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SUA MARCA TEM UM CONCEITO?

Sabado, 26 de Julho de 2008
Patrícia Marinho, colunista do Blue Bus, esteve em Miami, na Conferência de Planejamento da AAAA (American Association of Advertising Agencies), onde assistiu a palestra de David Hackworthy, um dos fundadores da The Red Brick Road, uma pequena agência sediada em Londres, que abordou o tema "Como chegar a grandes idéias rápido".SUA MARCA TEM UM CONCEITO?

"David reforçou o raciocínio já defendido por outros palestrantes de que precisamos deixar de fazer posicionamento para definir um propósito. Quando uma marca tem um ponto-de-vista fica muito mais fácil desenvolver boas idéias rápido", afirma Patrícia.

O ponto-de-vista de uma marca é também a sua assinatura, slogan ou o seu conceito. Mas o que é um conceito? Você pode estar se perguntando.

Bem, o conceito traduz as características principais da marca. Sua missão é trazer à lembrança das pessoas um resumo das qualidades da marca e dos produtos, ajudando a empresa a se diferenciar da concorrência. "Mil e uma utilidades", "Desce redondo", "Uma boa idéia", "Não tem preço", "Viva o lado Coca-Cola da vida", "Just Do It".

"Os slogans reforçam um posicionamento, mostram o que a marca expressa e ajudam a despertar o sentimento dos consumidores", afirma Gislaine Rossetti, diretora do comitê de comunicação corporativa da ABA - Associação Brasileira dos Anunciantes.

"Conceitos fortes e duradouros são importantíssimos para a imagem de qualquer marca. Mais do que isso: são fundamentais", observa Washington Olivetto, presidente da W/Brasil.

Criar um conceito é tarefa que deve unir criação e planejamento na construção de uma marca. Portanto, você pode encarar o conceito como um planejamento criativo ou como uma criação bem planejada.

De qualquer maneira, fica a pergunta: como construir marcas nesse mundo em constante evolução e mudanças?

"O nosso negócio precisa deixar de ser o da interrupção para passar a ser a construção de crenças a ponto de promover mudança de comportamentos. As marcas precisam saber claramente qual é seu papel no mundo e tem que demonstrar seu propósito através de ações. Cabe aos planejadores das agências liderarem o processo de definição destes territórios que tornam as marcas especiais e fazem com que os consumidores se identifiquem e incluam essas marcas em suas vidas", afirma Hill, a presidente da AAAA.

Se marca deve ser encarada como uma filosofia de gestão para tornar-se referência na construção de relacionamentos estáveis, essa filosofia deve estar muito bem expressa e presente na mente daqueles que se relacionam com ela - comprando, experimentando, assistindo um comercial de TV ou tendo qualquer outro tipo de contato.

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Regulamentação do Consórcio Simples é debatida em Brasília

Quarta, 29 de Agosto de 2007
Representantes de redes e centrais de negócios reúnem-se para discutir as dificuldades enfrentadas pelo setor na hora de fazer compras e vendas conjuntas; em setembro haverá novo encontro.

A filosofia dos ditados 'a união faz a força' e 'uma andorinha só não faz verão' pode ser aplicada no mundo dos negócios, principalmente quando se trata de pequenos negócios. Um grupo unido de empresários tem mais representatividade e força no mercado do que apenas um sozinho. Por isso, cada vez mais, redes e centrais de negócios têm crescido nos últimos anos em todo o País.

Seja organizados em redes, seja em centrais, os empresários buscam soluções conjuntas de gestão e de interesse econômico comuns, com foco no mercado em que atuam. Dessa forma, eles conseguem, por exemplo, comprar produtos de boa qualidade das grandes empresas com menor custo. Nesse processo, o cliente também sai ganhando, já que passa a encontrar nas prateleiras um maior mix de produtos, por preços mais em conta.Compra conjunta

Embora trabalhar de forma conjunta represente novos ganhos para esses empresários, na hora de realizar compras conjuntas, uma grande parte deles esbarra na questão tributária. Dispostos a mudar essa realidade, representantes de redes e centrais de negócios de vários estados do País estiveram reunidos, em Brasília, com integrantes do Sebrae e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), para discutir a regulamentação do Consórcio Simples, dispositivo que consta do Capítulo VIII da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, a Lei Complementar 123/06.

Esse consórcio é um tipo de associação empresarial, com o qual os pequenos negócios poderão se associar visando ganhos de escala, competitividade e acesso a novos mercados. Com maior poder de negociação, as micro e pequenas empresas poderão comprar melhor e também vender melhor, fortalecendo o que se faz hoje por meio das centrais de negócios.

"O trabalho conjunto entre micro e pequenas empresas é extremamente importante, porém existem questões tributárias e jurídicas que precisam ser resolvidas, ou seja, é preciso unir forças para regulamentar as compras conjuntas", diz o consultor da Unidade de Políticas Públicas do Sebrae André Spínola. Ele acrescentou que "esse é o momento ideal para mobilizar as Redes e as Centrais de Negócios do Brasil para elaboração e encaminhamento do texto final a ser regulamentado".

Durante a reunião, realizada no âmbito das ações do Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequenos Porte, os empresários tiraram diversas dúvidas com o consultor André Spínola e levantaram as principais dificuldades práticas enfrentadas por eles no dia-a dia, quando o assunto é comprar ou vender conjuntamente. Entre essas dificuldades estão a emissão de nota fiscal, o débito e crédito de ICMS e o débito e crédito de PIS/Cofins. Os técnicos do MDIC presentes anotaram as sugestões feitas pelos empresários e, posteriormente, vão elaborar, considerando esse material, uma proposta para o texto final de regulamentação do Consórcio Simples.

Na ocasião foi criado um grupo gestor de acompanhamento, formado por cinco representantes. Eles irão acompanhar a elaboração e o encaminhamento da proposta pelo Fórum Permanente ao governo. O próximo encontro do grupo está marcado a segunda quinzena de setembro.

Empreendimentos coletivos
Desde 2003, o Sebrae, por meio da Unidade de Acesso a Mercados, vem apoiando a estruturação de Centrais e Redes de Negócios por todo o País, com capacitação e repasse de metodologia. A partir de 2006, foram intensificados esses trabalhos e hoje já são 50 centrais atendidas pela Instituição.

De acordo com a coordenadora nacional do projeto, Patrícia Mayana, o Sebrae trabalha com empresas que se encontram em diferentes etapas. Existem as empresas que buscam trabalhar apenas com compras conjuntas e existem as que buscam fazer não só compras, como também, marketing e outras ações conjuntas.

"Nossa metodologia conta com consultores que, por meio de oficinas e módulos de consultoria, trabalham com os empresários temas como negociação com fornecedores, elaboração de plano de marketing, compras conjuntas, questões jurídicas", diz Patrícia Mayana.(Regina Xeyla / Agência Sebrae)

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Responsabilidade Social Empresarial - Estratégia do Endomarketing

Quinta, 31 de Maio de 2007
RESUMO

Este artigo pretende verificar se as empresas que adotam o conceito de socialmente responsáveis conseguem, além de uma boa imagem perante o mercado, motivar os seus clientes internos, tornando-os mais satisfeitos e com intenção de permanecer na empresa por mais tempo. Para tal, foram estudados conceitos como endomarketing, marketing social e responsabilidade social empresarial.

Palavras-chave: Endomarketing. Marketing Social. Responsabilidade Social Empresarial.

1 INTRODUÇÃO

Para que as empresas obtenham uma boa imagem no mercado, talvez bastasse que seus produtos/serviços fossem de qualidade e que o tratamento dispensado aos seus fornecedores e parceiros fosse ético. Com as exigências de mercado e, sobretudo, a globalização, este pré-requisito mudou; hoje é de vital importância possuir uma política de recursos humanos eficientes e dar atenção adequada aos funcionários.

Porém, a fim de serem admiradas e respeitadas por seus clientes e funcionários, o foco agora passa a ser multifacetado, tendo incluído inclusive a comunidade como umas das prioridades do trabalho de marketing das organizações. Hoje em dia observa-se a maneira como a empresa se relaciona com a sua comunidade, não simplesmente respeitando-a, mas atuando ativamente para ajudá-la.

Esta nova consciência social e cultural no qual se inserem as empresas é a chamada responsabilidade social. Um diferencial relevante para a imagem que as empresas querem ter perante o mercado está ligado à forma como elas se relacionam com a comunidade a sua volta.

Várias empresas, principalmente as maiores, já atuam com responsabilidade social, doando parte de seu tempo, dinheiro e experiência, valorizando a comunidade, a cidadania e o meio ambiente, entre outros temas de interesse social.

Essas organizações que têm a responsabilidade social como filosofia devem utilizar o endomarketing para criar uma identidade forte e positiva junto aos seus funcionários?

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Segundo Kotler (1996),

O conceito de mercados no fundo nos traz o conceito de marketing de forma global. Marketing significa trabalhar com mercados, os quais, por sua vez, significam a tentativa de realizar trocas em potencial com o objetivo de satisfazer às necessidades e aos desejos humanos. Assim, voltamos à nossa definição de que marketing é a atividade humana dirigida para a satisfação das necessidades e desejos, através dos processos de troca.

2.1 Marketing

As organizações se empenham para construir uma imagem sólida e positiva na mente dos seus públicos e, dessa forma, estabelecer com eles um relacionamento duradouro.

É nesse contexto que o marketing atua como uma ferramenta que lida com a identificação e a satisfação das necessidades humanas e sociais de maneira lucrativa.

Segundo Kotler e Armstrong (1998, p.3), marketing é "o processo social e gerencial através do qual indivíduos e grupos obtêm aquilo que desejam e de que necessitam, criando e trocando produtos e valores uns com os outros".

Muitas pessoas pensam em marketing como propaganda e vendas. Isto sim são apenas ferramentas do "mix de marketing" que juntas trabalham objetivando satisfazer as necessidades dos clientes. Para tal, utilizam-se os veículos de mídia (rádio, televisão, revistas) para levar as mensagens das qualidades e benefícios que o produto proporciona ao consumidor.

2.1.1 Conceitos centrais

O marketing apresenta uma rica variedade de ferramentas e conceitos ligados entre si e, para se conhecer esses conceitos é importante compreender a definição de marketing, assim como, o seu mercado de atuação. Dessa forma, as empresas estarão mais próximas da realidade de seu público, obtendo uma longevidade em seus negócios.

A necessidade é o conceito mais básico de todos, visto que são as necessidades humanas; físicas (alimentação, segurança, roupas), sociais (fazer parte de um grupo e ser querido por este) e individuais (de conhecimento e auto-realização), são inerentes ao ser humano. Essas necessidades, os profissionais de marketing, não criam, fazem parte da constituição do homem.

O desejo é a necessidade humana que não é satisfeita, ou seja, é moldada pela cultura e pelas características de cada um. Quando o homem é exposto a objetos que despertam o seu desejo, os profissionais de marketing procuram fornecer produtos e serviços que satisfaçam esse interesse.

Para Kotler (1998), os desejos são carências por satisfações específicas para atender às necessidades e são moldados pela cultura e pelas características pessoais.

Quando esses produtos e serviços são adquiridos, ou melhor, quando o objeto desperta desejo e pode ser comprado, torna-se demanda. O importante é obter benefícios com o produto.

Valor para o cliente é a diferença entre o que se obtêm ao comprar e utilizar um produto e os custos para comprá-lo. É o "algo mais"; valores como status e imagem que estão embutidos nos produtos.

Para Lovelock e Wright (2005, p.25),

[...] as empresas criam valor oferecendo os tipos de serviços que os clientes necessitam, apresentando acuradamente suas capacidades e realizando-as de maneira agradável e conveniente por um preço justo.

Para satisfazer o cliente, leva-se em consideração o desempenho do produto em relação às expectativas do comprador, ou seja, se o desempenho faz jus às expectativas, o consumidor fica satisfeito, mas se o surpreende, ele fica encantado.

Kotler (2000, p.58) descreve satisfação do cliente como "sensação de prazer ou desapontamento resultante da comparação do desempenho (ou resultado) percebido de um produto em relação às expectativas do comprador".

Um fator intimamente relacionado à satisfação do cliente, é a qualidade que os produtos e serviços oferecem. A gestão de qualidade (TQM - total quality management) foi idealizada a fim de melhorar a qualidade dos produtos e serviços, impactando diretamente no seu desempenho e consequentemente na satisfação do consumidor. Para Lovelock e Wright (2005), a qualidade está relacionada ao grau em que o serviço satisfaz os clientes ao suprir suas necessidades, desejos e expectativas.

O conceito troca é o ato de conseguir um objeto que se deseja dando alguma coisa em retribuição, sendo a transação, a relação de troca de valores entre duas partes onde não necessariamente envolve dinheiro. Pode haver transação trocando-se um objeto por outro; é o chamado escambo.

Finalizando a definição dos principais termos de marketing está o mercado, que é constituído por todos os compradores reais e potenciais de um produto sendo o seu tamanho definido pelo número de pessoas que apresentam necessidades e recursos para efetuar as trocas.

2.1.2 Ambientes de Marketing

Atualmente as organizações enfrentam grandes desafios, como a globalização, e também oportunidades, como os avanços tecnológicos. Os líderes empresariais traçam o futuro de suas organizações em um ambiente de rápidas mudanças econômicas, sociais e culturais.

As empresas precisam conhecer essas forças a fim de minimizá-las ou até mesmo utilizá-las de forma estratégica. Para identificar e aproveitar as oportunidades de mercado se faz necessário o conhecimento das condições ambientais que cercam a empresa e sabedoria para reconhecer potencialidades não exploradas.

Os profissionais de marketing são os responsáveis pela identificação das mudanças no ambiente e pela adaptação das empresas a estes fatores.

No ambiente de marketing (micro e macro) existem forças e agentes internos e externos que influenciam na atuação dos administradores de marketing em desenvolver um bom relacionamento com seus consumidores.

O ambiente externo de marketing é formado por agentes, atividades e relacionamentos externos à empresa que a influenciam e com ela interagem no âmbito mercadológico.

De acordo com Kotler (2000, p.162),

Em um cenário global de rápida alteração, a empresa deve monitorar seis forças importantes: a demográfica, a econômica, a natural, a tecnológica, a político-legal e a sócio-cultural. Os profissionais de marketing devem prestar atenção a suas interações causais, porque elas preparam o palco para novas oportunidades.

No micro ambiente, os agentes participam diretamente do funcionamento operacional de mercado; são os fornecedores, os distribuidores, os concorrentes e os consumidores. No macro ambiente, são fatores que influenciam os agentes e o processo mercadológico como um todo; são as decisões políticas e econômicas, inovações tecnológicas, hábitos culturais e a disponibilidade de recursos naturais.

De acordo com Kotler e Armstrong (1998, p.47),

O microambiente consiste em forças próximas à empresa que afetam sua capacidade de servir seus clientes - a empresa, os fornecedores, os canais de marketing, os mercados de clientes, os concorrentes e os públicos. O macroambiente consiste em forças sociais maiores que afetam todo o microambiente - forças demográficas, econômicas, naturais, tecnológicas, políticas e culturais.

As oportunidades e ameaças presentes a este ambiente são observadas e consideradas de grande importância para as estratégias a serem adotadas.

2.2 MARKETING INTERNO

O marketing interno é uma ferramenta do marketing voltada para treinar e motivar o funcionário com a finalidade de que este atenda e encante os consumidores.

2.2.1 Compreendendo o marketing interno

O gerenciamento da reputação de uma organização, junto a seu público interno, necessita do fortalecimento da confiança dos seus funcionários em relação à própria organização, sendo alcançado através da fidelização, do comprometimento e da satisfação desses.

O comprometimento dos clientes internos é de suma importância para que a empresa, através da implantação de suas estratégias, consiga atender, satisfatoriamente, as expectativas de seus clientes externos.

O marketing, antes voltado diretamente para o público externo, hoje procura satisfazer o seu público interno, que motivado e empenhando, atende de maneira eficiente o seu público externo. A empresa que, através da área de marketing, apresente ao mercado um produto competitivo, mas que não cumpra prazos de entrega ou possua em péssimo atendimento, irá comprometer todo o esforço mercadológico. É importante que a estrutura interna corresponda à imagem divulgada pela empresa e para isso, é importante que os funcionários se sintam motivados e satisfeitos.

Para Cerqueira (2005, p.51), marketing interno pode ser entendido como "projetos e ações que uma empresa deve empreender para consolidar a base cultural do comprometimento dos seus funcionários como desenvolvimento adequado de suas diversas tecnologias".

Esses projetos e ações melhoram o relacionamento e a comunicação interna construindo uma base motivacional entre os funcionários e desses, com a organização como um todo.

Segundo Kotler (1998, p.40), "De fato, marketing interno deve vir antes de marketing externo. Não faz sentido a empresa prometer serviço excelente antes de seus funcionários estarem preparados para isso."

Para o marketing interno, um funcionário treinado, motivado e satisfeito com a organização, entende a importância do cliente externo conseguindo dessa forma propiciar produtos e serviços com qualidade.

2.2.2 Marketing interno x endomarketing

A empresa que visa a qualidade de seus produtos e serviços prestados tem atualmente no seu funcionário, um grande aliado na conquista desses objetivos. Para tal, o investimento na qualificação e motivação do pessoal torna-se fundamental, tornando-os satisfeitos e comprometidos em prol dos resultados estabelecidos.

A organização, ao satisfazer às necessidades dos funcionários, melhorando a qualidade do serviço interno, consequentemente atinge de forma positiva os seus clientes externos.

Essa atenção dedicada ao público interno está relacionada ao conceito de endomarketing, um dos ramos do marketing que enxerga os funcionários como clientes internos e as tarefas desempenhadas por eles, como produtos internos.

De acordo com Bekin (2004, p.2), endomarketing

São ações gerenciadas de marketing eticamente dirigidas ao público interno das organizações e empresas focadas no lucro, das organizações não-lucrativas e governamentais e das do terceiro setor, observando condutas de responsabilidade comunitária e ambiental.

O endomarketing é uma das ferramentas do marketing dirigida ao público interno das organizações e é comumente confundido com o conceito de marketing interno que está relacionado às ações de treinamento dos colaboradores da empresa visando qualidade nos serviços prestados aos clientes externos.

No endomarketing, o cliente interno é tratado como o primeiro cliente da empresa e por isso, os esforços são direcionados, primeiramente, a eles.

Já no marketing interno, o principal foco é o cliente externo. Para que ele seja bem atendido e dessa forma criado uma relação de fidelização, o funcionário deve ser treinado e se sentir motivado para exercer esse papel.

Para Brum (2000, p.34), marketing interno "é dar ao funcionário educação, carinho e atenção, tornando-o bem preparado e bem informado para que possa tornar-se também uma pessoa criativa e feliz, capaz de surpreender, encantar e entusiasmar o cliente".

Com esse objetivo, o marketing interno utiliza-se do endomarketing, sendo o diferencial, a satisfação do público externo.

2.3 RESPONSABILIDADE E MARKETING

As empresas vivem o momento de buscar soluções para diminuir as desigualdades sociais. A responsabilidade social, assim como o marketing voltado para a área social, são ferramentas utilizadas por elas, para participar de maneira mais atuante nesse campo.

2.3.1 Responsabilidade Social Empresarial

Na década de 70, as idéias de Responsabilidade Social chegam a vários países do chamado "terceiro mundo", ou seja, países em desenvolvimento. Entretanto, devido à conjuntura vivida por esses países, imersos em recessões, governos autoritários e submetidos à vontade das grandes coligações internacionais, os princípios da Responsabilidade Social foram prejudicados.

Segundo Tomei (1984, p.191) durante essa década "o conceito de responsabilidade social foi continuamente discutido e alternadamente aceito e rejeitado".

Apenas no início da década de 80, nos países em via de democratização política, com o aumento das pressões sobre as organizações para a busca de soluções nos aspectos econômicos faz com que o assunto Responsabilidade Social passe a ser discutido e difundido.

Para Karkotli e Aragão (2004, p.50)

[...] começaram a brotar dúvidas na preocupação com a Responsabilidade Social vigente, ou seja, aquela orientada pelos princípios da caridade e da custódia. Desde então, o significado da expressão Responsabilidade Social vem sendo debatido.

Neste contexto, o conceito de Responsabilidade Social ganha um amadurecimento quanto à sua operacionalização, rodeado de debates filosóficos sobre o dever das corporações em propiciar o desenvolvimento social, com forte conotação normativa.

A Responsabilidade Social passa a incorporar cada vez mais o aspecto normativo, ganhando uma maior participação de acadêmicos da área de ética nos negócios.

A maior parte dos estudos sobre o tema possui como desafio a conceituação e delimitação do que é Responsabilidade Social no contexto empresarial. A falta de um conceito claro para o termo provoca a grande dificuldade das empresas em trabalhar as ações sociais.

De acordo com Tomei (1984, p.192), "a dificuldade de operacionalização do conceito de Responsabilidade Social está relacionada à árdua tarefa de estabelecer fronteiras para caracterizar uma ação sob o rótulo de Responsabilidade Social".

A Responsabilidade Social favorece o financiamento de projetos que visam à redução das desigualdades sociais, contribuindo para a relação ética e transparente com todos os públicos que se relacionam com a empresa para o desenvolvimento do seu negócio e da sociedade, preservando-se os recursos ambientais e humanos.

Segundo Borger (apud MACHADO FILHO, 2002):

A atuação das empresas orientadas para a Responsabilidade Social não implica que a gestão empresarial abandone os seus objetivos econômicos e deixe de atender os interesses de seus proprietários e acionistas, pelo contrário, uma empresa é socialmente responsável se desempenha seu papel econômico na sociedade produzindo bens e serviços, gerando empregos, retorno para seus acionistas dentro das normas legais e éticas da sociedade. Mas cumprir o seu papel econômico não é suficiente, a gestão das empresas é responsável pelos efeitos de sua operação e atividades na sociedade.

Uma questão importante sobre o assunto diz respeito à legitimidade e importância da Responsabilidade Social, sobre a qualidade e o caráter da existência de projetos de cunho social na agenda empresarial.

As empresas demandam uma gestão estruturada em novos paradigmas, que envolvam a atuação social das corporações. As pressões exercidas sobre as empresas para que estas se tornem mais sintonizadas com os problemas sociais, constituem um movimento que, ultrapassando a mera consideração das obrigações legais e econômicas, evidenciam o próprio conceito de legitimidade que serviam de suporte aos negócios empresariais.

Em uma tentativa de aplicação do termo Responsabilidade Social, pode-se dizer que é um processo dinâmico, de evolução de pensamentos e de práticas relacionadas a determinadas situações, posto que reflete o próprio meio social e envolve diversos segmentos da sociedade, no qual se cruzam reciprocamente diversos fatores de ordem econômica, política e cultural.

As empresas de postura socialmente responsável precisam estar cientes de que seu reconhecimento acontecerá se estiverem certos na escolha de suas ações, tendo consciência real sobre sua atividade na sociedade, e de seus impactos em todas as suas atuações.

Tais considerações são fundamentais para que uma organização atue de maneira eficaz e satisfatória em projetos que buscam a responsabilidade social.

2.3.2 Marketing Social

O aumento dos problemas sociais e a diminuição da participação efetiva do Estado para resolver essas questões fazem com que cresça a demanda pelo Terceiro Setor e pela participação do mercado com soluções para diminuir as mazelas sociais.

As modernas técnicas de gestão em negócios vão sendo incorporadas à questão social surgindo conceitos como o do marketing social. Ou seja, do marketing tradicional foram extraídos conceitos e ferramentas empregados para influenciar comportamentos objetivando promover mudanças sociais.

Segundo Vaz (1995, p.280)

Durante a década de 60, o crescimento econômico teve sua validade questionada pelo conceito de qualidade de vida, segundo o qual o progresso material não deveria se sobrepor ao bem estar da população e ao desenvolvimento social. Os consumidores passaram a rejeitar produtos considerados nocivos à saúde ou que pudessem causar danos à coletividade. Foi dada preferência às empresas que respeitassem tais requisitos e que revelassem sentido de compromisso social, apoiando e patrocinando causas de interesse público.

Marketing Social é uma ferramenta que representa um conjunto de estratégias e ações visando à implantação de programas com o único objetivo de promover mudanças sociais.

Geralmente, essa ferramenta é adotada por organizações da sociedade civil sem fins lucrativos ou órgãos governamentais, mas empresas com fins lucrativos também podem promover o marketing social desde que visem unicamente soluções para a promoção de causas e transformações sociais.

Vaz (1995, p.281) definiu Marketing Social como,

Modalidade de ação mercadológica institucional que tem como objetivo principal atenuar ou eliminar os problemas sociais, as carências da sociedade relacionadas principalmente às questões de higiene e saúde pública, de trabalho, educação, habitação, transportes e nutrição.

O marketing social está sendo erroneamente associado à venda de produtos e serviços através da possibilidade da empresa em relacionar sua marca às causas sociais. Para utilizar o marketing social tal conduta não é permitida, os projetos não devem estar atrelados a ganhos de imagem ou aumento da participação do mercado.

Para Brum (2000, p.114) "marketing social e comunitário não é promoção de vendas. È uma questão de postura e de valores de uma corporação, por isso contribui para influenciar positivamente o comportamento do público interno".

De qualquer maneira, mesmo com a compreensão equivocada do conceito de marketing social, as empresas nunca estiveram tão engajadas e preparadas para assumir os problemas sociais de forma profissional e desprendida do ensejo de ganho financeiro.

2.4 Responsabilidade Social como estratégia de Endomarketing

O endomarketing centraliza seus esforços nos funcionários, objetivando a sua satisfação e motivação, considerando-o como o primeiro cliente da organização.

Segundo Cerqueira (2002, p.52), o endomarketing "melhora a comunicação, o relacionamento e estabelece uma base motivacional para o comprometimento entre as pessoas e das pessoas com o sistema organizacional".

Os projetos e ações de endomarketing estabelecidos pelas empresas visam um comprometimento dos seus funcionários, fortalecendo o relacionamento interpessoal, estabelecendo canais reais de comunicação e desta forma, obtendo crescentes índices de produtividade.

O endomarketing é utilizado como um elo entre o funcionário, o produto/serviço e o cliente externo, ou seja, torna o funcionário um aliado, fortalecendo a idéia de que seu desempenho e sucesso estão ligados ao sucesso e desempenho da empresa.

De acordo com Bekin (1995, p.2),

O comprometimento implica a adesão aos valores e objetivos da empresa por meio do endomarketing e pressupõe trabalho em equipe, num contexto marcado pela cooperação e pela integração dos vários setores da empresa.

A partir dessa perspectiva, a empresa que adota o conceito de Responsabilidade Social e utiliza o endomarketing como ferramenta de gestão de pessoas, consegue promover mudanças de valores, adequando as empresas às novas configurações do mercado.

A aplicação da responsabilidade social empresarial começa no relacionamento com os colaboradores da empresa, através do conhecimento da cultura, objetivos e missão da organização.

A empresa cidadã ou socialmente responsável preocupa-se, não apenas com sua estrutura interna, sua competitividade e seus resultados financeiros. Ela cria uma relação saudável com a comunidade principalmente nas regiões onde a organização está instalada, criando uma visibilidade pública positiva.

Para Zenone (2006, IX),

Muito vem se falando nos últimos anos sobre a participação das empresas em atividades sociais, o que demonstra que estas se preocupam não só em produzir bens e serviços, mas também em buscar o bem-estar social por meio da valorização do homem e do meio ambiente.

Nesse sentido, o desenvolvimento de trabalhos destinados a contribuir para o bem-estar comum, deve fazer parte do foco de qualquer empresa ciente de sua responsabilidade social. O resultado desses trabalhos, seja por meio de atividades educacionais, culturais e esportivas, oferece benefícios à comunidade e aos funcionários que se tornam voluntários nesses projetos, através do aprimoramento de seus conhecimentos, de suas habilidades e de seus relacionamentos sociais.

Dessa forma, o voluntariado empresarial possibilita o emprego de conhecimentos especializados, competências profissionais e individuais, provocando uma maior satisfação e melhoria da auto-estima dos funcionários engajados.

A organização é mais do que a soma das pessoas que a constituem e que se relacionam com ela; a organização é uma realidade social, ou seja, não depende apenas do fator humano, mas também do social.

"Além de financiar projetos de interesse social, as empresas também incentivam seus executivos e funcionários a doar tempo, trabalho e talento à viabilização dessas iniciativas." (www.portaldovoluntariado.org.br)

É dessa forma que, empresas que contribuem com o desenvolvimento social criam condições para que seus funcionários também contribuam e se realizem, pessoal e profissionalmente.

3 CONCLUSÃO

Atualmente, as empresas que utilizam o endomarketing como ferramenta de gestão de pessoas, criam um ambiente interno de trabalho favorável, além de motivar e melhorar a auto-estima de seus colaboradores.

O funcionário se identifica com a identidade da empresa, acredita que corporação corresponde aos seus valores pessoais, conhece e concorda com os objetivos da organização e a admira, caso ela contribua para a preservação do meio ambiente e da vida em comunidade.

As corporações se preocupam em demonstrar ética nos negócios, seja através da rapidez em atender às exigências dos clientes com a apresentação de serviços e produtos de qualidade ou através do comprometimento com ações sociais.

É nesse âmbito que as empresas socialmente responsáveis se enquadram, apresentando projetos que visam a melhoria do bem-estar social e, incentivando os seus colaboradores a fazer parte dessas mudanças sociais.

Os funcionários engajados nesses projetos sociais sentem-se mais valorizados e motivados a trabalhar na empresa que, ao se tornar socialmente responsável, obtêm uma imagem positiva junto à sociedade.

Os programas de voluntariado adotado são opções estratégicas que geram benefícios a todos os envolvidos; empresas, funcionários e comunidade. Para as empresas, ajudam a atrair e manter os profissionais, fortalecendo sua lealdade e aumentando a satisfação no trabalho. Incentivam a criatividade, confiança, persistência e o trabalho em grupo, além de melhorar a imagem pública através da divulgação positiva de suas intenções.

A aplicabilidade do conceito de responsabilidade social empresarial pode ser encarada como uma ferramenta do endomarketing, já que permeia o conceito de toda e qualquer ação de marketing voltada para a satisfação e aliança do público interno (funcionários) com o intuito de melhor atender aos clientes externos (sociedade).

4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BEKIN, Saul Faingaus. Endomarketing: como praticá-lo com sucesso. São Paulo: Prentice-Hall, 2004. 186 p.

BORGER, Fernanda Gabriela. Responsabilidade Social: Efeitos da Atuação Social na Dinâmica Empresarial. Tese de doutorado. São Paulo: FEA / USP, 2001. IN: Responsabilidade social corporativa e a criação de valor para as organizações: um estudo multicasos. Tese de doutorado. São Paulo: 2002.

BRUM, Analisa de Medeiros. Um olhar sobre o marketing interno. 3. ed. Porto Alegre: L&PM, 2003. 155 p.

CERQUEIRA, Wilson. Endomarketing: educação e cultura para a sociedade. Rio Janeiro: Qualitymark, 1994. 176 p.

KARKOTLI, Gilson; ARAGÃO, Sueli Duarte. Responsabilidade Social: uma contribuição à gestão transformadora das organizações. São Paulo: Vozes, 2004. 141 p.

KOTLER, Philip. Administração de marketing: a edição do milênio. 10. ed. São Paulo: Prentice Hall, 2000. 764 p.

____________. Administração de marketing: análise, planejamento, implementação e controle. São Paulo: Atlas, 1998. 725p.

____________. Marketing. Compacta ed. São Paulo: Atlas, 1996. 595 p.

KOTLER, Philip; ARMOSTRONG, Gary. Princípios de Marketing. 7. ed. Rio de Janeiro: Prentice-Hall do Brasil, 1998. 527 p.

LOVELOCK, Christopher; WRIGHT, Lauren. Serviços: marketing e gestão. Tradução Cid Knipel Moreira. 1.ed. São Paulo: Saraiva, 2005. 416 p.

PORTAL DO VOLUNTARIADO. Voluntariado empresarial. Disponível em: www.portaldovoluntariado.org.br Acesso em: 14 de maio 2007.

TOMEI Patrícia Amélia. Responsabilidade Social de empresas: análise qualitativa da opinião do empresariado nacional. Revista de Administração de Empresas. Rio de Janeiro, v.24, n.4, p.189-202, out./dez.1984.

VAZ, Gil Nuno. Marketing Institucional: o mercado de Idéias e imagens. 2 ed. São Paulo: Pioneira, 1995, 280 p.

ZENONE, Luiz Cláudio. Marketing Social. 1.ed. São Paulo: Thomson Learning, 2006. 207p.

5 BIBLIOGRAFIAS

ADULIS, Dalberto. Marketing Social: Usos e Abusos. Disponível em: www.socialtec.org.br Acesso em: 02 de maio 2007.

BEKIN, Saul Faingaus. Conversando sobre endomarketing: um ciclo de entrevistas com Saul Faingaus Bekin. São Paulo. Makron, 1995. 150p.

COELHO, Danielle Silveira; CARVALHO, Maria Aparecida Miranda de; SILVA Renata Cristiane Alves; DAGOSTIN, Rossana Marley; CARVALHO, Sônia Maria Miranda de. Responsabilidade Social: um estudo de caso sobre o instituto Telemig Celular. Belo Horizonte. 2005. 158 p. Monografia (Graduação em Comunicação Integrada - especialização em Gestão de Comunicação Integrada) - Faculdade de Comunicação e Artes, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

GUIA DA REVISTA EXAME/VOCÊ S.A. As melhores empresas para você trabalhar. São Paulo: Abril. 2006. Anual.

REVISTA VALOR ECONÔMICO / VALOR CARREIRA. Melhores na gestão de pessoas. São Paulo: Outubro. 2006. Anual

Autores: Thais Ennes Mozzer e Flávio Tófani

Fonte: Portal do Marketing

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Planejamento tributário e o fortalecimento do franchising

Quarta, 30 de Maio de 2007
Estima-se que, no Brasil, 33% do faturamento empresarial é dirigido ao pagamento de tributos. Sendo assim, torna-se imprescindível a adoção pró-ativa, por parte dos empresários, de uma Elisão Fiscal.

Uma das áreas que vêm se destacando dentro do direito, e é fundamental para o crescimento de qualquer atividade empresarial, é o Planejamento Tributário.

É sabido que os tributos (impostos, taxas e contribuições) representam importante parcela dos custos das empresas, senão a maior. Com a globalização da economia, tornou-se questão de sobrevivência a correta administração do ônus tributário.

Estima-se que, no Brasil, em média, 33% do faturamento empresarial é dirigido ao pagamento de tributos. Somente o ônus do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro das empresas pode representar a incrível taxa de 51,51% do lucro líquido apurado. Da somatória dos custos e despesas, mais da metade do valor é representada pelos tributos.Sendo assim, torna-se imprescindível a adoção pró-ativa, por parte dos empresários, de um sistema de economia legal, ou de Elisão Fiscal, como é mais conhecido atualmente o planejamento tributário.

No sistema de franchising, esse conceito vem se desenvolvendo na mesma proporção em que as redes vão crescendo, ou seja, cada vez mais se torna necessário maximizar o lucro das franqueadoras a fim de favorecer seu próprio crescimento e oferecer maiores benefícios aos seus franqueados.

Dependendo da estrutura e consciência dos dirigentes de cada uma das empresas franqueadoras, a aplicação da Elisão Fiscal como ferramenta de gestão está ou não sendo utilizada. Nota-se, porém, que as empresas que já a utilizam estão construindo uma rede mais sólida e mais lucrativa, pois o franqueado, já ao assinar o contrato de franquia, recebe orientação clara e objetiva sobre como proceder na abertura da empresa em relação ao objeto social, forma de apuração de lucros e outros aspectos importantes que farão do presente negócio um futuro promissor, seguro e sem a tal "necessidade da sonegação fiscal".

Afirmar que a Elisão Fiscal é uma das principais bases para uma sólida expansão e rentabilidade de uma rede de franquias é hoje tão seguro quanto dizer que praticar uma atividade física faz bem à saúde.

Vale dizer que a gestão de uma rede franqueadora já exige de seus diretores uma enorme complexidade de habilidades, tais como definir e selecionar o perfil ideal de franqueados, expandir unidades, administrar e orientar funcionários e franqueados, gerenciar as áreas financeira, operacional, de recursos humano e de marketing, entre outras. Nesse contexto, elaborar um planejamento tributário, em muitas empresas, acaba se tornando apenas um projeto para uma próxima etapa, até mesmo porque nem sempre o franqueador é alertado sobre importância e os benefícios que essa ferramenta pode trazer para o negócio.

Ampliar o leque de soluções legais com o objetivo de gerar recursos para maximizar a lucratividade de uma rede foi - e sempre será - a base para a conquista do sucesso. Mas, infelizmente, alguns dirigentes ainda optam pela maneira mais fácil de viabilizar esses recursos e só descobrem a importância - e a necessidade da Elisão Fiscal - quando suas empresas sofrem as conseqüências de uma - temida mas inevitável - fiscalização.

Patrícia Barreto Gavronski é especialista em franchising, sócia do Grupo Machado, consultoria jurídica especializada em formatação de franquias e planejamento tributário.

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Brasil pode subir a ´investment grade´ em 2007, diz R&I

Quarta, 23 de Maio de 2007
Luciana Xavier e Patricia Lara

O Brasil pode vir a ser grau de investimento ainda este ano de acordo com a agência de rating japonesa, R&I (Rating and Investment Information). Pela agência, o País está a grau desse patamar desde julho de 2006, classificado em BB+ com perspectiva estável.

"Há uma boa chance de o Brasil ser elevado para investment grade BBB-", disse o analista-chefe da R&I, Masato Yamabe, em entrevista ao Broadcast Ao Vivo, direto de Tóquio. Segundo ele, as decisões são tomadas geralmente uma vez ao ano e é possível que esse upgrade venha no segundo semestre.

Para ele, o cenário do Brasil é muito positivo, com redução da dívida externa, dos juros. "A vulnerabilidade do Brasil está desaparecendo", observou. Yamabe salientou que o compromisso do governo na redução na relação dívida/PIB, a continuidade de aperto fiscal, as reservas internacionais e o movimento positivo no setor privado deverão contar para que o Brasil receba um upgrade. O analista disse ainda que o segundo turno do governo Lula tem se mostrado "muito consistente".

Além disso, ele frisou que é possível que o upgrade venha sem uma mudança de outlook. "Nós usamos o outlook menos que as demais agências", disse Yamabe, para quem as agências de rating demoraram para dar um upgrade ao Brasil. "Elas estão um pouco atrasadas, mas o fizeram e isso é um bom sinal", disse, em referência ao upgrade dado pela Fitch e S&P.

Yamabe acredita que um upgrade pela S&P poderia ter efeito favorável ao Brasil nos mercados, para os investidores de um modo geral e particularmente para os investidores japoneses mais conservadores, que aguardam por essa chancela. Segundo ele, os japoneses, tanto o investidor individual como o corporativo, estão muito interessados no País.