Tom Coelho
Sexta, 12 de Setembro de 2008
“Projetar um avião não é nada.
Construir um é alguma coisa.
Fazê-lo voar é tudo.”
(Otto Lilienthal)
Numa palestra sobre empreendedorismo um senhor na platéia ergue o braço e
pergunta ao conferencista:
– Tenho um invento fantástico! Como consigo financiamento para produzi-lo?
– Qual é o produto? – pergunta o palestrante.
– Não posso contar. É segredo...
Resignado, o palestrante responde:
– Você pode procurar uma empresa de venture capital e apresentar seu projeto. Se
for convincente, pode conseguir que invistam em sua empresa.
– Ah, mas que garantia tenho de que não roubarão minha idéia?
Você acaba de conhecer uma categoria singular de empreendedores. Eles não têm
aparência de Professor Pardal, como nosso imaginário costuma postular, mas a
presunção de que suas idéias são originais, seus inventos são exclusivos, e seus
projetos serão capazes de mudar o mundo e o curso da história. Entretanto, como
não dispõem de capital próprio para tocar adiante, buscam desordenadamente
investidores – ou incautos – acreditando ser possível persuadi-los sem ao menos
dizer do que se trata.
Vamos por partes. É preciso inicialmente compreender a diferença entre invenção
e inovação. No primeiro caso, estamos diante de algo inédito, inusitado, seja um
produto, um serviço ou um processo, decorrente de uma constatação, de mera
observação ou empirismo, concebido com uma finalidade útil e percebido como tal.
Já a inovação está associada à evolução de algo existente, que pode ser feito de
maneira melhor, mais rápida ou mais barata.
Dentro deste contexto, é coerente notarmos que as inovações são muito mais
freqüentes que as invenções, embora não menos importantes. E que inovações
sucessivas podem conduzir a tal grau de desenvolvimento que, no limite, o
paradigma vigente seja rompido dando espaço a um novo paradigma – e a uma
possível invenção.
Olhe ao seu redor neste instante. Talvez você esteja diante de um teclado
ergonômico sem fio, que sucedeu um teclado convencional com fio, cujo bisavô foi
uma máquina de escrever – e cujos bisnetos serão um teclado virtual projetado
sobre sua mesa ou um eficiente comando de voz.
Seu monitor de LCD widescreen com 19 polegadas já foi uma tela plana de 15
polegadas que sucedeu grandes e pesados monitores com visor em fósforo verde. E
sua multifuncional, quase em desuso, já deixou sem emprego o fax que mandou para
a aposentadoria o telex.
Diante destas e tantas outras evidências há momentos em que chegamos a pensar
que tudo já foi inventado. Este era o pensamento de Charles Duell, diretor do
Departamento de Patentes dos Estados Unidos, em 1899, ao propor o fechamento da
sessão de registro de novas patentes. Contudo, produtos são lançados todos os
dias desafiando esta tese. Ora muda a capacidade de armazenamento, ora as
funcionalidades, ora o design. E você pode participar deste admirável mundo
novo, desde que se conscientize de algumas prerrogativas básicas.
1. Pesquise sobre sua idéia. Antes de acreditar piamente que está diante
de algo incrível, consulte o “Deus Google”, e não apenas ele, no seu e em outros
idiomas, para se certificar de que não haja nenhum similar.
2. Passe pela peneira do mercado. Supondo que você transpôs a etapa
anterior é hora de saber se existe viabilidade comercial para seu invento. Para
tanto, você terá que levar sua proposta ao mercado. E não adianta restringir-se
aos amigos mais próximos e familiares. Sua mãe certamente achará a idéia
maravilhosa, pois ela sempre soube que o filho era um gênio. Mas a prova de fogo
passa por um bom coach ou um mentor – um empresário ou professor em quem você
confie, por exemplo – e o consumidor final.
3. Analise a viabilidade econômica. Há pouco você pode ter descoberto a
viabilidade comercial de seu futuro negócio, ou seja, se produzido, haverá
demanda. Porém, é preciso investigar se há viabilidade econômica, isto é, se o
custo de produção permite uma oferta constante e a preços competitivos.
Lembre-se de que o mundo não tem mais fronteiras e que há países com vantagens
comparativas decorrentes de legislação, acesso a crédito barato e abundante e
menores custos com mão-de-obra e carga tributária.
4. Registre e/ou patenteie. Contrate uma empresa idônea para a tarefa
jurídica de proteger seu invento no INPI (Instituto Nacional da Propriedade
Industrial). Trata-se de uma autarquia séria, porém carente de estrutura, onde
os processos demoram a ser julgados. Portanto, quanto antes você fizer isso,
melhor. Ademais, se possível, faça o depósito do registro também no exterior. A
verdade é que o desrespeito a direitos autorais e patentes em nosso país é
crítico – vide o sucesso da pirataria. Assim, esteja preparado para brigar
constantemente na justiça para fazer valer seus direitos, sem qualquer garantia
de indenização. Mas é preferível ter a patente a não tê-la. Afinal, você não
quer ser o próximo Kane Kramer, o britânico que concebeu a primeira versão do
iPod há três décadas e não ganhou um centavo com isso porque deixou de renovar
sua patente por falta de dinheiro.
5. Prepare um Plano de Negócios. Este será seu instrumento para vender
seu projeto a fundos de investimentos, empresas de capital de risco ou mesmo
instituições financeiras. Todo mundo sabe que um plano de negócios é apenas um
guia que vale mais pelo treino de pensar o empreendimento do que pelos seus
números em si. Aliás, digo que os planos são grandes exercícios de chutometria:
gastam o dobro do tempo, o triplo de recursos e alcançam metade dos resultados
esperados. Mas é assim que o jogo é jogado.
Neste processo, o maior erro que você pode cometer é pensar como o personagem
real do início do texto com seu medo de falar sobre a idéia ou invento. Vai
levar o projeto para o cemitério e ser enterrado com ele – um inventor do
além-túmulo. Jamais verá o avião construído e nunca terá o privilégio da
sensação suprema de voar.
|
Bruno Soalheiro
Quinta, 15 de Maio de 2008
O chamado "planejamento estratégico" que é praticado por muitas
organizações no sentido de se posicionarem melhor no ambiente competitivo,
aborda vários pontos relevantes e determinantes para o sucesso organizacional
hoje em dia. Um destes pontos é a chamada "Visão", que consiste em se projetar
um ideal de futuro que sirva como propósito inspirador e motivador para as
pessoas na empresa.
Da mesma forma, no planejamento estratégico pessoal, realizado
individualmente, a Visão assume importância fundamental como suporte à
caminhada, ajudando-nos a manter o ânimo frente aos obstáculos e dificuldades.
Criar uma boa visão ajuda muito, mas é preciso saber fazer dela um alimento útil
à alma para que realmente funcione.
Neste breve artigo quero compartilhar com você algumas sugestões para que sua
"Visão de futuro" não seja apenas uma frase no papel, e possa verdadeiramente
permear seu cotidiano e alimentá-lo para a jornada de cada dia.
1 - Muito cuidado e carinho ao criar sua visão
O objetivo da Visão dentro de um planejamento, seja na empresa ou na vida
pessoal, é expressar de maneira clara e inspiradora aquilo que legitimamente se
quer alcançar. Cuidado para não confundir suas expectativas com a dos outros, ou
as "da moda".
Elaborar sua visão deve ser um exercício de sincera auto-investigação,
procurando se desvencilhar de influências tendenciosas que possam levá-lo a
pensar de maneira "leviana". Sua Visão é você no futuro, aonde quer chegar, para
onde aponta seu coração verdadeiramente. Portanto, seja sincero!
2 - Procure construí-la em linguagem agradável e emocional
A Visão em um planejamento estratégico não é necessariamente forte por causa de
seu apelo lógico e descritivo, e sim por seu apelo emocional e comportamental. É
paixão! Sua visão tem que fazer sentido para você e te fazer brilhar os olhos.
Não há uma forma absoluta ou "correta" de escrevê-la, o importante é criar uma
frase que realmente o inspire. Vale criar um slogan, um grito de guerra ou até
uma poesia. O importante é traçar um panorama que faça seu coração bater mais
forte e que sirva de norteador de suas ações.
3 - Alimente-se dela constantemente
De nada adianta a visão ser linda e maravilhosa se você deixá-la na gaveta ou no
Word. Visão é alimento que motiva! Se possível coloque-a em um lugar bem à
vista, para que possa sempre se lembrar dela. Vale colar num mural e ir
acrescentando ao lado imagens ou fotos que estejam relacionados a ela. O
importante é que passe a fazer parte de você intrinsecamente, de forma plena e
natural. Manter a "chama" acesa é a chave para não desanimar diante das
dificuldades.
4 - Busque inspiração nos outros
Algumas figuras históricas e personagens do passado e presente podem ser ótimos
exemplos e fontes de inspiração. Napoleão, Mandela, Ghandi, Jesus, Alexandre e
outros, são exemplos de pessoas que criaram uma visão e com ela produziram
mudanças de proporções históricas. Tudo bem que você talvez não queira mudar o
mundo, mas é altamente estimulante conhecer os desafios e agruras pelos quais
muitos homens passaram, e superaram graças à força de sua visão. Bibliografias
de grandes nomes ou mesmo investigações na web sobre pessoas de Visão já adianta
bastante. Acredite isto é alimento para você.
5 - Esteja aberto a adaptações
O equilíbrio entre a rigidez e a flexibilidade é que vai permitir ter jogo de
cintura nas viradas da vida. O fato de você ter criado sua Visão não deve
impedir que esteja sempre aberto reavaliá-la segundo as contingências e
acontecimentos. Muitas vezes sua rota será alterada um pouco, ou até
drasticamente, e é importante que você esteja aberto a rever seu caminho desde
que, é claro, preserve sempre a essência de suas realizações. Entender isto é um
grande passo para se manter firme na caminhada.
Enfim, estas são dicas simples e estão muito longe de esgotar o assunto. E
embora possamos ter uma leve noção do que é a Visão a partir deste artigo, o bom
mesmo seria compreendê-la contextualmente dentro de um planejamento maior, para
que possa estar amarrada a ações e outras ferramentas que levarão à sua
realização.
Lembre-se de que o mundo de hoje é baseado em uma feroz competição no ambiente
profissional e até mesmo na vida pessoal. Independente de você querer se tornar
um grande executivo ou apenas levar uma vida confortável e prazerosa,
planejar-se pode aumentar imensamente suas chances de conseguir o que quer que
seu coração deseje. Portanto, planeje!
|
Nori Lucio Jr.
Terça, 11 de Março de 2008
O orçamento mapeia as fontes de investimentos, receita e despesa necessários para implementação das estratégias definidas no "plano de negócios". Por isso os objetivos, estratégias e tácticas devem estar sincronizadas com o planejamento financeiro formando, juntos, um "plano de negócios" crível e que tenha o apoio de todos os níveis da empresa.
O efeito contrário é também o mais comum, ou seja, construir um orçamento baseado meramente na planilha do diretor financeiro. Neste caso torna-se um exercício unilateral e inflexível e, como conseqüência, perde credibilidade e tende a desaparecer ao longo do tempo, pois tem pouco ou nenhum valor agregado.
Cuidado para que o "poder do entusiasmo" de gestores mal preparados "mate sua empresa de fome". Não cometa o erro de embasar o orçamento com premissas intangíveis como, por exemplo:
. Dobrar as vendas, sem saber como irá financiá-las.
. Investir muito agressivamente em marketing, sem alocar os fundos compatíveis com o plano.
. Dobrar a margem, se sua empresa esta num mercado altamente competitivo e "comoditizado" e não têm bem definida outras fontes de faturamento com maior margem.
O ideal é seguir obcecadamente os objetivos definidos no "plano de negócios". Sé assim, os investimentos serão priorizados nas áreas que realmente farão a diferença - diferença competitiva!
Na construção do plano financeiro é necessário mais disciplina do que propriamente conhecimento financeiro. São quatro as ferramentas básicas: 
. As premissas e comentários; . O Balanço; . DRE (Demonstrativo de Resultados); . Fluxo de caixa.
Negligenciar estas ferramentas pode colocar sua empresa em sérios problemas cuja resolução quase nunca vem a tempo de salvá-la da extinção.
Quanto maior a empresa, maior a necessidade de planejamento a longo prazo. No entanto, independente do tamanho, projete no mínimo 12 meses.
Depois do orçamento pronto, aí sim é que não dá para relaxar.
O acompanhamento e a disciplina orçamentária são essenciais na busca pela liquidez que émais importante que lucro. O que "quebra" uma empresa é a falta de liquidez. Empresas são inviabilizadas financeiramente mesmo apresentando lucros contábeis. O contrário também é verdadeiro, ou seja, empresas muitas vezes recorrem ou "jogam" com vários bancos para conseguirem o capital que precisam para operar o caixa.
Como buscar capital? Os capitais de terceiros tem duas fontes basicamente: os não espontâneos, ou seja, os que são tomados normalmente no banco sobre condições bem definidas de juros, prazos para amortização, etc... Estes exigem que sejam pagos de qualquer maneira e podem levar a empresa à falência.
Já os capitais de terceiros que entram na empresa como aportes por parte dos acionistas ou através da venda de um imóvel, por exemplo, mesmo que possam exigir retorno atrelado ao lucro não levam a empresa à falência.
POR ONDE COMEÇAR? Um bom começo é listar as premissas básicas que regem o negócio e também servem de referência rápida. Alguns chamam de "pulso" da empresa. Estas premissas são os pré-requisitos mínimos necessários para que o negócio seja lucrativo.
1. Comissões sobre vendas: máximo 10% sobre a margem gerada 2. Custo de armazenagem: entre 1% e 2% sobre o valor do estoque 3. Custo do frete: entre 1% e 3% dependendo da localização e urgência 4. Dias de giro-de-estoque: média de 20 dias 5. Custo da mercadoria vendida: inferior a 35% do preço final de venda 6. Venda a crédito: inferior a 30% do total das vendas. Prazo máximo de 60 dias 7. Inadimplência: inferior a 1% i. (*) Elabore uma política cautelosa de concessão de crédito 8. Capacidade de tomada de empréstimo em bancos: R$ 2.000.000,00 9. Taxa de juros bancário: inferior a 1,5% 10. Custo fixo: inferior a 20% sobre a margem gerada 11. Dólar máximo esperado: US$ 1 = R$1,80 12. Inflação máxima esperada: 4.5% ao ano
O passo seguinte é elaborar as projeções de venda e principalmente a rentabilidade.
Para esta complexa tarefa, é fundamental projetar cenários já que a empresa pode vender à vista, vender a prazo e ao mesmo tempo, ter que gerenciar a compra de matéria prima, custear a produção, manter estoque, pagar o salário dos funcionários e ainda gerar, mesmo que pareça uma tarefa quase impossível, lucro.
Criar cenários não significa que a empresa deva ter dez orçamentos. O ideal mesmo é investir tempo em fazer um único orçamento com premissas sólidas, cuidadosamente, matematicamente, analisadas sem o "poder de entusiasmo".
O DRE, demonstrativo de resultados, funciona mais ou menos como plano de vôo para os acionistas.
Esta ferramenta ajuda a manter o controle sobre receitas, custos e despesas.
Quanto menor a margem da empresa, menor o espaço para erros e negligências.
Por outro lado quando a margem da empresa é grande, o perigo também "assombra o lucro". Aumentam as probabilidades de descontroles. Aumentam as desculpas para justificar erros grosseiros de gestão ou os erros ficam normalmente "maquiados" pela sobra de dinheiro.
A regra a ser cumprida é a mesma independente da margem alta ou baixa. EVITAR SURPRESAS!
Nos Estados Unidos e Europa onde o mercado de capitais é mais maduro, as empresas são glorificadas ou penalizadas impiedosamente pelo mercado. O vilão é chamado de Wall Street. Quando as empresas de capital aberto erram ou não alcançam suas projeções de vendas e lucro, o chamado forecast, suas ações despencam. Os analistas de mercado de Wall Street mudam o status da recomendação de "compra" para "venda" e vice versa e têm ainda o poder de derrubarem CEOs que acabam caindo em descrédito.
No Brasil, o tema relacionado à "governança corporativa" está se tornando cada vez mais importante. Nunca se viram tantas empresas abrindo seu capital, os chamados IPOs. O vilão por aqui, inspirado pela atitude de Wall Street, é a Bovespa. Para as empresas que queiram participar deste jogo, o nome do jogo é previsibilidade.
Previsibilidade = Disciplina, Disciplina e mais Disciplina!!!
Categorias:
Contabilidade, Orçamento, Plano de Negócios, Administração Financeira, Fluxo de Caixa, Mercado Competitivo, Planejamento Financeiro, Fonte de Investimento, Plano Financeiro, DRE, Demonstrativo de Resultado,
|
Marizete Furbino
Quinta, 7 de Fevereiro de 2008
"Boas empresas satisfazem necessidades, ótimas empresas criam mercados". (Philip Kotler)
Século XXI, era marcada por mudanças e incertezas; portanto, as empresas que estão inseridas no mercado deverão ter uma preocupação em comum, que é a preocupação relacionada à imagem da empresa repassada ao cliente.
É interessante lembrar que a identidade corporativa, além de contribuir em demasia para a consolidação de sua marca no mercado, possui valor significativo no que tange a estratégia em seu negócio. A identidade corporativa e a imagem corporativa fazem toda a diferença no momento da aquisição de produtos e/ou serviços; portanto, ambas devem ser bem construídas.
A empresa deverá estar consciente que o cliente ao verificar seu produto e/ou serviço, irá imediatamente fazer uma associação à sua imagem, para depois adquiri-lo; portanto, esta deverá passar valores positivos, valores estes que correspondem de fato à imagem não meramente criada, mas sim imagem de fato traduzida ao mercado condizente com sua realidade. Veja bem, a empresa jamais deverá utilizar sua imagem de maneira a ludibriar o mercado, pois, se assim for, além do consumo esperado existir e sobressair por apenas em um determinado período e este ainda ser de curta duração, a empresa ficará comprometida perante o mesmo, quando a verdade vier à tona, correndo-se então o risco de ser esmagada pelo mercado.
É preciso lembrar sempre que o cliente tem significativa importância no mercado; por isso, torna-se necessário, além de conhecer, entender e atender com eficiência e eficácia o mercado, lembrar a todo o momento que seu produto e/ou serviço deverá atender pessoas, pessoas estas que possuem desejos, anseios e necessidades diversas e que definirão se sua empresa irá permanecer ou não no mercado.
Por conseguinte, é de suma importância conscientizar-se que o reconhecimento da identidade, bem como da imagem corporativa, estão intimamente ligados às relações existentes entre os clientes internos e externos, e que o poder de uma imagem bem construída advém de um trabalho sério, com respaldo técnico e consistente, principalmente no que se refere às ações, qualidade e resultados, agregando de fato valor ao produto e/ou serviço, procurando fazer uma combinação perfeita, correspondendo às reais expectativas e anseios do consumidor.
Observa-se que a credibilidade de uma empresa diante do mercado que se encontra, está atrelada à sua imagem, e que o trabalho de construção de uma imagem corporativa em prol da solidez de uma determinada marca exige, além de tempo, responsabilidade ética, seriedade nas ações, comprometimento, envolvimento, dedicação, conhecimento, honestidade, sinergia entre todos os departamentos e envolvidos no processo, de forma que todos trabalhem de maneira integrada, interagida e inter-relacionada, procurando, além de saber ouvir, entender e obter conhecimento, para atuar de forma a transmitir a mesma filosofia da empresa através de uma comunicação eficiente, eficaz, criativa e condizente com a realidade da empresa, construindo e fortalecendo sua marca, buscando sempre atender às reais expectativas do cliente, colocando seus anseios e satisfação em primeiro plano; portanto, constitui um grande desafio, devendo o trabalho de marketing ser obrigatoriamente bem feito, honesto e condizente com a realidade da empresa, e assim, conduzi-la rumo ao sucesso; caso contrário, toda empresa ficará comprometida, percorrendo direção contrária, rumo ao fracasso.
Nos dias atuais, a marca deixa de ser meramente um símbolo que serve para identificar a empresa, passando a ter uma conotação mais significativa, a de valoração percebida pelo cliente que o induz a comprar os produtos e/ou serviços.
O exemplo clássico é o do slogan "It's a Sony!" (É um Sony!), que passa a idéia de credibilidade e qualidade de uma empresa sabidamente sólida e confiável (Sony Corporation). A marca, além de ser o resultado da soma de muitos esforços, envolve sempre muita pesquisa, acentuada preocupação com a qualidade e inovação, para assim, conseguir fazer o diferencial, constituindo-se então em um grande desafio para todos os envolvidos, principalmente para o marketing, sendo seu desafio maior o de garantir o reconhecimento da empresa no mercado, tornando-a, além de conhecida, acreditada e sólida no mesmo, procurando igualmente realizar o trabalho de criação, desenvolver também estratégias para despertar, inserir e manter a marca na mente do consumidor.
É importante ressaltar que com a globalização a concorrência, além de ser global é acirrada, e para que a empresa pelo menos sobreviva neste mercado de grande competitividade, torna-se necessário realizar uma estratégia de comunicação muito bem feita. A empresa que quiser fazer o diferencial deverá ficar atenta quanto sua estratégia de comunicação, investindo muito e durante anos no marketing e na qualidade de sua produção. É preciso mostrar para o mercado o seu diferencial, pois sabe-se que, além da imagem que se deseja projetar, que deve ser condizente com a realidade da empresa, o que conta é o contacto do cliente com o seu produto e /ou serviço; portanto a empresa, além de ter uma preocupação em demasia com a construção de sua identidade e imagem corporativa, deverá preocupar-se também com a qualidade dos produtos e/ou serviços por ela ofertados, pois, sabe-se que a imagem é fator decisivo no reconhecimento da marca, mas, sabe-se também que a qualidade é fator decisivo no momento da compra, o que hoje constitui um grande diferencial, transformando-se então em vantagem competitiva e determinando assim a relação custo/benefício, o que contribui para, além de conquistar, reter e fidelizar clientes, manter a empresa sólida no mercado.
Exatamente por isso, o cuidado da empresa para com a construção e zelo relacionado à sua identidade corporativa, preocupada em estipular e fazer valer alguns valores, responsabilidade ética, princípios, cuidando de sua conduta bem como de sua imagem corporativa é semelhante ao cuidado e zelo relacionado à imagem de um ser humano, pois, além de ser determinante, é de vital importância para sua sobrevivência e /ou permanência no mercado, sendo notado não apenas pelos clientes, mas por todos os stakeholders (clientes internos e externos, colaboradores, fornecedores, comunidade, acionistas, investidores, Governo, concorrentes, enfim, todos que fazem parte do processo), ou seja, são todos que possuem interesse, que influenciam direta ou indiretamente no resultado, e/ou são influenciados pelas ações de uma empresa, de certa forma, interferindo em todo o processo.
Somado a isso temos que atentar sempre que, na era em que vivemos, verificamos que não existe espaço no mercado para ensaios; portanto, o mercado não permite falhas, o mercado é cruel. Um erro pode ser irreversível e fatal; assim, para evitar futuros transtornos, aborrecimentos e a saída da empresa do mercado, toda atenção é pouca.
Categorias:
Marketing, Qualidade, Vantagem Competitiva, Credibilidade, Estratégia de Comunicação, Identidade Corporativa, Imagem Corporativa, Cliente Interno, CLiente Externo, Trabalho de Marketing, Sony,
|
Mateus Paulini
Quinta, 17 de Janeiro de 2008
Este tema surgiu através de uma interessante discussão sobre planejamento estratégico no Fórum do Portal da Administração.
Existem muitos caminhos á seguir sobre o tema mudança organizacional, neste artigo abordarei a relação entre o planejamento estratégico no que tange as mudanças necessárias, com referência a resistência cultural das pessoas que compõem a organização.
Atualmente o mercado é implacável, uma regra básica é irrefutável: adapte-se ou morra. O aumento da concorrência faz com que as empresas recorram a desenvolvimento de novos produtos, ou então diferenciar-se dos demais através da agregação de algum outro serviço. Nesta visão a concorrência faz com que a empresa evolua.
Mas ter esta capacidade de adaptabilidade não é inerente para todas organizações, ou seja, é conquistada através de muito trabalho e principalmente conscientização. Apenas desta forma a empresa conseguirá garantir sobrevivência num mercado altamente mutável.

As empresas de pequeno porte podem aproveitar-se de uma capacidade nata de flexibilidade, sendo que sua estrutura reduzida traz vantagem competitiva, possibilitando mudanças com rapidez, o que não ocorre na mesma velocidade nas grandes organizações, pois suas estruturas são maiores e rígidas, por outro lado possuem geralmente recursos e volume em grande quantidade.
Para realizar qualquer tipo de mudança organizacional, seja em qualquer âmbito, é necessário que algumas regras sejam respeitadas e o processo conduzido com máxima cautela e harmonia. Enfoco dois pontos que devem ser preferencialmente analisados em qualquer processo de mudança organizacional: comunicação e planejamento estratégico.
Nesse ponto é que surgem os problemas, pois a empresa necessita adaptar-se rapidamente as necessidade do mercado, o que vai ocasionar uma mudança. Por outro lado as pessoas que sofrerão de alguma forma com o ato, são resistentes, o que vai formar o paradoxo em questão.
É da natureza humana o medo do que é desconhecido, e em uma organização acontece o mesmo com seus funcionários, veja o que ocorre como exemplo quando é inserido um novo integrante na equipe e os demais não são informados previamente. Haverá rejeição e resistência á este novo integrante, resultando em algum tipo de perda para a organização.
Por isso é de fundamental importância a comunicação interna das mudanças, apenas com a conscientização da necessidade de mudança, juntamente com a definição transparente de suas conseqüências, resultarão no alcance do objetivo traçado e redução dos conflitos inerentes ao processo.
Desta forma ao longo prazo pode-se até estabelecer-se uma cultura organizacional voltada á adaptabilidade, mas para chegar-se a este ponto, é necessário percorrer um longo caminho.
O outro ponto importante a ser considerado em uma mudança organizacional é o planejamento estratégico. É interessante que a organização possua definições á curto, médio e longo prazo de forma a projetar sua visão e missão estabelecidos.
Logicamente no decorrer do tempo algumas mudanças no planejamento estratégico são necessárias e a estas chamamos de atualizações estratégicas, seu uso como base fundamenta e dá segurança para as mudanças organizacionais a serem aplicadas, pois assim permitirá seguir o foco estabelecido.
Categorias:
Desenvolvimento, Planejamento, Comunicação, Planejamento Estratégico, Vantagem Competitiva, Mudança Organizacional, Foco, Desenvolvimento de Novos Produtos, Capacidade de Adaptabilidade, Estrutura Reduzida, Necessidade do Mercado, Natureza Humana, Comunicação Interna, Atualização Estratégica,
|
| |