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Campanhas de incentivo

Segunda, 17 de Novembro de 2008
Com o final do ano chegando começamos a planejar o nosso próximo ano, ou pelo menos deveríamos. Que ações serão tomadas em 2009 para melhorar nossas vendas, nossos lucros?

Neste artigo vamos estudar um pouco sobre uma das melhores formas de se aumentar vendas: a motivação dos vendedores através de campanhas de vendas e planos de incentivos.

Todo e qualquer gerente já se defrontou alguma vez com a necessidade de motivar sua equipe de vendas. Existem vários estudos que determinam as principais forças motivadoras por trás da performance de um vendedor: segurança, promoções, símbolos de status, responsabilidades especiais, bom ambiente de trabalho e chances de desenvolvimento pessoal e profissional.

É inegável que um bom programa de incentivos tem um grande poder de motivar a equipe a se superar e a aumentar suas vendas.

Podemos dividir os programas de incentivos em dois tipos distintos: os que dão prêmios psíquicos (não tangíveis) e os que dão prêmios físicos (tangíveis). Muitas empresas não usam corretamente a combinação desses dois tipos e a inexistência de uma política de congratulações por bons resultados é uma constante em empresas que conheço. A maioria acaba dando comissões mais altas – por pura preguiça ou falta de imaginação.

Já se sabe, através de estudos, que se comportamentos positivos forem recompensados, eles tendem a ser repetidos. Este deve ser o principal objetivo: premiar aqueles que ajudam a empresa a atingir os seus objetivos. Se organizado corretamente, um bom programa de incentivos não vai apenas elevar o volume de vendas a curto prazo; vai também semear vendas no futuro por meio do estabelecimento de relacionamentos comerciais mais sólidos.

Além disso, é geralmente melhor dar uma parte do seu faturamento para a equipe de vendas (na forma de prêmios) do que dar descontos ou inchar a estrutura com novos vendedores.

Segundo Henry B. Ostberg, citado no Sales Manager Handbook (Dartnell), existem dois passos preliminares antes de se organizar um bom programa de incentivos. São eles:

1. Estabeleça o seu propósito. Programas de incentivos podem ajudá-lo a atingir uma variedade de objetivos. Um aumento de volume de vendas é apenas um deles. Há outros como:

- Vender mais um determinado produto ou serviço
- Conquistar novas contas
- Reativar contas inativas
- Aumentar as vendas em épocas de queda nos pedidos
- Aumentar o número de visitas (ou telefonemas)
- Introduzir um novo produto/serviço ou modelo
- Estender uma área de distribuição
- Girar o estoque
- Diminuir o tempo do fechamento da venda
- Contra-atacar promoções da concorrência
- Ajudar a cobrar contas atrasadas de clientes inadimplentes
- Ajudar os vendedores a desenvolver suas técnicas de vendas
- Levantar mais informações sobre seus clientes
- Encontrar novos prospects
- Reduzir os custos das vendas
- Diminuir o turn over de vendedores
- Aumentar a venda de produtos/serviços mais caros
- Desovar estoques antes que surja um novo modelo
- Ajudar na avaliação de performance dos vendedores
- Melhorar a moral da equipe de vendas


2. Handicaps. Por uma razão ou outra, um vendedor pode conseguir melhores resultados do que outros. Isso pode não ser apenas culpa dele mesmo, mas também da natureza do seu território, o tempo de trabalho na empresa, as condições econômicas na cidade onde trabalha etc. Por isso devem ser estabelecidos esses padrões que levem em conta informações dessa natureza, estabelecendo handicaps. Por exemplo:

- Use uma porcentagem de aumento sobre o faturamento do vendedor no período anterior. Por exemplo, vender este mês 20% a mais do que mês passado.
- Estabeleça uma cota diferente para cada vendedor, baseando-se nas variáveis colocadas acima.
- Bole um campeonato que premie o maior número de pedidos (independente do seu valor monetário) ou premie o maior valor monetário (independente do seu número de pedidos).
- Declare que todo vendedor que exceder uma determinada cota R$X,00 vai ganhar o prêmio.

Veja que qualquer que seja o seu propósito, você pode claramente ter ganhos financeiros e de equipe com os programas de incentivo.

Não é difícil ter sucesso de uma campanha promocional entre seus vendedores. Basta organização, planejamento e, principalmente, criatividade. Além disso, envolva sua equipe na formulação da campanha. Estimule-a a participar ativamente pois, afinal, são elas quem melhor sabem como devem ser estimuladas.

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Como Investir em Treinamento

Sabado, 19 de Julho de 2008
"Todos nós adoramos vencer,
mas quantas pessoas adoram treinar?"
(Mark Spitz)

A atividade de treinamento é inerente ao mundo corporativo. Algumas empresas a entendem como imprescindível para o desenvolvimento de seus colaboradores, elevando a produtividade com impacto positivo na última linha do balanço. Já outras companhias a enxergam como símbolo de desperdício - de tempo e dinheiro. E outras tantas apenas a realizam para colorir suas estatísticas de responsabilidade social corporativa a fim de concorrer a prêmios e ganhar títulos.

O fato é que o treinamento é primordial para capacitar, desenvolver, integrar e estimular as pessoas, permitindo-lhes realizar mais com menos, ensinando-as a trabalhar mais inteligentemente. Todavia, um programa formatado sem planejamento pode mesmo representar tempo, dinheiro e energia jogados ao vento.
Como Investir em Treinamento
Por isso, uma questão recorrente é: Como realizar um treinamento produtivo?


1. Palestra ou Treinamento?

O primeiro passo é compreender as diferentes abordagens possíveis.

Uma palestra caracteriza-se por ser um evento de curta duração, podendo se estender desde apenas quinze minutos até duas horas, sendo que convencionalmente gira em torno de 75 a 90 minutos.

Em regra, a palestra é proferida por um único ministrante que a apresenta em formato de monólogo, ainda que muitos profissionais façam uso de diversos recursos para interagir com a platéia, admitindo sua participação.

Diante do tempo disponível, uma palestra tem alcance reduzido, abordando diversos assuntos superficialmente, exceto se o tema for muito específico e de cunho técnico ou científico. Todavia, no universo empresarial, a palestra tem o poder de agir com caráter de sensibilização, buscando promover a reflexão, surpreendendo, provocando e estimulando as pessoas a saírem da zona de conforto para atentar sobre novas possibilidades.

Já um treinamento consiste em um trabalho de maior profundidade que demanda maior dedicação. Evidentemente que a carga horária recomendada depende de variados fatores, podendo transitar de um mínimo de oito horas até cerca de 100 horas ou mais, divididas em módulos exercitados no decorrer de semanas ou meses. Entretanto, diante das dificuldades de agenda das empresas, é comum observarmos a realização de treinamentos com carga de 8 a 16 horas, num sistema de imersão total (cursos de um ou dois dias integrais) ou parcial (cursos de meio período ou realizados à noite).

Um treinamento pode ser conduzido por um único facilitador, não sendo raro dois ou mais profissionais trabalharem em conjunto. Enquanto uma palestra pode ser apresentada para um público diminuto ou para grandes platéias, um treinamento, a fim de ser bem sucedido, deve considerar grupos menores, com um máximo de 50 participantes por turma, sendo desejável até a metade deste número em muitos casos.

O propósito de um treinamento é mais do que sensibilizar. Espera-se desenvolver nos participantes a habilidade de desempenhar uma determinada tarefa com desenvoltura e segurança. Isso justifica a recomendação de grupos menores, pois um treinamento deve contemplar a realização de atividades individuais e coletivas para fixação dos conceitos ilustrados. Não basta ao participante ouvir e falar. É imprescindível fazer.

Há outras modalidades de trabalho derivadas das anteriores, como por exemplo, os chamados workshops, que nada mais são do que mini-treinamentos com cerca de quatro até oito horas de duração.

Entre contratar uma palestra ou um treinamento, a empresa deve considerar seus objetivos e orçamento. Assim, para divulgar um novo conceito, reforçar um procedimento ou festejar uma conquista, a contratação de um palestrante é suficiente e adequada. Já para a implantação de projetos e desenvolvimento de competências, um treinamento faz-se necessário.


2. Planejando o Evento

Qualquer que seja a modalidade de trabalho escolhida, a ausência de um planejamento detalhado é o caminho mais curto para o fracasso. É dentro deste contexto que colhemos tempo perdido, investimento sem retorno e funcionários desestimulados.

O filme "Como Fazer o Treinamento Valer a Pena", distribuído com exclusividade no Brasil pela Siamar, apresenta uma eficiente metodologia de planejamento para eventos de treinamento corporativo. A proposta básica consiste em gerenciar o antes, o durante e o depois do evento.


2.1. Antes do Evento

É responsabilidade do gestor levantar necessidades e objetivos que pretende atingir. Isso já sinalizará inicialmente qual modalidade de trabalho contratar.

Se o motivo for premiar os resultados alcançados pela força de vendas, a melhor opção é uma palestra com abordagem motivacional e até lúdica, pois o momento é de celebração. Porém, se os resultados estão insatisfatórios, a mesma palestra com perfil motivacional deve primar pelo conteúdo, buscando de forma envolvente apresentar técnicas que possam ser colocadas em prática com o intuito de auxiliar na reversão dos resultados adversos.

O local do evento também é importante. Muitos trabalhos podem ser realizados in company, dentro das instalações da própria empresa, minimizando custos com deslocamento e infra-estrutura. Contudo, treinamentos com imersão merecem um ambiente neutro, fora dos muros da corporação, para incentivar os participantes a se desligarem da rotina e entregarem-se de corpo e alma à atividade.

A contratação da empresa ou profissional que conduzirá o trabalho deve considerar formação, experiência, referências e, em especial, capacidade de personalização do serviço. Converse com o profissional. Observe se há a preocupação em conhecer o perfil dos participantes e os objetivos delineados pela empresa. Nada leva mais ao descrédito que uma apresentação que nitidamente não foi preparada para a audiência que a assiste. São os famosos "enlatados", trabalhos padronizados que são indistintamente levados à apreciação de empresas de todos os portes, de todos os segmentos e para públicos de todas as idades, graus de escolaridade e níveis hierárquicos. A customização é um fator crítico de sucesso, pois cada empresa e cada público têm características próprias que exigem abordagens diferenciadas.

Definidos tipo de evento, objetivos e empresa contratada, é fundamental orientar e aconselhar os colaboradores. O grande erro neste estágio reside em enviar as pessoas para o treinamento sem prepará-las. Por isso, explique a necessidade do evento. Diga abertamente porque a empresa está investindo tempo e dinheiro na atividade. Demonstre claramente suas expectativas de melhoria no desempenho. E, sempre que possível, explicite como será feito o acompanhamento pós-evento, evidenciando que a proposta básica é utilizar efetivamente o aprendizado no dia-a-dia da empresa. Isso derruba a mística de que a atividade é um mero evento social, desconectado da realidade da companhia e que no dia seguinte não se lembrará de nada do que foi visto.


2.2. Durante o Evento

Há uma regra entre os organizadores de evento que diz: "Só termina quando acaba". De fato, até que todos tenham partido, nenhum detalhe pode ser negligenciado. Isso envolve, por exemplo, a estrutura física. Cadeiras desconfortáveis, baixo índice de luminosidade, ar condicionado desregulado, acústica deficiente, são fatores que comprometem a atenção dos participantes.

Os equipamentos solicitados pelo palestrante ou facilitador devem ser previamente checados. Atenção com pilhas e baterias usadas, pois podem falhar no momento da apresentação, prejudicando a qualidade do áudio. A sugestão é utilizar sempre peças novas.

Horários precisam ser respeitados e intervalos regulares devem ser previstos para café e refeições, sempre com escolha de cardápio adequado. Em treinamentos com imersão, é comum e mesmo aconselhável a realização de uma confraternização. Mas esta deve ocorrer apenas ao final do encontro, nunca na noite anterior ao último dia de evento, por exemplo, pois os efeitos de uma noite com poucas horas de sono e o provável consumo de álcool impactarão negativamente no rendimento da equipe.

Uma ocorrência comum observada é a ausência de um colaborador no evento sob a alegação de que gostaria de participar, mas sua caixa de entrada está cheia. Barreiras ambientais desta espécie precisam ser superadas com a ajuda da liderança. Agendas devem ser flexibilizadas, escalas remanejadas, todos os esforços empreendidos no sentido de possibilitar a inclusão de pessoas identificadas como target para o treinamento.

Por fim, não meça esforços no sentido de subsidiar o evento com a máxima qualidade. É lamentavelmente comum encontrarmos materiais pirateados sendo utilizados o que denota grande incoerência com o propósito do treinamento e possivelmente com a própria carta de valores da companhia.


2.3. Após o Evento

Concluída a atividade é importante verificar se as metas foram atingidas. O primeiro instrumento é uma pesquisa de satisfação que deve idealmente ser aplicada ainda durante o evento, ao seu término. Pesquisas respondidas posteriormente perdem em representatividade, posto que deixam de captar o momento vivenciado pelo participante.

Uma segunda mensuração deve investigar se houve melhora no desempenho e na produtividade em decorrência do treinamento realizado. Porém, isto só é possível se um pré-teste tiver sido realizado antes do evento.

Nesta etapa, cabe novamente ao líder identificar no colaborador as vantagens do treinamento, demonstrando-lhe pontualmente o progresso auferido. É a hora certa para recompensá-lo, sempre ressaltando que a remuneração financeira não é o único e nem sempre o melhor expediente para reconhecer e fidelizar talentos.

Mas como o trabalho não cessa, é significativo também reafirmar periodicamente os conceitos e aprendizados, a fim de promover a melhoria contínua. Um bom instrumento de apoio, nestes casos, pode ser o e-learning.


3. Conclusão

A realização de palestras e treinamentos é uma atribuição das corporações. Afinal, considerando-se a crise do ensino em nosso país e um modelo de desenvolvimento sócio-econômico que transfere muitas responsabilidades do Estado para as empresas, o trabalho de capacitação dos trabalhadores ganha relevância como pré-requisito na busca pela competitividade.

Mas sem planejamento adequado que identifique por que fazer o treinamento, quando e onde realizá-lo, quem participará, quem ministrará, quanto será investido, como será mensurado o resultado e o que empresa e colaboradores ganharão com a atividade, corre-se o risco de efetivamente ver tempo e dinheiro desperdiçados.

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A arte de elaborar planos motivacionais

Quinta, 29 de Maio de 2008
Você elabora planos motivacionais com freqüência? Tem conseguido bons resultados? Recorre a alguma técnica em especial? Pois saiba que resultados otimizados com ações motivacionais só ocorrem quando alguns cuidados básicos são observados.

A motivação é um fenômeno psicológico. O ser humano vive em busca de experiências. Seja ela subjetiva, como amar e ter uma carreira profissional de sucesso ou experiências objetivas, como os cuidados físicos e independência financeira. Em quase tudo sempre haverá uma questão humana determinante. Pode ser uma atitude, uma crença, uma insatisfação, comportamento etc. que, de fato, funcionará como o fiel da balança entre o triunfo ou fracasso da missão.

"Resultados dependem de nossa motivação. Motivação é ter um 'motivo para a ação' Descubra qual o seu motivo para a ação, e seja uma pessoa de sucesso. Basta querer!"
Dirk Wolter


Podemos considerar que a motivação é a mola propulsora para a realização otimizada de qualquer processo. Um time depende da sinergia do grupo para fazer a diferença. Ter um bom motivo para ação pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso do projeto. Se formos buscar a origem da palavra motivação, vamos constatar que vem do latim motivus, que significar mover. Ou seja, mover para fazer alguma coisa.

Muitas vezes, recorrer ao esporte coletivo pode ser uma boa forma de encontrar bons exemplos para o mundo corporativo. Recentemente, presenciamos uma magnífica equipe do futebol brasileiro que conseguiu reunir talento e muita motivação. O resultado foi a conquista do principal torneio nacional com algumas rodadas de antecipação. Porém, com o título assegurado o time pareceu não ter encontrado uma outra boa razão para continuar vencendo. Acabaram derrotados por adversários tecnicamente inferiores nas últimas rodadas.

Ao elaborarmos uma ação motivacional é aconselhável recorrer a alguns conceitos fundamentais, senão vejamos: para Abraham Maslow, a fonte da motivação está ligada às necessidades humanas, que podem ser biológicas ou intuitivas. Para ele, no interior de cada ser humano, existe uma hierarquia de necessidades: fisiológicas, de segurança, sociais, afeto e auto-realização. Já a teoria de ERC ensina que devemos trabalhar em três frentes de necessidades humanas: de existência, relacionamento e de crescimento.

"Metas são necessárias não apenas para motivar. Elas são essenciais para nos manter vivos."
Roberto H. Sderller


Também, podemos refletir sobre a teoria X e Y de Douglas McGregor. Muito embora haja contestações, acho que há muito a ser assimilado, por exemplo, na questão do trabalho como fonte de satisfação do ser humano, da receptividade do trabalhador por novos desafios e da habilidade dos membros do grupo em compartilhar e tomar decisões. Também, não devemos ignorar a teoria dos dois fatores ou teoria da motivação-higiene de Frederick Herzberg, como também é conhecida. Ele defende que a motivação resulta da natureza da tarefa e não somente de recompensas ou das condições do trabalho.

Trazendo essas teorias para o campo prático, eu quero crer, que ao elaborar ações motivacionais devemos, no mínimo, nos ater aos seguintes pontos:

a) Criação de metas inteligentes: desafiadoras, porém factíveis;

b) Participação dos agentes envolvidos. Ao invés de criar e repassar as metas pedir que cada um crie o seu próprio objetivo e negocie a viabilidade da mesma com o seu líder;

c) Mantenha feedback constante para toda a organização da performance das equipes;

d) Recompense bem financeiramente e com honraria. Muitas vezes, uma carta para a esposa exaltando as qualidades do marido funciona mais que um prêmio em dinheiro;

e) Regras simples, transparentes e objetivas;

f) Contemplar pontos qualitativos e quantitativos; individuais e coletivos;

g) Não remunerar de forma parcial. Ou se atinge a meta e ganha-se o acordado ou nada feito;

h) Inove nas campanhas de incentivos. Prêmios de viagens (misto de lazer com trabalho ? congressos) são sempre ótimas oportunidades para provocar o desenvolvimento pessoal e profissional à medida que expõe o participante a novas culturas e aprendizados;

i) Recorrer à ajuda de consultores especializados.

Tudo isso é muito importante, mas ao contratar gente para a sua equipe, dê preferência por profissional automotivado. Aquele que depende de terceiro para atingir sua motivação máxima quase sempre ficará a reboque dos que não têm essa dependência.

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Os desafios do século XXI

Quinta, 8 de Maio de 2008
A transformação mais marcante do novo século é de origem demográfica a diminuição da natalidade, afetando a generalidade dos países desenvolvidos o Japão em primeiro lugar, mas seguido de perto pela Europa do Sul (de Portugal à Grécia). Enquanto a reposição da população necessita de uma média de 2,1 filhos por mulher, a generalidade dos países desenvolvidos registra uma média inferior a 1,5.

A manter-se a situação atual, no final do século XXI a Itália terá cerca de 20 milhões de habitantes, a maioria de idosos, contra os atuais 60 milhões. A alternativa da imigração, que tem permitido aos Estados Unidos enfrentar a mesma situação, é difícil nos países com menos tradição de assimilação de pessoas de culturas e etnias diferentes. As implicações desta tendência são imensas, indo do modelo da segurança social do futuro e da duração do período de vida ativa (necessariamente maior, com reformas prováveis aos 75 anos) ao tipo de produtos e serviços a consumir por uma sociedade de idade média muito mais elevada.

O segundo desafio diz respeito ao comércio eletrônico, que pode ter um papel idêntico ao do desenvolvimento dos caminhos-de-ferro no século passado. Não sendo em si um negócio com um peso muito elevado no total do produto das nações, pode revolucionar o modo como todas as atividades se desenvolvem. Enquanto as ferrovias permitiram dominar as distâncias, a Internet conduz à eliminação destas últimas. Para Drucker, o setor de atividade com mais sucesso no século XXI não se encontra na informática ou no centro da sociedade da informação, mas sim no setor bancário. No entanto, a Internet vem trazer um desafio imenso à forma como a atividade bancária se desenvolveu - é um dos setores obrigados a uma profunda adaptação no novo quadro.

Finalmente, a emergência do trabalhador do conhecimento ("knowledge worker", na expressão usada por Drucker) é o terceiro grande desafio que as empresas têm de defrontar. A sua preparação e as motivações e aspirações são de natureza totalmente diferente das do trabalhador tradicional. As implicações são particularmente relevantes para a Administração, tanto ao nível da organização hierárquica como do processo de liderança e da gestão dos recursos humanos. Os mecanismos de compensação, até aqui com uma forte ênfase na remuneração, correm o risco de se tornar profundamente ineficazes para atrair e manter trabalhadores qualificados. Muitas empresas do famoso Silicon Valley com esquemas de remuneração atrativos do ponto de vista material, incluindo opções e prêmios baseados nos resultados, registram, apesar disso, níveis de rotação muito elevados, dado que os empregados exigem, cada vez mais, satisfação na sua atividade. Não só as empresas necessitam de profissionais qualificados com: cursos técnicos, graduações, especializações e demais. Como o próprio mercado necessita de pessoas que busquem sempre a crescimento intelectual já que estamos em um século de constates mudanças, como o surgimento da TV DIGITAL que vai revolucionar o mercado como nos conhecemos. Devido a isto um grande numero de empresários já estão se preparando para este novo mercado que esta por vim. Assim, você estudante, trabalhador, o que esta fazendo para esta pronto para este novo século?

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Jovens Administradores se reúnem com Stephen Kanitz

Quarta, 7 de Maio de 2008
Mais uma vez, os jovens tiveram a oportunidade de aprender com renomados administradores

Diferentemente dos primeiros eventos realizados pelo Comitê Jovens Administradores, o "Caminho das Pedras, Pedras no Caminho" realizado quarta-feira, dia 23 de abril de 2008, no Espaço Manacá do Conselho Regional de Administração de São Paulo - CRA-SP, contou com a presença de Stephen Kanitz, que falou sobre a trajetória dos administradores desde o surgimento da administração como ciência até os dias de hoje.

Nestes encontros participam, tradicionalmente, renomados administradores, executivos ou empreendedores que narram suas histórias e o que fizeram para chegar à posição atual no mundo corporativo, na gestão pública ou no terceiro setor, com o intuito de ajudar os jovens administradores a traçar os rumos para suas carreiras.

Inovador, Kanitz foi além. Contou os caminhos da administração ao redor do mundo. Aliás, o polêmico Stephen é um dos mais respeitados e admirados administradores do País.

Formado em Ciências Contábeis pela Universidade de São Paulo (USP) e em Administração de Empresas pela Havard University, Kanitz desenvolveu toda a sua carreira em prol da administração, o que lhe rendeu diversos prêmios e homenagens. Atualmente, é articulista da Revista Veja, da Editora Abril, onde expõe seus pontos de vista sobre o papel do administrador frente a sociedade, entre outras coisas. É também, o criador e coordenador do Prêmio Bem Eficiente para Entidades sem Fins Lucrativos e do site www.filantropia.org.

Em vários dos seus artigos, Stephen Kanitz prega que a classe dos administradores deve ser promovida e mais respeitada. "O administrador não pode aceitar passivamente a banalização da sua profissão" disse Kanitz para os mais de 100 jovens presentes ao evento.

Para Raul Marinho, formado em Administração de Empresas pela FEA-USP, "a grande maioria dos eventos para administradores é focada nas técnicas, nos processos e nos procedimentos, ou até mesmo nos números. O Caminho das Pedras, Pedras no Caminho, por sua vez, é um espaço para pensarmos em termos mais amplos. É um convite a reflexão, coisa rara hoje em dia".

O evento foi muito edificante e levou os jovens a refletirem sobre o futuro do administrador. "Sinceramente, somos muito rejeitados. Quem sabe, um dia, conseguiremos mudar esse preconceito para sermos verdadeiramente reconhecidos pela sociedade" comentou Joyce Rodrigues dos Santos, aluna de Administração do Instituto Superior Educacional Alvorada.

Liderados pelo jovem administrador Aldo Ferrari, os membros do Comitê Jovens Administradores aproveitaram para reforçar o convite aos jovens administradores para os próximos eventos do comitê. "Os nossos encontros são mensais e têm como foco o jovem administrador, formado ou em vias de se formar. Este é um canal aberto aos jovens, futuros executivos", afirmou um dos membros do comitê, Alexandre Costa.