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Uma Estratégia Simples, Poderosa e uma Ação Tática Exuberante

Quarta, 10 de Dezembro de 2008
A lógica competitiva é simples: “por que os clientes irão comprar da nossa empresa e não dos concorrentes?”. O mesmo raciocínio vale para os prestadores de serviços internos: por que nós e não uma empresa ou profissional terceirizado?

A questão é que todos estão atrás dos mesmos clientes, todos querem agradá-los e fidelizá-los. Vence quem tiver as melhores credenciais competitivas, quem for capaz de propiciar ao cliente uma experiência sustentável de qualidade superior.

Apesar da palavra “competitiva” sugerir complexidade, falo aqui em credencias simples, tangíveis, fáceis de serem percebidas pelos clientes, comunicadas e aperfeiçoadas por nós. A mensagem das marcas vencedoras é franciscana, porém, poderosa. O objetivo é vender e lucrar oferecendo o que a empresa faz melhor que os concorrentes.

- Pastas de dente não disputam em termos de fórmulas químicas e sim em eficácia no combate à carie. Prove que o seu produto superior.

- Veículos automotivos trafegam numa ou noutra da categoria de líder em conforto, luxo, segurança, economia, desempenho, etc. O cliente sabe o que procura e o que o seu bolso pode bancar, ajude-o a conhecer o seu produto e como ele se encaixa em sua possibilidade aquisitiva.

- Couriers brigam para liderar em quesitos como garantia ou rapidez da entrega. Demonstre por a + b no que a sua empresa é excelente e supera a concorrência em benefício para o cliente.

- Refrigerantes “suam a camisa” para fixar-se na mente do consumidor como o verdadeiro sabor, a opção preferencial do público jovem, o prazer que refresca ou o prazer sem calorias. Prove que o seu refrigerante não é apenas mais um.

Clientes devem entender em que somos diferentes e ponto final. Essa exigência nos traz de volta à questão inicial: “por que nós e não o concorrente (ou vice-versa)?” A única resposta crível é “porque sabemos como satisfazê-lo melhor que nossos adversários”.

Se você não tiver um argumento competitivo convincente, há duas alternativas: (a) invente uma nova categoria para competir fora do alcance da concorrência; (b) ofereça um preço atraente.

A estratégia define a diferença, a tática torna a diferença conhecida, reconhecida, palpável. Em outras palavras, a estratégia deve contar com uma base operacional sólida já que mesmo os planos são corrigidos, recebem o influxo de novas idéias na fase de execução que, por sinal, consome 99,9% do nosso tempo produtivo. Ou você acredita em estrategistas em tempo integral?

Não existe. As idéias são úteis na medida em que se transformam em know-how, processos, produtos e serviços apreciados pelo mercado. O check-list abaixo pode ajudá-lo operacionalizar as idéias estratégicas geradas em sua empresa.

1. Nosso conceito de negócio é simples, claro (fácil de explicar e entender)?

2. É específico (ressalta uma diferença tangível), atraente (para os clientes)?

3. É demonstrável (pode ser visto, comparado, mensurado etc.)?

4. Ele nos diferencia frente aos concorrentes?

5. Cria valor real e psicológico para clientes e usuários?

6. É lucrativo (para a empresa e acionistas)?

7. Há mercado para a nossa proposta, ou teremos que criar um novo mercado?

8. Dispomos das credenciais financeiras, tecnológicas necessárias?

9. Contamos com os recursos materiais e humanos compatíveis?

10. Somos capazes de nos organizar estratégica e operacionalmente em torno desse conceito de negócio?


Estabelecido o diferencial perante o mercado, é hora de desenvolver um pacto organizacional que favoreça a execução da estratégia. O que redunda em:

1. Identificar os fatores chave de sucesso no negócio (atual ou futuro) e adaptar o conceito de produto, serviço ou know-how eleito às características identificadas.

2. Selecionar o estoque de competências organizacionais e gerenciais que transformarão o diferencial em realidade.

3. Estimular o desejo de mudança na Organização:

- Desenvolver uma visão de futuro e metas audaciosas.

- Comunicar o desafio.

- Elaborar o PDCA (plan, do, check, act) de gestão da operação de melhoria.

- Envolver as pessoas nos planos.

4. Alinhar os recursos necessários à empreitada: humanos, gerenciais, financeiros, planos setoriais, sistemas de informação, tecnologias e empowerment.

5. Implementar o plano, verificar resultados, corrigir desvios, melhorar os acertos.

6. Divulgar pequenos feitos com a mesma ênfase usada para anunciar os feitos surpreendentes e os heróis da jornada. Comemorar as pequenas vitórias que antecedem as vitórias maiores sinaliza que estamos no caminho certo.

Ah! Antes que me esqueça: não se iluda com o plano estratégico. Por mais original que seja, o sucesso final depende da disciplina tática do corpo gerencial e do virtuosismo da execução da equipe. A negligência e o preconceito contra a tática é a principal causa mortis dos grandes planos.

Portanto, não fique acanhado por estar boa parte do tempo com a mão na massa e buscando melhores caminhos para executar as idéias geniais próprias e alheias. É assim que as empresas e profissionais de sucesso chegaram às atuais posições.

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MARKETING SENSORIAL – SINTA A DIFERENÇA!

Quinta, 23 de Outubro de 2008
Desde os primeiros segundos de vida passamos a utilizar alguns de nossos sentidos para identificarmos o que nos traz segurança e conforto. Com o passar dos anos aprendemos a utilizar os cinco sentidos (visão, audição, tato, paladar e olfato) de maneira mais apurada. Estes sentidos são, muitas vezes, responsáveis por algumas de nossas decisões. As decisões podem estar relacionadas tanto ao consumo quanto à necessidade de segurança por onde andar, para onde ir e como se preparar para se dirigir a qualquer lugar, caso chova ou faça sol e assim por diante.

O Marketing Sensorial é mais uma das maravilhosas estratégias de marketing que analisa o comportamento do cliente e suas emoções e visa criar um vínculo emocional entre o produto ou serviço e o consumidor.

Esta estratégia é uma alternativa que tem conquistado cada vez mais o espaço no ponto de venda, centralizando os esforços na transformação da experiência de consumo em uma atividade envolvente e marcante. Assim, fazer com que um restaurante de alimentação natural tenha essências que exalam odor de matas, músicas com som de cascatas, etc, com certeza será um meio de unir a harmonia de um ambiente agradável ao sabor de alimentos naturais ou vegetarianos, por exemplo.

O Marketing Sensorial não exige um investimento muito alto e dá resultados práticos a curto prazo, além de personalizar a experiência da compra, destacando o estabelecimento junto ao consumidor.

Como utilizar melhor o marketing sensorial? Veja a seguir algumas formas para otimizar seus resultados atentando-se aos pequenos detalhes que fazem grandes diferenças.

Visão: Cuidado com o excesso de cores e imagens. Evite poluição visual. O produto deve ter destaque sem que as muitas mensagens venham a confundir o seu público-alvo. O estabelecimento deve escolher cores que identifiquem sua ideologia.

Audição: Músicas devem ser adequadas aos ambientes. Em lugares mais agitados a música alta pode vir a atrapalhar. Escritórios, lojas e supermercados devem dispor de uma “rádio” interna própria, selecionando o tipo de música que envolva o ambiente ou então manter a sintonia em uma rádio que toque músicas que se identifiquem com o perfil dos clientes, num volume ideal ao seu público. Não se coloca, por exemplo, um Heavy Metal em um restaurante italiano no horário do almoço.

Tato: O consumidor brasileiro tem o hábito de “observar” com as mãos. Deixar os produtos ao seu alcance pode ser uma grande oportunidade de agradáveis experiências aos consumidores e novos negócios para a empresa.

Paladar: Este sempre foi o conquistador de todos. Há até o ditado: “conquistou o marido pelo estômago”. Oferecer ao cliente agrados como chocolates, balas ou outras guloseimas que agreguem além do sabor, características visuais e olfativas, poderá tornar a experiência de compra inesquecível bem como satisfazer o cliente pelo fato de ter ganho um brinde.

Olfato: As essências podem ser utilizadas para personalizar o ambiente. É necessário apenas ter cautela quanto ao exagero da quantidade ou excesso de essências distintas em um mesmo ambiente.

Identifique em seu estabelecimento quais os artifícios estratégicos do marketing sensorial que você pode utilizar e potencialize seus resultados. Agregue valor aos seus produtos e serviços criando uma experiência inesquecível aos seus clientes, e boas vendas!

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O VALOR DO SEU NOME

Terça, 21 de Outubro de 2008
De acordo com o escritor Dale Carnegie, autor de Como fazer amigos e influenciar pessoas, o nome de uma pessoa é para ela o som mais doce e mais importante que existe. Você pode estar perdido no meio do deserto ou de uma floresta ou ainda estar caminhando no meio da multidão, mas, se alguém gritar o seu nome, onde quer que você esteja, seus olhos brilham.

Apesar de a culpa não ser das pessoas, fico ligeiramente desapontado quando o meu nome acaba escrito com “G”. Geralmente é com “g”, mas o meu nome é com “J”, motivo pelo qual eu respondo sempre que solicitado: Jerônimo, com “J”. Na maioria das vezes, antes de mencionar a segunda parte, a mão desavisada já disparou a primeira letra e a correção é inevitável.

Não se trata de preciosismo nem de vaidade, mas de honrar o nome original que me foi concedido desde o dia em que meu pai tomou conhecimento da minha existência e isso tem importância significativa para mim. Aliás, penso que ele foi um pouco egoísta na época, ao omitir o sobrenome da minha mãe, o qual eu gostaria de ostentar em vida, porém isso é outra questão.

Minha história não é mais nem menos interessante do que a história de qualquer ser humano na Terra. Para muitos, o sobrenome é mais importante do que o próprio nome e isso tem peso significativo de acordo com a história pessoal de cada um, razão pela qual algumas pessoas preferem ser chamadas pelo sobrenome, em vez do nome.

O fato é que o nome ou o sobrenome de alguém não o torna superior ou inferior às demais pessoas. Ser um Mendes, um Silva ou um Lima pode não ser importante para quem carrega um sobrenome Kennedy, Grimaldi ou Ferrari, entretanto, existem nomes e sobrenomes simples, fundamentados em base sólida, bem como nomes e sobrenomes sofisticados, ancorados na hipocrisia e na ausência de valores.

Uma das coisas mais importantes que o nome pode gerar, com base na história pessoal e no comportamento do ser humano, é a reputação. O termo vem do latim reputatione, e reflete a opinião ou avaliação social do público em relação à determinada pessoa. É uma espécie de caricatura atribuída pela sociedade em relação à sua maneira de ser.

A reputação é construída com base no julgamento alheio e, na maioria das vezes, com base em pré-julgamento; portanto, contrário ao que recomendam os pensadores de plantão, sugiro que você pense diferente. Preocupe-se com a sua reputação, sem dúvida, mas preocupe-se mais com o seu nome e o seu sobrenome de nascença. O mundo passa, o nome fica.

Durante muito tempo, eu adotei o sobrenome de várias empresas por onde passei e isso me abriu portas; porém, quando eu mais precisava de um nome e um sobrenome de verdade, o que valeu mesmo foi aquele que recebi dos meus pais e isso não há empresa nem salário que pague. Particularmente, não gosto de ser chamado de Jerônimo de tal empresa. Prefiro Jerônimo com “J”.

Assim como o seu nome é importante, o nome dos seus amigos, colegas de trabalho e pessoas do seu círculo de relacionamento também. Nunca esqueça o nome dos seus amigos de infância, adolescência e escola. Você pode precisar deles assim como eles precisarão de você. Graças a Deus, o mundo é redondo e, quando imaginamos que nada é capaz de nos derrubar, a vida nos prega uma lição. Nessa hora, precisamos resgatar o nome dos amigos e conhecidos, além do nosso.

Lembre-se de que a reputação vai e vêm ao sabor do vento e das pessoas que, ora pensam em você, e se aproximam por interesse, ora se distanciam, por interesses contrários aos mesmos interesses que as aproximou. Portanto, zele pelo seu nome e pague o preço que for necessário para mantê-lo longe dos abutres que espreitam a sua pele. Dessa forma, sua reputação será eterna.

Ter um nome é importante. Gostar do seu nome e atribuir-lhe valor é ainda mais. Lembrar o nome dos seus amigos, clientes e fornecedores, é o segredo do bom relacionamento. Orgulhe-se do seu nome, mais do que tudo na vida, pois, como diria o grande Shakespeare, “aquilo que chamamos de rosa seria igualmente doce com qualquer outro nome”, ou seja, o que interessa é a essência, a forma e o conteúdo o seu nome carrega. Pense nisso e seja feliz!

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Como Falar em Público

Segunda, 20 de Outubro de 2008
“Quando falares, procura que as tuas palavras sejam melhores que o teu silêncio.”
(Provérbio Indiano)

Tratando-se de comunicação, é impossível deixar de abordar a importância de aprender a falar em público.

Pesquisas feitas em diversos países indicam que o medo de falar em público é tão significativo que chega até a superar o medo da morte!

Independentemente de sua posição profissional ou social, em algum momento será necessário falar para uma platéia. Pode ser durante uma reunião na empresa, na apresentação de um trabalho acadêmico, durante um evento social ou mesmo em ocasiões informais com os amigos.

A boa notícia é que todos nós podemos aprender técnicas para falar em público, superando receios e constrangimentos, alcançando êxito na transmissão da mensagem.

Em 1998 eu nem sequer imaginava que um dia poderia seguir uma carreira como palestrante profissional. Na ocasião, enquanto empresário, identifiquei a necessidade de melhorar minha comunicação e procurei o Instituto Reinaldo Polito para fazer seu Curso de Expressão Verbal. Muitos foram os ensinamentos que guardo comigo e aplico até hoje. E, embora não seja o propósito desta obra, gostaria de compartilhar algumas dicas práticas que aprendi com meu mestre e amigo Reinaldo Polito, indiscutivelmente a maior referência em oratória de nossos tempos.

1. Domine o tema. Procure falar a respeito de um assunto sobre o qual você tenha domínio. Pode ser fruto de sua experiência pessoal, acadêmica ou profissional. O fato é que conhecer o assunto com certa profundidade torna sua exposição mais original, espontânea e cadenciada, conferindo-lhe maior tranqüilidade e credibilidade. Em 2005, após apresentar a palestra “Sete Vidas”, na Adidas do Brasil, o presidente da empresa, Marcelo Ferreira, solicitou-me uma palestra sobre administração do tempo. Na ocasião, informei-o de que esse tema não constava de meu portfólio e que precisaria prepará-lo. Durante seis meses li uma variedade de livros sobre o assunto até estar pronto para discorrer sobre o tema. Hoje esse é um de meus objetos de estudo favoritos e a palestra “Construindo um Dia de 30 Horas” um dos temas mais requisitados.

2. Conheça seus ouvintes. Saiba previamente com quem irá falar e busque informações sobre seu perfil. Cada audiência demanda uma abordagem diferenciada, porque tem características e expectativas próprias. Imagine como dirigir-se a estudantes e executivos, jovens e idosos, pós-graduados e pessoas com menor instrução. A linguagem e os exemplos seguramente serão distintos em cada situação.

3. Conheça o espaço físico. Visite com antecedência o ambiente no qual irá discursar. Avalie suas dimensões e o impacto sobre a acústica, a disposição dos assentos em relação ao palco ou ao local em que você ficará postado, o índice de luminosidade, as áreas de circulação. Mais do que tudo isso, perceba o ambiente a fim de sentir-se confortável no momento da exposição. Em 2006, na Celulose Nipo-Brasileira (Cenibra), fui convidado a ministrar a palestra de encerramento da Sipat. O local era improvisado, a fim de permitir a participação de um maior número de colaboradores e a tela de projeção era diretamente afetada pela luz do sol. Por conhecer essa situação previamente, alterei o conteúdo de minha apresentação, excluindo imagens e vídeos que não seriam visíveis naquelas condições, sem prejuízo à mensagem final.

4. Use a roupa certa. Terno e gravata para homens, tailleur para as mulheres, certo? Não necessariamente. Dependendo das características do evento, um traje mais informal pode ser recomendável e garantia de sucesso. Já participei de convenções de empresas nas quais substituí o conjunto camisa social, gravata e paletó pela camiseta com o tema do evento. Isso gera proximidade e sinergia com os participantes.

5. Dê colorido à sua voz. Uma palestra tem como característica o fato de ser, em essência, um monólogo, ainda que o conferencista utilize recursos variados, incluindo a participação da platéia. Por isso, durante a exposição, alterne a entonação e a velocidade da voz, ora falando mais alto, ora sussurrando; ora discorrendo pausadamente, ora acelerando as frases.

6. Pronuncie bem as palavras. Além de pronunciar as vogais em ditongos e os “r” e “s” em finais de palavras, atente para evitar o uso de cacofonias como “né”, “ããã”, entre outros, uma vez que estes podem comprometem a qualidade da comunicação. Procure sempre aprimorar sua dicção, articulando com correção palavras e sons.

7. Cuidado com o vocabulário. A linguagem utilizada na comunicação deve estar alinhada ao perfil dos participantes. Assim, jargão profissional e termos técnicos podem ser utilizados com seus pares, mas são inadequados para uma audiência heterogênea. Além disso, tenha atenção especial em relação às regras gramaticais, conjugação de verbos, concordância, coesão e coerência textual.

8. Use a expressão corporal. Albert Mehrabian, professor emérito de psicologia da Universidade da Califórnia (UCLA), conduziu a partir de 1967 estudos que originaram a Teoria 7-38-55, publicada no Journal of Consulting Psychology com o título “Inference of attitudes from nonverbal communication in two channels”. O estudo indica que no processo de comunicação, somente 7% do impacto da mensagem decorre de seu conteúdo, 38% da comunicação verbal (intensidade e velocidade da voz) e 55% da linguagem não-verbal (gestos, postura, contato visual). Portanto, o sucesso da comunicação interpessoal não está naquilo que você diz, mas em como diz.

9. Conquiste a atenção dos ouvintes. Olhe com atenção para a platéia, percorrendo todo o ambiente. Movimente-se para alterar o campo visual de atenção. Aproxime-se das pessoas e procure interagir com elas. Perceba os sinais emitidos, de interesse ou dispersão em sua mensagem, alterando, assim, a abordagem, seja por meio de inflexão de voz ou de mudança no foco temático. A ordem é persuadir e cativar o público. E lembre-se: os primeiros minutos de sua exposição são fundamentais. É o momento em que as pessoas estão mais desarmadas e suscetíveis a serem conquistadas por você. Em minhas palestras, costumo aliar recursos audiovisuais a fim de ganhar a atenção dos participantes com sons e imagens que se integrem à minha voz e ao conteúdo transmitido.

10. Cultive o bom humor. Conduza sua apresentação com naturalidade e descontração, transmitindo a mensagem desejada de forma agradável, com tranqüilidade e toques de bom humor. Um semblante sereno e um sorriso autêntico são capazes de quebrar resistências, mudar opiniões e romper barreiras aparentemente intransponíveis.

11. Cuidado com piadas e desculpas. Bom humor não remete necessariamente a contar piadas. Todavia, caso deseje fazê-lo, evite piadas de cunho político e religioso, pois é grande o risco de agradar a alguns e ferir outros tantos. Também é aconselhável evitar desculpar-se em razão de problemas físicos, por exemplo. Se estiver resfriado, ao desculpar-se por seu estado no início da apresentação, fará com que a audiência concentre-se ainda mais em seu problema, o qual poderia até passar despercebido.

12. Planeje o discurso. Começo, meio e fim. Definir uma estrutura lógica para sua apresentação ajudará você a concatenar suas idéias, facilitando o entendimento da platéia. Faça a abertura informando sobre o que irá falar, desenvolva o raciocínio e conclua, trazendo um pequeno resumo antes do fechamento. Se pretender apresentar uma solução para um problema, informe antes qual é o problema.

13. Fale de improviso. Esse é um reforço da recomendação inicial de se dominar o assunto que será abordado. É importante ter uma estrutura de discurso mentalmente definida, conforme mencionado, mas não se apegue a isso como cartilha, e sim como um guia. Esteja livre para mudar o conteúdo e a ordem de sua apresentação. E lembre-se de que imprevistos ocorrem, como problemas técnicos com equipamentos que podem interferir em seu desempenho.

14. Responda a perguntas. Coloque-se sempre disponível para responder aos questionamentos dos participantes. É evidente que para fazê-lo você deverá dominar o tema, mostrando-se preparado para um eventual debate, inclusive oriundo de uma platéia hostil. Mantenha a serenidade e não se acanhe em declinar de perguntas para as quais desconhece a resposta. Demonstre uma postura segura. Momentos preciosos tenho vivenciado ao término de minhas palestras quando há a oportunidade de interagir de perto com os presentes. Minha experiência tem demonstrado que o questionamento de um corresponde à dúvida de outros, permitindo-me, inclusive, escrever posteriormente sobre o assunto em pauta.

15. Capriche no encerramento. Uma mensagem poderosa e consistente ao término de sua apresentação poderá ganhar a simpatia dos ouvintes, inclusive daqueles que estiveram reticentes ao longo de toda a explanação. Sempre finalizo minhas palestras declamando um poema com texto alinhado ao tema apresentado.

Conforme relatei no início, meu intuito foi somente compartilhar algumas sugestões. Essas dicas e muitas outras podem ser encontradas com maior detalhamento e riqueza de exemplos nas obras do professor Reinaldo Polito.

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“Quem não se comunica se trumbica”, já dizia Chacrinha

Quinta, 16 de Outubro de 2008
Qual é a importância de ser comunicativo e saber “vender seu peixe”? Ora, essa é a saída quando se está diante de um mercado que exige cada vez mais dos profissionais, como o atual. Hoje, para ter sucesso, é necessário conhecer o próprio “produto”, saber seu preço, estabelecer metas, identificar sua posição no mercado, quem é seu cliente e então se comunicar com ele, divulgando e fortalecendo a própria “marca”. Em outras palavras, é preciso fazer marketing pessoal.

Conhecer suas qualidades e defeitos e explorar o que há de bom no seu perfil: essas ações são a essência do marketing pessoal. Profissionais que se valem delas são mais produtivos e vendem mais. Em via oposta vão os que pensam que o marketing pessoal se resume ao uso de roupas adequadas a cada ocasião e à passagem por cursos de oratória.

Essas são apenas duas etapas do processo, já que a execução completa deste requer autoconhecimento e conhecimento do seu público-alvo. Isoladamente, elas não são capazes de assegurar uma posição profissional. Com esse intuito, é preciso se preocupar com o auto conhecimento e desenvolvimento, o aprimoramento da inteligência emocional, o planejamento estratégico pessoal e profissional, o comprometimento com objetivos e resultados, o espírito de equipe, entre outros tópicos que sustentam a eficácia do marketing pessoal.

Conteúdo também é muito importante. Sem ele, qualquer chance de visibilidade pode ter efeito nulo. Tomemos como exemplo o caso de pessoas que conseguem, em determinado momento, grande exposição em programas de televisão e que, sem saber se aproveitar disso, voltam rapidamente para o absoluto anonimato. Para evitar situações como essa, o segredo está na comunicação de qualidade. São fatores a favor dela:

1. Ter sempre o currículo atualizado.

2. Identificar e conhecer muito bem o produto chamado “você”, suas habilidades, competências, diferenciais, forças e fraquezas.

3. Ter muito claro quanto você vale, pois se você não se valorizar ninguém irá fazê-lo.

4. Mapear todos os seus clientes em potencial: família, amigos, colegas de trabalho – na igreja, no jogo de futebol, no shopping, nas palestras, cursos e assim por diante.

5. Vender seu peixe:

- Tendo sempre um cartão de visita com celular, e-mail e empresa (se for o caso);

- Esforçando-se para transmitir uma imagem adequada, tanto no aspecto estético quanto comportamental.

- Sendo atencioso e educado.

- Ouvindo muito, prestando atenção às pessoas, olhando dentro dos olhos.

- Falando, sem medo nem arrogância – para que as pessoas o conheçam melhor.

- Ajudando os que realmente precisam de você.

- Proferindo palestras na igreja, em comunidades, na faculdade, e arriscando sempre para que você vença a timidez caso esta seja uma limitação sua.

- Relacionando-se com pessoas de sua empresa e de mercados afins, sem esquecer a troca de cartões de visita.

- Enviando textos seus, de opinião, para jornais de bairro, veículos de comunicação de sua empresa ou revistas especializadas de sua cidade, região ou até de abrangência nacional.

- Tentando se fazer fonte de referência para jornalistas.

- Sendo 100% ético (nunca a ética esteve tão valorizada).

- Usando sites de relacionamento de forma profissional e madura, sem expor, nunca, sua vida privada.

- Mandando e-mails com notícias e informações relevantes para sua network e participando de grupos de discussão, para manter vivo o contato com as pessoas e fazê-las lembrar de sua existência.

- Ligando para os amigos periodicamente, e não somente quando se está desempregado e precisando deles.

- Sendo proativo.

- Investindo, de forma equilibrada, tanto em seu conhecimento como em sua vida pessoal.

Siga essas dicas e comece a aparecer agora! Afinal, de nada adianta ser o melhor profissional desconhecido do mundo.