normalmente de uma vantagem competitiva, e a logística desempenha um papel de
grande importância nesse cenário. Ao buscar um melhor entrosamento das
atividades logísticas dentro da organização, a empresa passa a ser capaz de
melhor atender o consumidor. Um sistema logístico ineficaz tende a debilitar
todos os esforços que as organizações venham a realizar no sentido de serem mais
produtivas, visto que impacta diretamente no seu objetivo alvo, que é o de
atender o consumidor de forma rápida e satisfatória.
A visão da empresa como um sistema integrado, onde a logística tem papel de
agente integrador, proporciona o máximo impacto competitivo. As empresas que
desenvolvem competência logística superior estão estrategicamente colocadas para
desfrutar uma vantagem competitiva difícil de ser igualada em desempenho de
serviço e custo.
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Wagner Campos
Segunda, 7 de Janeiro de 2008
Ultimamente você tem pensado no que realizou durante este ano. Refletiu sobre os amigos que conquistou, sobre as promoções pelas quais passou e também pelas dificuldades que enfrentou.
Recordou ainda das vezes que se magoou, chorou e se emocionou. Várias imagens passam rapidamente por suas lembranças. A conversa com seu melhor amigo, o desabafo, o pedido do filho, da esposa, do marido, o abraço no cachorro, o último sorriso de alguém muito especial.
Mais uma vez faz várias promessas: promete que dedicará mais tempo aos seus pais ou seus filhos; que irá trabalhar menos para buscar uma melhor qualidade de vida; que pensará várias vezes antes de falar, evitando assim discutir por impulso; que não deixará para depois aquilo que pode ser realizado na hora; que irá começar seu regime, irá parar de fumar, irá estudar, irá arrumar os armários, as gavetas... Tudo aquilo que você já havia "se prometido" antes. Ah, mas agora é sério. Antes você havia pensado assim também.
Muitos vêem o final de ano como um momento para apenas refletirmos sobre o passado e desejar um futuro melhor ou diferente. Na verdade é muito mais do que isso. É o momento onde devemos estar prontos para buscarmos nossos objetivos que desenvolvemos durante nosso presente. O que determina como será nosso futuro são nossas ações e decisões tomadas hoje.
Se não conseguiu realizar este ano o que desejou, provavelmente você não tinha nenhum objetivo para isso e não acreditou que poderia realizar. Ou pior, você não realizou nenhuma programação. Não se determinou. Apenas, viveu o dia a dia, deixando as coisas acontecerem e como diz o ditado, "para quem não sabe aonde chegar, qualquer destino serve".
O que você realmente deseja fazer, realizar e atingir no próximo ano? O que fará para que isso se realize? Como você fará isso? Com quem? A partir de quando?
Você pode desejar comprar uma casa, trocar de carro, se apaixonar, ter um filho, trocar de emprego, ser promovido ou viajar pelo país. Qualquer objetivo poderá ser atingido se você realmente acreditar e se determinar para que aconteça.
Para se comprar uma casa, precisa analisar quanto é a renda mensal, qual é o gasto, o que é prioridade e supérfluo, o que é poupado, o que pode ser eliminado para poupar mais. E não pára por aí. Ainda é necessário estar disposto a fazer alguns sacrifícios, abrindo mão de alguma coisa a qual você está acostumado, para poder atingir com sucesso seu objetivo. Afinal, se o desejo e objetivo é uma casa, a prioridade deverá ser direcionar suas ações, focos e esforços necessários para adquiri-la.
Pretende realizar uma viagem com a família? Certo. Quando? Onde? Como? Durante quanto tempo? Quando pretende gastar? Todos concordam com o local? Obviamente, se a viagem é com a família, deve ser agradável para todos. Se desejarem ir para a praia, não é correto irem para o campo. O período que deseja ir é adequado para todos? Todos estarão de férias? As crianças não perderão aulas? Programou a viagem de carro, avião ou ônibus? Tudo isso influenciará no tempo, gasto e alegria da família. Terá recursos financeiros suficientes para ficar o tempo programado?
Deseja passar mais tempo com os filhos? Como? Chegará mais cedo em casa? Abrirá mão do futebol ou da reunião com amigos? Em vez de ir pescar nos finais de semana irá jogar bola com as crianças, brincar de bonecas, construirá castelos e outras brincadeiras que encantem seus filhos e lhes proporcione o momento mais precioso de suas vidas que é estar com você?
Qualquer escolha poderá ser correta. Tudo depende de como você se organizará para esta escolha e como se responsabilizará por ela. Deseja adquirir algo de forma parcelada? Espere terminar as parcelas para adquirir outras dívidas. Pretende fazer um curso de especialização? Tenha certeza que é o que você realmente deseja e que conseguirá se dedicar. Faça tudo aquilo que você realmente desejar e que irá te realizar. Não faça apenas por fazer, porque mandaram você fazer ou comentaram que fizeram. Faça por você e não pelos outros. Somos totalmente responsáveis por nossas escolhas.
Esboce suas metas. Coloque em ordem de prioridade, deixando o objetivo mais importante em primeiro lugar e assim sucessivamente. Em seguida, defina o prazo para início e conclusão de cada um destes objetivos (dias, semanas, meses). Conforme for realizando cada um de seus objetivos, dê andamento á realização dos outros gradativamente. Se em algum momento, algo fugir do programado, como prazo, situação ou resultado, verifique onde pode ter ocorrido o desequilíbrio e reorganize-se para obter o resultado esperado ou outro que esteja de acordo com sua satisfação. Lembre-se, assim como em uma empresa, nem sempre conseguimos tudo o que desejamos, mas devemos nos dedicar para conseguir aquilo que realmente acreditamos e desenvolver estratégias para que o resultado seja o mais próximo possível do esperado ou até superar mesmo o esperado.
Com atitudes simples como essa, com certeza você poderá ao final do ano, refletir sobre as conquistas e formas de realização do próximo ano e não mais sobre as tentativas ou erros do ano que se passou!
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