Alexander Baer
Quinta, 16 de Outubro de 2008
Qual é a importância de ser comunicativo e saber “vender seu peixe”? Ora, essa é
a saída quando se está diante de um mercado que exige cada vez mais dos
profissionais, como o atual. Hoje, para ter sucesso, é necessário conhecer o
próprio “produto”, saber seu preço, estabelecer metas, identificar sua posição
no mercado, quem é seu cliente e então se comunicar com ele, divulgando e
fortalecendo a própria “marca”. Em outras palavras, é preciso fazer marketing
pessoal.
Conhecer suas qualidades e defeitos e explorar o que há de bom no seu perfil:
essas ações são a essência do marketing pessoal. Profissionais que se valem
delas são mais produtivos e vendem mais. Em via oposta vão os que pensam que o
marketing pessoal se resume ao uso de roupas adequadas a cada ocasião e à
passagem por cursos de oratória.
Essas são apenas duas etapas do processo, já que a execução completa deste
requer autoconhecimento e conhecimento do seu público-alvo. Isoladamente, elas
não são capazes de assegurar uma posição profissional. Com esse intuito, é
preciso se preocupar com o auto conhecimento e desenvolvimento, o aprimoramento
da inteligência emocional, o planejamento estratégico pessoal e profissional, o
comprometimento com objetivos e resultados, o espírito de equipe, entre outros
tópicos que sustentam a eficácia do marketing pessoal.
Conteúdo também é muito importante. Sem ele, qualquer chance de visibilidade
pode ter efeito nulo. Tomemos como exemplo o caso de pessoas que conseguem, em
determinado momento, grande exposição em programas de televisão e que, sem saber
se aproveitar disso, voltam rapidamente para o absoluto anonimato. Para evitar
situações como essa, o segredo está na comunicação de qualidade. São fatores a
favor dela:
1. Ter sempre o currículo atualizado.
2. Identificar e conhecer muito bem o produto chamado “você”, suas habilidades,
competências, diferenciais, forças e fraquezas.
3. Ter muito claro quanto você vale, pois se você não se valorizar ninguém irá
fazê-lo.
4. Mapear todos os seus clientes em potencial: família, amigos, colegas de
trabalho – na igreja, no jogo de futebol, no shopping, nas palestras, cursos e
assim por diante.
5. Vender seu peixe:
- Tendo sempre um cartão de visita com celular, e-mail e empresa (se for o
caso);
- Esforçando-se para transmitir uma imagem adequada, tanto no aspecto estético
quanto comportamental.
- Sendo atencioso e educado.
- Ouvindo muito, prestando atenção às pessoas, olhando dentro dos olhos.
- Falando, sem medo nem arrogância – para que as pessoas o conheçam melhor.
- Ajudando os que realmente precisam de você.
- Proferindo palestras na igreja, em comunidades, na faculdade, e arriscando
sempre para que você vença a timidez caso esta seja uma limitação sua.
- Relacionando-se com pessoas de sua empresa e de mercados afins, sem esquecer a
troca de cartões de visita.
- Enviando textos seus, de opinião, para jornais de bairro, veículos de
comunicação de sua empresa ou revistas especializadas de sua cidade, região ou
até de abrangência nacional.
- Tentando se fazer fonte de referência para jornalistas.
- Sendo 100% ético (nunca a ética esteve tão valorizada).
- Usando sites de relacionamento de forma profissional e madura, sem expor,
nunca, sua vida privada.
- Mandando e-mails com notícias e informações relevantes para sua network e
participando de grupos de discussão, para manter vivo o contato com as pessoas e
fazê-las lembrar de sua existência.
- Ligando para os amigos periodicamente, e não somente quando se está
desempregado e precisando deles.
- Sendo proativo.
- Investindo, de forma equilibrada, tanto em seu conhecimento como em sua vida
pessoal.
Siga essas dicas e comece a aparecer agora! Afinal, de nada adianta ser o melhor
profissional desconhecido do mundo.
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Grupo Triunfo
Segunda, 6 de Outubro de 2008
Com a economia aquecida, muitos trabalhadores contratados para empregos
temporários têm chance de efetivação.
A Triunfo preparou algumas dicas para quem quer se destacar e conquistar
efetivamente uma vaga no mercado de trabalho.
A apenas três meses do Natal, muitas empresas começam a divulgar suas vagas para
contratação de empregados temporários. Segundo matéria publicada na Folha on
Line, em 30 de setembro: “com a proximidade das festas de fim de ano, as
vagas proliferam no mercado de trabalho e quem procura um emprego pode
aproveitar a oportunidade. Ao todo, devem surgir 113 mil ofertas temporárias
neste fim de ano”.

Para muitas pessoas, essa é uma grande oportunidade de se obter mais do que um
trabalho temporário: é uma oportunidade para mostrar ao mercado seu potencial e
o quanto pode contribuir para o crescimento da empresa.
Todos os anos, muitos trabalhadores são efetivados por destacarem-se em suas
atividades.
Para o consultor Scher Soares, diretor do Grupo Triunfo, o fato de ser
contratado para uma vaga temporária exige do trabalhador certo nível de preparo.
“Mesmo tratando-se de uma situação para um curto prazo, existem sim chances de
efetivação. Para isso, é importante que o colaborador dê seu máximo nesta nova
etapa profissional”, explica.
Para que a efetivação seja realizada é preciso que duas coisas aconteçam:
1. A empresa tem que sentir necessidade de absorver para seu quadro uma maior
quantidade de pessoas;
2. O trabalhador deve destacar-se em meio aos demais, pois a chances de que
todos os temporários tornem-se efetivos é muito pequena.
Como, por parte do trabalhador, só e possível controlar sua performance, a
Triunfo Consultoria e Treinamento preparou algumas dicas para aumentar as
chances de você ser o escolhido:
Invista em você: é muito importante que a empresa perceba que você está
investindo em si, com o objetivo de capacitar-se para o mercado de trabalho.
Busque cursos na internet, leia livros importantes na sua área, converse com
pessoas interessantes e, principalmente, coloque em prática seu conteúdo.
Mantenha-se atento e interessado: funcionário que mal chega e já vai
questionando sobre seus “direitos” quase sempre não é bem visto. Mostre
trabalho, entenda os processos, maximize seu nível de contribuição. Esteja
atento aos detalhes e demonstre interesse pela empresa (e pelos seus
resultados).
Saiba trabalhar em equipe: um dos aspectos do trabalhador, muito
valorizado atualmente nas organizações, é saber trabalhar em equipe. As
empresas têm buscado colaboradores que pensem no grupo e que saibam se
relacionar com os colegas. Assim, desenvolver a capacidade de adaptação e
flexibilidade é fundamental. Em empresas de menor porte isso se torna ainda mais
explícito, pois os funcionários devem estar preparados para exercer mais que uma
função ao mesmo tempo e mudar de responsabilidades, dependendo das necessidades
do negócio. Evite viver centrado apenas nos seus afazeres. É importante lembrar
que bom desempenho de uma empresa depende do trabalho executado pela sua equipe.
Saiba ouvir: respeitar a opinião dos seus colegas de trabalho é uma
tarefa que possibilita reconhecimento, confiança e valorização, permitindo
estabelecer uma relação de respeito profissional. Idéias sensacionais podem
surgir quando se permite ouvir novas idéias e conseqüentemente perceber que
estas contribuições, podem melhorar e aperfeiçoar a idéia inicial. Um gestor
benevolente sabe ouvir cada contribuição da equipe, sem superestimar o potencial
intelectual humano.
Seja positivo: se você for todo dia para o trabalho com vibrações
positivas, as pessoas vão considerá-lo aquele tipo de pessoa que sabe lidar com
a tensão, as incertezas e os problemas. Ou seja, alguém que não faz “tempestades
em copo d’água”, que se mantém calmo, sereno, confiante e controlado. Mostre-se
otimista o tempo todo. Assim que os outros começarem a encará-lo como uma pessoa
de temperamento alegre e positivo, vão ter vontade de ficar, cada vez mais, a
seu lado e com isso a possibilidade de quererem você por mais tempo na empresa
só aumenta.
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Raúl Candeloro
Quarta, 17 de Setembro de 2008
Um dos temas que mais me pedem ao dar palestras é “motivação”.Talvez fosse
interessante revermos uma das teorias mais antigas que existe sobre a motivação
das pessoas no trabalho – a Teoria dos Dois Fatores, de Frederick Herzberg.
No seu livro A Motivação para Trabalhar (The Motivation to Work), Herzberg
resumiu os resultados da pesquisa que fez, na qual perguntava aos funcionários
de empresas o que os motivava a trabalhar e o que os desmotivava. Ele
desenvolveu o que chamou de fatores motivacionais (que motivam as pessoas a
trabalhar) e higiênicos (usando higiene no sentido de fatores de manutenção, que
não trazem necessariamente satisfação, mas que provocam insatisfação e
desmotivação quando não presentes).
Com base no trabalho de Herzberg, podemos criar uma tabela simples para entender
melhor o assunto. Esses são os itens que mais desmotivam e os que mais motivam
as pessoas no trabalho (em ordem de prioridade e importância dentro de cada
grupo):
Fatores desmotivacionais (higiênicos)
- Normas da empresa
- Supervisão
- Relacionamento com o chefe
- Condições de trabalho
- Salário
- Relacionamento com os colegas
Fatores motivacionais
- Conquistas
- Reconhecimento
- Trabalho sendo realizado
- Responsabilidades
- Avançar na carreira
- Crescimento pessoal
Embora existam críticas à teoria (a principal é que é natural do ser humano
achar que a culpa da desmotivação é sempre dos outros – dê uma olhada na lista e
note como todos os fatores desmotivacionais são externos), uma empresa que
queira analisar por que sua equipe não está tão motivada quanto deveria tem aqui
uma lista simples, para começar.
Para Herzberg, a direção da empresa não tem de dedicar-se apenas a diminuir os
fatores desmotivacionais, mas também a investir nos fatores motivacionais se
quiser que a sua equipe produza com todo o potencial.
Veja que se falarmos especificamente de equipes de vendas, comissão (que faz
parte de salário) é apenas uma das 12 opções que um gerente tem para motivar a
sua equipe. Ou seja, não adianta apenas pagar bem se depois todo o resto está
errado e também não adianta ter um ótimo ambiente de trabalho, mas sem
perspectivas de crescimento (ou pagando mal). Equilibrar tudo isso é o desafio
do bom líder e a diferença entre uma equipe com o freio de mão puxado e uma
equipe de vendedores 100% engajada, produtiva e estimulada a vender mais e
atender melhor os seus clientes.
Palestra motivacional só para comemorar resultados – antes é preciso arrumar a
cozinha.
Categorias:
Teoria dos 2 Fatores, Fatores Motivacionais, Fatores Higiênicos, Hezberg, Motivação, Condições de trabalho, Trabalho sendo realizado, Reconhecimento, Avançar na carreira, Crescimento pessoal,
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Daniela Ramos Teixeira
Segunda, 8 de Setembro de 2008
Mercados altamente competitivos e dinâmicos, como TI e Telecom, deveriam utilizar mais as técnicas de Forecasting. Surpresas desagradáveis poderiam ser evitadas com redução de riscos e maior assertividade das áreas de negócio, principalmente, com a aplicabilidade da ferramenta Mercados Preditivos.
1. Mercado Preditivo Mercado Preditivo é um tipo de mercado que combina técnicas do mercado de apostas e do financeiro com o objetivo de prever eventos futuros. É uma ferramenta útil que contribui para a empresa enxergar novos ângulos competitivos, novos mercados, novas parcerias, quer seja na criação de “oceanos azuis”1, nas etapas para desenvolvimento de produtos ou na formação de redes de valor para parceiros.
Como funciona?
Os participantes devem ter um mínimo de conhecimento sobre o que vai ser perguntado. O objetivo é gerar informações de alta qualidade, fazendo prognósticos de eventos.
As decisões são individuais, sendo que os participantes são estimulados pela competição num ambiente de apostas. As premiações são recomendadas e, normalmente, baseiam-se na performance de cada participante.
A internet, intranet e portais B2B são ambientes apropriados para a aplicabilidade de Mercados Preditivos.
Vantagens e Aplicabilidade Apesar de pouco utilizada no Brasil, esta ferramenta tem vantagens que incluem a opinião assertiva de um grupo de especialistas (e não apenas de 1 ou 2 profissionais) a custos reduzidos e maior qualidade das respostas, se comparados com os métodos de pesquisa convencional.
Além de Inteligência Competitiva, a ferramenta Mercado Preditivo pode ser utilizada em projetos de Inteligência de Clientes, de Produtos e de Parceiros Estratégicos.
No setor de TI e Telecom, empresas como Google, Microsoft, Nokia e Motorola já utilizaram essa ferramenta, sendo que a tendência é a expansão do seu uso no ambiente empresarial, incluindo a aplicabilidade em eventos já iniciados e não apenas em eventos futuros.
A Business Week e o Boston Consulting Group fizeram uma pesquisa divulgada, recentemente, pela mídia das 50 empresas mais inovadoras. Das quatro empresas citadas acima que utilizam a ferramenta Mercados Preditivos, três delas estão entre as TOP 50 do ranking de 2008: Google (2º), Microsoft (5º) e Nokia (10º).
2. REVIE – Rede de Valor para Inteligência Empresarial O Mercado Preditivo é uma ferramenta de link para a construção da REVIE (Rede de Valor para Inteligência Empresarial) e representa um modelo de evolução dos métodos de pesquisa convencional, contribuindo com maior assertividade na construção de cenários com recomendações.
A Rede de Valor para Inteligência Empresarial (REVIE) é uma rede formada pela empresa, clientes e parceiros estratégicos (fornecedores, distribuidores, provedores de serviços) com o objetivo não só de reunir a informação e integrar os dados, mas de criar e partilhar o conhecimento com um nível de colaboração em que os ganhos e resultados sejam maximizados.
Figura 1 – REVIE (Rede de Valor para Inteligência Empresarial)

A REVIE é uma rede com o objetivo de agregar valor para as empresas no curto, médio e longo prazo em quatro eixos: produto, concorrência, clientes e parceiros estratégicos. Por ser uma Rede de Valor para Inteligência Empresarial (REVIE), a colaboração é uma das principais características dessa rede. Colaboração não apenas intra-empresarial, mas envolvendo desde clientes a parceiros/fornecedores. Esta é a principal diferença entre a REVIE e o Business Intelligence (Inteligência de Negócios).
O conhecimento e a colaboração são a base da Rede de Valor para Inteligência Empresarial (REVIE). A inovação e a criação de valor (para os clientes, empresa e acionistas) – os resultados.
3. Análises “What-IF” e Cenários Analíticos com Recomendações Além dos Mercados Preditivos, a construção de cenários com recomendações e as análises “What-If” destacam-se, também, como métodos para Forecasting.
A análise “What-If” é um método de manipular modelos quantitativos de situações de negócio na qual se especificam valores de decisão alternativos e hipóteses do ambiente. O software resolve o modelo e mostra os resultados preditivos (Davis & Kotteman, 1994).
O problema alertado por esses autores é que o usuário fica com uma ilusão de controle da situação e de que tudo se resolve com as análises “What-If”; o que é incorreto, pois programa nenhum substitui a capacidade analítica. As análises “What-If” são insumos para construir cenários analíticos com recomendações; ambos se complementam, sendo possível fazer recomendações sem as análises “What-If”.
Trabalhei em alguns projetos para clientes em que estruturei as análises de Forecasting num cenário de recomendações sem utilizar as análises “What-If”. Foram feitas projeções dos próximos passos da concorrência, dos parceiros em potencial e de crescimento de soluções no mercado. Os resultados para as empresas: investimentos assertivos para desenvolver novos negócios, respostas rápidas às ações dos concorrentes, criação de rede de valor para parcerias estratégicas e modelos de negócio colaborativos.
4. Forecasting: uma análise no mercado de Telecom Como o mercado de Telecom funciona, na maioria dos casos, com foco em ações imediatistas do tipo “apagando incêndio”, o que temos hoje é a aplicabilidade do cenário conclusivo, e não de Forecasting.
Hoje, poucos profissionais trabalham no nível de Inteligência Antecipativa. Isso inclui, também, empresas prestadoras de serviços de Inteligência Competitiva.
Quem acaba fazendo este trabalho é o consultor de negócios (às vezes terceirizado) ou o gerente de desenvolvimento de negócios, de produto; diretor nas médias empresas etc.
É importante alertar que a Inteligência Antecipativa, utilizando as técnicas de construção de cenários analíticos com recomendações para as empresas, pode ser estruturada no curto prazo, não só no longo prazo.
As empresas de Telecom deveriam estimular mais as atividades de Forecasting nas equipes de nível ‘especialistas e consultores’ das áreas de Negócio, Estratégia e Inteligência Competitiva/BI, com trabalho em conjunto de equipes multi-funcionais.
Os ganhos para a empresa são maximizados, incluindo agilidade na entrega do projeto, redução de custos com serviços de consultoria e maior conhecimento partilhado entre as equipes envolvidas.
Em Inteligência de Clientes, empresas, como a OI, utilizam modelos preditivos de aquisição e churn, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido pelas empresas de Telecom.
5. Exemplo de Mercado Preditivo e a correlação com a opinião de especialistas e outros mercados

A figura mostra que “Saddam Security” (Segurança de Sadam – mercado preditivo: preço do contrato/pacto pagando $100 se Saddam for deposto) teve um movimento muito próximo à opinião de especialistas (Will Saletan’s “Saddameter” – estimou a probabilidade dos EUA irem para a guerra no Iraque) e aos preços do petróleo (correspondia à confusão no Oriente Médio). Esse gráfico mostra que os políticos e as autoridades utilizam muito mais do que métodos convencionais de pesquisa para avaliar as chances nas eleições e as escolhas governamentais. (SNOWBERG, E; WOLFERS, J; ZITZEWITZ, 2004)
Para a aplicabilidade de Mercados Preditivos no ambiente empresarial, a intranet ou mesmo os blogs podem ser utilizados para a construção de uma networking de especialistas com o objetivo de verificar, por exemplo, quais são as soluções com maior potencial de crescimento para futuros investimentos da empresa. Ou imagine um grupo de clientes pré-selecionados pela empresa, participando de um mercado preditivo com o objetivo de trazer novas idéias para o lançamento de um novo produto ou ampliar a utilização de um serviço já existente.
Depois das etapas de coleta e tabulação (processo on-line e automatizado por software), podemos fazer também correlações com dados do mercado/macro-econômicos ou pesquisas convencionais encomendadas.
O campo de oportunidades é imenso e, com os avanços da Web 2.0 e dos modelos de negócios colaborativos, o uso da ferramenta Mercado Preditivo já é uma realidade no campo de batalha empresarial; não apenas Forecasting.
BIBLIOGRAFIA - BALCEIRO, R. B. ; ÁVILA, G. M. ; CAVALCANTI, M. C. B. A função logística nas redes de valor. Trabalho apresentado no V SIMPOI 2002 – Operações e Redes Produtivas: Integração e Flexibilidade (Congresso). São Paulo: Fundação Getúlio Vargas, out. 2002. - CHAVES, B. B. Mercados Preditivos – o novo aliado das corporações. TerraForum Consultores, 2008. Disponível em: <http://www.terraforum.com.br/sites/terraforum/Biblioteca/MercadosPreditivos.pdf>. Acesso em: 29/05/2008. - KIM W. C; MAUBORGNE R. Blue Ocean Strategy: How to Create Uncontested Market Space and Make Competition Irrelevant. Harvard Business School Press, 1 edition, 2005. - MCGREGOR, J. The World's 50 Most Innovative Companies. Business Week, 04/2008. Disponível em: <http://www.businessweek.com/magazine/toc/08_17/B4081best_companies_at_innovation.htm?chan=magazine+channel_top+stories>. Acesso em: 06/2008. - SNOWBERG, E; WOLFERS, J; ZITZEWITZ, E. Information (in) Efficiency in Prediction Markets. Wharton School, University of Pennsylvania, 2004. Disponível em: <http://finance.wharton.upenn.edu/~rlwctr/papers/0502.pdf>. Acesso em: 06/2008. - TAPSCOTT, D. ; TICOLL, D; LOWY, A. Capital digital – dominando o poder das redes de negócios. São Paulo: MAKRON Books, 2001. - TEIXEIRA, D. R. Inteligência Empresarial: muito além do BI. 2008. Disponível em: <http://dramos-teixeira.blogspot.com/2008/05/inteligncia-empresarial-muito-alm-do-bi_20.html>. Acesso em: 06/2008. - WATKINS, J. H. Prediction Markets as an Aggregation Mechanism for Collective Intelligence, 2007. Disponível em: <http://public.lanl.gov/jhw/Publications_files/HCS_PM-1.pdf>. Acesso em: 05/2008.
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Wagner Campos
Quinta, 4 de Setembro de 2008
Contos Corporativos
No início do século XIX os irmãos Grimm ficaram famosos por se dedicarem ao
registro de várias fábulas infantis. Entre todas as contribuições que fizeram
para a língua alemã, além de um dicionário e folclore, criaram vários contos
infantis que foram adaptados em todo o mundo. Alguns de seus contos ficaram tão
famosos que encantaram o mundo através de adaptações desenvolvidas pela Disney,
como: Branca de Neve, Cinderela, João e Maria, Rapunzel.
Na história da Branca de Neve, uma bela rainha, porém muito má e invejosa decide
matar sua enteada (Branca de Neve), que era uma princesinha linda e bondosa.
Tomou esta decisão apenas porque segundo seu espelho mágico, Branca de Neve era
a mais linda mulher do reinado. Apesar de a Rainha ter mandado o caçador matar a
Branca de Neve, ele a deixou partir. Enquanto fugia pela floresta, Branca de
Neve encontrou a cabana dos sete anões, que estavam trabalhando em uma mina.
Após chegarem à casa e a encontrarem lá, passaram a protegê-la. A rainha
descobriu que Branca de Neve estava viva. Então, disfarçada de vendedora de
frutas vai atrás da moça para lhe oferecer uma maçã envenenada, que faz com que
Branca de Neve caia num sono profundo. Porém, ela é salva pelo príncipe
encantado, o grande amor de sua vida, que a desperta com um beijo de amor.
Contos de fadas à parte podemos identificar facilmente a similaridade desta
história durante nossa vida pessoal e profissional.
Já presenciei por várias vezes, situações em que algumas instituições
contrataram ou promoveram seus novos chefes e estes, por insegurança passam a
não ver com bons olhos os colaboradores que se destacam na equipe. É como na
história, a Rainha Malvada demonstrava inveja da beleza da Branca de Neve. Em
vez de elogiar, incentivar e ficar orgulhosa por ter uma enteada tão linda,
preferia matá-la. Infelizmente encontramos alguns chefes assim, que preferem
desmotivar, desvalorizar e inibir a criatividade de sua equipe a criar desafios
empolgantes e motivadores que os incentivem a mostrar seus valores e
habilidades. Têm receio que se destaquem mais do que eles.
Esses chefes não gostam de deixar que transpareçam suas idéias destrutivas,
colocando a mão na massa. Então tecem estratégias malignas fazendo com que
terceiros (como o caçador que foi ordenado a matar a Branca de Neve) de alguma
forma criem discórdia e frustrações aos colaboradores que até então estavam se
destacando. Felizmente esses profissionais (caçadores) percebem que estão sendo
usados e que não é ético o que o chefe “malvado” está tentando fazer, e contam a
verdade ao seu colega de trabalho.
Em um momento de decepção inicial, o profissional se protege em sua zona de
conforto, evitando qualquer destaque e passa a se apagar, em uma tentativa de
continuar a “sobreviver”, limitado ao menos em seu espaço. Por sorte, os amigos
e companheiros de trabalho (lá vêm os sete anões...) que o respeitam e valorizam
seu trabalho, percebem o que está acontecendo e protegem este profissional
fornecendo-lhe abrigo emocional e uma boa sopa de respeito, com pitadas de
tranqüilidade.
Como é de se esperar, o chefe malvado descobre que o profissional está se
recuperando e se motivando novamente. Tenta então abordá-lo com falsas promessas
e tentando criar uma expectativa de crescimento que não existirá, mas que caso
caia nesta tentação, ela o levará a alguma falha que prejudicará sua carreira.
Com o tempo, o profissional, por deslize e mera boa-fé, volta a acreditar
naquele chefe e como era previsto, comete uma grande falha. Normalmente, nesse
momento, os amigos não podem fazer muita coisa a não ser torcer para que tudo se
reverta da melhor maneira possível.
Rainhas malvadas, anões, princesas e príncipes, todos compõem belas histórias. E
nesta, onde se encontra o príncipe? É o príncipe da competitividade de mercado
que busca profissionais competentes e qualificados e encontra um profissional
diferenciado à disposição, buscando sua felicidade em um novo reino. O príncipe
da competitividade de mercado ao ver esse profissional diferenciado em busca de
novos desafios, apresenta-lhe o reino da motivação e profissionalismo. Ao ir
para esse reino, mostra sua beleza de espírito e habilidades profissionais e
encanta a princesa filha. Após se casarem, têm uma linda criança chamada
sucesso.
Enquanto isso, o chefe malvado fica preso em seu reino da mesmice, inveja e
ignorância, guardando em seu coração a real imagem que ele representa: a
incapacidade!
Para viver no reino da motivação e ser responsável pelo crescimento de seu
sucesso é necessário que você sempre acredite em seu potencial e se diferencie
através de suas atitudes.
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