Grupo Triunfo
Segunda, 6 de Outubro de 2008
Com a economia aquecida, muitos trabalhadores contratados para empregos
temporários têm chance de efetivação.
A Triunfo preparou algumas dicas para quem quer se destacar e conquistar
efetivamente uma vaga no mercado de trabalho.
A apenas três meses do Natal, muitas empresas começam a divulgar suas vagas para
contratação de empregados temporários. Segundo matéria publicada na Folha on
Line, em 30 de setembro: “com a proximidade das festas de fim de ano, as
vagas proliferam no mercado de trabalho e quem procura um emprego pode
aproveitar a oportunidade. Ao todo, devem surgir 113 mil ofertas temporárias
neste fim de ano”.

Para muitas pessoas, essa é uma grande oportunidade de se obter mais do que um
trabalho temporário: é uma oportunidade para mostrar ao mercado seu potencial e
o quanto pode contribuir para o crescimento da empresa.
Todos os anos, muitos trabalhadores são efetivados por destacarem-se em suas
atividades.
Para o consultor Scher Soares, diretor do Grupo Triunfo, o fato de ser
contratado para uma vaga temporária exige do trabalhador certo nível de preparo.
“Mesmo tratando-se de uma situação para um curto prazo, existem sim chances de
efetivação. Para isso, é importante que o colaborador dê seu máximo nesta nova
etapa profissional”, explica.
Para que a efetivação seja realizada é preciso que duas coisas aconteçam:
1. A empresa tem que sentir necessidade de absorver para seu quadro uma maior
quantidade de pessoas;
2. O trabalhador deve destacar-se em meio aos demais, pois a chances de que
todos os temporários tornem-se efetivos é muito pequena.
Como, por parte do trabalhador, só e possível controlar sua performance, a
Triunfo Consultoria e Treinamento preparou algumas dicas para aumentar as
chances de você ser o escolhido:
Invista em você: é muito importante que a empresa perceba que você está
investindo em si, com o objetivo de capacitar-se para o mercado de trabalho.
Busque cursos na internet, leia livros importantes na sua área, converse com
pessoas interessantes e, principalmente, coloque em prática seu conteúdo.
Mantenha-se atento e interessado: funcionário que mal chega e já vai
questionando sobre seus “direitos” quase sempre não é bem visto. Mostre
trabalho, entenda os processos, maximize seu nível de contribuição. Esteja
atento aos detalhes e demonstre interesse pela empresa (e pelos seus
resultados).
Saiba trabalhar em equipe: um dos aspectos do trabalhador, muito
valorizado atualmente nas organizações, é saber trabalhar em equipe. As
empresas têm buscado colaboradores que pensem no grupo e que saibam se
relacionar com os colegas. Assim, desenvolver a capacidade de adaptação e
flexibilidade é fundamental. Em empresas de menor porte isso se torna ainda mais
explícito, pois os funcionários devem estar preparados para exercer mais que uma
função ao mesmo tempo e mudar de responsabilidades, dependendo das necessidades
do negócio. Evite viver centrado apenas nos seus afazeres. É importante lembrar
que bom desempenho de uma empresa depende do trabalho executado pela sua equipe.
Saiba ouvir: respeitar a opinião dos seus colegas de trabalho é uma
tarefa que possibilita reconhecimento, confiança e valorização, permitindo
estabelecer uma relação de respeito profissional. Idéias sensacionais podem
surgir quando se permite ouvir novas idéias e conseqüentemente perceber que
estas contribuições, podem melhorar e aperfeiçoar a idéia inicial. Um gestor
benevolente sabe ouvir cada contribuição da equipe, sem superestimar o potencial
intelectual humano.
Seja positivo: se você for todo dia para o trabalho com vibrações
positivas, as pessoas vão considerá-lo aquele tipo de pessoa que sabe lidar com
a tensão, as incertezas e os problemas. Ou seja, alguém que não faz “tempestades
em copo d’água”, que se mantém calmo, sereno, confiante e controlado. Mostre-se
otimista o tempo todo. Assim que os outros começarem a encará-lo como uma pessoa
de temperamento alegre e positivo, vão ter vontade de ficar, cada vez mais, a
seu lado e com isso a possibilidade de quererem você por mais tempo na empresa
só aumenta.
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Sergio Canossa
Terça, 8 de Julho de 2008
Fazer o que todo mundo faz é uma oportunidade de negócios valiosa enquanto
houver demanda. A pequena empresa necessita estar atenta ao cenário do
mercado em que estiver atuando. Suprir uma demanda pode ser interessante até
que os concorrentes estejam preparados para a batalha. E quando o fizerem, o
mais forte terá muito mais vantagens que sobrepõe às condições iniciais e
tentará lucrar na quantidade ou na logística. A pequena empresa não tem
condições de se estruturar desta forma e assim, precisa diferenciar-se dos
demais para se manter competitiva. Se o mais forte faz uso dos recursos de
capital e de equipamentos para garantir o seu posicionamento de vendas, a
pequena empresa precisa dispor de uma estratégia que faça uso da inovação e,
depois faça uso da gestão do conhecimento.
A inovação pode passar tanto pelo desenvolvimento de novas soluções para
produtos, como em novos métodos e formas de processos bem como um diferencial
no atendimento. Quando o produto ou processo é de domínio público, para
continuar é necessário que o serviço seja diferenciado. A apresentação de seu
negócio, o ambiente de contato com os clientes, a oferta que gera segurança e
tranqüilidade para aquele que adquire o que você vende. Mas até a inovação está
sob risco porque ao ser percebido pela concorrência estará estimulando novas
soluções ou pelo menos variações da sua idéia. Portanto, não se pode considerar
pronto e acabado. Conhecer bem o negócio ao qual empreende ou trabalha é
essencial para dispor de decisões com índice maior de acerto. O processo de
inovação se esgota no momento em que passa a ser referencia para toda a
concorrência. A empresa verdadeiramente inovadora precisa estar apta a inovar
continuamente e surpreender a concorrência sempre. Para isto é preciso que haja
estímulo à criatividade e, respeito ás idéias dentro do ambiente de trabalho. As
pessoas querem ver implantadas as boas soluções, mas, acima de tudo é preciso
reconhecê-las para que estejam dispostas a continuar contribuindo. Se na sua
empresa o ambiente é desestimulador às novas concepções e idéias, é porque a
orientação estratégica está voltada para atender à demandas. Se ela não se
reposicionar é certo que não haverá futuro para quem dela compartilha o
dia-a-dia.
Mas, as boas intenções e estímulo não são suficientes para garantir que se
prolongue a geração de idéias. Na verdade elas acabam sendo pontuais e,
esgotam-se em si mesmas. Quando a demanda é atendida ressurge a necessidade de
novos produtos e processos para valorizar a continuidade da empresa. Por isto, é
importante que haja uma política voltada à aplicação de metodologias de trabalho
e investimentos na capacitação dos funcionários para criar condições à inovação.
É preciso estabelecer um modelo de geração de conhecimento que seja capaz de
analisar a situação atual e dispor de soluções que se tornem inovadoras. Uma
destas ferramentas é o clássico PDCA (Plan-DO-Check-Act) muito adotado
nas áreas de gestão da qualidade e de solução de problemas. Fazer uma análise
dos produtos e processos com esta metodologia e, mantendo postura acessível á
novas idéias é o articulador que favorece a continuidade das oportunidades de
inovação. Outra ferramenta é fazer uso do benchmarking - estude os processos,
produtos e serviços da concorrência, observe o que há de melhor no mercado
internacional, entre outros e, disponha-se a fazer algo ainda melhor. Não há
mágicas: se você conhece bem o produto saberá distinguir o que há de diferente
no produto do concorrente - para melhor ou para pior. Coloque-se o desafio. Em
condições adequadas surgirão novas idéias. Tenha sempre a mão uma folha de papel
e uma caneta - não deixe uma oportunidade se perder na memória porque não foi
possível anotar. Avalie o seu impacto e resultado ao longo do tempo e, decida-se
pela melhor estratégia.
Ainda que todas estas oportunidades sejam viáveis é preciso estabelecer um
projeto de Gestão do Conhecimento. Assim como seu concorrente copia e
adapta as suas idéias faça o mesmo dentro da sua própria empresa. Se prepare
para ensinar tudo aos seus funcionários para que se tornem gestores do produto,
processo ou serviço e, possam introduzir melhorias a cada dia. E, mais, provoque
a mudança dos paradigmas de cada um deles. Tendo uma base comum a todos, a
intenção é que sejam capazes de superar o modelo atual e propor inovações ainda
maiores. Estimule a geração coletiva de idéias, assim a inovação já nasce dentro
do processo de melhoria. Promova a pesquisa de novos materiais e soluções.
Incentive a sua equipe e dê condições para trabalharem - tempo e recursos. Uma
suposta perda pode ser compensada por uma grande idéia que surja entre centenas
de pequenas soluções. O projeto de Gestão de Conhecimento deve ser estruturado
para valorizar e registrar todas as idéias e dar apoio à elas para que possam
nascer e bem sadias. Alguns darão bons frutos, outras desaparecerão antes que os
frutos apontem. Sozinhos e sem que haja esforço dos grupos. Mesmo para estas é
importante verificar se a equipe não está com dificuldades para colocá-las em
prática. Com isto, a ajuda de um bom gestor poderá estimular e salvar uma grande
idéia que estava agonizando.
A chave é não ficar disponível integralmente para a demanda. É importante que se
tenha visão do futuro, porque até em situações especificas da demanda é possível
enxergar oportunidades, inovar e conquistar espaço para que se mantenha por mais
algum tempo. Coloque em prática a gestão criadora em sua empresa e verá a sua
equipe valorizar a empresa como nunca antes havia sido possível.
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Jerônimo Mendes
Segunda, 23 de Junho de 2008
O mito da empresa familiar foi construído ao longo da história sobre uma
infinidade de sucessos e fracassos de milhares de empresas em todos os países do
mundo. Uma casta de empreendedores e, respectivamente, seus sucessores, foi
capaz de perpetuar os negócios por várias gerações pelo fato de ter atribuído ao
negócio um sentido mais amplo do que as emoções afloradas no seio da família e
da empresa familiar. Eles acreditaram fortemente em sua missão de vida e em sua
própria capacidade de realização. Isso foi além dos fortes laços pessoais com a
organização inicialmente concebida por eles.
Durante muito tempo, o fundador foi associado ao patriarca enérgico, de pulso
firme, centralizador, dono da razão e ao mesmo tempo o "paizão" que tinha a
palavra final, cujo papel era determinante nas decisões e no rumo que a
empresa deveria tomar em situações adversas. Embora a característica seja
latente nas empresas familiares, a administração moderna tem feito esforços para
reduzir as estatísticas das empresas onde o fundador ainda vive o papel do "todo
poderoso" na empresa.
De acordo com John Davis, professor de Harvard, os líderes das empresas
familiares "são todos superprotetores em relação ao patrimônio construído e
críticos quanto às habilidades e à lealdade alheias. Tendem a enfatizar a
lealdade em seus relacionamentos e a controlar os outros em excesso".
Entretanto, nunca admitem esse fato e se julgam acima de tudo isso.
O mito é tão antigo quanto a própria família e sua importância é a mesma desde o
princípio da humanidade, pois nada existe de mais primário do que a confluência
entre família e trabalho. As primeiras empresas eram familiares e nasceram da
necessidade de fixação na terra e sobrevivência, da organização das sociedades
primitivas, da característica nômade dos homens e mulheres que buscavam em cada
pedaço chão constituir família e trabalho para a subsistência, da permuta do
excedente da produção dos senhores feudais e dos atravessadores que viam no
excedente da produção uma possibilidade de ganho.
Empresas familiares estão sempre envolvidas em questões emocionais e afetivas e
os membros geralmente não têm interesse, vocação ou ainda formação necessária
para administrar o empreendimento, porém é a família que detém a propriedade do
capital, o que a torna responsável pelas decisões que envolvem o comando dos
negócios de forma direta ou de forma delegada a outros membros de sua inteira
confiança, quase sempre parentes ou amigos mais próximos.
Em pleno Século 21, a maioria dos fundadores não sabe como preparar os filhos
para a sucessão. Esquecem o fato de que a herança deixada para eles será uma
sociedade familiar, composta por irmãos, primos, genros, noras e outros parentes
indiretos, os quais, inconscientemente, são agregados ao negócio na medida em
que empresa cresce, com um cargo figurativo, bem remunerado, quase vitalício já
que na empresa familiar é mais difícil demitir filhos e parentes.
Apesar de óbvio, empresa familiar não é família. Poucos herdeiros e sucessores
têm consciência disso. Diversas empresas familiares com as quais tive a
oportunidade de conviver durante a minha experiência como consultor esforça-se
para ser diferente perante o público, porém esbarra naquilo que John P.
Kotter denomina de "As Fontes de Complacência", onde nem tudo é
permitido, mas acaba tolerado e encobre níveis altíssimos de incompetência e
desmandos de qualquer natureza. De fato, quando acordam para a realidade da
empresa, a recuperação é praticamente impossível.
O fato de o fundador ter estimulado os filhos a acompanharem os negócios desde a
infância não os transforma em potenciais empreendedores nem administradores.
Naturalmente, os filhos têm habilidades que podem ser herdadas, mas são pessoas
diferentes, com objetivos, desejos, aptidões e, em muitos casos, universos
completamente diferentes. Dessa forma, os conflitos são inevitáveis e quando
estes afloram na organização, instala-se um processo destrutivo irreversível que
tende a dilapidar o patrimônio de todos e a provocar feridas que não se curam
durante uma vida inteira, sem contar ainda o desestímulo aos profissionais que
não são da família e, apesar da dedicação, acabam frustrados por não poder
competir com membros do clã e ocupar cargos de maior importância.
A partir da entrada do conflito no cenário organizacional, o bom-senso é
atropelado pelo jogo de poder e interesse que envolve os membros da empresa
familiar. Muitas acabam sendo negociadas por um valor muito inferior ao seu
valor de mercado, pois os membros não se entendem quanto ao preço e ao
percentual de cada um. Existe sempre a ilusão de que podem ganhar mais para a
tentativa de um recomeço mais adiante. Em certos casos, o orgulho "quebra" a
empresa porque ninguém quer "dar o braço a torcer".
Ao final do conflito, o que sobra é muito pouco, quando sobra alguma coisa. Os
laços familiares se tornam cheios de mágoa e o sobrenome da família que até
então era capaz de abrir portas transforma-se em num fardo difícil de ser
carregado. Os membros da família se distanciam levando consigo ressentimentos
dignos de reflexão e desencantamento até o fim da vida, quando a natureza se
encarrega de por fim ao que não pode ser resolvido com base no diálogo e no
bom-senso.
Um dos maiores erros que alimentam o estigma da empresa familiar é manter
pessoas inadequadas para ocupar cargos importantes na organização. Isso traz
conseqüências irreversíveis, portanto, o segredo é profissionalizar a empresa
com membros preparados ou, prioritariamente, do mercado. É necessário discutir
abertamente com os herdeiros essa possibilidade sob pena de ter os sonhos e
aspirações interrompidos abruptamente. De acordo com o Professor Elismar Álvarez
da Silva Campos, da Fundação do Dom Cabral, os principais problemas enfrentados
pelas empresas familiares são:
1. Conflito entre as necessidades de dinheiro da família e as da empresa;
2. Desenvolvimento e profissionalização dos acionistas;
3. Incapacidade do líder da empresa e da família de sair na hora certa;
4. Dificuldade de obter capital para crescer sem diluir a participação das
famílias proprietárias;
5. Rivalidade entre os sucessores: primos, irmãos, genros etc.
6. Incapacidade de atrair e reter sucessores da família competentes e motivados;
7. Falta de habilidade para criar congruência cultural apropriada;
8. Necessidade de transferir patrimônio de uma geração para outra.
Empresas familiares que desejam se perpetuar precisam ter em seus quadros
profissionais arrojados e empreendedores. Muitas famílias não sabem como
enfrentar a sucessão nas empresas. Outras carregam dúvidas se desejam manter a
característica familiar ou não, portanto, cabe aos fundadores e ao conselho de
família demonstrar aos filhos que a sobrevivência da empresa é a prioridade
maior, para o bem de todos. Ela vem muito antes do orgulho, dos interesses
pessoais e do dinheiro.
As empresas nascem, originalmente, no âmbito familiar e resultam do desejo dos
filhos de livrar-se das "asas do pai e da mãe" para construir algo diferente,
por iniciativa própria, consciente de todos os riscos que o negócio pode
proporcionar. Quando o empreendimento toma proporções gigantescas, a empresa
torna-se um organismo vivo, com vontades próprias e seu destino não depende mais
do criador.
Infelizmente, milhares de empresas familiares desaparecem todos os anos, por
razões muito simples como excesso de orgulho, falta de humildade para buscar
ajuda e insistência equivocada do fundador em acreditar que um dia, "se Deus
quiser", as coisas vão melhorar.
Contrário à sua vontade, chegará o dia em que o próprio fundador não será mais o
dono da empresa. Os verdadeiros donos serão o resultado, o fluxo de caixa e a
ambição dos filhos e agregados. E assim sendo, se a empresa for gerida de forma
irresponsável será irremediavelmente punida com a falência. Quando isso
acontece, não há unidade familiar que resista e dificilmente alguém assume a
culpa, pois aquele velho orgulho não deixa. Pense nisso e seja feliz.
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Jerônimo Mendes
Segunda, 26 de Maio de 2008
De acordo com o sociólogo Max Weber, autor de A Ética Protestante e o
Espírito do Capitalismo, "O impulso para o ganho, a persecução do lucro, do
dinheiro, da maior quantidade possível de dinheiro, não tem, em si mesmo, nada a
ver com o capitalismo. Tal impulso existe e sempre existiu entre garçons,
médicos, cocheiros, artistas, prostitutas, funcionários desonestos, soldados,
nobres, cruzados, apostadores, mendigos etc. Pode-se dizer que tem sido comum a
toda sorte e condições humanas em todos os tempos e em todos os países da Terra,
sempre que se tenha apresentado a possibilidade objetiva para tanto."
De fato, obter lucro, ganhar a maior quantidade possível de dinheiro, acumular
patrimônio, levar vantagem sobre os concorrentes, inimigos, vizinhos ou colegas
de trabalho são necessidades e aspirações do ser humano em qualquer lugar do
planeta por questões antropológicas muito simples: sobrevivência e segurança.
Entretanto, ainda que você consiga acumular uma soma considerável de dinheiro
durante os primeiros trinta ou quarenta anos de vida, o apego excessivo ao
dinheiro há de lhe tirar o sono durante os próximos cinqüenta se a sua fortuna
não tiver sido construída com base em princípios, valores e virtudes universais.
A simples sobrevivência nos custa muito caro. Somos constantemente submetidos ao
estresse, à pressão, ao enfrentamento de situações para as quais não estamos
preparados. A cobrança é efetiva e surge de todos os lados, dos filhos, do
cônjuge, da sociedade. Em último caso, vem da nossa própria consciência, por
tudo aquilo que pensamos fazemos errado e tudo que deixamos de fazer correto, se
é que existe alguma coisa correta na face da Terra.
Somos criaturas de hábitos, segundo Aristóteles, e à custa de muita pressão
acabamos sendo habituados a não resistir, a calar-se diante dos fatos, a
imaginar que o mundo é como é porque não existe jeito de mudá-lo e que a vida é
uma sucessão de erros e acertos que só termina quando a nossa própria existência
terrena termina.
Karl Marx, o grande sociólogo alemão, considerava o trabalho a mola
propulsora do desenvolvimento humano, ou seja, não existe homem sem o trabalho
nem trabalho sem o homem. A eterna preocupação do ser humano com o ato de
participar, ora por questão de sobrevivência, ora por questão de realização, faz
com que "a maioria dos homens prefira a escravidão na segurança ao risco na
independência", nas palavras de Emmanuel Mouniere, o pai do personalismo.
A pressão no trabalho é praticamente irreversível e atinge todos os escalões da
organização. Do porteiro ao presidente, a preocupação é a mesma. O que muda é o
saldo na conta bancária e o nível de responsabilidade de cada um, porém, quanto
maior o cargo, maior o orgulho, maior a queda. Ser presidente é fácil. Difícil é
sustentar a posição no alto da colina sem ser bajulado, alvejado de críticas,
invejado e pressionado de todos os lados.
No início das minhas palestras eu sempre faço uma breve pesquisa para saber
quantos participantes estão felizes com o que fazem. Nunca comprovei um
resultado superior a 50% de satisfação, sinal de que a maioria das pessoas está
infeliz e, de alguma forma, pelo menos naquele instante, encontram-se no lugar
errado, na empresa errada ou no cargo errado. A tecnologia e o conforto do mundo
moderno não foram capazes de eliminar a eterna carência do ser humano nem a
pressão cada vez mais assustadora por lucros e mais lucros.
Ganhar dinheiro é bom e necessário, mas o lucro deve representar um mínimo de
dignidade. Lamentavelmente, em nome do lucro, a pressão torna-se o instrumento
preferido dos líderes, dos acionistas, dos donos em geral como se isso fosse
algo normal que qualquer profissional tem a obrigação de aceitar, afinal,
quantos milhares dariam a vida para estar ali no lugar dele?
Em pleno Século 21, o forno de microondas faz sucesso na cozinha e a panela de
pressão continua fazendo sucesso nas organizações, principalmente nas sociedades
anônimas onde os donos são praticamente desconhecidos e o que conta mesmo é o
valor das ações. Como a possibilidade de os acionistas se reunirem para discutir
o significado da palavra dignidade é mínima, a pressão acaba incorporada
naturalmente. Medo, insegurança, necessidade e responsabilidade acima de tudo
afetam o moral dos profissionais que aceitam todo tipo de pressão enquanto não
conseguem livrar-se das amarras do poder.
Quem não estiver contente pode escolher entre ir embora e mudar de emprego. Em
nome do lucro tudo é permitido, pressão, humilhação, desvarios, rompantes,
demissões aos montes, assédio moral, altos e baixos do presidente, dos
acionistas, dos gerentes despreparados. Além disso, executivos e mais executivos
trocados em curtos intervalos de tempo, cada qual com sua política mirabolante,
cheios de promessas e formas completamente diferentes de pensar contanto que o
resultado apareça e o valor das ações seja sustentado na Bolsa.
Milhares de reais investidos em treinamento não são suficientes para aplacar a
voracidade do capital. Ao contrário, são investidos para a multiplicação do
capital, portanto, as perspectivas de redução da pressão são pouco animadoras
ainda que você mude de chefe, de emprego, de empresa ou de cidade, não importa o
cargo nem o salário.
A pressão no mundo dos negócios é inevitável e alguns se arriscam a dizer
que isso é bom, só não dizem para quem. Por trás de tanta pressão existe a
depressão, aliás, uma é reflexo da outra. A depressão é o mal do século e apesar
das recentes tentativas de melhoria do ambiente de trabalho através de
treinamento, palestras, ginástica laboral e outros artifícios criados para
enfeitiçar os trabalhadores, a realidade é cruel, porém somos impelidos a pensar
o contrário. Basta ler uma revista de negócios e a impressão que você tem é a de
que todo mundo está bem, menos você.
Segundo Albert Camus, grande filósofo francês, "não existe dignidade no trabalho
quando nosso trabalho não é aceito livremente", portanto, para evitar que você
se torne a próxima vítima da pressão seguida de uma profunda depressão em nome
do lucro, algumas atitudes são fundamentais para quebrar a ansiedade e reduzir a
pressão imposta sobre seus ombros. Avalie e reflita sobre elas.
1. O mundo corporativo sobrevive sem você, portanto, trabalhe duro, mas não seja
refém do trabalho; contribuir e fazer mais do que o normal não significa
sujeitar-se à escravidão imposta pelo mercado ou pela incompetência superior;
2. Tenha brio e amor próprio e nunca demonstre fraqueza diante da pressão; seja
mais forte do que ela e imagine que é apenas uma condição transitória;
3. Mude de emprego quantas vezes for necessário; apesar de não resolver o
problema, uma nova perspectiva se abre quando você se propõe a mudar e acreditar
num ambiente mais digno;
4. Sorria, apesar de tudo. Sorrir descaradamente ameniza a pressão, fortalece o
moral e reduz as chances de se tornar um deprimido comum.
Por fim, lembre-se: não há dinheiro no mundo que pague o ar de felicidade da
família quando você entra em casa contente, disposto e sorridente depois de mais
um dia extenuante de trabalho. Pense nisso e seja feliz.
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Rafael M. Menshhein
Sexta, 23 de Maio de 2008
Muito do que é feito em uma empresa por um profissional de Marketing é efeito
do feedback obtido ao colocar em funcionamento um projeto, desde seu
planejamento até o ponto em que o produto ou serviço é consumido.
Em alguns casos o aprendizado é feito com base me uma Pesquisa de satisfação,
outras vezes pode ser realizado com um retorno do consumidor, através de:
E-mail: uma das formas mais rápidas e que hoje traz facilidades para o
consumidor, é um veículo eficiente e pode conter Informações vitais para que
pequenos ajustes sejam feitos, bem como reclamações que devem gerar melhoria no
que foi apontado como menos eficiente pelo consumidor;
Carta: ainda um meio de Comunicação muito usado, que pode trazer as mesmas
questões, hoje abordadas em e-mail, contribuindo para que a empresa possa
satisfazer os desejos e necessidades do consumidor;
Telefone: muito utilizado pelos SAC nas empresas, é um contato verbal e que, em
sua razão de ser, têm como objetivo sanar as dúvidas, receber o que está menos
eficiente no produto ou serviço e dar ao profissional de Marketing uma forma de
mensurar como estão sendo satisfeitos os desejos e necessidades;
Pesquisa: pode ser feita no local de compra, logicamente com clientes que
já possuam o hábito de comprar os produtos e serviços da empresa, é uma forma de
quantificar e qualificar o que é bom e o que pode melhorar, também pode ser
feita em outros locais, com o mesmo intuito e retornar Informações claras e
objetivas ao profissional de Marketing, existe também a possibilidade de
realizar uma Pesquisa antes de colocar um produto no mercado, seja por grupo de
foco (focus group) ou por experimentação (uma cidade, bairro ou região é
selecionada para ser o mercado de testes).
O mercado exige que todos os profissionais estejam preparados, a concorrência
sempre busca estar um passo à frente da sua empresa e estuda constantemente os
passos das outras organizações, por isso, ao elaborar uma estratégia, deve-se
estar atento ao mercado, ao consumidor e à concorrência.
Um profissional de Marketing sempre deve buscar o aprendizado, muito do seu
trabalho depende de Pesquisa, então é necessário compreender e explorar os
pontos vitais para o seu produto ou serviço ofertado no mercado.
Ter em mãos dados que sejam pontualmente atuais, até mesmo os históricos,
pode dar uma Vantagem competitiva à organização.
Criar é um exercício diário, mas sem aprender não há como criar, então é vital
que o profissional de Marketing esteja disposto a trabalhar com uma equipe muito
melhor do que ele mesmo, possibilitando o crescimento de toda a organização.
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