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Descubra como progredir na profissão de vendas

Quarta, 5 de Novembro de 2008
Sempre que perguntamos aos consultores de vendas se eles estão trabalhando melhor esse ano do que no ano anterior, eles costumam responder que sim. Daí, se você pergunta o que eles estão realizando, eles respondem: eu estou trabalhando duro, estou tendo atitudes melhores e tenho mais entusiasmo. Claro que essas coisas são essenciais para se chegar ao topo em qualquer profissão. No entanto, a análise final dessa situação nem sempre revela sucesso para quem tem o mesmo comportamento. Preste atenção na afirmativa: ‘trabalhando duro’. O que isso significa exatamente? Muitos trabalham 50 horas por semana ao invés de 40; ou 60 ao invés de 50. Essas horas extras significam perda de tempo, improdutividade. Nós devemos aprender a trabalhar inteligentemente, não acima dos limites. Os vendedores precisam ter disciplina para ocuparem seu dia com atividades produtivas” e não com embromação. Ele precisa saber que para evoluir é quase sempre necessário prática, educação e mudança de comportamento (aprendizado).

a) Prática: nada evolui sem ela. Os que mais vencem no esporte são os que mais praticam. Uma equipe passa mais tempo praticando que competindo. Por que então com os consultores de vendas seria diferente? O vendedor precisa desenvolver a mentalidade de que é necessário praticar antes de receber o cliente. Praticar atendimento, demonstração, abordagem, negociação, fechamento, etc. A conclusão que se tira é: vence mais, quem pratica mais.

b) Educação: é essencial para evoluir em qualquer carreira. Vencerá aquele que se tornar um estudioso voluntário. Para isso você deve:

1. Separar alguns minutos diários para ler informações sobre o produto;

2. Reservar alguns minutos todas as semanas para saber mais sobre a sua marca, programa de fábrica, etc. Tudo muda muito rapidamente e se você não estiver antenado vai ficar “a ver navios”.

3. Seja pró-ativo: freqüente seminários, leia jornais, revistas e sobre a profissão de vendas, etc.

Agindo assim você se tornará rapidamente um vencedor. E todos gostam de comprar com vencedores.

c) Mudança: Uma definição insana é fazer sempre a coisa do mesmo jeito e esperar resultados diferentes. Se você tenta sempre do mesmo jeito, os resultados serão os mesmos. Daí, é necessário que você mude a maneira de fazer e isso envolve rever sistemas, processos e a maneira de atender o cliente. O que você tem a perder se mudar para melhor?

Lembre-se: você precisa praticar, educar-se e implementar mudanças. Você precisa entrar por si só em uma arena de desenvolvimento pessoal e desenvolver novos aprendizados. Terá que aprender a aprender, pois somente assim você conseguirá construir uma vida melhor para si.

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O sucesso deixa pistas

Quinta, 16 de Outubro de 2008
“Eles podem porque pensam que pode”
Virgílio


Você deseja ter sucesso na vida? O que você tem feito para conseguir sucesso na carreira? Trabalha com vendas e quer saber como se tornar um campeão inexorável? Leia esse artigo até o final e conseguirá dicas importantes para vencer.

Via de regra, a pessoa que faz sucesso em algum campo é porque conseguiu dominar a arte de sua profissão. Veja, por exemplo, nos esportes: se há um jogador de futebol que faz sucesso é porque ele dominou a arte de desempenhar boas jogadas e gols. Caso ele seja um goleiro e faz sucesso é porque consegue executar defesas espetaculares. Se você é um consultor de vendas e quer ser o maior vendedor da empresa, no setor de atuação, do Brasil ou mesmo do mundo, poderá fazê-lo se for capaz de desenvolver as técnicas necessárias para se tornar um campeão em vendas.

“O homem é o que ele acredita”
Anton Tchecóv


Mas, esse é o único caminho para alcançar o topo? Não só não é, como também, não é a melhor opção. Será possível lograr uma posição ao topo adotando uma alternativa a qual chamamos de modelagem. E o que significa modelagem? Se você for consultar os dicionários, vai descobrir que modelagem significa operação de modelar, ou seja: reproduzir exatamente como o original.

O que estou tentando explicar é que você tem basicamente duas opções: estudar todo o conteúdo existente na área que você quer desenvolver e criar a sua própria técnica ou então, você copia alguém que já tenha feito isso e aperfeiçoa o seu método.
Bem, não seria eclético fazer algo igual? Saiba que muitos feitos sublimes seguiram esse caminho. Como você acha que os Japoneses conseguiram crescer tanto depois da segunda guerra mundial? Se você acredita que foi investindo em pesquisa de laboratório está redondamente enganado. Saiba que eles agiram com congruência e copiaram tudo que havia de melhor na face da terra e otimizaram.

“Nada se cria tudo se copia”.
Chacrinha


Se você prestar atenção vai descobrir que muitos dos negócios que temos por aqui são cópias fiéis de modelos que funcionam em outros países. Caso você tenha a oportunidade de conhecer a China e ainda um modelo plausível de venda de empadas empregado por lá, certamente se copiá-lo, você terá sucesso se implementá-lo em sua cidade. Já dizia o velho guerreiro: “nada se cria tudo se copia”.

Bom, se sabemos disso, basta encontrar alguém que tenha feito muito sucesso no campo de atuação o qual pretendemos desenvolver e copiá-lo, correto? Exatamente, mas antes temos que tomar alguns cuidados básicos. O primeiro deles é que precisamos saber que não basta copiar, temos que clonar. Isto quer dizer fazer exatamente da mesma forma. Muitas pessoas já tentaram copiar alguém de sucesso. No entanto elas não conseguiram os mesmos resultados porque não tomaram o cuidado de modelar o processo por completo e sim, partes isoladas. Creia: qualquer idéia pensada por um humano poderá ser copiada.

“Uma pessoa com uma crença é igual à força de noventa e nove que só têm interesses”.
John Stuart Mill


Outro aspecto não menos importante para você alcançar o topo diz respeito a crença. Se quisermos modelar com excelência, precisamos aprender a modelar as crenças daqueles que alcançaram excelência. As crenças são responsáveis pelas decisões, escolhas, comportamentos etc. Lembre-se que a história da humanidade é a história da crença humana. As pessoas que mudaram a história – Cristo, Maomé, Einstein entre outros, foram as que mudaram nossa crença. Portanto, o primeiro passo para se copiar um modelo é começar por suas crenças. John Stuart Mill escreveu: “uma pessoa com uma crença é igual à força de noventa e nove que só têm interesses”.

Em resumo: se você for capaz de copiar algo de forma pragmática, seu feito será exaltado, o contrário revelará um infortúnio. Pense nisso e muita sorte.

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A GRAMA DO VIZINHO

Segunda, 8 de Setembro de 2008
De acordo com o dramaturgo irlandês Oscar Wilde, “quando os deuses querem nos punir, eles atendem às nossas preces”. Nesse sentido, o próprio autor teve a máxima comprovada mediante os escândalos que se sucederam por suas atitudes nada convencionais, depois de conquistar fama e glória no mundo artístico e literário de sua época. Entretanto, seu legado literário é inquestionável.

De fato, com relação ao ditado, você faz um esforço considerável, estuda, imagina aquele momento único, atropela os companheiros e ignora as regras, se necessário, mas não perde de vista o objetivo. Toda energia e motivação canalizada para conquistar o que você tanto almeja na vida pessoal e profissional tende a morrer no minuto seguinte com o desejo. E por tudo aquilo que havia imaginado, e levou anos para conseguir, a prática revela-se diferente.

Em muitos exemplos, o desejo atendido transforma-se em frustração absoluta. Como a ambição é desmedida e as necessidades humanas são ilimitadas, novos desafios nascem imediatamente após o atendimento da última prece. Por fim, ainda temos que nos esforçar para mantê-los vivos, além de encontrar forças e motivação para perseguir o próximo objetivo.

O emprego dos sonhos, ora existente em nossa cabeça, passa a ser um martírio no momento em que nos deparamos com ele. Tudo o que foi mencionado a respeito do cargo ou da profissão desejada, nos livros de auto-ajuda e nas revistas especializadas, muda com facilidade no momento em que passamos a ocupar a cadeira do ex-colega de trabalho, do ex-chefe ou de alguém que foi demitido pela mesma razão que pode ser usada contra nós no futuro.

O volume de dinheiro com que sonhamos a vida inteira é motivo para dor de cabeça depois de conquistado. Não sabemos o que fazer com ele, e pior ainda, nossa ansiedade e insegurança tornam-se perturbadoras pelo simples medo de perdê-lo considerando que somos vítimas de todo tipo de aproximação indesejada, falsas amizades, abordagens inesperadas e achaques de toda ordem para os quais não temos a mínima habilidade de lidar.

A mulher do próximo é sempre mais atraente, mais inteligente, mais elegante, mais bonita e mais sexy até o dia em que nos engraçamos com ela. Com a beleza e a sensualidade surgem as discussões, as mentiras, a extravagância, a falta de consistência, a traição, a ruína, por vezes, a morte. Apesar do risco, prevalece o impulso. Somos criaturas moldadas pela mão dura da vida, cujo instinto primitivo se revela facilmente ao menor sinal de vacilo.

Toda coisa tem dois lados: um bom e um mau. Não se pode lutar contra isso, para o nosso próprio bem. “Nenhum homem teve jamais uma ponta de orgulho que não lhe fosse prejudicial”, segundo Edmund Burke, filósofo e político irlandês, portanto, não podeis fazer o mal sem padecê-lo. É a lei da compensação.

Nossa inconsistência faz com que imaginemos que poder, dinheiro e status são coisas admiráveis. Contudo, o presidente da empresa pagou caro pelo cargo mais desejado. Custou-lhe, no mínimo, o direito de ir e vir despreocupado pelas ruas, a paz de espírito, a qualidade de vida, a alegria do convívio familiar.

A grama do vizinho é sempre mais verdinha, entretanto, se tivermos a oportunidade de experimentá-la, podemos senti-la amarga, áspera, muito distante daquilo que imaginamos. Somente quando isso ocorrer saberemos dar valor para os bens que são nossos de verdade, aqueles que são amealhados com base em nossa conduta ética e moral.

Você nunca saberá exatamente o que se passa do outro lado, portanto, não critique, não cobice, não prejulgue nem tire conclusões precipitadas a respeito do que você não faz a mínima idéia de como funciona. Seja grato pelo que você tem e não deixe de perseguir a felicidade nas pequenas coisas. Não pergunte a si próprio se você é feliz, caso contrário, você deixará de sê-lo.

As palavras de Friedrich Hölderlin, poeta e romancista alemão, encerram a nossa lição: “o homem é um Deus quando sonha e um mendigo quando reflete; e, quando o entusiasmo acaba, ele fica ali parado, como um filho desgarrado, expulso da casa paterna, observando o miserável centavo que a compaixão jogou em seu caminho”. Pense nisso e seja feliz.

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Quem ama, Cuida!

Quinta, 4 de Setembro de 2008
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"
Antoine de Saint-Exupéry

É sabido que todo cuidado predispõe de afeto, apreço e principalmente do querer. É essa vontade que se torna sede insaciável e que impulsiona o agir em prol da mudança necessária para que se consuma de fato o cuidado.

Interessante notar que somente sabemos cuidar do outro e/ou da empresa em que atuamos, se aprendermos a cuidar primeiro de nós mesmos.

Torna-se necessário repensar o cuidado que cada colaborador tem e/ou deveria ter para com a sua empresa. É bem verdade que, quando amamos, além de preocuparmos com, cuidamos de, e isto faz toda a diferença dentro da empresa em que atuamos.

É preciso que fiquemos “antenados” com relação às relações interpessoais; ter respeito e afeto pelo colega de profissão é fator indispensável para que consigamos um ambiente onde prevaleça a harmonia entre os participantes e como conseqüência a conquista e o alcance da tão esperada produtividade, eficiência e eficácia.

O cuidado e o zelo pela empresa por onde você atua denota amor, carinho e significado, e isto faz todo um diferencial, uma vez que o resultado advém do cuidado. Criar e implementar essa cultura dentro da empresa torna-se imprescindível.

A parceria e a cumplicidade são dois grandes pilares que dão sustentação ao cuidado, e estas variáveis, quando entrelaçadas, produzem um só resultado: sucesso, sucesso e sucesso, já que quando se tem parceria e cumplicidade, existe dedicação, paixão, amor, zelo, cuidado, responsabilidade, comprometimento e envolvimento no que se propõe a fazer.

Sabendo-se que o mercado, neste terceiro milênio, encontra-se cada vez mais exigente, torna-se de suma importância repensar nossos valores, comportamentos e atitudes, diante de tudo, diante de todos, uma vez que os mesmos é que definirão nossa sobrevivência no mercado. Na era em que vivemos, além do conhecimento técnico e talento, valorizam-se muito as habilidades e as atitudes dos profissionais.

Importante salientar que, em meio a este processo, fazer o marketing interno da empresa é essencial, pois, através deste, todos os envolvidos terão conhecimento da missão e visão organizacional, anseios e necessidades da empresa, e a partir daí, poderão somar forças, talentos, habilidades e conhecimentos, se interagindo, se inter-relacionando e se integrando, em prol dos resultados desejados.

Neste contexto, é importante ressaltar que, quando amamos o que fazemos, além de sentirmos imensa responsabilidade em cuidar e zelar pelo que nos propusemos a fazer, lutamos pela melhoria contínua, sobrevivência e ascensão da empresa em que estamos inseridos; portanto, querer cuidar, torna-se fundamental .

Assim sendo, quando se cuida da empresa, além das atribuições serem desenvolvidas de forma exímia, agrega-se valor ao que se faz, e por conseqüência, conquista-se maior “fatia” do mercado, permitindo assim que a empresa, em meio a tanta competitividade, se solidifique.

Uma empresa que zela pelo cuidado, conduz o colaborador a atender às reais necessidades e expectativas da mesma, tendo como base os valores e princípios a serem zelados e disseminados; por conseguinte, isso leva a uma maior produtividade e melhor tomada de decisão, uma vez que está imbricado em todo o processo organizacional.

Nessa mesma linha de discussão percebe-se que, implantado essa cultura, a empresa só tende a ganhar, pois criará um ambiente de trabalho diferenciado. É esse ambiente que irá propiciar os colaboradores a terem harmonia e a atuarem com motivação, preocupando-se muito quanto aos seus comportamentos e atitudes, zelando sempre pela confiança, transparência, honestidade, ética, sinceridade, companheirismo, cumplicidade, amor, comprometimento e envolvimento, que somados com talentos, habilidades e conhecimentos, levarão a empresa a liderar o ranking no que tange ao seu segmento no mercado.

Nota-se que a empresa que cuida, zela pelo colaborador, importando-se com suas necessidades e expectativas. Com essa diretriz ela investe, valoriza, capacita e cuida para manter os seus pilares, pois os reconhece como sendo seu maior ativo intangível, que além de contribuir para o desenvolvimento e crescimento da empresa, contribui para sua ascensão e permanência no mercado; assim, valoriza os seus talentos, evitando-se desta forma a migração de seus grandes profissionais para outras empresas após tanto investimento.

Definir a política, bem como a cultura organizacional, tendo a preocupação de cuidar bem das pessoas, constitui uma das atribuições do Departamento de Recursos Humanos que, através de sua competência, irá assessorar os demais departamentos, desempenhando de forma exímia assessoria, conduzindo assim a empresa ao desenvolvimento e crescimento.

Finalmente, é necessário conscientizar-se que a empresa é composta por pessoas, e são elas seu precioso patrimônio; portanto, cuidar das pessoas que fazem parte da empresa é mais do que uma obrigação, pois, quando se cuida, tem-se colaboradores satisfeitos, maior produtividade, maior qualidade, maior criatividade, maior envolvimento e comprometimento, o que gerará o rebento denominado sucesso.

Ainda é prudente acrescentar que os colaboradores devem atender às reais expectativas e necessidades da empresa, pois não existe espaço no mercado para o funcionário ser mais ou menos; então, é preciso conscientizar-se que em meio a tanta competitividade o colaborador deve fazer seu diferencial na empresa onde atua, pois, se não executar suas atribuições de maneira exímia, poderá ser esmagado pelo mercado em um curto período de tempo, sofrendo na pele todas as conseqüências possíveis.

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Miopia e Astigmatismo Corporativos

Domingo, 31 de Agosto de 2008
“Há flores por todo canto. Para quem quiser enxergá-las”.
(Henri Matisse)

Profissionais e corporações necessitam visitar com urgência um oftalmologista. Explico.

Há empresas que promovem campanhas nos meios universitários para recrutamento de estagiários e trainees. Mas impõem-lhes tantos pré-requisitos que acabam por não preencher as vagas. Formação “sólida” e em instituição de ensino de “primeira linha”; fluência em, no mínimo, dois idiomas; domínio de microinformática, o que abrange processador de texto, planilha eletrônica, banco de dados, software de gestão, entre outros; e, a pior das exigências, experiência anterior “desejável”.

Estas mesmas empresas não observam no seio de seus próprios quadros a existência de uma legião de jovens que, relegados a cargos de auxiliar ou assistente, apresentam grande potencial, seja pelo espírito de liderança, pelo senso de iniciativa, pelas atitudes empreendedoras ou mesmo pela necessidade. Porém, permanecem como pedras brutas que precisam ser lapidadas – mas talvez nunca o sejam.

Estas companhias, por força de sua incapacidade de enxergar em seus jovens colaboradores um futuro promissor, sofrem de miopia.

Há empresas, por outro lado, que no embalo de modismos e recomendações de gurus, charlatões e aproveitadores de toda ordem, resolvem promover reformas, reestruturações, reengenharias e que tais. Neste processo, “descobrem” que certos colaboradores com idade superior a 40 anos estão velhos e ultrapassados, contribuindo para aquele estado de morbidez que assola os negócios – e que motivou a tal reformulação. Mais ainda, custam caro aos cofres, pois recebem remuneração equivalente a de dois ou três executivos em condições de tecnicamente exercer igual função. Decidem, então, aposentá-los, convidando-os a “enfrentar novos desafios para promover seu desenvolvimento pessoal”. Um bilhete azul, uma indenização, uns meses adicionais de seguro-saúde. Assim, livram-se do que se lhes apresenta como um problema.

O que não se percebe é que o executivo demitido conhecia não apenas a empresa, mas seu mercado com maestria. Perfil dos consumidores, armadilhas da concorrência. Vivência, experiência, maturidade. Tudo jogado ao vento que, talvez, venha a polinizar os campos de seu maior rival.

Estas empresas, por força de seu pragmatismo inconseqüente ao esfacelar sua equipe, sofrem de astigmatismo.

Analogamente, há os profissionais que não se conscientizam da necessidade de investirem em suas carreiras, ampliando seus conhecimentos, repertório e rede de contatos. Apostam na manutenção do in statu quo ante e acreditam que não correm riscos de qualquer ordem. Sistemáticos, automatizados, fazem tudo do mesmo jeito há anos e continuam dando as mesmas velhas respostas mesmo para as novas perguntas. Velhas soluções para novos problemas. Por não terem visão de futuro, mas apenas visão de passado, sofrem de miopia.

Mas há também aqueles que nunca estão satisfeitos com seu ambiente de trabalho. Vivem em transição, buscando recorrentemente novas corporações não por conta de um desafio que irrompa triunfante, possibilitando-lhes colocar à prova expertise e habilidades acumuladas, mas tão somente por um punhado de moedas a mais. Não se comprometem, não se envolvem, não apostam na viabilidade do empreendimento que gerenciam. Não desenham trilhas, não deixam marcas, não registram um legado. Por conta disso, sofrem de astigmatismo.

Há, ainda, outras versões de miopia e astigmatismo corporativo. Afinal, o que dizer de empresas que continuam a ofertar produtos e serviços para os quais simplesmente não há mais mercado? Calcados em um passado de glórias, recusam-se a aceitar a ocorrência de novas tendências, novos hábitos de consumo, novos padrões de comportamento. São companhias demissionárias, posto que demitidas por seus próprios consumidores, que optaram por produtos substitutos, tecnologicamente mais avançados, ostentando maior praticidade, menor custo e eficiência superior. Derrotadas, buscam incansavelmente justificativas para seu retrocesso sem visualizar o elefante sentado na sala de reuniões. Derrotadas e vencidas.

O mesmo aplica-se aos profissionais sem profissão, cujas atividades são objeto de estudo epistemológico de tão superadas pelo tempo. Kevin Kline, protagonizando o arquiteto George Monroe em “Tempo de Recomeçar”, retrata bem o estereótipo. Um exímio construtor de maquetes, edificando-as manualmente há vinte anos, vê sua atribuição sucumbir diante da agilidade tridimensional do computador. Perde o emprego e, com ele, seu único pilar de sustentação.

Empresas que não valorizam profissionais sejam eles jovens ou maduros. Profissionais que não buscam o autodesenvolvimento ou que menosprezam os locais por onde passam. Companhias que não enxergam sua posição relativa no mercado, ignorando o ambiente, a demanda e demais aspectos. Pessoas que não vislumbram oportunidades ou ameaças ao seu ofício.

Assim, a cegueira se instala no mundo corporativo.