Mateus Paulini
Domingo, 7 de Outubro de 2007
Primeiramente gostaria de relatar que o planejamento estratégico nas organizações muitas vezes é deixado em segundo plano, ou mesmo nem é lembrado. É de fundamental importância para inicialmente a sobrevivência e consequentemente o crescimento sustentável que este passo não seja negligenciado.
A organização que realiza planejamento estratégico está mais preparada para os possíveis problemas que poderão ocorrer. Para entender melhor como as forças competitivas agem sobre a organização, é utilizada uma ferramenta para análise desenvolvida por Michael Porter chamada de "cinco forças".
Esta ferramenta ajuda no desenvolvimento estratégico, pois auxilia no entendimento da situação empresarial, como também possibilita a criação de cenários. Sendo assim, é possível medir a reação da organização em diferentes situações. Vou explicar cada força separadamente e traçar um paralelo estratégico a seguir.
As cinco forças segundo Porter são: novos concorrentes, produtos substitutos, fornecedores, compradores, concorrentes.

Novos concorrentes: São os possíveis novos concorrentes que podem entrar no mercado atuante, ou seja, a organização deve estar atenta a este detalhe. Lembrem-se que assim como a empresa o mercado também é dinâmico e sofre constantes mudanças.
Produtos substitutos: Com a aplicação tecnológica ou mesmo o desenvolvimento de outro produto para o mesmo fim ou um novo derivado, o produto que sua empresa produz ou comercializa pode tornar-se obsoleto. Por isso deve-se estar atento sobre as novas tendências de mercado/produto.
Fornecedores: Os fornecedores são a primeira força externa direta da organização, sendo de fundamental importância o bom e perene relacionamento, pois apenas assim será possível obter vantagem competitiva.
Existe também pressão de forças, ou seja, verifique se sua empresa não consegue obter bons preços devido a imposição do fornecedor por tamanho, e busque encontrar outros fornecedores com o intuito de diluir as compras em fornecedores de menor porte. Desta forma será possível equilibrar as forças.
Compradores: Este é o passo seguinte da cadeia, sendo a segunda força externa direta da organização. Assim como ocorre com os fornecedores é necessários analisar qual o nível de pressão de forças, caso for desfavorável, deve-se buscar soluções para não ficar "refém" destes compradores, mas essa ação é complicada quando a organização atua em segmento limitado ou dominado por poucos compradores.
Uma empresa que depende de poucos clientes com grande poder de compra, está suscetível a instabilidade casa ocorra algum problema com algum destes.
Concorrentes: A última força é a de concorrentes do segmento. Através de uma profunda analise, é possível observar que qualquer tipo de ação radical de concorrência, como exemplo a famosa guerra de preços, apenas favorece diretamente as pontas da cadeia, ou seja, os fornecedores e os compradores.
Outro ponto que é interessante citar, pois não foi mencionado na estrutura desenvolvido por Michael Porter, porém observo ser de fundamental importância a análise da relação de concorrência não apenas no segmento, como também a concorrência interna na organização. Deve-se observar também a condução deste ponto estrategicamente, sendo esta uma importante força que pode desregular as metas do planejamento estratégico.
É importante visualizar a cadeia de suprimentos (supply chain). Para o desenvolvimento do planejamento estratégico com a utilização da estrutura das "cinco forças", é necessário que seja visualizada não apenas o cenário em que a empresa está enquadrada, como também toda a cadeia de suprimentos do qual faz parte. Apenas através desta análise será possível entender como as forças agem e reagem em todos os níveis, e assim é possibilitada a criação de cenários mais consistentes.
As "cinco forças" é uma ótima ferramenta que pode e deve ser utilizada para a administração estratégica da organização, como também outras ferramentas podem ser utilizadas como a análise SWOT entre outras. Mas nenhuma delas serão traduzidas em ações e consequentemente resultados se todos não estiverem conscientes das responsabilidades e necessidades das tarefas.
Categorias:
Supply Chain, Estratégia, Planejamento Estratégico, Fornecedores, Concorrentes, Michael Porter, Produtos Substitutos, Vantagem Competitiva, Cinco Forças, Cadeia de Suprimentos, Administração Estratégica, Novos Concorrentes, Compradores,
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