Bruno Soalheiro
Sexta, 2 de Janeiro de 2009
Na faculdade de psicologia eu sempre ficava encafifado com a chamada Análise
Experimental do Comportamento, uma prática científica embasada no
"Behaviorismo", e que tem entre seus pressupostos a afirmativa de que
podemos entender as pessoas através de seu comportamento.
O motivo de meu "encafifamento", é que tal abordagem sempre valorizou muito
pouco o que se chama de subjetividade, preferindo se ater ao que pode ser
positivamente verificável, observável e mensurável.
Mas já ficaram para trás minhas angústias de estudante de psicologia e devo
dizer que, sem desprezar a subjetividade das pessoas, tenho cada vez mais a
tendência de considerar que "comportamento" é realmente uma grande variável a
ser usada para verificar evoluções (ou não) na vida de um ser humano.
Fim de ano é sempre a mesma coisa: emoção, revisão, coração... Muita tendência
de mudança, abertura ao novo e, para alguns, planejamento para dias melhores,
mais saudáveis, mais organizados e acima de tudo, mais felizes.
Acontece que, geralmente, somos muito "subjetivos" e pouco "comportamentais" nas
resoluções tomadas. As palavras são bonitas, os sentimentos arrebatam, a poesia
das letras se torna mais perceptível, o coração se enche de boas intenções e...
O comportamento permanece o mesmo.
É o caso do homem que faz um belo discurso na ceia de natal, mas não tem
paciência com a esposa e filhos; é o estudante que se enche de "vontade de
mudar" e continua dormindo até o meio dia e resistindo às leituras; é a pessoa
que compra e lê um livro sobre "como ser mais gentil" e continua sendo grossa
com todos. (inclusive com o vendedor do livro).
De boas intenções o mundo (para não dizer outro lugar) está cheio. Mudar é muito
menos reflexão – e muito mais ação – do que pensamos. De que adiantam belas
palavras e lindos cartões se você sequer consegue ficar sem gritar com aqueles
que te aborrecem.
Toda a onda de sentimentos que nos invade nos finais de ano é sim, muito
benéfica, e serve para reforçar cada vez mais a evolução moral, emocional e
espiritual do ser humano.
Acontece que toda esta evolução apenas se efetiva na prática a partir de algo
definido por esta palavra: comportamento.
Por isso minha sugestão - porque não sou pretensioso ao ponto de dar conselhos –
àqueles que querem mudar, crescer, evoluir ou melhorar seja lá o que for, é:
Observe suas ações, as mais corriqueiras, as mais cotidianas, as menos (menos?)
importantes, enfim, aquelas que tomamos em relação às pessoas à nossa volta e
que às vezes estão tão automáticas e enraizadas que nos esquecemos de incluí-las
em nossos "planos" de mudança; pelo menos de maneira prática.
Sonhar é bom, amar é maravilhoso, aprender refresca a alma e mudar é algo
magnífico na vida qualquer ser humano. Portanto mude, mas não só na base, no
íntimo, no mais fundo de seu ser.
Mude também no "raso" de sua alma, no brilho dos seus olhos, no calor de seus
abraços e na ponta de sua língua; pois as pessoas não vêem e não sentem o que
está lá dentro, mas somente aquilo que você mostra a elas.
Um grande abraço, boas festas, muita saúde e claro: Feliz comportamento novo
para todos nós em 2009!
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Eugen Pfister
Quarta, 10 de Dezembro de 2008
A lógica competitiva é simples: “por que os clientes irão comprar da nossa
empresa e não dos concorrentes?”. O mesmo raciocínio vale para os prestadores de
serviços internos: por que nós e não uma empresa ou profissional terceirizado?
A questão é que todos estão atrás dos mesmos clientes, todos querem agradá-los e
fidelizá-los. Vence quem tiver as melhores credenciais competitivas, quem for
capaz de propiciar ao cliente uma experiência sustentável de qualidade superior.
Apesar da palavra “competitiva” sugerir complexidade, falo aqui em credencias
simples, tangíveis, fáceis de serem percebidas pelos clientes, comunicadas e
aperfeiçoadas por nós. A mensagem das marcas vencedoras é franciscana, porém,
poderosa. O objetivo é vender e lucrar oferecendo o que a empresa faz melhor que
os concorrentes.
- Pastas de dente não disputam em termos de fórmulas químicas e sim em eficácia
no combate à carie. Prove que o seu produto superior.
- Veículos automotivos trafegam numa ou noutra da categoria de líder em
conforto, luxo, segurança, economia, desempenho, etc. O cliente sabe o que
procura e o que o seu bolso pode bancar, ajude-o a conhecer o seu produto e como
ele se encaixa em sua possibilidade aquisitiva.
- Couriers brigam para liderar em quesitos como garantia ou rapidez da entrega.
Demonstre por a + b no que a sua empresa é excelente e supera a concorrência em
benefício para o cliente.
- Refrigerantes “suam a camisa” para fixar-se na mente do consumidor como o
verdadeiro sabor, a opção preferencial do público jovem, o prazer que refresca
ou o prazer sem calorias. Prove que o seu refrigerante não é apenas mais um.
Clientes devem entender em que somos diferentes e ponto final. Essa exigência
nos traz de volta à questão inicial: “por que nós e não o concorrente (ou
vice-versa)?” A única resposta crível é “porque sabemos como satisfazê-lo melhor
que nossos adversários”.
Se você não tiver um argumento competitivo convincente, há duas alternativas:
(a) invente uma nova categoria para competir fora do alcance da concorrência;
(b) ofereça um preço atraente.
A estratégia define a diferença, a tática torna a diferença conhecida,
reconhecida, palpável. Em outras palavras, a estratégia deve contar com uma base
operacional sólida já que mesmo os planos são corrigidos, recebem o influxo de
novas idéias na fase de execução que, por sinal, consome 99,9% do nosso tempo
produtivo. Ou você acredita em estrategistas em tempo integral?
Não existe. As idéias são úteis na medida em que se transformam em know-how,
processos, produtos e serviços apreciados pelo mercado. O check-list abaixo pode
ajudá-lo operacionalizar as idéias estratégicas geradas em sua empresa.
1. Nosso conceito de negócio é simples, claro (fácil de explicar e entender)?
2. É específico (ressalta uma diferença tangível), atraente (para os clientes)?
3. É demonstrável (pode ser visto, comparado, mensurado etc.)?
4. Ele nos diferencia frente aos concorrentes?
5. Cria valor real e psicológico para clientes e usuários?
6. É lucrativo (para a empresa e acionistas)?
7. Há mercado para a nossa proposta, ou teremos que criar um novo mercado?
8. Dispomos das credenciais financeiras, tecnológicas necessárias?
9. Contamos com os recursos materiais e humanos compatíveis?
10. Somos capazes de nos organizar estratégica e operacionalmente em torno desse
conceito de negócio?
Estabelecido o diferencial perante o mercado, é hora de desenvolver um pacto
organizacional que favoreça a execução da estratégia. O que redunda em:
1. Identificar os fatores chave de sucesso no negócio (atual ou futuro) e
adaptar o conceito de produto, serviço ou know-how eleito às características
identificadas.
2. Selecionar o estoque de competências organizacionais e gerenciais que
transformarão o diferencial em realidade.
3. Estimular o desejo de mudança na Organização:
- Desenvolver uma visão de futuro e metas audaciosas.
- Comunicar o desafio.
- Elaborar o PDCA (plan, do, check, act) de gestão da operação de melhoria.
- Envolver as pessoas nos planos.
4. Alinhar os recursos necessários à empreitada: humanos, gerenciais,
financeiros, planos setoriais, sistemas de informação, tecnologias e empowerment.
5. Implementar o plano, verificar resultados, corrigir desvios, melhorar os
acertos.
6. Divulgar pequenos feitos com a mesma ênfase usada para anunciar os feitos
surpreendentes e os heróis da jornada. Comemorar as pequenas vitórias que
antecedem as vitórias maiores sinaliza que estamos no caminho certo.
Ah! Antes que me esqueça: não se iluda com o plano estratégico. Por mais
original que seja, o sucesso final depende da disciplina tática do corpo
gerencial e do virtuosismo da execução da equipe. A negligência e o preconceito
contra a tática é a principal causa mortis dos grandes planos.
Portanto, não fique acanhado por estar boa parte do tempo com a mão na massa e
buscando melhores caminhos para executar as idéias geniais próprias e alheias. É
assim que as empresas e profissionais de sucesso chegaram às atuais posições.
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Raúl Candeloro
Segunda, 17 de Novembro de 2008
Com o final do ano chegando começamos a planejar o nosso próximo ano, ou pelo
menos deveríamos. Que ações serão tomadas em 2009 para melhorar nossas vendas,
nossos lucros?
Neste artigo vamos estudar um pouco sobre uma das melhores formas de se aumentar
vendas: a motivação dos vendedores através de campanhas de vendas e planos de
incentivos.
Todo e qualquer gerente já se defrontou alguma vez com a necessidade de motivar
sua equipe de vendas. Existem vários estudos que determinam as principais forças
motivadoras por trás da performance de um vendedor: segurança, promoções,
símbolos de status, responsabilidades especiais, bom ambiente de trabalho e
chances de desenvolvimento pessoal e profissional.
É inegável que um bom programa de incentivos tem um grande poder de motivar a
equipe a se superar e a aumentar suas vendas.
Podemos dividir os programas de incentivos em dois tipos distintos: os que dão
prêmios psíquicos (não tangíveis) e os que dão prêmios físicos (tangíveis).
Muitas empresas não usam corretamente a combinação desses dois tipos e a
inexistência de uma política de congratulações por bons resultados é uma
constante em empresas que conheço. A maioria acaba dando comissões mais altas –
por pura preguiça ou falta de imaginação.
Já se sabe, através de estudos, que se comportamentos positivos forem
recompensados, eles tendem a ser repetidos. Este deve ser o principal objetivo:
premiar aqueles que ajudam a empresa a atingir os seus objetivos. Se organizado
corretamente, um bom programa de incentivos não vai apenas elevar o volume de
vendas a curto prazo; vai também semear vendas no futuro por meio do
estabelecimento de relacionamentos comerciais mais sólidos.
Além disso, é geralmente melhor dar uma parte do seu faturamento para a equipe
de vendas (na forma de prêmios) do que dar descontos ou inchar a estrutura com
novos vendedores.
Segundo Henry B. Ostberg, citado no Sales Manager Handbook (Dartnell), existem
dois passos preliminares antes de se organizar um bom programa de incentivos.
São eles:
1. Estabeleça o seu propósito. Programas de incentivos podem ajudá-lo a atingir
uma variedade de objetivos. Um aumento de volume de vendas é apenas um deles. Há
outros como:
- Vender mais um determinado produto ou serviço
- Conquistar novas contas
- Reativar contas inativas
- Aumentar as vendas em épocas de queda nos pedidos
- Aumentar o número de visitas (ou telefonemas)
- Introduzir um novo produto/serviço ou modelo
- Estender uma área de distribuição
- Girar o estoque
- Diminuir o tempo do fechamento da venda
- Contra-atacar promoções da concorrência
- Ajudar a cobrar contas atrasadas de clientes inadimplentes
- Ajudar os vendedores a desenvolver suas técnicas de vendas
- Levantar mais informações sobre seus clientes
- Encontrar novos prospects
- Reduzir os custos das vendas
- Diminuir o turn over de vendedores
- Aumentar a venda de produtos/serviços mais caros
- Desovar estoques antes que surja um novo modelo
- Ajudar na avaliação de performance dos vendedores
- Melhorar a moral da equipe de vendas
2. Handicaps. Por uma razão ou outra, um vendedor pode conseguir melhores
resultados do que outros. Isso pode não ser apenas culpa dele mesmo, mas também
da natureza do seu território, o tempo de trabalho na empresa, as condições
econômicas na cidade onde trabalha etc. Por isso devem ser estabelecidos esses
padrões que levem em conta informações dessa natureza, estabelecendo handicaps.
Por exemplo:
- Use uma porcentagem de aumento sobre o faturamento do vendedor no período
anterior. Por exemplo, vender este mês 20% a mais do que mês passado.
- Estabeleça uma cota diferente para cada vendedor, baseando-se nas variáveis
colocadas acima.
- Bole um campeonato que premie o maior número de pedidos (independente do seu
valor monetário) ou premie o maior valor monetário (independente do seu número
de pedidos).
- Declare que todo vendedor que exceder uma determinada cota R$X,00 vai ganhar o
prêmio.
Veja que qualquer que seja o seu propósito, você pode claramente ter ganhos
financeiros e de equipe com os programas de incentivo.
Não é difícil ter sucesso de uma campanha promocional entre seus vendedores.
Basta organização, planejamento e, principalmente, criatividade. Além disso,
envolva sua equipe na formulação da campanha. Estimule-a a participar ativamente
pois, afinal, são elas quem melhor sabem como devem ser estimuladas.
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Jerônimo Mendes
Segunda, 27 de Outubro de 2008
Enquanto os verdadeiros culpados pela crise financeira mundial não encontram
culpados mais fáceis de serem punidos, vamos extrair algumas lições da crise
antes que ela interfira definitivamente em nossas vidas e provoque estragos
maiores do que aquele que já surrupiou 50% da nossa mísera poupança aplicada na
bolsa de valores.
De fato, não é necessário entender muito de economia ou de finanças para saber
que o principal culpado pela crise financeira atual chama-se consumo
irresponsável norte-americano, aliado ao capitalismo selvagem alimentado pela
ganância das instituições financeiras que estimula a realização o sonho de
consumo dos emergentes, também de maneira irresponsável.
Parafraseando o comandante Rolim Amaro, ex-presidente da TAM, “em crises
financeiras mundiais não existem culpados”, mesmo porque eles nunca serão
encontrados, mas existem lições a serem aprendidas. Lições que há muito tempo já
foram assimiladas pelos homens mais ricos do mundo, que sabem como ninguém
extrair o melhor das crises para se tornar ainda mais ricos.
O fato é que uma crise dessa proporção vai afetar, como sempre, as camadas menos
favorecidas da população: os pobres, os miseravelmente pobres, os emergentes e,
em parte, a classe média. Nessa hora, há uma tendência de todos tentarem se
proteger do reflexo, principalmente aqueles que têm pouco a perder. Como diria o
célebre escritor La Fontaine, há mais de trezentos anos, “os pequenos sofrem com
a tolice dos grandes.”
No caso do Brasil, somos doutores em crises financeiras, caos e planos
econômicos. Sobrevivemos aos Planos Cruzado, Cruzado Novo, Bresser, Verão,
Collor, Collor II e Real, tablita, URV, maxidesvalorização do real, apagão e
outras parafernálias econômicas; portanto, nada mais nos assusta. A capacidade
de conviver com a incerteza e de prosperar diante dela é apenas um dos motivos
pelos quais os executivos brasileiros são cada vez mais requisitados no
exterior.
Falar em crise não basta; esconder-se debaixo da mesa, também não; antecipar o
sofrimento para ver se passa mais rápido, menos ainda. Antes que ela entre de
cabeça na sua vida para subtrair o pouco que você conquistou com muito esforço,
aqui vão algumas reflexões úteis para reduzir a ansiedade geral:
1. Não ignore a crise. Pense nas sábias palavras de Arkad, o homem mais
rico da Babilônia: é melhor uma pequena cautela do que um grande remorso. Pare
de sonhar e acreditar no governo que afirma ter tudo sob controle enquanto o
mundo inteiro desaba. Não seja um otimista irresponsável. É óbvio que a crise
vai passar; mas, a que custo e em quanto tempo nenhum espertalhão se atreve a
dizer.
2. Não superestime a crise. O mundo não acabou na crise de 1929 nem
durante a grande depressão dos anos subseqüentes; também não implodiu durante a
crise do petróleo, em 1973. Da mesma forma, o Brasil não acabou quando o
Presidente Sarney decretou a Moratória, em 1987 nem quando um ex-metalúrgico
assumiu o governo e passou a contrariar a premonição dos empresários na época.
Toda crise tem seu remédio cujo tempo se encarregará de aplicar.
3. Aperte o cinto. Não é hora de sair fazendo dívidas ou de assumir
compromissos a perder de vista. O momento requer sabedoria, além de cautela.
Vivemos um período de total incerteza em relação ao futuro econômico do mundo.
Portanto, enquanto as coisas não se acalmam, procure conter o impulso do
consumo. A velha máxima continua a mesma: poupar em tempo de vacas gordas para
sobreviver em tempo de vacas magras.
4. Continue trabalhando. Nada de berço esplêndido, a despeito de todo o
dinheiro que você possa ter no banco. Quer seja empresário, quer seja empregado,
lembre-se: nada supera o trabalho. É na crise que a oportunidade aparece. Dê o
melhor de si e agora, mais do que nunca, não perca o seu objetivo e o seu
cliente de vista.
Por fim, lembre-se de que você está no Brasil e, graças a Deus, o que não falta
nesse país é trabalho. Se você depender do governo para colocar a vida nos
trilhos, pode se considerar um bom escravo porque ela não vai além do que o
governo ditar como verdade. Faça o seu caminho e não olhe para trás. De acordo
com Francis Bacon, político e filósofo inglês, “tudo o que a mente agarra com
avidez e tudo em que ela se demora com singular satisfação deve ser tomado com
desconfiança.” Pense nisso e seja feliz!
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Sérgio Dal Sasso
Segunda, 20 de Outubro de 2008
Em Janeiro de 2008 escrevemos o artigo “Administração Sustentável 2008”. Abaixo
segue parte do texto original, aonde alertávamos quase que “solitariamente” que
nossos barcos não seriam mais impulsionados sem velas, antecipando também sobre
a ausência dos controles adequados para dar sustentabilidade aos negócios.
Veja Parte do texto original “ADMINISTRAÇÃO SUSTENTÁVEL 2008 – Janeiro de
2008”:
O que podemos dizer sobre os mercados e a conjuntura econômica mundial.
Existe um limite natural em tudo, toda bola estoura, e o risco da garantia dos
volumes é o esquecimento das especificações básicas do jogo que estamos
praticando, principalmente quando nos orientamos pelo que os outros estão
fazendo, se esquecendo se realmente temos condições de praticar a mesma coisa.
Administrar de olho no mercado e suas possibilidades de conquistas às vezes
fazem com que nos esqueçamos dos parâmetros lógicos de que negócios pedem por
controles e que controles, acima de sistemas impecáveis, devem ser dotados de
gente capaz de analisá-los antes do caos.
Todo crescimento necessita de demandas, e na contra partida nos meios
competitivos, empresas acima do talento coletivo (poder de troca com ênfase nos
objetivos) pela criação “do surpreender”, não podem perder o espírito analítico
pela euforia de crescer a qualquer preço e prazo.
No mundo não temos mágica, mas lógica, pois tudo que to falando é resultante das
décadas de fusões e aquisições geradoras de estratégias que beneficiam escalas
ajustando e consolidando participações, mas que também aceleram as reduções de
mão de obra que por conseqüência se alocam em outras atividades e desafios, que
nem sempre garantem um consumidor estável, mas que mesmo assim gasta e temos que
aprender a trabalhar.
Aguardemos os resultados em 2008, 2009, mas antecipe e revise seus planos, pois
nossos barcos não vão mais navegar sem o uso de todas as velas. Se errar pela
cautela, “please” às vezes uma boa cardeneta de poupança é melhor do que
traficar cocaína.
Reforçando nossa visão na época, fica-se claro pelo que vem acontecendo que
essa crise tem seu reflexo em todos os cantos do planeta, e que, de forma menos
intensa, porém preocupante, também praticamos da mesma maneira a política do
expandir pela dilatação do credito, do tipo olhar pela venda, deixando que as
informações sobre as conjunturas do crescimento fossem dados mais relevantes do
que a analise das garantias do próprio consumidor.
Coisas do mundo de grandes escalas e das decisões em cima de demonstrativos que
vão se acumulando com base em provisões percentuais e estatísticas, que nem
sempre refletem a realidade do que está acontecendo. Nesse momento tanto faz
qualquer adoção governamental para amenizar as coisas, pois o estancar o
crédito, controlar ou dificultar o consumo pelo aumento dos juros, não irá
amenizar a herança do que já foi feito, que se encontra na parcela do
compromisso assumido do consumidor pego pelo impulso. O jogo do mercado,
inevitavelmente, vai ditar à redução do poder do consumo e pior refletir na
saúde dos fluxos financeiros com acréscimos pelo acumulo da inadimplência e
redução de volumes.
O final do ano vem chegando e cabe um alerta ao mercado, ao gestor, ao
colaborador. Primeiro não atente muito as informações ou ausências delas
referente ao que o governo está passando (afinal estamos em campanha eleitoral)
e em segundo se os negócios já não estão bem, não arrisque transações sem a
devida visão dos prazos entre compras e vendas. Negocie muito suas compras, e
reforce a tese de vender novidades, e assim justificar as vantagens das
operações de curto prazo, se distanciando no máximo de ser o financiador direto
na ponta final, e se isso for inevitável tenha um sistema de analise para
garantir segurança caucionada frente ao comprador final.
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