Tom Coelho
Terça, 17 de Junho de 2008
"Antes de entrar, pense na saída."
(Provérbio Italiano)
Diante do dinamismo do mercado de trabalho atual que estimula a mobilidade em
todos os níveis hierárquicos, é muito provável que você passe pela
experiência de trocar de emprego. Ao fazê-lo, é altamente recomendável adotar
uma postura que mantenha abertas as portas da companhia da qual está se
retirando.
Os motivos são muitos. Primeiro por uma questão de marketing pessoal,
valorizando sua própria imagem como profissional dentro da empresa e perante o
mercado. Segundo porque o mundo é pequeno e dá voltas, como se diz por aí.
Empresas estão constantemente passando por fusões e incorporações e os
executivos estão sempre migrando de uma corporação para outra. Assim, é grande a
probabilidade de você voltar a atuar sob a tutela de um mesmo chefe ou
conglomerado. E terceiro porque você pode não ser bem sucedido no novo emprego e
tentar o retorno ao antigo posto.
Compreendido isso, reflita sobre as sugestões a seguir num eventual processo de
transição de emprego.
1. Seja transparente. Ao surgir uma nova oportunidade e após analisá-la,
na medida em que as negociações avançarem de forma consistente, reúna-se com o
empregador para informá-lo de sua decisão. Jogue aberto e não deixe para
comunicar seus passos na última hora - a informação pode chegar por outras
fontes e comprometer sua imagem e credibilidade. Lembre-se também de avisar sua
equipe de sua saída, procurando tranqüilizá-los.
2. Apresente seus motivos. Se a mudança estiver vinculada a uma grande
oportunidade de crescimento pessoal, explique que deseja aproveitá-la, mesmo
ciente dos riscos. Se o motivo for um melhor pacote de remuneração, comunique
isso com clareza, mas esteja preparado para receber uma eventual contraproposta,
podendo aceitá-la ou recusá-la, porém sem jamais entrar em um leilão com os
empregadores atuais e potenciais sob o risco de ficar sem nenhum dos dois
empregos. Agora, se a mudança deve-se a uma insatisfação com a estrutura da
empresa ou com a liderança a que está submetido, prefira argumentar que há uma
"incompatibilidade de idéias", ou seja, use de eufemismos para cair fora com
elegância.
3. Prepare a transição. Em verdade, o trabalho de preparar um sucessor é
atribuição de todo bom profissional e deve ser iniciado logo ao ingressar na
empresa. Afinal, você se torna insubstituível quando se torna substituível.
Todavia, se conduziu seu cargo com mão de ferro, num estilo centralizador,
deverá se desdobrar para selecionar em sua equipe a pessoa que julgar mais
qualificada e instruí-la para assumir suas responsabilidades. É uma questão
primordial e de respeito para com a companhia sair deixando-a em condições de
prosseguir com sua rotina.
4. Elabore um manual. Faça um manual de procedimentos gerenciais
contemplando aspectos tidos como fundamentais à luz de sua experiência diante da
organização. Encare o documento, de algumas páginas, como um último relatório de
suas atividades, procurando orientar seu substituto e aproveitando para
registrar as conquistas auferidas durante sua gestão.
5. Dê assistência. A rigor, a legislação brasileira pede um aviso prévio
de 30 dias. Se for possível, permaneça à frente dos negócios por este período
ou, no mínimo, por 15 dias, a fim de contribuir com o processo de transição.
Porém, se o início na outra empresa for imediato, coloque-se à disposição para
esclarecer dúvidas por telefone ou e-mail dentro do mesmo prazo em que cumpriria
o aviso prévio. Evidentemente, esta colaboração deve ser feita sem interferir em
sua nova atividade.
6. Negocie a rescisão. Suas verbas rescisórias são direitos adquiridos.
Faça uma negociação justa, evitando cair na armadilha de empresas que procuram
se esquivar de suas obrigações sob o pretexto de deixarem as portas abertas.
Considere até mesmo nomear um procurador para representá-lo.
As dicas acima foram postuladas sob a ótica do profissional que pede seu
desligamento da empresa. É óbvio que no caso de uma demissão sumária, inclusive
aquelas com aviso prévio indenizado, o quadro é outro. Entretanto, mesmo nesta
situação, vale o alerta de que demonstrar amargura ou reclamar não ajudará em
nada. Sempre, sempre demonstre apreço por ter trabalhado na companhia, mesmo que
tenha abominado a experiência. Inclusive esta deve ser sua conduta quando
entrevistado por outra organização.
No caso de a transição em curso ser para uma empresa concorrente, é evidente
que não haverá a possibilidade de cumprir aviso ou dar assistência nos moldes
propostos. Nesta circunstância, a transparência ganha relevância suprema,
estando associada à ética e ao profissionalismo no que tange ao respeito ao
sigilo dos dados estratégicos da companhia demissionária.
Por fim, lembre-se de que seu antigo empregador será uma referência permanente
em seu currículo, acompanhando-o por toda a vida. Cultive uma boa imagem. É um
patrimônio que vale preservar.
|
Sérgio Dal Sasso
Sabado, 3 de Maio de 2008
Estamos sempre em processo de transformação, incluindo aquelas que motivam que
nos fazem crescer, e aquelas que queremos esquecer, do tipo idade que não volta.
Ao longo dos anos passamos por oportunidades que quando percebidas podem
resultar em sucessos ou fracassos.
O poder da percepção com exercícios práticos geram ações continuadas, que podem
definir o índice dos acertos a serem somados na sua trajetória.
Uma visão clara e objetiva dos instrumentos necessários do sucesso que se
pretende deverá ser desenvolvida ao longo da sua vivencia e experiência. O tempo
necessário para a realização destes objetivos dependerá da atitude, vontade e
quebra de barreiras que intimidam a pratica das ações.
Quando era mais novo, acreditava ser a competência, a pedra fundamental para que
pudesse alcançar o topo dos meus sonhos, do meu sucesso.
Com todo e qualquer aspirante ao mercado de trabalho, iniciei meu aprendizado
buscando informações que somassem ao processo de capacitação de forma a
despertar interesse de potenciais compradores do meu "suposto" potencial.
Era preciso dispor de condições mínimas para ser pretendido frente aos outros.
Por ter feito uma faculdade de primeira linha, não tive muitos problemas para
conquistar o meu primeiro emprego.
Alguns meses se passaram e fui percebendo a distancia existente entre o
possuir um conjunto de diplomas e a sua capacidade de realizar ações condizentes
com a sua função empresarial. A primeira lição estava aprendida, estar
capacitado para ser selecionado era muito diferente do que ser competente para
continuar empregado.
Algumas promoções me fizeram acreditar que estava no caminho certo, afinal tinha
conquistado a admiração do chefe e ainda estava crescendo e vencendo a
concorrência interna.
Sem perceber, a cada passo produzia um distanciamento maior em relação aos que
ficavam, satisfazia a um e ignorava os outros dez. Um dia aquele que sempre
acreditou em mim, partiu para outras conquistas, fiquei com outros e com o clima
que tinha criado.
Não suportei, troquei de empresa, mas apreendi que competência não poderia ser
autodefinida por si ou mais alguém, mas pelo conjunto de pessoas que nos
assistiam ou dependiam de nossas realizações. A vivência estava mostrando que o
"eu" deveria ser substituído e somado com o "nós".
Não foi fácil entender que precisava dos outros, que o resultado da competição
dependia da qualidade de todos e que todos acima da empresa, tinham objetivos e
sonhos da mesma forma que você. É fato confesso, que a idéia do coletivo veio
inicialmente pela necessidade de se preservar, buscando pela evolução do
relacionamento, uma maior segurança para as conquistas futuras.
Os primeiros frutos desta nova atitude resultaram em ganhos pessoais, aumentando
significativamente à vontade de estar no negocio, ampliando o comprometimento
por participar com a sua parte na parte dos outros e se preocupando com este
fato.
Ao longo deste aprendizado, fui percebendo que empresas morriam, não tanto pela
ausência de mercados, de produtos, de tecnologia, mas pelo entendimento de que
mesmo tendo objetivos pessoais, às vezes tão diferentes, tínhamos que ter
conjuntos homogêneos que propiciassem meios para nossas realizações.
A evolução deste relacionamento fez com que percebesse que no fundo tínhamos
construções maiores para nossas vidas e que o negócio era parte da passagem
destas realizações. Estando na organização vivíamos um meio que propiciava a
continuidade e assim deveríamos nos unir, trocando conhecimentos, desenvolvendo
soluções, aplicando-as sempre com a certeza que os resultados viriam na forma de
uma maior referência de mercado e que isso, diretamente somaria para a equipe
que vinha produzindo o feito.
A redução dos ciclos trouxe a obrigatoriedade de se criar, de se realimentar
diariamente. A administração do tempo e o crescimento das famílias (relações)
passaram a ser chave de êxito para a continuidade dos nossos negócios e
carreiras. Nossos negócios e carreiras dependem do "bem estar diário", da
disposição pelo avançar, da evolução do nosso equilíbrio frente a todas as
situações reais que vivenciamos.
|
Marizete Furbino
Quinta, 17 de Abril de 2008
"Os grandes líderes são como os melhores maestros - eles vão além das notas para
alcançar a mágica dos músicos."
(Blaine Lee)
Nos dias atuais, com excessiva competição, torna-se de fundamental importância
conhecer e compreender as necessidades dos clientes e ser, além de um
intra-empreendedor, um líder visionário, líder este, focado no futuro, possuidor
de uma visão micro e macro do negócio e do mercado, capaz de discernir e prever
se antevendo ao futuro.
Podemos ressaltar que este profissional é indispensável numa empresa que quer
ser competitiva no mercado. Para tal, deve-se identificar o profissional que
tenha tal talento e tê-lo a todo custo na empresa. Mas deve-se, igualmente, ter
extremo cuidado e saber distinguir um "visionário realista" de um "visionário
delirante". Nem sempre isso é fácil, já que a fronteira entre o "ousar de forma
conseqüente e com pé no chão" e o "ousar de forma delirante e onírica" é bem
tênue. Grandes idéias que foram ousadas e deram certo são diferentes de idéias
delirantes que submergiram uma empresa. Testes psicológicos específicos podem
ajudar na seleção de um profissional com as características de líder visionário
conseqüente. Outra estratégia para preservar a empresa de aborrecimentos futuros
é acatar idéias novas desse profissional recém-contratado e a quem se atribui a
característica de "líder visionário", mas que tenham baixo impacto nos
negócios da empresa. À medida que a confiança cresce, idéias mais ousadas e
de maior impacto podem ser aceitas.
Dentro desse contexto, através de um comportamento dinâmico, ativo, e
pró-ativo no exercício da função, observa-se que, o líder visionário é capaz
de enxergar oportunidades onde ninguém as vê, e, por conseguinte, obter além do
resultado esperado, poder, fazendo assim, o seu diferencial.
Nesse sentido, à medida que enxerga a realidade em que a empresa está inserida,
e através do exercício do pensar e do repensar sobre o posicionamento da
empresa frente ao mercado, o líder visionário possui a capacidade de não
apenas desvendar a realidade existente, mas de realizar adaptações, bem como
provocar mudanças necessárias e, em tempo hábil, transformar a realidade
encontrada, criando e inovando sempre, colocando em prática suas idéias e
procurando realizar um verdadeiro trabalho em equipe preocupando-se em atuar de
forma a estabelecer parcerias com todos os stakeholders, com a finalidade
de desenvolver, crescer e melhorar cada vez mais a empresa no qual exerce sua
função através da pró-atividade.
Deve-se ressaltar também que, por meio de sua autoconfiança, se permite correr
riscos, ousar e até mesmo errar, o que contribui para que a empresa não apenas
alcance resultados além do esperado, mas esteja um passo à frente das ameaças do
mercado.
Através de sua competência, habilidades e conhecimentos, o líder visionário
passa a ser um exemplo para a empresa, pois, além de ter uma clara visão de onde
quer chegar e qual o caminho a percorrer, não perde o foco e nem a visão um
instante sequer; possui um incansável entusiasmo, irradiando luz e energia a
todos ao seu redor, incentivando e conseguindo mobilizar todos a prosseguirem a
caminhada em prol de objetivos comuns, e com muita garra e muita vontade de
vencer, se esforça ao máximo em prol da empresa, dando o melhor de si e sendo um
agente de mudanças assim como um agente transformador, dando sempre a sua
contribuição de forma perene e deste modo conduzindo a empresa à "decolagem"
frente ao mercado.
Somados a isso, o líder visionário, além de ser cheio de sonho e de fé, acredita
piamente no resultado favorável e correspondente a seus ideais, enxerga
"anos-luz" à frente dos demais profissionais, o que o permite transformar
dificuldades, obstáculos e ameaças em oportunidades, fazendo destes entraves um
"trampolim".
Sabedor de que, apenas através da soma é que se consegue um bom resultado, o
líder visionário, além de deixar claro para todos da empresa a sua visão e a sua
proposta de trabalho, age de forma bastante otimista e não se deixa abater pelos
obstáculos e dificuldades encontradas, esbanjando sempre muita energia, muito
entusiasmo e muita vontade de fazer acontecer, ficando sempre bem atento ao seu
propósito e, dessa forma, surpreendendo sempre os demais profissionais com os
resultados alcançados.
Um outro aspecto que devemos ressaltar é a sua transparência no exercício da
função, sua boa comunicação e seu poder de persuasão. Envolve todos ao seu
redor despertando e criando um forte espírito de equipe, onde todos, ou a
maioria, aprende a admirá-lo por sua sabedoria; assim, possui o poder de
converter tanto os clientes internos quanto os clientes externos em fãs
incondicionais, levando todos os envolvidos a abraçarem e a defenderem
determinada causa.
Somados a isso o líder visionário geralmente é cercado por pessoas que
compartilham de sua visão e que contribuem de alguma forma para fazer das
probabilidades possibilidades, das idéias e dos projetos, realidade.
Como é bastante focado, tem um propósito definido, não admite ser disperso.
Assim, com a cabeça erguida e os pés no chão, exerce o papel de mediador,
orientando e fornecendo aos demais, subsídios no que tange ao alcance dos
resultados; portanto, transfere simultaneamente o papel de líder aos liderados,
somando forças juntamente com toda equipe e mantendo sempre o foco no alvo a ser
atingido, não se deixando dispersar e nem se abater frente às dificuldades.
Entretanto, é muito exigente e, por conseguinte, não consegue agradar a todos,
mas, os profissionais que permanecem ao seu lado, são extremamente motivados,
satisfeitos e comprometidos.
Finalmente, reconhece que está de passagem pelo cargo de liderança;
portanto, tem a humildade para reconhecer que está na liderança para servir,
para somar forças e assim, cria e articula sua visão envolvendo os demais
profissionais da empresa, procurando fazer o que for preciso em prol da
eficiência, eficácia, e melhoria contínua, procurando sempre realizar um
trabalho conjunto para acertar o alvo, perseguindo assim, o objetivo desejado.
Diante do exposto constata-se que, em meio a trajetória neste mercado selvagem,
é de suma importância que a empresa seja composta e apóie líderes visionários,
pois, são profissionais, altamente comprometidos e de visão estratégica intensa,
o que constitui em uma vantagem competitiva e contribui para que a
empresa faça a diferença e decole no mercado por um período mais longo de tempo.
Categorias:
Vantagem Competitiva, Necessodade dos Clientes, Empreendedor, Líder, Liderança, Comportamento Dinâmico, Negocios, Empresa, Mercado, Posicionamento da Empresa, Stakeholders, Cargo de Liderança,
|
Evaldo Costa
Domingo, 13 de Janeiro de 2008
" ... O homem realizado não tem desejos de dentro, nem tem exigências de fora. Ele é prestativo em se dar e sincero em falar; Suave no conduzir; Poderoso no agir; Age com serenidade, por isto é incontaminável." Tao Te King
Qual será o segredo do sucesso na gestão empresarial? O que fazer para manter uma equipe coesa e motivada para novas conquistas? Como construir um ambiente de trabalho acolhedor e produtivo?
Existem muitas etapas que precisam ser vencidas para que uma empresa possa triunfar nessa aldeia de competitividade global, onde o bom parece não ser mais tolerado, o ótimo é obrigação e o encantar, a maior cobiça. Mas, afinal de contas, diante destas necessidades, o que faz uma empresa ser grande? Sua estrutura física? O tamanho do investimento financeiro? O capital humano que ela possui? Encontrar respostas para essas e muitas outras perguntas é apenas o começo para as organizações cujo foco é prosperar.
"Os sonhos determinam o que você quer. A ação determina o que você conquista". Anônimo
O que podemos abstrair do cenário atual é que não basta atrair pessoas de talento. É preciso motivá-las, para que elas busquem os crescimentos profissional e pessoal. Se a empresa não dá bons exemplos, dificilmente alguém empunhará a bandeira em nome do investimento pessoal. O problema reside quando a organização não valoriza seus colaboradores (como, por exemplo, recursos insuficientes para treinamentos, a falta de incentivo à educação, formação ou informação), pois a mensagem subjacente será que preservar seu maior patrimônio, ou seja pessoas, não é relevante.
Portanto, o que esperar de uma instituição que não se importa com o que ela tem de melhor? Diante da ambigüidade da situação, nada de bom pode-se esperar, uma vez que a partir de então, o funcionário poderá pensar que zelar pela aparência do local de trabalho ou de sua aparência pessoal, da manutenção das instalações e dos equipamentos da empresa ou mesmo tratar bem os clientes, também, não importa muito.
"Ao optar por ser agradável e positivo no seu modo de tratar as pessoas, você está também, na maioria dos casos, escolhendo a maneira como será tratado por elas". Zig Ziglar
Ambiente assim precisa ser atenuado, pois é fértil para proliferação de chefes mandões, os quais acreditam que gerenciar é cobrar, dão bronca e chibatadas nos subordinados, como se a força dos músculos suplantasse o poder do cérebro. Como uma empresa pode prosperar quando seus colaboradores não são tratados com dignidade e respeito? Como você acha que um subordinado se sente quando é humilhado pelo chefe? O que esperar de um funcionário que chega tenso e desmotivado para trabalhar? Será que ele vai conseguir lidar bem com os clientes? Pode ser que, em algum dia no passado, a empresa pôde ignorar a qualidade do relacionamento de equipe, entretanto não creio ser o caso das organizações atuais, cujo objetivo é o sucesso.
Aliás, cabe enfatizar que as empresas atuantes no varejo devem ter maior preocupação com a qualidade da gestão de pessoas. Isto porque é a primeira vez na história que temos o varejo como principal elo da cadeia de consumo. Aprendemos, durante todo o século passado, que a indústria é quem dava as cartas no que se refere aos grandes volumes de faturamento, grandes ofertas de emprego, ótimos e inovadores produtos. Ou seja, parecia não precisar de nenhum esforço de vendas para chegar aos consumidores.
"Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível e de repente você estará fazendo o impossível". Francisco de Assis
Só que agora a banda, aparentemente, toca de forma diferente. Estamos vivenciando o momento do varejo, época de concorrência acirrada em todos os setores. Os métodos de produção enxuta já não são mais segredos, os preços dos produtos são similares, a qualidade dos bens está nivelado e o pós-venda já não é mais considerado diferencial competitivo.
É neste cenário inédito que as empresas do varejo parecem ditar as normas. O Walt Mart, por exemplo, contabiliza faturamento maior do que qualquer indústria, superior, inclusive, ao PIB de muitos países, como o do Brasil. Organizações como o Walt Mart podem determinar o que querem produzir, a que preço e onde seus pedidos devem ser entregues. Elas têm o mundo aos seus pés, pronto a atendê-las. A verdade é que o varejo nunca foi tão imponente no mundo dos negócios quanto tem sido nesta década.
Mas, afinal de contas, o que empresas como o Walt Mart estão fazendo para contabilizar tanto sucesso? Certamente, não foi uma única ação que as levaram ao atual patamar de realização. Contudo, parece que o desafio de interagir com pessoas, de forma pragmática, não tem sido um problema para elas, não é mesmo? Talvez aí esteja o verdadeiro diferencial competitivo das organizações vencedoras, as quais conseguem encantar os clientes e elevar a força de vendas a patamares que as blindam de concorrentes menos atentos.
Categorias:
Ambiente de Trabalho, Gestão Empresarial, Diferencial Competitivo, Crescimento Pessoal, Sucesso na Gestão Empresarial, Competitividade Global, Investimento Financeiro, Capital Humano, Crescimento Profissional, Investimento Pessoal, Qualidade do Relacionamento, Cadeia de Consumo,
|
Franco Rosário
Terça, 4 de Dezembro de 2007
Duas grandes empresas lançaram recentemente ações com viés ecológico, por isso gostaria de tratar do assunto mais uma vez. E, afinal, meio ambiente é algo que interessa a todos os habitantes do planeta.
Os Postos Ipiranga lançaram o Cartão Ipiranga Carbono Neutro, um cartão de crédito que, ao ser utilizado para pagar compra de combustível nos postos da rede, ajuda a "neutralizar" a emissão de carbono que aquele combustível produzirá. Ou seja, a Ipiranga promete investir uma parte do dinheiro arrecadado em programas de neutralização de carbono como, por exemplo, o plantio de árvores. O site do cartão é muito bem-feito e a empresa promete divulgar com clareza os resultados obtidos.
Já o banco HSBC criou o projeto Eu Cuido do Planeta. Aqui o cliente também deve adquirir produtos da empresa para ajudar a preservar a natureza. A diferença é que, neste caso, todo cliente que compra um seguro HSBC pode "adotar" uma área de mata nativa no sul do país através do próprio site.
Estas ações mostram que as grandes corporações já identificaram que os consumidores estão preocupados com a questão do meio ambiente e que estão dispostos a pagar por um produto ou serviço que ajude na conservação do planeta. Se o consumidor não faz nada para diminuir sua emissão de lixo e gás carbônico, ele paga para que alguém faça isso por ele. Isto é, ele paga por um produto ou serviço "verde" e fica com a consciência tranqüila.
Deixando de lado algumas questões filosóficas, é lícito e uma grande oportunidade para as pequenas e médias investir em produtos e serviços ecologicamente corretos. Há um grande número de consumidores dispostos a pagar para empresas que ajudem a conservar o planeta.
Sua empresa pode fazer como os Postos Ipiranga e o HSBC e destinar uma parte do lucro para comprar créditos de carbono ou investir em ações ambientais. Pode implementar um projeto interno de reciclagem, educar seus funcionários para agirem de forma ecologicamente correta, realizar parcerias com a prefeitura de sua cidade, investir em matérias-primas renováveis, financiar pesquisas. Há uma grande quantidade de alternativas.
O importante, qualquer que seja o seu projeto, é agir. A natureza precisa de ajuda e não pode esperar. E, para finalizar, faça com que a preservação da natureza seja um valor de sua empresa. Pratique no seu dia-a-dia, não fique apenas no discurso.
|
| |