Wagner Campos
Quarta, 25 de Junho de 2008
Muitas pessoas ainda vivem movidas por reações. Reações ao que acontece
diariamente, ao que já aconteceu ou a qualquer coisa imprevista. Não
desenvolveram seu projeto de vida, seu planejamento pessoal ou
determinaram o que realmente querem, aonde pretendem chegar e como desejam
chegar.
Há aqueles que já realizaram seu planejamento pessoal e profissional. Definiram
em qual atividade desejariam trabalhar, que cargo gostariam de ocupar, qual
salário seria o ideal, com quantos anos pretendem se casar, em quanto tempo irão
comprar uma casa. No entanto, quando um desses projetos foge do previsto, não
possuem um "plano de contingência", um "plano B". Uma forma alternativa de
ajustar a realização do sonho ou desejo. Simplesmente abrem mão daquilo que não
ocorreu como previram e passam a focar "outro" projeto. Se novamente o "outro"
projeto não seguir de acordo com o previsto, deixam-no de lado e passam à
próxima meta, e assim sucessivamente.
Estamos sujeitos a imprevistos constantes. Fatores externos são grandes
influenciadores de nossas estratégias. Você pode investir em ações que estão em
alta e em determinado momento poderão despencar, justamente porque oscilam de
acordo com o mercado. Sabendo que a tecnologia movimenta o mundo e somente os
que tiverem grande afinidade com ela terão sucesso, você pode se especializar em
tudo que se refere a esse assunto, mas se perder o contato e relacionamento com
as pessoas também estará sujeito a ficar limitado a uma determinada área, setor
ou profissão.
Pode comprar um imóvel pequeno para atingir o sonho da casa própria, mas acaba
tendo filhos trigêmeos e a casa torna-se pequena e insuficiente para manter o
conforto da nova grande família.
Enfim, você pode e deve realizar seus projetos de vida para que possa
atingi-los, mas tenha cautela e defina um Plano B, uma alternativa. Vamos
imaginar que você se programou para freqüentar o curso superior e em até dois
anos após a conclusão, desejaria ser promovido, obter um aumento salarial de 25%
em relação ao que recebe atualmente, com isso iria finalmente se casar e formar
sua sonhada família.
Você conseguiu ser promovido, mas seu aumento salarial foi de apenas 15% e não
25% como desejado. O que fazer? Adiar o casamento ou terminar o noivado? Nem uma
das opções.
Primeiro você deve verificar porque não obteve o aumento desejado. Foi porque
imaginou um salário acima do mercado? Ou a empresa não quer investir e ter um
bom profissional por um custo menor? Qual outra razão pode existir? Você tentou
negociar com a empresa? Fez seu marketing pessoal?
Digamos que tenha analisado todas as hipóteses e não há jeito, não terá maiores
aumentos no momento, só daqui a um mínimo de seis meses. Agora você deve adiar
seu casamento?
Verifique todas suas despesas antes, durante e após o casamento. Levante suas
receitas e de seu futuro cônjuge. Será suficiente para levarem uma vida modesta,
sem luxo, mas segura e confortável durante um bom período? Caso positivo, e em
acordo com a pessoa amada vocês podem arriscar se casarem, controlar as despesas
e após o novo aumento ou promoção, desfrutar de uma vida melhor. Mas, se
chegarem à conclusão que é muito arriscado para o perfil de vocês, não há nada
errado em adiar o casamento mais um pouco. O que não se deve fazer, é se
habituar a justificar uma coisa com outra, sem antes verificar se realmente não
há possibilidade de seguir adiante seus sonhos e projetos de vida.
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Administrador
Quinta, 13 de Setembro de 2007
Antes de abrir qualquer negócio, o planejamento inicial é fundamental. É fato que a maioria das empresas que encerram suas atividades de forma prematura, não fizeram um planejamento adequado. Logo, todo empreendedor, deve antes de investir em uma nova empresa analisar o mercado, buscar mais informações sobre o ramo do negócio pretendido e prepara-se da melhor maneira possível para enfrentar cenários positivos e negativos.
Neste artigo vou tentar falar um pouco mais sobre o planejamento de custos, em geral, esta parte é a qual a maioria das pessoas têm dificuldades, seja pela pouca aptidão para assuntos financeiros, seja por falta de informações precisas sobre o assunto.
Antes de iniciar o novo negócio, todos os custos devem ser estimados e colocados no papel, para que seja possível se realizar uma análise da viabilidade financeira do novo empreendimento (a viabilidade também é importante no caso de existir a necessidade de buscar recursos de terceiros, como bancos, por exemplo). Mas acima de tudo e dentro das possibilidades é importante tentar iniciar o negócio sem contrair muitas dívidas, até mesmo para sentir o mercado e num segundo momento tentar alavanca-lo com um empréstimo.
 Quando estamos elaborando um Plano de Negócios, vamos nos defrontar com alguns termos para determinarmos o cálculo dos custos. Que termos são estes?
- Investimentos Fixos: é o montante de recursos necessários para a implantação de toda a infra-estrutura física do novo empreendimento, ou seja, aquisição e reforma do ponto comercial, máquinas e equipamentos necessários, instalações, móveis, computadores e demais utensílios.
- Capital de Giro: são os recursos necessários para o financiamento do ciclo operacional da empresa (aquisição de mercadorias, matérias-primas para produção, financiamento a clientes. Para todas estas despesas é desejável ter no inicio do negócio uma reserva de caixa para conseguir manter a empresa em funcionamento até que ela possa começar a pagar este ciclo.
- Faturamento: é importante, com base em dados do mercado, capacidade da força de venda e também da capacidade de produção, fazer uma projeção (o mais realista possível) do faturamento da empresa
- Custos Fixos: conhecer os custos fixos que fazem parte da estrutura da empresa é fundamental. Aqui devem entrar as despesas com aluguel, honorários do contador, salários e encargos sociais, etc). Estes custos não dependem do volume de vendas. Queiram ou não eles vão existir todo o mês e devem ser honrados.
- Custos Variáveis: são os custos que oscilam, segundo o volume de vendas. São impostos sobre vendas ou prestação de serviços, comissões para vendedores, etc.
- Custo do produto por unidade: este é valor que deve ser calculado. Para tanto, é necessário somar todos os custos utilizados para produção, vendas ou prestação de serviços (custo direto + despesas operacionais) e dividir pela capacidade de produção.
- Lucro Operacional: basicamente é a diferença entre a receita operacional (ou seja, tudo aquilo arrecado com as vendas) e o seu custo total (custos fixos, pagamentos de pessoal, matéria-prima, material de consumo, comissões e impostos).
Importante lembrar que o empreendedor deve ter bem definido e conhecer seus custos fixos e variáveis para chegar ao final do mês sem problemas no caixa. O custo fixo faz parte da estrutura da empresa e inclui o aluguel, honorários diversos, salário do pessoal administrativo e demais encargos sociais. Este custo independe do volume de mercadorias vendidas. Já o custo variável é todo aquele que varia conforme as vendas, o que inclui impostos e as comissões de funcionários (caso existam).
Infelizmente, mesmo que tenhamos em mãos de forma detalhada todos estes custos envolvidos e também todo o planejamento do negócio, é impossível saber de fato se o negócio tem possibilidades ou não de dar certo. O mundo empresarial está repleto de histórias de empreendimentos bem planejados, que pertenciam a empresários experientes e que mesmo assim não obtiveram o sucesso esperado. Assim como é normal ouvirmos relatos de negócios surgidos de forma precária e sem nenhum planejamento que alcançaram sucesso. Não é possível prever. Mas não quer dizer que devemos deixar de lado o planejamento e acreditarmos na sorte simplesmente. Ainda acredito que abrir um novo empreendimento, com um mínimo de planejamento seja a maneira mais curta para se alcançar o êxito.
Num próximo artigo vou tentar falar um pouco mais sobre lucros, tempo de retorno e preços.
Colaborador: Andrei Lima
Categorias:
Contabilidade, Custo, Finanças, Investimento, Custo Fixo, Administração Financeira, Custo Variável, Capital de Giro, Planejamento de Custo, Viabilidade Financeira, Faturamento, Lucro Operacional,
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