Tom Coelho
Segunda, 25 de Agosto de 2008
“Não é o cérebro que importa mais, mas sim o que o orienta: o caráter, o
coração, a generosidade, as idéias.”
(Dostoievski)
A violência e a intolerância têm dominado o mundo. Observe como elas estão ao
seu redor. Nos noticiários da televisão, nas páginas dos jornais e das revistas,
nas conversas em rodas de amigos.
Impotentes que nos sentimos diante de sua escalada, recorremos às leis,
contratos firmados entre os homens para regular a convivência em sociedade.
Passamos a defender a pena de morte, um maior rigor na aplicação das normas, a
antecipação da maioridade penal. Buscamos proteção e sequer percebemos que pouco
contribuímos para alcançá-la.
O efeito estufa ganha notoriedade e o aquecimento global deixa de ser retórica
de cientistas e ecologistas para mostrar sua face real. Estamos comprometendo
nossa sustentabilidade e as gerações futuras.
Os males que nos afligem decorrem de nossa natureza egoísta. Não basta sermos
ambiciosos. Precisamos cultivar a ganância. Queremos sempre mais. Mais posses,
mais bens, mais exposição. Mais coisas quantificáveis, palpáveis, que possam
ornamentar uma parede ou serem vistas sobre um móvel de mármore. E, em
contrapartida, temos menos carinho, companhia, afeto. Beijamos pouco e abraçamos
menos ainda.
Todo jovem, em algum momento de sua vida, nutre a utopia de construir uma
sociedade mais justa onde as diferenças sócio-econômicas sejam abrandadas. Ele
sabe de sua força e da importância de suas ações para obter este feito. Mas a
idade adulta nos visita e passamos a acreditar que a humanidade não pode ser
salva e que uma atitude pontual é insuficiente para surtir efeito.
Aqui reside a grande quebra de paradigma. São as pequenas ações individuais,
tomadas coletiva e sucessivamente, a gênese da transformação. Lembro-me de um
provérbio chinês que diz: “Antes de iniciares a tarefa de mudar o mundo, dá três
voltas na tua própria casa”.
A este processo contínuo e envolvente denominei “Espiral da Ética”. A imagem
da espiral remete a algo flexível e em constante movimento ascendente. E a ética
invoca aos preceitos morais que habitam com naturalidade nosso íntimo.
Alimentamos esta Espiral da Ética através de nossos comportamentos e atitudes.
Obedecendo aos limites de velocidade e não trafegando pelo acostamento.
Priorizando pedestres e dando passagem a outro veículo. Respeitando vagas e
assentos reservados aos idosos e deficientes físicos. Aguardando o desembarque
das pessoas de um elevador e segurando a porta para outras o adentrarem antes de
você. Evitando estacionar o carrinho de compras no meio de um corredor no
supermercado e impedir a passagem das demais pessoas. Ouvindo com atenção seu
interlocutor num debate em vez de preocupar-se apenas em expor suas opiniões.
Poderíamos desfilar muitos outros exemplos. E você poderá fazer sua própria
lista e começar a colocá-la em prática imediatamente. Inspirado na obra escrita
por minha amiga Rosana Braga, intitulada “O Poder da Gentileza”, resolvi chamar
a cada uma destas ações de “pílulas de gentileza”.
Trata-se de pequenas drágeas encapsuladas na mente e sorvidas pelo coração. O
princípio ativo é dado pelo amor, com elevada concentração de generosidade e
benevolência. A posologia recomenda administrar uma autêntica overdose diária.
Os efeitos colaterais são variados e os estudos a este respeito ainda não foram
concluídos. Sabe-se apenas que no curto prazo foram observadas a ocorrência de
brilho no olhar, redução da angústia e da ansiedade, surtos freqüentes de
entusiasmo e alegria. E no longo prazo, a expectativa de um lugar melhor para se
viver.
Loren Eiseley foi um antropólogo, arqueólogo e escritor norte-americano,
conhecido por suas obras publicadas acerca da teoria evolucionista do homem. Em
um de seus escritos, magnificamente retratado em um breve filme intitulado “A
História do Jogador de Estrelas”, fragmento de obra de Joel Barker, distribuído
com exclusividade no Brasil pela Siamar, ele relata que um poeta caminha pela
praia quando encontra um jovem arremessando estrelas-do-mar de volta ao oceano,
para salvá-las da maré baixa e forte sol que se avizinham. O homem se aproxima e
interpela o rapaz dizendo-lhe que sua atitude é inútil diante da imensidão da
costa marítima que acometerá fatalmente a maioria daqueles seres. Portanto,
seria impossível que sua ação isolada pudesse fazer alguma diferença. O jovem
ouve atentamente seu argumento, inclina-se em direção à areia, recolhe outra
estrela-do-mar e a atira longe da rebentação. Então, aproxima-se do homem e lhe
diz: “Fez diferença para aquela”.
Estou certo de que se conscientizando e agindo em direção a práticas mais nobres
e menos superficiais, você encontrará a sua estrela-do-mar. E, com ela, sua
essência, a paz e a calma que tanto merece. Ao fazer isso por você, estará
fazendo também por mim. E por todos nós.
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Wagner Campos
Segunda, 3 de Dezembro de 2007
Todo ano acontece a mesma coisa. Na véspera de datas comemorativas como: dia internacional da mulher, dia da secretária, dia dos namorados, dia dos pais, dia das mães, dia das crianças, natal etc. As indústrias preparam-se para atender o comércio, todo o comércio passa a enfeitar os estabelecimentos com temas das datas comemorativas em questão. Fica tudo muito lindo e todos com muitas expectativas de obterem resultado superior ao ano anterior.
O mais importante de tudo normalmente é esquecido. As datas comemorativas sempre existirão, porém, seus clientes poderão deixar de voltar caso suas expectativas também não sejam atendidas e superadas.
Produtos bonitos, variados, com qualidade, preço atraente e bom crediário nem sempre são determinantes para realizar as vendas. O bom atendimento também é muito importante. Devemos lembrar que os clientes satisfeitos provavelmente retornarão porém os insatisfeitos com certeza evitarão passar por mais um momento de insatisfação.
Satisfazer um cliente não é necessariamente vender por um bom preço, como muitos acham. É saber valorizar o interesse, idéia, opinião e desejo do cliente pelo produto ou serviço.
Existem várias atitudes simples que proporcionam grandes resultados a todos, independente de ser em um momento de venda de produto ou serviço. Estas atitudes podem ser os maiores diferenciais que você oferecerá em relação aos seus concorrentes.
Vamos relembrar algumas destas atitudes:
1. Sorria - Não faz mal a ninguém e contagia a todos que estão próximos 2. Chame pelo nome - Demonstra reconhecimento e respeito 3. Mantenha a privacidade - dar distância ou aproximar quando for o momento adequado demonstra respeito ao momento do cliente 4. Saiba Ouvir - Não julgue, não suponha, apenas ouça, analise, interprete e em seguida aja. Se tiver alguma dúvida, pergunte. 5. Saiba ler o comportamento - O corpo fala. Entenda os gestos, as expressões, o olhar, o andar. Observe o tempo que o cliente dedicou a cada item, verifique com quem ele está, se ele é decidido ou gosta de opiniões de quem confia. 6. Seja proativo - Independente de ser realizada uma venda no exato momento demonstre disponibilidade ao cliente. Dê um cartão, diga seu nome, mostre outras opções que sejam convenientes com o que ele busca. 7. Não se apegue ao preço e condições - Mesmo que sempre seus clientes perguntem o preço, evite falar quanto custa e como pode ser pago sem que o cliente pergunte. Muitos podem se sentir desconfortáveis, desvalorizados e até humilhados quando alguém fala "custa R$ 50,00 e pode ser parcelado em até 5x". Se o preço não estiver exposto, espere ele perguntar e se for o caso complemente com informações tipo "além de nossos preços serem diferenciados, temos várias condições de pagamentos exclusivas". 8. Seja carismático - Tire a cara de dor de dente e demonstre simpatia. Há pessoas que ficam na entrada do estabelecimento a cara do "Hardi" do desenho da Hanna Barbera "Lippy e Hardi" (ó vida, ó azar) aguardando clientes porém conseguem apenas o efeito espantalho, espantando os clientes.
Há outras muitas outras atitudes simples para se entender o comportamento dos clientes e potencializar seu sucesso. Acredito que o mais importante de todos é lembrar que você é um cliente e passar a entender o que te agrada, o que você esperaria, o que você gostaria de ver, ouvir, sentir, como você se surpreenderia e o que faria você voltar neste local.
Se atender alguns quesitos como os acima mencionados, com certeza já foi dado um grande passo para o sucesso. Assim, as datas comemorativas não serão o único porto seguro das vendas pois os clientes satisfeitos retornarão e também indicarão novos clientes, além das vendas de cada clientes serem potencializadas.
Profissionais de vendas e de atendimento precisam entender que são como motoristas: em determinados momentos estão pilotando, em outros momentos estarão atravessando a faixa de pedestres. Em qualquer um deles é desejado chegar ao destino, porém de formas diferentes. Lembre-se disto!
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Franco Rosário
Terça, 25 de Setembro de 2007
Trabalho a maior parte do tempo em minha casa, o que me deixa longe do trânsito caótico da cidade de São Paulo. Cada vez mais tenho percebido o quanto isso é bom para a saúde. As poucas vezes que tenho que pegar o carro, seja para ir a uma reunião ou sair à noite, vejo tantos motoristas desrespeitando as leis que fico abismado e estressado.
Tenho certeza que este fenômeno não é exclusivo da maior cidade do país. Todas as outras cidades do Brasil têm motoristas mal-educados. Muitas pessoas passam por cima de tudo para ter alguma vantagem. Não respeitam os semáforos, mãos de direção, faixa de pedestres. Enfim, agem de forma egoísta.
E não é apenas no trânsito que as pessoas se comportam assim, mas em diversas outras situações de interação com outro ser-humano. Aliás, parece que, cada vez mais, só há no mundo pessoas individualistas, que querem brigar com os outros.
Mas e qual a relação disso com as empresas?
A relação é bastante simples e objetiva: as empresas podem e devem incentivar seus funcionários a agirem de forma mais respeitosa, pensando no bem-estar social. Elas devem incentivar o civismo. Afinal, as empresas nada mais são grupos de pessoas com objetivos comuns. Todas elas buscam, com seu trabalho, produzir algo útil para a sociedade e receber dinheiro por isso. Dentre esses objetivos comuns deve estar também construir uma sociedade melhor para todos. E nisso as empresas podem influir.
Há muitas maneiras de uma empresa colaborar para a criação de um mundo melhor. Algumas dicas:
* Incentivar os funcionários a realizarem trabalho voluntário; * Promover grupos de carona; * Separar lixo reciclável dentro da própria empresa; * Promover palestras e grupos de discussão sobre preocupações comuns; * Permitir que os funcionários desenvolvam projetos pessoais dentro da empresa.
Entre muitas outras sugestões. Essas ações não vão, necessariamente, acrescentar algum diferencial ao seu produto ou serviço ou proporcionar mais lucro para sua empresa. Mas, com certeza, irão despertar em seus funcionários a consciência de que todos têm um papel importante para tornar o mundo um lugar melhor para viver.
Para finalizar, um recado: de nada adianta sua empresa incentivar comportamentos corretos se não der o exemplo.
Colaborador: Franco Rosário
Categorias:
Sociedade, Trabalho, Empresa, Dinheiro, Funcionário, Vida, Reflexão, Exemplo, Trabalho Voluntário, Lixo Reciclável,
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