Jerônimo Mendes
Terça, 3 de Junho de 2008
Esse artigo diz respeito a milhões de pessoas que tem o privilégio de acordar
diariamente para enfrentar um novo dia gozando de boa saúde e disposição,
independentemente de estarem empregadas ou à disposição do mercado, de
bem com a vida ou sendo castigada por ela. Como eu sempre digo e acredito, não
há mal que sempre dure, portanto, qualquer condição de desvantagem é apenas uma
fase de transição imposta pelo universo para testar a nossa capacidade de reação
diante dos fatos.
O meu filho mais velho teve a sua primeira grande experiência negativa
recentemente: foi assaltado a duas quadras de casa. Graças a Deus, depois de
vinte e um anos de orientação familiar, ele manteve a calma e entregou a fortuna
que carregava - mochila, celular, jaqueta, relógio etc. - diante de uma arma
apontada por um moleque enquanto o comparsa se encarregava da proeza, ambos
tensos e de mal com a vida. Pensando melhor, eram três vítimas reunidas.
A maior preocupação dos dois era mandá-lo calar a boca nas duas vezes em que
pediu para que deixassem os documentos pessoais e o trabalho de conclusão de
curso ainda não concluído. Os documentos se foram, o trabalho ficou, mas o que
valeu mesmo foi a escolha consciente pela vida.
Quando ele chegou em casa e se acalmou de verdade, onze e meia da noite, a única
coisa que ele fez questão de mencionar foi "eu escolhi não reagir" embora o seu
tamanho comparado ao dos indivíduos pudesse sugerir a possibilidade de reação.
Como ele mesmo disse, o fim poderia ter sido fatal. Bens, documentos e outras
bobagens materiais a gente recupera. A vida, não.
Há pouco tempo, o pintor Reinaldo Quintiliano despencou do 18º andar de um
edifício em Curitiba, quando a cadeira em que ele sentava desprendeu-se da
fivela de segurança. Durante aqueles intermináveis cinco segundos até o encontro
com o chão, a única coisa que ele lembra foi ter pedido a Deus que o deixasse
viver para terminar de criar os filhos. Quarenta dias depois, em entrevista à
Rádio CBN, Reinaldo disse apenas que optou pela vida e, milagrosamente, depois
de um mês em coma e muitas fraturas pelo corpo, ele continua com o firme
propósito de voltar a trabalhar o mais rápido que puder.
O nosso futuro é determinado pelas nossas escolhas. O fato de você ainda não ter
conseguido a casa dos seus sonhos, o carro do ano e o melhor emprego do mundo
não diminuem em nada o seu valor na sociedade. Ao contrário, quanto mais
dificuldades você enfrenta, mais ágil você se torna e mais promissor é o seu
futuro. Entretanto, para que os sonhos sejam transformados em realidade,
escolhas conscientes e atitudes positivas são determinantes nessa conquista.
De maneira geral, pessoas que não sabem o que querem, não fazem o que gostam e
não reagem diante das dificuldades caminham para a infelicidade no longo prazo.
E, como diz o ditado, no longo prazo estaremos todos mortos, portanto, enquanto
a vida continuar oferecendo a oportunidade de mudança, sempre haverá muito mais
felicidade na realização do presente do que na esperança do futuro.
Algumas escolhas na vida são realmente fundamentais: a pessoa com quem você vai
se casar; a universidade onde você quer estudar; a profissão que você quer
seguir; a casa, o bairro e a cidade onde você pretende morar; a aposentadoria
que você almeja ter; portanto, de maneira consciente ou inconsciente, as
escolhas do momento presente determinam a colheita do momento futuro. Quase
sempre, o que falta é a consciência da importância do momento presente.
Como dizia Emerson, o grande pensador americano, "leva tempo para descobrir o
quanto somos ricos". Em geral, o conceito de riqueza está associado ao dinheiro,
ao acúmulo de bens materiais, à posição temporária que o ser humano ocupa na
sociedade e isso, quando levando ao pé da letra, também diz respeito às
escolhas, ainda que equivocadas sob o ponto de vista da evolução racional.
No ambiente de trabalho alguém pode escolher insultá-lo, mas você tem a
possibilidade de escolher entre a reação e a indiferença. O que muda é a
percepção das conseqüências. A reação acirra os ânimos contrários e o resultado
tende a ser catastrófico. A indiferença enfraquece o oponente sem a necessidade
de violência, mas é preciso ser mais forte do que ele para evitar o confronto.
De acordo com Deepak Chopra, escritor indiano radicado nos Estados Unidos,
"tanto eu quanto você somos escolhedores infinitos. Em nossa vida, a todo
momento, entramos no campo de todas as possibilidades, onde temos acesso a uma
infinidade de escolhas. Algumas delas são feitas conscientemente, outras não".
Portanto, a melhor maneira de acertar as escolhas é manter o espírito aberto e
consciente em relação ao que se deseja obter no futuro.
Todos os dias, logo pela manhã, você tem acesso a uma infinidade de escolhas:
tomar café desesperadamente ou comer o necessário para manter o corpo em
sintonia com a vida; despedir-se da esposa e dos filhos com um beijo ou sair de
fininho; cumprimentar os colegas de trabalho com um sorriso ou desejar que se
danem; ser produtivo ou cumprir mais um dia de martírio; irritar-se no trânsito
ou agradecer pela felicidade de possuir um carro para se locomover.
Quer você queira ou não, quer você goste ou não, tudo o que está acontecendo
nesse exato momento é resultado das suas escolhas. E um ditado tão antigo
continua extremamente atual: você colhe aquilo que planta, portanto, se você
deseja felicidade deve semear felicidade; se deseja viver num bom ambiente de
trabalho, deve, no mínimo, sorrir; se deseja um futuro brilhante, deve levantar
o traseiro do sofá, livrar-se do controle remoto e traçar um plano definitivo de
ação em direção ao futuro.
Relembrando o que foi dito no início do texto, todos os dias você tem o
privilégio de acordar e fazer escolhas que determinam a satisfação e a plenitude
do momento seguinte, diferente de milhares de pessoas que acordam cedo e
preferem optar pelo sofrimento e de outros milhares que não sabem se vão comer
durante o dia, quando vão conseguir emprego e onde acomodar o esqueleto no
próximo inverno.
Segundo Chopra, "quanto mais escolhas conscientes você fizer no nível de
percepção consciente, mais corretas e espontâneas serão as escolhas, tanto para
si quanto para os outros estão ao seu redor". Portanto, quando fizer escolhas,
pense um pouco mais com o coração, não se deixe iludir pela mente. O coração é
holístico, tem ligação direta com Deus e ainda que você não acredite em Deus,
precisa de alguém que acredite em você.
Há muito tempo eu tomei a feliz iniciativa de rezar e agradecer por tudo a
caminho do trabalho. E todos os dias, durante o trajeto, eu repito em voz alta:
"Jerônimo, você é um carta de sorte, conseguiu estudar, arranjar uma esposa
legal, fazer dois filhos, publicar seis livros e ainda te pagam para fazer o que
você gosta: transmitir conhecimento e gerar prosperidade para milhares de
pessoas. Vai ter sorte assim lá no céu".
Toda vez que você fizer uma escolha pense sempre nas conseqüências que a escolha
vai proporcionar. Não faça como John Lennon que teve a infelicidade de dizer que
"a vida é aquilo que acontece enquanto você faz planos". Nem todos têm chance de
cair nas graças da mídia e a despeito de todas as suas esquisitices ainda se dar
bem. Escolher e planejar são fundamentais para o alcance dos objetivos em
qualquer fase da vida, é apenas uma questão de opção. Pense nisso e seja feliz.
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Bruno Soalheiro
Quinta, 29 de Maio de 2008
Empreendedorismo é um termo bastante em alta e discutido cada vez mais neste
país. Percebo, no entanto, ao conversar com algumas pessoas conhecidas, que a
visão "popular" que se tem do termo está bastante associada a "montar um negócio
ou empresa".
Tudo bem que isto é mesmo empreender, mas penso ser importante compartilhar com
o leitor uma visão muito mais ampla e democrática do termo. Faço isto porque
verifico que jovens em início de carreira, estejam empregados ou atuando como
profissionais liberais, dão pouca importância ao tema por acreditar que não diz
respeito a eles, já que não querem "abrir um negócio"!
Empreender é atitude! É postura e posicionamento na vida. Tem a ver com
conhecimento técnico sim, mas muito mais com desenvolvimento comportamental,
foco, persistência, entusiasmo e paixão. E tem muito a ver com PLANEJAMENTO!
Diversos profissionais liberais e jovens recém egressos passam hoje por agruras,
sem encontrar um lugar no mundo do trabalho por falta desta característica. Ora,
até para se procurar emprego hoje é preciso empreender. É preciso planejar,
buscar informação, preparar-se, informar-se e agir. Tem gente que nem procurar
emprego sabe, quanto mais conseguir clientes como profissional liberal.
Veja bem, o que vai fazer você conseguir ou não clientes e arranjar ou não um
emprego não é a qualidade técnica que você apresenta em seu campo de trabalho, e
sim a postura empreendedora que você adotar para "impulsionar" o uso desta
qualidade técnica, que é claro, deve ser excelente.
O médico mais solicitado não é necessariamente o que tirou as melhores notas ou
estudou nas melhores faculdades, e sim aquele que sabe "fazer clientes", criar
sua imagem, ou seja, empreende como forma de "vender" sua qualidade técnica.
Empreendedorismo é comportamento! É modo de atuação! Não é abrir empresa apenas.
Com as novas tendências em gestão de pessoas do mercado, até mesmo para ser um
"empregado" já se exige postura empreendedora. É gente que tem idéia, planeja,
organiza, faz, erra, refaz, muda aqui, mexe ali, estuda, procura, remexe outra
vez, cai, levanta e faz acontecer o que quer que seja; um emprego, uma festa,
uma carteira de clientes ou mesmo organizar um passeio.
A má notícia é que a maioria de nós não foi criada para empreender, e sim para
executar, acatar, obedecer e não transgredir. Resultado? O sujeito se forma e
fica igual uma planta, sem saber o que fazer; alguns poucos dão sorte e
"acontecem" em suas profissões, mas a maioria sobra, e acaba ocupando postos de
trabalho que nada tem a ver com aquilo que queriam, ganhando pouco e infelizes.
Alguém falou em depressão aí?
Já as boas notícias são que empreender é um comportamento que pode ser
desenvolvido por qualquer um, e que jamais houve um tempo tão propício para se
fazer isto. Entidades, empresas, ONGs, grupos independentes e órgãos
governamentais, todos estão aí, fomentando o tal empreendedorismo como forma de
despertar na população uma postura mais ativa e realizadora na vida.
Se você vai se graduar em breve, se é um profissional em início de carreira ou
se sente que está "estagnado" ou sem rumo, aí vai uma dica. Estude sobre
empreendedorismo, entenda este comportamento e procure aplicá-lo a todas as
esferas da sua vida. Você perceberá com o tempo que será muito mais "dono de si"
e capaz de realizar coisas maravilhosas.
Divulgo esta mensagem porque acredito que só o empreendedorismo pode salvar este
país e nos ajudar a construir um futuro melhor. Só o empreendedorismo é capaz de
criar pessoas ativas, responsáveis, realizadoras e donas de suas vidas. Pessoas
que não esperam acontecer nem ficam protestando para que a sociedade arranje um
lugar para elas.
Pessoas que dão o passo,correm o risco, sacodem a poeira e fazem a vida
acontecer. Por isso, empreenda, você não vai se arrepender, e o país agradece!
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Raúl Candeloro
Quarta, 27 de Fevereiro de 2008
O fabuloso texto de Platão, "A Alegoria da Caverna", conta a história de um grupo de pessoas que nasceu agrilhoado às paredes de uma caverna cujo túnel de acesso possuía uma curva que impedia a visão direta do mundo exterior. Deste, só visualizavam as sombras das pessoas, animais e utensílios que cruzavam a entrada. Por terem nascido nesse ambiente e não conhecerem outra coisa, os habitantes desta caverna substituíam as sombras pela realidade, pois era tudo que conheciam.
No texto, Platão descreve o que aconteceria se algum dos prisioneiros fosse libertado. Ele caminharia em direção à entrada da caverna, por onde entra a luz, e ficaria cego pela luz do Sol (representando aqui a luz da verdade). Aos poucos seus olhos se acostumariam à luz e, surpreso, ele descobriria que fora da caverna existia um mundo real. Que as sombras que sempre tinham visto na caverna eram apenas representações da realidade. E voltaria correndo contar aos outros a novidade.
Acomodados e acostumados às sombras, segundo Platão, ele seria inevitavelmente morto pelos que não querem acreditar na verdade, que não conseguem nem aceitar que ela seja verdade. A luz inicial, que provoca a cegueira, é tão dolorosa que a maioria das pessoas não tem coragem de enfrentá-la. Preferem ficar na escuridão, na ignorância e no conforto, mesmo que errados.
O raciocínio livre hoje em dia é uma raridade, poucas são as pessoas que conseguem ver além da mediocridade que os cerca. Pensar e mudar dói. Leva um tempo para acostumar-se com a realidade e com a verdade que muitas vezes choca. É muito mais cômodo ficar dentro da caverna, no mundinho que sempre conhecemos, achando que aquela nossa versão da realidade é a verdadeira. Ou que é verdade o que nos chega filtrado pela televisão, pelos jornais, pelas revistas. Somos manipulados por interesses, recebendo de maneira 'mastigada' uma versão distorcida dos fatos, e confundimos as sombras publicadas com a verdade e a realidade.
Se não engano, foi o filósofo armênio Gurdjieff que, em um de seus escritos, disse acreditar na reencarnação, mas de uma maneira diferente. Não como planta ou animal nem outra pessoa, mas como você mesmo. Ou seja, você deveria viver sua vida novamente, até acertá-la, tomando as decisões difíceis que evitou, por preguiça, acomodação, medo ou ignorância, reencarnando eternamente como você mesmo, castigado e proibido de evoluir, por não ter tomado as decisões que deveria.
É uma forma interessante de ver as coisas, pois o obriga a pensar nas suas decisões de maneira completamente diferente, sabendo que, se você não fizer a coisa certa, vai ter que voltar e voltar e voltar até acertar e viver de verdade. Ou seja, é preciso sair da caverna, encarar a luz da verdade, acostumando-se a pensar livremente, sem as amarras criadas pela educação, família, pressões da sociedade e, ultimamente, pela mídia também.
Significa ficar em pé e não viver de joelhos, ou arrastando-se. Significa nascer original e morrer original, porque a maioria das pessoas nasce original e morre uma cópia. Significa fazer algo de valor com sua vida, deixar sua marca neste mundo, ser humano como só você pode ser. Significa arriscar-se a sair da caverna, a ficar momentaneamente cego, a enfrentar as críticas e dúvidas dos descrentes, dos ignorantes, dos acomodados. Significa viver a vida de forma valente, como um herói ou heroína, seja quais forem suas condições e sua realidade. Significa ter um ideal, uma aspiração, um projeto de vida, e dedicar-se a melhorar sua vida e a dos outros, por mais duro que seja. Significa testar-se, descobrir seus limites, viver plenamente, não economizar-se para amanhã. Estar vivo é um presente, temos a obrigação de agradecer a dádiva com honra. Viva de maneira correta e corajosa desta vez - agora! lembre-se: se você não tomar estas decisões, é bem capaz que tenha que voltar, e voltar, e voltar, até acertar. Por que não ter a coragem de acertar agora?
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Rafael M. Menshhein
Sexta, 23 de Novembro de 2007
Para entender mais e atender cada vez melhor seu mercado-alvo, é necessário que haja muita Pesquisa, busca por dados e conhecimento dos mesmos para transformá-los em informações realmente úteis, não se obtendo um excesso de dados e até mesmo que haja distorções dentro da Pesquisa realizada.
Por mais complicada que pareça ser, uma Pesquisa bem elaborada irá render muitos frutos para a vida da empresa, todas as estratégias devem ser aplicadas com base em estudos de mercado, informações valiosas que as empresas podem possuir dentro de si e nem sabem como usar, por isso é muito importante que os profissionais de Marketing entendam as variáveis, desejos e necessidades dos consumidores.
Atuando em um mercado altamente competitivo, pode-se notar a importância que uma Pesquisa muito bem elaborada traz à organização como um todo, não devem haver divergências entre departamentos, nem mesmo os departamentos devem fechar-se e competirem uns com os outros dentro de um time que busca os mesmos objetivos neste mercado.
 Quando há estudos direcionados, a Pesquisa pode ser feita com um simples questionário, passando por entrevistas e chegando ao ponto onde o pesquisador imerge no mercado a ser estudado e procura obter os dados necessários para trazer até a empresa o necessário para que o estudo seja realmente utilizado e venha a contribuir com a base de dados já existente dentro da organização ou então seja apenas o início do seu banco de dados.
Com a descoberta das oportunidades do mercado, conhecendo muito bem suas variáveis e o que cada público-alvo deseja ou necessita, pode-se compreender que muito mais do que coletar dados, uma Pesquisa pode dar diferenciais, criar mais Valor para o consumidor do produto e até mesmo possibilitar mudanças no mix de Marketing (Produto, Distribuição, Comunicação e Preço).
Mas de nada adianta coletar dados sem saber como usá-los, informação não se planta, mas se colhe no mercado, com muito trabalho, dedicação e disciplina, nada cai do céu de graça, a não ser a chuva e mesmo assim há um custo envolvido, mas não basta somente ter em mãos os dados coletados na Pesquisa, é necessário ter profissionais de Marketing preparados para compreender cada um dos pontos e o que pode ser extraído dela.
Quando define-se o método de Pesquisa a ser usado, encontram-se as respostas certas para o momento certo, e dentre estes métodos encontram-se:
- Pesquisa de mercado qualitativa: normalmente usada para pequenos números de respondentes, não generalizável para o todo da população, a significância estatística e nível de confiança não são calculadas. Exemplos deste tipo de método são os focus groups (grupos de foco), entrevistas em profundidade e técnicas de projeção;
- Pesquisa de mercado quantitativa: geralmente usada para tirar conclusões, testa uma hipótese específica, usa técnicas de amostra por forma a poder fazer inferências a partir da amostra para a totalidade da população. Envolve um grande número de respondente. Exemplos: inquéritos estatísticos e questionários;
- Técnicas de observação: o pesquisador observa o fenômeno social em seu ambiente natural. As observações podem ocorrer transversalmente (observações feitas de uma vez) ou longitudinalmente (observações ocorrem ao longo de determinados períodos). Exemplos: análise do uso de produtos e a utilização de cookies para observar comportamento na Internet;
- Técnicas experimentais: o pesquisador cria um ambiente quase artificial para tentar controlar fatores espúrios e depois manipula pelo menos uma das variáveis. Exemplos: laboratórios de compra e testes de mercado.
Com a determinação correta para o uso e aplicação da Pesquisa, cabe ao profissional de Marketing estudar cada um dos dados recebidos, são inúmeras possibilidades de aplicação no mercado e apontam tendências, com base em todas as informações pode-se atingir muito mais facilmente um diferencial no produto, melhora no ambiente e além da prospecção já feita no mercado, há a conquista de novos consumidores.
O melhor a ser feito é sempre estudar, aprender, entender e atender ao mercado com estratégias sólidas e conhecimento das causas e efeitos de cada uma das ações tomadas dentro das estratégias de Marketing.
Categorias:
Marketing, Banco de Dados, Pesquisa, Comunicação, Produto, Preço, Distribuição, Estudo de Mercado, Mix de Marketing, Mercado Alvo, Profissional de Marketing,
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Administrador
Sexta, 8 de Junho de 2007
Das muitas mudanças que ocorreram no pensamento gerencial nos últimos 10 anos, talvez a mais significativa tenha sido a ênfase dada à procura de estratégias que proporcionassem um valor superior aos olhos do cliente.
A vantagem competitiva não pode ser compreendida olhando-se para uma empresa como um todo. Ela deriva das muitas atividades discretas que uma organização desempenha projetando, produzindo, comercializando, entregando e apoiando seu produto. Cada uma dessas atividades pode contribuir para a posição de custo relativo da empresa e criar a base para a diferenciação.
A cadeia de valor desdobra a empresa em suas atividades estrategicamente relevantes, para compreender o comportamento dos custos e as fontes de diferenciação existentes ou potenciais. Uma organização ganha vantagem competitiva executando estas atividades estrategicamente importantes de maneira mais barata ou melhor do que seus concorrentes.
A vantagem competitiva surge da maneira como as empresas desempenham estas atividades discretas dentro da cadeia de valor. Para ganhar vantagem competitiva sobre seus rivais, uma empresa deve proporcionar valor para seus clientes desempenhando as atividades de modo mais eficiente do que seus concorrentes ou desempenhando atividades de forma que crie maior valor percebido pelo comprador.
Não se pode mais admitir que um "bom" produto se venda por si só e que o sucesso de hoje esteja garantido para amanhã, temos então a importância estratégica da logística empresarial. A qualidade que no passado constituiu um instrumento de competitividade é hoje um pressuposto assumido.
Podemos citar como as fontes atuais de diferencial competitivo duradouro a vantagem de custo. A vantagem de custo pode ser obtida através da administração logística, que permite racionalização e redução de custos, do aumento de produtividade por diversos meios e da economia de escala, que leva à diluição de custos fixos.
A concentração de produção e armazenagem é um exemplo do diferencial de vantagem de custo, onde em decorrência da necessidade de reduzir custos, as empresas têm pensado e investido em fábricas para propiciar o crescimento da produção de um conjunto reduzido de produtos, numa única planta, com o objetivo de obter economias de escala e centralizando estoques visando à redução dos níveis de estoque.
Em conseqüência dessa concentração pode-se também induzir: o crescimento dos custos logístico, pelo aumento das distâncias e a redução do nível de atendimento ao cliente, em função do afastamento dos mercados. Portanto, nessas circunstâncias torna-se necessário um grande esforço para oferecer ao cliente um diferencial, que pode ser obtido através da administração logística.
Pode-se afirmar então que o gerenciamento logístico tem grande potencial para auxiliar a organização de alcançar tanto a vantagem em custo/produtividade como a vantagem em valor.
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