Marco Aurélio Pereira
Segunda, 3 de Março de 2008
Passaram-se as compras de natal e de ano novo. Vieram as férias de Janeiro e junto com elas os impostos do tipo IPVA e IPTU. Logo depois veio o carnaval, e o início do ano letivo das crianças. E agora a Páscoa está chegando, e para dar ajudar no orçamento apertado do brasileiro, os supermercados começaram a parcelar as compras de ovos de Páscoa em até dez vezes.
Para muitos, isso é considerado ótimo, pois comprar tudo parcelado é mais fácil e cabe no orçamento. Mas cuidado! Muito cuidado. Pois, se não houver uma programação no seu orçamento isso se tornará um problema no futuro.
 Se você já parcelou o IPVA, IPTU, o material escolar das crianças, as compras de natal, os gastos do ano novo e do carnaval e agora pretende parcelar também os ovos de páscoa, lembre-se de que o parcelamento de bens não-duráveis, como chocolates, deve ser evitado, principalmente se há incidência de juros. Isso porque você pagará pelo produto, mesmo depois de ele já ter sido usado, e acabará pagando muito mais caro do que seu valor à vista.
O parcelamento é um dos fatores que ajudam no aumento do consumo dos produtos, e com a necessidade de aumentar suas vendas, os supermercados se valem desse artifício para vender mais.
Por isso é muito importante lembrar de manter todos os seus gastos sob controle, de preferência utilizando uma planilha onde todos os seus gastos serão descritos.
Agora, se for inevitável comprar parcelado, analise a menor taxa de juros e faça na menor quantidade de parcelas possível, porque quanto menor o prazo, menos se pagará em juros.
Vale a pena lembrar que algumas pesquisas mostram que dificilmente um casamento sobrevive se atravessar uma crise financeira. Problemas com dívidas e falta de dinheiro são responsáveis por vários problemas familiares. Portanto o controle é fundamental.
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Marcos A F Franco
Sexta, 15 de Fevereiro de 2008
O que nasceu primeiro? A distribuição ou a marca?
O papel da distribuição na construção de uma marca forte e valorizada é de fundamental importância. Somente o "trabalho de formiguinha", colocando o produto em vários pontos de venda, pode contribuir para o crescimento de uma marca.
Todo o trabalho de marketing, em pesquisa, definição da embalagem, fixação do preço, divulgação para o público certo, terá êxito havendo a pulverização do produto nos pontos de venda adequados. É importante que exista uma sinergia entre o marketing e a distribuição, de forma que um seja continuação do outro.
Mesmo quando a distribuição é feita via empresas terceirizadas, o que ocorre na maioria dos casos, essa fase final em que o produto é colocado a disposição do consumidor, deve ser bem mensurada e acompanhada. O papel do distribuidor passa a ter muita importância, tornado-se um grande aliado do marketing. O consumidor determina como e onde ele quer encontrar o produto, caso contrário ele irá procurar por alternativas.

A distribuição envolve a logística, com todas suas particularidades, desde o armazenamento adequado, o transporte através da manipulação do produto, o trânsito, a programação de horários (hoje muito mais imprevisível) e uma série de procedimentos legais e necessários para se ter certeza da entrega do produto.
A distribuição envolve ainda o contato do vendedor com o lojista, convencendo-o sobre a importância do produto no seu ponto de venda, bem como o retorno que ele terá com a venda. Também envolve a arrumação e exposição do produto no ponto de venda, com a sua presença assegurada, ou seja, sem ruptura. E esse último é o ponto de vital importância. Depois de um caminho consolidado, a falta do produto no ponto de venda onde já foi feita a introdução, é o pior que pode ocorrer para o produto.
O sucesso de uma marca depende de como ela se relaciona com toda a cadeia produtiva e comercial. Podemos chamar um jogador de futebol de Pelé, mas se ele não fizer gols ou dribles maravilhosos, não acreditaremos nele e rapidamente ele perderá o prestígio e conseqüentemente o seu valor. Uma marca de sucesso depende de um bom produto, de bons profissionais atuando com ela e de um sistema de distribuição integrado com o marketing. Um produto de qualidade, profissionais competentes e um adequado sistema de distribuição constituem um conjunto de fatores positivos para o sucesso de uma marca.
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Wagner Campos
Segunda, 28 de Janeiro de 2008
Pegue uma folha de papel sulfite novinha e em branco. Coloque-a sobre a mesa logo a sua frente e olhe fixamente para ela. O que você observa nessa folha? Nada? Apenas uma folha de papel sulfite sem nenhuma informação, desenho ou pinguinho de tinta? Alguma imagem vem à sua mente?
Se você deixar essa folha nesse mesmo lugar e sair, quando retornar poderá encontrá-la rasurada, com números de telefones, outras anotações, amassada, rasgada ou nem mesmo achá-la no local que a deixou? Ou ela estará lá intocada?
A vida é como essa folha de papel. Algumas pessoas têm dificuldade em enxergar algo além, não vêem um futuro, nem se planejam. Simplesmente esperam as coisas acontecerem, sem qualquer programação ou projeção.
Como um artista você deve pintar as imagens positivas e maravilhosas que deseja concretizar em sua vida. Como um escritor você precisa criar uma maravilhosa história traçando suas metas e o que o motiva, para assim possuir um início envolvente, um conteúdo cativante e um final de sucesso e irradiante. Durante o desenvolvimento dessa história existirão vários erros e rasuras. Utilizando-se da "borracha da humildade" você apagará esses erros e os corrigirá acrescentando os aprendizados e acertos.
Caso deixe sua vida sem escrever a história que você quer viver, ficará unicamente à mercê das influências sofridas pelas pessoas com quem convive. Existirão pessoas escrevendo a sua história, quer você goste ou não desta história. Irão rasurar sua vida, fazendo com que você se sinta como alguém que não é, através de anotações sobre um excesso de defeitos, em vez de citar suas várias qualidades. Muitos aproveitarão e rasgarão várias páginas de seu coração, ocasionando mágoas e frustrações constantes devido às expectativas que você criou. Poderá ainda ter muitas páginas sendo amassadas constantemente, criando as cicatrizes que jamais serão esquecidas.
As histórias que deseja viver e contar a seus filhos, sobrinhos, netos e amigos depende do conteúdo que você vai escrever. Assim como em uma história infantil existem bruxos e monstros assustando os personagens bonzinhos. Mesmo tendo a certeza que haverá um lindo final feliz, todos ficarão ouvindo sua história até o fim, ansiosos e com os olhos brilhando, pois terão a alegria e privilégio de ouvir a história de um verdadeiro herói.
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Cesar Augusto Cerqueira Leite
Quinta, 10 de Janeiro de 2008
Continuando a série de artigos sobre os enigmarketings, enigmas que as marcas têm que enfrentar na busca pela compreensão da nova sociedade e suas dinâmicas comportamentais - incluindo aí as novas dinâmicas de consumo -, chegamos ao público homossexual.
De acordo com os dados da Contagem da População - pesquisa realizada pelo IBGE em 97% dos município brasileiros - o Brasil tem pelo menos 17 mil casais homossexuais que vivem juntos. Segundo o Censo GLS, do Instituto de Pesquisa e Cultura GLS e do IBGE, a comunidade GLBT - estimada em 18 milhões de pessoas no Brasil, cerca de 10% da população - gasta 30% a mais que os heterossexuais, sendo que 83% pertencem às classes A e B e 57% possuem curso superior. Ainda segundo pesquisas, o segmento GLBT é responsável por movimentar, no país, cerca de R$ 150 milhões.
Filmes e novelas, já há algum tempo, têm buscado retratar a homossexualidade. A publicidade também começa a ousar mais nas campanhas voltadas para esse público, além de englobá-lo em suas ações tradicionais. Recentemente, no Brasil, o comercial do novo Vectra chamou a atenção porque em uma das cenas mostrava duas mulheres, em clima de romance, sendo surpreendidas pelo novo veículo. A Levi's veiculou nos EUA comercial em duas versões para a linha de jeans 501 - uma versão hetero e outra gay. O filme para o público homossexual foi ao ar exclusivamente no canal Logo, da MTV, que tem programação para a platéia gay. Em São Paulo, a recém-inaugurada agência de propaganda, Seu Expedito, criou um núcleo exclusivo para atender aos clientes que tenham como público-alvo gays, lésbicas e simpatizantes, oferecendo também monitoramento de comportamento e tendências desses consumidores.
Falar sobre os homossexuais talvez seja das tarefas mais árduas, pois é um debate que ainda envolve, além de grande preconceito, questões morais, culturais e religiosas muito intensas. No entanto, também fica extremamente difícil negar a sua existência, ou diminuir sua importância. O objetivo deste artigo não é defender essa ou aquela corrente de pensamento. É mostrar o papel desse público na sociedade atual e, consequentemente, suas implicações mercadológicas. Os homossexuais são parte dessa nova sociedade, têm assumido cada vez mais as suas opções, conquistado seu espaço no mercado profissional e estão explorando um mercado que os entenda, cada vez mais, como regra, não como exceção. Ignorar a sua presença e representatividade, como insistem algumas marcas, é perder a oportunidade de compreender melhor essa nova dinâmica social, além de deixar de considerar um enorme potencial econômico.
Categorias:
Comportamento, Tendência, IBGE, Público-Alvo, Enigmarketing, Dinâmica Comportamental, Dinâmica de Consumo, Contagem da População, Levi's, MTV, Mercado Profissional, Potencial Econômico,
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Wagner Campos
Segunda, 7 de Janeiro de 2008
Ultimamente você tem pensado no que realizou durante este ano. Refletiu sobre os amigos que conquistou, sobre as promoções pelas quais passou e também pelas dificuldades que enfrentou.
Recordou ainda das vezes que se magoou, chorou e se emocionou. Várias imagens passam rapidamente por suas lembranças. A conversa com seu melhor amigo, o desabafo, o pedido do filho, da esposa, do marido, o abraço no cachorro, o último sorriso de alguém muito especial.
Mais uma vez faz várias promessas: promete que dedicará mais tempo aos seus pais ou seus filhos; que irá trabalhar menos para buscar uma melhor qualidade de vida; que pensará várias vezes antes de falar, evitando assim discutir por impulso; que não deixará para depois aquilo que pode ser realizado na hora; que irá começar seu regime, irá parar de fumar, irá estudar, irá arrumar os armários, as gavetas... Tudo aquilo que você já havia "se prometido" antes. Ah, mas agora é sério. Antes você havia pensado assim também.
Muitos vêem o final de ano como um momento para apenas refletirmos sobre o passado e desejar um futuro melhor ou diferente. Na verdade é muito mais do que isso. É o momento onde devemos estar prontos para buscarmos nossos objetivos que desenvolvemos durante nosso presente. O que determina como será nosso futuro são nossas ações e decisões tomadas hoje.
Se não conseguiu realizar este ano o que desejou, provavelmente você não tinha nenhum objetivo para isso e não acreditou que poderia realizar. Ou pior, você não realizou nenhuma programação. Não se determinou. Apenas, viveu o dia a dia, deixando as coisas acontecerem e como diz o ditado, "para quem não sabe aonde chegar, qualquer destino serve".
O que você realmente deseja fazer, realizar e atingir no próximo ano? O que fará para que isso se realize? Como você fará isso? Com quem? A partir de quando?
Você pode desejar comprar uma casa, trocar de carro, se apaixonar, ter um filho, trocar de emprego, ser promovido ou viajar pelo país. Qualquer objetivo poderá ser atingido se você realmente acreditar e se determinar para que aconteça.
Para se comprar uma casa, precisa analisar quanto é a renda mensal, qual é o gasto, o que é prioridade e supérfluo, o que é poupado, o que pode ser eliminado para poupar mais. E não pára por aí. Ainda é necessário estar disposto a fazer alguns sacrifícios, abrindo mão de alguma coisa a qual você está acostumado, para poder atingir com sucesso seu objetivo. Afinal, se o desejo e objetivo é uma casa, a prioridade deverá ser direcionar suas ações, focos e esforços necessários para adquiri-la.
Pretende realizar uma viagem com a família? Certo. Quando? Onde? Como? Durante quanto tempo? Quando pretende gastar? Todos concordam com o local? Obviamente, se a viagem é com a família, deve ser agradável para todos. Se desejarem ir para a praia, não é correto irem para o campo. O período que deseja ir é adequado para todos? Todos estarão de férias? As crianças não perderão aulas? Programou a viagem de carro, avião ou ônibus? Tudo isso influenciará no tempo, gasto e alegria da família. Terá recursos financeiros suficientes para ficar o tempo programado?
Deseja passar mais tempo com os filhos? Como? Chegará mais cedo em casa? Abrirá mão do futebol ou da reunião com amigos? Em vez de ir pescar nos finais de semana irá jogar bola com as crianças, brincar de bonecas, construirá castelos e outras brincadeiras que encantem seus filhos e lhes proporcione o momento mais precioso de suas vidas que é estar com você?
Qualquer escolha poderá ser correta. Tudo depende de como você se organizará para esta escolha e como se responsabilizará por ela. Deseja adquirir algo de forma parcelada? Espere terminar as parcelas para adquirir outras dívidas. Pretende fazer um curso de especialização? Tenha certeza que é o que você realmente deseja e que conseguirá se dedicar. Faça tudo aquilo que você realmente desejar e que irá te realizar. Não faça apenas por fazer, porque mandaram você fazer ou comentaram que fizeram. Faça por você e não pelos outros. Somos totalmente responsáveis por nossas escolhas.
Esboce suas metas. Coloque em ordem de prioridade, deixando o objetivo mais importante em primeiro lugar e assim sucessivamente. Em seguida, defina o prazo para início e conclusão de cada um destes objetivos (dias, semanas, meses). Conforme for realizando cada um de seus objetivos, dê andamento á realização dos outros gradativamente. Se em algum momento, algo fugir do programado, como prazo, situação ou resultado, verifique onde pode ter ocorrido o desequilíbrio e reorganize-se para obter o resultado esperado ou outro que esteja de acordo com sua satisfação. Lembre-se, assim como em uma empresa, nem sempre conseguimos tudo o que desejamos, mas devemos nos dedicar para conseguir aquilo que realmente acreditamos e desenvolver estratégias para que o resultado seja o mais próximo possível do esperado ou até superar mesmo o esperado.
Com atitudes simples como essa, com certeza você poderá ao final do ano, refletir sobre as conquistas e formas de realização do próximo ano e não mais sobre as tentativas ou erros do ano que se passou!
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